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Contas do setor público registram superávit de R$ 12,9 bilhões



As contas públicas voltaram a ficar no azul em abril. O país economizou R$ 12,9 bilhões para pagar juros da dívida pública. O que poderia ser um bom sinal de retomada de estabilidade já é visto como incerteza pelos analistas por causa da crise política, agravada na última semana e que causa instabilidade no presidente Michel Temer no cargo. As dúvidas em relação à aprovação da reforma da previdência corroem as expectativas de melhora na área fiscal, principal fonte das turbulências econômicas dos últimos anos.

— Os desenvolvimentos recentes aumentaram a incerteza política e política que poderia minar a trajetória fiscal e de dívida de médio prazo. Nesse contexto, o projeto de lei de reforma fiscal do Congresso - previdência social - poderia, na melhor das hipóteses, ver sua aprovação adiada e seu conteúdo possivelmente mais erodido e, na pior das hipóteses, poderia ser arquivado definitivamente — afirmou o economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

Com redução de despesa, o país dá os primeiros passos na recuperação. Quase a totalidade do chamado superávit primário do setor público (União, estados, municípios e empresas estatais) foi feita pelo governo federal. Em março, houve déficit de R$ 11 bilhões, segundo o Banco Central.

Somente o governo federal poupou R$ 23,7 bilhões. Esse esforço fiscal compensou os R$ 11,5 bilhões de rombo na previdência social. Alvo de uma tentativa de reforma, as aposentadorias continuam a ser a principal responsável pelo desequilíbrio do país. Nos quatro primeiros meses do ano, a previdência acumula um déficit de R$ 52 bilhões: 33% a mais que no mesmo período do ano passado.

Mesmo com essa pressão da previdência, o governo conseguiu - com corte de despesas - ficar no azul. De janeiro a abril, o superávit primário acumulado é de R$15,1 bilhões: 242% maior que a economia feita no primeiro quadrimestre de 2016.

O problema é que os gastos do governo sempre aumentam no fim do ano. O pagamento do 13o salário é um exemplo. Nos últimos 12 meses, o Brasil amarga um déficit primário de R$ 145,1 bilhões (2,29% do Produto Interno Bruno, PIB). Isso é 0,05 ponto percentual do PIB inferior ao déficit registrado nos 12 meses até março, ou seja, ficou praticamente estável.

Esse desempenho de estabilidade mostra o controle que está sendo feito nas despesas — frisou o chefe-adjunto do departamento econômico do BC, Fernando Rocha, que completou:

— Isso apresenta a necessidade de contar com essa gestão fiscal para alcançar a meta do ano.

ABC paulista ganha centro cardiológico de nível internacional

  

O Hospital e Maternidade Brasil, unidade referência em alta complexidade da Rede D’Or São Luiz no ABC paulista, inaugurou o novo Centro Cardiológico, que une tecnologia de ponta, humanização e assistência personalizada para prevenção, diagnóstico, tratamento de todas as doenças do coração e corpo clínico altamente especializado em cardiologia.

 O novo espaço inclui ainda serviço de check-up com local exclusivo para realização de exames laboratoriais, de imagem e esforço, além de atendimento a urgências e emergências 24h por dia, com unidades de internação específicas e com todos os procedimentos para tratamento de doenças cardíacas.

 Para o Dr. João Luiz de Miranda Rocha, diretor médico do Hospital e Maternidade Brasil, a importância do novo Centro Cardiológico se dá pela estrutura completa e de qualidade, com equipe especializada focada no acolhimento e humanização. “Conseguir realizar todos os atendimentos em um mesmo local nos coloca no mesmo patamar de outros grandes centros cardiológicos”.

 O Hospital e Maternidade Brasil já conta com atendimento cardiológico diferenciado, pois ainda no pronto-socorro a primeira consulta médica pode ser realizada por um cardiologista, caso o paciente aponte algum sintoma.

 O Dr. Vinicius Borges Cardozo Esteves, coordenador médico do Hospital e Maternidade Brasil e o Dr. Cleber Mazaro , explicam que o atendimento ágil e especializado faz toda a diferença na recuperação do paciente ao final do tratamento, podendo reduzir os riscos de complicações e mortalidade. “Agora, com a estrutura de ponta e exclusiva para a região, os pacientes não precisam sair do ABC paulista para estes atendimentos de alta complexidade”.

O diretor administrativo  Dr. Mauricio Sergio Uhle em entrevista ao Jornal do ABC Paulista , disse que o investimento para conclusão do complexo cardiológico foi da ordem de 5 milhões de reais .

O  ABC paulista hoje oferece aos munícipes da região o maior e mais completo centro cardiológico de nível internacional aqui no Hospital e Maternidade Brasil .

 

 

 

 

Petrobras e CSN lideram lista dos maiores devedores

No ano passado, a dívida ativa estadual alcançou R$ 77 bilhões. São mais de 230 mil devedores. Os 20 maiores, liderados por Petrobras e CSN, concentram 30% dos débitos, com R$ 22,6 bilhões. Boa parte dos grandes devedores, porém, está em situação irregular ou praticamente quebrado, dificultando a recuperação dos valores devidos. A Procuradoria Geral do Estado estima que apenas metade daquele montante tem chance de ser recuperada.

Segundo Marcus Vinícius Barbosa, procurador do estado responsável pela dívida ativa, a crise econômica por que passa o país e o modelo de cobrança brasileiro, que abre espaço para infindáveis contestações judiciais dos débitos, são responsáveis pelo aumento recente da dívida ativa. Em 2015, ela estava em R$ 59 bilhões.

— Entre os grandes devedores, temos três situações. Empresas que fecham sem pagar suas dívidas, como Mesbla e Varig, empresas envolvidas em esquemas de sonegação fiscal e aquelas que têm bons advogados e protelam o pagamento — afirma Barbosa.

A Petrobras lidera a lista de devedores, com R$ 7,5 bilhões em dívida. A CSN vem em seguida, com R$ 1,6 bilhão. As duas questionam os valores ma Justiça. Segundo a estatal, a empresa “garantiu em juízo todos os valores devidos, mediante uso de depósitos, fianças, seguros ou outras modalidades de garantia, visando continuar discutindo a pertinência da cobrança”. Ja a siderúrgica de Volra Redonda lembra que, desde janeiro do ano passado, já recolheu aos cofres públicos mais de R$ 600 milhões apenas de ICMS.

No varejo, há redes de supermercados como Paes Mendonça e Carrefour. A primeira encerrou as atividades. O Grupo Pão de Açúcar arrenda 10 lojas do grupo no Rio, mas esclareceu que não herdou o passivo fiscal da companhia. Já o Carrefour disse que “cumpre respeitosamente suas obrigações junto ao Estado do Rio de Janeiro e que possui discussões administrativas e judiciais devidamente fundamentadas”.

Há ainda empresas da área de comunicações, como a Star One (braço da Embratel para a área de satélites), a Nextel e os Correios. A Star One não quis fazer comentários. A Nextel questiona a dívida judicialmente e os Correios, por ser protegido por imunidade tributária, não reconhece os valores devidos. A Light, que aparece na lista com R$ 531 milhões, também discute a questão na Justiça e frisa que está adimplente.

 

Carrefour pede autorização para vender ações no Brasil

Carrefour informou que enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um prospecto preliminar para listar ações de sua subsidiária brasileira, chamada Atacadão S.A., no Novo Mercado da B3 (antiga BM&FBovespa).

O documento foi entregue. A CVM confirma o recebimento do protocolo, que está sob análise da área técnica.

O prospecto contém um histórico financeiro do Carrefour Brasil. De acordo com um resumo desses dados divulgados a investidores estrangeiros, a varejista teve lucro líquido de R$ 199 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra R$ 182 milhões no mesmo intervalo de 2016.

A receita líquida somou R$ 11,22 bilhões no período e o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização ajustado (Ebitda ajustado), que mede o potencial de geração de caixa, de R$ 729 milhões.

Um ano antes, esses indicadores estavam em R$ 10,47 bilhões e R$ 683 milhões, respectivamente.

Durante todo o ano de 2016, o lucro líquido foi de R$ 1,3 bilhão, a receita líquida de R$ 44,95 bilhões e o Ebitda ajustado de R$ 3,38 bilhões.

Em 2015, o lucro líquido chegou a R$ 985 milhões, a receita líquida a R$ 39,21 bilhões e o Ebitda ajustado a R$ 2,86 bilhões.

O Carrefour pondera que a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ocorrerá "se as condições de mercado permitirem".

O Brasil é o segundo maior mercado do Carrefour no mundo, atrás apenas da França. A rede tem presença em todo o país, com 498 lojas que empregam 72 mil pessoas. Globalmente, são 10,8 mil lojas com 364 mil funcionários, em 33 países.

 

Odebrecht Óleo e Gás firma acordo com credores e pede recuperação

Odebrecht Óleo e Gás (OOG) protocolou no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro pedido de recuperação extrajudicial, como parte do acordo fechado com um grupo de credores para reestruturação de sua dívida financeira, informou a empresa em comunicado.

Conforme o documento, "os termos da reestruturação foram definidos de forma negociada e consensual com um grupo que representa mais de 60% do valor total das dívidas".

O acordo prevê a troca dos títulos com vencimento em 2021 e 2022 por novos papéis, com amortizações em duas partes.

Em 12 de maio, a Reuters noticiou que as negociações da Odebrecht Óleo e Gás com os credores estava em fase final e a empresa estaria perto de formalizar a recuperação extrajudicial.

Dependência menor da Justiça

Na recuperação extrajudicial, a empresa e os credores entram em acordo para reestruturar a empresa e pagar as dívidas e apenas pedem o aval da Justiça para o plano. A Justiça pode ou não homologar o plano.

Na recuperação judicial, a companhia faz o pedido e só depois negocia um plano de recuperação judicial com os credores. Esse plano precisa ser votado em assembléia de credores e aprovado pela Justiça.

Reformas podem  atrasar, mas será aprovada mesmo sem Temer



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o cronograma da reforma da Previdência poderá sofrer atraso em função dos acontecimentos políticos da semana passada, mas será aprovada mesmo se o presidente Michel Temer não seguir no comando do país. Ele disse que os efeitos positivos não são imediatos e vão surtir efeito principalmente na próxima década. disse que acredita na aprovação da proposta mesmo se o presidente Michel Temer não seguir no comando do país.

Em teleconferência com investidores do JP Morgan e falando em inglês, Meirelles afirmou que um atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença.


Em conversa por telefone com investidores, Meirelles afirmou que seu cenário-base contempla a permanência de Temer no cargo. Mesmo que isso não aconteça, ressaltou não enxergar possibilidade de a oposição contrária às reformas assumir o poder e mudar o curso da política econômica.

“A agenda de reformas nesse momento se tornou parte da agenda do Congresso. Os líderes mais importantes do Congresso já entenderam que as medidas fiscais têm de ser aprovadas e estamos seguindo adiante”, disse.


Meirelles admitiu que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados com base no posicionamento público dos parlamentares. Por outro lado, afirmou que vários deputados lhe confidenciaram que irão apoiar a proposta no momento certo.

Falando em inglês, Meirelles disse que atraso de um ou dois meses na apreciação do texto não fará diferença para o efeito fiscal da reforma, que é orientado para o longo prazo. Destacou ainda que um atraso dessa magnitude seria o pior dos cenários.

Antes da divulgação da delação de Joesley, o ministro havia dito que o governo já acreditava ter os votos para aprovação da reforma da Previdência na Câmara e que eventual atraso na votação faria diferença na expectativa econômica.

Meirelles, que era presidente do conselho da holding controladora da JBS, a J&F, antes de assumir a Fazenda, é um dos nomes que vêm sendo ventilados para a Presidência em caso de eleições indiretas, na esteira de eventual sucessão de Temer.

Após o escândalo político envolvendo Temer, Meirelles tem conversado com investidores, inclusive estrangeiros, para tentar conter os ânimos. Só nesta segunda-feira, ele tem agendada outra conferência com investidores.

Brasil tem 'amortecedores robustos'

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou que o Brasil tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques, internos ou externos.

As declarações foram feitas durante almoço no banco Santander, em São Paulo, e divulgadas pela assessoria do Banco Central. O mercado financeiro tem registrado instabilidade após as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer e a delação de executivos do frigorífico JBS.

"A política econômica doméstica mudou de direção há um ano e as reformas implementadas neste curto período mostraram resultados positivos, por isso a importância de se continuar nesse caminho virtuoso", acrescentou.

Mercados

Goldfajn admitiu que as incertezas aumentaram nos últimos dias, por conta de "informações advindas do ambiente político", mas reiterou que o Banco Central está monitorando o impacto dessas informações e atuando, "sempre que necessário", para manter a plena funcionalidade dos mercados.

"O BC tem atuado, em coordenação com o ministério da Fazenda, para dar liquidez aos mercados, através dos swaps cambiais e dos leilões de recompra de títulos públicos. O BC e o Tesouro Nacional têm vários instrumentos à disposição", afirmou Ilan Goldfajn.

O presidente do BC ressaltou que essa "atuação firme e serena do BC tem foco no bom funcionamento dos mercados".

"Não há relação direta e mecânica dessa atuação e monitoramento com a política monetária [definição dos juros para atingir as metas de inflação predeterminadas], que continuará a ser definida pelo Copom, em suas reuniões ordinárias, com foco nos seus objetivos tradicionais", acrescentou.

Intervenções no câmbio

O presidente do BC disse que o regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa contra choques externos, mas avaliou que "isso não impede o BCB de usar os instrumentos à sua disposição para garantir o bom funcionamento e suavizar choques no mercado de câmbio".

Desde ontem, a instituição tem ofertado contratos de "swaps cambiais" ao mercado, que funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, contribuindo para atenuar as pressões de alta da moeda norte-americana no mercado a vista.

 

Donos da JBS criaram maior empresa de carnes do mundo

De empresa familiar criada a partir de um pequeno açougue na cidade de Anápolis (GO), a JBS, donas de marcas como Friboi e Seara, se tornou a maior processadora de carnes do mundo e a maior empresa privada em faturamento no Brasil, só perdendo para a Petrobras.

As revelações dos irmãos Joesley e Wesley Batista em delação premiada trouxe denúncias contra o presidente Michel Temer e criou pânico nos mercados financeiros. Os empresários viram seu negócio se expandir nos últimos anos com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os donos da JBS também têm negócios em outros setores, reunidos na holding J&F Investimentos. A J&F Investimentos se anuncia como o "maior grupo econômico privado do país", empregando mais de 260 mil pessoas em mais de 30 países. A J&F já teve como presidente do conselho o então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Os dois irmãos se dividem na operação do grupo. Joesley é o presidente da holding e Wesley comanda o JBS.

Crescimento exponencial

A história da JBS começou em 1953 com o açougue A Mineira, fundado por José Batista Sobrinho (cujas iniciais formam a sigla JBS), pai de Wesley e Joesley Batista, os atuais donos do conglomerado. A empresa adotou o nome Friboi quando passou a atuar com frigoríficos e cresceu comprando outras unidades na década de 90. As primeiras exportações de carne in natura vieram somente em 1997.

O grande salto se deu a partir de 2007, quando a empresa decidiu abrir o seu capital, mudou o nome de Friboi para JBS e deu início a um processo de internacionalização com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A JBS foi uma das beneficiadas pela chamada política de campeões nacionais do BNDES, que tinha como premissa financiar a internacionalização de grupos brasileiros. Além de financiar o grupo, o BNDES comprou uma participação na JBS por meio da BNDESpar – braço do banco estatal que compra participações em empresas. A operação que é investigada pelo Tribunal de Contas da União. Hoje o BNDES é dono de 21% da JBS.

Capitalizado com crédito e dinheiro dos novos sócios, o JBS foi às compras. Em março de 2007, o grupo anunciava a compra da norte-americana Swift por US$ 1,4 bilhão, se tornando a maior empresa do mundo de alimentos de origem bovina.

Começava a partir daí uma trajetória de rápida expansão internacional, que incluiria a aquisição de outras gigantes como a Pilgrim´s Pride (empresa de frangos nos EUA) e do frigorífico brasileiro Bertin e da Seara, passando a ser também a maior produtora global de carne de aves.

Em 2014, a JBS se tornou a segunda maior empresa do setor de alimentos do mundo, ficando atrás apenas da Nestlé, totalizando um faturamento de cerca de R$ 120 bilhões, com um aumento de 30% nas venda.

 

 

Saída de dólares superou entrada em US$ 137 milhões

Banco Central informou que a saída de dólares da economia brasileira superou o ingresso de recursos em US$ 137 milhões na semana passada.

Porém, no acumulado do mês de maio, até a última sexta-feira (12), a entrada de divisas ainda supera a saída em US$ 502 milhões.

Já na parcial deste ano, até a última sexta, o BC informou que foi registrada a entrada líquida de US$ 11,53 bilhões no país. No mesmo período do ano passado, as retiradas superaram a entrada de recursos em US$ 5,49 bilhões.

O BC tem avaliado que o ingresso de dólares nos últimos meses está relacionado com a redução do nível de incertezas na economia brasileira e também com a perspectiva de melhora do nível de atividade na economia.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favorece, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a cair. Na parcial de maio, o dólar vem, de fato, registrando queda. No fim de abril, ficou em R$ 3,17  Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional e as denúncias da Lava Jato).

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

O Banco Central anunciou novo leilão de até 8 mil swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda futura de dólares) para rolar os contratos que vencem em junho, que totalizam US$ 4,435 bilhões.

 

 

Empréstimos liberados pelo BNDES caem 15%

Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 21,4 bilhões empréstimos nos 4 primeiros meses do ano, o que corresponde a uma queda de 15% contra o mesmo período do ano passado. Somente em abril, o banco desembolsou R$ 6,3 bilhões, queda de 11% ante 1 ano antes.

Desde o segundo semestre do ano passado, há uma redução no ritmo de queda dos desembolsos do BNDES. Na primeira metade de 2016, as liberações caíram 42% ante o mesmo período do ano anterior. No 2º semestre, a retração recuou para 28%, também em relação ao mesmo período de 2015. No acumulado em 2016, a queda foi de 35% e o volume desembolsado goi o menor desde 2007.

Em comunicado, o BNDES avaliou que a queda de 15% nos quatro primeiros meses de 2017 mantém a tendência de desaceleração. "É importante observar que os desembolsos são um retrato do passado, uma vez que a tramitação dos pedidos de financiamento direto ao BNDES, apresentados como consultas, pode levar mais de um ano nas fases de enquadramento, aprovação e contratação até se converterem em desembolso", destatou o banco.

Distribuição por setores

A maior parcela dos desembolsos do primeiro quadrimestre foi para a Infraestrutura, que respondeu por quase 37% do total com R$ 7,9 bilhões liberados. O setor de comércio e serviços ficou com pouco mais de 22% dos recursos, somando R$ 4,7 bilhões. A agropecuária ficou com R$ 4,3 bilhões, equivalente a 20% do total de desembolsos. Já a fatia da Indústria foi de cerca de 21%, somando R$ 4,5 bilhões.

Aprovação de crédito para máquinas e equipamentos sobe

O total de empréstimos aprovados pelo BNDES nos primeiros quatro primeiros meses do ano ficou em R$ 18,2 bilhões, apresentando estabilidade em comparação com o mesmo período de 2016. As consultas, entretanto, caíram 27% ante o mesmo período do ano passado.

Entre os indicadores positivos, o BNDES destacou o aumento das aprovações de crédito para o setor industrial e para a aquisição de máquinas e equipamentos. A Finame, linha de financiamento de bens de capital, acumulou R$ 6,7 bilhões em aprovações entre janeiro e abril, alta de 38% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas em abril, a Finame aprovou R$ 2,1 bilhões em crédito, 50% a mais do que no mesmo mês de 2016.

 

Balança comercial registra superávit de US$ 24,4 bilhões

Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) informou que a balança comercial registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 24,4 bilhões no acumulado deste ano.

O resultado está é melhor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo estava no patamar de US$ 16,23 bilhões.

Ao todo, neste ano, as exportações somam US$ 76,43 bilhões, com média diária de US$ 849 milhões (alta de 20,2% sobre o mesmo período do ano passado), e as importações, US$ 52,03 bilhões (US$ 578 milhões por dia útil; com aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2016).

Acumulado de maio

Segundo o governo, o saldo positivo no acumulado do mês de maio somou US$ 3,03 bilhões até este domingo (14) - dos quais US$ 2,03 bilhões foram registrados somente na semana passada.

No parcial deste mês, as exportações somaram US$ 8,29 bilhões e, com isso, tiveram um aumento de 10,2% sobre o mesmo mês de 2016. Nesta comparação, subiram as vendas de produtos manufaturados, semimanufaturados e também de produtos básicos.

Os dados do governo mostram que as importações continuaram subindo. No acumulado de maio, avançaram 10,2% na comparação com o mesmo mês de 2016, para US$ 5,26 bilhões.

Neste período, cresceram as compras de bebidas e álcool, combustíveis e lubrificantes, siderúrgicos, equipamentos eletroeletrônicos e veículos automóveis e partes.

Estimativas para 2017

A expectativa do mercado financeiro, segundo pesquisa do Banco Central, para este ano, é que o saldo positivo da balança comercial neste ano supere o de 2016. O MDIC também estima uma melhora no saldo comercial.

A previsão dos analistas é de superávit de US$ 55,15 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior em 2017. No ano passado, o saldo positivo ficou em US$ 47,7 bilhões e bateu recorde.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 51 bilhões para este ano, com exportações em US$ 200 bilhões e importações no valor de US$ 149 bilhões. O MDIC, por sua vez, prevê um superávit comercial de US$ 55 bilhões para 2017.

 

PF investiga fraude em aportes do BNDES à JBS



A Polícia Federal (PF) deflagrou, a Operação Bullish, que investiga fraudes em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da subsidiária BNESPar, à JBS. Os aportes teriam sido realizados após a contratação de empresa de consultoria ligada ao ex-parlamentar Antonio Palocci, e teriam passado por tramitação record.Palocci está preso em Curitiba (PR).

Entre os alvos dos mandados estão Luciano Coutinho, que presidiu o banco de fomento entre 2007 e 2016, e os irmãos Joesley e Wesley Batista, que ficam à frente das empresas do grupo. Joesley Batista, no entanto, está em Nova York, como informa a coluna do Lauro Jardim.

Os aportes teriam sido feitos a partir de junho de 2007 e utilizados para aquisição de outras empresas no ramo de frigoríficos, no valor de R$ 8,1 bilhões. A Polícia Federal encontrou indícios que as operações foram executadas sem exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, o que teria gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

Foram cumpridos 37 mandados de condução coercitiva (30 no Rio de Janeiro e sete em São Paulo) e 20 mandados de busca e apreensão (14 no RJ e seis em SP). Além disso, foram tomadas medidas de indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas que participam direta ou indiretamente do controle acionário da JBS, até o limite do prejuízo que teria sido gerado.

Os controladores do grupo também ficaram proibidos de promover qualquer alteração societária na empresa investigada e de se ausentar do país sem autorização judicial prévia. A Polícia Federal monitora cinco dos investigados que encontram-se em viagem ao exterior.

NOME DA OPERAÇÃO

No jargão do mercado financeiro, “bullish”, ou “bull market”, é usado para designar um momento em que as ações em geral estão em tendência de alta. “Bull”, que em português quer dizer touro, é usado como metáfora por causa do ataque do animal, feito com os chifres de baixo para cima. Quando o mercado está em tendência de baixa, o mercado chama de “bear market” ou “bearish”, derivado de “bear” (urso), também inspirado no modo de ataque do animal, num movimento de cima para baixo.Segundo a Polícia Federal, os aportes da BNDESPar levaram as ações da JBS a movimentos de alta na Bolsa de Valores de São Paulo.

NOTAS DA JBS E DO BNDES

Em nota, a JBS nega que tenha sido favorecida pelas operações feitas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da subsidiária BNESPar, e que elas foram realizadas de acordo com as regras do mercado de capitais no Brasil. Já o BNDES divulgou comunicado afirmando que está buscando informações sobre a operação, dá apoio a seus funcionários e colabora com as autoridades.

A defesa do ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, por sua vez, argumentou que “todas as operações com a JBS foram feitas dentro da mais absoluta regularidade” e que ele sempre esteve à disposição para esclarecimentos sobre o assunto.

“Todo o investimento do BNDES na companhia foi feito por meio da BNDESPar, seu braço de participações, obedecendo a regras de mercado e dentro de todas as formalidades. Esses investimentos ocorreram sob o crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em consonância com a legislação vigente. Não houve favor algum à empresa”, justificou, em nota, a empresa.

 

 

Safra deve crescer 26% em 2017 e atingir recorde de produção

A safra brasileira de grãos deve avançar 26,2% este ano em relação a 2016, para 233,1 milhões de toneladas, segundo dados de abril do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados . Dos 26 produtos avaliados, 15 terão aumento de produção neste ano, entre eles, soja, milho e arroz, que respondem por 94% da produção de grãos brasileira.

O IBGE elevou novamente sua estimativa para a safra brasileira. Na primeira projeção, a estimativa era de avanço de 16%, mas o número foi reajustado para cima mês a mês. Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o clima favorável vem confirmando uma colheita maior, o que leva ao aumento das projeções.

O crescimento da safra virá, principalmente, de ganhos de produtividade, já que a produção cresce acima da área plantada. No caso do soja, por exemplo, a área plantada deve avançar 2,4% em 2017, mas a produção deverá crescer 17,5%, segundo estimativas do IBGE. No caso do milho, a área e a produção cresceram, respectivamente, 16,5% e 46,8%. Para o arroz, o avanço foi de 3,3% na área e 13,5% na produção.

"Existe um maior aporte de tecnologias no campo que sempre melhora a produtividade. Mas o clima favorável é o principal fator para o aumento da produção. Ano passado a safra foi prejudicada pelas secas e este ano as chuvas estão bem distribuídas e favorecem a agricultura", afirmou Guedes.

Impacto na economia

O avanço do agronegócios deverá puxar a economia brasileira no início do ano. Depois de oito trimestres consecutivos de queda no PIB, as projeções apontam para um crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, puxado quase que exclusivamente pelo agronegócio.

A safra recorde trará ganhos ao setor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima em 8,5% a alta o PIB do setor em 2017, após um recuo de 6,6% no ano passado.

O gerente de agricultura do IBGE ressaltou que o aumento dos estoques já pressiona o preço da saca de soja e milho para baixo. Os exportadores também devem ganhar menos já que o dólar no início deste ano está mais baixo do que a cotação no início do ano passado, que chegou a R$ 4. "Mesmo assim será um ano melhor para os produtores. O volume colhido é muito maior", disse Guedes.

 

Lucro da Gol despenca 70% no 1º trimestre



A companhia aérea Gol teve lucro líquido de R$ 232,7 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 69% em relação ao igual período do ano passado, em um resultado que trouxe recuo do caixa, mas queda no endividamento.

A dívida líquida total ajustada, excluindo aeronaves em devolução e os bônus perpétuos, alcançou R$ 10,8 bilhões, ante R$ 11,767 bilhões no quarto trimestre de 2016, equivalente a 4,6 vezes o Ebitda (geração de caixa antes de pagamento de impostos) anualizado, contra 6,7 vezes no fim de dezembro do ano passado.

A companhia aérea encerrou o período com cerca de R$ 695 milhões em caixa, queda de 61,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Ante o quarto trimestre, houve queda de 40%no caixa.

A Gol manteve a estimativa de uma taxa de ocupação de 77% a 79% neste ano, frota de 115 aeronaves e redução de 3% a 5% na oferta total de assentos. A previsão da margem operacional (Ebit) em 2017 seguiu de 6% a 8%.

A receita operacional líquida da companhia aérea caiu 2,5% frente a igual intervalo de 2016, para R$ 2,646 bilhões, com a receita de passageiros recuando 5,8% no período em razão de menor demanda.

QUEDA DE 8,3% NO NÚMERO DE PASSAGEIROS

O número de passageiros transportados caiu 8,3% no primeiro trimestre, mas a taxa de ocupação subiu 2,1 pontos percentuais, a 79,6%, com a maturidade da nova malha aérea, lançada em maio de 2016, que levou à redução de 13,2% na disponibilidade de assentos, disse a Gol.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitdar) recuou 31,3% na mesma base de comparação, para R$ 601,3 milhões.

Em termos ajustados, o Ebitdar somou R$ 693,5 milhões, alta de 4,6, com margem de 26,2% ante 24,4% um ano antes.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado subiu 53,8%, para R$ 345,4 milhões, com a margem avançando 4,8 pontos, para 13,1%.

No começo de abril, a Gol divulgou dados preliminares sobre o resultado operacional do primeiro trimestre no qual tinha estimado que a margem Ebit do primeiro trimestre teria ficado entre 12% e 12,5%.


DESPESAS

Nos primeiros três meses do ano, a Gol teve alta de 5,3% no total de despesas operacionais, para R$ 2,393 bilhões. O custo operacional por assento disponível por quilômetro (cask) aumentou 7,4%.

A companhia explicou que o custo total no primeiro trimestre de 2016 tinha sido menor devido ao valor positivo proveniente do retorno de aeronaves em arrendamento financeiro e operações de 'sale-leaseback' (transação financeira, onde um vende um recurso e o aluga de volta por um longo prazo) naquele trimestre.

Os gastos com combustível de aviação recuaram 2,8%, enquanto desembolsos com comerciais e publicidade cederam 0,8% e a linha de despesas com o arrendamento de aeronaves cedeu 25,4%.




 

 

Não está fácil’, diz ministro da Indústria



O Presidente licenciado do PRB e um dos escalados para ajudar o governo a negociar as reformas no Congresso, o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Marcos Pereira, admite: está difícil convencer os colegas de partido a votar “sim”. Na reforma trabalhista, 15 deputados da legenda votaram a favor do projeto de lei, contra 4 votos contrários e 4 abstenções. Agora, Pereira não tem certeza sobre que placar esperar, embora espere que a maioria da bancada apoie o projeto.

— No meu partido, tenho trabalhado como presidente licenciado. Mas tem o senador Eduardo Lopes (PRB/RJ), presidente em exercício, e o líder da bancada, Cleber Verde (PRB/MA). (Estamos) discutindo na medida do possível com aqueles que têm sensibilidade de votar o tema da (reforma) previdenciária. Não está fácil, não — afirmou o ministro, em encontro com jornalistas .

Pereira deve se reunir novamente com os deputados do PRB na noite desta terça. A última reunião foi há 20 dias, justamente quando o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS/BA) apresentou o relatório com as alterações ao texto enviado pelo governo. Na ocasião, avalia Pereira, não havia tempo para que os deputados avaliassem as medidas.

Apesar de se esforçar para convencer os colegas, o ministro acha difícil que o partido feche questão a favor da reforma — no jargão político, a determinação de que todos da bancada votem da mesma maneira.

Retomada da economia

Para ele, a reforma não foi bem compreendida pela população, o que afeta diretamente os parlamentares, principalmente em ano de eleição. Na semana passada, pesquisa Datafolha estimou que 71% dos brasileiros são contra a reforma da Previdência.

Isso chega nas pessoas e é sensível aos deputados, sobretudo em ano pré-eleitoral. Acho que o governo está agindo corretamente ao esperar um pouco, fazer novas ações de comunicação, para que as pessoas vejam que não vão perder a aposentadoria — destacou. — Ademais, 64% dos aposentados hoje ganham salário mínimo. E o salário mínimo continuará garantido. Então, não vai atingir a população como um todo. Mas essa mensagem ainda não chegou na base. Acho que essa é a dificuldade do parlamentar — avaliou Pereira.

O ministro acredita que a aprovação das reformas é condição para a retomada da economia. Na conversa com jornalistas, ele avaliou as ações à frente da pasta que comanda há um ano. Ele disse que pode não chegar ao fim do mandato do presidente Temer, caso decida se candidatar nas eleições do ano que vem — o que o forçaria a deixar o cargo em abril. Pereira é citado em delação premiada da Operação Lava-Jato pelo suposto recebimento de R$ 7 milhões para apoiar a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

 

Entre as medidas para fazer a indústria voltar a crescer, destacou ações para melhorar o ambiente de negócios — uma reclamação que ouve diariamente de investidores. O ministério também deve formar nos próximos dias um grupo de trabalho para elaborar medidas para a chamada indústria 4.0, de manufatura avançada e tecnologia.

 

Mercado baixa estimativa de inflação para 2017

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua previsão de inflação e passaram a estimar um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017.

As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017, a "inflação oficial" do país, o mercado baixou sua previsão de 4,03% para 4,01%. Foi a nona redução seguida do indicador.

Com isso, manteve a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que para isso eleva ou reduz a taxa de juros (Selic).

A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. Naquele momento, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa, que acabou se espalhando pelo mundo.

Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%.

No ano passado, a inflação ficou acima da meta central, mas dentro do intervalo definido pelo CMN. Já em 2015, a meta foi descumprida pelo BC - naquele ano, a inflação superou a barreira dos 10%.

Para 2018, porém, a previsão do mercado financeiro para a inflação subiu de 4,30% para 4,39%. Mesmo assim, o índice está abaixo da meta central de inflação para o período (4,5%) e também do teto de 6% fixado para o ano que vem.



 

Latam é notificada pelo Procon-SP por cancelamento de vôo

A empresa aérea Latam foi notificada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, em função do cancelamento do voo JJ 3557 ocorrido em São Paulo com destino a Foz de Iguaçu. Com base nas notícias divulgadas pela imprensa, o Procon-SP pediu à companhia aérea esclarecimentos sobre o número de passageiros afetados, motivo do cancelamento, meios empregados para informação e orientação dos passageiros e tipo de atendimento disponibilizado. O órgão de defesa do consumidor solicitou ainda que a Latam informasse se houve reacomodação dos passageiros em voo com mesmo destino no período de quatro horas e se havia passageiros que perderam conexões em função do cancelamento do voo.

De acordo com o Procon-SP, a empresa tem sete dias para apresentar explicações e documentos que comprovem as medidas adotadas ou pedir a dilação de prazo se necessário. A documentação apresentada será analisada e não havendo conformidade com a legislação – Regulamentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Código de Defesa do Consumidor (CDC), a empresa poderá ser multada pelo Procon. Vale lembrar que esse processo tem como objetivo o “dano coletivo”

Procurada pela reportagem, a Latam informou que foi notificada e prestará os esclarecimentos necessários ao órgão.

 

Azul começa cobrança de bagagem despachada em 1º de junho

A companhia aérea Azul vai iniciar a cobrança de bagagem despachada no dia 1º de junho. A empresa disse que vai lançar uma nova classe tarifária promocional para clientes que aceitarem viajar só com a mala de mão. Para esses clientes, a companhia oferece descontos de até 30% e cobrará R$ 30 se eles quiserem ter a mala despachada.

“O lançamento desta nova opção de tarifa é um importante marco na aviação brasileira, permitindo que nossos clientes tenha acesso à tarifas mais baixas e, ao mesmo tempo, aproveitem a maior e mais abrangente malha aérea do país”, disse Antonoaldo Neves, presidente da Azul, em comunicado da empresa.

Com a mudança, as passagens da Azul serão classificadas em duas categorias: a “Azul” e a “MaisAzul”. “Ao optar pela categoria Azul, o cliente pagará mais barato pela passagem na comparação com a tarifa MaisAzul e poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada. A categoria MaisAzul mantém a prática tarifária atual, inclui franquia de 23 kg de bagagem e sempre estará disponível para compra”, explicou a empresa.

A companhia começará a cobrança para os voos que partem do aeroporto de Viracopos, em Campinas, para 14 destinos nacionais. A companhia já tinha anunciado a promoção em março, mas precisou cancelar a ação porque uma liminar impediu que as novas regras de bagagem entrassem em vigor no dia 14 de março.

Nova regra de bagagem

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) editou novas regras para a franquia de bagagem no transporte aéreo brasileiro. Antes, elas não podiam cobrar taxas adicionais pelo despacho de bagagem. O preço, na prática, estava embutido no valor da passagem.

A nova regra deveria entrar em vigor em 14 de março, mas uma liminarobtida pelo Ministério Público de São Paulo impediu a mudança. A decisão foi revertida no último sábado (29).

Antes da liminar, Azul, Latam e Gol tinham anunciado que cobrariam pelo despacho de bagagens em passagens promocionais.

Gol e Latam disseram que estão reavaliando a regra e ainda não informaram quando pretendem iniciar a cobrança de bagagem. A Avianca não pretendia cobrar pela bagagem no primeiro momento.

 

Grupo Odebrecht atrasa publicação do balanço de 2016

Odebrecht S.A., holding que concentra todas as empresas do grupo Odebrecht, não publicou o balanço consolidado de suas operações referentes a 2016 dentro do prazo legal, no fim de abril. O grupo está no centro das investigações de corrupção da operação Lava Jato.

A Odebrecht confirmou ainda não ter divulgado suas demonstrações financeiras do ano passado. No entanto, informou estar “trabalhando intensamente para finalizar os balanços” e disse que “pretende publicá-los em breve”. A empresa não informou o motivo do atraso.

A lei determina que as empresas de capital fechado que compõem sociedades anônimas (SAs) de grande porte têm quatro meses para fechar e divulgar seus balanços após o fim do ano fiscal, geralmente em dezembro.

Empresas que descumprem o prazo de publicação de seus balanços ficam impedidas de registrar novos atos societários, explica ao G1 o especialista em direito Empresarial, Adelmo Emerenciano, sócio do escritório Emerenciano, Baggio e Associados. “Há também consequências comerciais, como a dificuldade em obter crédito e a impossibilidade de participar de licitações”, afirma.

As subsidiárias da Odebrecht estão impedidas desde dezembro de 2014 de participar de licitações da Petrobras, devido ao possível envolvimento com atos ilícitos da Lava Jato. Outra dificuldade é obter crédito para financiar projetos em andamento, além de planos de vender R$ 10 bilhões em ativos para fazer caixa.

Em 2015, o grupo Odebrecht teve prejuízo de R$ 298 milhões (equivalente a US$ 88 milhões), revertendo o lucro líquido de R$ 494 milhões obtido em 2014 (US$ 210 milhões). O balanço, divulgado somente em julho, foi auditado pela PricewaterhouseCoopers (PwC).

MAIS: Empreiteiras encolheram e perderam protagonismo após Lava Jato

Em fevereiro, a Braskem, uma das empresas do grupo e com capital aberto, divulgou um comunicado informando que “estendeu o cronograma dos trabalhos junto aos auditores independentes” e, por isso, não havia finalizado suas demonstrações financeiras auditadas do exercício de 2016.

Acordos e multas no Brasil e exterior

A Odebrecht fechou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) e se comprometeu a pagar R$ 5,3 bilhões às autoridades brasileiras, referentes às irregularidades apontadas nas investigações.

No exterior, a construtora do grupo pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.

A empresa alcançou acordos judiciais com os governos de EUA, Brasil e Suíça para pagar multas que somavam até janeiro US$ 2,047 bilhões. A empresa também pagou US$ 8,9 milhões em um acordo preliminar com o Peru no último dia 5 de janeiro, que deverá ter a quantia elevada, segundo as autoridades do país.

O grupo nasceu com construtora, mas expandiu sua atuação para outras áreas, como petroquímica, naval e agroindustrial. Fazem parte do conglomerado, entre outras, as empresas Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), Braskem e Odebrecht Agroindustrial.

 

Lucro do Bradesco chega a R$ 4,07 bilhões no 1º trimestre

O Bradesco anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,07 bilhões no primeiro trimestre de 2017, uma queda de 1,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado foi de R$ 4,12 bilhões.

Em comparação com o trimestre anterior, quando o lucro foi de R$ 3,59 bilhões, houve alta de 13,3%.

Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 4,64 bilhões no primeiro trimestre, alta de 13% em relação a mesmo período de 2016, de R$ 4,113 bilhões. Em relação ao último trimestre de 2016, foi de R$ 4,385 bilhões, aumento de 6%. Segundo o banco, a diferença do lucro líquido para o ajustado vem principalmente dos R$ 554 milhões em ágio com a aquisição do HSBC Brasil.

O índice de ínadimplência superior a 90 dias chegou a 5,6%, acima dos 4,2% registrados no primeiro trimestre de 2016. O resultado também é superior do que os 5,5% registrados no quarto trimestre de 2016.

Segundo o Bradesco, o índice de inadimplência chega a 5,2%, desconsiderando um cliente corporativo específico, que já estava provisionado (5,5% em dezembro de 2016 e 4,2% em março de 2016).

A carteira de crédito chegou a R$ 502,71 bilhões em março, uma queda de 2,4% em relação ao saldo de dezembro, de R$ 514,99 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, com resultado de R$ 463,20 bilhões, houve aumento de 8,5%.

A provisão para perdas esperadas com calotes totalizou R$ 4,86 bilhões no primeiro trimestre de 2017, uma queda de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o resultado foi de R$ 5,44 bilhões. Também houve queda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, de 12%, quando foram registrados R$ 5,52 bilhões.

As despesas administrativas do Bradesco com pessoal de janeiro a março chegaram a R$ 9,676 bilhões, um aumento de 22,9% na medição anual (R$ 7,87 bilhões). Já na comparação com o trimestre anterior, o resultado caiu 7,7% (R$ 10,48 bilhões).

O braço de seguros, que responde por cerca de um terço do resultado do grupo, teve queda de 8,7% do lucro sobre o trimestre anterior e de 0,4% ano a ano, para R$ 1,37 bilhão. O declínio reflete entre outros fatores o avanço da sinistralidade e o volume de indenizações pagas.

O retorno sobre patrimônio líquido médio ajustado (ROE) do Bradesco, índice que mede como o banco remunera seus acionistas, ficou em 18,3%, ante 17,5% um ano antes e 17,6% no fim de 2016.

A margem financeira se manteve praticamente estável no primeiro trimestre deste ano em comparação com os três meses anteriores, indo de 16,74 bilhões para 15,90 bilhões. A taxa média da margem de juros acumulada em 12 meses saiu de 7,5% em dezembro para 7,4% em março.

Previsões

O Bradesco prevê que em 2017 o montante para despesas de provisões para calotes será de R$ 21 bilhões a R$ 24 bilhões.

O banco também estima que o ano será fraco para crédito, período para o qual previu expansão de 1 a 5%. Além disso, diante do ciclo de queda da Selic, a estimativa para margem financeira com juros pró-forma foi fixada no intervalo de queda de 4% a 0%.

Por outro lado, a instituição previu para suas despesas operacionais em 2017 um intervalo que vai de queda de 1% até alta de 3%, também na base pró-forma.

 

 

Juro do cartão de crédito rotativo sobe para 490% ao ano em março

Os juros cobrados pelos bancos em suas operações com cheque especial e cartão de crédito rotativo voltaram a subir em março, após apresentarem queda em fevereiro deste ano, informou o Banco Central.

No caso do cartão de crédito rotativo, a taxa passou de 487,8% ao ano em fevereiro para 490,3% ao ano em março deste ano. Com isso, atingiu o maior patamar desde janeiro (497,5% ao ano). A série histórica dessa modalidade de crédito foi revisada.

Já os juros do cheque especial, ainda de acordo com a autoridade monetária, avançaram de 327% ano em fevereiro para 328% ao ano em março, também o maior nível desde janeiro (328,3% ao ano).

Especialistas recomendam que essas modalidades de crédito (cartão e cheque especial) só devem ser utilizadas em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo, devido ao custo proibitivo. No caso do cartão de crédito, a recomendação dos economistas é que os clientes bancários paguem toda a fatura no vencimento para não deixar saldo devedor.

Mudanças no cartão de crédito e competição bancária

O mês de março foi o último antes das mudanças nas regras do cartão de crédito. Pelas novas normas, que começaram a valer neste mês de abril, o rotativo só poderá ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado.

A expectativa do governo federal é que as medidas façam com que os juros do cartão caiam pela metade do patamar atual, ou seja, para cerca de 245% ao ano. Mesmo com essa queda, a taxa de juros cobrada pelos bancos ainda seria muito elevada pelos padrões internacionais.

O BC, que tem informado que busca estimular a competição entre os bancos para baixar os juros, informou recentemente que os quatro maiores conglomerados bancários - Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal - detinham, no fim de 2016, 78,99% de todas as operações de crédito feitas por instituições financeiras no país e também 78,48% dos depósitos.

Juro bancário médio cai em março

Apesar do aumento dos juros do cartão de crédito e do cheque especial, os números do BC mostram que houve, em março, queda dos juros médios cobrados pelos bancos tanto nos empréstimos a pessoas físicas quanto a empresas nas operações com recursos livres (que excluem crédito imobiliário, rural e do BNDES).

Em março, de acordo com a autoridade monetária, a taxa média de juros das operações com recursos livres para as pessoas físicas somou 72,7% ao ano, contra 73,5% ao ano em fevereiro. Trata-se do menor patamar desde dezembro do ano passado (72,4% ao ano). A taxa cobrada das empresas, por sua vez, recuou de 28,7% ao ano em fevereiro para 27,5% ao ano em março.

A queda dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.

Desde outubro do ano passado, os juros básicos da economia recuaram de 14,25% para 11,25% ao ano, uma queda de três pontos percentuais.

Nesse mesmo período, porém, os juros bancários médios nas operações com pessoas físicas passou de 74,3% ao ano para 72,7% ao ano - um recuo de 1,6 ponto percentual. Com isso, os juros bancários cobrados das pessoas físicas recuaram metade do corte da taxa básica de juros promovido pelo Banco Central desde outubro do ano passado.

Embraer anuncia parceria com Uber

A imagem de carros que voam dos desenhos animados dos Jetsons está cada vez mais próxima da realidade. A Embraer anunciou que fechou uma parceria com a Uber para o desenvolvimento de um projeto para desenvolvimento pequenos veículos elétricos com decolagem e aterrissagem vertical (VTOLs, na sigla em inglês) para deslocamentos curtos no espaço urbano. O projeto, chamado de Uber Elevate Network, foi anunciado em Dallas, nos Estados Unidos, durante o Uber Elevate Summit.

Executivos de ambas as empresas apontaram a importância dos estudos e da inovação para estarem à frente do que serão as tecnologias no transporte aéreo do futuro. O diretor-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, destacou que é preciso explorar vários novos conceitos de negócios que podem afetar o transporte aéreo no futuro.

“Essa é uma oportunidade única para ajudarmos a complementar o conhecimento de transporte aéreo dessa que é uma empresa revolucionária e visionária no transporte terrestre. No exercício dessa parceria, vamos desenvolver novas tecnologias, novos produtos e novos modelos de negócios que podem gerar oportunidades para a Embraer no futuro”, disse ele.

A liderança da Embraer na fabricação de jatos comerciais de até 130 assentos foi ressaltada pelo diretor de Engenharia de Aviação da Uber, Mark Moore. “Seu conhecimento de certificação de aeronaves com tecnologia fly-by-wire embarcadas e sua confiança de que eles podem igualmente tornar essa tecnologia acessível a aeronaves muito menores é um ingrediente essencial para o nosso sucesso”.

 

Consultas ao BNDES para infraestrutura crescem 25%

As consultas ao BNDES para financiamento de projetos de infraestrutura aumentaram 25% no primeiro trimestre de 2017, em comparação a igual período de 2016, informou a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques. Os números do primeiro trimestre serão divulgados amanhã. As consultas são o primeiro passo do processo de obtenção de crédito no BNDES e mostram a disposição do empresariado de investir. E os investimentos em infraestrutura são apontados como o motor da retomada da economia.

Segundo Maria Silvia, este e outros dados que serão divulgados amanhã são sinais claros de que a a economia está retomando crescimento. Entre outros indicadores está o aumento de 35% das aprovações (etapa anterior ao desembolso) do Finame, programa que financia máquinas e equipamentos. O Finame costuma ter liberação bem mais rápida do que projetos de infraestrutura, pois os valores são menores. Os dados também mostram crescimento de 345% da concessão de capital de giro no primeiro trimestre.

— São sinais mais claros (de que a recessão está chegando ao fim). Não havia esse crescimento no ano passado. Esses sinais começam a acontecer este ano. Capital de giro não é necessariamente sinal de retomada, mas é ao menos sinal de preservação. Mas as consultas também melhoraram. É um gradativo retomar do interesse pelos investimentos — disse Maria Silvia, após participar de evento da FGV, na sede da Firjan, no Rio.

Os desembolsos, que em sua maioria refletem financiamentos tomados em anos anteriores, vão continuar apresentando queda no trimestre. Nos dois primeiros meses do ano, o recuo foi de 16%, refletindo a recessão por que passa o país. Maria Silvia frisou que a necessidade de reformas continua mesmo com o fim da crise.


Ao acabar a recessão e ter a retomada econômica, a gente não pode esquecer que é preciso fazer as reformas estruturais. O ambiente, ao melhorar, não quer dizer que a gente pode prescindir dessas reformas. Temos uma agenda importante de previdência e trabalhista, que, ao contrário do que se diz, não é para perda de direitos. É para criar empregos. Hoje, a legislação trabalhista é contra a criação de empregos — disse.

A presidente do banco adiantou ainda que dois projetos de energia solar, avaliados em mais de R$ 400 milhões cada, acabaram de entrar no banco. A ideia é que sejam aprovados em até 180 dias. A meta do BNDES é que 50% dos projetos que entrarem no banco este ano sejam aprovados dentro desse prazo.

Ela voltou a dizer que o financiamento de longo prazo para o Galeão deve acontecer se a reprogramação do pagamento das outorgas for aprovado e se houver a entrada de um novo sócio. E preferiu não comentar as reuniões que acontecem esta semana entre representantes de banco contratados pelo BNDES e potenciais investidores com objetivo de fazer captação externa. A última captação no exterior feita pelo BNDES foi em 2014.




 

Brasil fecha só 63 mil  empregos com carteira assinada  em março

Depois de gerar empregos em fevereiro, a economia brasileira voltou a demitir mais do que contratar em março. No mês de março, as demissões superaram as contratações em 63.624 vagas. Os números do emprego divulgados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A redução das 63.624 vagas de emprego é resultado de 1.251.332 admissões e de 1.324.956 demissões em março. No acumulado do primeiro trimestre de 2017, o país registrou o fechamento de 64.378 postos de trabalho.

No mês de fevereiro, após 22 meses de queda no número de postos de trabalho formal, o Brasil voltou a gerar emprego, com um saldo de 35.612 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Em 2016, o país fechou 1,32 milhão de vagas formais. Apesar de o número ainda ser alto, houve uma pequena melhora em relação ao ano de 2015, quando 1,54 milhão de brasileiros perderam o emprego com carteira assinada.

 

Entrada de dólares supera saída em US$ 7 bilhões

O fluxo de dólares na economia brasileira segue positivo, com os ingressos de recursos superando as retiradas em U$ 7,049 bilhões no acumulado em abril até o dia 13, informou o Banco Central .

Somente entre os dias 10 e 13 de abril, o país recebeu US$ 4,094 bilhões.

No acumulado no ano, a entrada de dólares superou a saída em US$ 9,019 bilhão. No mesmo período de 2016, US$ 7,217 bilhões saíram na economia brasileira.

Se confirmado o fluxo positivo no fechamento de abril, este será o segundo mês seguido de ingresso líquido de dólares na economia brasileira. Em março, a entrada de dólares superou a evasão US$ 2,87 bilhões.

Impacto no dólar

A entrada de dólares favorece, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a cair. Em março, porém, o dólar registrou alta de 0,57%. Foi o primeiro avanço mensal desde novembro de 2016. No primeiro trimestre, porém, acumulou queda de 3,65% em relação ao real.

Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional e as denúncias da Lava Jato).

FMI: Brasil crescerá 0,2% em 2017 e 1,7% em 2018



O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que o Brasil deverá crescer 0,2% neste ano e 1,7% em 2018. Para isso, contudo, precisa aprofundar as mudanças econômicas que têm realizado para sair da “profunda recessão” que afetou o país nos últimos dois anos, indicou o fundo na abertura de seu encontro anual de primavera (no Hemisfério Norte), que ocorre na capital americana.

Esperamos que o Brasil saia de uma de suas mais profundas recessões com previsão de crescimento de 0,2% em 2017 e 1,7% em 2018. Esta recuperação gradual será sustentada com a redução da incerteza política, facilitação da política monetária (corte de juros) e futuros progressos na agenda de reformas”, afirma o Panorama da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês)


As novas projeções para o Brasil indicam uma lenta recuperação. Em relação às expectativas divulgadas em janeiro, o crescimento de 2017 se manteve estável, enquanto que a previsão para 2018 foi acrescida de uma alta de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos em um ano). O país viveu dois anos de forte retração que reduziu o PIB em 7,2% no período.

“No Brasil, o ritmo da contração diminuiu, mas não ainda (a contração) do investimento e da produção no fim de 2016, enquanto a crise fiscal em muitos estados continuou a piorar. A inflação surpreendeu positivamente, permitindo a perspectiva de uma flexibilização monetária mais rápida. O crescimento é projetado para recuperar gradualmente e se manter moderado”, afirmou o fundo, que espera que o país esteja crescendo 2% ao ano em 2020.


O Panorama indica ainda que espera a implementação de “medidas estruturais ambiciosas” na economia e reformas fiscais, como a reforma da previdência. Assim, afirma o FMI, haverá o potencial para restaurar e melhorar o nível de vida da população após a profunda recessão, mas facilitar a consolidação fiscal, buscar avanços de produtividade e melhorias de infraestrutura no longo prazo.

'BOAS SURPRESAS'

Maurice Obstfeld, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou na manhã desta terça-feira, na abertura do encontro anual de primavera da entidade, na capital americana, que o Brasil deu “boas surpresas” à economia mundial no começo do ano. Ele se mostra mais otimista com a economia global, inclusive afirmando que a previsão de crescimento mundial de 3,5% para este ano pode ser superado.

- Sem dúvida vemos aspectos positivos no aumento da confiança e do nível de investimento mundial. Neste primeiro trimestre tivemos surpresas positivas do Japão, da China e do Brasil. Existe a possibilidade que nossas previsões sejam superadas

 

Economia do Brasil cresce 1,3% em fevereiro

A economia brasileira voltou a crescer. Nas contas do Banco Central, a expansão foi de 1,3% em fevereiro. A previsão dos analistas para o Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br), divulgado pela autarquia era uma alta de 0,6%.

O BC revisou o dado de janeiro de uma queda de 0,26% para uma alta de 0,62%. Isso reflete uma revisão intensa dos dados referentes a janeiro nos setores de serviço e comércio divulgados pelo IBGE se deu por causa de uma mudança metodológica que segue as normas internacionais.

Boletim do Bradesco, assinado pelo economista-chefe, Fernando Honorato Barbosa, afirma que o resultado surpreendeu positivamente, "impulsionado pelas revisões altistas dos dados de vendas do varejo e de receitas de serviços".

Na semana passada, o IBGE informou que o varejo brasileiro registrou expansão de 5,5% em janeiro, na comparação com dezembro, em vez da retração de 0,7% que havia sido anteriormente informada. Nesta quinta-feira, o instituto revisou o número de janeiro para o setor de serviços, de uma queda de 2,2% para uma alta de 0,2%.

 

 

Até quanto o Copom pode cortar os juros do Brasil?


 

Com a certeza de inflação abaixo da meta do governo até 2021, menor que os 4,5% fiixados pelo governo, o caminho está aberto para que o Banco Central seja ainda mais ousado do que foi na quarta-feira, quando acelerou o corte dos juros. A dúvida é até onde vai a autoridade monetária na redução de juros.

O mercado financeiro já vê a taxa básica de juros (Selic) a 8,50% ao ano no fim de 2017, de acordo com a pesquisa feita pela própria autoridade monetária divulgada na segunda-feira. Ou seja, já se espera que o BC leve a Selic para abaixo do juro de equilíbrio, o chamado juro neutro, estimado por alguns analistas em 9% ao ano. O juro neutro é aquela taxa que não influencia a trajetória da inflação e não impede o crescimento econômico. O país consegue crescer dentro do seu potencial, atualmente muito baixo no Brasil, sem que a inflação suba.

Para economistas, não seria uma boa ideia o Comitê de Política Monetária (Copom) derrubar os juros para um patamar em que teria de voltar atrás rapidamente. Essa estratégia poderia tirar uma possível sensação de estabilidade no quadro econômico. Por outro lado, há a percepção de que o juro neutro da economia pode estar em queda por causa do andamento das reformas estruturais que estão em andamento e das medidas de crédito tomadas pelo BC.

Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, diz que o juro neutro deve estar entre 8,25% ao ano e 9% ao ano. No entanto, ele alerta que esse patamar pode ser completamente diferente no fim do ano, pois as reformas prometidas pelo governo devem interferir. Se forem adotadas as medidas necessárias para a estabilização da economia, o nível do chamado juro neutro pode cair ainda mais e abrir mais caminho para o país ter uma taxa básica mais próxima do restante do mundo.

— É difícil saber com precisão até onde o BC vai. Dependerá das condições lá na frente como inflação, atividade, reformas e expectativas de inflação — argumentou o economista. — Acho que vai parar em torno disso. Não vejo como testar muito para baixo do juro neutro.

Já na opinião de outro ex-diretor do Banco Central, há espaço para o BC ser mais ousado e testar o juro neutro. Carlos Thadeu de Freitas diz que o país está com a inflação controlada e não há tendências de alta de preços por aumento de consumo e nem pela alta do dólar. Só isso, segundo ele, permitiria ao BC cortar juros abaixo da taxa de equilíbrio.

Não tem sentido manter na taxa neutra. Não tem problema no curto prazo ter uma taxa menor _ garante. _ Temos capacidade ociosa em todos os lugares. Pode ficar abaixo do neutro por algum tempo a não ser que tenha um choque agrícola, mas não vejo essa possibilidade até onde a minha vista alcança.

 

 

Azul é empresa aérea mais valiosa da América Latina

A Azul entrou na lista de empresas aéreas mais valiosas da América Latina. O valor de mercado da Azul no fim do dia era de R$ 27,9 bilhões (ou US$ 8,89 bilhões), de acordo com a empresa de informação econômica Economatica.

O valor da Azul superou o da Latam, maior empresa da América Latina, que vale US$ 8,1 bilhões, e o da Gol, a 13ª do ranking da região, que vale US$ 1,13 bilhão, segundo a Economática.

A ação da empresa disparou 6,6% no pregão desta terça-feira (11), puxada por notícias de que o governo brasileiro iria liberar o capital estrangeiro em companhias aéreas. Hoje a atuação de estrangeiros é limitada a 20% do capital votante neste setor.

O governo, no entanto, mudou de estratégia no fim do dia e, em vez de editar a decisão por meio de medida provisória, decidiu elevar o controle de capital estrangeiro por meio de projeto de lei.

No ranking do continente, a Azul é a sexta empresa mais valiosa, perdendo apenas para companhias americanas.

1.         Southwest Airlines (EUA): US$ 33,88 bilhões

2.         Delta Airlines (EUA): US$ 33,1 bilhões

3.         United Airlines (EUA): US$ 22,23 bilhões

4.         American Airlines (EUA): US$ 22,15 bilhões

5.         Alaska Air Group (EUA): US$ 10,97 bilhões

6.         Azul (Brasil): US$ 8,89 bilhões

7.         Latam (Chile): US$ 8,11 bilhões

8.         JetBlue (EUA): US$ 7,26 bilhões

9.         Spirit Airlines (EUA): US$ 3,65 bilhões

10.       Skywest (EUA): US$ 1,67 bilhão

A empresa também entrou na lista das 20 empresas mais valiosas do Brasil, na 16ª posição, segundo a Economatica.

 

 

Brasil pode perder até US$ 1,5 bi em exportação de carne



O Brasil pode perder de 5% a 10% de participação nas exportações globais de carne como consequência da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, estimou o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, em entrevista a jornalistas. O recuo representaria uma perda de US$ 1,5 bilhão. Segundo o ministro, o cálculo é preliminar.

O Brasil é o maior exportador de frango e carne do mundo, tendo comercializado US$ 14,2 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões) em proteína bovina no ano passado.

Segundo o ministro, o impacto total da operação ainda não ficou explícito nos dados de exportação de março, disse ele. De acordo com Maggi, ele pode ser amenizado pela ocorrência de casos de gripe aviária em outros países.


O ministro observou que a Arábia Saudita está finalizando auditoria nos frigoríficos brasileiros e que o Brasil conseguiu convencer governos a continuar importando do país. Blairo Maggi deve se encontrar com representantes daquele país nesta terça-feira.

— A próxima etapa é a mais complicada porque é com o cliente, o consumidor que, na ponta, escolhe um ou outro produto — disse o ministro.

O governo teme que possíveis desdobramentos da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, dificultem o acesso da carne brasileira no exterior. Dependendo do que a PF encontrar a mais no esquema de corrupção que liberava a venda de carnes vencidas ou com aditivos não permitidos pela legislação sanitária, os estragos à imagem do Brasil como fornecedor de proteína animal serão marcantes e duradouros. “É um buraco negro”, resumiu uma fonte do governo.




 

Meirelles diz que reforma da Previdência é fundamental para recuperação



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu a reforma da Previdência no Brasil. Ele participou do seminário “Previdência Social no Brasil: aonde queremos chegar”, realizado no Cento do Rio de Janeiro.

— É imprescindível fazer a reforma da Previdência. Não é uma questão de opinião. É necessidade. Se a reforma não for feita, será insustentável. Um dos problemas do Rio de Janeiro é a previdência. E isso ocorre em vários estados. Tem que fazer a reforma agora enquanto há tempo para fazer. Não se pode postergar, se não a situação lá na frente será pior — disse Meirelles em sua apresentação.



O ministro destacou ainda que “é importante que se aprove o mais rápido possível a reforma da previdência”.

— A aprovação mais rápida tem impacto nas expectativas das empresas e dos consumidores. E isso é fundamental para a recuperação da economia em 2017. Tem que se aprovar a reforma o mais rapidamente possível de maneira que as expectativas continuem melhorando e que a economia continue crescendo, como já está dando sinais disso — afirmou Meirelles.

Ele lembrou ainda que, ao olhar dados de longo prazo, a Previdência, sem uma reforma, é insustentável. Ele citou o caso de países que tiveram que cortar a previdência de quem já estava recebendo.


Esses países esperaram muitos anos. A reforma é importante que seja feita agora. Estamos trabalhando com organizações internacionais, como o Banco Mundial, que fez um estudo sobre a previdência do Brasil, e há um outro estudo que está começando com a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de 36 países relevantes do mundo. São órgãos técnicos internacionais isentos que fazem estudos para mostrar que há um déficit enorme da Previdência Social no Brasil e é crescente. Todos queremos que o brasileiro receba sua previdência e com segurança 



 

 

Governo eleva previsão de déficit primário para 2018


 

Um dia depois de  anunciar recuos na reforma da |previdência o governo informou, , que trabalhará com um rombo maior nas contas públicas em 2018. A meta fiscal será um déficit primário de R$ 129 bilhões para o governo central. Originalmente, a equipe econômica havia indicado que a meta do ano que vem seria um déficit primário de R$ 79 bilhões, mas esse número dificilmente seria cumprido.

Por isso, para evitar mais especulações, o presidente Michel Temer ordenou à equipe econômica que anunciasse logo o novo número. A meta fiscal é fixada no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que tradicionalmente é enviada ao Legislativo no dia 15 de abril. No entanto, Temer quis explicar logo ao mercado que está trabalhando com números realistas e que o governo está comprometido com o ajuste fiscal apesar das mudanças na reforma da Previdência e na meta. Por isso, decidiu antecipar o anúncio.

Nas últimas semanas, parte da equipe econômica defendeu uma mudança na meta de 2018. Esse grupo alegava que, diante do fraco desempenho das receitas e da dificuldade em enxugar despesas, a meta de R$ 79 bilhões já não era mais realista e deveria ser alterada logo. Outro grupo, no entanto, acreditava que seria melhor mandar o PLDO de 2018 com a meta atual e esperar uma aprovação da reforma da Previdência, o que daria um compromisso mais firme com a austeridade.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a revisão do rombo das contas públicas em 2018 se deve aos efeitos defasados da crise econômica de 2015 e 2016, que impactaram a arrecadação. A meta fiscal de 2019 também foi revista. Originalmente, o resultado primário seria equivalente a zero. Agora, ele se transformou num déficit primário de R$ 65 bilhões. Segundo Meirelles, as contas públicas só voltarão ao azul em 2020, quando o governo espera um superávit primário de R$ 10 bilhões para o governo central.

— O que embasa esses números são os efeitos da crise em 2015 e 2016, com efeito defasado na arrecadação




 

Saída de recursos da poupança soma R$ 17,4 bilhões

A caderneta de poupança continuou registrando perda de recursos no mês de março e, também, no primeiro trimestre deste ano, mas em menor valor do que o mesmo período dos dois anos anteriores, segundo informações divulgadas pelo Banco Central.

Em março, as retiradas superaram os depósitos em poupança em R$ 4,99 bilhões. Com isso, a evasão de recursos da poupança foi menor do que o mesmo mês de 2016 (-R$ 5,37 bilhões) e também de 2015, quando as retiradas líquidas somaram R$ 11,43 bilhões.

Já no primeiro trimestre deste ano, ainda de acordo com os dados da autoridade monetária, a retirada de recursos somou R$ 17,4 bilhões - ficando abaixo da saída registrada em 2016 (-R$ 24,05 bilhões) e 2015 (-R$ 23,23 bilhões).

Em todo ano de 2016, R$ 40,7 bilhões deixaram a poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começa em 1995, atrás apenas de 2015, quando saíram da poupança R$ 53,5 bilhões.

A saída de recursos da caderneta de poupança acontece em um momento de baixo nível de atividade econômica, com aumento do desemprego e inadimplência em patamar elevado. Além disso, a poupança também tem registrado baixo rendimento frente a outras aplicações financeiras.

Saldo da poupança

Com a retirada líquida de recursos da poupança, no final de março o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda.

No fim de dezembro de 2016, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de fevereiro de 2017, somava R$ 660,6 bilhões e, em março, recuou para R$ 659,4 bilhões.

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em março, os rendimentos totaliaram R$ 3,75 bilhões.

Rendimento

O baixo rendimento da poupança também tem contribuído para as retiradas. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), na atual situação as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria dos casos. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

No ano passado, de acordo com a Economatica, a caderneta de poupança rendeu 8,3%. Ou seja, o rendimento das cadernetas foi superior à inflação de 2016, que ficou em 6,29%. Foi o melhor resultado desde 2009, quando o ganho foi de 2,63%.

Mesmo assim, a poupança perdeu para a Bovespa (30,72% de rentabilidade, descontada a inflação) e para a renda fixa, representada pelo CDI, que teve ganho real de 7,25% em 2016.

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

 

 

Com acordo, Hipercard deve ser aceito em todas máquinas de cartão

 


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou um acordo com o Itaú Unibanco e a rede de cartões Hipercard Banco Múltiplo. O Termo de Cessação de Conduta (TCC) permitirá que a bandeira Hipercard seja aceita em qualquer máquina de cartões, não mais apenas pelas máquinas da Rede, credenciadora ligada ao Itaú.

O acordo decorreu de um inquérito, aberto pelo Cade, que questionava a exclusividade, para esse tipo de cartão, às máquinas da Rede. O inquérito ainda investiga essa mesma relação entre os cartões Elo e Amex em relação à Cielo. Para essas empresas, no entanto, não houve acordo e o caso ainda está aberto.

— Se um consumidor quisesse utilizar cartão de crédito Hipercard, só poderia fazer isso em estabelecimentos que tivessem a maquininha da Rede. O acordo acaba com essa exclusividade. Isso significa que a Hipercard vai poder ser passada em qualquer maquininha, vai poder ser utilizado por qualquer credenciadora. Isso fomenta bastante a concorrência entre as credenciadoras — explicou o superintendente-geral do Cade, Eduardo Frade.

Pelo acordo, as Hipercard terá que estar aberta a novos credenciadores a partir de 30 de abril. Depois desse período, terá um cronograma de cumprimento de metas de dois anos.

MÁQUINAS INTERCAMBIÁVEIS

Um outro TCC firmado com a Rede diz respeito a reciprocidade das máquinas de cartão, aqueles casos em que um mesmo aparelho aceita várias redes de cartões de crédito e débito. Um outro inquérito aberto pelo Cade mostra que a Rede e a Cielo abriam as suas máquinas uma para a outra, mas não o faziam para empresas menores, o que as excluía do mercado.


Se um lojista quisesse aceitar um credenciador menor, teria que ter uma maquininha para cada. Com o acordo, pode agora contratar a Rede e aceitar várias credenciadoras na mesma máquina. Isso também fomenta a concorrência nesse mercado _ explicou Frade.

Também nesse caso, a Cielo continua sob investigação.

O Itaú Unibanco divulgou uma nota afirmando estar “comprometido com a evolução do setor de cartões, buscando o alinhamento a práticas internacionais de abertura de mercado. A Resolução que define as regras para o uso do rotativo e os compromissos assumidos perante o CADE são passos importantes nessa direção”.



 

Exportação de frangos e suínos recua em março


O embargo de alguns países à carne de frango e suínos do Brasil, depois da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, resultou numa queda das exportações desses produtos em março, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No caso de frangos, a queda foi de 4,1% enquanto os embarques suínos caíram 3,4% no mês passado na comparação anual.

No mercado de frango, considerando todos os produtos, entre in natura, embutidos e processados foram embarcadas 386,4 mil toneladas, no mês passado, frente a 402,9 mil toneladas em 2016.

O presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, destacou que os embargos impostos por China e Hong Hong, que estão entre os maiores compradores de carne brasileira tiveram impacto nas exportações de março.

— Os embarques de carne de frango in natura para a China, por exemplo, retraíram 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Hong Kong importou 12% a menos - disse Turra.

RECEITA CRESCEU

Em receita, entretanto, houve crescimento de 13,6% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, com total de US$ 661,3 milhões neste ano frente aos US$ 582,1 milhões no ano anterior.

— A suspensão temporária da emissão de certificados de exportação para determinados mercados alterou o ‘mix’ dos embarques, aumentando a presença de produtos com maior valor no saldo final do mês, o que fez o preço médio da tonelada subir - explicou o presidente-executivo da ABPA.

No acumulado do ano, os resultados seguem positivos, com altas de 3,8% nos volumes embarcados neste primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior – com 1,079 milhão de toneladas - e de 22,8% em receita – com US$ 1,829 bilhão.



No mercado de suínos, foram embarcadas 54,8 mil toneladas, no mês passado, frente a 56,7 mil toneladas no ano passado. Já em receita, houve crescimento de 39,5%, com US$ 138,3 milhões neste ano (frente a US$ 99,1 milhões no ano anterior).

No saldo total do primeiro trimestre, as exportações de carne suína in natura cresceram 9,9% na comparação com os três primeiros meses do ano anterior, chegando a 153,4 mil toneladas em 2017. Em receita, a alta chega a 47,9%, totalizando US$ 365,5 milhões neste ano.

— As exportações de carne suína in natura para a China retraíram 24% em março em relação ao ano anterior. Para Hong Kong, a queda chegou a 27%. A maior retração aconteceu nas vendas para o Chile, que atingiu 33%”, disse o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.



 

Cade aprova venda de fatia em área da Petrobras

 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda dos direitos de 22,5% detidos pela Petrobras na área de concessão denominada Iara, no bloco BM-S-11, para a petroleira francesa Total, segundo despacho publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.
A concessão, no pré-sal da Bacia de Santos, inclui os campos de Berbigão, Sururu e Atapu Oeste, segundo documentos enviados pelas empresas ao Cade.

O negócio faz parte de uma aliança estratégica assinada pelas duas empresas no fim de dezembro. Os contratos do negócio foram assinados no início do mês passado e envolveram um total de US$ 2,2 bilhões.

Na defesa do negócio envolvendo Iara junto ao Cade, as empresas disseram que os campos envolvidos nesta operação estão em fase de desenvolvimento e não apresentam produção.

"Quando a produção for iniciada, e considerando o pico de produção dos campos, estima-se que esse valor representará menos de 7 por cento da produção nacional de petróleo", disseram elas em documento.




 

 

Os preços dos remédios poderão subir até 4,76%

Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios, fixou em 4,76% o reajuste máximo permitido aos fabricantes na definição dos preços dos medicamentos. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União".

A regulação é válida para um universo de mais de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.

Em 2016, o reajuste máximo autorizado foi de 12,5%. Em 2015, foi de 7,7%. Em 2014, o reajuste foi de 5,68%.

De acordo com a portaria, o reajuste leva em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 10 de março de 2017, cuja taxa foi de 4,76% no período de março de 2016 a fevereiro de 2017.

Grupos

Foram autorizados 3 níveis diferentes de alta, conforme o perfil de concorrência dos produtos, seguindo a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento também pode ser maior.

De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro grupo é o dos medicamentos de maior concorrência, são aqueles que possuem mais laboratórios produzindo diversas marcas ou genéricos substitutos. São, por exemplo, os medicamentos inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc.) e estatinas (sinvastatinas, atorvastatina, etc.). Esses produtos podem aumentar em até 4,76%.

O segundo grupo de medicamentos são os que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol, fluconazol, etc.) e analgésicos narcóticos (tramadol, morfina, etc.). Esses medicamentos vão poder ter aumentos de seus preços máximos em até 3,06%.

Já o terceiro grupo é o dos medicamentos com baixa concorrência, como os corticosteroides oral puro (betametasona, dexametasona, etc.) e penicilinas injetáveis (ampicilina, amoxicilina, etc.). Os medicamentos desse grupo respondem por mais da metade do mercado de medicamentos e terão os menores ajustes, em no máximo 1,36%.

Menor reajuste em 10 anos

De acordo com o Ministério da Saúde, o reajuste é o menor registrado nos últimos 10 anos. Para este ano, o ajuste médio autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos ficou em 2,63%, valor abaixo da inflação acumulada de 4,76%.

De acordo com o ministério, nos últimos 10 anos, enquanto o IPCA variou 82,30%, o ajuste dos medicamentos medido pelo IPCA farmacêutico foi de 64,88%. “Descontando-se a inflação, portanto, observa-se uma queda real nos preços autorizados pela Cmed ao longo dos últimos anos”, diz o ministério em nota.

O ministério informou que a fórmula do reajuste leva em conta o IPCA e fatores relacionados à concorrência de mercado, produtividade da indústria farmacêutica e os custos de produção. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, avalia que a queda nas taxas da energia elétrica e do câmbio impactaram nos cálculos deste ano.

O Ministério da Saúde esclarece que o percentual de ajuste publicado pela Cmed não é um índice automático de aumento de preços, uma vez que é aplicado ao valor máximo para a venda dos medicamentos. Para ter direito ao ajuste, as fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano passado e informar qual percentual de ajuste pretende aplicar, o que não pode ultrapassar o máximo autorizado para cada classe de medicamentos.

Reajuste não deve ser total

Para a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o índice máximo será aplicado aos medicamentos com maior oferta no mercado. Assim, por conta da concorrência e dos descontos em farmácias, o reajuste não deve ser aplicado em sua totalidade.

A Interfarma afirma ainda que a média dos reajustes está novamente abaixo da inflação, fato que se repetiu quase todos os anos desde 2005. “O reajuste não é totalmente aplicado, na prática, porque a concorrência de mercado resulta em descontos expressivos nas vendas em farmácias. E existem descontos obrigatórios para o governo, além de abatimentos negociados”, explica o presidente-executivo, Antônio Britto.

A entidade diz que os índices de reajuste são calculados com base no IPCA e também levam em conta fatores de produtividade e de concorrência apontados pela CMED. Segundo a associação, no ano passado, o índice acabou sendo mais alto porque o país passava por um período de alta na inflação. “A indústria farmacêutica também havia sido impactada pelas variações do câmbio e pela alta da energia elétrica – todos fatores previstos no cálculo oficial para o índice de reajuste”, afirma.

Reajuste não é imediato

De acordo com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o reajuste atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) e não gera aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias e drogarias, principalmente em relação aos medicamentos que apresentam grande concorrência.

Em regra, há um período de ajuste, que dura de dois a três meses. As primeiras variações de preço acontecem frequentemente em junho ou julho, quando começam as reposições de estoque, já que o varejo costuma antecipar compras antes da entrada em vigor do reajuste, segundo o Sindusfarma.

Para o Sindusfarma, com o reajuste médio de 2,63%, esses índices autorizados "não repõem a inflação passada (IPCA), no acumulado de 12 meses (março de 2016 a fevereiro de 2017) e muito menos os aumentos incorporados à estrutura de custos do setor".

"Entre 2008 a 2016, para um reajuste de preços dos medicamentos acumulado de 58,83%, a inflação geral acumulada atingiu 77,20% (INPC-IBGE) e os aumentos de salário concedidos pelo setor somaram 93,41%. Se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos autorizados, o aumento médio de preços dos medicamentos deverá ficar abaixo da inflação geral", informou.

 

Programa de regularização Tributária (PRT) no âmbito da (RFB)

 

Em 04 de janeiro do corrente ano, o presidente da República em exercício editou a Medida Provisória (MP) 766/2017, que instituiu o Programa de Regularização Tributária (PRT) junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). No âmbito da Receita Federal, objeto dessa resenha, a regulamentação do Programa se deu através da Instrução Normativa (IN) RFB n° 1.687, de 31 de janeiro de 2017. Já os débitos inscritos em Dívida Ativa da União deverão ser negociados conforme disciplinado pela PGFN, mediante a Portaria PGFN n° 152, de 02 de fevereiro de 2017.

Entre os objetivos do Programa estão a prevenção e a redução de litígios administrativos ou judiciais relacionados a créditos tributários e não tributários, bem como a regularização de dívidas tributárias exigíveis, parceladas ou com exigibilidade suspensa.O estímulo à regularização de passivo tributário de pessoas físicas e jurídicas (de direito público ou privado) abrange também débitos objeto de lançamento de ofício, efetuados inclusive após a publicação da MP, desde que tenham os mesmos vencimentos das dívidas abrangidas pelo PRT (30 de novembro de 2016).

De acordo com um levantamento feito pela RFB (base: junho/2016), o total de créditos ativos (devedores, parcelados e com exigibilidade suspensa por litígios administrativo ou judicial) ultrapassa o montante de R$ 1,54 trilhões, somente no âmbito da RFB. O PRT busca a redução desses litígios e o consequente aumento na arrecadação do país. Em relação à regularização de dívidas exigíveis, a exposição de motivos da MP justifica a proposta pela “necessidade de proporcionar às empresas condições de enfrentarem a crise econômica atual por que passa o País, permitindo que voltem a gerar renda e empregos e a arrecadar seus tributos”.

Por outro lado, o Programa não abrange os débitos vencidos após 30 de novembro de 2016, os débitos apurados na forma do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), os débitos apurados na forma do Regime Unificado de Tributos, de Contribuições e dos Demais Encargos do Empregador Doméstico (Simples Doméstico) e os débitos apurados na forma do Regime Especial de Tributação (RET), instituído pela Lei 10.931/2004.

No âmbito da RFB, o sujeito passivo poderá liquidar os débitos abrangidos pelo PRT mediante a opção por uma das modalidades abaixo, durante o prazo de adesão (de 01 de fevereiro de 2017 a 31 de maio de 2017), através do Portal e-CAC:

Hong Kong recolhe toda a carne de frigoríficos brasileiros


A região administrativa de Hong Kong — o terceiro maior comprador de carne do Brasil — vai tirar do mercado toda a carne brasileira procedente de frigoríficos envolvidos no escândalo da operação “Carne Fraca” da Polícia Federal. Cinco dos 21 investigados, que já haviam sido interditados pelo governo brasileiro, exportaram mercadoria para a cidade. A decisão foi anunciada pelo secretário de Segurança Alimentar e Higiene Ambiental, Ko Wing-man, após encontro com o cônsul-geral do Brasil. As autoridades locais estavam relutantes em adotar esta medida pela dificuldade de recolher o que já está no mercado. Em outro revés para a imagem do Brasil no exterior, as lojas McDonald’s e KFC de Hong Kong decidiram tirar a carne brasileira do cardápio para tranquilizar a clientela.

As plantas que venderam carnes para Hong Kong foram Frango DM Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, Seara Alimentos Ltda, BRF S/A, JJZ Alimentos S.A. e Frigorífico Larisa Ltda.

— Não pudemos eliminar completamente os riscos ocultos em termos de segurança alimentar — disse o secretário Ko Wing-man.

No caso de McDonald’s e KFC, acredita-se que o movimento se repita em outros estabelecimentos na cidade até que as autoridades liberem as importações da carne do Brasil (suspensas desde a terça-feira). O Centro para Segurança Alimentar (CFS) de Hong Kong deu esperanças aos produtores de que poderá voltar atrás em breve e anunciou que os primeiros resultados de testes realizados esta semana em amostras de carnes brasileiras foram “satisfatórios”.

A entidade, contudo, não deu prazos para o fim das restrições e afirmou que vai rever seus próximos passos de acordo com os dados fornecidos pelo Brasil. “O centro vai continuar em contato com as autoridades brasileiras para obter mais informações detalhadas sobre riscos e vai rever oportunamente suas próximas ações em resposta aos últimos acontecimentos”. Desde o dia 21 de março, segundo o CFS, 27 amostras foram retiradas dos carregamentos importados e do varejo para medir os graus de deterioração da mercadoria ou outros indicadores de segurança alimentar (tais como contaminação metálica).

A lista completa dos frigoríficos investigados

Diante do embargo, o McDonald’s Hong Kong explicou que suspendeu as vendas do “BBQ McWings”, ou asas de galinha grelhadas porque descobriu-se que alguns lotes da mercadoria poderiam ter vindo do Brasil. Ao GLOBO, a empresa garantiu que o frango grelhado e McChicken que estão sendo oferecidos nas cerca de 240 lojas da marca em Hong Kong são provenientes da China. “Para garantir a tranquilidade dos consumidores, tiramos temporariamente os “BBQ McWings” do cardápio como medida de precaução. Confirmamos que o frango grelhado e o McChicken disponíveis nos restaurantes são todos da China”, diz, lembrando que não há qualquer ingrediente servido em suas lojas que tenha sido importado dos 21 frigoríficos que estão sob investigação no Brasil na operação “Carne Fraca” da Polícia Federal.

 

 

Governo está fazendo 'o máximo' para evitar aumento de impostos

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo federal está se esforçando para evitar a necessidade de aumento de impostos, como medida para compensar a queda na previsão de arrecadação.

"Nós estamos exatamente fazendo o máximo possível para evitar [alta de tributos], por isso que não anunciamos precipitadamente ontem", disse o ministro, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.

O ministro se refere ao anúncio, na quarta, de que a arrecadação federal será menor que a prevista e, as despesas do governo, um pouco maiores, o que gerou um buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento de 2017.

Esse rombo surgiu porque, quando da elaboração do orçamento, o governo previa um crescimento de 1,6% para a economia brasileira neste ano. Entretanto, essa estimativa foi revista e agora é de crescimento de apenas 0,5%.

Com desempenho mais fraco da economia, o governo teve que rever, para baixo, a sua previsão para a arrecadação com impostos e tributos, que será R$ 54,7 bilhões menor. Além disso, as despesas serão R$ 3,4 bilhões maiores neste ano. Com a soma dos dois valores, chega-se ao rombo de R$ 58,2 bilhões no orçamento.

Corte de gastos e alta de impostos

Por conta disso, havia a expectativa de que o governo anunciaria, na quarta, as medidas para cobrir esse buraco no orçamento. Entre as possibilidades estão corte de despesas e aumento de impostos, além de receitas extras com a venda ou concessão de bens.

Sem cobrir o rombo no orçamento, o governo não consegue cumprir a meta fiscal, que já é de déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões em 2017.

Meirelles, entretanto, anunciou na quarta que o governo vai esperar até a próxima semana para definir quais medidas serão adotadas. Ele adiantou, porém, que os R$ 58,2 bilhões não serão totalmente cobertos por corte de gastos. E disse que há "uma grande possibilidade" de elevação de impostos para conseguir esses recursos.

Governo comunista do  (PT)  no Brasil estagnou o Índice de IDH da ONU



Pela primeira vez em 25 anos, o Brasil estacionou no ranking do desenvolvimento humano. A maior recessão da história fez a renda da população despencar e freou o avanço constante que se observava no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelas Nações Unidas, desde 1990. Ele permaneceu em 0,754 entre 2014 e 2015 e manteve o Brasil na 79ª posição num ranking de 188 nações. Pelos critérios da ONU, quanto mais próximo de 1, maior é o desenvolvimento humano de um país. O IDH é calculado com base em indicadores de saúde, educação e renda.

A coordenadora do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Nacional, Andréa Bolzon, afirmou, nesta terça-feira, que o fato de o Brasil ter ficado estagnado no desenvolvimento humano em 2015 acende uma luz amarela para o país. Ela destacou que o país vinha melhorando consistentemente desde 1990, mas pisou no freio por causa da queda na renda.

- É uma luz amarela - disse ela.


Outro aspecto preocupante, segundo Andréa, é o fato de o Brasil perder posições no desenvolvimento humano quando o indicador é calculado levando em consideração as desigualdades. Quando elas entram na fórmula, o Brasil perde nada menos que 19 posições no ranking do desenvolvimento humano. O país só fica atrás do Irã (que perde 40 posições) e de Botsuana (que perde 23). Também neste caso, a renda é o principal problema brasileiro. Ela é o principal fator de desigualdade entre os brasileiros.

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2016, divulgado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil – que está na lista de nações com alto desenvolvimento humano – conseguiu avanços discretos em saúde e educação. A expectativa de vida ao nascer, por exemplo, subiu de 74,5 anos para 74,7 anos. Já a média de anos de estudo passou de 7,7 anos para 7,8 anos entre 2014 e 2015. A expectativa de anos de estudo (quanto tempo se espera que uma pessoa passará na escola) ficou em 15,2 anos.

No entanto, a Renda Nacional Bruta (RNB) per capita caiu de US$ 14.858 para US$ 14.145, o que representa uma retração de 4,8%. Segundo a coordenadora do RDH, esse foi o fator responsável pela estagnação do IDH brasileiro. Ela destacou que apenas cinco países não conseguiram avançar no ranking da ONU.


Subir uma ou duas posições não é difícil no ranking do IDH. Por isso a estagnação do Brasil é algo significativo e preocupante — disse Andréa.


 

 

‘O estrago já está feito’, afirma Moreira Franco em relação à carne



O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, disse que o “estrago” da Operação Carne Fraca da Polícia Federal na economia já está feito e que, agora, o governo brasileiro está trabalhando para contornar o problema junto aos mercados compradores. E neste sentido, destacou, todos os esforços serão no sentido de demonstrar a “robustez” do sistema de fiscalização do país. Moreira disse que está havendo uma “espetacularização” da cobertura.

— A espetacularização da cobertura é muito mais grave que o fato. Se acontece um problema nesse setor, as dimensões econômico-financeiras e no emprego são infinitamente superiores a do setor de petróleo e gás (em referência às investigações conduzidas pela PF na Petrobras). O estrago foi feito e nós estamos correndo para segurar- disse o ministro.

Ele destacou que a cobertura de assuntos econômicos exige mais cuidados, diferentemente das "futricas" da política. Mencionou ainda que todo o ambiente deflagrado com a Operação da PF acaba favorecendo os competidores do Brasil:

— Você não pode tratar as questões econômicas com a mesma ligeireza da cobertura das futricas do Salão Verde e do Salão Azul, da Câmara dos Deputados e do Senado. No mercado europeu, por exemplo, França e Irlanda disputam palmo a palmo com a carne brasileira.



 

IGP-M registra variação de 0,08% na segunda prévia de março

Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), também chamado de "inflação do aluguel", porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, chegou a 0,08% na segunda prévia de março. No mesmo período do mês anterior, a variação foi de 0,02%.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador acumula alta de 0,81% no ano e de 4,92% em 12 meses.

Usado no cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia os preços no atacado, teve variação de -0,08%. No mesmo período do mês de fevereiro, havia ficado em -0,15%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro subíndice, com peso menor, que calcula os preços no varejo, apresentou taxa de variação de 0,32%, na segunda prévia de março. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,36%. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo educação, leitura e recreação (2,27% para -0,40%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,52%, no início de março. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de 0,35%.

 

Governo privatiza quatro aeroportos por R$ 3,7 bilhões



Três grupos europeus arremataram os quatro aeroportos oferecidos pelo governo federal em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Considerando todo o período de concessão dos quatro terminais, o governo vai arrecadar R$ 3,720 bilhões, ágio de cerca de 23% sobre o valor inicial esperado de R$ 3 bilhões.

O aeroporto de Fortaleza foi arrematado pela alemã Fraport por R$ 425 milhões, a oferta mínima era de R$ 360 milhões. A concorrente neste ativo era a francesa Vinci e, no total, foram dados seis lances pelo terminal. A Fraport também levou o terminal de Porto Alegre com lance de R$ 290,512 milhões, a oferta inicial mínima era de R$ 31 milhões. O ágio foi de 837%. Neste caso, a alemã disputou com Zurich. No total, foram ofertados oito lances para Porto Alegre.

Já o terminal de Salvador ficou com a francesa Vinci por R$ 660,943 milhões. A Vinci foi a única proponente interessada no aeroporto baiano e, portanto, não houve concorrência.

O aeroporto de Florianópolis foi bem disputado pelas empresas Zurich e Fraport, com onze lances feitos ao longo da 1h30 de leilão. Ao final a vitoriosa foi a Zurich, com lance de R$ 83,3 milhões, contra valor inicial de R$ 53 milhões.

Porto Alegre foi o aeroporto com maior ágio (837%) desse leilão. Nas concessões anteriores, o prêmio sobre o aeroporto de Brasília, em 2012, foi de 673,9%. No entanto, nos certames passados o ágio era calculado sobre o valor total da outorga, e não apenas sobre a parcela à vista de 25%. Os prêmios nas demais praças foram os seguintes: 18% em Fortaleza, 57% Florianópolis, e 113% para Salvador.

Os lances mínimos foram fixados com base em 25% do valor da outorga. Esses valores ser pagos a vista, no momento da assinatura do contrato. Nesta etapa, o governo vai arrecadar R$ 1,46 bilhão, ágio de quase 93,75% sobre o valor mínimo estabelecido pelo edital (R$ 753 milhões). Os investimentos esperados ao longo do prazo de concessão totalizam R$ 6,613 bilhões. A concessão dura de 30 anos, prorrogáveis por mais cinco, com exceção do aeroporto de Porto Alegre, em que o período é de 25 anos, extensíveis por mais cinco.

Levando em conta o valor total da outorga, e não apenas os 25% usados como base dos lances, os ágios para cada terminal são menores. No caso de Porto Alegre, cai para 209,3%; Salvador 28,3%; Florianópolis 14,3% e Fortaleza de apenas 4,5%, menores do que em leilões anteriores.




 

Com crise, desigualdade no país aumenta pela primeira vez em 22 anos

A desigualdade voltou a aumentar no país. Ao atingir patamares recordes em 2016, o desemprego fez com que a disparidade da renda domiciliar per capita no Brasil registrasse o primeiro aumento em 22 anos, desde o início do Plano Real, mostra o índice de Gini calculado pela FGV Social. O indicador — que varia de zero a um e que, quanto mais perto de zero estiver, mais igual é a sociedade — chegou a 0,5229 no ano passado, alta de 1,6% em relação ao ano anterior. Com o resultado, o Brasil voltou três anos no tempo e anulou a redução da desigualdade registrada em 2014 e 2015.

— Além do aumento do desemprego, tem a inflação corroendo a renda média. O desemprego se tornou sério porque aumentou, mas também porque é de longa duração. A pessoa fica desempregada e demora a sair da situação — analisa o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo Neri, o aumento na desigualdade registrado no ano passado preocupa principalmente porque o bolo a ser dividido não só encolheu, mas murchou para os mais pobres. Além do custo social, o economista observa que os efeitos sobre esse grupo são muito ruins para a economia, pois os mais pobres comprometem a maior parte da renda com consumo. Eles são, portanto, parte importante na demanda que tanto se espera destravar para que a atividade econômica brasileira volte a crescer.

Estamos andando para trás em justiça social. Em 2015, apesar de o índice de Gini ter ficado estável, a renda dos 5% mais pobres já havia caído 14%, e a pobreza, aumentado 19,3%. O resultado de 2016 penalizando este grupo novamente é uma desgraça. Se os mais pobres estão perdendo mais, as empresas vendem menos. A queda do consumo é mais forte quando a desigualdade aumenta. Programas voltados aos mais pobres, como o Bolsa Família, têm um impacto multiplicador sobre a demanda da economia três vezes maior que o da Previdência ou o do FGTS — exemplifica o diretor da FGV Social.

Mais pobres são os mais penalizados

Manuel Thedim, economista do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), não se surpreende com esses dados:

— Quem perde o emprego primeiro na recessão são os mais pobres e menos escolarizados, logo, o de menor produtividade. Um economista, na década de 1950, conseguiu comprovar que renda, escolaridade e produtividade têm uma correlação forte. Quem tem mais anos de estudo terá mais renda do que quem tem menos anos de estudo. Se o desemprego tivesse atingido os mais ricos, a desigualdade teria caído.





 

Presidente da Petrobras: ‘Venda de ativos não é uma escolha, é uma necessidade



Quase dez meses depois de assumir o cargo, e cercado por liminares e exigências de órgãos reguladores, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirma que a empresa melhorou do ponto de vista operacional, “mas continua tendo a mesma dívida de US$ 100 bilhões, a maior do mundo entre empresas do setor”. Segundo ele, “vender ativos não é uma escolha, é uma necessidade” para garantir o futuro da Petrobras.

A Petrobras está enfrentado uma série de problemas. Um deles com o TCU. Como vai enfrentá-los?

É importante deixar claro que a empresa melhorou do ponto de vista operacional, mas continuava tendo, no terceiro trimestre de 2016, uma dívida liquida acima de US$ 100,3 bilhões. Nossa obrigação é chamar atenção de que, sob o ponto de vista patrimonial, o problema está do mesmo tamanho.

A Petrobras continua em crise?

Ainda é uma dívida extremamente elevada, ainda é a maior dívida de todas as empresas de petróleo relevantes de todo o mundo. Por isso, esse programa de desinvestimento é fundamental para o futuro da Petrobras, porque seu grande objetivo não é pagar dívidas, é viabilizar o nível de investimentos futuros. Porque a dívida tem que ser paga.

O programa de venda de ativos enfrenta forte oposição, principalmente entre sindicatos da categoria...

Existe uma reação ideológica muito grande contra o programa de vendas de ativos e parcerias. Mas essa venda começou no tempo da Graça (ex-presidente da Petrobras Graça Foster), no tempo do PT. Eles venderam campos de petróleo em produção. Fica evidente a inspiração ideológica da discussão.

Que alternativa existe para a venda de ativos?


Este programa não é uma alternativa, não é uma escolha. Ele é uma necessidade, a gente precisa desse programa. Fizemos operações de alongamento do perfil da dívida. Trocamos dívida velha por dívida nova, mas isso não muda o tamanho da dívida.

O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o programa de vendas de ativos da companhia exigindo mudanças...

O TCU quer melhorar as características do nosso programa para se adequarem melhor aos princípios constitucionais. E o TCU tem divergência antiga com relação ao decreto que deu à Petrobras um regime especial para realizar suas compras.

Quais as principais mudanças exigidas pelo TCU?

Mandamos convite para todos os possíveis interessados que possam se adequar às exigências do projeto, mas não fazemos um edital público. O TCU acha que não está de acordo com os princípios da publicidade. Vamos seguir a orientação do Tribunal, continuar escolhendo, mas vamos dar publicidade.

Essas mudanças nos procedimentos serão retroativas aos negócios já em andamento?

Existem cinco operações que estavam bem adiantadas que pudemos continuar, apesar de duas não terem sido concluídas por liminares (venda dos campos de Tartaruga Verde e Baúna e de campos no Golfo do México). Tem projetos em estágio avançado dentro da sistemática anterior, um terceiro conjunto de transações muito preliminares. Para essas em estágio avançado, a gente não sabe qual vai ser a orientação do TCU. Os ministros vão decidir quarta-feira. É importante ter certeza de que o processo não seja atacado no futuro. O ideal é que o assunto seja definido o mais rapidamente possível.


A venda do controle da Petrobras Distribuidora (BR) está dentro da lista dos projetos que aguardam decisão do TCU?

A BR está dentro desse processo, e tem uma liminar na Justiça também. Se tivermos que recomeçar as negociações, a liminar cai por falta de objeto.

Essa demora na venda de ativos pode afugentar os potenciais interessados?

Sim, pode. Alguns já conhecem o Brasil e entendem essas idas e vindas. Quem não conhece se assusta mais. Não houve desistência formal, mas uma das empresas interessadas já desmobilizou a equipe.

Foi o caso da australiana Karoon, que estava negociando a compra dos campos de Tartaruga Verde e Baúna?

Não posso comentar casos específicos.

Qual é o plano B para este ano, se atrasar a venda de ativos?

Não podemos deixar de pagar as dívidas. Portanto, teríamos que voltar a fazer ajustes nas outras três variáveis, que são a política de preços (dos combustíveis), investimentos e custos.

 

Dificuldade em marcar consultas nos planos de  saúde e juros dos cartões



Dificuldade em marcar consulta nos planos de saúde e juros abusivos nos cartões de crédito foram as principais reclamações registradas pelos cerca de setenta consumidores que procuraram,  a equipe itinerante da Comissão Municipal de Defesa do Consumidor, em frente a escola de samba Império Serrano, em Madureira. Nesta terça-feira, os agentes estarão na Rua dos Romeiros, na Penha, a partir das 10h, orientando e recebendo reclamações, que serão encaminhadas aos órgãos responsáveis para que as medidas legais sejam tomadas e acompanhadas pelos técnicos.

Segundo a presidente da comissão, vereadora Vera Lins (PP), a Semana do Consumidor tem como objetivo tirar dúvidas dos consumidores e orientá-los da melhor maneira possível para que tenham seu problema resolvido rapidamente.

— Estaremos durante toda essa semana percorrendo diversos bairros, orientando os consumidores e distribuindo exemplares do Código de Defesa do Consumidor, que, hoje, já pode ser considerado o livro de cabeceira de muitas pessoas. Temos por finalidade garantir que o direito dos consumidores seja preservado em toda sua plenitude, já que muitos encontram dificuldade na hora de trocar um produto ou reclamar de alguma outra situação. Que fique claro que até que se prove o contrário, o consumidor tem sempre razão — garantiu.

A vereadora disse ainda que é cada vez maior o número de produtos piratas comercializados nas ruas da cidade, e que, apesar das constantes fiscalizações e operações feitas pelos órgãos responsáveis, não para de subir.

Os consumidores que quiserem reclamar ou denunciar o direito violado, podem encaminhar suas reclamações através do e-mail consumidor@camara.rj.gov.br, e postá-las no site da Câmara Municipal clicando no “reclame aqui” do link da Defesa do Consumidor.

 

 

 

Agências da Caixa têm filas no 1º dia de saque de contas inativas

O saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) começou , e as agências da Caixa Econômica Federal já registravam filas antes da abertura antecipada, às 8h. Em todo o o país, têm direito a retirar o dinheiro neste mês 4,8 milhões de beneficiários nascidos em janeiro e em fevereiro. Na Paraíba, por exemplo, as agências registram filas desde as 4h.

As pessoas poderão retirar o dinheiro de acordo com um calendário de saques. No primeiro lote, que abriu nesta sexta-feira e vai até 10 de abril, apenas pessoas nascidas em janeiro e fevereiro poderão sacar.

 O início do prazo provocou uma corrida nas agências da Caixa Econômica em todo o país. Mesmo quem nasceu depois de fevereiro decidiu ir à Caixa no primeiro dia do saque. O taxista Ronildo dos Santos saiu de casa com o Cartão Cidadão e vai às agências tentar ver quanto tem em contas inativas do FGTS. Ele nasceu em outubro e só poderá fazer o saque em julho, mas mesmo assim vai tirar uma hora do seu dia para ir a uma agência.

"Estou vendo todo mundo ir lá. Quero ir também e ver quanto tenho de dinheiro. Pode resolver meus problemas", disse. Ele não consultou o saldo no site ou no app da Caixa e pretende fazer isso na agência.

Veja a situação em cada estado:

Acre

No Acre, os saques do FGTS inativo só começam neste sábado (11), porque esta sexta é feriado estadual pelo Dia Internacional da Mulher – que foi transferido neste ano do dia 8 para o dia 10.

Alagoas

Em Maceió, estava prevista uma grande movimentação nas agências, por isso, as equipes foram reforçadas, e funcionários estão na área de autoatendimento para orientar as pessoas. "Tinha uma fila logo cedo na entrada, mas logo ela foi diminuindo. As pessoas que estão com o cartão já sacam nos caixas. As que estão com algum problema, seguem para atendimento dentro da agência", disse Alexandre Barros Toledo, gerente de uma agência no centro. Segundo ele, de cada dez pessoas que comparecem hoje à agência, cerca de oito não têm saldo. "Muitas pessoas estão vindo consultar, mas não têm dinheiro a receber."

Amapá

Desde às 6h30 desta sexta-feira amapaenses aguardavam na fila para atendimento em Macapá. O movimento é considerado “dentro da normalidade” pela Caixa. "Acredito que não vamos ter maiores demandas”, disse o superintendente da Caixa no Amapá, Ederson Negri. Mas trabalhadores enfrentaram problemas na leitura do cartão e encontraram saldos indisponíveis. “Eu vim para sacar mesmo, só que está dando falha na leitura do cartão nesses dois caixas. Para sacar eu vou ter que ir lá dentro, mas a fila está muito grande, acho que vou voltar só amanhã”, lamentou o vendedor Ricardo Filho.

Amazonas

Antes mesmo da abertura das agências, trabalhadores de Manaus já faziam fila para sacar o FGTS inativo. O motorista Ronaldo Souto, de 41 anos, chegou às 5h20 para garantir o lugar da esposa, Claudia Froés, na fila. "Vamos quitar umas poucas dívidas que temos, gastar um pouco também e o restante vai pra poupança."

Bahia

No bairro do Comércio, em Salvador, por volta das 7h a fila na agência da Caixa já tinha 20 pessoas. As portas foram abertas às 9h. No entanto, a maior preocupação dos trabalhadores não era com a espera, e sim com a segurança ao sair da agência. "Fico com medo de ser assaltada. É um dinheiro que estava esperando para pagar uma conta", disse a operadora de seguros Tatiana Jesus.

Ceará

Debaixo de chuva, clientes formaram longas filas em uma das agências da Caixa em Fortaleza. A agência do Bairro Parangaba também registrou filas, que começaram a se formar por volta das 5h, bem antes da abertura da unidade. Por volta das 8h, cerca de 200 pessoas já estavam na porta na agência.

Distrito Federal

No primeiro dia de saque do FGTS, as filas em agências da Caixa no Distrito Federal começaram a se formar antes das 9h. Pouco depois, no entanto, não havia registro de longas filas. Na agência do Conjunto Nacional, próximo à rodoviária do Plano Piloto, não tinha fila. A espera foi grande somente para quem precisou de atendimento pessoal para outros serviços.

 

 

Embraer tem lucro líquido de R$ 648,3 milhões

A Embraer teve lucro líquido de R$ 648,3 milhões no 4º trimestre de 2016, resultado, 52,2% maior do que os R$ 425,8 milhões registrados no mesmo período de 2015. O lucro por ação foi de R$ 0,8813 (R$ 694,2 milhões e R$ 0,9437, excluindo-se impostos diferidos e itens não recorrentes).

No ano, o lucro líquido total foi de R$ 585,4 milhões e o lucro por ação ficou em R$ 0,7959 (R$ 969,4 milhões e R$ 1,3179 excluindo esses mesmos itens). Em 2015, o lucro foi R$ 241,6 milhões.

A empresa ainda apurou a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,258 bilhão entre outubro e dezembro, mais que o dobro dos R$ 579,5 milhões observados no último trimestre de 2015.

No 4º trimestre, a empresa entregou 32 aeronaves comerciais e 43 executivas (25 jatos leves e 18 grandes). No ano, foram entregues um total de 108 aeronaves comerciais e 117 aeronaves executivas (73 jatos leves e 44 grandes), alcançando sua estimativa de entregas para 2016.

Para 2017, a estimativa da companhia é de atingir receita líquida de US$ 5,7 a US$ 6,1 bilhões, impulsionada pelas entregas estimadas de 97 a 102 jatos na Aviação Comercial e de 105 a 125 jatos na Aviação Executiva. A estimativa é de que a margem EBIT consolidada fique entre 8% a 9% e que o fluxo de caixa livre seja de um consumo máximo de US$ 150 milhões.

Trimestre anterior

No terceiro trimestre de 2016, a fabricantes de aeronaves registrou prejuízo de R$ 107 milhões, abaixo dos R$ 372 milhões registrados um ano antes. O resultado foi impactado por contingências feitas para arcar com um plano de demissão voluntária, custos para encerrar uma investigação internacional sobre práticas anticompetitivas e baixas contábeis pela reavaliação de ativos. A empresa cortou quase 8% de sua força de trabalho para reduzir despesas operacionais.

 

CVM manda Petrobras refazer balanços

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que a Petrobras refaça e reapresente as demonstrações financeiras anuais completas de 2013, 2014 e 2015 e também os balanços trimestrais de 2016, a fim de contemplar estornos de efeitos contábeis decorrentes da prática de contabilidade de hedge.

A decisão da CVM, porém, está suspensa por ora, uma vez que a autarquia reconheceu a premissa da Petrobras de recorrer da determinação.

Em nota ao mercado, a petroleira afirmou que "tomará as medidas necessárias para defesa de seus interesses". A Petrobras também tentou suspender a publicação da decisão até que houvesse uma decisão definitiva da autarquia, alegando que a informação poderia impactar o seu processo de reestruturação, mas o pedido não foi acatado pela CVM.


CONTABILIDADE SOBRE EXPORTAÇÕES

A companhia observou que a determinação poderia gerar forte instabilidade na cotação das ações, além do risco de suscitar incorreta associação entre a decisão e os fatos relacionados à Operação Lava-Jato, que no passado já tinham levado à republicação de balanços trimestrais de 2014 para inclusão de perdas com corrupção.

As ações preferenciais da Petrobras operava em baixa de 1,7%, por volta das 12h25, sendo um dos destaques negativos do Ibovespa.

A Petrobras ainda reiterou que "as demonstrações financeiras da companhia relativas aos anos de 2013, 2014 e 2015 estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) e foram auditadas por auditor independente".

Em maio de 2013, a Petrobras passou a aplicar um mecanismo conhecido como contabilidade de hedge, a fim de minimizar o impacto de oscilações cambiais em seu resultado financeiro.



A CVM abriu investigação para analisar o uso da contabilidade de hedge pela estatal em abril do ano passado.

Ainda não há data prevista para a estatal divulgar o seu balanço do quarto trimestre de 2016, assim como as demonstrações financeiras do ano, segundo informou a assessoria de imprensa da estatal.

* Uma versão inicial da reportagem falava sobre o pedido para que a Petrobras refizesse e reapresentasse as demonstrações financeiras, mas não esclarecia que a decisão estava suspensa por enquanto.



 

Recessão faz indústria e investimentos retrocederem a 2009



O Produto Interno Bruto (PIB), que mostra o quanto o país produziu de bens e serviços em um ano, caiu pelo segundo ano seguido, fazendo a capacidade produtiva recuar seis anos, voltando ao mesmo patamar de 2010. Com o recuo acumulado de 7,2% em dois anos de recessão, o PIB voltou ao patamar do terceiro trimestre daquele ano, quando crescemos 7,5% Os anos seguintes também foram de resultados positivos: 4% em 2011; 1,9% em 2012; 3% em 2013; e uma discreta alta de 0,5% em 2014. Segundo o IBGE, isso significa que a recessão anulou todos esses ganhos. É como se a economia brasileira tivesse parado no tempo.

Agropecuária

O setor agropecuário encolheu, em 2016, 6,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, voltou ao nível do primeiro trimestre de 2013. Segundo o órgão, o mau desempenho da atividade decorreu, principalmente, da agricultura. A queda é o pior resultado do setor dos últimos 20 anos. Nesse período, desde 1996, só caiu duas vezes. Uma em 2012, quando retraiu 3,1% e outra em 2009, quando encolheu 3,7%.

Indústria

 A indústria encolheu, em 2016, 3,8%. Caiu menos do que no ano anterior, quando a retração foi de 6,3%. Este já é o terceiro ano seguido de queda da geração de renda desse componente. Com esse resultado, a indústria retrocedeu ao terceiro trimestre de 2009. No setor, o destaque positivo em 2016 foi o desempenho da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que cresceu 4,7% em relação a 2015. A indústria de transformação teve queda de 5,2% no ano. Foi o primeiro resultado anual negativo desde 2013, quando havia encolhido 3,2%. A construção sofreu contração de 5,2%, enquanto que a extrativa mineral acumulou recuo de 2,9%, influenciada pela queda da extração de minérios ferrosos. Ambos os segmentos caem há três anos seguidos.

Serviços

O setor de serviços caiu pelo segundo ano consecutivo. A queda em 2016 foi 2,7%, mesma magnitude já observada em 2015. Foram as primeiras quedas desde 1996. Com isso, retomou ao mesmo patamar do primeiro trimestre de 2011.

Consumo das famílias

A queda do consumo das famílias, que responde por 60% do resultado do PIB brasileiro, pela ótica da demanda, se aprofundou em 2016, recuando 4,2%, frente à queda de 3,9% registrada no ano anterior. Essa piora é reflexo de um primeiro semestre muito ruim para as famílias, com inflação ainda alta e o desemprego acelerando, o que corroeu os salários e reduziu ainda mais o poder de compra do brasileiro. No último trimestre, a retração foi de 2,9% em relação ao trimestre anterior. Em 2015, primeiro ano da recessão, o consumo das famílias caiu depois de 11 anos seguidos de resultados positivos. A última queda havia ocorrido em 2003, de -0,5%. Com esse resultado, o nível de consumo está no mesmo patamar de 2011.


 

Atividade do comércio esboça reação em fevereiro

 

A atividade do comércio cresceu 1,8% no país em fevereiro, ante janeiro, feitos os ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo período em 2016, houve queda de 2,7%, segundo dados da Serasa Experian. Em 12 meses, a atividade do setor cai 5,9%, ante recuo de 6,1% nos 12 meses encerrados em janeiro.

Segundo os economistas da Serasa, depois da queda de 2,1% em janeiro, ante dezembro, houve certa reação do varejo em fevereiro, mas parcial. "Apesar do impacto benéfico da queda da inflação sobre alguns segmentos varejistas (supermercados, por exemplo), fatores como a alta do desemprego ainda impedem uma recuperação mais significativa do varejo", diz o birô de crédito em nota.

Com alta de 2,1% em fevereiro, material de construção teve o melhor desempenho do setor, após ter caído 3,5% em janeiro, na série com ajuste sazonal. Supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas avançou 1,0% em fevereiro ante janeiro. As vendas de veículos, motos e peças cresceram 0,3%, ao passo que, com alta de 0,1% ficaram empatados os segmentos de móveis, eletroeletrônicos e informática e o de combustíveis e lubrificantes. Apenas o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios recuou no período (-0,2%).

Na comparação com fevereiro de 2016, houve queda em todos os segmentos: de 5,2% em supermercados, 12,5% em móveis e eletrodomésticos, 2,5% em combustíveis e lubrificantes, 11,9% em veículos, de 10,7% em tecidos, vestuário, calçados e de 13,4% em materiais de construção.

 

Maia diz que empregador  no Brasil é ‘herói’



Após se reunir com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse  que não é preciso flexibilizar nenhum ponto da reforma da Previdência. Defendeu mudanças no Benefício de Prestação Continuada e a taxação de 5% para aposentadoria rural. Maia afirmou que até a semana passada acreditava ser necessário ampliar a regra de transição, mas que hoje foi convencido de que não é preciso. Ele disse que quer encerrar essa votação na Câmara até a segunda quinzena de abril. Depois de votada na Câmara, a reforma da Previdência tem que ser votada pelo Senado.

A regra de transição vai ter sempre polêmica poque alguém vai ficar de fora e reclamar. Acho que da forma como foi explicado hoje estou convencido de que os pontos são defensáveis. A própria aposentadoria rural é defensável. O governo não está propondo nenhuma taxação absurda, é uma taxação mínima — avaliou.

A reforma da Previdência, disse Maia, trará redução "radical" da taxa de juros e benefícios no curto, no longo e no médio prazo para a economia. Ele aproveitou para defender outra reforma proposta pelo governo, a trabalhista, pois, segundo ele, com as regras atuais, o empresário que contrata um empregado hoje seguindo as leis trabalhistas é um "herói".

— Acho que a modernização das leis trabalhistas vai avançar muito, já que hoje contratar no Brasil é uma missão se herói — comparou.

Maia também disse que colocará em votação na semana de 14 de março o projeto que regulamenta a terceirização. Ao estressar sua defesa sobre o tema, disse que milhões de brasileiros, inclusive ele, estão "extremamente endividados". Na reunião na Fazenda, Maia disse que questionou um dos pontos, a anistia de multa, e pediu que os técnicos da equipe econômica estudassem isso.


Será um grande avanço para a garantia da segurança jurídica dos empregos terceirizados. O mais importante é que a gente tenha regras claras. Há milhões de brasileiros que estão endividados, como eu também estou — disse.

Outro projeto que o presidente da Câmara afirmou que levará a votação nessa mesma semana de 14 de março é o da renegociação da dívida dos estados. Ele reconhece a dificuldade de convencer a maioria dos deputados da necessidade de ter as contrapartidas expressas no texto, e por isso disse que precisará de toda a semana que vem para manter conversas com os líderes partidários.

— Essa semana (que vem) vai ser difícil (colocar o projeto em votação) porque o texto veio com as contrapartidas. Há uma maioria na Câmara que pensa diferente dessa necessidade. Vou tentar convencer os líderes de que mais importante que as nossas convicções, é importante aprovar o texto que veio (do governo) — apontou.



 

 

Produção de petróleo já chega a quase 50% do total nacional



A produção de petróleo nos campos do pré-sal, descoberto há 11 anos, já representa quase a metade da produção total do país. No mês de janeiro a produção em 73 poços no pré-sal atingiu 1,27 milhão de barris por dia, 47,4% do total produzido no país de 2,68 milhões de barris diários, incluindo a produção de 41 empresas (Petrobras e demais petroleiras privadas) . . Considerando a produção de 49,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural nos campos do pré-sal, a produção total de petróleo e gás na região atingiu 1,58 milhão de barris por dia, de acordo com o Boletim Mensal de Produção da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A produção no pré-sal em janeiro foi 1,1% superior ao mês anterior e representou um novo recorde.

Por sua vez a produção total de petróleo no país de 2,68 milhões de barris diários foi 1,6% inferior ao mês de dezembro, mas 14,2% maior em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a produção total de gás natural no país em janeiro atingiu 109,9 milhões de metros cúbicos por dia, também 1,6% inferior ao mês anterior e 13,1% maior em comparação a janeiro de 1016. A maior parte da produção de petróleo veio dos campos marítimos que representaram 94,8% da produção total.

Considerando a produção de petróleo e gás natural juntas totalizou em janeiro 3,37 milhões de barris por dia equivalentes (´óleo e gás).

O campo maior produtor do país foi o campo de Lula, no pré-sal na Bacia de Santos . Em janeiro Lula produziu uma média de 729,5 milhões de barris por dia de petróleo e 31,6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. Lula tem dez poços produzindo uma média de 30 mil barris por dia, cada um. A produção de petróleo de Lula é a maior já atingida por um campo no país.


O Estado do Rio de Janeiro continua sendo o maior produtor de petróleo e gás natural do país tendo atingido um total de 2,15 milhões de barris por dia em janeiro com 43 campos produtores. Em segundo lugar está o Espírito Santo com uma produção total de óleo e gás de 471,3 mil barris diários. o Estado de São Paulo é o terceiro maior produtor de petróleo e gás com um total de 430,3 mil barris por dia.

Dentre as 41 empresas que atuam no país, a Petrobras é a maior produtora de petróleo e gás natural tendo atingido o volume de 2,65 milhões de barris por dia.A segunda maior produtora é a BG (comprada pela Shell), uma das parceiras da Petrobras nos campos do pré-sal, com um total 333,6 mil barris diários. A Petrogal, também parceira da Petrobras no pré-sal, com um total de 93,5 mil barris diários em janeiro último.


 

Banco não poderá cobrar juros de mercado por atraso de pagamentos

 

O Diário Oficial da União publicou, uma resolução oficializando a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecendo que as instituições financeiras não poderão mais cobrar taxas de juros de mercado dos clientes no caso de atraso de pagamentos. A resolução do Banco Central (BC) foi anunciada no último dia 23 e entra em vigor em 1° de setembro.

Atualmente, os bancos podem cobrar juros de mora e juros remuneratórios. No caso dos juros remuneratórios, aplicados por dia de atraso, os bancos podem fixar a taxa com base nos juros definidos na ocasião da assinatura do contrato ou de acordo com as taxas vigentes de mercado.

Segundo a resolução, as instituições financeiras poderão cobrar dos clientes juros remuneratórios por dia de atraso, sobre a parcela vencida, que deverão ser calculados pela taxa pactuada em contrato, além de multa e juros de mora. Assim, a cobrança dos encargos por atraso de pagamento de obrigações deve constar dos contratos firmados.

Antes, caso o cliente atrasasse uma parcela, o banco poderia cobrar os juros de mercado em vez dos estabelecidos em contrato, o que poderia acarretar em aumento de custos para o consumidor.

Medida não significa juros mais baratos

No atual momento de queda de juros, no entanto, a medida não significa juros mais baratos, já que as taxas de mercado (dos novos contratos) podem estar mais baixas do que os juros fixados no momento de assinatura dos contratos. Ao anunciar a medida, o Banco Central destacou que ela traz mais uniformidade às operações de crédito e torna as regras mais claras para os clientes.




 

Carnaval esquenta ocupação dos hotéis da Barra da Tijuca


 

O carnaval de 2017 no Rio tomou o rumo de outra Avenida, a das Américas. Nos hotéis da Barra da Tijuca, o verão funcionou como o esquenta para a mais alta taxa de ocupação da cidade para os dias de folia, chegando a 75% antes da abertura dos festejos de Momo. Está três pontos percentuais acima da média da hotelaria carioca, que é de 72% superando o desempenho de toda a Zona Sul, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ). Essa evolução foi puxada por diárias em média 25% mais baratas que as praticadas em bairros como Ipanema, Leblon, Copacabana e Botafogo.

Alfredo Lopes, presidente ABIH-RJ, destaca que os Jogos Rio 2016 ajudaram a colocar a região em evidência como um novo destino. E a programação carnavalesca cresceu, com mais de 30 blocos desfilando na orla do bairro.

O movimento já foi sentido no réveillon, quando a Barra bateu 79% de aproveitamento em seus hotéis, superando os 78% registrados em toda a cidade. Foi também a única região a apresentar aumento na ocupação na festa da virada. Marcou o início de uma retomada, conta Lopes, após um tombo na taxa de ocupação após os Jogos, quando chegou a ficar abaixo dos 30%.

— As cidades que sediam os Jogos já sabem que vão enfrentar uma “ressaca olímpica”. No nosso caso, foi agravada pela crise econômica. Mas o verão e a alta temporada de verão já levantaram a ocupação. A partir de março, a cidade trabalha com um calendário de eventos para atrair mais visitantes — explica o presidente da ABIH-RJ.

O Windsor Barra, um dos três hotéis do grupo carioca no bairro da Zona Oeste, já bateu 98% de ocupação para o carnaval. É a mesma taxa do Windsor Oceânico, enquanto o Windsor Marapendi, maior que os outros dois e padrão cinco estrelas, tem 73% de aproveitamento.

Os hotéis da Windsor na Zona Sul não estão lotados. Em Copacabana, a previsão é de 74% de ocupação em nossas unidades, contra 90% em 2016. É efeito da crise. Na Barra, as pessoas estão mais curiosas pelo destino. Há sensação de maior segurança, praia tranquila e opção de folia para quem quer pular o carnaval — explica Marcos Bezerra, gerente geral do Windsor Barra.

OPÇÕES PARA TODOS OS ORÇAMENTOS

Os preços médios das tarifas não são diferentes dos praticados na Zona Sul pela rede, conta ele, mas a Barra acaba oferecendo produtos mais completos para o lazer. Um pacote de três noites, custa R$ 3.200 no bairro. Ele também destaca o aumento da procura nos fins de semana por cariocas, impulsionando as operações.



Fora do carnaval, há diárias entre R$ 320 e R$ 380 em média na Barra. É boa relação custo/benefício para quem busca lazer perto de casa — diz Bezerra.

O Hilton Barra se prepara para seu segundo carnaval, com ocupação 10% maior que a de 2016. Apostou em uma programação para a turma do samba. Fez uma feijoada na semana anterior à folia, terá outra neste sábado. E já avalia realizar um baile em 2018, conta Laura Castagnini, gerente geral do hotel.

 

Imposto sobre herança e doações sobe no Brasil

 

A alíquota do imposto sobre heranças ou doações, o ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação), subiu em 13 dos 26 estados mais o Distrito Federal, segundo um levantamento da Ernst & Young (EY) divulgado A pesquisa levou em conta a legislação vigente em todos os distritos.

O ITCMD é um tributo estadual que incide sobre o valor de venda (valor venal) de bens ou direitos, como imóveis, veículos, ações e dinheiro, quando eles são transmitidos a herdeiros em caso de morte, ou por doações feitas em vida. As alíquotas cobradas sobre heranças podem ser diferentes das de doação, conforme a regra de cada estado.

Maiores altas

Pernambuco foi o estado recordista em aumento do imposto, segundo a pesquisa. Até 2015, o estado cobrava alíquota de 5% sobre heranças e 2% sobre doações. Hoje, os dois casos são taxados em 8%, percentual máximo permitido pela legislação nacional.

Os estados de Tocantins, Paraíba, Mato Grosso e Ceará também passaram a cobrar dos contribuintes a alíquota máxima (8%) tanto para heranças como para doações. O Rio de Janeiro subiu o percentual cobrado no ITCMD de 4% para 5%, em ambas situações.

Por outro lado, mantiveram até agora a alíquota para herança e doações, vigente em 2015, estados como São Paulo, Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina.

Veja os distritos que subiram as alíquotas sobre doações (2015 a 2017):

Ceará: 4% para 8%

Distrito Federal: 4% para 6%

Goiás: 4% para 8%

Mato Grosso: 4% para 8%

Mato Grosso do Sul: 2% para 3%

Paraíba: 4% para 8%

Pernambuco: 2% para 8%

Rio de Janeiro: 4% para 5%

Rio Grande do Norte: 3% para 6%

Rio Grande do Sul: 3% para 4%

Tocantins: 4% para 8%

Veja os distritos que subiram as alíquotas sobre herança (2015 a 2017):

Distrito Federal: 4% para 6%

Goiás: 4% para 8%

Mato Grosso: 4% para 8%

Mato Grosso do Sul: 4% para 6%

Paraíba: 4% para 8%

Pernambuco: 5% para 8%

Piauí: 4% para 6%

Rio de Janeiro: 4% para 5%

Rio Grande do Norte: 4% para 6%

Rio Grande do Sul: 4% para 6%

Sergipe: 4% para 8%

Tocantins: 4% para 8%

Comparação com outros países

Apesar do aumento da taxa em vários estados brasileiros, o teto da alíquota de 8% estabelecido no Brasil para o ITCMD ainda está muito abaixo do de outros países, mostra o levantamento.

Nos Estados Unidos, o limite máximo de taxação é de 40%; na Alemanha, 50%, e na França , que é recordista da lista e com uma forte política de taxação em grandes heranças, 60%, de acordo com o valor do benefício, segundo a EY.

 

Confiança do consumidor sobe e atinge maior nível desde de 2014

O índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 2,5 pontos em fevereiro, alcançando 81,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014 (86,4).

“A segunda alta consecutiva neste ano parece estar relacionada à aceleração do ajuste orçamentário das famílias propiciado pela desaceleração da inflação e aceleração no ritmo de queda dos juros básicos da economia” afirma, em nota, Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.

Em fevereiro, todos subíndices considerados no cálculo do indicador subiram na comparação com o mês anterior. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 70,3 pontos, o maior nível desde agosto de 2015 (71,8), enquanto o Índice de Expectativas (IE) alcançou o maior patamar desde outubro de 2014 (93,4), ao subir de 88,1 para 90,6 pontos.

A confiança dos consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800 se manteve estável variando 0,2 ponto. Enquanto os consumidores com maior poder aquisitivo (acima de R$ 9.600) atingiu 87,1 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (92,1 pontos).

Contas de luz podem ficar 7,17% mais caras no ano 



A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) bateu o martelo sobre uma conta de R$ 62,2 bilhões para pagamento de indenizações a transmissoras de energia e que deverá ser cobrada pelas contas de luz até 2025. O impacto dessa decisão deverá significar 4,53 pontos percentuais do aumento médio previsto de 10,30% para a Light, no processo em curso. No país, o efeito médio será de 7,17% nas contas deste ano, mas o percentual de cada distribuidora varia e o resultado dos reajustes pode ser bastante distinto para cada uma.

Apesar de cumprida pela agência, a decisão desagradou a todos os envolvidos: consumidores, transmissoras e até a própria diretoria da agência, que apresentou críticas à decisão do governo federal sobre como conduziu o processo.

— Quem vai pagar gostaria de pagar menos e quem vai receber gostaria de receber mais. Também temos essa preocupação, mas estamos simplesmente cumprindo as obrigações legais. Para a Aneel, não restou alternativa, que não fosse aplicar o que foi estabelecido. A preocupação é grande — disse Reive de Barros, diretor da Aneel que relatou o processo.

A Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace) bem que tentou amenizar esse impacto, mas não teve praticamente nenhum pleito atendido pela Aneel. A entidade não descarta recorrer à Justiça.

— Se não conseguirmos na sustentação oral, o caminho é a Justiça — disse Edvaldo Santana, presidente da Abrace, antes da decisão.

O valor será o valor total pago em indenizações a transmissoras de energia por consequência da renovação antecipada dos contratos em 2012, para se reduzir as tarifas em 20%.



A conta chegou cinco anos depois e vai perdurar até 2025, incidindo sobre as tarifas. Nem mesmo as transmissoras estão satisfeitas com a decisão, porque acreditam que deveriam receber mais.

— É uma devolução do que nos tiraram em 2012 — disse Mario Miranda, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate).

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, destacou que parte das críticas da Abrace se refere a competências do governo, que não poderiam ser revisadas pela agência reguladora. Ele reconheceu que a demora na decisão potencializou seus efeitos e criticou a instabilidade e insegurança geradas por esse lapso de tempo.

Miranda destacou que a demora no pagamento prejudicou a participação das transmissoras em leilões de linhas de transmissão, prejudicando os próprios consumidores por limitar a concorrência pela construção de linhas. Rufino reconheceu o efeito no mercado.

HERANÇA DO PASSADO

O custo que agora se apresenta ao consumidor é reflexo de decisões passadas do setor de energia. Por um lado, a Eletrobras acabou participando com suas subsidiárias, sob pressão do governo, dos leilões de construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. O incentivo foi motivado pelo desejo do governo de fazer grandes projetos saírem do papel.

Além disso, o governo lançou em 2012 a Medida Provisória (MP) 579, que tentou baixar à força o preço da energia no país, com uma proposta de renovação antecipada dos contratos do setor em troca de tarifas menores. Nesse contexto, o valor dos ativos da Eletrobras despencou. E a empresa celebrou contratos em que se comprometia a vender energia elétrica a R$ 9 o megawatt hora (MWh), preço 92,5% menor que a média de R$ 120 praticada pelo setor hidrelétrico.

 

'Temos força de parar o país', diz Paulinho da Força



O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), que o projeto da reforma deve sair da comissão responsável pelo tema até abril.

— Se sair no fim de abril, será um grande negócio — afirmou ele durante visita a sede da Força Sindical, em São Paulo.

O parlamentar defendeu durante sua fala aos trabalhadores que o “mérito da PEC é acabar de maneira peremptória com todos os privilégios”. Também se mostrou alinhado a algumas das bandeiras dos sindicalistas, como o fim da desonerações sobre as folhas de pagamento e sobre as exportações do agronegócio.

Os principais pontos de divergência entre o relator e o presidente da Força, o deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, apresentados no debate são a idade mínima para aposentadoria de 65 anos e a determinação da mesma idade para homens e mulheres.


Te peço muita calma na negociação porque esses pontos são muito importantes e nós não vamos aceitar — disse Paulinho da Força, para acrescentar: — Temos força de parar o país a hora que quisermos e isso não é uma ameaça, mas não vamos aceitar nenhum direito a menos.

Apesar da pressão dos trabalhadores, o relator da PEC insistiu que a expectativa de vida do brasileiro é de 76 anos, o que viabiliza a aposentadoria aos 65 anos. E também disse considerar uma “tese difícil de defender” a de que mulheres devem se aposentar antes de homens.

— Há muita mulher que não tem dependente, por exemplo, e não têm jornada dupla — comentou, e completou: — Essa regra (de idades diferentes) é demodé — completou.

Sobre a redução da idade mínima, Maia disse que essa é uma questão “atuarial”, que dependerá da sustentabilidade do sistema previdenciário.

Ele também afirmou que seu relatório terá uma proposta alternativa às regras de transição propostas pelo governo. A intenção é que a transição seja mais suave. Para ele, é “injusto que um trabalhador que fez 50 anos no dia da promulgação da reforma esteja em uma situação melhor do que aquele com 49 anos, 11 meses e 30 dias”.

Alguns presidentes de sindicatos filiados à Força se mostraram totalmente contrários à reforma. Sergio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, chegou a dizer que o Paulinho “está se queimando” com sua base ao propor emendas à reforma, já que ele deveria se opor.



Não é a reforma trabalhista ou da Previdência que vai salvar o Brasil. Nós divergimos da posição do Paulinho. Os sindicatos vão combater a proposta. O governo deve buscar outras alternativas — afirmou Butka.

Para João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força, se opor à reforma não é um bom posicionamento, defendendo que haja o debate sobre o tema.

— Ser contra a reforma é uma posição que parece revolucionária. Mas não estamos em época de revolução. Temos de marchar juntos. Não aceitaremos nenhum direito a menos. Estamos abertos ao debate — afirmou.

 

Gol reduz prejuízo para R$ 30,2 milhões no 4º trimestre

A Gol reportou) um prejuízo líquido de R$ 30,2 milhões no quarto trimestre de 2016, bem menor que o resultado negativo de R$ 1,13 bilhão amargado em igual período de 2015, favorecido pelo corte de despesas e ganhos de eficiência e receita gerados pela reestruturação da frota.

No acumulado de 2016, a aérea registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 4,29 bilhões de 2015.

A receita operacional líquida da companhia aérea aumentou 0,5% no 4 trimestre na comparação anual, paraR$ 2,664 bilhões, puxada principalmente pelo aumento de 19% na tarifa média, compensado pela queda de 18,8% na disponibilidade de assentos.

O número de passageiros transportados caiu 15,4% no quarto trimestre, mas a taxa de ocupação subiu 2,2 pontos percentuais, para 77,6%.

Além disso, a Gol reduziu em 10,1% os custos operacionais no período de outubro a dezembro, para R$ 2,469 bilhões. Só os gastos com combustível de aviação recuaram 22%, enquanto desembolsos com comerciais e publicidade caíram 1,9% e a linha de despesas com o arrendamento de aeronaves cedeu 68,1%.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves (Ebitdar) foi de R$ 440,5 milhões entre outubro e dezembro, alta de 10,4% em relação ao último trimestre de 2015.

Perspectivas para 2017

Para 2017, a Gol projeta receita líquida de aproximadamente 10 bilhões de reais, o que, se confirmado, renovará o recorde de 9,867 bilhões de reais estabelecido em 2016.

"Além de manter altos níveis de produtividade e rentabilidade, os resultados de curto prazo serão impulsionados pela manutenção da disciplina de capacidade", informou a empresa no material de divulgação do balanço.

A companhia aérea manteve a estimativa de uma taxa de ocupação de 77% a 79% neste ano, frota de 115 aeronaves e redução de 3% a 5% na oferta total de assentos.

Já a previsão da margem Ebit em 2017 foi revisada para 6% a 8%, de 5% a 7% anteriormente. No ano passado, a margem Ebit foi de 7,1%.

A Gol ainda estima margem Ebitda de 11% a 13% neste ano, ante 11,6% em 2016.

 

Itaú ultrapassa BB e se torna maior banco do país

Itaú Unibanco passou a ser o maior banco brasileiro por ativos no fim de 2016, superando o Banco do Brasil, segundo dados dos balanços publicados pelas instituições financeiras.

O BB anunciou ter fechado o ano passado com R$ 1,401 trilhão em ativos, queda ante os R$ 1,448 trilhão do fim de setembro. Já os ativos do Itaú Unibanco subiram de R$ 1,399 trilhão para R$ 1,426 trilhão no período.

O Banco do Brasil anunciou ter registrado lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016, 44,2% abaixo dos R$ 14,4 bilhões obtidos no ano anterior. Já o Itaú informou na semana passadar que o lucro do banco em 2016 somou R$ 21,6 bilhões, 7% abaixo dos R$ 23,3 bilhões registrados em 2015.

Em número de agências, o Banco do Brasil ainda supera o Itaú. Segundo dados do Banco Central, a rede do BB reunia 5.440 agências em dezembro de 2016, enquanto que a do Itaú tinha 3.464.

Em termos de valor de mercado na Bovespa, o Itaú também lidera, avaliado em R$ 252 bilhões, seguido pelo Bradesco (R$ 179,7 bilhões), Santander (R$ 132,3 bilhões) e BB (R$ 88,7 bilhões).

Leia também: Presidente do Itaú se diz 'cautelosamente otimista' com economia em 2017

 

Um terço das pessoas que podem sacar conta inativa do FGTS é de SP

O Estado de São Paulo concentra um terço dos 30,2 milhóes de trabalhadores com direito a sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS este ano, segundo dados da Caixa divulgados. Já o saldo das contas inativas dos trabalhadores de São Paulo soma 43,8% dos R$ 43,6 bilhões disponíveis para o saque em todo o país, ou R$ 19,1 milhões.

Minas Gerais é o segundo estado com mais pessoas aptas a sacar o dinheiro do fundo. Segundo a Caixa, 3,3 milhões de mineiros terão direito a retirar R$ 3,2 bilhões do FGTS. Esse valor corresponde a 7,49% de todo o saldo das contas inativas até 31 de dezembro de 2015.

 (Foto: Arte/G1)  (Foto: Arte/G1) Em seguida, o Rio de Janeiro aparece com 2,8 milhões de trabalhadores que poderão fazer o resgate do dinheiro, o que corresponde a 9,46% do total de pessoas contempladas pela medida do governo.

Apesar de o Rio de Janeiro ter menos pessoas que Minas Gerais aptas a sacar o FGTS, o volume de dinheiro que o estado poderá sacar é maior que o dos mineiros: são R$ 5,1 bilhões, de acordo com o ranking da Caixa.

3 estados têm 63% do saldo

Juntos, os três estados (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) concentram 63,1% de todo o volume disponível para saque das contas inativas no país. Na outra ponta, os estados do Acre, Tocantins e Alagoas somam menos de 1% do saldo que poderá ser resgatado.

O governo anunciou em dezembro que os trabalhadores com contas inativas do FGTS até o fim de 2015 terão direito a sacar o dinheiro. Segundo a Caixa, os regates obedecerão a um calendário de ssques que terá início no dia 10 março e será encerrado no fim de julho, de acordo com o mês de aniversário.

De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores.

Mais da metade dos trabalhadores tem, no máximo, R$ 500 para sacar, segundo o governo. Outros 24% têm saldo entre R$ 500 e R$ 1.500. Os dois grupos representam 80% do total de pessoas com direito a sacar o dinheiro. Os demais têm mais de R$ 1.500 a receber.

Antes, só tinha direito a sacar o FGTS de uma conta inativa quem estivesse desempregado por, no mínimo, três anos ininterruptos. Agora, a pessoa que pediu demissão ou foi demitida por justa causa até 31 de dezembro de 2015 vai poder sacar o saldo que ficou na conta.

 

 

Agências da Caixa abrirão mais cedo e aos sábados

 

Para atender aos trabalhadores que querem sacar os recursos das contas inativas do FGTS, 1.891 agências da Caixa Econômica Federal – selecionadas do total de 4,2 mil unidades de atendimento – funcionarão um sábado por mês, das 9h às 15h, de fevereiro a julho (com exceção de abril), em todo o Brasil. Além disso, hoje  até sexta-feira, todas as 3,4 mil agências do banco abrirão duas horas mais cedo, portanto, às 8h. O objetivo é prestar informações e fazer atualização cadastral de trabalhadores que possuem contas inativas do FGTS e têm interesse em sacar os recursos a partir de 10 de março, quando começa o calendário de retiradas.

O próximo sábado (18 de fevereiro) já será o primeiro dia de atendimento especial. Nos demais meses, o calendário de saques já terá começado: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Vale lembrar que em todas estas datas o regime será de dedicação exclusiva ao assunto FGTS. Ou seja: não haverá outro tipo de atendimento (abertura de conta, pagamento de fatura etc).

Informações sobre o saque das contas inativas podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-2017 ou pelo site exclusivo criado pela Caixa. No endereço, também é possível encontrar a relação das 1.891 agências que funcionarão aos sábados.



Das 30,2 milhões de clientes com contas inativas e passíveis de saque, 90% têm saldo até R$ 3 mil. 8%, ou 2,3 milhões de contas, têm recursos de R$ 3.001 a R$ 10.000; 2%, o equivalente a 500 milhões de contas, estão na faixa de R$ 10.001 até R$ 50.000; e cerca de 50 milhões de contas, com percentual de cerca de 0,2%, têm acima de R$ 50.001. São 49,6 milhões de contas, com um valor estimado em R$ 43,6 bilhões.

Têm direito ao saque trabalhadores com saldo na conta inativa e que saíram do emprego (pediram demissão ou foram demitidos por justa causa) até 31/12/2015. É comum trabalhadores com mais de uma conta inativa.



Não tem direito quem não tiver saldo na conta e tenha deixado o emprego a partir de 01/01/2016.

O cronograma para a retirada do dinheiro leva em consideração a data de aniversário do trabalhador. Assim, quem nasceu nos meses de janeiro e fevereiro, pode sacar os recursos a partir de 10 de março, por exemplo. As datas do calendário correspondem ao primeiro dia permitido para o saque. O dinheiro, porém, estará disponível para todos os trabalhadores elegíveis até 31 de julho deste ano.

Confira o calendário para saque:

A PARTIR DE 10 DE MARÇO - trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro

A PARTIR DE 10 DE ABRIL - trabalhadores nascidos em março, abril e maio

A PARTIR DE 12 DE MAIO - trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto

A PARTIR DE 16 DE JUNHO - trabalhadores nascidos em setembro, outubro e novembro


A PARTIR DE 14 DE JULHO - trabalhadores nascidos em dezembro

30,2 MILHÕES DE TRABALHADORES

Segundo a Caixa, a medida engloba 49,6 milhões de contas - com saldo de R$ 43,6 bilhões -, o que vai beneficiar 30,2 milhões de trabalhadores. A previsão é que a medida injete mais de R$ 30 bilhões na economia brasileira.

Nosite exclusivo da caixa para facilitar o atendimento ao trabalhador. Segundo a Caixa, é possível visualizar as contas inativas, o valor que tem a receber, a data do saque e os canais disponíveis para realização do pagamento.

 

Recebeu SMS do banco? Cuidado, pode ser golpe


A tecnologia proporciona ferramentas que se tornam perigosas na mão de criminosos, e a quantidade de golpes cresce a cada dia. Por isso, a prevenção é a melhor solução, segundo especialistas da área.

Sonia Amaro, advogada e representante da Associação de Consumidores Proteste, lembra que os consumidores precisam ficar atentos:

— É preciso desconfiar quando o cliente é procurado por telefone, e-mail, mensagem e até WhatsApp. Por via das dúvidas, ao menor sinal de que o funcionário não é realmente da empresa que ele se apresenta, o consumidor deve desligar ou não clicar em casa, para entrar em contato realmente com a empresa.

A delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), lembra que as vítimas precisam registrar queixas nas delegacias:

— Assim, a polícia pode abrir uma investigação e prender os criminosos.

HACKER PEDE PARA CLIENTE DESBLOQUEAR APLICATIVO

 

Uma professora de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, foi vítima de criminosos que se passavam por funcionários do serviço de atendimento do Banco do Brasil. O motivo da ligação é que os bandidos queriam que a cliente, sem perceber, desbloqueasse o acesso deles ao aplicativo da conta bancária dela.

Atenção: os bancos afirmam que não costumam enviar esses tipos de mensagem e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ressalta que os clientes jamais devem revelar a senha a terceiros e nunca informar dados pessoais e senhas em sites que não sejam os do banco. O mesmo cuidado deve ser adotado até mesmo no terminal de autoatendimento, para não desbloquear dispositivos que não sejam realmente seus.



MENSAGEM DE TEXTO SUPOSTAMENTE DE BANCO

A delegada Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), afirma que esse é um crime muito comum envolvendo bancos “A vítima recebe um SMS como se fosse do banco pedindo a atualização de dados. Essa mensagem de texto é apenas uma isca, e, ao clicar no link ou seguir o passo a passo, o cliente acaba passando informações pessoais para os criminosos”.

Fique alerta: os bancos afirmam que não costumam enviar esses tipos de mensagem e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que é mais seguro deletar os e-mails e mensagens não solicitadas e que o cliente não tenha absoluta certeza que procedem de fonte confiável.

Vítimas desbloqueia iphone para assaltantes


Segundo a delegada, há também casos que pessoas que tiveram iPhones roubados recebem mensagens que supostamente seriam da Apple. Na tentativa de localizar o aparelho roubado, a vítima acaba enviando informações para os criminosos, que conseguem desbloquear o smartphone para usá-lo ou revendê-lo.

Preste atenção: a Apple não envia esse tipo de mensagem para os usuários de iPhone. Segundo a Proteste, o ideal é não passar as informações confidenciais para desconhecidos nesta e em outras situações.

FALSO EMPREGO CAUSA PREJUÍZO

A delegada Daniela Terra alerta também para a oferta de empregos pelo Facebook. Muitas vezes, a pessoa se interessa por uma vaga, mas os supostos recrutadores pedem um depósito de um determinado valor para que a pessoa comece a trabalhar. Depois que conseguem o dinheiro por um depósito ou transferência bancária, somem com os valores, e a vítima descobre que não havia emprego algum.

O que fazer: pesquise se a vaga realmente existe e, em hipótese alguma, deposite valores na esperança de um emprego.


FALSO EMPRÉSTIMO TAMBÉM É RISCO

Ainda segundo a delegada Daniela Terra, outro golpe comum é usado por criminosos: eles ligam ou postam no Facebook que a pessoa tem um determinado valor pré-aprovado para empréstimos pessoais, sem necessidade de comprovação de renda. No entanto, os bandidos pedem que o cliente faça um depósito de um determinado valor, usando a desculpa que o dinheiro serve para a liberação da documentação e do empréstimo. Depois, somem com a parcela que a pessoa depositou na esperança de conseguir crédito.

Fique atento: desconfie das facilidades oferecidas por desconhecidos e só pegue empréstimos em instituições financeiras conhecidas e, mesmo assim, cuidado com os juros. Segundo a Febraban, o consumidor deve desconfiar de mensagens recebidas de terceiros (sejam eles identificados como amigos ou não) propondo negociações de dívidas, desconto ou benefícios. Existem alguns tipos de ataques que podem interceptar e alterar mensagens enviadas por amigos ou conhecidos, tanto por e-mail quando pelas redes sociais.



CENTRAL TELEFÔNICA DESVIADA

O golpe acontece da seguinte maneira. Um criminoso telefona para a vítima e, para dar veracidade à história, diz que há um problema com a conta dela e pede retorno para a central telefônica do banco. Mas o telefone da pessoa já está nas mãos dos hackers, que interceptam a ligação e simulam o atendimento oficial do instituição. Durante a ligação, têm acesso a todos os dados, inclusive senhas, da vítima, e concretizam o golpe assim que a ligação é finalizada.

Dica: na dúvida, procure o telefone da central de telefone em contas ou documentos e ligue de outro telefone, no qual não recebeu a ligação suspeita. A Febraban orienta que os clientes que recebem ligações de pessoas que se dizem funcionários do banco jamais informem dados pessoais ou digitem a senha em uma central eletrônica.


BANDIDO “ROUBA” INFORMAÇÕES PARA GANHAR SMARTPHONE

O caso aconteceu com uma família carioca que descobriu que três linhas de celulares haviam sido transferidas, por uma pessoa que se passou por titular da conta, para outra operadora. O motivo: o criminoso queria aproveitar uma promoção da empresa, que dava um smartphone para quem transferia três linhas da concorrência para a operadora. Ele resgatou o celular e desapareceu sem deixar rastros.

Recomendação: o Procon Estadual alerta que a transferência de operadora de um telefone celular é um tipo de operação que, para ser realizada, demanda a verificação da veracidade dos dados do consumidor. Se este tipo de operação é realizado sem o aval do titular, este pode se considerar lesado de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e deve buscar a anulação do ato e o ressarcimento de perdas e danos, caso elas ocorram. Se o cliente tiver dificuldades para conseguir essa anulação com as empresas envolvidas, deverá procurar um órgão de defesa do consumidor para auxiliá-
 

 

Número de desenvolvedores de games cresce 600%


Quanto o setor de serviços no Brasil tem sofrido quedas consecutivas, um nicho prospera em tendência oposta. Trata-se do mercado de produção de jogos virtuais. Em oito anos, o número de empresas desenvolvedoras de games aumentou em quase 600%. Já o faturamento do setor no país cresceu 25% entre 2014 e 2016.

"Em 2008, tínhamos 43 empresas de games no Brasil. Em 2014, esse número subiu para 130. Hoje, são aproximadamente 300 empresas de games no país”, apontou Eliana Russi, diretora da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames).

Segundo a entidade, levantamento feito pela NewZoo, uma das principais condutoras de pesquisas sobre a indústria dos games no mundo, mostra que em 2016 o setor faturou US$ 1,6 bilhão no Brasil, um aumento de 25% em relação a 2014, quando o mercado Segundo o IBGE, na comparação entre novembro de 2016 com o mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços no país registrou queda de 4,6%. Em contrapartida, o volume dos serviços de tecnologia da informação cresceram 4,2%. De acordo com o analista da Coordenação de Serviços e Comércios do IBGE, Roberto Saldanha, esse crescimento se deve ao mercado de games.

“O setor de informática vem apresentando crescimento real ao longo dos últimos meses. A produção de games é o que tem impulsionado bastante o setor”, destacou o economista do IBGE.

Outro dado da Abragames que evidencia o aquecimento do setor é a rodada de negócios realizada no BIG Festival. Organizado pela entidade, ele é considerado o terceiro maior festival de jogos independentes do mundo e o maior da América Latina.

Segundo a Abragames, em 2014 o valor de negócios fechados a partir do festival foi de US$ 2,9 milhões. Em 2015, a soma foi de US$ 11 milhões na geração de negócios. Já na quarta edição do evento, realizada em 2016, a estimativa da entidade é que a soma de negócios fechados chegue a US$ 20,7 milhões – um crescimento de cerca de 700% em dois anos.

Dedicação exclusiva

Há 14 anos, o professor Raoni Dorim, de 37 anos, trabalha com jogos digitais, sempre prestando serviços a terceiros. Diante do aquecimento do setor, no entanto, em 2016 ele percebeu que era hora de se dedicar exclusivamente ao mercado. Beneficiado por dois programas de aceleração no exterior, um no Vale do Silício e outro na Malásia, passou meses fora do Brasil e voltou disposto a investir no crescimento do mercado.

“Depois dessas viagens, eu voltei pilhado. A primeira coisa que fiz foi montar a Gameing, Associação Mineira de Jogos”, disse Dorim.

 

 

Petrobras quer deixar sociedade Braskem e Odebrecht   

A Petrobras confirmou, em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que avalia "possíveis alterações" nos acordos de acionistas nas empresas em que têm participação, como na petroquímica Braskem, para buscar a "valorização de seu portfólio".

"A Petrobras e a Odebrecht devem começar em breve negociação para rever o acordo de Acionistas da Braskem", disse a estatal em comunicado. "Para a Petrobras, é imperativo rever as condições do acordo para que possa vender sua participação na Braskem. Em setembro do ano passado, a estatal anunciou que pretende sair do segmento petroquímico", disse a empresa.

O documento foi enviado como resposta a questionamento da autarquia sobre notícia do jornal Valor Econômico afirmando que a Petrobras e a Odebrecht devem rever o acordo de acionistas da Braskem para que a estatal possa vender sua fatia e deixar o negócio.

No esclarecimento , a Petrobras reforça que pretende "sair integralmente" do setor petroquímico para reduzir sua alavancagem financeira, preservar o caixa e se concentrar nos investimentos prioritários, como na produção de petróleo e gás no Brasil em áreas de grande produtividade e retorno. A estatal ressalta que tais informações foram divulgadas no plano de negócios e gestão 2017-2020.

A empresa informou, no entanto, que até o momento "não foi iniciado processo para alienação da participação acionária detida na Braskem".

Nafta

A companhia também respondeu às informações de que houve perdas financeiras com a nafta fornecida à Braskem. Segundo o esclarecimento, no que diz respeito ao contrato de fornecimento de nafta celebrado em 2009 e às perdas associadas, a Petrobras prestou "as devidas informações ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal" ao longo de 2015, "conforme solicitações recebidas durante as investigações que deram origem às ações em curso no âmbito da Operação Lava-Jato".

A petrolífera diz ainda que comunicou ao mercado, em julho daquele ano, sobre as solicitações das autoridades no âmbito da Lava-Jato e que se compromete a divulgar "tempestivamente" ao mercado novos fatos julgados relevantes sobre o assunto.

 

 

Brasil registra entrada de US$ 3,66 bilhões em janeiro de 2017

O Ingresso de dólares na economia brasileira superou a retirada de recursos em US$ 3,66 bilhões em janeiro, informou o Banco Central .

No começo de fevereiro (1º a 3), porém, houve mais saída que entrada de recursos do país, no valor de US$ 1,8 bilhão.

No acumulado deste ano, até a última sexta-feira (3), foi registrado mais ingresso do que saída de valores no país. Neste período, US$ 1,85 bilhões entraram do Brasil, de acordo com o BC. No mesmo período de 2016, R$ 1,43 bilhão haviam ingressado na economia brasileira.

Impacto no dólar

O ingresso de dólares em janeiro favoreceria, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólar no mercado, seu preço tende a cair. Em janeiro, de fato, o dólar registrou queda.

No fim do ano passado, o dólar estava cotado a R$ 3,249 e, no fechamento de janeiro, foi negociado a R$ 3,15 - com queda de 3% no primeiro mês deste ano. Nesta quarta-feira (8), por volta das 12h40, operava ao redor de R$ 3,12. Veja a cotação.

Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional).

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.


Meirelles diz que Brasil e Argentina tem que  ‘recuperar tempo perdido’



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os governos de Brasil e Argentina decidiram "recuperar o tempo perdido" em suas relações de parceria. Entre os temas de relevância econômica tratadas entre os países estão comércio exterior, situação tributária e redução de barreiras não-tarifárias, como ambiental e fitossanitárias.

O fato novo é que os dois governos resolveram de fato recuperar o tempo perdido e avançar em uma série de temas comuns aos dois países. No caso da Fazenda, estamos discutindo revisão da convenção para evitar a bitributação, que data já de muito tempo, e está desatualizada. Ambos concordamos que é necessário mudar e está avançando muito bem — disse Meirelles.

Segundo o ministro brasileiro, foi discutida também a inclusão em um tratado internacional para evitar a erosão da base tributária. Também o tratamento igualitário da tributação de pessoas físicas brasileiras na Argentina também foi debatido entre as autoridades.

Segundo nota do Itamaraty, os dois presidentes também assinaram uma carta ao presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) pedindo a realização de estudos sobre viabilidade de criação de uma agência para a convergência regulatória de Brasil e Argentina. Essa agência bilateral trataria da derrubadas de barreiras não-tarifárias no comércio entre os países.

Os presidentes tiveram como foco também a retomada do Mercosul, tanto no âmbito das relações internas do bloco, quanto na relação com outros de fora, principalmente a União Europeia e a Aliança do Pacífico - desta, destaque para o México.

Na visão do governo brasileiro, há uma clara convergência de posições e atitudes entre os presidentes Michel Temer e Maurício Macri que torna oportuna essa aproximação neste momento.




 

Mercado reduz pela quinta semana seguida projeção para inflação



O mercado reviu para baixo pela quinta semana seguida as projeções para a inflação brasileira em 2017, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, que reúne as principais estimativas para a conjuntura econômica. Agora, a expectativa é de 4,64%, ante 4,70% na semana passada. Com isso, a taxa esperada se aproxima do centro da meta de inflação do governo para o ano, que é de 4,50%.

Em 2016, o país encerrou o ano com alta de 6,29%, após salto de 10,67% em 2015.

O mercado fez pequenos ajustes nas projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2016, a expectativa caiu de 0,50% para 0,49%, enquanto para 2017 subiu de 2,20% para 2,25%.

Os demais indicadores mostraram pouca alteração. O mercado manteve as estimativas para o câmbio no fim do ano, de R$ 3,40, e da taxa Selic, de 9,50%.

Em relatório, o Bradesco destacou que esta é a segunda semana que o mercado faz pequenas revisões em suas expectativas para as principais variáveis econômicas para 2017 e de 2018. A estimativa da taxa Selic permaneceu em 9,5% para o fim de 2017 e 9% para o fim de 2018.

 

Presidente americano  começa com criação de empregos acima do esperado



A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos superou as expectativas em janeiro diante do aumento nas contratações por parte das empresas de construção e varejistas. Com isso, o governo do presidente Donald Trump fica em boa posição para impulsionar a economia e o emprego.

Fora do setor agrícola, a criação de empregos foi de 227 mil vagas no mês passado, o maior ganho em quatro meses, informou o Departamento do Trabalho. Mas a taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual, para 4,8%, e os salários aumentaram apenas modestamente, sugerindo que ainda há alguma folga no mercado de trabalho.

As revisões dos meses de novembro e dezembro mostraram que a economia criou 39 mil empregos a menos do que o relatado anteriormente. Ainda assim, o mercado de trabalho continua a apertar, o que poderia estimular um ritmo mais rápido de crescimento dos salários em breve. Autoridades do Federal Reserve, banco central dos EUA, vêem o mercado de trabalho como estando em pleno emprego ou perto dele.

Economistas consultados pela Reuters projetavam criação de 175 mil vagas no mês passado e que a taxa de desemprego permaneceria em 4,7%.


Na campanha eleitoral do ano passado, Trump prometeu um crescimento anual de 4% do Produto Interno Bruto, em grande parte com um plano para cortar impostos, reduzir regulações, aumentar os gastos com infraestrutura e renegociar acordos comerciais a favor dos Estados Unidos.

Embora ainda não haja detalhes sobre as propostas, a confiança empresarial e dos consumidores saltou na esteira da vitória de Trump em novembro. Mas com a economia perto do pleno emprego, alguns economistas mostram-se céticos sobre a promessa de expansão de 4 por cento. O crescimento anual do PIB não supera 2,6 por cento desde a recessão de 2007/08.

Crescimento do salário

O salário médio por hora aumentou apenas 3 centavos de dólar, 0,1%, no mês passado. O ganho do salário em dezembro foi revisado para baixo para 0,2%, ante 0,4% previamente relatado.

O pequeno aumento de janeiro no salário médio por hora é uma surpresa, já que o salário mínimo entrou em vigor em mais de uma dezena de Estados no mês passado. A pequena alta reduziu o aumento na comparação anual para 2,5%, ante 2,8% em dezembro.

Se persistir, o aumento fraco dos salários sugere apenas um ritmo gradual de altas de juros pelo Fed. O banco central dos EUA, que elevou a taxa de juros em dezembro, tem projetado três aumentos este ano.

Na quarta-feira, o Fed manteve a taxa de juros na faixa entre 0,50 e 0,75 por cento, dizendo que espera que as condições do mercado de trabalho se fortaleçam "um pouco mais".


Todos os setores da economia tiveram criação de vagas em janeiro. A indústria criou 5 mil empregos, enquanto a criação em construção saltou 36 mil, maior aumento desde março.

O varejo surpreendeu com a criação de 45.900 vagas, maior alta desde fevereiro. Os varejistas, incluindo Macy's, Sears, American Apparel e Abercrombie & Fitch anunciaram cortes de emprego em janeiro devido ao fechamento de lojas.

Entretanto, o emprego no setor público caiu pelo quarto mês consecutivo em janeiro, fechando 10 mil postos de trabalho. Outras quedas são prováveis, depois que a administração Trump impôs um congelamento das contratações para trabalhadores civis do governo em 22 de janeiro.



 

Governo precisa cortar R$ 39 bilhões para cumprir meta de 2017

O governo terá que fazer um corte de gastos da ordem de R$ 38,9 bilhões, o equivalente a cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), para atingir a meta fiscal de 2017, estimou a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal.

A criação da IFI foi aprovada pelo Senado em março do ano passado. O órgão deverá prestar consultoria econômica aos senadores e também acompanhar a qualidade dos programas e políticas fiscais do governo federal, mas não pode julgar as contas do governo - essa atribuição é do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para 2017, a meta fiscal é de déficit (despesas maiores do que receitas) de até R$ 143 bilhões para o setor público consolidado (governo federal, estados, municípios e empresas estatais). Somente para o governo federal, a meta é de déficit nas contas de até R$ 139 bilhões. Essa conta não inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

De acordo com o IFI, sem um bloqueio de despesas de R$ 38,9 bilhões na peça orçamentária o déficit primário do setor público consolidado poderá atingir a marca de R$ 182 bilhões em 2017, bem acima da meta.

"Nossas projeções embutem um aumento real de 0,2% para as receitas totais e um avanço de 2,4% para os gastos primários do governo central", acrescentou a entidade, por meio do seu primeiro relatório de avaliação fiscal, documento que passará a ser divulgado todos os meses.

O relatório informa ainda que as receitas extraordinárias (que embutem o Refis, uma nova rodada de "repatriação" de bens não declarados e mantidos por brasileiros no exterior, e um novo programa de regularização tributária) serão de R$ 35,6 bilhões, bem abaixo dos R$ 70,4 bilhões estimados no orçamento de 2017.

Corte 'factível'

O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, Felipe Salto, avaliou que "certamente vai ser necessário fazer um contingenciamento importante" para atingir a meta fiscal deste ano. Segundo ele, um corte de gastos de quase R$ 40 bilhões é "factível".

"Dependeria de corte de despesas obrigatórias e discricionárias [passíveis de bloqueio]. Os investimentos acabam sempre sofrendo mais do que as outras despesas", declarou.

Salto avaliou ainda que, mesmo assim, é preciso "botar a barba de molho" porque, na sua visão, "não haverá uma recuperação rápida dos resultados fiscais, mas sim paulatina".

"Não se pode descuidar do objetivo de fazer resultados primários", afirmou. Para a IFI, com as regras atuais, é difícil haver superávit primário antes de 2024. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem estimado que as contas voltarão ao azul em 2019.

Expectativa para o PIB de 2017

O governo confirmou recentemente que fará uma revisão do orçamento de 2017 em março e que pode implementar, assim como em todos os anos os anos, um bloqueio de despesas para tentar atingir a meta fiscal.

Até o momento, a equipe econômica tem informado que estima uma alta de 1% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já anunciou que esta previsão será revisada para baixo. Com menos crescimento, a tendência é que também haja menos receitas, gerando a necessidade de um corte de gastos.

O mercado financeiro estimou, na semana passada, que o crescimento da economia brasileira será de 0,5% neste ano, valor que é a metade da expectativa de expansão do governo.

A Instituição Fiscal Independente, por sua vez, prevê que o PIB terá um crescimento de 0,46% em 2017 e diz ainda que há "probabilidade" de até 45% de o PIB ficar negativo em 2017.

"O PIB é a variável mais importante para analisar as repercussões da conjuntura econômica sobre a situação fiscal. Ele afeta diretamente tanto as receitas quanto as despesas públicas, tendo ainda impacto sobre a sustentabilidade da dívida. Os efeitos sobre as receitas se dão sobre canais diretos e indiretos", avaliou a IFI, em relatório.

Dívida pública em alta

De acordo com estimativa da IFI, a dívida bruta do setor público consolidado, indicador que é acompanhado com atenção por agências de classificação de risco e por investidores internacionais, deverá avançar de 69,5% do PIB (R$ 4,37 trilhões), patamar do fim de 2016 já considerado elevado para países emergentes, para 76,9% do PIB no fechamento de 2017 e para 84,3% no fim de 2021.

"O esforço primário [para conter o avanço da dívida pública] necessário para estabilizar este nível de endividamento, sob uma série de premissas teria de ser positivo em pelo menos 1,2% do PIB, bem acima do déficit de 1,2% do PIB projetado para 2021", avaliou a entidade.

Na ausência da PEC do teto - que institui um limite para os gastos públicos com base na inflação do ano anterior -, "certamente" o crescimento da dívida pública seria maior e a dívida superaria o patamar de 100% do PIB em 2021, estimou o economista Felipe Salto, da Instituição Fiscal Independente.

Para atingir as metas fiscais e estabilizar a dívida pública nos próximos anos, considerando os parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Instituição Fiscal Independente estimou que será necessário um corte de gastos de R$ 39 bilhões neste ano, de R$ 84 bilhões em 2018, de R$ 140 bilhões em 2019, de R$ 122 bilhões em 2020 e de R$ 95 bilhões em 2021.

Confiança de micro e pequenos empresários sobe em relação a 2016

Confiança dos micro e pequenos empresários subiu 21,4% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, aponta indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação com o mês anterior, o aumento da confiança foi de 4,3%, para 51 pontos em uma escala de 0 a 100.

“A confiança ainda está longe de ser satisfatória e parece não encorajar o investimento”, avalia o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. Ele afirma que a confiança é importante para a retomada do crescimento da economia, mas afirma que “a consolidação desse processo dependerá do avanço da agenda de reformas propostas pelo governo e de um ambiente político mais estável. ”

42% dos que dizem otimistas não sabem a razão

A pesquisa aponta que a percepção das condições gerais pelos empresários apresentou uma melhora em janeiro na compararão com 2016, passando de 26,6 pontos para 34,2 pontos na escala. O indicador que mede as expectativas dos empresários para o futuro também melhorou, saltando de 53,6 em janeiro do ano passado para 63,6.

Em termos percentuais, mais da metade (51%) dos entrevistados se diz confiante no futuro da economia. Porém, entre estes, 42% não sabem justificar a razão de seu otimismo, destaca a CNDL.

Para outros 26%, a justificativa é a percepção de que alguns indicadores econômicos têm mostrado sinais de melhora.

Já entre os empresários pessimistas com a economia são 17%. Entre eles, 42% citam as incertezas políticas. Para outros 19%, o que pesa é a percepção de que os problemas econômicos são graves e 15% se dizem pessimistas por não acreditarem que o país passará pelas reformas de que precisa.

 

Número de desempregados no Brasil sobe 37% em 2016

 

A taxa média de desemprego no país atingiu 11,5% em 2016 e o número de desempregados atingiu uma média de 11,8 milhões, informou o IBGE. Dois recordes para a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em 2015, a taxa média do ano já havia disparado e ficado em 8,5%, com 8,6 milhões de pessoas desempregadas, contra os 6,8% do ano anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. A taxa média de 2016 ficou abaixo do projetado por analistas ouvidos pela Bloomberg, que previam que ficaria entre 11,6% e 12%, com a mediana em 11,9%.

Nos dois anos de recessão, o número de desempregados quase dobrou. Eram 6,7 milhões de desocupados em 2014 e 11,7 milhões em 2016 (5 milhões de pessoas a mais desempregadas).

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o efeito crise no mercado de trabalho fica evidente ao se analisar a combinação de três indicadores:

A população de 14 anos ou mais, considerada em idade de trabalhar, aumenta 5,8% em relação a 2012. A expectativa é que a população ocupada suba pelo menos nessa proporção, mas ela só aumentou 1% nesse período e o número de desempregados aumentou 65%. Então, em cinco anos, temos uma alta de 4,7 milhões de pessoas sem emprego.

Renda caiu 2,3% em 2016

A taxa do ano de 2016 é a maior média para um ano fechado desde o início da série histórica, iniciada em 2012. A população desocupada passou de 8,6 milhões, na média de 2015, para 11,8 milhões, em 2016 (alta de 37%). Já a população ocupada caiu de 92,1 milhões de pessoas para 90,4 milhões. O número de empregados com carteira assinada no setor privado recuou (-3,9%), passando de 35,7 milhões, em 2015, para 34,3 milhões em 2016. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos se contraiu em 2,3% entre 2015 e 2016 (caindo de R$ 2.076 para R$ 2.029). A massa de rendimento real habitual também registrou queda de 3,5% (de R$ 185.354 milhões para R$ 178.865 milhões). Os dois anos de recessão reduziram o rendimento médio real de todos os trabalhos em 2,6%, para R$ 2.029. Em 2014, esse valor estava em R$ 2.083.




 

 

Com persistência da crise, consumo de energia no país recua 0,9%

O consumo de energia no Brasil caiu 0,9% em 2016, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia. O resultado é reflexo da crise econômica, que se manteve no ano passado.

A queda no consumo foi puxada principalmente pela indústria, que usou no ano passado 2,9% menos energia que no ano de 2015. Já o comércio consumiu em 2016 2,5% menos eletricidade. O único seguimento que registrou aumento no consumo foi o residencial: 1,4%.

De acordo com a EPE o setor de extração de minerais metálicos consumiu 16% menos energia que em 2015 e liderou a queda dentro do seguimento industrial. Também registraram queda os setores automotivo (-3,0%), têxtil (-3,8%), borracha e material plástico (-4,3%), produtos de metal, exceto maquinas e equipamentos (-6,4%), e produtos minerais não-metálicos (-9,6%).

Por outro lado, registraram aumento no consumo em 2016 os setores metalúrgico (3,1%), papel e celulose (2,4%), produtos alimentícios (0,9%) e químico (0,6%).

Alta em dezembro

De acordo com a EPE, porém, a indústria mostrou reação em dezembro de 2016, quando elevou o consumo de energia em 0,9%, na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi a primeira alta mensal de consumo do seguimento industrial desde março de 2014.

"Apesar disso, os indicadores industriais do último mês do ano passado reforçaram a conjuntura econômica adversa do país, com reduzido nível de demanda interna, custos elevados (tributos, logística, matéria-prima, energia, etc) , dificuldades de acesso ao crédito e pela alta taxa de juros", diz a nota da EPE.

"Neste quadro recessivo, muitas empresasse encontram endividadas ou inadimplentes, a intenção de investir permanece baixa e a ociosidade do parque produtivo continua muito elevada, em torno de 28%, máxima histórica em dezembro conforme a série iniciada em 2001 pela FGV/IBRE", completa o documento.

A alta no consumo industrial de energia em dezebro de 2016 foi puxada pelo setor têxtil, que elevou o uso em 8,6% na comparação com o mesmo mês de 2015, seguindo pelo de papel e celulose (8,3%), automotivo (5,1%) e metalúrgico (3,8%).

 



Restrição ao rotativo pode gerar economia de 12% para endividados

 

A restrição ao uso do crédito rotativo para financiar dívidas do cartão, anunciada  pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), pode representar uma economia de quase 12% para endividados. A comparação considera a diferença entre os juros pagos ao rolar um débito por três meses e em um financiamento no crédito parcelado, modalidade que deve ser adotada por quem atrasar a fatura por mais de um mês. Hoje, consumidores podem ficar presos ao rotativo indefinidadamente. Com a resolução do CMN, que vale a partir de 3 de abril, esse tipo de financiamento só poderá ser usado por 30 dias.

Hoje, já é comum que bancos ofereçam condições mais vantajosas para quem esta com dívidas. A novidade é que, a partir de abril, o débito não vai mais crescer indefinidamente. Após 30 dias, ou o cliente terá que pagar à vista ou poderá parcelar com taxas obrigatoriamente menores que as do rotativo. Os bancos não são obrigados a oferecer um financiamento mas a expectativa de analistas é que, para não aumentarem os índices de inadimplência, as instituições financeiras proponham alternativas aos clientes.

De acordo com a pesquisa mais recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), as taxas de rotativo chegaram a 15,33% ao mês, em dezembro do ano passado. Já a do crédito parcelado é de 8% ao mês. Considerando essa diferença, preparamos simulações de saldo devedor do cartão, financiado em 12 meses. No caso de uma dívida de R$ 1.000, o valor total pago ao longo de 12 meses no rotativo chegaria a R$ 2.245,08. No parcelamento com taxa menor, ficaria em R$ 1.592,28. A diferença é de R$ 652,80 ou 29,1%. Para um débito de R$ 3.000, a diferença entre os dois financiamentos chegaria a R$ 1.958,16, também na casa dos 29%.

— Vai fazer diferença. Ou o cliente paga integralmente ou vai ter o parcelamento com juros mais baixos. Os bancos vão ter liberdade para oferecer alternativas — avalia o diretor da Anefac.

A expectativa, segundo ele, é que os bancos criem condições de acordo com as possibilidades de pagamento dos clientes, tendo o pagamento mínimo da fatura como referência.

— O banco vai dar uma condição de prazo em que a parcela seja próxima do valor que o cliente pode — avalia.

Embora não haja uma estimativa oficial sobre tempo de uso do crédito rotativo, o especialista afirma que a tendência é que sair da dívida seja difícil, devido às altas taxas de juros.

Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), avalia que a medida funciona como um mecanismo de saída dessa bola de neve. Ele considera que hoje exista um ciclo vicioso: a alta inadimplência incentiva os bancos a aumentarem o chamado spread (diferença entre a taxa de captação e a taxa cobrada ao consumidor), para compensar o risco.

— Isso não é bom para a instituição financeira, que quando tem um rombo (inadimplência) é obrigada a subir o spread. Esse mecanismo de financiamento gera uma situação ruim para o banco e ruim para o consumidor. A resolução propõe uma porta de saída — afirma.

 

 

Administração Lula/Dilma (PT) arrasaram a economia e as empresas aéreas

Oferta de voos nacionais no Brasil atingiu em 2016 o menor patamar desde 2010, reflexo do processo de revisão das malhas das empresas aéreas diante da crise econômica. Na prática, a malha aérea nacional atual é equivalente à que o país tinha há sete anos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

De acordo com a entidade, o ano de 2016 registrou a menor demanda por passagens aéreas desde 2013 e o menor volume de passageiros transportados desde 2012.

As companhias aéreas do país transportaram 7,1 milhões de passageiros a menos no ano passado no mercado doméstico, segundo a Abear. O volume de passageiros transportados em 2016 caiu 7,45%, para 87,6 milhões, ante queda de 0,07% em 2015, quando foram transportados 94,7 milhões.

"Esses resultados são reflexo direto da crise econômica, de cautela com os gastos por parte do consumidor e recuo das atividades das empresas", explica Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.

Retração

A associação do setor informou que a oferta de viagens acumula 16 períodos consecutivos de retração. Já a procura por voos domésticos e o volume de passageiros transportados acumulam 17 períodos consecutivos de queda.

“Os dados mostram que estamos fazendo um pouso suave. Um dos fatores é um enxugamento de oferta como não fazíamos em sete anos. Ano passado as empresas tiraram pouco mais de 50 aviões do país, isso é 10% da frota brasileira. Essa é uma medida que a gente toma depois de outras que foram tomadas antes para manter o setor sustentável, atravessando um momento de turbulência muito forte”, diz Eduardo Sanovicz.

O presidente da Abear explica que o pouso suave é por ajuste de oferta, levando em conta uma demanda cada vez menor. Esse ajuste começou há cerca de um ano, segundo ele, diante de um cenário muito ruim no país.

O setor encontrou uma “saída mitigadora natural”, com a retirada de aviões, o que fez com que os que continuaram em operação voassem mais cheios, o que fez com que a retração da oferta fosse maior que a retração da demanda, segundo ele.

Ao falar sobre valores de passagens, Sanovicz lembrou que no passado a primeira medida tomada para aquecer a procura foi baixar os preços, mas agora a solução encontrada foi a redução da oferta de voos.

O presidente da Abear considera a possibilidade de notícias melhores ao longo do segundo semestre deste ano, tanto na economia como um todo como para o setor aéreo. “Mas janeiro deste ano virá com resultados piores que o do ano passado”, prevê.

Já em relação ao aproveitamento dos voos domésticos, com a oferta recuando mais que a demanda, houve leve alta de 0,23 ponto percentual em relação a 2015, fechando em 80,14% de ocupação.

Mudanças na liderança

No ano passado, a Gol superou a Latam no transporte de passageiros no Brasil e passou a ser líder do setor. Veja a participação das empresas no tráfego doméstico em 2016:

Gol: 36,25%

Latam: 35,01%

Azul: 17,19%

Avianca: 11,55%

Mercado internacional

No mercado internacional, em 2016 houve retração da oferta de 3,09% ante expansão de 15,27% em 2015. Já a demanda teve queda de 0,21% ante expansão de 13,75% em 2015. Já o volume de passageiros teve crescimento de 2,54%, chegando ao total de 7,5 milhões embarcados ao longo do ano - o melhor de toda a série, segundo a Abear.

Participação das empresas no mercado internacional de jan a dez/2016:

Latam: 78,90%

Gol: 11,78%

Azul: 9,22%

Avianca: 0,10%

Transporte de cargas

O transporte doméstico teve redução de 5,77% em 2016, totalizando 321,9 mil toneladas de cargas. Já o mercado internacional movimentou 183,4 mil toneladas, crescimento de 1,64% ante 2015.

 

Lucro do Santander no Brasil  avança quase 10% e 4% no mundo


 

O Banco Santander reportou um aumento de 4% no lucro líquido de 2016, conforme resultados melhores no Brasil ajudaram a compensar performance mais fraca no Reino Unido.
Maior banco da zona do euro em valor de mercado, o grupo Santander obteve lucro líquido de € 6,2 bilhões (US$ 6,65 bilhões de dólares) em 2016, superando a expectativa média de analistas ouvidos pela Thompson Reuters, de € 6,12 bilhões. Considerando o padrão contábil espanhol, o Santander apurou lucro líquido de € 1,786 bilhão no Brasil em 2016, cifra 9,5% maior ante 2015. O desempenho melhor no Brasil e em outros mercados da América Latina ajudou o banco a lidar com um aperto das margens na Europa.

Somente no quarto trimestre, o lucro líquido do banco no mundo foi de € 1,6 bilhão, bem superior ao de € 25 milhões do mesmo trimestre de 2015, quando o resultado foi afetado por uma compensação de € 600 milhões no Reino Unido.

No Reino Unido, segundo principal mercado para o Santander depois do Brasil, o lucro líquido do banco caiu quase 15% em 2016, para € 1,68 bilhão, devido principalmente à depreciação da libra esterlina, que despencou para o nível mais baixo em quase três décadas após o voto pelo Brexit em junho do ano passado.

O Santander ainda reiterou nesta quarta-feira as metas para 2018. "No futuro, temos muitas oportunidades para crescer de modo lucrativo na Europa e nas Américas num ambiente que esperamos que será volátil, mas em geral melhor do que foi 2016 em nossos principais mercados", disse a presidente do grupo Santander, Ana Botín.

Diferentemente da maior parte dos bancos espanhóis, o Santander não deve ser prejudicado por uma recente decisão judicial na Europa que pode forçar outras instituições a reembolsar os clientes em até 4 bilhões de euros por hipotecas concedidas com taxas mínimas de juro não claramente explicadas.



 

Brasil pode ganhar com onda protecionista dos EUA

 

A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP), confirmada pelo presidente Donald Trump, foi comemorada, discretamente, pelo governo brasileiro. Entre as razões para isso, a principal é que os produtos em que o Brasil concorre com os EUA (soja, açúcar, suco de laranja, carne bovina, entre outros) nesses mercados do Pacífico, especialmente o Japão, ficariam mais caros em relação aos americanos. Isso porque as exportações americanas deixariam de ser tributadas, ao contrário das vendas provenientes do Brasil.

Na avaliação de fontes que estão na linha de frente da política externa brasileira, outro ponto favorável diz respeito às negociações entre Mercosul e União Europeia (UE). Espera-se que, com essa postura protecionista de Trump, os negociadores europeus voltem a focar o bloco sul-americano. Mesmo porque as perspectivas em torno da conclusão do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio entre EUA e UE são praticamente nulas neste momento.

— Com o TPP, o produto brasileiro sairia mais caro que o americano. Ficará mais fácil para nós — afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Para Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Washington, a saída do TPP é boa para o Brasil “entre aspas”.

— O TPP agravaria a marginalização do Brasil no comércio internacional, prejudicaria nosso acesso aos mercados dos países participantes e imporia novos padrões técnicos e regulatórios que iriam além do que nosso visceral protecionismo admite — completou.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves, enfatizou que a saída do TPP já era esperada. Segundo ele, Trump tenta, com isso, proteger industriais americanos mais antigos e menos competitivos. Ele concorda com o fato de o Brasil se beneficiar com a medida, mas acredita que os chineses é que sairão ganhando.

— Será aberto um enorme espaço de negociação comercial para a China — disse Castro Neves.

No campo bilateral, equipes dos governos do Brasil e dos EUA começam a se reunir no mês que vem, para construírem uma agenda comum, com itens como facilitação de comércio e investimentos. Os primeiros contatos se darão através das embaixadas dos dois países. Na avaliação do Itamaraty, o aumento do protecionismo a ser patrocinado por Trump não preocupa tanto o Brasil como os outros parceiros internacionais.

— Nós não somos uma fonte de problemas para os EUA. Temos um déficit comercial com eles (US$ 646 milhões em 2016) e, portanto, não somos um país com o qual os EUA precisam consertar a relação comercial — disse uma fonte do Itamaraty.

Além disso, os EUA são o país com maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs). No acumulado de janeiro a novembro de 2016, os EUA investiram US$ 5,66 bilhões no Brasil, o que o posiciona como o terceiro maior investidor estrangeiro no país. Já os investimentos brasileiros diretos tiveram nos EUA (US$ 1,354 bilhão) o quarto principal destino em 2016, atrás das Ilhas Cayman, Bahamas e Países Baixos.

 

Impostos sobre itens escolares chega a quase 50% no Brasil


 

A volta às aulas está próxima e junto com elas o sustocom os preços da lista de materiais escolares. A carga pesada dos impostos deixa os itens ainda mais caros, segundo aponta levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). As canetas esferográficas, por exemplo, tem 47,49% de cargas tributárias. Já na régua a incidência de impostos chega a 44,65%.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, explica que incidem sobre os produtos impostos federais, estaduais e municipais. Ele critica a tributação de itens escolares.

— Além do Brasil não investir na educação, e possuir altas cargas tributárias que impedem os brasileiros de buscar uma melhor formação, o País é um dos únicos no mundo que tributam produtos de ensino. Por serem itens de necessidade básica, a educação deveria ser menos tributada e muito mais acessível aos consumidores — afirmou Olenike.

No tubo de cola o imposto chega a 42,71%, no estojo vai a 40,33% já a lancheira tem 39,74% de tributos.

Veja o levantamento completo do IBPT:

PRODUTOS (TRIBUTOS, %):

Agenda escolar (43,19%)

Apontador (43,19%)

Borracha escolar (43,19%)

Caderno Universitário (34,99%)

Caneta (47,49%)

Cola tenaz (42,71%)

Estojos para lápis (40,33%)

Fichário (39,38%)

Folhas para Fichário (37,77%)

Lancheiras (39,74%)

Lápis (34,99%)

Livro escolar (15,52%)

Papel carbono (38,68%)

Papel Pardo (34,99%)

Papel Sulfite (37,77%)

Pastas em Geral (39,97%)

Pastas Plásticas (40,09%)

Plástico 0,15 (39,89%)

Régua (44,65%)

Tinta Guache (36,13%)

Tinta Plástica (36,22%)



 

FGTS inativo poderá ser sacado de março a julho

 

Em visita a Porto Alegre o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou que os trabalhadores que possuem saldo em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão sacar os recursos no período de 13 de março até 14 de julho, obedecendo alguns critérios propostos pela Caixa e aprovados pelo presidente da República, Michel Temer.

Contas inativas são as que deixam de receber depósitos devido à rescisão do contrato de trabalho. A ordem para os saques será baseada no mês de aniversário do trabalhador. O ministro disse ainda que não haverá limitação.

"O que foi proposto ao presidente foram três itens: a ordem de chamada de aniversário, o tempo, que será de março a julho, e havia ainda três alternativas quanto ao montante a ser liberado. O total do valor era uma delas, e depois as duas outras o presidente resolveu nem considerar. Portanto, vai ser liberado o saldo total das contas inativas do Fundo de Garantia", afirmou Eliseu Padilha.

Em 22 de dezembro, Temer anunciou que o governo vai liberar o saque de contas do FGTS inativas até dezembro de 2015. A medida faz parte de uma tentativa do governo de reaquecer a economia.

O trabalhador, se quiser, poderá sacar, para qualquer fim, todo o valor que tem na conta inativa – aquela que deixa de receber depósitos do FGTS devido à rescisão do contrato de trabalho (saiba como consultar o saldo de contas inativas do FGTS).

O governo federal estima que cerca de 10, 2 milhões de trabalhadores podem sacar o dinheiro. O cálculo é que o valor alcance pouco mais de R$ 40 bilhões.

“Estamos falando de R$ 42 bilhões. Seguramente, R$ 30 bilhões ou mais virão para o mercado. Por quê? A gente sabe que em situações como essa, cerca de 70% até 73% buscam o dinheiro, vão fazer o saque. O resto vai continuar depositado”, analisou.

Padilha esteve em Porto Alegre para uma reunião com o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, no Palácio Piratini. O motivo do encontro era firmar uma data para tratar da renegociação da dívida do estado com a União. Será na próxima terça (24), em Brasília.

Após o Rio de Janeiro, segundo o ministro, o caso do Rio Grande do Sul entrará na pauta do Ministério da Fazenda. “Nós deveremos ter o primeiro encontro, porque tão pronto seja firmado o acordo do Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul ganhará por inteiro a ocupação dos técnicos do ministério da Fazenda”, disse Padilha.

Questionado sobre as contrapartidas para firmar o acordo, Padilha frisou que é preciso que cada estado também proponha um ajuste fiscal.“Cada estado tem sua circunstâncias peculiares. No Rio Grande do Sul, medidas já foram tomadas. O estado tem que mostrar que vai fazer o seu ajuste fiscal. Essa é a contrapartida”, citou. “No caso do Rio de Janeiro, o que o governo federal propõe é que sejam suspensos os pagamentos das parcelas da dívida dos estados que tenham contrapartidas no sentido de tornar o estado também ajustado fiscalmente”, destacou.

Sartori disse estar com boa expectativa para o desfecho. "Nós estamos empenhados para que a vida do nosso país, e também com as instituições, na parte da credibilidade e na atração de investimentos, para que possamos superar todas as dificuldades".

Do lado de fora, servidores estaduais, entre eles representantes do Sindicato dos Professores (Cpers) fizeram um ato em frente ao local, na Praça da Matriz, lembrando um mês da votação do pacote apresentado pelo governador para amenizar a crise. Com bandeiras e carro de som, o grupo entoava gritos de "fora Sartori".

Há um mês, foi aprovada pela Assembleia Legislativa a extinção de fundações estaduais, um dos projetos mais polêmicos do pacote apresentado para reduzir a máquina pública. A justificativa do governo gaúcho é promover cortes para enxugar a estrutura do estado, que já decretou calamidade financeira.

 

  Corrupção no Brasil acaba com economia e telefonia celular

O Brasil perdeu 13,747 milhões de linhas móveis em 2016, informou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo a agência, o país fechou o ano com 244,066 milhões de linhas, que incluem chips de celular, placas de internet móvel, chips de máquinas de cartão de crédito e acessos máquina-máquina (M2M) usados, por exemplo, no rastreamento de veículos.

Só em dezembro, foram encerradas 4,381 milhões de linhas móveis, uma queda de 1,76% em relação a novembro de 2016.

Especialistas do setor creditam a redução das linhas móveis à crise econômica e à queda na tarifa de interconexão, que reduziu o valor da ligação entre operadoras diferentes acabando com o chamado “efeito clube”. Com a ligação mais barata, os consumidores pararam de ter vários chips.

Durante o ano, a Oi foi a empresa que teve o maior índice de queda: sua base de clientes caiu 12,32% entre 2015 e 2016. A base de clientes da Claro caiu 8,8% e, a da TIM, 4,25%. A VIVO apresentou uma leve alta de 0,7% em sua participação neste mercado.

Pós-pago

Apesar da queda no número de geral de acessos móveis, os acessos pós-pagos aumentaram em 6 milhões. Já os pré-pagos caíram em 19,841 milhões.

As conexões de 4G também aumentaram no ano passado, de 25,4 milhões para 60,1 milhões, um avanço de 136,2%. Os acessos M2M, que são usados no rastreamento de veículos, por exemplo, aumentaram em 1,509 milhão de acessos, ou 38,33%.

Já os acessos 3G e 2G caíram de 215,1 milhões para 166,7 milhões, uma redução de 22,5%, o que equivale a 48,4 milhões de acessos.

Andrade e UTC vão pagar R$ 195 milhões ao Cade

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou que assinou acordos com as empreiteiras Andrade Gutierrez e UTC dentro da investigação de prática de cartel e de conluio em licitações para obras da Petrobras e da usina nuclear de Angra 3.

Pelo acordo, homologado pelo Tribunal do Cade, as duas empreiteiras admitem participação nos crimes, se comprometem a suspender as práticas e a ajudar nas investigações e, ainda, aceitam pagar um total de R$ 196,1 milhões pelas irregularidades cometidas.

Em nota, o Cade informou que, do valor total, R$ 139,1 milhões serão pagos pela UTC em dois Termos de Compromisso de Cessação (TCC). Só no termo envolvendo cartel nas licitações da Petrobras, a construtora se comprometeu a pagar R$ 129,2 milhões o que, segundo o documento, “representa a maior contribuição pecuniária individual já negociada com uma empresa na história do Cade.”

A Andrade Gutierrez, por sua vez, vai pagar R$ 56 milhões também em dois acordos.

Em nota, a Andrade Gutierrez informou que "o acordo divulgado hoje pelo CADE está em linha com sua postura, desde o fechamento do acordo de leniência com o Ministério Público, de continuar colaborando com as investigações em curso."

A construtora diz ainda que "continuará realizando auditorias internas no intuito de esclarecer fatos do passado que possam ser do interesse da Justiça e dos órgãos competentes."

Lava Jato

Os acordos foram fechados pelo Cade dentro de um processo administrativo que apura a prática de cartel por construtoras investigadas na operação Lava Jato. Além de Andrade e UTC, funcionários e ex-funcionários das duas empreiteiras também assinaram acordo com o Cade.

O processo administrativo que trata de cartel nas licitações da Petrobras foi instaurado em dezembro de 2015, após a celebração de um acordo de leniência entre o Cade e as empresas Setal Engenharia e Construções e SOG Óleo e Gás, que fazem parte de um mesmo grupo.

Já a investigação do cartel em licitações de Angra 3 dentro do Cade teve início em novembro de 2015, após acordo de leniência com a Camargo Corrêa.

No acordo de leniência, uma empresa admite participação em cartel, que é um acordo para evitar concorrência em licitações, e se compromete a colaborar com a investigação. Em troca, pode ficar livre de multa e de responder processo na Justiça.

O acordo de leniência só pode ser fechado com a primeira empresa que aceita colaborar na investigação. Às demais envolvidas, restam os acordos do tipo TCC, como os firmados pelo Cade com UTC e Andrade Gutierrez.

Ao contrário dos acordos de leniência, os TCCs não evitam que a empresa responda a processo na Justiça nem a extinção completa da punição no próprio Cade. Além disso, há a obrigatoriedade do pagamento da contribuição pecuniária, uma espécie de multa.

16 licitações

Na nota, o conselho informa ainda que os documentos e informações apresentados pela UTC trazem evidências da prática de cartel em dez novas licitações.

Já no acordo com a Andrade Gutierrez, os documentos e informações fornecidos trazem evidências da irregularidade em outras seis licitações.

Com UTC e Andrade, já são três as empresas que firmaram acordo do tipo com o Cade, admitindo participação em cartel para licitações da Petrobras.  A primeira foi a Camargo Corrêa, em agosto de 2016.

Em novembro de 2016, o Cade também anunciou um  acordfo de lerniência  com Andrade Gutierrez, executivos e ex-executivos da empreiteira, no qual eles admitem a participação em um cartel para o leilão e as obras de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

 

Governo estuda realizar duas rodadas do pré-sal neste ano

O governo Federal estuda a possibilidade de realizar mais uma rodada do pré-sal, sob regime de Partilha de Produção, neste ano além da que já estava programada, informou o Ministério de Minas e Energia.

Neste caso, seriam feitas em 2017 a segunda e a terceira rodadas do pré-sal. “O Governo Federal, por meio do MME, estuda a possibilidade de antecipar a terceira rodada de leilão do pré-sal e realiza-lá ainda este ano”, disse o ministério à Reuters por e-mail.

O ministério não explicou os motivos para a antecipação e quais áreas poderiam ser leiloadas.

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia afirmou a jornalistas que o governo estudava antecipar a segunda rodada do pré-sal para o primeiro semestre deste ano. Anteriormente, o certame estava previsto para o segundo semestre.

Entretanto, segundo o ministro, uma antecipação dependeria de trâmites, como a publicação das áreas no Diário Oficial da União (DOU) e o cumprimento do prazo necessário para que a Petrobras defina se irá exercer seu direito de preferência para a operação dos ativos.

A segunda rodada do pré-sal irá ofertar quatro áreas adjacentes a grandes descobertas de óleo e gás já realizadas - portanto com menores riscos -, que precisarão passar por processo de unitização junto aos proprietários das jazidas.

Após a publicação dessas áreas no DOU, a Petrobras terá 30 dias para decidir se irá exercer direito de preferência, conforme o previsto nas novas regras que retiraram a obrigação da empresa ser operadora do pré-sal.

A primeira rodada do pré-sal ocorreu em 2013 e negociou a área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

 


Brasil cai de 3ª posição para 7ª   em ranking de negócios



O Brasil despencou no ranking de países nos quais executivos de grandes empresas (CEOs) esperam obter crescimento em seus negócios nos próximos 12 meses. Isso é o que mostra pesquisa feita pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) e divulgada nesta segunda-feira em Davos, na Suíça. O documento é tradicionalmente distribuído na véspera da abertura da reunião do Fórum Econômico Mundial (WEF).

O levantamento mostra que, entre 2011 e 2017, o Brasil passou da 3a para a 7a posição entre mercados que animam os CEOs. Há seis anos, 19% dos entrevistados citavam o país como um local no qual esperavam obter crescimento nos negócios. Já na pesquisa deste ano, somente 7% escolheram o mercado brasileiro como uma prioridade.

A pergunta respondida pelos executivos foi: “quais são os três países, tirando o seu próprio, que você considera mais importantes para o crescimento geral de sua organização nos próximos 12 meses?”. No topo lista de 2017 estão os Estados Unidos, que foram apontados por 43% dos empresários. Em 2011, o país estava em segundo lugar.

China perde uma posição

 China também caiu no ranking, mas perdeu apenas uma posição. Em 2011, era apontada por 39% dos CEOs e estava em primeiro lugar. Agora, em 2017, foi escolhida por 33%, caindo para a segunda posição. Ou seja, americanos e chineses trocaram de lugar na lista.

No documento, o Brasil é citado apenas seis vezes, contra 12 da China, por exemplo. Num trecho, a PwC destaca que o Brasil tomou um tombo no ranking nos últimos anos e “entrou numa recessão profunda”, embora já comece a dar alguns sinais de recuperação. É justamente para falar desses sinais que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, decidiu vir a Davos.

A pedido do presidente Michel Temer, que também queria vir ao Fórum, mas preferiu ficar no Brasil para acompanhar de perto a reta final da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, Meirelles vai conversar com investidores e ressaltar avanços que já foram obtidos pelo governo no campo econômico. Um dos destaques será a aprovação pelo Congresso da proposta da emenda à Constituição (PEC) que fixa um teto para os gastos públicos. O ministro pretende ainda falar das propostas e reforma da Previdência e trabalhista. Também estarão no Fórum o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, os ministros do Desenvolvimento, Marcos, Pereira, de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, além do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A pesquisa da PwC completa 20 anos em 2017 e tem como título “20 anos dentro das mentes dos CEOs. O que vem adiante?”. O levantamento mostra que incertezas em relação ao crescimento econômico, excesso de regulação e falta de mão de obra qualificada continuam sendo os principais fatores de risco para os executivos. Mesmo assim, a consultoria aponta que eles ficaram mais otimistas com o passar do tempo.

“Em 1997, quando completamos nossa primeira pesquisa, apenas um terço dos participantes estava muito confiante sobre o desempenho das receitas de seus negócios num prazo de três anos, embora o mercado mundial estivesse numa tendência de alta. Este ano, por outro lado, 51% dos CEOs estão extremamente positivos sobre as perspectivas de receitas para seus negócios”, diz a pequisa, que acrescenta ainda: “Outros 38% estão muito otimistas em relação aos resultados imediatos, contra 35% no ano passado”. O levantamento da PwC foi feito com 1.379 grandes executivos de 79 países. 

Graças ao PT o Brasil responderá por um terço dos novos desempregados



O Brasil responderá por mais de um terço dos novos desempregados que vão surgir em 2017 no mundo todo, com 1,2 milhão de pessoas a mais que perderão seus postos, reforçando o cenário de que a economia brasileira ainda patina para começar a se recuperar. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê que existirão 3,4 milhões a mais de desempregados no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões.

No documento, a OIT chamou a atenção para a deterioração do mercado de trabalho brasileiro, onde a "recessão mais profunda que o esperado em 2016 vai continuar a ter efeitos em 2017".

Enquanto no mundo a taxa de desemprego deverá subir 0,1 ponto percentual, para 5,8%, no Brasil essa alta será de quase 1 ponto, passando de 11,5% em 2016 para 12,4% em 2017, projetou a OIT.

Para 2018, a expectativa é de que o desemprego continue subindo no país, com 200 mil pessoas a mais sem uma posição, para total de 13,8 milhões de brasileiros.


Na América Latina e Caribe, ainda segundo dados da OIT, 1,5 milhão de pessoas vão perder seus postos neste ano, somando 26,6 milhões de desempregados. Em 2018, esse número subirá a 27,1 milhões.

Dados do final de 2016 mostram que a atividade econômica no Brasil não deu sinais consistentes de retomada, o que deixa a recuperação esperada para este ano sob pressão.

A estimativa de crescimento para 2017 na pesquisa Focus do Banco Central é de apenas 0,5 por cento, depois de recuo de 3,49 por cento esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.



 

Brasil lidera ranking de juros reais



Apesar da redução anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 13%, o Brasil se mantém no primeiro lugar do ranking mundial de juros reais. São 7,93% ao ano, quase o dobro dos 4,76% na Rússia, a segunda maior taxa entre 40 países, cujos dados foram compilados por Vieira, da Infinity. O cálculo desconta da taxa básica vigente a projeção de inflação nos próximos 12 meses.

O último corte nessa proporção realizado pelo BC ocorreu em abril de 2012, quando a Selic passou de 9,75% para 9%. Nas duas últimas reuniões, em outubro e novembro de 2016, o BC optou por reduzir os juros em 0,25 ponto. Para economistas, a decisão do Copom pode incentivar a retomada do crescimento, mas eles ressaltam que as reformas são essenciais à recuperação da confiança na economia.

Em comunicado, o BC afirmou que os diretores chegaram a avaliar um corte de 0,50 ponto e sinalizar uma redução maior para a próxima reunião. “Entretanto, diante do ambiente com expectativas de inflação ancoradas, o Comitê entende que o atual cenário, com um processo de desinflação mais disseminado e atividade econômica aquém do esperado, já torna apropriada a antecipação do ciclo de distensão da política monetária, permitindo o estabelecimento do novo ritmo de flexibilização”, diz o documento.

“A inflação tem se mostrado mais favorável, o que pode sinalizar menor persistência no processo inflacionário; e o processo de aprovação e implementação das reformas e ajustes necessários na economia pode ocorrer de forma mais célere que o antecipado”, diz o texto. O comitê entendeu que, diante do cenário atual, a convergência da inflação para a meta de 4,5% no “horizonte relevante para a condução da política monetária” (2017 e 2018) “é compatível com a intensificação da flexibilização monetária”.

O corte já era aguardado pelo mercado, ainda que a maior parte dos analistas esperasse que a Selic passasse a 13,25%. A economista do Santander Tatiana Pinheiro projetava corte de 0,50, mas acredita que o BC deve replicar a dose de ontem nas próximas reuniões. Se essa avaliação for percebida pelo restante do mercado nos próximos dias, já será possível ver um rápido efeito nos juros futuros, que, por sua vez, influenciarão na queda do custo de financiamento e na retomada da atividade econômica ainda no primeiro semestre.

— Se o mercado, que esperava até hoje taxa de 10,25% ao ano, migrar e fechar o dia com uma expectativa de Selic a 9%, isso já é positivo. Já será marginalmente positivo para a atividade econômica. O importante da decisão de hoje é o impacto que ela tem nas expectativas de taxas de juros mais a médio prazo — afirmou Tatiana, que projeta crescimento de 0,7% este ano.

Eduardo Velho, economista-chefe do INVX Global Partners, também vê efeito da queda de taxa de juros sobre o PIB:

— Claramente tende a aumentar a probabilidade se ter um PIB positivo já no segundo trimestre.

O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, já esperava um corte de 0,75 ponto. Ele considerou a decisão acertada, tendo em vista os últimos dados de atividade econômica e inflação.

— Isso tende a limitar o risco de baixa para a atividade econômica. Acho que foi esse o objetivo da decisão, mas isso vai ficar mais claro com a divulgação da ata — disse Mesquita. — É uma decisão que favorece o investimento, mas esse impacto não é imediato. O empresário não vai tomar essa decisão de investimento só com isso (o corte da Selic).

Para Rodrigo Alves de Melo, economista-chefe da Icatu Vanguarda, o corte de 0,75 ponto “faz sentido”. Ele prevê reduções nesse mesmo ritmo nas próximas três reuniões, com a Selic fechando o ano a 9,5%. Mas ele está cético quanto ao efeito positivo da redução dos juros ontem na economia. Para ele, a recuperação depende de fatores que vão além da taxa de juros:

Não dá para confiar piamente que a política monetária vai salvar a lavoura. Pode ajudar em alguma coisa, mas o cenário de crescimento ainda é tenebroso. A atividade está bastante rastejante, e o desemprego vai subir até a metade do ano ou mais. Isso tem impacto negativo no consumo e no investimento. Não me parece que a retomada tem condições de acontecer este ano, e ainda temos o desafio da reforma fiscal no Congresso.

O ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, por sua vez, ressalta que um crescimento sustentável só virá do ganho de produtividade:

— No governo Temer, vamos ter o que os economistas chamam de recuperação cíclica, baseada na ocupação da capacidade ociosa hoje existente. Não a baseada em ampliação de investimentos e de ganho de produtividade.

Para isso, afirmou, é preciso que a reforma da Previdência seja levada adiante neste governo Temer e que o próximo faça a reforma tributária:

— Portanto, só acredito que o país volte a crescer de forma consistente em 2019.

Para Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector, ainda é cedo para prever uma retomada, principalmente por causa das incertezas nos EUA:

— Os riscos são de ter uma turbulência no mercado internacional, haver realocação de ativos em escala global, e a gente está no meio desse jogo. O Brasil é uma bolinha de gude num universo financeiro gigantesco. Muita atenção deve ser dada ao ambiente externo, porque Donald Trump pode levar a uma escalada da taxa de câmbio.

Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, acredita que o BC foi ousado:

— Mas, dada a situação atual da inflação e de outros indicadores de atividade, por que não? Foi uma surpresa boa.

O corte de 0,75 ponto, no entanto, também foi alvo de críticas.

— Temos de esperar a ata para ter mais detalhes, mas a decisão de hoje indica que o BC está olhando para o crescimento, enquanto que seu mandato diz respeito à inflação. Eu acho que o BC pode ter cedido à pressão e tomado uma decisão mais política do que econômica — criticou Hugo Monteiro, gerente de produtos e soluções de investimentos do BullMark Financial Group.


O presidente Michel Temer comemorou a queda nos juros. Por meio de seu porta-voz, Alexandre Parola, Temer disse que o corte “respalda a convicção de que estão dados os elementos para uma retomada do crescimento”. A decisão do Copom ainda foi elogiada por Fiesp, Firjan e Força Sindical.

Momentos após o Copom anunciar sua decisão, Banco do Brasil (BB) e Bradesco também informaram que irão reduzir suas taxas de juros, tanto para pessoas físicas como jurídicas.



 

 

Governo estuda concessões para Santos Dumont e Congonhas


 

Depois de participar da reunião de infraestrutura com o presidente Michel Temer, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, confirmou que os aeroportos de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP) estão na lista de estudos do governo para possíveis novas concessões. Segundo ele, há vários projetos que estão sendo analisados para entrarem em um novo pacote de concessões. Oliveira não quis antecipar quais, mas citou que entrarão aeroportos, obras de saneamento e rodovias.
(Santos Dumont e Congonhas) Estão na lista de discussão, sim — disse Dyogo Oliveira, que informou que o governo também discute aumentar as concessões em projetos de saneamento e rodovias.

O ministro afirmou que na reunião os ministros fizeram um balanço ao presidente, informando que pagaram em dia todas as obras de suas áreas no ano passado. Segundo ele, o governo investiu R$ 42 bilhões em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2016.

Um novo cronograma de obras do PAC para este ano deve ser apresentado em breve, disse. De acordo com Oliveira, os ministros foram cobrados a apresentar, na primeira semana de fevereiro, um balanço sobre o andamento das 1.600 obras inacabadas pela gestão da petista Dilma Rousseff e que foram retomadas no segundo semestre do ano passado para serem concluídas ao fim deste e do próximo ano. O custo estimado dessas obras é de R$ 2,07 bilhões.

Participaram da reunião no Palácio do Planalto, além de Oliveira, os ministros da Casa Civil (Eliseu Padilha), Meio Ambiente (Sarney Filho), Cidades (Bruno Araújo), Minas e Energia (Fernando Coelho), Integração Nacional (Helder Barbalho), Transportes (Maurício Quintella), o secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (Moreira Franco), o líder do governo no Congresso (Romero Jucá) e o líder do governo na Câmara (André Moura).



 

Inflação do aluguel ganha força no início de janeiro

 

O indice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, variou 0,86% na primeira semana de janeiro, depois de registrar alta de 0,20% no mesmo período de dezembro.

Em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 6,88%, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira (10).

Usado no cálculo do IGP-M e exercendo o maior peso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia os preços no atacado, acelerou de 0,3% para 1,13%.

Também mostrou avanço o subíndice que calcula os preços no varejo. De uma queda de 0,02% em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou uma alta de 0,40%, em janeiro.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado no cáluclo do IGP-M, mas com peso menor do que o dos outros subíndices registrou variação de 0,22%, contra 0,12%.

 

Movimento no comércio tem queda histórica de 6,6% em 2016

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% no ano de 2016 em relação ao ano de 2015. Este foi o pior resultado do varejo nacional dos últimos 16 anos, ou seja, desde o início do levantamento da atividade comércio pela Serasa Experian. O pior resultado até então havia sido o recuo de 4,9% em 2002 por causa da crise do racionamento de energia elétrica, o famoso "apagão".

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as dificuldades enfrentadas pelos consumidores durante o ano passado (juros altos nos crediários, desemprego em alta, confiança ainda em patamar deprimido) impactaram negativamente a atividade varejista, ao longo de todo o ano de 2016.

A maior retração do consumidor no ano passado ocorreu no segmento de veículos, motos e peças, que registrou queda de 13% frente ao mesmo período do ano passado.

Na semana passada, a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias do país, informou que as vendas de veículos novos, em 2016, recuaram 20,19% em relação ao ano anterior. Foram vendidos em 2016 2,05 milhões de unidades

A segunda maior queda, de acordo com levantamento da Serasa, foi de 12,6%, observada no movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuo também significativo, de 11,1%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-5,4%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7%).

Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se mantém no terreno positivo, com alta de 1,8% em relação período acumulado de janeiro a dezembro do ano passado.



 

Governo pede ao STF encerramento de ações dos estados por repatriação



O governo federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para encerrar as ações em que os estados reivindicam parte dos valores arrecadados com a multa paga por quem aderiu ao programa de repatriação de recursos mantidos ilegalmente no exterior. Uma medida provisória (MP) publicada divide com as unidades da federação e com os municípios esse montante, o que não estava previsto anteriormente.

Até agora, a União concordava apenas em dividir a parcela obtida com o pagamento de Imposto de Renda (IR) recolhido pelos contribuintes que aderiram à repatriação, ficando todo o recursos vindo da multa nas mãos do governo federal. Diante da grave dificuldade financeira dos estados, os governadores recorreram ao STF para que o governo federal fosse obrigado a fazer a partilha.

A ministra Rosa Weber, relatora das ações que tratam do assunto no STF, determinou, em novembro, que a União depositasse em juízo o valor correspondente ao Fundo de Participação dos Estados, impedindo que o governo federal utilize os recursos.

Com a publicação da MP, em edição extraordinária do Diário Oficial da, o governo atendeu ao pleito dos estados e municípios e dividiu com os entes os recursos da multa.

O governo alega, agora, que “atendeu expressamente” ao pleito dos estados e que as ações perderam objeto, por isso devem ser extintas.



 

Meirelles diz que recuperação da economia está ‘cada vez mais perto’


 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que está cada vez mais clara a recuperação da economia brasileira, mas reconheceu que o crescimento médio de 2017 ainda será em um patamar baixo. Ao ser questionado sobre a revisão da projeção da economia no próximo ano pelo Boletim Focus- que caiu de 0,70% para 0,58% -, ele explicou que isso reflete a média do ano.

A média de 2017 contra a média de 2016 tem essas característica. Mas se compararmos o quarto trimestre de 2017 com o quarto trimestre de 2016, já estamos prevendo mais de 2%. Isso é o que vai ser percebido pela sociedade — disse Meirelles, após participar de evento na Ilha Fiscal, no Rio.

O ministro apontou ainda que este é “um processo normal”, diante da crise da economia brasileira.

— É um processo normal. É a maior crise da história do Brasil. Não podemos subestimar isso. (...) A boa notícia é que as medidas estão sendo aprovadas. Isso é o mais importante.

Questionado sobre efeitos da crise política na economia, Meirelles afirmou que a agenda de ajustes está avançando.

 

Malafaia é alvo de condução coercitiva em caso de corrupção em royalties



A Polícia Federal (PF) realizou operação em 11 estados e no Distrito Federal contra uma organização criminosa investigada por esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. Como parte da Operação Timóteo, a PF tem um mandado de condução coercitiva de Silas Malafaia. O pastor ainda não foi ouvido, mas expectativa da PF é que Malafaia se apresente espontaneamente na superintendência da instituição em São Paulo. Embora envolvido, o pastor não é considerado um dos alvos principais da ação.

No topo da pirâmide do esquema estão o diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Marco Antônio Valadares e sua esposa, que é sócia de uma das empresas de consultoria que estão entre os alvos da operação. O grupo fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios. A Vale estaria entre as empresas prejudicadas.

As investigações da Operação Timóteo envolvem também Alberto Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Procurado, o governo do estado não se manifestou ainda sobre o ocorrido.

Ao contrário do que foi informado anteriormente, a Vale e outras empresas do setor mineral não são investigadas por envolvimento no esquema. Na verdade, segundo investigadores, há forte suspeita de que as companhias eram vítimas da ação do grupo que é alvo da operação da PF.

Cerca de 300 policiais fazem 16 ações, em 52 endereços diferentes, em 11 estados (Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins) e no Distrito Federal. Por determinação da Justiça Federal, além de buscas, os policiais também cumprem 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem chegar a R$ 70 milhões.

O caso envolve cobranças judiciais de 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que tem como destino os municípios. Apenas em 2015 os valores recolhidos com os royalties de mineração pela CFEM chegaram a quase R$ 1,6 bilhão, de acordo com a PF.


Na sua conta em uma rede social, o pastor Malafaia disse que nesta manhã que foi acordado por um telefonema com a informação de que a PF estava em sua casa. “Estou em São Paulo e vou me apresentar”, disse Malafaia na conta.

Em seguida, o pastor comentou as investigações: “Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo pastor Michael Abud, não sei e não conheço o que ele faz, tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou um ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas e declaro no imposto de renda tudo o que  recebo. Quer dizer que se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido?”.



 

A economia  do Brasil encolheu 0,48% em outubro



A economia encolheu 0,48% em outubro nos cálculos do Banco Central (BC). A expectativa do mercado financeiro era de uma queda de 0,58% no Índice de Atividade Econômica da autoridade monetária (IBC-Br). Foi o quarto mês seguido de queda. O dado mostra que atividade econômica começou o 4º trimestre também no vermelho. Em 2016, houve expansão da atividade apenas em abril e julho. As informações foram divulgadas pela autarquia.
O índice do BC mostra uma forte retração da economia brasileira em 2016. Ao longo do ano, a atividade caiu 5,01% nas contas da autoridade monetária. Nos últimos 12 meses, a queda o IBC-Br foi de nada menos que 5,29%, aprofundando a retração já que em setembro a taxa ficou em -5,23%.

“O IBC-Br apresentou queda na passagem de setembro para outubro, fortalecendo nossa expectativa de novo desempenho negativo do PIB no quarto trimestre”, disseram os economistas do Bradesco em comunicado aos clientes. “A queda, que ficou em linha com as expectativas do mercado, de contração de 0,50%, se deu de forma generalizada, diante do desempenho negativo da produção industrial, das vendas do varejo e da atividade do setor de serviços no período.”

A instituição aposta em uma retração do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) no quarto trimestre de 0,7%.

O pessimismo em relação ao mês veio dos dados setoriais. As vendas do comércio varejista, por exemplo, registraram a quarta queda seguida. No mês de outubro, em relação a setembro, o recuo foi de 0,8%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há dois dias. Nos últimos 12 meses, o setor acumula uma queda de 6,8%: a maior desde 2001.

Já a produção industrial teve recuou ainda maior: 1,1% em outubro na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE. O resultado foi o pior para o mês nesta comparação desde 2013. Em 12 meses, houve um encolhimento na produção de 8,4%.

Para completar o resultado ruim, o O volume de vendas do setor de serviços recuou 2,4% em outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Em 12 meses, encolheu 5,1%.



ICB-Br X PIB

Todos esses resultados influenciam o IBC-Br, que foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.

O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.




 

 

Desemprego na América Latina sobe a 8,1%, arrastado pelo Brasil

 

O desemprego na América Latina e no Caribe subiu neste ano para o nível mais alto desde o início da década passada, a 8,1%, devido à contração da economia da região, principalmente no Brasil, na Argentina e na Venezuela, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A taxa de desemprego deu um salto preliminar de 1,5 ponto percentual ante os 6,6% do ano passado e a expectativa é de que suba para 8,4% em 2017, disse a agência em comunicado.

"Este nível de desemprego não havia sido observado desde o início da década passada (...) nem mesmo durante a crise financeira internacional entre 2008 e 2009", disse a OIT.

O número de desempregados na região exportadora de matérias-primas cresceu neste ano para 25 milhões de pessoas, cerca de cinco milhões de desempregados a mais na comparação com 2015, completou a organização.


Para o próximo ano, o aumento projetado da taxa significa que haverá 1,3 milhão de desempregados a mais na América Latina e no Caribe, acrescentou.

A OIT disse que o aumento da taxa de desemprego neste ano foi um fenômeno mais generalizado, porque ela cresceu em 13 dos 19 países que possuem dados disponíveis.

A OIT destacou a previsão de aumento da taxa de desemprego no Brasil de 2,9 pontos percentuais, enquanto no México ela deve cair em 0,4 ponto.



 

Anac aprova regra que autoriza aéreas cobrarem por bagagem

Novas  normas relativas a direitos e deveres dos consumidores de serviços aéreos. Entre as mudanças aprovadas pela diretoria da agência está a permissão para que as empresas passem a cobrar pelas bagagens despachadas. As novas regras começam a valer em 90 dias, a partir de 14 de março.

Com isso, a exemplo do que ocorre em outros países, as companhias aéreas poderão criar políticas próprias para despachar bagagens. Atualmente, as empresas são obrigadas a oferecer gratuitamente uma franquia de 23 quilos para passageiros domésticos e de duas malas de 32 quilos para voos internacionais.

A partir de agora, as aéreas poderão estipular franquias menores de bagagem e, em contrapartida, oferecer passagens mais baratas aos consumidores.

Segundo a Anac, apesar da possibilidade de as empresas passarem a cobrar pelo despacho de malas, cada companhia terá autonomia para criar suas regras próprias de bagagens, inclusive, mantendo as franquias atualmente em vigor.

Na prática, a mudança nas regras de bagagem deve impactar principalmente as passagens aéreas promocionais, mais baratas – como já acontece atualmente, por exemplo, nas companhias low-cost (baixo custo) americanas e europeias. A tendência é que as passagens mais caras deem a bagagem despachada como cortesia.

Bagagem de mão

A resolução da diretoria da Anac também aumenta de 5 para 10 quilos o peso máximo das bagagens de mão por passageiro.

As empresas aéreas argumentam que a flexibilização de bagagens vai baratear as passagens de quem não despachar mala.

“Mas esse peso pode ser maior, caso a companhia aérea entenda que é economicamente útil diferenciar o seu serviço das outras”, ponderou o diretor da Anac Ricardo Fenelon.

Recentemente, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, afirmou em Brasília que “quem embarca sem mala paga por quem está com mala, já que as companhias não podem discriminar preço”.

A Anac também reduziu para 7 dias o prazo máximo para a devolução de bagagens extraviadas em casos de voos domésticos e para 21 dias para voos internacionais. Após esse prazo, se a bagagem não for localizada, as empresas aéreas terão no máximo uma semana para indenizar os passageiros.

Nome

A mudança da regra altera também os procedimentos adotados quanto ao nome impresso na passagem aérea. O novo regulamento determina a correção de possíveis erros no preenchimento do nome e do sobrenome até o momento do embarque.

Política de cancelamento

A agência reguladora fixou ainda que o consumidor tem direito a desistir da compra até 24 horas depois de receber o comprovante de compra do bilhete, caso ela seja feita com no mínimo sete dias de antecedência. “Entende-se ser esta a melhor prática regulatória e é a adotada nos Estados Unidos. Estende a todos os consumidores a prática adotada por alguns agentes”, explicou. Nesses casos, os consumidores devem ser ressarcidos integralmente.

 

Anac vota nesta terça-feira se bagagem poderá ser cobrada



Os passageiros precisam ficar atentos para as mudanças nas regras da aviação civil, que devem entrar em vigor no início da baixa temporada, em março de 2017. As companhias não serão mais obrigadas a despachar, gratuitamente, as malas. Além disso, em casos de atrasos superiores a quatro horas ou cancelamento de voo, as empresas somente terão obrigação de acomodar os usuários em hotel quando houver necessidade de pernoite. Nas demais situações, os clientes poderão ser alojados em espaços específicos, como salas VIPs nos aeroportos.
Essas medidas devem ser aprovadas pela diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta terça-feira. A norma traz algumas inovações, como o direito de cancelamento do bilhete sem custo, desde que seja num prazo de até 24 horas após a compra e com antecedência mínima de sete dias da data do embarque. A mudança valerá para todas as grades de tarifas, inclusive as promocionais. Outra mudança será em casos de extravio de bagagem: o prazo para a companhia localizar a mala, atualmente de 30 dias, cairá para sete dias nos voos domésticos e 14 dias, nos internacionais.

As empresas aéreas não queriam mais prestar assistência material aos passageiros, em caso de atraso e cancelamentos de voos devido a eventos meteorológicos. Atualmente, as companhias são obrigadas a oferecer facilidade de comunicação (atrasos acima de uma hora), alimentação (mais de duas horas) e acomodação (superiores a quatro horas). Esses direitos foram instituídos durante o caos aéreo em 2007. A Anac pretendia rever essa exigência, impondo limite de 24 horas, mas recuou diante da pressão dos órgãos de defesa do consumidor.

— As contribuições que recebemos dos órgãos de defesa dos consumidores foram virulentas. Eles entenderam que isso seria um grave retrocesso e que a agência não poderia retirar essa conquista da assistência material. É uma questão complexa e delicada, e nós sabemos que todo direito tem seu custo — disse Ricardo Catanant, superintendente de Acompanhamento de Serviços Aéreos da Anac.

De acordo com ele, o principal objetivo é estimular a concorrência entre as empresas que já operam no país e a entrada de companhias de baixo custo. Neste caso, o fim da franquia de bagagem — um dos pontos mais sensíveis da regulamentação — é essencial, na avaliação do órgão regulador.

Segundo Catanant, não significa, necessariamente, que as companhias vão deixar de despachar a mala de graça. Nos destinos turísticos em que o passageiro necessariamente vai ter de transportar bagagem, as empresas aéreas vão continuar praticando franquia de bagagem, porque é uma necessidade do cliente e pode ser um diferencial competitivo. O objetivo principal da nova regra é retirar “amarras”, permitindo que as empresas possam definir modelos de negócios, com serviços e preços diferenciados, um cardápio, seguindo o padrão internacional.

— A proposta de desregulamentação da franquia de bagagem, que é a mais sensível, coloca o Brasil no mesmo patamar do resto do mundo praticamente. Só quatro países ainda mantém a franquia. A desagregação pressiona os preços para baixo. A desregulamentação da franquia de bagagem traz ganhos e tudo indica que eles serão repassados para o consumidor




 

A crise no Brasil faz o povo  trocar a carne pelo frango



O aperto no orçamento sugere uma troca na mesa do brasileiro: sai a carne e entra o frango. E com o aumento da procura pela ave, o preço acaba subindo. Foi o que aconteceu no mês passado.

O frango está tendo pressão de demanda. As pessoas deixam de consumir carne e vão para frango. Embora o preço da arroba (do boi) tenha subido em outubro, a reação da demanda tem impedido uma alta maior dos preços — explica a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou em novembro a 0,18% frente ao 0,26% de outubro. A taxa é a menor para o mês desde 1998. Nos doze últimos meses, a inflação ficou em 6,99%, o menor resultado nesse tipo de comparação desde dezembro de 2014, quando ficou em 6,41%. No acumulado do ano, o resultado é de 5,97%.

E os preços de alimentos caíram 0,20% em novembro, aprofundando a deflação que já tinha sido registrada em outubro (0,05%). Foi o grupo que mais pressionou o índice para baixo no mês, com impacto de -0,05 ponto percentual.




 

Previdência do futuro , receber o teto será impossível



Com as novas regras propostas pela reforma, será praticamente impossível se aposentar aos 65 anos de idade com o valor máximo do benefício. O brasileiro que pretende se aposentar ao atingir a idade mínima prevista na reforma terá perdas porque, para receber o teto da média dos salários, precisa começar a trabalhar aos 16 anos e contribuir ao INSS pelos 49 anos seguintes, sem qualquer interrupção. Porém, segundo especialistas, a reforma aproxima o Brasil das regras praticadas em outros países, onde também há uma redução dos ganhos após a aposentadoria.

Com as novas regras propostas pela reforma, será praticamente impossível se aposentar aos 65 anos de idade com o valor máximo do benefício. O brasileiro que pretende se aposentar ao atingir a idade mínima prevista na reforma terá perdas porque, para receber o teto da média dos salários, precisa começar a trabalhar aos 16 anos e contribuir ao INSS pelos 49 anos seguintes, sem qualquer interrupção. Porém, segundo especialistas, a reforma aproxima o Brasil das regras praticadas em outros países, onde também há uma redução dos ganhos após a aposentadoria.


IMPACTO NA BAIXA RENDA

Para especialistas, com o endurecimento dessa regra, o governo quer desestimular as aposentadorias precoces e o acesso aos benefícios cheios, combinação que apontam como determinante para o atual déficit do sistema previdenciário. A mudança vai em linha com a realidade da maior parte dos países, onde a distância entre o valor do benefício e o salário do trabalhador na vida ativa é muito superior à do Brasil.

— Essa mudança é assustadora. A aposentadoria integral vai acabar. E mexe muito com a vida dos mais pobres e daqueles que têm baixa qualificação, que ficam por mais tempo na informalidade ou em serviços braçais. Como uma pessoa que trabalha no pesado fará isso por 49 anos? — questiona Jorge Boucinhas, professor de Direito Trabalhista e pesquisador do Núcleo de Estudo em Organizações e Pessoas da FGV-SP.

Luis Eduardo Afonso, economista do Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, também concorda que a mudança trará perda de bem-estar ao obrigar o brasileiro a trabalhar por mais tempo para se aposentar com um salário maior. Defende, no entanto, que já passou da hora de o Brasil se adequar à realidade da maior parte dos países, onde o benefício não corresponde a mais do que 60% do salário da vida ativa. No Brasil, essa relação, chamada de taxa de reposição, pula para uma média de 82%, de acordo com estudo do economista.

— Estamos vivendo mais do que nossos pais e avós e temos de nos preparar para isso. Viver mais significa um esforço contribuitivo maior durante a vida ativa. E, dadas as características econômicas e demográficas do Brasil, não é possível sustentar um regime em que a pessoa se aposenta cedo e com a mesma renda de quando trabalhava. Em quase nenhum outro país esse benefício é tão alto — argumenta Afonso.

E essa relação é ainda maior para as mulheres (88,32%), para os aposentados por idade, que recebem em média 96% do último salário, e para os trabalhadores que não completaram o ensino fundamental (89%).


uanto menor a renda do trabalhador, maior é a chance de ele ter uma aposentadoria igual ou próxima ao que ele recebia no último emprego, porque o piso da previdência também é o mínimo (R$ 880). Já os mais escolarizados, que têm salário mais alto, esbarram no teto da Previdência, que é de R$ 5.189,82, mesmo que tenham remuneração superior — explica o economista da USP.

10 MILHÕES RECEBEM O MÍNIMO

Os dados mais atualizados da Previdência, do mês de outubro, confirmam a tese do especialista. Hoje, o valor médio dos benefícios pagos aos dez milhões de aposentados por idade — que geralmente têm salários mais baixos quando no mercado de trabalho — é R$ 887,85, praticamente igual ao mínimo.

Um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mapeou as taxas de reposição para trabalhadores masculinos em 43 países. No Brasil, os benefícios pagos aos homens equivalem, em média, a 76% do salário durante a vida ativa, enquanto que, na média dos 34 países desenvolvidos que representa, essa relação cai para 63%.

Para Paulo Tafner, a mudança soa como radical porque precisou corrigir o efeito de um acúmulo de anos em que a expectativa de vida cresceu junto com o número de aposentados sem que houvesse adequação às regras:

— As regras atuais foram feitas quando as pessoas morriam muito cedo, e o número de aposentados era muito pequeno. Mas as pessoas foram sobrevivendo, e mais gente se aposentando. É óbvio que o brasileiro terá de trabalhar mais, e os que têm uma situação financeira pior vão resmungar. Mas é impossível manter a regra atual, porque vai ser impagável.



 

 

Presidente do BC diz que não deve haver 'precipitação'

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que não deve haver “precipitação” por parte da autoridade monetária para antecipar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para os dias 10 e 11 de janeiro no qual será discutida uma eventual queda dos juros.

(Correção: inicialmente, essa reportagem afirmou que o presidente do Banco Central havia dito que não devia haver ‘precipitação’ em relação a baixar os juros. Na verdade, ele se referia ao cronograma de reuniões do Copom)

Ilan deu a declaração em uma café da manhã com jornalistas, em Brasília, ao ser questionado sobre se deveria ser alterado o cronograma de reuniões do Copom.

“Não tem que ter precipitação”, declarou Goldfajn aos repórteres, referindo-se à programação de reuniões do comitê.

O presidente do Banco Central admitiu que há pressão para intensificar o processo de corte dos juros básicos da economia como forma de estimular o crescimento do nível de atividade na economia brasileira. Segundo ele, esse tipo de pressão é “algo recorrente” no Brasil.

“Dessa vez, questionam não a falta de credibilidade [do BC], mas o contrário. A gente tem bastante credibilidade. A gente abriu espaço e pode flexibilizar a política monetária [baixar os juros]. As discussões são para outro lado. Estamos fazendo o que tem de fazer e somos parte da solução”, acrescentou Ilan Goldfajn.

 

“Entendemos que é o momento de ter serenidade, persistir no ajuste, nas reformas, para ter estabilidade monetária e juros sustentáveis mais baixos para que a gente volte a crescer”, declarou Goldfajn.

Compulsórios
Questionado sobre pressões para a autoridade monetária reduzir os compulsórios (recursos dos bancos que têm de ser mantidos no BC), Ilan Goldafajn declarou que esses são “rumores que não se colocam”.

“A gente tem um sistema [financeiro] bem líquido [com recursos suficientes], capaz de suprir qualquer necessidade de retomada [da economia]. A gente deve se concentrar na queda da inflação e na intensificação da queda de juros que a gente sinalizou. Acho que as outras medidas [redução do compulsório] não vão ter o impacto que muitos gostariam”, declarou.

Corte maior dos juros
De acordo com o chefe do Banco Central, se o cenário previsto pelo Copom estiver certo, de menor nível de atividade, de queda dos preços e de “ancoragem” da inflação às metas preestabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (4,5% para 2017 e 2018, com teto de 6%), “provavelmente” a instituição vai acelerar o processo de corte dos juros em janeiro.

O mercado financeiro já acredita em sua maioria que os juros sofrerão um corte mais intenso, de 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, no começo de 2017.

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica da economia brasileira pela segunda vez seguida, de 14% para 13,75% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. A decisão, unânime entre presidente e diretores do BC, veio no mesmo dia em que o IBGE divulgou que o Brasil continuou em recessão no terceiro trimestre. Por conta da atividade fraca, havia pressão para que o BC acelerasse o processo de corte dos juros, o que não aconteceu.

Questionado se o anúncio de aumento recente do preço da gasolina, pela Petrobras, e a crise fiscal nos estados, com Minas Gerais decretando calamidade financeira, assim como já fez o Rio Grande do Sul, poderiam afetar as decisões da autoridade monetária sobre o ritmo de corte dos juros, Goldfajn afirmou que a visão do BC “não mudou”.

“Se mudou nossa visão, não mudou. Temos serenidade, a gente tem de olhar várias coisas que acontecem, incertezas. A gente tem de olhar para frente de forma serena. O importante é que reformas sejam aprovadas, que inflação continue caindo com expectativas de inflação [para os próximos anos] ancoradas [às metas preestabelecidas]”, declarou ele.

Atividade baixa
Na análise de Goldfajn, o nível de atividade do terceiro trimestre deste ano, com o PIB recuando 0,8% frente aos três meses anteriores, está relacionado com “exageros do passado, que ainda estão pesando na economia”. “Houve excessos, gastos exagerados, mas a economia está se ajustando e isso acaba levando um pouco mais de tempo”, afirmou.

De acordo com ele, o nível de atividade veio mais fraco do que o Banco Central esperava anteriormente, em agosto. “A gente esperava uma reversão [da retração do PIB] mais forte, que não ocorreu. Isso não significa que não vamos ter recuperação, vai ser gradual, um pouco mais adiante. O ano de 2017 melhor do que 2016 e 2018 melhor do que 2017. Projeções do mercado já indicam recuperação”, concluiu.

 

Aposentadoria com 100% só com 49 anos de contribuição



A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, enviada pelo governo ao Congresso e que vai alterar as regras das aposentadorias e pensões dos brasileiros, foi detalhada nesta manhã pelo governo. As mudanças previstas indicam que para se aposentar com benefício integral, o trabalhador precisará contribuir por 49 anos. Ou seja, para se aposentar na idade mínima de 65 anos, será preciso entrar no mercado de trabalho aos 16. Segundo estimativas, o conjunto da reforma pode gerar para os cofres públicos uma economia de R$ 738 bilhões (em valores correntes) em dez anos, caso as medidas sejam aprovadas. O cálculo considera o INSS e o regime próprio da União. Em 2018, a redução de custos seria de R$ 4,6 bilhões. Os valores serão crescentes ao longo do tempo, explicou Marcelo Caetano, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda.

Caetano disse que a expectativa do governo é aprovar a PEC na virada do primeiro para o segundo semestre de 2017. Ao ser perguntado sobra a possibilidade de aprovação da proposta em meio à crise política, ele respondeu que essa questão foge à sua alçada.

— Existem questões políticas que fogem do meu controle (...) o diálogo social é feito no congresso. Estamos numa democracia - disse Caetano.

A PEC foi protocolada ontem no início da noite e devolvida pela secretaria da Mesa da Câmara imediatamente devido a erros de redação.

IDADE MÍNIMA E TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

O projeto atinge os atuais trabalhadores do setor privado e funcionários públicos com até 50 anos (homens) e 45 anos (mulheres). Eles terão que atingir 65 anos de idade e ter contribuído por pelo menos 25 anos para requerer o benefício.

VALOR DO BENEFÍCIO

A PEC também vai alterar a fórmula de cálculo do benefício, que terá como base 51% das melhores contribuições, mais 1 ponto percentual por ano adicional de contribuição. Ou seja, quem começou a trabalhar aos 16 anos, terá que contribuir por 49 anos para aposentar aos 65 anos de idade e assim, receber o benefício integral. O chamado fator previdenciário 85/95 (somando idade e tempo de contribuição para homens e mulheres), fica extinto com aprovação da PEC.

DIREITO ADQUIRIDO

O direito adqurido de quem já tem as condições para se aposentar foi garantido pelo secretário de Previdência do Ministério da Fazenda. Caetano afirmou que todos contribuirão para as mudanças, exceto militares das Forças Armadas.

IDADE MÍNIMA PODE MUDAR

O texto prevê o ajuste automático da idade mínima, de acordo com o aumento da expectativa de sobrevida (depois de aposentado) — sem necessidade de aprovação do Legislativo. Hoje, essa expectativa está em 18 anos e o governo estima que até 2060, a idade mínima vai subir duas vezes (cada vez a expectativa subir um ano).

REGRA DE TRANSIÇÃO

Para os trabalhadores que estão mais próximos da aposentadoria (acima de 50 anos no caso dos homens e 45 anos, mulheres), haverá uma regra de transição, que permitirá requerer a aposentadoria pelas regras atuais, pagando um pedágio: um adicional de 50% sobre o tempo que faltava. O prazo da transição será de 20 anos — quando todos os trabalhadores (homens e mulheres) estarão sujeitos às mesmas normas.

BOMBEIROS, PMs E MILITARES

Caetano explicou que policiais militares e bombeiros com menos de 50 anos (homens) e 45 anos (mulheres) serão atingidos pelas regras permanentes (idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos). Quem estiver acima dessa faixa etária será enquadrado na fase de transição e que vai definir as mudanças serão os estados. A exceção são as Forças Armadas. Os parlamentares também ficarão sujeitos ao teto do INSS (R$ 5.189)

POLICIAIS CIVIS

Policiais civis também serão alcançados pela reforma, com idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição para homens abaixo de 50 anos e mulheres, 45 anos. Como o regime da categoria é diferenciado (cinco a menos do que os demais), a fase de transição também será distinta.

MORTE E INVALIDEZ

O texto prevê também alterações no valor dos benefícios da pensão por morte e aposentadoria por invalidez, que hoje é integral. A reforma veda a acumulação de benefícios e cria uma contribuição individual para os trabalhadores rurais, em alíquota favorecida (que será definida em projeto à parte).

PENSÃO ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO

A PEC mantém o piso previdenciário (aposentadoria) atrelado à politica de reajuste do salário mínimo — que permite ganhos reais. Já o valor da pensão será menor que o piso nacional, a partir da aprovação da reforma. Os beneficiários da LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social), pago a deficientes e idosos da baixa renda também poderão receber um valor inferior ao mínimo. A idade para requerer o benefício assistencial subirá dos atuais 65 anos para 70 anos (um ano a cada dois anos). O valor do benefício passa a ser definido em lei e até a aprovação da nova legislação, nada muda.

SERVIDORES PÚBLICOS

A mesma alteração na fórmula de cálculo do benefícios valerá para os funcionários públicos com menos de 50 anos. A categoria perderá o direito à paridade nos reajustes salariais concedidos aos ativos. Com a aprovação da reforma, os benefícios serão corrigidos pela inflação.

FUNDOS ESTADUAIS

O texto enviado ao Congresso obriga os estados a criarem fundos de previdência complementar para seus servidores, num prazo de até dois anos. Há também a possibilidade de o ente aderir ao fundo dos funcionários da União (Funpresp). Também cria uma Lei de Responsabilidade Previdenciária.

TRABALHADOR RURAL

A PEC também mexe com o agronegócio e acaba com a isenção de 2,5% sobre as receitas decorrentes das exportações. Segundo Caetano, a medida pode gerar uma economia de R$ 6 bilhões por ano.



PRESENTE E FUTURO

Ao explicar os detalhes da reforma, o secretário de Previdência destacou que as mudanças são necessárias para assegurar a sustentabilidade dos regimes de aposentadoria no presente e no futuro.

— Essa reforma é fundamental para o país, para a minha geração e para a geração dos meus filhos. É algo que pensa no Estado como um todo, na Nação, algo perene que dure por muitos anos e não necessite de novas mudanças — destacou Caetano.




 


Meirelles nega que esteja sendo ‘fritado’



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o governo prepara um pacote de medidas para ajudar na retomada do crescimento econômico. Ele negou ainda estar sendo “fritado” por aliados políticos do presidente Michel Temer, especialmente no PMDB e no PSDB.

Temer admitiu pressões por mudanças na condução da política econômica, mas reiterou apoio a Meirelles. O presidente adiantou ainda que ações estavam sendo desenhadas pela equipe econômica — um pacote de dez medidas — para religar os motores do crescimento.
— Não tenho visto isso (estar sendo fritado). Estamos em um processo de discussão sobre o que precisamos fazer (para que a retomada ocorra) — afirmou Henrique Meirelles, durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Há muita insatisfação na base aliada com a anemia da economia brasileira e a aposta excessiva da Fazenda em medidas fiscais de dificílima negociação com o Congresso e cujos efeitos só serão colhidos no longo prazo. O cardápio curto de opções é alvo de críticas também de economistas influentes, como o ex-presidente do Banco Central (BC) Arminio Fraga, ligado aos tucanos, e de setores do empresariado, como a própria Fiesp.

Estes segmentos reivindicam a adoção de medidas de estímulo à economia, de alívio ao endividamento das empresas e/ou de efeito fiscal imediato, entre outras. Armínio, por exemplo, sugeriu semana passada, em entrevista ao “Valor Econômico”, elevação de impostos ou suspensão de desonerações em vigor para melhorar o resultado das contas públicas, abrindo espaço para uma ação mais agressiva do BC.
A indústria tem pedido medidas de incentivo à produção e às exportações, entre outros pontos. Já a ala política com trânsito no Palácio do Planalto se concentra na defesa de que o BC reduza mais rapidamente os juros, mesmo sem contrapartida fiscal, e libere compulsórios para que os bancos alonguem as dívidas das empresas, abrindo espaço para retomada de investimentos.
Fazenda e BC se opõem a várias dessas ideias. Cauteloso, Meirelles se esquivou de detalhes esta manhã:
— Estamos em processo de elaboração (do pacote de dez medidas). O Brasil está cansado de medidas precipitadas.
Na avaliação do ministro, o mais importante é garantir o controle dos gastos públicos e a redução da participação da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Para isso, descarta medidas de incentivo à economia que passem por desonerações de impostos:
— Não pretendemos aumentar o déficit público dando mais desonerações.
Meirelles defendeu que, a despeito das revisões para baixo para o PIB de 2017 e o risco de estagnação ou nova recessão no próximo ano, a economia já deixou a UTI.


O Brasil estava na UTI e em risco de colapso. Mas com as medidas que estamos tomando, o Brasil saiu da UTI. Ainda não está andando rápido, mas está em processo de recuperação e vamos sim crescer de forma sustentável — afirmou ele, diante de empresários.
Entres as medidas que teriam ajudado o Brasil a sair desse quadro mais crítico, o ministro citou a PEC dos gastos (que ainda precisa ser aprovada em segundo turno pelo Senado), a transparência nas contas públicas e a Reforma da Previdência.
— O trabalhador com 55, 60 anos é relativamente jovem, falo até por experiência própria (Meirelles tem 71 anos). O mais relevante e crucial para todos os brasileiros é termos a segurança que todos vão receber a aposentadoria. A Previdência pode quebrar como vimos no Rio e em outros estados .

Preço dos imóveis têm queda real de mais de 6%

Os preços dos imóveis tiveram queda real de 6,25% nos últimos 12 meses terminados em novembro. Os dados foram divulgados  pela pesquisa FipeZap. Enquanto os valores anunciados subiram 0,45%, a inflação esperada para o período é de 7,15%.

Entre outubro e novembro, os preços tiveram leve alta de 0,07%, também menor que a inflação esperada, de 0,33%. No acumulado do ano, os preços têm alta de 0,45%, ante inflação esperada de 6,13%.

Os números mostram que o valor dos imóveis não está conseguindo acompanhar a alta geral dos preços. Em 11 dos últimos 12 meses a variação dos preços dos imóveis foi inferior à da inflação.

Em novembro, o valor médio do m² anunciado entre os 20 locais pesquisados foi de R$ 7.654. Rio de Janeiro segue como a cidade mais cara, com preço médio do m² de R$ 10.220. No entanto, foi o local onde houve a maior queda de preços nos últimos 12 meses, com recuo de 2,2%.

A cidade com o segundo m² mais caro é São Paulo, com valor médio de R$ 8.628. Mas, em 12 meses, os preços dos imóveis paulistanos subiram menos que a média de todos os locais pesquisados, com avanço de 0,36%.

Já a cidade que teve o maior aumento de preços no mesmo período foi Florianópolis, com aumento de 4,78% - ainda abaixo da inflação esperada de 7,15%.

A cidade de Contagem (MG) segue com o m² mais barato da pesquisa, com R$ 3.609. Em 12 meses, os preços no local tiveram alta de 1,78%.

 

 

Crise brasileira é pior que da era Collor



A recessão na qual o Brasil está afundado caminha para se tornar a mais longa, profunda e de difícil solução da História recente do país. Iniciada no segundo trimestre de 2014, ela só deve terminar depois de março do ano que vem, se estendendo por três anos e provocando um tombo de 8,8% no Produto Interno Bruto (PIB). O cálculo é da economista Silvia Matos, do Ibre/FGV, e aponta para um período de retração mais persistente e intenso do que outras oito crises ocorridas desde o início dos anos 1980, incluindo a da moratória da dívida externa brasileira (1982) e aquelas do governo Collor. Segundo Silvia, ao contrário das outras recessões, a de hoje não poderá ser solucionada por estímulo ao crédito que aumente a inflação ou pela carga tributária.

A pesquisadora projetou a extensão total da crise e comparou com dados do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), também da fundação, sobre períodos recessivos anteriores. De acordo com a especialista, o PIB só voltará a crescer no segundo trimestre do ano que vem. Para os primeiros três meses de 2017, sua expectativa é de estagnação — período ainda recessivo, portanto.

Assim, a recessão atual se prolongará por 12 trimestres consecutivos, superando a crise mais longa até agora, a ocorrida entre o terceiro trimestre de 1989 e o primeiro trimestre de 1992. Aquela crise se deu em um contexto de hiperinflação, agravado pelo Plano Collor, que causou um choque econômico ao confiscar a poupança dos brasileiros.

Em termos de impacto, Silvia projeta que os três anos de recessão que o Brasil terá vivido até o começo de 2017 vão representar um recuo econômico acumulado de 8,8%. A retração será maior que a de 8,5% registrada entre o primeiro trimestre de 1981 e o início de 1983. Até então, aquela recessão era a mais profunda de acordo com os dados do Codace, simbolizada pela histórica moratória da dívida externa brasileira.

— Em outros momentos, havia espaço para aumento da carga tributária. No passado, resolviam-se crises por meio de inflação ou tributos. Hoje, o cenário é mais desafiador porque a sociedade não vê essas como opções. Todos estão endividados nesta crise, governo, famílias e empresas. Uma “desalavancagem” é necessária, logo, não há como estimular crédito — afirma a especialista. — Há um consenso de que o governo precisa reduzir gastos, se tornar solvente, e isso passa por um ajuste duro. Muita coisa depende de uma atuação do governo.

CHOQUE APÓS EXCESSO DE OTIMISMO

Silvia acredita que houve um excesso de otimismo no segundo trimestre do ano, e que os números de setores como a indústria divulgados ontem são um choque de realidade. Além disso, ela afirma que há até uma dificuldade estatística para o país crescer. Como 2017 começará ainda com o pé no freio, ela calcula que, mesmo que a atividade fique estacionada no ano que vem, o resultado será uma contração de 0,8% no PIB. Há também a dificuldade referente ao cenário externo, após a eleição de Trump indicar uma mudança de rota na política econômica americana. Outro problema importante é a incerteza sobre a própria aprovação do ajuste fiscal em sua totalidade.

— Por que o investimento viria se você ainda tem ociosidade na indústria, baixo consumo doméstico e muita incerteza? — pergunta.

Para Luis Otavio de Souza Leal, do banco ABC, a crise atual dá a impressão de não haver alternativas, algo inédito. Em uma recessão dessa magnitude, disse ele, o normal seria que a inflação estivesse baixa. Mas a projeção dos economistas é que, a despeito da forte retração, a inflação encerrará o ano em 6,72%, acima do teto da meta do governo. Com a inflação alta, o Banco Central enfrenta dificuldades para cortar juros, parte do receituário clássico para estímulo econômico:


A última vez que tivemos recessão tão grande não tínhamos essa combinação de agora, em que tudo está fora do lugar. A política monetária não pode derrubar os juros rapidamente porque a inflação é alta, enquanto não há espaço fiscal porque o país está quebrado. Essa combinação é inédita na economia brasileira. Não há instrumentos. A única coisa que podemos fazer agora é dar tempo ao tempo.

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros, a Selic, para 13,75% ao ano. Mas os analistas esperam que o ritmo de cortes se acelere.

— A redução de juros é parte fundamental de qualquer recuperação. O BC está bastante cauteloso com relação à velocidade de corte. Tem certa razão, até pela situação do ambiente externo, com Trump etc. Mas uma eventual aceleração no ritmo do corte de juros é ingrediente fundamental para a recuperação — ressalta Gustavo Rangel, da ING Global Markets, que espera que a Selic caia a 10% no fim de 2017.

DESEQUILÍBRIO FISCAL

Para Rodolfo Margato, do Santander, o mercado de trabalho fragilizado, o desequilíbrio fiscal e a lentidão global são um conjunto de fatores que diferencia esta crise das anteriores.

— Em 2008 e 2009, o mercado de trabalho pouco sentiu, então tivemos uma recuperação em V (queda brusca seguida por salto abrupto). As condições internas e externas mudaram. Temos uma crise sem precedentes na parte fiscal, que traz incertezas e volatilidade. Essas turbulências pesam muito. Diferentemente de 2003 e 2008, não temos mais forte aumento da demanda global. O crescimento internacional é mais frágil — afirma Margato. — É difícil ver um fator que leve à retomada rápida da economia no próximo ano. A crise é muito profunda, longa e não terá volta rápida.

Diante de uma economia mundial lenta, a desvalorização da moeda brasileira hoje não permite uma forte retomada das exportações como a que houve nos anos 80, afirmou José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do banco Fator. Para Gonçalves, isso faz da crise atual um fenômeno mais grave:

— Essa crise de agora tem a ver com uma trajetória ruim das finanças públicas, associada a uma política monetária estapafúrdia e a um ciclo de consumo que fez com que a economia se acomodasse em um patamar alto. Quando as bases se mostram frágeis, o tombo é muito forte.

Para Alberto Ramos, do Goldman Sachs, o adjetivo correto para esta crise é depressão:




 

 

Governo comunista do PT é culpado da despenca de 4,4% do PIB



A economia brasileira encolheu 0,8% no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores. Este é o sétimo trimestre seguido de queda na atividade econômica. Em relação ao terceiro trimestre de 2015, a redução do Produto Interno Bruto (conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi mais intensa, de 2,9% — décima taxa negativa seguida. No resultado acumulado em 12 meses, a retração é de 4,4%. No ano, o tombo chega a 4%. Em valores correntes, o PIB atingiu o total de R$ 1,58 trilhão.

A expectativa do mercado financeiro era de recuo de 0,9% em relação aos três meses anteriores. Frente ao terceiro trimestre de 2015, a projeção era de queda 3,2%. No acumulado em 12 meses, os analistas previam -4,6%, segundo a Bloomberg.

— Faz sete trimestres que têm todas as taxas de comparação do PIB negativas (frente ao trimestre anterior, em relação a igual trimestre do ano anterior, acumulado no ano e em doze meses). Nunca houve na série histórica, que é de 1996, um período como este — afirmou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Para Rebeca Palis, a intensificação da queda do PIB na comparação com o trimestre anterior — de 0,4% no segundo trimestre para 0,8% no terceiro — está ligada principalmente à redução dos investimentos:

— Na ótica da despesa, claramente os investimentos foram os que mais puxaram para baixo. O consumo das famílias caiu mais, mas não foi tão forte. Os investimentos deram um soluço no segundo trimestre e voltaram cair. A importação de máquinas e equipamentos afeta, o aumento dos juros reais e também é influenciado pelas expectativas. A indústria também tinha subido no segundo trimestre e agora caiu.


O investimento voltou a cair no segundo trimestre, após uma reação no segundo trimestre. Antes disso, ele vinha caindo desde 2013.

— A Formação Bruta de Capital Fixo (indicador de investimento), depois de longo período de queda, desde 2013, tinha tido crescimento, e agora voltou a ter queda. Essa redução é muito explicada pela importação de bens de capitais, até pela atividade da economia — disse Rebeca.

RESULTADO FRENTE AO 2º TRI

Das 12 atividades da economia, só duas tiveram altas — extrativa mineral (3,8%) e serviços de informação (0,5%) frente ao segundo trimestre. O indicador de atividades imobiliárias ficou estável e os outros nove segmentos recuaram.

A alta de 3,8% da extrativa mineral foi puxada principalmente por petróleo, que foi favorecido na comparação porque no segundo trimestre houve paradas de manutenção. O minério de ferro vem caindo direto desde o acidente da Samarco, em Mariana, em novembro do ano passado.


ela ótica da produção, a indústria caiu 1,3% frente ao segundo trimestre, enquanto na agropecuária a queda foi de 1,4%. O setor de serviços, por sua vez, teve perda de 0,6%.

RESULTADO FRENTE A 2015

Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, a queda no consumo das famílias foi de 3,4%, ou seja, ritmo superior à queda do PIB, de 2,9%. O investimento caiu 8,4% e o consumo do governo, 0,8%. No setor externo, as exportações subiram 0,2% enquanto as importações recuaram 6,8%.



Sob a ótica da produção, a indústria caiu 2,9%, ao lado de perda de 6% da agropecuária e 2,2% dos serviços.


á a ótica da despesa apontou uma redução de 0,6% do consumo das famílias na comparação com o trimestre anterior, acompanhado por recuo de 0,3% do consumo do governo. O investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), caiu 3,1%. No setor externo, as exportações recuaram 2,8% e as importações, 3,1%.

TAXA DE INVESTIMENTOS CAI COM FORÇA

A indústria e os investimentos, que puxaram para cima o resultado do segundo trimestre, agora puxam para baixo o do terceiro, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, explica Rebeca.

A taxa dos investimentos caiu para 16,5% no terceiro trimestre de 2016, ante 18,2% no terceiro trimestre de 2015. É o menor patamar desde o terceiro trimestre de 2003, quando atingiu 16,3%. O indicador é a relação entre o volume de investimentos e o PIB.

Já a taxa de poupança ficou em 15,1% no terceiro trimestre, ante 15,3% no terceiro trimestre de 2015. É a menor taxa para o indicador desde o início da série histórica, em 2010.

A queda de 2,9% da indústria no terceiro trimestre foi puxada por uma perda de 4,9% da construção e 3,5% da transformação — com destaque negativo para máquinas e equipamentos, indústria automotiva, produtos de metal, móveis e vestuário. Ao mesmo tempo, a indústria extrativa mineral caiu 1,3%, enquanto a produção e distribuição de eletricidade, gás e água subiu 4,3%.

Pela ótica da produção, apenas três das 12 atividades não tiveram taxas negativas. Produção e distribuição de eletricidade (4,3%), atividades imobiliárias (0,1%) e administração, saúde e educação públicas (0,1%).

SE O ANO ACABASSE EM SETEMBRO, QUEDA DE 4,4%

Se o ano acabasse em setembro, o PIB brasileiro teria recuado 4,4%, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. De acordo com o IBGE, essa taxa resultou da contração de 3,8% do valor adicionado a preços básicos e do recuo de 8,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação decorreu das quedas na agropecuária (5,6%), indústria (5,4%) e serviços (3,2%).


Sob a ótica da despesa, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo pelo sexto trimestre consecutivo. A formação bruta de capital fixo encolheu 13,5%. A despesa de consumo das famílias (-5,2%) e a despesa de consumo do governo (-0,9%) também apresentaram queda. No setor externo, as exportações cresceram 6,8%, enquanto que as importações recuaram 14,8%.

IMPOSTOS

Quando se considera os impostos, a perda da economia foi ainda maior. A queda frente ao terceiro trimestre de 2015 foi de 2,9%, mas nos impostos sobre os produtos chegou a 4,8%. Isso porque, segundo Rebeca, porque a indústria de transformação foi especialmente afetada e ela é importante pagadora de impostos.


O volume de impostos caiu mais porque a indústria de transformação caiu bastante, e ela é forte pagadora de impostos, como no caso da indústria automobilistica.

Na divulgação do PIB do 3º trimestre, o IBGE também informou que alguns resultados anteriores da atividade econômica foram revisados. No segundo trimestre de 2016, a economia brasileira encolheu 0,4%. Quando da divulgação desse resultado, em agosto, o instituto havia informado que o recuo tinha sido de 0,6%. O resultado em relação ao mesmo trimestre do ano anterior também foi revisado para cima, de -3,8% para -3,6%. O mesmo ocorreu com os resultados do acumulado em quatro trimestres (em vez de queda de 4,9% foi de 4,8%) e no acumulado do ano até o segundo tri (de -4,6% para -4,5%).

Já o resultado do primeiro trimestre foi revisado para baixo, de -0,4% para -0,5%. Dois resultados do PIB do quarto trimestre de 2015 também foram revisados para cima.

Com a inclusão de novas pesquisas para o cálculo do PIB e a revisão para as taxas de 2015, a recessão no ano passado se manteve em 3,8%. Ainda assim, houve melhora do desempenho da agropecuária, de alta de 1,8% para 3,6%. Como a agropecuária tem participação pequena, de 5%, não houve mudança no dado geral.



 

Gostaria de ter a 'burra cheia' de dinheiro



O presidente Michel Temer voltou a falar que gostaria de gastar o máximo que pudesse de dinheiro, mas disse que a atual situação não permite. A expectativa é que o Senado aprove a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Qual é o governante que não gosta de gastar? Eu gostaria, como presidente, de ter a burra cheia e distribuir, ministro Meirelles. O ministro Meirelles não gostaria não, mas eu gostaria — riu Temer, ao citar o chefe da área econômica do governo.

— Eu gostaria de dizer: "olha aqui, agora tem o programa tal e agora tem o programa tal". Mas agora isso não é possível — completou o presidente.

O Planalto espera que o plenário do Senado aprove em primeiro turno a PEC do teto de gastos. O segundo turno seria em duas semanas, e a expectativa do governo é que a emenda seja promulgada ainda em dezembro, antes do recesso parlamentar.

Caso a PEC seja aprovada, em primeiro turno, com boa margem de votos, o Planalto pode enviar a reforma da Previdência ao Congresso na próxima sexta-feira. O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse estimar que a proposta receberá entre 62 e 65 votos favoráveis

Em cerimônia no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente voltou a lamentar a queda do avião com o time da Chapecoense. A solenidade, que teve um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente aéreo envolvendo o time da Chapecoense na madrugada desta terça-feira, entregou o Prêmio Mérito Brasil de Governança e Gestão Públicas. No começo do discurso, Temer lamentou novamente as mais de 70 mortes.

O Prêmio Mérito Brasil de Governança e Gestão Públicas foi entregue a três órgãos da administração direta, três da administração indireta e também para cinco municípios. Da administração direta, foram agraciados: Banco Central, Ministério da Educação e Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC). Os órgãos de administração indireta que receberam o prêmio foram Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.

Já as cidades reconhecidas, uma de cada região do país, foram Araguaína (TO), Fortaleza (CE), Nova Andradina (MS), São José do Rio Preto (SP) e Araranguá (SC). O critério de avaliação foi o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), desenvolvido pelos tribunais de contas estaduais.



 

A economia do Brasil será negativa em 3,40% este ano

 

A pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro indica que a economia brasileira deve crescer 0,98% no ano que vem. A projeção para o desempenho da atividade econômica este ano, também piorou: o tombo deve ser de 3,49%.

Foi a oitava vez consecutiva que o relatório Focus revisou para baixo a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016. Na semana passada, a expectativa era de queda de 3,40%. No levantamento divulgado, a taxa prevista se aproximou de uma queda de 3,50%. Nesta quarta-feira, o IBGE divulgará o resultado do PIB do terceiro trimestre.

Para o ano que vem, a previsão dos analistas também caiu mais uma vez. Foi a sexta queda seguida. Na semana passada, a previsão era de alta de 1%. A projeção agora é de crescimento um pouco abaixo disso, de 0,98%.

Por outro lado, o levantamento divulgado pelo BC melhorou a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 6,80% para 6,72%. Foi a terceira queda seguida da expectativa de inflação para 2016.

Apesar da melhora, se o resultado de 2016 ficar de fato neste patamar, será a segunda vez seguida que a inflação encerrará o ano acima do teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5%, podendo variar dois pontos para cima ou para baixo. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%.

O IPCA-15 subiu 0,26% em novembro após alta de 0,19% no mês anterior, mas, embora o resultado tenha mostrado aceleração na comparação mensal, a leitura é a mais baixa para novembro desde 2007 e mostrou recuo dos preços de alimentos. Para 2017, os analistas preveem no Focus divulgado hoje uma taxa de inflação de 4,93%, igual há duas semanas anteriores. O resultado vem se aproximando do centro da meta de inflação de 4,5%, com variação tolerada pelo BC no ano que vem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já a projeção da Selic para 2017 ficou pela quarta vez consecutiva em 10,75%. O Top-5 do Focus, formado pelas instituições que mais acertam as previsões, também manteve a expectativa de Selic em 13,75% no final de 2016, mas em 11,25% em 2017.

Já a cotação do dólar frente ao real no fim deste ano foi elevada pela terceira semana seguida, passando de R$ 3,30 para R$ 3,35. Para dezembro de 2017, o câmbio foi mantido em R$ 3,40 pela segunda vez.

Em 2017 a inflação deve atingir 4,93 por cento, sem alteração sobre a expectativa anterior, de acordo com o levantamento.

Economia em baixa, Ambev acaba com espaço na Sapucaí

Um dos projetos de marketing mais duradouros do país acabou. O antigo espaço da Ambev na Marquês de Sapucaí, que já foi chamado de Camarote da Brahma e da Boa, em alusão ao mote publicitário da Antarctica, mudou de mãos. A partir do ano que vem quem passará a comandar o local de mais de dois mil metros quadrados será o Banco de Eventos, de José Victor Oliva, que já organizava o espaço para a Ambev há 26 anos.

Batizado de "Camarote Número 01", o local passará a vender ingressos, cujos preços variam de R$ 1.750 a R$ 2.250 (no primeiro lote). Para colocar o projeto de pé, Oliva se juntou aos empresários Carol Sampaio, da CS Eventos e Produções, e Álvaro Garnero.

- A Ambev não é mais a dona do camarote. Apesar da crise que assola o país, o carnaval tem uma taxa de ocupação em hoteis tão alta que só perde para o Ano Novo e para as Olimpíadas - disse Oliva, destacando que a ideia é que 30% da ocupação seja feita através da venda de ingressos.

Mas mesmo com ingressos à venda, a Ambev aparece agora como patrocinadora do evento com a marca Brahma. Oliva disse ainda que a Ambev liberou o uso da expressão "Número 01", que durante a década de 90 foi o mote publicitário da cerveja Brahma. Oliva ressaltou ainda que marcas como Red Bull, de energético, e a grife Água de Coco já assinaram contratos para patrocinar o espaço.

- Há um modelo novo de negócios, com a criação de espaços corporativos, no qual as empresas poderão fazer ações comerciais com seus clientes. Há espaços para até 50 pessoas. Estamos falando com algumas empresas. Há muitas oportunidades de marketing - destacou Oliva




 

 

Confiança do consumidor interrompe seis altas seguidas

 

A confiança do consumidor brasileiro caiu em novembro, interrompendo seis sequências seguidas de alta, diante da forte piora das expectativas em meio à piora crescente no mercado de trabalho. A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,3 pontos, para 79,1 pontos em novembro, depois de ter atingido no mês anterior o nível mais alto desde dezembro de 2014.

Essa foi a primeira queda no indicador desde que o presidente Michel Temer assumiu a Presidência do país e sua equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, coloca em prática forte ajuste fiscal no país.

O principal motivo para o resultado, segundo a FGV, foi o recuo de 4,9 pontos do Índice de Expectativas (IE), para 87,7 pontos, interrompendo também seis altas consecutivas, num momento de falta de perspectivas para o consumidor com aumento do desemprego e dificuldade da economia de engrenar uma recuperação.

"Na falta de notícias positivas no front econômico e dada a contínua deterioração do mercado de trabalho, uma parcela dos consumidores brasileiros reduziu o otimismo em relação à perspectiva de melhora no horizonte de seis meses", destacou em nota a coordenadora da sondagem do consumidor na FGV, Viviane Seda Bittencourt.

O Índice da Situação Atual (ISA) também recuou, 1,1 ponto, para 67,9 pontos, o menor nível desde julho passado (65,7 pontos).

Segundo a FGV, o indicador que teve maior peso para a queda do ICC neste mês foi aquele que mede o otimismo em relação à situação econômica geral no futuro. Após acumular ganhos de 30,9 pontos entre junho e setembro, ele soma queda de 6,2 pontos no bimestre outubro-novembro.

Houve ainda redução da confiança em todas as faixas de renda, sendo o mais forte nos consumidores que têm renda familiar na faixa de R$ 2.100 a R$ 4.800.

A retomada da confiança tanto de consumidores como de investidores é tida pelo governo como primordial para a recuperação econômica do país.

Entretanto, o próprio Ministério da Fazenda piorou esta semana a projeção para a atividade econômica este ano a retração de 3,5%, vendo em 2017 expansão de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB).



Estamos em um quadro inflacionário um pouco mais benigno e também entrando num ciclo de afrouxameno monetário. Isso deve proporcionar algum alento para o consumidor, já que pode fundamentar melhora para o componente de demanda", disse o economista da Tendências Rafael Bacciotti.

A inflação no Brasil vem mostrando sinais de descompressão, mas continua elevada. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou em 12 meses até novembro avanço de 7,64 por cento, acima da meta de inflação — de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais.

Além disso, mesmo depois de o Banco Central ter cortado a taxa básica de juros em outubro e a expectativa seja de nova redução na próxima semana, a Selic permanece em nível elevado, a 14% atualmente.

 

Prévia da inflação oficial é a menor para novembro desde 2007

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, ganhou força de outubro para novembro, ao passar de 0,19% para 0,26%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) .

Apesa de ter avançado de um mês para o outro, a taxa é a menor para novembro desde 2007, quando chegou a 0,23%.

No ano, a prévia do IPCA acumula alta de 6,38%. No mesmo período de 2015, o avanço era de 9,42%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 7,64%, abaixo dos 8,27% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores - mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação e bem distante do objetivo central fixado para 2016, que é de inflação de 4,5%.

O que mais impactou a alta do IPCA-15 em novembro foi o etanol, que ficou 7,29% mais caro. O preço das multas de trânsito, que foram reajustados no início do mês, também pressionou o índice, ao subir, em média, 23,72%.

Também influenciaram a prévia da inflação oficial os preços de seguro de veículo (2,61%), de plano de saúde (1,07%), de empregado doméstico (0,87%), de mão de obra para pequenos reparos (0,87%), de artigos de higiene pessoal (0,87%), de emplacamento e licença (0,80%), de cabeleireiro (0,67%) e de gasolina (0,59%).

Grupos de gastos
Na análise dos grupos de gastos, o maior aumento de preços partiu de saúde e cuidados pessoais, cuja alta passou de 0,28%, em outubro, para 0,68%, no mês seguinte.

Os alimentos e bebidas também contribuíram com o avanço do IPCA-15. Isso porque a queda de preços perdeu força em novembro, ao passar de -0,25% para - 0,06%. Ficaram mais caros: açúcar cristal (3,73%), pescados (3,91%), batata-inglesa (3,26%), cerveja (2,36%) e carnes (1,43%). Ficaram mais baratos: leite longa vida (-10,52%), feijão-carioca (-11,84%), feijão-mulatinho (-7,82%), tomate (-6,61%) e cenoura (-4,31%).

Região
O IPCA-15 mais elevado partiu da região metropolitana do Recife (0,55%), puxado pelo preço do litro da gasolina (4,11%). Na outra ponta está Goiânia (-0,03%), sob influência da queda de 4,15% da energia elétrica.

Previsão do mercado financeiro
A estimativa dos economistas para o IPCA deste ano está em 6,80%, segundo o boletim Focus, do Banco Central, mais recente.

 

 

No 3º trimestre faltou trabalho para quase 23 milhões de brasileiros


 

Faltou trabalho para 21,2% das pessoas em idade produtiva no Brasil, o correspondente a 22,9 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Essa é a chamada taxa composta da subutilização da força de trabalho, que agrega a taxa de desemprego, a taxa de desemprego por insuficiência de horas trabalhadas e a da força de trabalho potencial.

Já no segundo trimestre a chamada taxa de subutilização da força de trabalho foi de 20,9%, segundo o IBGE. No terceiro trimestre de 2015, havia sido de 18%.

O indicador soma o contingente de pessoas desocupadas (12 milhões), o de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (4,8 milhões de pessoas ou 16,5% do total) e a força de trabalho potencial (6,1 milhões de pessoas ou 16,8% do total).

Pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas são as que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais. A força de trabalho potencial é formada pelo grupo de pessoas que não estavam trabalhando nem procurando emprego, mas que estavam disponíveis para trabalhar ou que estavam procurando mas não estavam disponíveis quando o IBGE realizou a pesquisa.

A maior parte do contingente de 22,9 milhões de pessoas que faz parte dessa taxa composta de subutilização da força de trabalho está nas regiões Sudeste (8,683 milhões) e Nordeste (8,750 milhões). No Norte, são 2,041 milhões de pessoas e no Sul, 2,122 milhões. Já o Centro-Oeste reúne 1,326 milhão de pessoas.


Se na média nacional a taxa de subutilização da força de trabalho é de 21,2%, a taxa do Nordeste é a maior entre as regiões, com 31,4%. Já o Sul é a menor, com 13,2%. No Sudeste, a taxa é de 18,2%.

— A região Nordeste é a que tem maior subutilização da força do trabalho. Mas mesmo a região Sul, com o advento da crise, atinge níveis piores do que tinha no passado — afirmou o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

— Normalmente, no terceiro trimestre a taxa de desocupação começa a relaxar. É quando se começa a ligar as turbinas para começar a escoar a produção para o fim do ano. Mas não isso o que aconteceu — disse Cimar Azeredo.

As taxas de subutilização da força de trabalho foram recordes em 14 das 27 unidades da federação no terceiro trimestre. Das cinco regiões, só o Norte não teve recorde.

A taxa de desemprego subiu em todas as regiões do país na passagem do segundo para o terceiro trimestre, com exceção apenas do Sul, em que passou de 8% para 7,9%. No Norte, passou de 11,2% para 11,4%; no Nordeste, pulou de 13,2% para 14,1%; no Sudeste, avançou de 11,7% para 12,3%; e no Centro-Oeste foi de 9,7% para 10%.

DESEMPREGO RECORDE NO RIO: 12,1%

Sete estados tiveram alta significativa na taxa de desemprego na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano (Roraima, Ceará, Pará, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro). Já na comparação entre o terceiro trimestre de 2015 e o terceiro trimestre de 2016, foram 22 estados com expansão significativa da taxa.

No terceiro trimestre de 2016, 19 estados bateram recordes na taxa de desemprego. Em apenas oito estados o pior resultado do desemprego não se deu no terceiro trimestre.

No Rio de Janeiro, a taxa de desemprego bateu novo recorde e alcançou 12,1% no terceiro trimestre, o maior nível desde 2012, o início da série histórica. No segundo trimestre, tinha sido de 11,4%. O desemprego também atingiu recorde no terceiro trimestre em São Paulo, de 12,8%, ante 12,2% no segundo trimestre.



 

 

 

Balança comercial registra em 2016 melhor resultado em dez anos



A balança comercial brasileira já registra em 2016 seu melhor desempenho dos últimos dez anos. Com o resultado parcial de US$ 1,874 bilhão de novembro, o país acumula um superávit de US$ 40,399 bilhões no ano. Esse valor é superior ao registrado em 2007, quando o Brasil teve saldo positivo de US$ 40,039 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No ano, as exportações brasileiras somam US$ 162,023 bilhões e as importações, US$ 121,624 bilhões. O saldo da balança comercial deste ano é 210,6% maior que o registrado no mesmo período de 2015.

Esse desempenho é impulsionado principalmente pela queda das importações. Este ano, o Brasil diminuiu em 22,3% as compras de artigos do exterior. As exportações também caíram, mas em um ritmo menor. As vendas brasileiras para o exterior acumulam uma retração de 4,4% em 2016.

A expectativa do governo federal é que a balança possa, pelo menos, igualar o desempenho histórico de 2006, quando registrou superávit de US$ 46,457 bilhões. O MDIC trabalha com uma expectativa que varia entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões.

Já analistas de mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central diminuíram, pela oitava semana seguida, a expectativa de superávit comercial brasileiro. Na semana passada, eles esperavam um saldo positivo de US$ 47,59 bilhões. Agora, aguardam US$ 47,42 bilhões de superávit.


 

 

Governo Temer estuda ajudar estados com R$ 100 bi do BNDES



O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo federal apresentará aos governadores proposta de socorro financeiro aos estados na semana que vem, e está em estudo uma ajuda mês a mês, conforme os estados cumpram metas fiscais. A União utilizaria para isso R$ 100 bilhões do BNDES, de empréstimos concedidos ao banco de fomento na gestão petista, e recursos que vieram da repatriação de bens no exterior, com vistas a comprar ativos financeiros dos entes da federação. O modelo ainda não foi definido, mas o presidente Michel Temer pediu à equipe econômica que na próxima semana já possa receber governadores para comunicar a decisão.

Melhorou a situação no que diz respeito à possibilidade da ajuda para estados. O presidente já tem notícias de que a área econômica já definiu fontes. Está cuidando da legalidade — declarou Padilha à rádio "Gaúcha", estimando que na semana que vem o Planalto e a equipe econômica fechem como será o socorro financeiro às unidades da federação.

O chefe da Casa Civil ressaltou que essa ajuda seria paga mês a mês, condicionada ao cumprimento de metas fiscais. Eliseu Padilha afirmou que os R$ 100 bilhões que o BNDES devolveria à União deverão ser usados nesse pacote, conforme antecipou o GLOBO, além dos recursos obtidos pelo governo federal com a repatriação de bens no exterior.

O uso dos R$ 100 bilhões era um pedido dos governadores à equipe econômica. Padilha não comentou se essa operação teria de passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU). Quem defende a proposta sustenta que a medida não seria um empréstimo tradicional, mas somente compra de ativos financeiros, a fim de não gerar problemas fiscais.

Nesta quinta-feira, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou que desconhecia discussões para esse uso dos R$ 100 bilhões.

— Nunca tive contato com o governo para discutir essa proposta. Se a União colocar isso, nós discutiremos. Os R$ 100 bilhões se destinam à redução da dívida pública, que é a questão mais urgente do país - disse Maria Silvia.


 

Jucá quer regra para parentes de políticos também

 

O novo líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que está analisando uma forma de incluir no projeto de reabertura de repatriação a possibilidade de parentes de políticos legalizarem recursos enviados ao exterior. O peemedebista, que é relator do projeto, justificou que eles não podem ser penalizados pelo parentesco. Enfatizou, no entanto, que políticos permanecerão proibidos de aderir ao programa.

Políticos serão proibidos. A discussão de parentes estamos verificando que fórmulas podem evitar injustiças e, portanto, pode ficar efetivamente definido que se há algum parente que tem alguma atividade econômica separada do político não há por quer penalizar esse parente. A Receita Federal, o Banco Central têm toda a condição de verificar ativos e a origem desse dinheiro — disse Jucá.

O senador afirmou que finalizará o seu texto até amanhã para que seja votado na próxima terça-feira.

Jucá disse, ainda, que é preciso encontrar uma melhor solução para a divisão entre União, estados e municípios dos recursos arrecadados com as multas provenientes da regularização desses ativos. Até agora, 23 estados e o Distrito Federal conseguiram uma liminar no Supremo Tribunal Federal para que o repasse seja maior do que o estabelecido.

Segundo a lei que instituiu o programa de repatriação de recursos, apenas o Imposto de Renda, de 15% sobre o total regularizado, seria repartido com os estados e municípios, via Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Os estados defendem que têm direito a uma parcela da multa, também de 15%, aplicada sobre os valores regularizados.




 

Caixa ocupa o topo do ranking de reclamações feitas ao BC


 

A Caixa Econômica Federal foi o banco com o maior número de reclamações de consumidores ao Banco Central em setembro e outubro deste ano, apontou ranking divulgado pela autoridade monetária. O ranking compara as queixas dirigidas a instituições financeiras de grande porte, com mais de quatro milhões de clientes.

O levantamento considerou procedentes 1.418 queixas contra a Caixa em setembro e outubro, a maior parte delas relacionada a "outras irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços". A Caixa, que tem 82,4 milhões de clientes, alcançou índice de reclamações de 17,20 no período. A Caixa já havia sido o banco mais reclamado no bimestre anterior, de julho e agosto.

O conglomerado Bradesco, que tem 93,3 milhões de clientes, aparece em segundo lugar na lista, com 1.362 queixas procedentes. Por conta disso, o índice de reclamações contra o banco foi 14,59. Em terceiro do ranking está o Santander, com 476 queixas acolhidas pelo BC e um índice de 12,96. O conglomerado do Santander conta com 3.728.267 clientes. O Itaú é o quarto mais reclamado em setembro e outubro, e o Banco do Brasil, o quinto.

Para obter o índice, o Banco Central divide o número de reclamações pelo número de clientes do banco e multiplica por 1 milhão. A autoridade monetária criou essa fórmula para equilibrar as queixas em relação ao tamanho da instituição financeira.

Ao comentar o ranking, o Bradesco esclareceu que desenvolve um programa intensivo de revisão de processos e sistemas, aliado ao desenvolvimento de programas de formação e aperfeiçoamento do quadro de funcionários da sua extensa rede de agências. Cada um dos registros é cuidadosamente avaliado, resultando na adequação de processos que visem qualidade e transparência no relacionamento com seus clientes.

 




 

Barreiras do protecionismo de Trump preocupa Braskem no Brasil

 


A eleição do republicano Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, com sua retórica antiglobalização, acendeu a luz amarela entre as empresas brasileiras que têm negócios no mercado americano, especialmente as que exportam para lá. Teme-se a adoção de medidas protecionistas, que dificultem o acesso àquele mercado. Há também uma dúvida sobre se o aumento dos investimentos em infraestrutura, prometido por Trump durante a campanha, ocorrerá a curto prazo. Isso beneficiaria as produtoras de matérias-primas, como o minério de ferro, e as siderúrgicas.

No caso da petroquímica Braskem, que acaba de inaugurar uma grande fábrica no México, exclusivamente para atender à demanda por insumos petroquímicos na América do Norte, sendo os EUA o maior cliente, a busca por novos mercados é uma alternativa a ser avaliada.

— Vamos ver como vai ser a tradução da retórica do discurso de campanha para uma realidade de governo. Nossa expectativa é colocar nosso produto no mercado mexicano e outras regiões, caso não seja mais possível exportar para os Estados Unidos. Conseguimos colocar de forma competitiva e rentável o nosso produto em outros mercados, independentemente de possíveis barreiras comerciais nos Estados Unidos — afirmou ontem Fernando Musa, presidente da petroquímica, em teleconferência.

PETROBRAS: VOLATILIDADE

A tensão também existe no setor calçadista brasileiro, já que os EUA são hoje seu principal mercado externo. No ano, até outubro, as vendas para o mercado americano somaram US$ 173,3 milhões, alta de 16,7%. Segundo Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), é preciso esperar para ver quais serão as primeiras medidas do governo Trump. E, apesar de ele ser considerado imprevisível, Klein ressalta o fato de que, em geral, governos republicanos são menos protecionistas que os democratas.

— Ainda é um pouco cedo para avaliar quais as possíveis consequências para o comércio entre os dois países. No decorrer do processo eleitoral, nada transpareceu em relação a um maior protecionismo no comércio com a América Latina, exceto o México. Ainda assim, uma coisa é o que se fala em campanha, e outra é um governo eleito — disse Klein.

A Petrobras, por sua vez, vê mais volatilidade no mercado.

— Ainda é muito cedo para falar de tendências, mas é claro que a volatilidade aumentou. E acho que esse será o comportamento daqui para frente, de câmbio, taxa de juros, o próprio Brent — afirmou o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro.

Mas há empresas brasileiras que torcem pela efetivação de algumas promessas de Trump. É o caso da Gerdau: com quase 40% de suas receitas oriundas das siderúrgicas que tem nos EUA, ela pode ser beneficiada pelo aumento dos investimentos em infraestrutura. O republicano prometeu investir US$ 500 bilhões em obras.

COMPRAS DE CHINA E MÉXICO

Outros setores, no entanto, avaliam que eventuais medidas protecionistas de Trump podem até abrir para o Brasil as portas de outros mercados. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, acredita que mercados como México e China podem aumentar as compras do Brasil, como forma de reduzir a dependência das relações com os EUA. O outro lado da moeda é que, no caso de uma maior aproximação entre Vladimir Putin e Trump, a Rússia pode reduzir suas compras de produtos brasileiros.

— Não temos receio, porque não acreditamos que perderemos o espaço de nossas exportações com o protecionismo dos EUA. Ao contrário, podemos até aumentar as vendas — afirmou Turra, lembrando que o Brasil não exporta aves para o mercado americano, o maior produtor mundial do setor. úvidas sobre o governo Trump não se resumem a empresários brasileiros. Após uma reunião no Palácio do Planalto, o presidente mundial da Shell, Ben van Beurden, disse ter “grande interesse” em acompanhar como o republicano formulará a política energética americana nos próximos meses.

Já a siderúrgica japonesa Nippon Steel se declarou preocupada com a promessa de Trump de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) com Canadá e México. A Nippon tem duas usinas no México.

— Não acreditamos que será fácil acabar com o Nafta, mas, se isso acontecer, o impacto será forte — disse à Reuters o vice-presidente da siderúrgica, Toshiharu Sakae.

 

Holandesa projeta investir de US$ 10 bilhões no Brasil até 2020


 

O presidente mundial da Shell, Ben van Beurden, afirmou que a empresa investirá US$ 10 bilhões no Brasil nos próximos quatro anos, em portfólios atuais da petrolífera, e elogiou o projeto que desobriga a Petrobras a ser operadora única do pré-sal, que foi liberado pela Câmara para ir à sanção do presidente Michel Temer. Executivos da petrolífera e de fundos foram recebidos por Temer no Palácio do Planalto, ao lado dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e de Moreira Franco, secretário responsável por concessões e parcerias com a iniciativa privada.

— Escolhemos tornar o Brasil um dos três países com mais investimentos da Shell no mundo —declarou o presidente da Royal Dutch Shell, ressaltando o “senso de urgência” na gestão de Temer, que “entende a importância de investimentos estrangeiros”, segundo o presidente da empresa.

Os US$ 10 bilhões estimados são de projetos atuais da empresa, prioritariamente no pré-sal. A multinacional comprou a concorrente BG em fevereiro deste ano, e cita o campo de Libra como alvo de aportes nos próximos anos. Ben van Beurden não descarta participar de leilões que ainda acontecerão, mas pede "atenção" do governo para a responsabilidade fiscal.

O presidente mundial da empresa comemorou o avanço no projeto que desobriga a Petrobras a ser operadora única do pré-sal, que nesta quarta-feira foi aprovado pelo plenário da Câmara e vai a sanção presidencial. A Câmara vetou mudanças no texto, que já havia recebido o crivo da Casa e do Senado.

— É o passo certo para o governo tomar. Abre espaço para novos players e torna o mercado mais atraente — disse o executivo da petrolífera.

Perguntado sobre a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, van Beurden afirmou que ainda é "prematuro" comentar a questão, mas ressaltou que tem "grande interesse" em acompanhar como o republicano formulará a política energética estadunidense nos próximos meses.




 

Brasil está preparado para lidar com vitória de Trump


 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o país está preparado para lidar com os efeitos da vitória do republicano Donald Trump no mercado financeiro e que analisará o cenário e o possível impacto nas projeções para o crescimento do Brasil. Por meio de sua assessoria, ele divulgou uma nota para comentar o resultado das eleições nos Estados Unidos.

“O Brasil está preparado para lidar com qualquer volatilidade dos mercados resultante das eleições presidenciais nos Estados Unidos”, diz o comunicado à imprensa divulgado pela assessoria do ministro.

O texto ainda fala que a equipe econômica analisará se pode haver impacto nas projeções de retomada de crescimento: “Estamos acompanhando a evolução dos principais indicadores econômicos e o possível impacto na projeção de cenários e dos efeitos para o crescimento, particularmente nas projeções para 2017”.

Dinheiro da repatriação será usado para quitar dívidas

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo usará o dinheiro arrecadado com a Lei de Repatriação para arcar com dívidas antigas (chamadas de restos a pagar), compensar frustrações de receitas e também para compensar o rombo das empresas estatais federais e dos estados nas contas do país.

Após um evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), ele deu uma entrevista coletiva para detalhar os números. Afirmou que foram arrecadados cerca de R$ 47 bilhões. Depois de repassar os recursos para estados e municípios, o governo federal ficará com R$ 35,25 bilhões. Desse dinheiro, o orçamento já previa R$ 6 bilhões, ou seja, a arrecadação extraordinária é de R$ 29,2 bilhões.


O governo reservará R$ 2,8 bilhões para compensar o déficit das empresas estatais federais. Com isso, sobram R$ 26,4 bilhões que terão três prioridades, segundo o ministro da Fazenda. A primeira delas é a redução de restos a pagar. Devem ser destinados algo entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. Depois, o governo federal pretende compensar até o fim de ano eventuais frustrações de receitas e bancar reestimativas de despesa obrigatórias como, por exemplo, da previdência social.

Em terceiro lugar no plano do governo, está compensar parcialmente ou totalmente a frustração da meta de economia para pagamento de juros (superávit primário) dos estados.

— A meta está fixada em R$ 6,5 bilhões e é possível que estados não cumpram a meta — comentou o ministro, que completou:

— Dados indicam que pode ser algo entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões o superávit do governo dos estados.

Depois de recalcularem as despesas obrigatórias e se sobrarem recursos, o governo voltará a bancar restos a pagar. Questionado sobre se esses recursos poderiam ir para o pagamento de juros da dívida pública. Ele disse que o governo vai decidir isso nos próximos 60 dias, mas reafirmou que a meta fiscal será atingida — Vamos garantir o cumprimento da meta de R$ 170 bilhões.

— Restos a pagar deverão ser pagos cedo ou tarde. São obrigações do governo federal. A prioridade é cumprir obrigações antes de atender outras necessidades correntes — afirmou o ministro, completando:

— Achamos inclusive que para a maior credibilidade do teto e maior consistência do ajuste fiscal dos próximos anos, a diminuição dos restos a pagar é fundamental.



 

Gol vai devolver 13 aviões no 4º trimestre

Apesar de conseguir voltar a ser lucrativa, a Gol seguirá com uma estratégia conservadora de atuação no setor aéreo até 2018. A companhia vai devolver 13 aviões no quarto trimestre deste ano na tentativa de enxugar a oferta de voos do mercado para pressionar a recuperação de tarifas. Outras cinco aeronaves serão devolvidas no ano que vem e a frota da empresa só voltará a crescer em 2018.

As projeções foram apresentadas pelo presidente da empresa, Paulo Kakinoff, em teleconferência para apresentação dos resultados do terceiro trimestre. A Gol alcançou lucro líquido de R$ 66 milhões entre julho e setembro deste ano, revertendo resultado negativo de um ano antes de R$ 2,13 bilhões.

"Há ainda uma necessidade de disciplina de capacidade no mercado em 2017. A Gol liderou o movimento de redução de capacidade no mercado brasileiro desde 2012 e seria inconsistente fazer esse apontamento (de retomada do crescimento)", disse Kakinoff.

Ao fim de 2016, a Gol terá 122 aviões na frota, 18 a menos do que tinha em dezembro de 2015. A redução da frota viabilizou um movimento da empresa de corte de oferta de voos. Com isso, a Gol reduziu em 16% sua oferta de passagens aéreas à venda no mercado brasileiro nos nove primeiros meses do ano. 

Cenário

O enxugamento dos voos foi uma medida tomada pelas empresas aéras para abrir caminho para o aumento de preços nas passagens aéreas. Só a Gol conseguiu elevar seus preços em 9,5% nos nove primeiros meses deste ano, segundo informações do balanço financeiro. O número em questão é medido por um indicador chamado yield, que calcula o preço pago por quilômetro voado.

Para o quarto trimestre de 2016, a tendência é de alta, de acordo com a Gol.  "Vimos uma leve alta de preços no booking (reservas) de passagens para dezembro", disse o presidente da Gol, durante a teleconferência.

A expectativa da Gol para a variação de preços em 2017 é menos contundente. "Depende da estabilização do nível de oferta (de voos) nos patamares atuais", disse Kakinoff.

Ele explica que a Gol seguirá conservadora e reduzirá ainda mais a sua frota em 2017. Esse movimento, por si só, tenderia a elevar o preço das tarifas. A lógica de mercado é, quando a oferta cai e a demanda está estável ou cresce, há alta de preços.

No entanto, os preços do mercado dependem também do movimento das concorrentes. De acordo com Kakinoff, se as demais empresas - Latam, Azul e Avianca - voltarem a expandir a oferta de voos, a competição aumentará e a recuperação dos preços poderá não acontecer em 2017.

 

Jovens estão elevando o consumo de café no mundo

 

 

Os jovens estão bebendo mais café e cada vez mais cedo. Essa sede aparentemente insaciável da geração do milênio está fazendo com que a demanda mundial alcance um recorde, enquanto a oferta está se contraindo.

Os americanos estão ficando viciados em café cada vez mais cedo, e os jovens adultos estão aumentando o consumo diário a um ritmo acelerado, compensando o declínio entre os mais velhos. Resultado: a demanda nos EUA, o maior consumidor do mundo, deverá atingir uma alta histórica, e a tendência entre os mais jovens também está surgindo em outros grandes consumidores, como o Brasil e até mesmo a China, onde a população adora o chá.

A geração do milênio — jovens que atualmente têm entre 19 e 34 anos — responde por cerca de 44% da demanda de café dos EUA, de acordo com a empresa de pesquisa Datassential, com sede em Chicago. No período de oito anos até 2016, o consumo diário entre pessoas de 18 a 24 anos aumentou de 34% para 48% e entre pessoas de 25 a 39 anos subiu de 51% para 60%, de acordo com a Associação Nacional do Café, em Nova York. Ao mesmo tempo, entre os adultos com 60 anos ou mais houve uma queda de 76% para 64% e também houve declínio no grupo de 40 a 59 anos.

A mania do café também está começando mais cedo na vida das pessoas. Na geração do milênio, os mais jovens, nascidos após 1995, começaram a consumir café com cerca de 14,7 anos de idade, ao passo que os mais velhos, nascidos mais perto de 1982, começaram aos 17,1 anos, mostram dados da associação dos EUA.

SECA RESTRINGE OFERTA NO BRASIL

O consumo está aumentando em um momento em que a seca restringe a oferta do Brasil, o maior produtor e exportador do mundo. Na semana passada, em Nova York, os preços da variedade arábica dispararam para o valor mais alto desde fevereiro de 2015. Os fundos de corbertura estão se posicionando para mais ganhos, aumentando suas apostas em que os preços atingirão o valor mais elevado em oito anos.

A demanda “vem avançando muito além das expectativas, por isso os mercados de café estão se ajustando significativamente”, disse Harish Sundaresh, gerente de portfólio e analista de commodities em Boston da equipe Loomis Sayles Alpha Strategies, que administra US$ 5 bilhões.

APOSTAS DOS FUNDOS

O total de posições líquidas compradas em café deu um salto de 18%, para 50.651 futuros e opções na semana finalizada em 25 de outubro, de acordo com dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities publicados três dias depois. Trata-se do maior volume desde março de 2008. O café arábica subiu 6%, para US$ 1,655 a libra-peso, na semana passada na ICE Futures U.S. em Nova York, o maior avanço desde julho. Os preços registraram média de US$ 1,344 neste ano.




 

 

 Conta de luz no Rio ficará, em média, 8,8% mais barata


 

Cariocas e moradores de 30 municípios do Rio de Janeiro vão pagar menos na conta de luz a partir de segunda-feira. De acordo com levantamento feito pela Light, a queda será de 8,8%, em média. O recuo é resultado da redução de 12,03% autorizada  pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da volta da bandeira amarela (sinal de alerta nos reservatórios), que representa uma cobrança extra de R$ 1,50 para cada cem quilowatt-hora (kWh) consumidos. O alívio na conta de luz, porém, pode não ser duradouro. A Light já pediu à agência reguladora para rever contrato e antecipar sua revisão tarifária para o início do próximo ano.

O principal efeito para redução da tarifa de energia elétrica para a região da Light este ano — que atende a 3,8 milhões de consumidores — foi a queda no custo de geração de energia no país. Como o Rio recebe volume relevante de energia de Itaipu, cujo preço varia com o dólar, a região tem um efeito positivo do comportamento do câmbio no ano. Além disso, houve redução no uso de usinas termelétricas, que têm custo superior ao de hidrelétricas.

Apesar de reduzir a receita da empresa, Ana Marta Horta Veloso, presidente da Light, disse que a redução da conta é positiva por envolver custo menor na compra de energia:

— Ter uma queda de tarifa com a compra de energia é bom, porque teremos um verão com tarifa mais baixa e menor incentivo para o furto de energia e a inadimplência.

EFEITO BENÉFICO NA INFLAÇÃO

Segundo levantamento da Light, uma conta com consumo de cem quilowatts-hora (Kwh) passará de R$ 73,95 para R$ 67,39 por mês, o que significa queda de 8,87%. Já no caso de um consumo de 200 Kwh, considerado a média no Rio, o valor da conta cairia de R$ 148,70 para R$ 135,59, um recuo de 8,81%. Ricardo Savoia, da consultoria Thymos, destacou que a queda na tarifa da Light é uma das maiores no país. Ele ressaltou que o custo de compra de energia pela distribuidora caiu 5%:

— Além do dólar, o despacho das usinas termelétricas foi menor, o que deu alívio para o consumidor. Essa redução já era prevista.

Segundo cálculos do economista André Braz, responsável pelo monitoramento de preços do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), a queda no preço das contas de luz afetará em cheio o IPCA, índice oficial de inflação do governo. Pelo seus cálculos, pode haver um recuo de 0,38 ponto percentual no IPCA do Rio do mês de novembro. No caso do Brasil, a redução deve chegar a 0,05 ponto percentual, já que o Rio tem peso de 12% na composição nacional do índice

— A conta de luz responde por 4,25% da renda das famílias na Região Metropolitana do Rio. Por isso, a redução terá um impacto importante no índice de inflação — disse Bráz.

Daqui a alguns meses, porém, a redução da conta de luz da Light poderá ser amenizada ou até revertida. Isso porque a concessionária negocia com a Aneel um termo aditivo ao seu contrato de concessão que poderá antecipar de novembro de 2018 para o início de 2017 a revisão tarifária — um processo mais complexo do que o reajuste, que incorpora à conta custos da empresa. Savoia, consultor da Thymos, estima que, caso este cenário se confirme, em fevereiro, a conta de luz no Rio pode ter uma alta entre 2% e 3%.

No dia 14 de outubro, a Light chegou a pedir à Aneel que suspendesse o reajuste tarifário desta segunda, já que a empresa deu início ao processo de revisão de contrato. A agência negou.

— As duas coisas caminham de forma concomitante. A análise está sendo feita pela área técnica e isso será definido no momento adequado — disse André Pepitone, diretor da Aneel responsável pelo processo.

O aditivo da Light deverá promover uma revisão de diversas premissas do contrato da distribuidora e será acompanhado de uma revisão imediata da tarifa. A Light pretende, por exemplo, incluir na tarifa um custo de mais de R$ 400 milhões que teve com a Olimpíada, conforme revelado pelo GLOBO em agosto. Se reconhecido mais rapidamente pela agência reguladora, esse custo pode ser transferido à tarifa já em 2017.

 

 

 

 

Após dois meses de queda, indústria avança 0,5%



A produção industrial brasileira avançou 0,5% em setembro frente a agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE. O alívio vem depois de dois meses seguidos de queda. Frente a igual mês de 2015, o setor encolheu 4,8%. No resultado acumulado nos nove primeiros meses do ano, a perda é de 7,8%. Nos doze meses encerrados em setembro, a queda chega a 8,8%.

O IBGE destacou que, apesar de a produção industrial ter voltado a crescer na passagem de um mês para outro, entre os ramos industriais ainda predominam taxas negativas. A indústria do país está operando 20,7% abaixo do nível recorde, alcançado em junho de 2013. Ou seja, a indústria opera em patamar próximo ao de dezembro de 2008.

Com a divulgação dos resultados do mês de setembro, a indústria acumula queda de 5,5% no terceiro trimestre de 2016. Esta é a décima taxa negativa consecutiva na comparação entre trimestres, mas a menos intensa desde o último trimestre de 2014, quando o recuo ficou em 3,9%. A magnitude de queda na indústria foi menor que a do segundo semestre de 2016, quando encolheu 6,6%.

— Temos de relativizar esse resultado positivo na margem (na passagem de agosto para setembro), pois foi precedido de duas quedas seguidas (em julho e agosto) e só duas das quatro categorias e nove das 24 atividades tiveram crescimento. Há uma concentração desse crescimento em poucas atividades. Melhoras nas indústrias alimentícia, extrativa e de veículos automotores explicam esse crescimento na margem. Somadas, elas representam 35% do setor. Então, temos pouco mais de um terço da indústria explicando esse crescimento na passagem de mês — explica André Macedo, gerente de Indústria do IBGE.

O técnico destacou, ainda, que na comparação anual, permanece o quadro de queda de produção disseminada entre as atividades. O recuo de 4,8% em relação a setembro do ano passado é o 31º resultado negativo consecutivo nessa comparação.

QUEDA DE 8,8% EM 12 MESES

— Se o ano acabasse hoje, a produção industrial recuaria 8,8%. Em junho, esse recuo era de 9,8%. Há uma redução de magnitude de perda para esse tipo de comparação, mas continuamos com uma perda importante e superior a registrada no ano passado, quando a indústria recuou 8,3% — diz Macedo.

lado do ano, temos 72% dos 805 produtos investigados com perdana produção.

Das quatro grandes categorias, duas tiveram desempenho negativo na passagem de mês. Bens de capital recuou 5,1% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis caiu 1%. Bens intermediários teve alta de 1,2%, enquanto bens de consumo duráveis cresceram 1,9%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, todas as categorias tiveram recuo na produção. A maior contração foi em bens de capital, que encolheu 7,2%.



Quando os grandes grupos são abertos, na passagem de agosto para setembro, somente nove dos 24 ramos pesquisados apontaram expansão na produção. Entre os setores, as principais influências positivas foram registradas em produtos alimentícios (6,4%), indústrias extrativas (2,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,8%), com o primeiro recuperando parte do recuo de 8% registrado em agosto; e o segundo eliminando a queda de 1,7% observada no mês anterior; e o último voltando a crescer após acumular perda de 12% nos meses de julho e agosto.

Entre os 14 ramos em queda, os desempenhos que tiveram maior peso no resultado geral da indústria foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,7%), de produtos de minerais não metálicos (-5%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,2%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, os resultados negativos também se disseminaram: 19 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e 58,5% dos 805 produtos pesquisados tiveram queda na produção. Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,5%) e indústrias extrativas (-9,2%) exerceram as maiores influências negativas sobre a média da indústria.




 

 

Contas públicas registram déficit de R$ 26,6 bi em setembro



Com o impacto da recessão na arrecadação do governo, as contas públicas do Brasil continuam a piorar e a colecionar recordes negativos. O setor público - União, estados, municípios e estatais – gastou R$ 26,6 bilhões em setembro mais do que arrecadou. É o pior resultado já registrado, desde quando do Banco Central passou a contabilizar os dados (na metodologia atual) em 2001. Por outro lado, a melhora do quadro político aliviou o dólar e diminuiu consideravelmente a carga de juros que é imposta ao país. No entanto, isso não foi suficiente para impedir a escalada da dívida pública. Para o BC, essa trajetória de alta do endividamento do país levará alguns anos para ser revertida.

A deterioração fiscal foi muito rápida e intensa e o Brasil deve registrar em 2016 o terceiro ano seguido de déficit primário (arrecadação de impostos menor que as despesas). Desde janeiro, por exemplo, o rombo é de R$ 85,5 bilhões. Além de ser o pior resultado para o período, o valor é dez vezes maior que o desempenho negativo de R$ 8,4 bilhões no mesmo período de 2015. Nos últimos doze meses, o déficit nas finanças públicas é de R$ 188,3 bilhões (3,08% do Produto Interno Bruto, PIB). Isso significa 0,3 ponto percentual do PIB a mais que em relação ao mês anterior.

Sem poupança nenhuma para diminuir o endividamento e com gastos em alta, a dívida bruta do Governo Geral (que inclui o governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) chegou a R$ 4,3 trilhões em setembro, ou seja, 70,7% do PIB. É 0,6 ponto percentual do PIB a mais que em relação ao mês anterior. Esse é o pior resultado desde o início da série história em dezembro de 2006.

Já a dívida líquida - quando são descontadas as reservas - alcançou R$ 2,7 trilhões (44,1% do PIB) em setembro. No mês passado, houve uma alta de 0,8 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. É o pior patamar desde dezembro de 2007.

Essa tendência de alta não deve ser revertida tão cedo. O BC lembra que para que o endividamento volte a cair, é preciso voltar a economizar para pagar juros da dívida. Tudo isso depende do crescimento, já que a arrecadação só deve melhorar com o fim da recessão.

— A reversão da tendência de crescimento depende da reversão da trajetória de déficts primários. Vamos completar o terceiro ano em déficit. Temos de retornar aos resultados primários positivos e a retomar do crescimento — argumentou o chefe-adjunto do departamento econômico do BC, Fernando Rocha, que previu: — O início dessa reversão deve demorar alguns anos.

JUROS EM QUEDA

Apesar de colecionar recordes negativos nas contas públicas, há um lado positivo nos dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central: a carga de juros sobre o Estado diminuiu. Nesses nove meses, chegou a R$295 bilhões em juros da dívidas. É não apenas o melhor resultado desde setembro de 2014, mas também uma forte melhora em relação aos R$ 408,3 bilhões de juros no mesmo período do ano anterior.

Em relação aos juros que pesam sobre as contas do país, a melhora no quadro político e a relativa calma do mercado financeiro contribuíram para isso. Como o estresse diminuiu, o BC precisou ofertar menos proteção cambial para as empresas. O volume de contratos de swap cambial (uma espécie de seguro contra variação do dólar) no mercado caiu 75%. A queda da moeda americana fez o BC parar de ter prejuízo com esse tipo de operação e passar a dar um lucro alto capaz de influenciar a conta de juros.

No ano passado, o BC chegou a ter R$ 426,8 bilhões em swaps no mercado. Agora, esse valor é de R$ 93,8 bilhões. Com um câmbio menos volátil, a tendência é que as empresas e os demais agentes econômicos dependam cada vez menos do seguro do BC.

— Uma melhora da situação política gera uma taxa de cambio mais estável e alonga o ambiente de programação das empresas. Uma maior estabilidade da taxa de cambio tente a reduzir o impacto dos swaps — frisou Rocha.

Outro refrigério nas contas públicas deve vir da redução da taxa básica de juros (Selic). Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a cúpula do BC começou a cortar os juros depois de quatro anos. A Selic passou de 14,25% ao ano para 14% ao ano. O mercado espera mais cortes.

 

Grupo Pão de Açúcar tem prejuízo de R$ 308 milhões

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) teve prejuízo líquido de R$ 308 milhões no terceiro trimestre, mais que o dobro do resultado negativo registrado para o mesmo período do ano passado, impactado pelas áreas de varejo alimentar, multivarejo e pela divisão de eletrodomésticos, enquanto o segmento de atacarejo foi o único a apresentar desempenho positivo.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve recuo anual de 9,7%, a R$ 619 milhões.

O grupo, maior varejista do país e controlado pela francesa Casino, teve prejuízo líquido na divisão alimentar, que reúne mercados e hipermercados, de R$ 14 milhões, que reverteu dado positivo apresentado no terceiro trimestre de 2015.

Na área de multivarejo, houve resultado negativo de R$ 80 milhões após lucro de 7 milhões no mesmo período do ano passado e a Via Varejo teve prejuízo de R$ 32 milhões, após resultado negativo de 12 milhões um ano antes, segundo o balanço do GPA.

A área de atacarejo, da bandeira Assaí, seguiu mostrando tendência de crescimento em meio à recessão no país que tem forçado os consumidores a optar por produtos mais baratos. A divisão teve lucro líquido de 65 milhões de reais no terceiro trimestre, uma expansão de 75,6% na comparação anual, apoiada em aumento de 46% na receita líquida, que somou R$ 3,7 bilhões.

 

13º salário deve injetar R$ 196,7 bilhões na economia

O pagamento do 13º salário deve injetar na economia do país R$ 196,7 bilhões, que representam aproximadamente 3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Os dados constituem uma projeção do volume total do 13º salário que entra na economia ao longo do ano, e não necessariamente nos dois últimos meses de 2016. Entretanto, segundo o Dieese, é certo que a maior parte do valor referente ao 13º seja paga no final do ano.

O montante será pago aos trabalhadores do mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, inclusive os empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e; para aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios.

Cerca de 84 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 2.192. Desses, aproximadamente 33,6 milhões, ou 39,9% do total, são aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS). Os empregados formais (49,5 milhões de pessoas) correspondem a 58,9% do total. Entre esses, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 2 milhões, equivalendo a 2,5% do conjunto de beneficiários do abono natalino. Além desses, aproximadamente 982 mil pessoas (ou 1,2% do total) referem-se aos aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio), além dos estados e municípios (regime próprio), que não foram quantificados.

Do montante a ser pago a título de 13º, pouco mais de 31,5% dos R$ 197 bilhões, ou seja, perto de R$ 62 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas.

Considerando apenas os beneficiários do INSS, o quantitativo chega a 33,6 milhões de pessoas e um valor de R$ 41,3 bilhões. Outros R$ 134,7 bilhões, ou 68,5% do total, irão para os empregados formalizados; incluindo os empregados domésticos. Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a R$ 8,2 bilhões (4,2%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 10,1 bilhões (5,1%) e; R$ 2,5 bilhões aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios.

O número de pessoas que receberá o 13º salário em 2016 é cerca de 0,2% superior ao calculado para 2015. Os empregados do setor formal tiveram redução de 1,3%, e aposentados e pensionistas do INSS registraram aumento de 2,6%.

Comparando com 2015, quando o valor teria sido de R$ 182 bilhões, a quantia apurada neste ano indica crescimento de 8,2%, o que significaria aumento de 0,6% acima da inflação prevista para 2016, segundo o Dieese. Se observados apenas os trabalhadores do setor formal, estima-se queda real de 3,4% no montante pago.

Por região
Refletindo a maior capacidade econômica da região, a parcela mais expressiva do 13º salário (50,9%) deve ficar nos estados do Sudeste, região que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. Outros 16,1% do montante a ser pago devem ficar com o Sul, enquanto ao Nordeste serão destinados 16,1%. Para as regiões Centro-Oeste e Norte, irão, respectivamente, 8,9% e 4,8%.

O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.230) e o menor, no Maranhão e Piauí, estados com média próxima a R$ 1.450.

O 13º salário deve injetar na economia paulista, até o final de 2016, cerca de R$ 57,8 bilhões  , aproximadamente 29,4% do total do Brasil e 57,7% do Sudeste. Esse montante representa em torno de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Por setor
Para os empregados do setor formal, até o final de 2016, a estimativa é de que R$ 132,5 bilhões serão pagos como 13º salário aos 47,4 milhões de trabalhadores formais do setor público e privado no Brasil, excluídos os empregados domésticos.

A maior parcela do montante a ser distribuído caberá àqueles que estão empregados no setor de serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 63,1% do total destinado ao mercado formal; os empregados da indústria receberão 18,1%; os comerciários terão 13,1%; aos que trabalham na construção civil será pago o correspondente a 4,8% e; aos trabalhadores da agropecuária caberão 3,3%.

Em termos médios, o valor do 13º salário pago ao setor formal corresponde a R$ 2.794. A maior média deve ser paga aos trabalhadores do setor de serviços, equivalente a R$ 3.190; a indústria aparece com o segundo valor, equivalente a R$ 2.967 e; o menor foi verificado entre os trabalhadores do setor primário da economia, R$ 1.669.

 

Juros no rotativo do cartão de crédito chegam a 480%



Os juros dos empréstimos continuaram pesando no bolso
dos brasileiros em setembro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados. A taxa do cartão de crédito no rotativo bateu 480,3% ao ano — aumento de 5,3 pontos percentuais na comparação com agosto e de 48,9 pontos percentuais no ano. O maior patamar desde março de 2011.


Quem ficou pendurado no cheque especial arcou com um custo de 324,9% ao ano, alta de 3,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 37,9 pontos percentuais entre janeiro e setembro. A taxa média do crédito pessoal também subiu para 135,1% ao ano. Já o percentual de inadimplência nos financiamentos com recursos livres ficou estável em 6,2%.

De acordo com o relatório do BC, os juros médios cobrados das pessoas físicas subiram no mês passado para 42,5% ao ano. Já os das empresas caíram para 21,4%. O ganho dos bancos (spread, diferença entre o custo de captação do dinheiro e o valor cobrado do tomador final) alcançou 23,4 pontos percentais em setembro alta de 0,2 ponto percentual na comparação com agosto e de 4,8 pontos percentuais em um ano.

Em setembro, o saldo total das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 3,109 trilhões — registrando queda de 0,2% em relação ao mês anterior e de 3,4% no ano. O montante corresponde a 50,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Em setembro de 2015, essa proporção era de 54% do PIB.

 

Reduzir prazo de vigência tornaria teto de gastos 'inócuo'

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em vídeo divulgado no site do Palácio do Planalto que encurtar o prazo para a vigência do teto de gastos tornaria a medida "inócua". O ministro defendeu os 20 anos para o teto que são estipulados pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê um limite para os gastos públicos.

A PEC 241já foi aprovada em primeiro turno na Câmara. Nesta terça (25), os deputados devem analisar o texto em segundo turno. Depois, o Senado deve aprovar o teto para que vire lei.

O texto estabelece que as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior ao longo de 20 anos. A partir do décimo ano, o presidente da República poderá propor uma nova base de cálculo ao Congresso.

Alguns críticos da proposta acham o prazo longo demais e defendem encurtá-lo. Para o ministro da Fazenda, no entanto, mexer na duração de 20 anos pode ter o efeito de o país fazer um esforço para depois "morrer na praia".

“Se fizéssemos um prazo muito curto, digamos metade desse, por exemplo, no momento em que a dívida começa a se estabilizar para cair, já estaria terminado o prazo de vigência da PEC. Portanto o efeito disso na economia seria inócuo. Nós faríamos um esforço grande para morrer na praia”, disse Meirelles.

De acordo com Meirelles, a aprovação da PEC com o texto atual, defendido pelo governo, será uma mensagem da "maior importância" para consumidores, investidores, empresários e todo o mundo de que o Brasil está "levando a questão fiscal a sério e engajado nas reformas fundamentais para voltar a crescer".

Na avaliação do ministro, os índices de confiança na economia brasileira aumentaram com a PEC. Segundo ele, isso se refletiu, por exemplo, na valorização do real. "Além do mais, outros índices do mercado refletem isso. E, mais importante do que tudo, não é cotação. É que estão entrando recursos, porque as empresas começam a desengavetar projetos de investimento que estavam lá parados", disse Meirelles.

 

Petrobras e Total fazem parceria

 

A Petrobras e petroleira francesa Total anunciaram um memorando de entendimento para a "consolidação" de uma aliança estratégica nos segmentos de Exploração e Produção (E&P) e Gás e Energia (G&E).

No acordo a ser assinado pelos presidentes das companhias, Pedro Parente e Patrick Pouyanné, no Rio de Janeiro, as empresas se comprometem a avaliar conjuntamente oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, "beneficiando-se de suas reconhecidas experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás".

Na primeira fase do acordo, as companhias pretendem focar nas áreas de E&P e G&E.

No segmento de E&P, a Petrobrasirá oferecer parcerias em projetos no Brasil, enquanto a Total irá propor oportunidades de parceria no exterior.

"Essa nova aliança permitirá que as duas companhias potencializem suas experiências e competências técnicas no desenvolvimento de águas profundas, visando otimizar a produção e desenvolver essas atividades no Brasil e em outras províncias promissoras de óleo e gás, compartilhando custos e riscos em projetos de alta complexidade e elevados investimentos", afirmou a Petrobras em nota.

Atualmente, a Petrobras e a Total são parceiras em 15 consórcios de exploração e produção, sendo nove no Brasil e seis no exterior.

A Total é uma das sócias da Petrobras na megarreserva de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos.

A estatal informou ainda que as companhias desenvolverão atividades conjuntas na área de gás natural e energia elétrica no Brasil.

Numa segunda fase, o memorando prevê, ainda, a extensão da parceria estratégica para todos os segmentos da área de refino e gás natural.

No exterior, as companhias são parceiras no campo de Chinook, no Golfo do México nos EUA, no campo de águas profundas Akpo, na Nigéria, e nos campos de gás de San Alberto e San Antonio/Itau, na Bolívia, além de serem sócias no gasoduto Bolívia-Brasil.

A Total é uma empresa integrada de energia, sendo uma das principais empresas internacionais do setor de óleo e gás natural e a segunda maior operadora de energia solar do mundo, com a SunPower, informou a Petrobras em nota.

 

IPCA-15 desacelera a 0,19%, menor taxa para outubro desde 2009


 

Prévia oficial da inflação, o IPCA-15 desacelerou para 0,19% em outubro, após registrar 0,23% em setembro. A taxa é a menor para o mês desde 2009, quando ficou em 0,18%). Em outubro de 2015, os preços haviam variado 0,66%. No ano, o índice acumula alta de 6,11% e, nos últimos 12 meses, de 8,27%.

O resultado de outubro veio abaixo do esperado por analistas. O Bradesco, por exemplo, estimava uma variação de 0,21% para o mês, reforçando a expectativa de continuidade da desaceleração da inflação.

Três dos nove grupos pesquisados pelo IBGE registraram variação negativa em outubro, com destaque para alimentação e bebidas, com deflação de 0,25%, exercendo a principal contribuição de baixa sobre a taxa geral, de menos 0,06 ponto percentual.

Além disso, das nove áreas, seis desaceleraram na passagem de setembro para outubro. Alimentação foi de -0,01% para -0,25%; artigos residenciais recuou de 0,25% para -0,31%; vestuário desacelerou de 0,49% para 0,36%; saúde e cuidados pessoais freou de 0,53% para 0,28%; despesas pessoais fora, de 0,60% para -0,12%; e educação passou de 0,25% para 0,06%.

Por outro lado, habitação avançou de 0,48% para 0,60%, transportes acelerou com força de -0,10% para 0,62%; enquanto comunicação avançou de -0,01% para 0,28%.

Os alimentos para consumo em casa recuaram 0,57%, mas registraram quedas ainda mais expressivas em algumas regiões, como Curitiba ( -1,72%), Distrito Federal (-1,57%) e Porto Alegre ( -1,53% ).

Entre os alimentos com mais impacto no orçamento familiar, o leite longa vida ficou 8,49% mais barato. A batata-inglesa (-13,03%), as hortaliças (-6,18%) e o feijão-carioca (-6,17%) também registraram reduação de preço.

Na contramão, as carnes encareceram 2,45% e foram o item que mais puxou para cima o IPCA-15 de outubro: 0,07 ponto percentual.

Entre os produtos e serviços analisados pelo IBGE, os destaques de alta ficaram com botijão de gás (3,55%), do grupo habitação (0,60%), e passagens aéreas (10,36%), de transportes (0,67%). Neste último grupo, também se destacou o aumento de 3,38% no preço do litro do etanol que acabou levando o preço da gasolina — cuja composição inclui 27% de anidro — a subir 0,80%.

Por regiões, Goiânia foi a que registrou maior IPCA-15, de 0,38%. Lá, o preço do litro da gasolina avançou 2,43% e o do etanol subiu 3,86%. Já a menor taxa da prévia da inflação ficou com Curitiba (-0,26%), devido à queda de 1,37% nos alimentos. No Rio, a taxa em outubro ficou negativa em 0,01%, acumulando alta de 6,17% no ano e de 8,74% em 12 meses.

CORTE DE JUROS E REVISÃO DO IPCA

Alberto Ramos, analista do Goldman Sachs, destaca em relatório que os alimentos mais uma vez ajudaram a descalerar a prévia da inflação e que a variação de preço dos serviços, embora resistente, começa a adotar tendência de baixa, ajudando no resultado mensal.

E este cenário de inflação mais baixa deve contribuir para um novo corte de juros pelo Banco Central, segundo Ramos: “Isso, juntamente com a recente apreciação do real, a melhor gradual das expectativas de inflação para o fim de 2017, e sinais de que a economia continua contraindo, devem dar ao Banco Central o conforto necessário para continuar a afrouxar a política monetária”.

Além disso, destaca Ramos, se a PEC do teto de gastos do governo avançar no Congresso, o BC pode até encontrar espaço para acelerar o ritimo de corte da Selic para 0,50 ponto percentual, sem ameaçar a meta de inflação para o fim do ano que vem.

O resultado do IPCA-15 fez a Gradual Investimentos rever para baixo a previsão para a inflaçaõ ofical de 2016, considerando que “o IPCA para 2016 deve desacelerar mais do que o inicialmente esperado pelo mercado”. Para 2017, foi mantida a projeção de 5% para o IPCA, mas com perspectiva de queda.

“Com o dado de outubro incorporado em nossas estimativas e assumindo que os valores mensais para o índice têm tomado uma trajetória abaixo da média mensal de 2008 até 2015, em dezembro de 2016 a inflação pelo IPCA acumulada em doze meses deve encerrar o ano em 6,89%”, afirma em nota André Perfeito, economista-chefe da Gradual, queprevê um corte de ao menos 0,50 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom.

Em setembro, a inflação oficial do país, o IPCA, desacelerou pelo segundo mês seguido, ficando em 0,08% — menor taxa para o mês desde 1998, quando registrou deflação de 0,22%. Considerando todos os meses, o IPCA de setembro é o menor desde julho de 2014, quando o índice ficou em 0,01%. Nos doze meses encerrados em setembro, a inflação ficou em 8,48%. Nos nove primeiros meses de 2016, a alta acumulada é de 5,51%.

Com isso, a última pesquisa semanal Focus, que o Banco Central faz com analistas do mercado financeiro, reduziu a previsão para o IPCA deste ano de 7,04% para 7,01%. Foi a quinta  melhora seguida na expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial deste ano.

Método estadual de cálculo de gasto com pessoal maquia realidade



A forma como vários governadores contabilizam seus gastos com pessoal acaba maquiando a real situação das contas públicas nos estados. Essa discrepância foi revelada nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional, que comparou o critério usado pelos estados para calcular despesas com folha com o critério definido nos Programas de Reestruturação Fiscal e Ajuste Fiscal (PAFs) negociados com o governo federal. O resultado disso foi que mais estados ficam desenquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) quando se usa o PAF como referência.

Pela LRF, os gastos com pessoal não podem ficar acima de 60% da Receita Corrente Líquida (RCL) nos estados. Considerando as metodologias dos governos regionais, a média observada em 2015 para esse indicador foi de 54,29%. Pelo PAF, no entanto, o percentual fica mais próximo do limite máximo da lei: 58,01%. Segundo o Tesouro, somente Paraíba e Tocantins estão acima dos 60% pelo critério dos estados. Já com a regra mais rígida, o total de estados chega a oito: Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Para tentar corrigir essas distorções, o governo chegou a incluir no projeto da renegociação das dívidas dos estados com a União uma mudança na LRF exigindo de que os governadores passassem a incluir na conta de pessoal alguns gastos que hoje acabam ficando de fora. Muitos estados omitem, por exemplo, gastos com terceirizados e com o Imposto de Renda que incide sobre os salários dos servidores. No entanto, houve resistência dos governadores e, por isso, para não inviabilizar todo o projeto, o governo deixou para mexer na LRF posteriormente.

Outro indicador que também mostra dificuldades de alguns estados é o de dívida. Pela LRF, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) não pode ser duas vezes maior que a RCL. No entanto, segundo o Tesouro, no Rio Grande do Sul essa relação é de 2,27. Outros estão muito próximos desse limite: Minas Gerais (1,99 vez), Rio de Janeiro (1,98 vez) e São Paulo (1,68 vez).

O Tesouro constatou ainda que a situação da Previdencia dos estados também é pior do que a apresentada pelos governadores em seus relatórios de gestão. Pelos dados do PAF, o custo com aposentadorias nos governos regionais foi de R$ 77 bilhões em 2015. No entanto, pelas contas estaduais, esse valor foi bem menor: de R$ 59,1 bilhões.

Nessa avaliação, o pior cenário está no Rio de Janeiro. No critério do Tesouro, o rombo previdenciário foi de R$ 10,8 bilhões, mas a conta do estado mostra um déficit de R$ 542 milhões. “O PAF utiliza informações da execução orçamentária dos estados e a secretaria do Tesouro Nacional faz os ajustes necessários para levantar o custo dos inativos e pensionistas para o tesouro estadual; enquanto as informações do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e a Declaração de Informações Previdenciárias e Repasses (DIPR) – apresentadas pelos estados — são declaratórias”, explicou o Tesouro


 

 

Maia quer votar segundo turno da PEC na terça-feira


 

O presidente da Câmara e presidente em exercício da República, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acertou, com líderes da base aliada na Casa, a votação do segundo turno da PEC do Teto dos gastos públicos para a próxima terça-feira.

Maia se reuniu com os líderes e chegou a defender uma nova tentativa de se votar o projeto de regulamentação da Lei da Repatriação. Mas depois alertou que isso apenas se houver um acordo amplo. O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), disse que Maia relatou haver pressão dos governadores para que se tente retomar a questão da repatriação.

O presidente Maia gostaria de tentar retomar a questão da repatriação — disse Pauderney.

No caso da PEC do teto, haverá um almoço na segunda-feira de toda a base a fim de garantir quórum alto na votação. Maia confirmou que colocará o tema na pauta

Segundo Pauderney, a votação deve ocorrer à noite, podendo seguir na terça. Porém, o o líder do governo, André Moura, disse que a votação pode ser na terça de manhã, caso a Lei da Repatriação entre na pauta na segunda-feira.

Os parlamentares ainda conversaram sobre a proposta de reforma política a ser votada em novembro pela Câmara.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira que definirá um calendário para a votação da PEC no Senado, até o final do ano.




 

Leilão de terminais aeroportuários terá novos valores



O programa de demissão voluntária (PDV) da Infraero, cujos custos serão pagos em parte pelos futuros concessionários dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, colaboraram para revisões nos valores dos futuros leilões. O volume de pagamento de outorgas caiu e o de investimentos subiu, conforme a última revisão do governo.

Segundo dados oficiais do Ministério dos Transportes, Aviação Civil e Portos, o novo valor total de investimentos previstos para os quatro futuros concessionários será de R$ 6,53 bilhões, ante os R$ 4,7 bilhões aprovados previamente pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Como resultado desse maior investimento, o valor mínimo das outorgas cobradas caiu de R$ 4,1 bilhões para R$ 2,91 bilhões.

Além do PDV, os novos valores decorrem da mudança de cobrança das outorgas, com pagamento de todo o ágio mais 25% da outorga mínima à vista, previsão de cinco anos de carência para o pagamento do restante, até o décimo ano de concessão, e contribuição variável de 5% da receita bruta anual.

A nova versão do edital, que foi à consulta pública em maio e cuja versão final deve ser apresentada em novembro — para que o governo cumpra a meta de fazer o leilão até março, cem dias depois —, também prevê que novos investimentos, como a segunda pista de Salvador, só serão construídos mediante gatilhos, ou seja, quando o fluxo dos aeroportos atingir determinada marca.

Setores do mercado e do governo voltaram a pressionar por uma revisão da resolução 5 do Programa de Parcerias de Investimentos, para que os grupos que têm um aeroporto em determinada região possam arrematar outro na mesma área se não surgirem concorrentes no leilão. Quando a resolução foi definida, em 13 de setembro, porém, os ministros que fazem parte do conselho do PPI se manifestaram contra a previsão, embora técnicos da área ainda procurem sua reversão.

RIOGALEÃO QUER NOVO INVESTIDOR

No documento oficial do Ministério dos Transportes, existe a previsão de que um mesmo grupo só poderá ganhar aeroportos em regiões distintas. Ou seja, quem levar Fortaleza, não poderá arrematar Salvador (ambos no Nordeste), mas poderá levar Florianópolis ou Porto Alegre (Sul).

O presidente do consórcio RIOgaleão, Luiz Rocha, confirmou ontem que o grupo de empresas responsáveis pela administração do Aeroporto Internacional Tom Jobim está em busca de um novo investidor para o negócio. Segundo ele, a Changi, de Cingapura, está negociando a entrada de um novo participante.

— Existe sempre a possibilidade de buscar novos sócios. Estamos em conversas com alguns. A Changi tem participação em outros aeroportos fora de Cingapura, tem relacionamento com investidores de primeira linha e pode trazer alguns deles para o Galeão — explicou o executivo. — Uma possibilidade é substituir a Odebrecht (no negócio). Caso a Odebrecht decida vender sua participação, a Changi está tratando com potenciais investidores.

Rocha se reuniu com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para tratar de uma reprogramação do pagamento das outorgas para a exploração dos serviços do Galeão, de R$ 19 bilhões. O consórcio enfrenta dificuldades para obter, junto ao BNDES, um financiamento que era esperado para honrar as outorgas. O banco de fomento travou o empréstimo por causa da Odebrecht, envolvida no esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato.

O representante do consórcio, no entanto, assegurou que as empresas não querem mudar o valor a ser pago. Ele foi fixado em R$ 19 bilhões até o fim da concessão, sendo que R$ 900 milhões deveriam ter sido quitados até abril.

— Basicamente, o objetivo foi reafirmar nosso compromisso com o governo e continuar com as tratativas das finalizações das outorgas deste ano e dos próximos. A maior comprovação (desse compromisso) é que os investidores de Cingapura se comprometeram no longo prazo com o Brasil, ofertando um investimento de R$ 19 bilhões só em outorgas. Eles estão aqui ratificando seu compromisso com o Brasil. O pagamento (de R$ 900 milhões de 2016) foi postergado para o fim do ano porque não saiu o financiamento do BNDES, mas também estamos em tratativas com o banco e com o governo, e acreditamos que deveremos chegar a uma solução a contento para todos. Esse é o desejo .




 

Petrobras reduz preço da gasolina pela 1ª vez desde 2009



A Petrobras anunciou a redução no preço dos combustíveis. A estatal informou que seu Grupo Executivo de Mercado e Preços, em sua primeira reunião, decidiu reduzir o preço do diesel em 2,7%, em média, no Brasil. Já a gasolina deve ficar 3,2% mais barata. Em ambos os casos a redução é na refinaria e entra em vigor a partir da zero hora deste sábado, dia 15. O mercado financeiro reagia positivamente à notícia.

É a primeira vez que isso ocorre desde 2009. Em junho daquele ano, o preço da gasolina caiu 4% e o diesel teve redução de 15%. Já em setembro de 2015, a gasolina subiu 6% e o diesel teve alta de 4%.

O impacto no preço final, para o consumidor, vai depender da decisão das redes de combustíveis e distribuidoras. Se essa alteração for repassada para o consumidor, o diesel pode cair 1,8% na bomba, o que dá R$ 0,05 por litro. No caso da gasolina, a queda para o motorista pode ser de 1,4%, também R$ 0,05 a menos por litro na bomba. A estimativa foi feita por Petrobras.

A redução do preço dos combustíveis deve ajudar a puxar a inflação para baixo e, consequentemente, contribuir para que o Banco Central inicie o processo de redução da taxa básica de juros, a Selic, que desde julho do ano passado está em 14,25% ao ano.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras informou que “a decisão do grupo gestor levou em conta o crescente volume de importações, o que reduz a participação de mercado da Petrobras, e também a sazonalidade do mercado mundial de petróleo e derivados”. A estatal destaca ainda que “futuros ajustes de preços de combustíveis serão comunicados via nota à imprensa e canais internos de comunicação aos clientes”.

A estatal explicou que, com as reuniões mensais do Grupo, os preços podem cair, subir ou se manter iguais. Na prática, os valores terão mais oscilações.

— Essa política é baseada na paridade internacional de preços, no qual adicionamos uma margem. E vamos ter um Comitê que vai avaliar uma vez por mês os preços. E esse Comitê vai avaliar e tomar as decisões para saber se é preciso reduzir ou elevar os preços. Estamos fazendo esse primeiro movimento de redução — disse Pedro Parente, presidente da estatal.

Segundo a estatal, a política de preços segue basicamente quatro premissas. Entre elas, estão o preço de paridade internacional (PPI), que já inclui custos como frete de navios, custos internos de transporte e taxas portuárias; margem para remuneração dos riscos inerentes à operação, tais como, volatilidade da taxa de câmbio e dos preços, sobre-estadias em portos e lucro, além de tributos; o nível de participação no mercado; e preços nunca abaixo da paridade.

“A política que será posta em prática prevê avaliações para revisão de preços pelo menos uma vez por mês. É importante ressaltar que, como o valor desses combustíveis acompanhará a tendência do mercado internacional, poderá haver manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias”, disse a estatal.

A companhia está em processo de venda da BR Distribuidora, maior rede de combustíveis do país com cerca de oito mil lojas. Ontem, as Lojas Americanas mostraram interesse em participar do processo. Pelo negócio, a estatal continua com a maior capital total da subsidiária, mas limitada a 49% do capital votante.

Ivan Monteiro, diretor de Relacionamento com Investidores da Petrobras, disse que a companhia enviou mais de 90 prospectos (teasers) para empresas interessadas em comprar parte da BR.

— Foram mais de 90 teasers. É um número grande. Quem assina o acordo de confidencialidade com a Petrobras, recebe mais informações. E o que percebemos é a quantidade superior de interessados e qualitativamente. Há interesse no Brasil e no exterior, com empresas dos perfis mais variados — disse ele.

 

PT tira trabalho e dignidade de 22,7 milhões de brasileiros


 

Um novo indicador divulgado pelo IBGE aponta que falta trabalho para 13,6% as pessoas em idade produtiva no Brasil, o correspondente a 22,7 milhões de pessoas. Essa é a chamada taxa composta da subutilização da força de trabalho, que agrega a taxa de desemprego, a taxa de desemprego por insuficiência de horas trabalhadas e a da força de trabalho potencial.

O dado soma o contingentes de pessoas desocupadas (11,6 milhões), O de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (4,8 milhões) e a força de trabalho potencial (6,2 milhões), o que representa 13,6% do contingente total de 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais de idade). Os dados são referentes ao segundo trimestre de 2016.

Pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas são as que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais. A força de trabalho potencial é formada pelo grupo de pessoas que não estavam trabalhando nem procurando emprego, mas que estavam disponíveis para trabalhar ou que estavam procurando mas não estavam disponíveis quando o IBGE realizou a pesquisa.

— Os novos indicadores medem a necessidade não satisfeita de trabalho da população. São pessoas que estão no mercado, ocupadas, mas, por insuficiência de trabalho, podem trabalhar mais horas e querem trabalhar mais horas. São todas essas razões. Existe um conjunto de empregos de meio expediente, como call center, onde se trabalha apenas seis horas, mas querem ir além das seis horas num mesmo emprego ou em outro emprego — explica Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Os dados são referentes ao segundo trimestre do ano, quando a taxa de desocupação estava em 11,3%. É um complemento aos indicadores da Pnad já divulgados pelo IBGE, seguindo as orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT).




 

Vendas do Grupo Pão de Açúcar crescem com atacadista Assaí


 

As receitas líquidas do Grupo Pão de Açúcar atingiram R$ 15,094 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 4,4% em relação a igual período de 2015. Esse desempenho foi possível, principalmente, pelo desempenho das vendas da rede de atacados Assaí, que alcançaram R$ 3,737 bilhões no período, uma elevação de 45,7%. O segmento de alimentos mais que compensou os negócios mais fracos no segmento de comércio eletrônico.

Para a companhia, que divulgou a prévia das vendas entre julho e setembro, esse incremento na rede de atacados deve-se à inauguração de novas lojas e aumento no fluxo de clientes.

Ainda no segmento alimentar, a receita líquida das lojas de multivarejo (Extra, Pão de Açúcar, Minuto) teve uma alta de 1,1%, somando R$ 6,354 bilhões. A justificativa para esse crescimento, segundo a empresa, foi a adoção de uma estratégia comercial que buscou reforçar as lojas dessas bandeiras como opções para quem busca preços competitivos.

Desde o segundo trimestre, o Grupo Pão de Açúcar tem intensificado nas lojas do Extra as promoções "1,2,3 Passos a Economia", que dão descontos a partir da compra de mais de uma unidade do mesmo produto; a "hiper-feira", com descontos em itens como legumes e verduras", e o "mais barato", que são itens básicos com desconto.

Por outro lado, as vendas de não alimentos segue em queda. "A bandeira continuará com foco nas iniciativas para seguir incrementando as vendas. A categoria não alimentos na bandeira Extra apresentou recuperação, porém segue com desempenho de vendas negativo, em linha com o mercado, refletindo cenário macroeconômico adverso", explicou, em nota.

Esse cenário adverso se reflete nas vendas da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), que ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,4% (R$ 4,113 bilhões). Já no caso da Cnova, que inclui o comércio eletrônico da empresa, a receita líquida despencou 38,3%, para R$ 944 milhões.

Na avaliação dos analistas do banco suíço UBS, as vendas na Cnova, empresa que passa por uma reorganização societária, seguem abaixo do esperado. “De acordo com o Pão de Açúcar, essa queda é parcialmente explicada pela estratégia adotada no trimestre em focarem um melhor balanço de crescimento e lucratividade, mas nós acreditamos que esses resultados ainda são afetados por questões operacionais que estão sendo abordadas pela nova administração”, explicaram.




 

Analistas reduzem previsão de inflação de 2016 e 2017


 

Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central reduziram a previsão para a inflação deste ano e do próximo. De acordo com o relatório Focus divulgado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar dezembro em 7,04%. Na semana passada, a previsão era de que a taxa ficasse em 7,23%. Já para o ano que vem a redução foi mais modesta, de 0,01 ponto percentual, a 5,06%.

A quarta melhora seguida na expectativa de inflação não contempla ainda o resultado do IPCA de setembro, divulgado na sexta-feira pelo IBGE, já que a pesquisa é fechada pelo BC no mesmo dia. A taxa de 0,08% foi a menor para o mês desde 1998, quando registrou deflação de 0,22%. Considerando todos os meses, o IPCA de setembro é o menor desde julho de 2014, quando o índice ficou em 0,01%. Em 12 meses até setembro, a alta acumulada caiu para 8,48%, leitura mais baixa desde maio de 2015.

Se o IPCA de fato fechar 2016 neste patamar será a segunda vez seguida que ficará acima do teto da meta estabelecida pelo governo. O objetivo do BC é que a taxa este ano fique em 4,5%, podendo variar dois pontos para cima ou para baixo. Em 2015, a inflação ficou em 10,67%.

Para o ano que vem, os analistas preveem no Focus desta semana uma taxa de inflação de 5,06%, abaixo do 5,07% indicado na semana passada. A meta de inflação em 2017 também é de 4,5%, mas a variação tolerada é menor, de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O BC prevê que o IPCA fique abaixo desse limite no ano que vem, segundo o relatório de inflação divulgado na semana retrasada — o primeiro após a troca de comando na autarquia, hoje presidida por Ilan Goldfajn. A expectativa da autoridade monetária é que o índice oficial encerre 2017 em 4,4%.

No relatório Focus divulgado, os analistas mantiveram pela oitava semana consecutiva a expectativa de que a taxa básica de juros termine este ano em 13,75%. Desde julho do ano passado, a taxa está em 14,25% ao ano. Para o ano que vem, a previsão de Selic a 11% ao ano foi mantida inalterada pela quinta semana seguida.

Já o desempenho da economia previsto para este ano sofreu leve alteração para pior. Os analistas preveem um tombo de 3,15% em vez dos 3,14% da semana anterior. Para o ano que vem, a previsão da semana passada também foi mantida: o PIB deve crescer 1,30%.

A cotação do dólar frente ao real no fim deste ano ficou inalterada em R$ 3,25. Para dezembro de 2017, o câmbio foi reduzido de R$ 3,45 para R$ 3,40.

 

A inflação no Brasil mostra a volta à normalidade



Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou em Washington, que a baixa inflação de setembro é uma prova de que a economia brasileira dá um sinal positivo. Em entrevista na capital americana, onde participa das reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, o ministro disse que tem visto uma série de interesses de investidores no Brasil e que o país deverá receber “bilhões de dólares” com o pacote de investimento.

Parece que a economia brasileira está voltando à normalidade. Aos poucos o país está encontrando seu ritmo — afirmou o ministro. — O que não era normal era ver no Brasil uma inflação em alta e o país em recessão.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou pelo segundo mês seguido, ficando em 0,08% em setembro, informou nesta sexta-feira o IBGE. A taxa é a menor para o mês desde 1998, quando registrou deflação de 0,22%. Considerando todos os meses, o IPCA de setembro é o menor desde julho de 2014, quando o índice ficou em 0,01%. Analistas esperavam 0,19% – bem abaixo do 0,44% de agosto e do 0,54% de setembro de 2015.

Já o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta-feira também em Washington que a inflação de setembro foi uma “surpresa positiva”. Entretanto, ele defendeu cautela para analisar os números.

Meirelles disse, ainda, que vê um aumento da confiança no Brasil, que a aprovação da PEC do teto dos gastos pela comissão da Câmara por um amplo placar é um sinal de que há comprometimento do Congresso com as reformas econômicas e que o mesmo deve ser obtido com a reforma da Previdência. Ele afirmou que a proposta está sendo finalizada e que pode ser enviada ao Congresso ainda em outubro e que ela deve ser aprovada ainda no primeiro semestre de 2017 ou, na pior das hipóteses, no começo do segundo semestre.



 

Relator da PEC do teto desiste de tentar prorrogar DRU


 

O relator da proposta de emenda constitucional (PEC) 241, que fixa um teto para os gastos públicos, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), informou, que decidiu retirar de seu relatório a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2036. Ele havia incluído esse mecanismo no texto para tentar dar maior flexibilidade à gestão orçamentária. A DRU permite que o governo possa manejar livremente 30% de sua receita de impostos e contribuições.

No entanto, para tentar diminuir resistências à proposta, que começou a ser votada hoje na Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para analisar a PEC, Perondi decidiu recuar. Ele informou que foi convencido de que o debate sobre a DRU deveria ocorrer de forma autônoma. A desvinculação vigora até 2023, mas a ideia do relator era que ela pudesse valer até o final da regra do teto, que está prevista para durar 20 anos, até 2036.



 

 

Brasil será emergente mais endividado a partir de 2019


 

O Relatório Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado em Washington, lançou um alerta para as dívidas do governo e das empresas no Brasil. No lado privado, o documento afirma que as empresas brasileiras não financeiras cresceram, na última década, em uma velocidade duas vezes maior que a das companhias de outros países. E o endividamento público bruto do país segue avançando e, a partir de 2019, será o maior entre 40 países emergentes selecionados, chegando a 93,6% do PIB em 2021. No ano passado, a dívida pública bruta era de 73,7% do PIB.

Os altos gastos com previdência, o aumento dos investimentos na Petrobras, o crescimento dos empréstimos dos bancos públicos (sobretudo do BNDES), combinados com a recessão, levaram a esse cenário. O documento aponta ainda que o déficit primário do governo — resultado das contas públicas sem levar em conta o pagamento dos juros das dívidas do país —, será de 2,8% do PIB neste ano. Para o FMI, o país só voltará a ter superávit primário em 2020, quando a economia chegará a 0,3% do PIB. Há três semanas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o superávit primário só voltaria em 2019.

O relatório do FMI, em um box dedicado ao Brasil, lembra que durante grande parte da década passada, a política fiscal no Brasil tem sido expansionista.

“A dívida do governo, de 73% do PIB, é 30 pontos percentuais maior do que o da média dos países emergentes”, destaca o documento.


Em 2015, a dívida pública bruta representava 73,7% do PIB, e colocava o Brasil como sexto pior em uma lista de 40 nações emergentes, atrás apenas de Croácia, Egito, Hungria, Sri Lanka e Ucrânia. Mas, de acordo com as projeções do FMI, em 2019, quando a dívida brasileira representar 87,9% do PIB, o país passará a liderar o ranking de nação emergente mais endividada em relação à sua produção, ficando neste patamar ao menos até 2021.

“Embora os níveis de dívida privada (incluindo as empresas não financeiras) no Brasil sejam comparáveis aos de outras economias emergentes, o ritmo de seu crescimento na última década ocorreu com o dobro da velocidade de seus concorrentes”, afirma o documento, que lembra que as vulnerabilidades das empresas brasileiras, com a crise econômica, pode crescer.



“Neste contexto, uma questão importante é ver se as finanças públicas são suficientemente fortes para lidar com as consequências macroeconômicas de uma possível redução de despesas em dívida privada.”

Assim, segundo o documento, o país precisa urgentemente reforçar sua situação fiscal, para melhorar seus resultados e ter margem para suportar problemas das dívidas privadas, caso elas saiam do controle.

Os dados do endividamento bruto do FMI levam em conta os títulos público que estão com o Banco Central. Já os dados do governo brasileiro descontam estes valores.




 

 

FMI diz, confiança no Brasil está voltando



Oya Celasun, chefe da Divisão de Estudos sobre a Economia Mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou em entrevista, que a confiança no Brasil está voltando, mas que há muitos riscos que ameaçam a recuperação do país. Ela disse que a velocidade das reformas propostas pelo governo de Michel Temer vai ditar o ritmo da retomada da economia.

O Fundo prevê que o país tenha uma recessão de 3,3% neste ano e cresça 0,5% em 2017. Para 2021, a instituição espera que a economia brasileira esteja crescendo a 2% ao ano, número abaixo da média mundial.

— Pode-se olhar a metade cheia ou a metade vazia do copo. Por um lado é positivo que a confiança finalmente esteja retornando e que haja sinais de que a recessão está no fim, a recuperação nos preços de ativos tem sido bastante favorável. Ao mesmo tempo, a perspectiva a médio prazo ainda é de crescimento relativamente lento, o que nos lembra da necessidade de continuar avançando a agenda de adaptação a essa nova realidade de preços mais baixos das commodities, com a adoção de políticas na direção certa e na agenda de reformas estruturais — disse ela, na sede da entidade, em Washington.

Ela afirmou que a confiança no Brasil está muito melhor agora que no começo do ano e que os “indicadores da atividade estão indo na direção certa”. Celasun disse que este é um sinal bem vindo, mas há alguns ajustes pela frente.

— O que sustenta essa melhora é que há progresso nas reformas propostas pelo governo, que mova no Congresso num período de tempo razoável. Mas, para além disso, a perspectiva é de uma melhora bastante gradual no ritmo de crescimento, para em torno de 2% ou 2,5% a médio prazo, depois da forte recessão — disse ela, defendendo também novas mudanças estruturais, melhorias na infraestrutura e uma simplificação do sistema tributário e mover barreiras ao comércio.

Entretanto, ela vê que os riscos ao país continuam, inclusive da recessão persistir.

— Há riscos tanto de melhoria como de piora no Brasil. Há muito espaço para a recuperação do crescimento, claramente se a reforma de agendas progredir de forma suave, até mais rapidamente do que supomos, isso pode produzir crescimento. Ao mesmo tempo, se essas reformas travaram ou se diluírem, então poderá haver um enfraquecimento da confiança e dos preços de ativos que poderão causar danos nos balanços tanto do setor privado como do público e atingir o crescimento. Isso prolongaria o ambiente de crescimento muito baixo, se não de recessão, no Brasil.



 

Governo manterá gasto maior com saúde e educação

 


Para facilitar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um teto para os gastos públicos, o governo vai permitir que saúde e educação tenham mais recursos, durante o início da vigência do novo regime fiscal, que começa a partir de 2017.

Atualmente, o gasto obrigatório em educação é de 18% da receita com impostos e, na saúde, de 13,2% da receita corrente líquida. A PEC propõe que, em vez de serem vinculados a essas rubricas, os investimentos nos dois setores — assim como em outros — passem a ser corrigidos pela inflação do ano anterior

Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os investimentos obrigatórios da União nessas duas áreas terão como base a receita do próximo ano — o que garantiria valores maiores — e não de 2016, conforme foi previsto no texto original.

— Em educação e saúde, serão mantidos os limites previstos na Constituição atual, apenas tomando o ano de 2017 como base porque consideramos que é um ano em que a receita está mais estável, em função de ser um ano de recuperação da economia — informou o ministro, após reunião com o relator da PEC, deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS) e ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Meirelles disse ainda que o prazo de vigência do novo regime fiscal foi mantido em 20 anos, sendo que após os dez primeiros anos, o presidente da República poderá rever os critérios. Depois disso, uma vez a cada mandato presidencial.

— O novo regime fiscal vai prevalecer por 20 anos, sendo que foi estabelecida uma adição a isso: depois dos 10 anos, o presidente da República poderá propor alteração do critério uma vez a cada mandato presidencial — explicou o ministro.

— A partir de 2018 em diante prevalece a correção baseada na inflação de 12 meses, medida até junho.

Meirelles destacou que o relatório já está fechado e disse estar confiante de que o Congresso vai aprovar a proposta. Ele aproveitou para defender novamente a PEC, alegando que o descontrole das despesas públicas é o principal motivo da recessão da economia.

— A nossa expectativa é que a PEC vai ser aprovada pelo Congresso.

Darcisio Perondi reforçou que os setores de saúde e educação deverão receber mais recursos com a nova fórmula.

— Tanto para educação quanto para a saúde, nós estamos adotando as regras vigentes da Constituição. Os recursos vão aumentar sim. Vai ser em cima de 2017, que nós esperamos que a receita corrente liquida seja melhor. O país sai do fundo do poço em 2017, as correntes correntes liquidas devem aumentar. Então, incidirá sobre uma base melhor.



 

Padilha diz que ainda poderá haver agravamento do desemprego


 

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o Brasil vive nos últimos ano pior crise econômica de sua história e que no governo do presidente Michel Temer o cenário ainda é de agravamento do desemprego. Padilha disse que é preciso aprovar a PEC que fixa o teto dos gastos públicos e a reforma da previdência sob pena de no futuro a União enfrentar problemas de inadimplência, como acontece com o Rio Grande do Sul. Padilha disse que o relatório da PEC do teto será lido no dia 3, um dia depois das eleições, e que a reforma da Previdência será enviada ao Congresso "depois do primeiro turno", mas sem fixar a data.

A projetarem-se o número que conhecemos, ainda deveremos ter algum agravamento no desemprego. O governo tem interesse em gerar emprego — disse Padilha.

O ministro negou que o governo tenha recuado na reforma trabalhista. Ele disse que as ações estão sendo feitas via Judiciário, por decisões sobre acordos trabalhistas e terceirizados.

— O governo não desistiu da reforma trabalhista. Ela está acontecendo sem o governo entrar — disse ele.

Ele disse que a PEC e a reforma da Previdência fazem parte do mesmo ajuste e que são necessárias para colocar as contas em dia. Padilha, que está em Porto Alegre, deu essas declarações no dia em que o governo divulgou os números sobre o rombo nas contas públicas em agosto e que o IBGE anunciou novos dados sobre desemprego.

— A União está se aproximando daquilo que aconteceu com 16 ou 17 estados, entre os quais o Rio Grande do Sul, onde tivemos uma exacerbação de fixação de despesas. A União trabalha com o seu déficit de R$ 170 bilhões e não haverá nenhum inadimplemento. Mas nossa medida é justamente para que isso não venha a acontecer dali adiante. Se continuarmos a ter a despesa sem a correspondente receita, e estamos vivendo a pior crise econômica de todos os tempos, nunca houve similar. Estamos vivendo a pior crise econômica de todos os tempos, nunca houve similar — reiterou Padilha.

O ministro disse que o governo quer gerar empregos:

— A reforma da Previdência será enviada depois do primeiro turno, certamente. A PEC do teto não é pré-requisito. As duas caminham de mãos dadas, mas a PEC do teto não é pré-requisito para que a outra vá ao Congresso. A reforma da Previdência é prioridade tanto quanto a PEC dos gastos. São duas partes de um mesmo corpo — disse Padilha.

O ministro explicou que a discussão da reforma da Previdência será a mesma ocorrida na PEC: reunião com as Forças Armadas, que não fazem parte do Regime Próprio de Previdência dos Servidores da União, com regras diferenciadas, e ainda com entidades. Haverá, segundo ele, uma reunião do presidente Temer com os líderes dos partidos aliados.

Padilha rebateu os argumentos de que haverá redução de gastos em saúde e educação.

— O governo está fixando muito acima dos pisos constitucionais — disse Padilha.

Sobre polêmicas, Padilha lembrou que ele é o coordenador do grupo ministerial sobre a reforma e que, portanto, ele que fala quando será enviada ao Congresso.






 

‘Inflação do aluguel’ acelera e fica em 0,20% em setembro


 

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, ficou em 0,20% em setembro. A taxa acelerou ante o 0,15% registrado em agosto. O Bradesco esperava um resultado de 0,22%. Em igual mês do ano passado, a taxa foi de 0,95%. Em doze meses, a alta é de 10,66%. No ano, a variação acumulada é de 6,46%.

O índice da Fundação Getulio Vargas (FGV) é o mais usado nos reajustes de contratos de aluguel no país. O resultado mostra um avanço nos preços no atacado se sobrepondo à desaceleração dos preços ao consumidor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral passou de leve alta de 0,04% em agosto para 0,18% em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% na taxa geral, recuou de 0,40% para 0,16%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou para cima, passando de 0,26% para 0,37%.

Dentro do IPA, o índice relativo a bens finais registrou variação negativa de 0,25% em setembro ante 0,15% no mês anterior, graças ao recuo do subgrupo alimentos in natura, que passou de -0,54% para -6,36%. Com a exclusão dos subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice variou 0,53%, acima do 0,22% de agosto.

Ainda no IPA, o grupo bens intermediários ficou em -0,33%. Em agosto a taxa ficou negativa en 0,36%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura passou de -0,76% para -0,50%. Sem incluir combustíveis e lubrificantes para a produção, a variação foi de -0,28% ante -0,50% em agosto.

ALIMENTOS E GASOLINA EM BAIXA

Seis das oito classes de despesa do IPC registraram recuo em setembro. A principal contribuição foi de alimentação, que passou de 0,66% para 0,09%, com destaque para laticínios, item que pisou com força no freio, passando de alta de 6,46% para deflação de 1,39%.

Houve recuo de preços também nos grupos transportes (0,27% para -0,12%); saúde e cuidados pessoais (0,76% para 0,40%); educação, leitura e recreação (0,83% para 0,56%); comunicação (0,39% para 0,02%); e despesas diversas (0,10% para -0,27%). Os destaques de cada uma dessas classes foram, respectivamente, gasolina (0,16% para -1,13%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,98% para -0,14%), show musical (9,29% para 3,43%), tarifa de telefone móvel (1,46% para -0,01%)e correio e telefone público (1,65% para 0,18%).

Por outra parte, houve alta em habitação (0,01% para 0,24%) e vestuário (0,07% para 0,20%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (-1,50% para -0,07%) e roupas femininas (-0,50% para 0,44%).

Dentro do INCC, o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,37%, acelerando ante o 0,26% de agosto. A taxa que representa o custo da mão de obra também ficou em 0,55%, acelerando ante o 0,26% registrado no mês anterior.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência e é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.




 

 

Juros do cheque especial chegam a 321% ao ano


 

Os juros do cheque especial bateram novo recorde. As famílias que ficam no vermelho têm de arcar com uma taxa de 321,1% ao ano: é a maior taxa desde que o Banco Central passou a registrar os dados em 1994.

De acordo com os dados do BC, o custo dessa modalidade de crédito subiu 2,7 ponto percentual no mês de agosto. A alta ocorreu apesar da queda geral das taxas de juros para as famílias. Em média, os bancos cobram 41,9% ao ano em financiamentos de todos os tipos para pessoas físicas, um patamar 0,2 ponto percentual menor que no mês anterior.

Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, para 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

A taxa média das compras pagas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados, subiu 0,8 ponto percentual e ficou em 152,2% ao ano.



A taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. Já a do consignado (com desconto em folha de pagamento) também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano.

Já a taxa média de juros cobrada das famílias caiu 0,1 ponto percentual, de julho para agosto, quando ficou em 71,9% ao ano.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 6,2%.

Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

A recessão econômica afetou o crédito para empresas no Brasil. O volume de empréstimos para pessoas jurídicas caiu 0,6% em agosto. Há uma queda generalizada em várias modalidades como capital de giro, desconto de duplicata, cheque especial e até financiamento às exportações. As informações foram divulgadas há pouco pelo Banco Central.

— O que vemos como mais determinante para a queda do volume de crédito no Brasil é o crédito para as empresas — frisou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

A taxa de inadimplência das empresas ficou inalterada em 5,2%. A taxa média de juros — cobrada das pessoas jurídicas — ficou em 30,7% ao ano, alta de 0,3 ponto percentual em relação a julho.



 

 

Cade vai investigar conduta da BM&FBovespa

O órgão de defesa da concorrência, Cade, decidiu abrir nesta semana inquérito administrativo para apurar suspeita de infração à ordem econômica pela operadora da bolsa paulista, BM&FBovespa.

A abertura da investigação é resultado de queixa apresentada em abril pela Americas Trading System Brasil (ATS Brasil), empresa criada a partir de uma associação entre a bolsa de Nova York, Nyse Euronext, e o Americas Trading Group (ATG). A empresa pediu aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para criar uma rival da BM&FBovespa no país que entraria em operação em 2014.

Segundo nota técnica do Cade, a ATS Brasil trouxe indícios de que, "valendo-se da sua posição monopolista e integralmente verticalizada nos mercados de serviços relacionados à bolsa de valores, a BM&FBovespa estaria adotando estratégias para elevar consideravelmente as barreiras à entrada para os potenciais concorrentes no mercado".

Essas estratégias teriam incluído recusa para fornecimento de serviços de clearing e central depositária, bem como da mudança na política de tarifação, "que por sua vez estaria comprimindo as margens dos entrantes que não fossem verticalmente integrados".

Procurada, a BM&FBovespa não pode comentar o assunto de imediato. As ações da companhia exibiam queda de 1,97% às 11:41, enquanto o Ibovespa .BVSP mostrava baixa de 0,82%.


 

Greve dos bancos chega ao 22º dia nesta terça-feira



A greve dos bancários chega ao seu 22º dia, e alcança a duração da paralisação mais longa da categoria, a do ano passado, que durou exatamente 21 dias. A última rodada de negociação aconteceu no dia 15 e não chegou a nenhum acordo. Desde então, os bancos não se manifestaram para uma nova negociação com os trabalhadores. Sem a manifestação dos bancos, o Comando Nacional dos Bancários enviou, na tarde de sexta-feira, um oficio à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) solicitando a retomada das conversas.

No texto do ofício, o comando namcário reforça que, como os dirigentes sindicais estarão reunidos hoje, em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), eles estão à disposição para a retomada dos temas tratados na mesa de negociação. Os bancos oferecem 7% de reajuste salarial mais um abono de R$ 3.300, enquanto os bancários reivindicam recomposição da inflação medida pelo INPC, de 9,62%, mais aumento real de 5%, o que significa 14,78% de reajuste.

No último balanço, de sexta-feira, em todo o Brasil, 13.385 agências e 40 centros administrativos estavam com as atividades paralisadas. O número representa 57% das agências do país. No Rio, 407 agências e seis prédios administrativos estão fechados. Os grevistas alegam que, apesar da crise, o setor bancário continuar lucrando e não teria motivo para oferecer um aumento menor do que a inflação.

“O setor financeiro é um dos poucos que continua lucrando, apesar da crise. Apenas as tarifas bancárias cobradas dos cidadãos e empresas são suficientes para arcar com toda a folha de pagamento dos bancos. Eles continuam pressionando pelo cumprimento de metas ao mesmo tempo em que reduzem os postos de trabalho”, afirmou em nota Adriana Nalesso, presidente do Sindicato dos Bancários Rio.


Além do reajuste, os bancários reivindicam também participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.

Apesar de os bancos oferecerem atendimento eletrônico para quase todos os tipo de transações, algumas operações acabam sendo prejudicadas no período de greve, especialmente nas instituições públicas. Quem não tem conta na Caixa, por exemplo, tem mais dificuldade para receber benefícios como FGTS e seguro-desemprego. Os serviços de financiamentos oferecidos pelas instituições bancárias também estão sendo afetados. Sem negociações marcadas, não há previsão para o fim da paralisação.

PETROLEIROS TAMBÉM NEGOCIAM

Outra categoria de trabalhadores que também está em processo de negociação salarial é a dos petroleiros. Os empregados da Petrobras estão realizando desde a última quinta-feira, assembleias para discutir a proposta de acordo anual sobre salários feita pela empresa.

A petroleira oferece 4,97% de reajuste para os trabalhadores com remuneração até R$ 9 mil, número bem abaixo da inflação, e aplicação de um vaLor fixo de R$ 447,30 na remuneração de quem ganha acima de R$ 9 mil.

Será realizada na próxima quinta-feira, ao final das assembleias, uma reunião entre empregados e Petrobras para discutir o que foi decidido pelos sindicatos nas reuniões sobre o acordo salarial. Caso não haja acordo, os trabalhadores deverão se reunir para discutir a realização de uma greve.



 

Reforma sem distinção na Previdência

A proposta de emenda constitucional (PEC) que vai alterar as regras do sistema previdenciário já foi fechada pelos técnicos do governo. De acordo com o texto encaminhado ao presidente Michel Temer, que deve bater o martelo na próxima semana, as mudanças vão atingir todos os trabalhadores brasileiros, do setor privado ao público, militares e até parlamentares, tendo regimes especiais ou não. Ao contrário do que chegou a ser divulgado anteriormente, as Forças Armadas entrarão na reforma da Previdência. E, para fechar brechas legais à chamada desaposentação (possibilidade de o aposentado continuar trabalhando e recalcular o benefício), a ideia é deixar claro na Constituição que a aposentadoria é “irreversível e irrenunciável” — conceito previsto apenas em decreto.

Sobre a desaposentação, há milhares de ações na Justiça, e o assunto já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Uma decisão favorável aos trabalhadores poderá representar um esqueleto acima de R$ 100 bilhões para a União, segundo estimativas oficiais. A medida valeria para os novos pedidos e também para orientar as decisões judiciais em andamento. Até agora, a Advocacia-Geral da União (AGU) vem recorrendo das sentenças.

Segundo um interlocutor, a decisão de enviar ao Congresso uma proposta mais abrangente foi tomada antes da viagem de Temer a Nova York e tem como objetivo ajudar a convencer a opinião pública sobre a necessidade urgente das mudanças. Essa tarefa, explicou a fonte, é mais difícil se alguns grupos ficarem de fora da reforma. A intenção de Temer é enviar a PEC ao Congresso até outubro, se possível antes das eleições — depois de apresentar o texto às centrais sindicais e líderes dos partidos.

— A decisão do presidente será política, mas com embasamento técnico — afirmou um técnico envolvido nas discussões.

A opinião é compartilhada por especialistas em Previdência, levando-se em conta o que o país gasta com aposentadorias e pensões — e, sobretudo, a enorme distância entre os setores privado e público. O déficit no INSS neste ano está estimado em R$ 149,2 bilhões, para pagar 30 milhões de segurados. Já no serviço público, o rombo projetado é de R$ 90 bilhões, mas para um universo de um milhão de beneficiários.

— Entendo como correto e salutar o processo de convergência das regras da Previdência para todos os trabalhadores — afirmou o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Nagemine.




 

Petroleiras e fundos de olho na Braskem

Do plano de venda de ativos da Petrobras para os próximos dois anos, a participação da estatal no setor petroquímico é uma das mais fáceis de sair do papel, dizem especialistas e fontes do setor. Com posição importante no segmento, a fatia da estatal na Braskem — companhia que controla parte da cadeia da produção de plástico e resinas — é alvo de interesse de petroleiras e fundos de investimentos. Relatório do banco BTG Pactual estima que os 47% da petroleira na Braskem valem US$ 2,5 bilhões. Considerando as demais participações da estatal no setor, os ativos petroquímicos são avaliados em US$ 3,2 bilhões.

A indústria petroquímica é a responsável por fabricar matérias-primas, como plásticos e resinas, usados nos mais diversos produtos. Segundo especialistas, a saída da Petrobras do setor petroquímico é vista com ressalvas. Há quem acredite que, sem a estatal, as compras das matérias-primas poderiam ser feitas diretamente do exterior, afetando a indústria nacional. Outros lembram que o país precisa de empresas fortes e que a indústria é hoje extremamente competitiva.

Na terça-feira, a Petrobras anunciou a intenção de vender US$ 19,5 bilhões em ativos entre 2017 e 2018. A companhia ressaltou que pretende sair dos setores de petroquímica, fertilizantes, biocombustíveis, distribuição de gás de botijão e ainda buscar sócios para suas refinarias. Ontem, o presidente da estatal, Pedro Parente, e diretores iniciaram uma série de apresentações do plano a empresários em eventos na Firjan e no Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).

Segundo especialistas, há diversos interessados em comprar a fatia da Petrobras na Braskem, empresa controlada pela Odebrecht, com 50,1%. A empresa, maior companhia do setor nas Américas, controla 100% dos produtos básicos (primeira geração) e 70% da segunda geração (que geram as matérias-primas para a fabricação de embalagens, brinquedos e pneus).

— O Brasil é o sexto maior mercado do mundo e é atraente. A indústria nacional viu sua produção crescer nos últimos 12 meses, tomando o lugar dos importados e elevando exportações — disse o presidente executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo.

João Zuneda, sócio-diretor da consultoria Maxiquim, lembra que o setor petroquímico vive um momento de boas margens, oriundas da queda do preço do petróleo do mercado internacional e do recuo do valor do gás, com a produção do shale gas (gás não convencional) em países como os Estados Unidos:

— O setor atravessa um bom momento. Mas a Petrobras precisa de caixa e, por isso, quer sair do negócio desde o ano passado. Há empresas interessadas, como petroleiras e fundos de investimento. É preciso ter regras estáveis. A Petrobras vem sendo alvo de ciclos curtos, com a saída do setor no governo Fernando Henrique, a volta no governo Lula, e, agora, uma nova saída. Os ciclos precisam ser de longo prazo.

Por isso, segundo fontes, a Braskem precisa passar por mudanças em sua gestão para se tornar mais valiosa para novos investidores. Uma outra fonte não descarta a saída da Odebrecht da companhia como forma de fazer caixa num momento em que é alvo da Operação Lava-Jato.

— São dois aspectos a considerar: a Odebrecht, no meio da operação que investiga corrupção, e a falta de recursos da Petrobras — destacou uma fonte

Segundo o consultor Otavio Carvalho, uma eventual saída da Petrobras do setor petroquímico não é algo preocupante para a indústria nacional:

— É algo positivo. A saída da Petrobras pode ser relativizada porque ela vai continuar sendo a fornecedora de matéria-prima para a petroquímica, seja com gás natural ou nafta. Hoje, 40% do consumo de nafta da Braskem vêm de refinarias da Petrobras, que ainda importa outros 30% de nafta para a Braskem.

Já Haroldo Lima, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, avalia que entregar o setor a grupos privados pode afetar a indústria nacional:

— Eles podem comprar produtos no exterior, afetando produtores locais. A saída da Petrobras do setor é um risco.



 

Direito ao emprego foi suprimido por Dilma

 

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, aproveitou sua participação num evento em São Paulo  para esclarecer o que chamou de “mal entendido” sobre declarações dadas por ele a respeito da mudança da jornada de trabalho. Garantindo “jamais ter defendido a supressão de direitos ou o aumento da jornada diária”, ele também bateu duramente no governo Dilma Rousseff, atribuindo à gestão anterior a retirada de direitos.

Quem suprimiu o maior de todos os direitos, o direito ao emprego, foi o governo passado, ao produzir a maior taxa de desemprego em 31 anos — disparou.

Ao final de sua fala, o ministro saiu do auditório com passos apressados tentando evitar as perguntas de jornalistas.

O mal entendido citado por ele ocorreu há algumas semanas, quando defendeu a possibilidade de o trabalhador fazer jornadas diárias de 12 horas. Em seu discurso de hoje ele reforçou diversas vezes que a ideia é que o empregado possa acordar com seu empregador qual jornada é mais vantajosa para a atividade. No caso de quem combinar o expediente de 12 horas, ficaria também acordada a folga de 36 horas após o fim da jornada.

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— Qualquer mudança estrutural tem como premissa o debate e o acordo — frisou, repetindo que “o governo não vai propor aumento da jornada de 44 horas semanais”.

Nogueira também afirmou considerar positivo que a reforma trabalhista seja levada para votação só no segundo semestre de 2017. Segundo ele, neste momento o importante é a solução da situação fiscal.




 

Petrobras amplia meta de venda de ativos a US$ 19,5 bilhões


 

A Petrobras informou que vai vender mais ativos. Sua meta é se desfazer de US$ 19,5 bilhões entre 2017 e 2018. Até então, a companhia pretendia vender US$ 15,1 bilhões entre 2015 e 2016. O dado foi anunciado hoje pela Petrobras dentro do seu Plano de Negócios para os anos de 2017 a 2021. O mercado financeiro reagiu positivamente ao anúncio e as ações da petroleira operavam em alta na Bolsa de Valores de São Paulo.

A Petrobras vai investir US$ 74,1 bilhões entre os anos de 2017 e 2021. De acordo com o seu plano de negócios para o período, a estatal prevê destinar 82% desse total para as áreas de exploração e produção e 17% para refino e gás. O restante será dividido entre as outras áreas. O valor total é uma queda de 25% em relação ao plano anterior .

“A carteira de investimentos do Plano prioriza projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, com ênfase em águas profundas. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e à projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural. Os investimentos totais foram reduzidos em 25% quando comparados à última revisão do Plano de Negócios e Gestão 2015-2019, divulgada em janeiro de 2016”, disse a companhia.

Com a redução do investimento e a venda de ativos, a companhia não pretende fazer novas captações. “Essas iniciativas, associadas a uma geração operacional de caixa estimada em US$ 158 bilhões, após dividendos, permitirão à Petrobras realizar seus investimentos e reduzir seu endividamento, sem necessidade de novas captações líquidas no horizonte do Plano”, disse a empresa.

Pedro Parente, presidente da Petrobras, disse que em dois anos a meta é buscar indicadores financeiros que vão permitir melhorar os ratings da empresa — atualmente, a estatal não conta com o grau de investimento. Ao citar as incertezas da economia mundial, Parente citou a redução dos preços do petróleo no mercado internacional.

— Essa queda traz uma mudança para o setor de óleo e gás. Há otimização do portfólio, venda de ativos. Todas as empresas importantes do mundo estão fazendo o que estamos fazendo, como redução de custos e otimização — disse ele.

Em sua apresentação, ele destacou o aumento da dívida, com a relação da dívida líquida e geração de caixa chegando a 5,3 vezes em 2015. Parte da melhora, em 2016, disse Parente, é reflexo da queda do dólar, já que esse indicador está em 4,5 vezes. A meta é chegar em 2018 em 2,5 vezes.

— Pagamos US$ 6,3 bilhões de juros em 2015. Perdemos o grau de investimento, e o mercado demanda mais juros. Não queremos que nossa dívida não seja 2,5 vezes superior ao nosso Ebitda (geração de caixa operacional) — disse ele.

A empresa projeta crescimento do mercado brasileiro de derivados em 5,2% no período entre 2027 e 2021.

CADA REAL TEM DE VOLTAR

Ivan Monteiro, diretor Financeiro da estatal, citou que cada real investido tem que voltar como retorno para a companhia.

— O foco agora é rentabilidade. Isso é possível porque vamos usar as melhores técnicas disponíveis. Ao escolher os investimentos, a rentabilidade que estimamos tem que ser entregue. E essa é uma das variáveis do plano. É ter a certeza de que cada real investido voltará em retorno para a companhia.

Outro ponto é a busca de parcerias. E ele citou novamente a área de refino:

— Isso só traz benefício para a companhia.

Um dos principais pontos do plano é ter geração de caixa. Essa geração, disse ele, é ter preços competitivos na ponta de derivados, redução de custos, maior eficiência e cabe ao programa de parcerias a maior contribuição. Entre 2017 e 2021, a empresa pretende usar US$ 158 bilhões do próprio caixa como fonte de financiamento.

— Queremos encurtar o colesterol ruim. Esse colesterol ruim se chama alavanc