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Confiança dos empresários em abril cai ao menor nível

O empresariado está mais pessimista. Segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de abril, a confiança está no menor nível em cinco anos, caiu 3,3 pontos comparado a março, para 49,2 pontos, abaixo ainda da média histórica. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e foram divulgados. De acordo com a pesquisa, todos os segmentos industriais registraram recuou no indicador.

O Icei varia de zero a cem pontos. O índice acima de 50 pontos sinaliza que o empresariado está confiante. Se pontuar abaixo de 50, como o ocorrido nesta divulgação, o setor é classificado como pessimista. O levantamento mostra a expectativa dos empresários sobre o momento atual e para os próximos seis meses tanto para a economia quanto para as atividades das empresas.

A pesquisa avalia ainda a confiança em relação as condições atuais e, de acordo com a CNI, houve um aprofundamento do pessimismo, recuou de 44,7 pontos em março para 41,2 em abril. Apesar desse movimento, as expectativas para os próximos seis meses seguem otimistas, em 53,3 pontos.

Este foi o 14º mês consecutivo de confiança abaixo da média histórica, de 58,1 pontos e, segundo a pesquisa, a queda de confiança atingiu todos os ramos da indústria. De 35 ramos, 25 estão classificados como pessimistas, com o Icei abaixo de 50 pontos, e dez, com índices acima desse valor, considerados confiantes.

O pior nível de confiança entre os 35 segmentos é o do segmento de veículos automotores, que está em 42,7 pontos. No mês passado, o ramo registrava 49,3. Atrás dele, figuram os segmentos de madeira e de borracha, ambos com 44,3 pontos. A CNI chamou a atenção para o segmento de construção civil que, na visão da entidade, passou a demonstrar baixa confiança, com 50,9 pontos, muito próximo do nível que o pode colocar como pessimista.

A entidade, na pesquisa, ainda classificou o quadro da indústria de transformação como de "clara falta de confiança", isso em função da queda de 51,8 pontos no mês passado para 48,2 neste. Dos 27 ramos da indústria de transformação, 23 estão abaixo dos 50 pontos e seis deles abaixo dos 45.

Na avaliação da CNI, a falta de confiança desestimula o investimento e sinaliza que a indústria permanecerá com dificuldades para reencontrar o caminho de uma recuperação sustentada. Para Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Políticas Econômicas da CNI, o indicador vem em trajetória de queda refletindo dificuldades da economia e em especial do setor industrial.

"O crescimento é baixo, temos questões que preocupam, como a aceleração da inflação, que tem levado o BC a subir juros, o que obviamente contamina a confiança do empresário e as expectativas", avaliou. Castelo Branco ainda listou o problema hídrico e energético como uma pressão a mais a gerar dúvidas no setor. "Há a questão da energia e a eventual possibilidade de escassez de energia. Se não ocorrer um racionamento, há o ajuste no preço das tarifas e isso tem sido financiado por fundos fiscais. Tem uma construção difícil", avaliou.

As pequenas e médias empresas mostraram a maior falta de confiança. As de menor porte registraram recuou de 51,9 pontos em abril para 48,7 em março, as médias, 51,7 pontos para 48,6 pontos. As grandes empresas, mesmo em melhores níveis que as demais, também se situam abaixo dos 50 pontos e entre abril e maio apresentaram queda no indicador de confiança, de 53,3 pontos para 49,8.

Quando se observa as grandes regiões do País, três estão otimistas e duas pessimistas. Norte (com 54 pontos), Nordeste (52,5) e Centro-Oeste (53) estão do lado confiante da pesquisa e Sul (47,8) e Sudeste (45,3), do pessimista.

A pesquisa do Icei foi realizada entre 1º e 10 de abril com 2.346 empresas de todo o País, das quais 889 são de pequeno porte, 901 médias e 556 grandes.

Indústria  automobilística volta a acumular estoques

Os estoques excessivos da indústria vão além das montadoras, cujos pátios cheios de carros desencadearam uma onda de férias coletivas, suspensão de contratos de trabalho e programas de demissão voluntária. Também apontam quadro de estoques acima do normal os setores têxtil, mecânico (máquinas e equipamentos) e vestuário e calçados.

Com esse cenário, a indústria revê para baixo as expectativas de crescimento da produção em relação a 2013. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), que em dezembro projetava alta de 2%, reviu os números para 1,7% na sexta-feira.

O Banco Central, no relatório sobre a inflação, aponta alta de apenas 0,5% para a indústria de transformação, em comparação ao crescimento de 1,9% do ano passado. A Fiesp tem avaliação próxima, com expectativa de 0,8% de crescimento. No fim do ano, a aposta era de 2%.

O início do ano foi positivo para a indústria. Em janeiro, a produção industrial, medida pelo IBGE, cresceu 3,8%. Em fevereiro, a alta foi de 0,4%. O resultado do bimestre reverteu totalmente as perdas nos últimos dois meses de 2013. Mas a indústria voltou a apresentar um desempenho errático.
Falta de confiança do empresariado e do consumidor, alta dos juros, frustração com a esperada retomada das exportações e crise na Argentina estão entre as razões para a expectativa de crescimento abaixo do que se imaginava.

O indicador de estoques da indústria, elaborado mensalmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que, em março, de um total de 14 setores, nove registraram aumento de empresas com produtos parados em excesso. Em dezembro havia cinco setores nessas condições e, há um ano, sete.

No mês passado, 8,4% das cerca de 1,2 mil indústrias consultadas tinham estoques excessivos, excluída a fatia de 1% das empresas que declararam ter produtos insuficientes em seus depósitos. É o mais alto porcentual desde outubro de 2011, quando atingiu 8,5%, segundo o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo. A média dos últimos cinco anos foi de 3,5%.

O setor é super estocado quando a parcela de empresas com estoques excessivos supera 10%. No caso das montadoras e autopeças, 26,7% das empresas relataram estoques acima do normal. Na indústria têxtil, 15,6% das empresas informaram ter estoques excessivos, na mecânica, 14,4% e na de vestuário e calçados, 13,3%. "A recuperação que estava sendo ensaiada pela indústria no início do ano perdeu fôlego e os altos estoques vão além dos carros", diz Campelo. "Isso sinaliza uma situação preocupante." Uma das razões para a mudança, que ele chama de "fator choque" é a queda de vendas para a Argentina.

 

O ‘rei da soja’, entra na lista de bilionários da ‘Forbes’

Mais quatro brasileiros estão na lista de bilionários da revista Forbes. E são todos das mesma família: os donos do Grupo Andre Maggi, do segmento do agronegócio, energia e exportador de soja. Blairo Maggi, conhecido como o "rei da soja" e atual senador pelo Mato Grosso; Lucia Borges Maggi, mãe de Blairo e presidente do grupo até 2010; Itamar Locks, cunhado de Blairo e atual CEO da divisão de agricultura do grupo; e Marli Maggi Pissollo, irmã do "rei da soja".

Cada um deles tem cerca de 16,6% de participação no Grupo Andre Maggi, que leva o nome do marido de Lúcia. A estimativa recente da revista Forbes é de que empresa tem valor de mercado de R$ 13,8 bilhões, ou US$ 6,2 bilhões. Segundo a Forbes, graças ao câmbio, a família Maggi agora também é bilionária em dólares.

A revista afirma que os Maggi não são mais os "reis da soja", posto que ocuparam nos anos 1990 e início dos 2000. Mas a família ajudou o Brasil a assumir a posição de segundo maior produtor de soja do mundo (atrás dos EUA) e fez fortuna com soja plantada em áreas no sul da floresta Amazônica e, com isso, comprou briga com ambientalistas. Outro grupo, o Bom Futuro, tem hoje mais área plantada de soja, mas os Maggi possuem a produção mais rentável de soja brasileira.

Os bilionários Maggi: quem é quem, segundo a Forbes

A matriarca

Lucia Borges Maggi, 82, foi presidente do Grupo Andre Maggi após a morte do marido, em 2001, até 2010. Sua fortuna é estimada em R$ 2,3 bilhões (US$ 1,07 bilhão).

O senador

Blairo Maggi, 58, conhecido como "rei da soja". Criticado por ambientalistas, que o responsabilizam por desmatamento da Amazônia. Foi governador do Mato Grosso por dois mandatos e hoje é senador. Tem a mesma fortuna da mãe.

O CEO

O cunhado de Blairo, Itamar Locks, tem 16,67% do Grupo Andre Maggi. Hoje é CEO da divisão de agricultura do grupo. É incentivado por Blairo a adotar uma postura ambiental mais "verde". Em sua gestão, a empresa se tornou a primeira no mundo a produzir soja de acordo com critérios de ONG's ambientais, da certificação da Round Table On Responsible Soy (RTRS). Locks tem fortuna avaliada em US$ 1,07 bilhão.

A irmã

Marli Maggi Pissollo controla 16,12% do Grupo Andre Maggi e tem R$ 2,28 bilhões, ou US$ 1,03 bilhão.

 

Helicóptero é usado para pegar  fraudador em MG

 

Com um helicóptero que fará imagens usando uma câmera infravermelha, a Receita Federal começou a sobrevoar o interior de Minas Gerais. O objetivo é identificar imóveis de luxo construídos principalmente próximos a balneários ou em condomínios afastados e que não recolheram a contribuição previdenciária sobre as obras.

A operação também permitirá saber se houve sonegação no imposto de renda. Para isso, a Superintendência da Receita em Minas analisará se o patrimônio do proprietário cresceu acima do que ele declarou no IR. Mais de 2 mil imóveis tiveram as informações cruzadas e podem ter deixado de render milhões de reais em impostos e contribuições.

A operação, denominada Grifo 2, começou pelo centro-oeste do Estado, envolvendo a área abrangida pela Delegacia da Receita Federal de Divinolândia, mas também englobará até o dia 16 deste mês outras regiões, como o sul do Estado e o Triângulo Mineiro. A intenção é regularizar as obras e, para isso, está sendo usado um helicóptero modelo EC-135. Ele sobrevoa os condomínios a uma altura que varia de 200 metros a 400 metros.

Ontem, a programação previa o sobrevoo de 90 construções localizadas nas cidades de Divinópolis, Capitólio e Formiga, entre outras. De acordo com Marcos Paulo Pereira Milagres, delegado da Receita em Divinópolis, em alguns desses locais a fiscalização por terra é complicada e a aeronave vai ajudar muito no trabalho.

Segundo ele, durante os voos, se outras obras suspeitas forem localizadas, elas também serão fiscalizadas. Problemas como a falta de documentos ou informações erradas para reduzir o pagamento de impostos podem gerar multas aos proprietários e processo por sonegação. Somente em Divinópolis a expectativa é que a ação ajude a aumentar em 25% a arrecadação em relação ao ano passado.

Malha fina. Todas as imagens feitas pelo helicóptero serão comparadas com fotos de satélite, sendo os dados dos imóveis cruzados com as informações fornecidas à Receita, além de prefeituras e cartórios imobiliários. No caso de irregularidade, as delegacias notificarão os contribuintes para que regularizem a situação.

Em abril de 2013, durante a Operação Grifo 1, houve um aumento de R$ 158 milhões na arrecadação da contribuição previdenciária no setor da construção civil na região abrangida, 18% a mais na comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

Preços estoura teto da meta e IPCA chega a 6,15%

O aumento da inflação em 12 meses até março já estourou o teto da meta do governo em seis das nove atividades que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE), em março, a taxa de variação ficou acima de 6,5% nos grupos Alimentação e Bebidas (7,14%), Habitação (7,35%), Artigos de residência (7,29%), Saúde e cuidados pessoais (6,90%), Despesas pessoais (8,98%) e Educação (8,72%).

No mesmo período,o IPCA acumulou uma alta de 6,15% em 12 meses, informou o IBGE. A última vez que o IPCA esteve acima de 6% foi em agosto do ano passado, quando atingiu 6,09%. Acima da meta do governo de 6,5%, o IPCA esteve em junho, quando fechou em 6,7%.

O grupo Alimentos também exerce pressão na inflação. O salto nos preços dos alimentos foi responsável por mais da metade da taxa do IPCA em março. A estiagem prejudicou as lavouras, impulsionando o preço de produtos importantes na cesta básica do consumidor.Itens como batata  e to,ate subiram mais de 30% no mês.

"As inflações setoriais mostram que a maioria delas está acima de 6%, e o que está contendo a inflação (pelo IPCA em 12 meses) é justamente transportes", apontou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

O grupo Transportes - que tem o segundo maior peso sobre o orçamento das famílias, atrás apenas de alimentação e bebidas - registra uma taxa acumulada em 12 meses de 3,10%. "Esse aumento de 3,10% se deve principalmente ao reajuste da gasolina, que puxou parte dessa alta. Mas é o (grupo) transporte que se destaca com resultado relativamente baixo perto dos outros", disse Eulina.

Os demais grupos que contribuem para frear a taxa do IPCA em 12 meses são Vestuário (com alta de 4,94% nos 12 meses encerrados em março) e Comunicação (0,25%).

 

FMI reduz perspectiva de crescimento do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, sua projeção de crescimento econômico para o Brasil em 2014 a 1,8%, ante 2,3% o previsto no início  do ano.

No relatório "Perspectiva Econômica Global", o FMI ainda revisou para baixo sua perspectiva sobre a atividade econômica brasileira para 2015, a 2,7%, ante 2,9% em janeiro de acordo com números atualizados.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro surpreendeu ao crescer 0,7% no quarto trimestre de 2013 na comparação com os três meses anteriores, e encerrou o ano de 2013 com expansão de 2,3%..

No entanto, a avaliação dos agentes econômicos e dentro do próprio governo, que vê "recuperação gradual", é de que este ano a atividade perca força. Pesquisa Focus do Banco Central aponta que a expectativa de especialistas é de expansão de 1,63% neste ano e de 2% em 2015.

Segundo o FMI, a economia brasileira está sendo afetada pelas restrições de oferta no mercado interno, especialmente em infraestrutura, e pelo contínuo fraco crescimento do investimento privado. Também pesa a "perda de competitividade e a baixa confiança empresarial".

Inflação. O FMI também chamou a atenção para a inflação no país, que tem se mantido elevada e próxima do teto da meta oficial, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O organismo internacional calculou que a inflação ao consumidor do país fechará este ano em 5,9% e em 5,5% em 2015. Na quarta-feira, será divulgado o IPCA de março e as expectativas são de aceleração, chegando em 12 meses a 6,08%.

O FMI também projetou que o déficit em conta corrente do Brasil ficará em 3,6 por cento do PIB em 2014 e em 3,7 por cento em 2015.

Países ricos. O FMI projetou que a recuperação global vai se fortalecer este ano conforme a produção em economias avançadas se recupera, mas alertou para riscos crescentes em economias emergentes. O Fundo disse que políticas melhores são necessárias para elevar a capacidade produtiva mundial e evitar um período prolongado de crescimento lento.

A produção global deve se expandir 3,6% em 2014, levemente abaixo do que o previsto em janeiro, e crescer 3,9% no ano que vem.

Custo de vida em SP subiu 0,81%

A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice do Custo de Vida (ICV) apurado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), variou 0,81% em março, uma aceleração ante fevereiro (0,61%). Em 12 meses até março, o indicador acumula alta de 6,78%. No acumulado do primeiro trimestre, a inflação para o paulistano é de 3,40%.As maiores pressões em março vieram de Alimentação (1,83%), Transporte (0,93%), Despesas Pessoais (0,51%) e Habitação (0,29%). Juntos, os quatro grupos contribuíram com 0,78 ponto porcentual na taxa de março.

Também registraram variação positiva Vestuário (0,34%), Saúde (1,07%), Despesas Diversas (1,07) e Recreação (0,49%). Foram apurados decréscimos em Equipamentos Domésticos (-0,12%) e Educação e Leitura (-0,84%).

De acordo com o Dieese, as famílias paulistanas que sofreram em março maior impacto do aumento do custo de vida foram aquelas com menor renda e rendimento intermediário. Para os dois estratos da sociedade, de acordo com o Dieese, as variações do custo de vida foram de 1,00% e 0,94%, respectivamente, portanto acima da média do indicador. Já para as famílias de maior renda o custo de vida subiu 0,68% em março.

Pressão de alta. A alta em Alimentação foi puxada por alimentos in natura e semielaborados (3,14%), alimentação fora do domicílio (0,80%) e indústria da alimentação (0,74%). Já no grupo Transporte, houve pressão dos reajustes dos combustíveis pelo quarto mês seguido no item transporte individual, que subiu 1,35%.

Já em Despesas Pessoais o subgrupo higiene e beleza apresentou variação mensal de 1,07%. Em Habitação, a pressão veio de operação do domicílio (0,48%) e conservação do domicílio (0,23%).

 

Produção de veículos cai 3,6% em março

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 271.217 unidades em março, queda de 3,6% na comparação com fevereiro e recuo de 17,6% ante março de 2013, divulgou , 4, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com o resultado, a produção ainda acumula queda de 8,4% nos três primeiros meses do ano, sobre igual período de 2013, para 789.855 unidades.

Queda nas vendas de carros no primeiro trimestre já provoca corte de produção para os próximos meses. A maioria das montadoras tem adotado medidas de corte de produção, como férias coletivas e suspensão temporária de contrato de trabalho de parte dos funcionários. A Mercedes calcula que haja um excedente de 2 mil funcionários na fábrica em São Bernardo. A montadora vai cortar produção e pessoal.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em março chegou a 254.019 unidades, queda de 3,3% na comparação com fevereiro e recuo de 17,7% ante março do ano passado. No mês passado, foram produzidos 204.411 automóveis e 49.608 comerciais leves.

A produção de caminhões atingiu 13.688 unidades em março, queda de 9,0% na comparação com fevereiro e recuo de 18,0% ante março de 2013. No caso dos ônibus, foram produzidas 3.510 unidades em março, baixa de 5,3% na comparação com fevereiro e queda de 7,6% ante março do ano passado.

As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus atingiram 240.808 unidades em março, recuo de 7,1% na comparação com fevereiro e queda de 15,2% ante março de 2013.

No acumulado de janeiro a março deste ano, os emplacamentos chegaram a 812.754 de unidades, baixa de 2,1% sobre igual período do ano passado.

Flex. A fatia de automóveis e veículos comerciais leves biocombustíveis (flex) se manteve em 87,8% em março, participação igual à registrada em fevereiro. Ao todo, os veículos flex somaram 201.145 unidades em março deste ano. Em março do ano passado, a participação das vendas dos veículos flex era de 88,9%.

Exportação. As exportações em valores do setor automotivo brasileiro somaram US$ 988 milhões em março, baixa de 2,9% na comparação com fevereiro e recuo de 26,3% ante março de 2013.

As exportações acumuladas de janeiro a março movimentaram US$ 2,903 bilhões, queda de 15,3% ante igual período de 2013. Os valores consideram as exportações de autoveículos e máquinas agrícolas.

O mês de março encerrou com 23.408 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, queda de 18,8% na comparação com fevereiro e recuo de 46,2% ante março de 2013.

No acumulado de janeiro a março deste ano foram exportadas 75.049 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, queda de 32,7% sobre igual período de 2013.

Máquinas agrícols. As vendas internas de máquinas agrícolas no atacado atingiram 5.533 unidades em março, baixa de 1,2% na comparação com fevereiro e recuo de 24,4% ante março de 2013. As vendas acumulam queda de 21,3% de janeiro a março deste ano sobre igual período de 2013, para 14.906 unidades.

Já a produção de máquinas agrícolas chegou a 6.632 unidades em março, baixa de 13,8% na comparação com fevereiro e recuo de 22,5% ante março de 2013. A produção de máquinas agrícolas acumula queda de 13,0% de janeiro a março deste ano sobre igual período de 2013, para 19.521 unidades.

As exportações de máquinas agrícolas em valores totalizaram US$ 254,316 milhões em março, baixa de 2,2% na comparação com fevereiro e recuo de 12,1% ante março de 2013. As exportações de máquinas agrícolas em valores caíram 4,5% no acumulado de janeiro a março deste ano sobre igual período do ano passado, para US$ 727,669 milhões.

O total de máquinas agrícolas exportadas chegou a 1.062 unidades em março, alta de 1,9% na comparação com fevereiro e recuo de 7,5% ante março de 2013. As exportações de máquinas agrícolas caíram 9,8% no acumulado de janeiro a março deste ano sobre igual período do ano passado, para 2.661 unidades.

Emprego. O setor automotivo encerrou o mês de março com 155.536 empregados, queda de 0,4% na comparação com fevereiro e avanço de 0,3% ante março de 2013. O segmento de autoveículos registrou baixa de 0,4% em março na comparação com fevereiro no total de empregados, totalizando 134.314 pessoas. Na comparação com março de 2013, a queda foi de 0,2%.

O segmento de máquinas agrícolas teve queda de 0,2% no número de empregados na comparação com fevereiro, mas avanço de 3,5% na comparação com março de 2013, para 21.222 funcionários.

 

Inflação dos alimentos salta 2,3% com crise na Ucrânia

Adversidades climáticas no Brasil e nos Estados Unidos e a tensão política na região do Mar Negro, importante área produtora de grãos, fizeram com que o indicador global de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) saltasse 4,8 pontos (2,3%) em março, para uma média de 212,8 pontos, o maior nível desde maio do ano passado. Em fevereiro, o índice, calculado a partir dos preços de uma cesta de commodities, já havia registrado alta de 2,6% também por conta das instabilidades na Ucrânia.

De todos os segmentos que compõem o indicador, apenas o de laticínios não registrou alta em março, com queda de 2,5% - a primeira em quatro meses. De acordo com a FAO, o recuo foi influenciado por um enfraquecimento da demanda chinesa e por produções robustas na Nova Zelândia e no Hemisfério Norte.

Já o açúcar registrou a maior alta, de 7,9%, em meio à estiagem no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do mundo. Na sequência aparecem os cereais (5,2%), cujos preços subiram por conta do clima seco no Brasil e nos Estados Unidos e também em razão das tensões na região do Mar Negro.

"O indicador analisa as tendências em março. Desde então, os temores de que a Ucrânia reduza as exportações diminuíram. Também já não há tantas preocupações quanto a possíveis choques de oferta em 2014", afirma o economista da FAO Abdolreza Abbassian.

A entidade também fez novas estimativas para a produção global de commodities. De acordo com a entidade, deverão ser produzidos 2,521 bilhões de toneladas de grãos no ano-safra 2013/14, 6 milhões de toneladas a mais que o anteriormente previsto. Mesmo assim, é "muito cedo para se fazer uma projeção detalhada, porque ainda há muito a ser plantado, e o clima será uma peça-chave neste ano", afirma Abbassian.

A produção mundial de trigo deve ser de 702 milhões de toneladas, 2 milhões de toneladas a menos que o previsto em março e 2% inferior à safra recorde do ano passado. Em relação ao arroz, a produção deve ter um incremento modesto de 0,8% em 2013/14, para 500,7 milhões de toneladas, pois os preços não estão muito atrativos, diz a FAO. Esse crescimento, entretanto, não deve acompanhar a demanda, e os estoques ao final da temporada devem diminuir, prevê a entidade.

 

 

Galeão tem que ser tão bom quanto aeroporto de Cingapura

A presidente Dilma Rousseff participou, da assinatura do contrato de concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio. O consórcio formado pelas empresas Odebrecht Transport e Changi Airports venceu o leilão disputado em novembro do ano passado, com uma oferta de R$ 19 bilhões pelo terminal.

A presidente também cobrou a futura concessionária do terminal para que o Galeão "seja tão bom quanto o aeroporto de Cingapura", operado pela Changi e eleito na última semana o melhor do mundo.

De acordo com a presidente, a concessão é um reflexo da necessidade de melhoria nos serviços do aeroporto, em função da maior inclusão de passageiros.

"Hoje, a aviação é um transporte de massa e não de uma camada de privilegiados", destacou.

Cronograma. Nos primeiros três meses, incluindo o período da Copa do Mundo, o aeroporto continuará a ser operado pela Infraero, em fase de transição. O consorcio apresentará seus planos de investimentos em ações imediatas, sujeitos a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As primeiras alterações previstas são referentes à sinalização do terminal e manutenção dos equipamentos de escadas rolantes e elevadores. As empresas administrarão o aeroporto por 25 anos.

Em agosto, a operação passará a ser feita pela concessionária, ainda sob a supervisão da Infraero. Somente em dezembro o terminal será totalmente operado pela administração privada. Até 2016, estão previstos investimentos de reforma e ampliação de pistas, estacionamentos, pontes de embarque e terminal de passageiros.

Na próxima segunda-feira, dia 7, será assinado o contrato da concessão do aeroporto de Confins, na região metropolitana de Minas Gerais. O consórcio vencedor pagou cerca de R$ 1,2 bilhão pelo terminal. O grupo é formado pela empresa CCR em associação com as operadoras do terminal de Munique, na Alemanha, e Zurique, na Suíça.

 

Governo sobe tributação de cerveja e refrigerantes

A tributação das chamadas "bebidas frias" – categoria que engloba cervejas, águas, isotônicos, energéticos e refrigerantes, entre outros produtos – foi elevada. Em portaria publicada no "Diário Oficial da União", a Secretaria da Receita Federal atualizou o redutor que define a tributação do IPI, PIS e COFINS sobre estes produtos.

O governo, entretanto, não informou qual será o percentual de elevação média para todos os produtos nem sobre cada um individualmente. A Secretaria da Receita informou apenas que espera arrecadar R$ 200 milhões a mais este ano com a medida.

O aumento da tributação já era esperado: o governo já havia anunciado, na semana passada, que poderia haver reajuste desses itens. O Ministério da Fazenda declarou, porém, que essa medida já estava no último relatório do orçamento federal e que não tem relação com a conta de luz.

Mesmo não admitindo a ligação da atualização do redutor sobre as bebidas frias com a energia elétrica, o governo busca reunir recursos para evitar a alta na conta de luz em 2014. Isso porque está havendo um maior uso da energia das termelétricas – cuja produção é mais cara – o que poderia resultar em aumento das tarifas.

Para bancar esse custo, haverá um novo aporte do Tesouro, no valor de R$ 4 bilhões, na Conta de Desenvolvimento Energético, que vai bancar parte da conta extra, e será permitido que as distribuidoras emprestem R$ 8 bilhões no mercado. São esses R$ 4 bilhões do governo que os aumentos de tributos pretendem compensar.

Repasses
O governo lembra que o mercado de bebidas é livre. Desse modo, eventuais repasses da alta da tributação para o consumidor dependerão de uma decisão das empresas. Em anos anteriores, quando houve reajuste da tributação de bebidas frias, os produtores decidiram repassar a alta para os preços dos produtos finais.

Se houver esse repasse, a nova tributação das bebidas pode acabar tendo influência na inflação. Na última semana, o mercado financeiro projetou um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,30% para 2014 – valor bem próximo ao teto de 6,5% do sistema de metas de inflação. Há quatro anos seguidos, a inflação no país oscila ao redor de 6%.

 

 

 

Copa trará avanço ‘zero’ ao PIB do Brasil

 

A Copa do Mundo, maior evento esportivo do planeta, planejada durante sete anos para deixar “grande legado” ao Brasil, trará efeitos “fugazes” à economia – mostra relastório da agência de classificação de risco Moody’s

Nas contas da instituição, o torneio trará ganho de riqueza da ordem de R$ 25,2 bilhões ao País. Num primeiro olhar, pode parecer bastante. Mas, pela ótica da produção de bens e serviços (PIB, o Produto Interno Bruto), o impacto é ínfimo.

O PIB consolidado do Brasil no último ano nas Contas Nacionaisem valores correntes, foi de R$ 4,838 trilhões. O avanço de riqueza calculado pela Moody’s representa apenas 0,0005% desse montante.

Ainda de acordo com o estudo, os setores de Alimentos e Bebidas, Hospedagem, Locação de carros, Telecomunicações e Publicidade serão os mais beneficiados pela visita de 3,6 milhões de turistas entre junho e julho para o evento. No entanto, os problemas de mobilidade urbana e os dias perdidos de trabalho por causa dos jogos tendem a minimizar o empurrão dado aos segmentos de Serviços.

Entre as empresas beneficiadas pelo evento, estão, naturalmente, os patrocinadores oficiais da Fifa, de acordo com o texto assinado por Barbara Mattos, Gersan Zurita e Marianna Waltz. As empreiteiras envolvidas na construção dos estádios também têm a ganhar, bem como as redes de tevê transmissoras das partidas.

 

PIB deve crescer em média 4% ao ano de 2014 a 2022

A economia brasileira deve crescer, em média, 4% ao ano entre 2014 e 2022, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No que ele chamou de "novo ciclo da economia", os investimentos devem crescer 7% ao ano, e o PIB per capita, 33,2% no mesmo período.

Segundo Mantega, que apresentou aula magna na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), a economia mundial está saindo da crise e os próximos anos serão de recuperação. Mantega atingiu a marca de ministro mais longevo do país desde a retomada da democracia, ao superar oito anos no cargo.

“No novo ciclo, temos desafios para enfrentar. Brasil tem déficit de infraestrutura. A economia cresceu, mas temos deficiência que vem lá de trás. Estamos correndo contra o tempo, procurando fazer investimentos. Precisamos de investimento também em capital humano. Temos que aumentar a produtividade. Temos que reduzir custos e ter mais inovação tecnológica.”

A mudança no mercado externo também terá influência sobre esse novo ciclo. “O mercado externo é importante. Deve haver recomposição do comércio exterior, e finalmente a expansão do mercado de capitais. Tem que ser principal financiador da expansão das empresas. Daqui para a frente, a possibilidade é que venha crescer, mais IPOs (entrada de empresas na bolsa) e mais captação de recursos”, disse Mantega.

“A crise começou nos países avançados. Tiveram crescimento negativo forte. Emergentes só reduziram o ritmo de crescimento, mas tiveram recuperação rápida. Depois, tivemos outra recaída com a crise nos bancos europeus. Agora, em 2014, a economia mundial deverá crescer mais que em 2013, por isso digo que estamos saindo da crise. Nos próximos anos, haverá recuperação, mas não será tão rápida. Existe luz no fim do túnel, e estamos caminhando nessa direção”, afirmou.

O ministro lembrou que o movimento da economia é cíclico. “Sempre há ciclo de expansão que vai desembocar em crise, e depois haverá período de recessão. Economistas não conseguem cancelar essa lei capitalista inexorável. Quando a economia está em sua expansão, e quando o ciclo é de euforia, como em 2007, economistas esquecem da crise. No início de 2008, o FMI disse que a economia crescia solidamente. Isso, de fato, não se verificou.”

Oferta de títulos bem sucedida
Durante sua apresentação, o ministro afirmou que hoje o país está voltando a registrar aumento de ingresso de capital e os investimentos estão retornando para a bolsa de valores.

“Nesta semana, fizemos duas colocações de títulos no mercado. De títulos em reais, com vencimento até 2050. Houve demanda maior que oferta. Portanto, investidor confia no Brasil. Ontem colocamos um bilhão de euros. Foram adquiridos. Isso é demonstração que há confiança no Brasil. Aquelas análises [de que o país era vulnerável] pararam. O país tem potencial grande e atratividade para investidores”, disse Mantega.

 

Ministro  Borges diz que edital da BR-153 sai na próxima semana

O ministro dos Transportes, César Borges, informou, que o governo deve publicar na próxima semana o edital de concessão do trecho da Rodovia BR-153 entre Anápolis (GO) e Gurupi (TO). Segundo o ministro, o leilão deve ser realizado até 21 de maio, e a tarifa-teto deve girar em torno de R$ 8 a cada 100 quilômetros.

"Já consultei o setor e eles têm interesse nessa rodovia, então lançaremos na próxima semana o edital", afirmou Borges. O trecho entre Gurupi e Palmas será feito por meio de obra pública e não fará parte da concessão. Esse trecho foi retirado do processo para aumentar a atratividade do setor privado pela rodovia.

Segundo o ministro, o modelo será o mesmo utilizado nas concessões de rodovias feitas no ano passado, com as mesmas condições de financiamento. "O setor privado havia pedido um tempo para detalhar os estudos. Esse tempo foi dado, de três meses. E agora temos condições de lançar o edital."

O ministro não fez nenhuma previsão sobre o lançamento do edital da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Embora os estudos de viabilidade econômico-financeira já tenham sido aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Borges informou que o governo só lançará o edital quando tiver certeza de que haverá interessados na disputa. Segundo ele, o setor pediu tempo para avaliar os estudos relativos ao trecho.

"Eu quero que todos entendam o seguinte: só lançaremos editais com a certeza de sucesso e participação", afirmou. "Estamos exatamente nesse processo de negociação e conversa. Existem interessados, mas só lançaremos o edital quando os grupos interessados em participar estiverem consolidados."

 

Lucro da Caixa Econômica Federal cresce 19,2%

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ R$ 6,7 bilhões em 2013, cifra 19,2% superior ao resultado ajustado de 2012 em decorrência da mudança de prática contábil devido ao saldo das contas de depósitos encerradas por irregularidades cadastrais. Desconsiderando o ajuste, o crescimento teria sido de 10,8%, na mesma base de comparação. No quarto trimestre, o resultado foi de R$ 1,7 bilhão, aumento de 9,9%. A carteira de crédito ampliada da Caixa atingiu saldo de R$ 494,2 bilhões, alta de 36,8% em 2013 ante o ano anterior. A participação do banco ficou em 18,1% no mercado. Já a contratação de crédito acumulada somou R$ 406,9 bilhões no ano passado, 29,8%, na mesma base de comparação.

As contratações no segmento de crédito habitacional, principal carteira da Caixa, alcançou valor de recorde de R$ 134,9 bilhões em 2013, montante 26,4% superior ao visto no ano imediatamente anterior. Com esse resultado, a Caixa permaneceu líder no mercado, com 68,5% de participação e saldo de R$ 270,4 bilhões, que cresceu 31,4% em relação a dezembro de 2012.

No ano passado, o patrimônio líquido da Caixa aumentou em 13,8% e atingiu R$ 27,4 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 26,2% no período. No quarto trimestre, a rentabilidade ficou em 28,0%.

Os ativos totais administrados da Caixa alcançaram R$ 1,5 trilhão ao final de 2013, sendo que do total R$ 858,3 bilhões representavam ativos próprios da instituição, expansão de 22,1% em 12 meses. O índice de Basileia do banco foi a 15,1%, aumento de 2,1 pontos porcentuais em 12 meses, acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%. O Basileia mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer o seu capital.

"O indicador demonstra que a Caixa possui estrutura de capital adequada e suficiente para dar continuidade à implantação de sua estratégia de negócios", destaca o banco, em nota à imprensa.

 

Governo pode elevar tributos para compensar conta de luz

Para não ter uma conta de luz mais alta, os brasileiros podem ter que pagar mais em outros tributos. Segundo a Secretaria de Receita Federal, alguns podem ser elevados já no curto prazo. O objetivo é compensar o gasto adicional de R$ 4 bilhões do governo com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), resultado do acionamento das usinas térmicas por causa da baixa nos reservatórios das hidrelétricas.

"A Receita Federal apresenta uma cesta de possibilidades para o ministro da Fazenda [Guido Mantega] e para a Casa Civil [da Presidência da República, comandada por Aloisio Mercadante]. Os estudos foram feitos e a construção de cenários foi realizada. Não temos como dizer quais impostos vão subir, mas algumas medidas estão em vias de implementação", declarou o secretário-adjunto do órgão, Luiz Fernando Teixeira Nunes, nesta terça-feira (25). Ele acrescentou que "outras medidas podem ser adotadas" no futuro.

Entre os setores que podem ser taxados pelo governo neste ano estão os cosméticos e as chamadas "bebidas frias", como cervejas e refrigerantes, além de ajustes no PIS e Cofins na importação para "recompor" a retirada do ICMS da base de cálculo dos tributos determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Estas possibilidades estão no rol de medidas apresentadas à área econômica e à Casa Civil que podem vir a ser adotadas pelo governo, disse o secretário-adjunto do Fisco.

Gasto com as térmicas
Em meados de março, o governo federal anunciou novas medidas para socorrer as distribuidoras de energia e reduzir o impacto na conta de luz pelo uso das usinas termelétricas, cuja produção é mais cara.

Para bancar esse custo, haverá um novo aporte do Tesouro, no valor de R$ 4 bilhões, e será permitido que as distribuidoras emprestem R$ 8 bilhões no mercado. São esses R$ 4 bilhões que os possíveis aumentos de tributos pretendem compensar.

Meta fiscal
A alta de tributos, segundo a Receita Federal, acontecerá para assegurar o cumprimento da meta de superávit primário – economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda – de R$ 99 bilhões para todo o setor público neste ano, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O atingimento da meta fiscal de 2014 foi reafirmado pelo governo após o rebaixamento da nota brasileira pela agência de classificação de risco Standard & Poors (S&P).

"Em relação à Receita Federal, o compromisso é buscar fonte de financiamento necessária para cumprir o decreto orçamentário [meta fiscal de 2014] e é nesse sentido que Receita trabalha sempre. A Receita trabalha sob demanda e, dentro dela, construímos alguns cenários, fizemos alguns cálculos para gabinete do ministro [da Fazenda] e para a Casa Civil", declarou o secretário-adjunto do Fisco a jornalistas.

 

 

Crise de credibilidade da Petrobrás aprofunda incertezas

Aos 60 anos, a Petrobrás está com a saúde debilitada. Sente as dores de um endividamento de 36% de seu valor patrimonial, agravadas pela política de governo de importar combustíveis a preço acima do repassado aos consumidores, para segurar a inflação. Padece de produção estagnada de petróleo, 2,5% abaixo da prometida em 2013. E, não bastassem esses sintomas, a empresa lida agora com denúncias de corrupção relacionadas à compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que dificultam qualquer diagnóstico dos investidores.

Neste ano, o sobe e desce das ações tende a se manter, por esses motivos e sob o impacto eleitoral. Sinais de que o mercado aposta contra o governo já foram dados. Entre terça-feira e quinta-feira, os papéis da Petrobrás subiram mais de 7,0%, com o boato não confirmado de queda da presidente Dilma Rousseff nas intenções de voto. Na sexta-feira, veio o balde d'água fria: fosse hoje a eleição, Dilma seria reeleita. E no primeiro turno. As ações mantiveram o ritmo de alta, mas bem mais lento: as preferenciais avançaram pouco mais de 1,0%.

A crise de credibilidade derrubou o preço das ações da maior empresa nacional ao nível de setembro de 2005. A cotação, aquém do preço-alvo médio apontado para 2014 (veja o gráfico), sugere potencial de valorização. Mas nem assim os papéis têm sido indicados por unanimidade pelo mercado.

Entre os analistas das corretoras Clear, Planner e Ativa e do Banco do Brasil, consultados pela reportagem, o preço-alvo das ações preferenciais da estatal variou entre R$ 14 e R$ 24.

(Preço-alvo é uma projeção usada para mensurar, com base nos fundamentos financeiros da empresa, quanto custará uma ação ao fim do ano corrente. Ou seja, estima o potencial de valorização de um papel no longo prazo.)

Aos que vetam a compra das ações, pesam o cenário político, a instabilidade financeira e as baixas perspectivas de ganhos de produção. Os mais otimistas ponderam, por outro lado, fatores favoráveis a um reajuste de preços ainda neste ano e perspectivas de recuperação de eficiência. Abaixo, a opinião de cada um deles.

Fernando Góes, da Clear Corretora. "Os preços atuais são realmente atrativos para a compra, apesar disso não recomendamos a compra. Esperamos muita volatilidade para o papel. A ação da Petrobrás está muito ligada ao cenário político e há vários problemas relacionados a isso, como o não reajuste dos combustíveis e o alto endividamento.

A eleição vai pesar bastante no desempenho das ações neste ano. Se tivermos chance da Dilma não ganhar ou se tiver segundo turno, ou qualquer tipo de notícia contra a Dilma, o mercado vai querer comprar Petrobrás e a ação sobe. Se a Dilma ganhar, principalmente em primeiro turno, a ação cai. É uma visão do mercado de que seria bom ter uma mudança na gestão da Petrobrás.

O investidor tem que ficar agora ligado o tempo todo sobre política, porque a volatilidade da Petrobrás vai estar muito relacionada às pesquisas. Dilma mostra fraqueza, Petrobrás sobe. Mostra força, Petrobrás cai. Se o governo der uma boa notícia sobre remarcação de preços, uma alta do papel poderia ser relacionada a esse isso e não só ao cenário político.

O alto endividamento tira o upside (potencial de valorização das ações) da Petrobrás, a não ser que tenha uma mudança estrutural forte sobre remarcação de preço da gasolina. A dívida tira o upside e deixa o papel pressionado para baixo.

A produção da Petrobrás não é o grande problema e tem mostrado certa neutralidade. Não tem surpreendido positivamente, o que poderia ter acontecido com o pré-sal, mas também não tem sido muito ruim. Esse não é o problema que faz a ação cair."

Luiz Francisco Caetano, da corretora Planner. "Uma coisa é o clima em que a ação está envolvida no curto prazo. Outra, o fluxo de caixa, descontados os lucros futuros da empresa, que é o método para determinação do preço justo. A não ser que você seja muito pessimista, você vai encontrar um preço-alvo consideravelmente superior a cotação e, portanto, não tem como deixar de recomendar a compra. No entanto, todos reconhecemos que o momento da empresa é complicado e delicado, em função do endividamento, de atrasos na entregas de plataformas e da produção estagnada.

Na avaliação positiva, vemos que a Petrobrás tem reservas que permitem, num futuro próximo, que a empresa tenha grande salto de produção e vendas. Mas essa capacidade de produção adicionada não é de um dia para o outro, temos uma curva de produção.

O pré-sal entra o no bolo de toda reserva. Não faz diferença se é pré-sal ou pós-sal, desde que se produza a custos razoáveis. O fato é que existem reservas muito altas a serem exploradas. As grandes questões são: quando entra em produção e qual o custo. Aí é que as avaliações variam muito e nós estamos um pouco mais pessimistas, pois vemos atrasos e custos crescentes.

O endividamento é uma questão muitíssimo séria. Mas não é preocupante do ponto de vista da solvência, não quer dizer que a Petrobrás vai falir, porque menos de 10% da dívida é de curto prazo. O problema é o custo do endividamento na proporção que ele está atingindo. O tamanho, a proporção e o custo são realmente muito preocupantes.

Vale a pena o investidor pesar que a ação preferencial foi vendida em 2010, na capitalização, a R$ 26 e hoje está no nível de R$ 13. Está na hora de se medir custos, retornos e expectativas. O discurso da empresa é muito positivo, mas ela tem falhado em cumprir as promessas, a ação caiu muito, mas não quer dizer que está barata, ela pode ter só se ajustado às perspectivas mais pessimistas. É um aviso de prudência."

 

Petrobrás cai de 12ª para 120ª em ranking

A página do jornal Financial Times na internet publicou reportagem, sobre a perda de valor de mercado das empresas de países emergentes. O texto destaca o tombo da Petrobrás. Segundo a publicação, o valor de mercado da estatal brasileira despencou e a empresa que já foi a 12ª maior do planeta há cinco anos caiu para o 120º lugar atualmente.

"Uma das maiores quedas foi da Petrobrás, a empresa petrolífera estatal brasileira. Cinco anos atrás, era a 12ª maior empresa do mundo pelo valor de mercado. Um ano atrás, era a 48ª e hoje é a 120ª maior, com um valor de mercado de US$ 76,6 bilhões", diz o texto. O levantamento feito pelo jornal diz que entre as 100 maiores empresas do mundo há apenas 11 emergentes e nenhuma é brasileira.

"Hoje, não há nenhuma empresa emergente no Top 10 (de valor de mercado do mundo) e apenas a Petrochina permanece no Top 20", diz a reportagem. A estatal chinesa do petróleo é a 16ª maior companhia com valor de mercado do mundo. Entre as demais emergentes, praticamente todas são da China: ICBC (22º), China Mobile (31º); China Construction Bank (36º); Tencent (43º); Agricultural Bank of China (51º); Bank of China (62º); China Petroleum (80º) e Sabic (87º).

Além da Petrobrás que deixou de figurar entre as 100 maiores, o banco Itaú Unibanco, a colombiana Ecopetrol e a mexicana América Móvil também caíram e não estão mais entre os 100 primeiros do ranking citado pelo FT.




 

Alta dos alimentos eleva risco de estouro do teto da meta de inflação

A disparada dos preços dos alimentos aumentou o risco de que o teto de meta de inflação, de 6,5%, acumulada em 12 meses, seja rompido já no segundo trimestre. Antes de contabilizar os estragos provocados pela seca nas regiões produtoras de alimentos, economistas consideravam que essa barreira seria ultrapassada, mas só em meados do ano.

O risco de antecipar o estouro da meta para os próximos meses ficou mais nítido ontem, após a divulgação de dois importantes índices de preços. A segunda prévia do IGP-M de março registrou inflação de 1,41%, resultado quase seis vezes maior que o obtido na segunda prévia de fevereiro (0,24%). O índice foi puxado pela disparada dos alimentos no atacado.

Também o alimento foi o vilão da inflação ao consumidor medida pelo IPC da Fipe. Na segunda quadrissemana deste mês, o índice subiu 0,68% e a alta do preço da comida respondeu pela metade da variação.

"O teto da meta de inflação pode ser rompido antes do final da Copa", afirma o diretor de pesquisa da GO Associados, Fabio Silveira. Antes de conhecer os resultados do IGP-M e do IPC da Fipe, ele projetava que a inflação em 12 meses, medida pelo IPCA, atingiria 6,8% em julho.

Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, faz coro com Silveira e aponta alguns fatores que sustentam essa previsão. "O IPCA deste mês apurado pela FGV mostra que, na ponta, a inflação ao consumidor está em 0,8%, em média, e nos últimos três dias bateu 1%." Por isso, ele acredita ser mais provável a antecipação do rompimento da meta.

Ontem, por exemplo, o departamento econômico do Itaú Unibanco reviu para cima a projeção de inflação para este mês, de 0,7% para 0,8%. "Os dados na margem estão vindo mais pressionados", diz o economista do banco, Elson Teles. Entre os focos de pressão apontados para a mudança de previsão estão a alta do preço do etanol e da gasolina e os alimentos.

"A inflação dos alimentos está pegando agora e também vai pegar no segundo semestre. E não só no Brasil", diz o economista-chefe do banco J. Safra, Carlos Kawall. No seu prognóstico, o alimento vai deixar de ajudar a inflação neste ano.

Esse foi um dos motivos pelos quais ele ampliou de 6% para 6,3% a projeção do IPCA para 2014. Assim como Silveira e Rosa, Kawall diz que o limite para o estouro do teto da meta da inflação acumulada em 12 meses ficou mais tênue. Ele projeta para julho um IPCA acumulado em 12 meses de 6,66% e para junho de 6,4%. "Mas isso pode ser antecipado", adverte.

Risco. O economista Heron do Carmo, professor da Universidade de São Paulo e um dos maiores especialistas em inflação, vê riscos maiores desencadeados pelo choque nos preços dos alimentos.

"Agora, é mais provável que a inflação supere o teto da meta este ano com uma diferença maior", afirma. Isso significa que, nas suas contas, a inflação deverá fechar 2014 bem acima de 6,5%. Além dos alimentos, o economista diz que há pressões fortes que afetam de forma quase generalizada vários grupos de preços, como os serviços e os preços administrados e de bens exportáveis, que sofrem a influência da alta do câmbio, dentro do IPCA.

Nos medicamentos, já existe um reajuste autorizado, em média de 3,5%, que começa a valer a partir do dia 31 de março. Segundo o diretor da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), Renato Tamarozzi, o impacto será sentido pelo consumidor em abril.

 

Contas públicas pioram e governo pode apresentar déficit

Em meio ao processo de avaliação da nota de crédito do Brasil pela agência de risco Standard & Poor's, o governo se prepara para anunciar mais um resultado desfavorável das contas públicas. O chamado Governo Central, que contabiliza o desempenho das contas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central, deve registrar déficit no resultado de fevereiro por causa da frustração na arrecadação.

O número de fevereiro será o segundo resultado ruim divulgado depois do anúncio do bloqueio de R$ 44 bilhões nas despesas do Orçamento e do anúncio da meta fiscal de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), medidas tomadas para reforçar a credibilidade da política fiscal brasileira e evitar o risco de rebaixamento do rating do País.

As ações para garantir o superávit do ano foram inicialmente bem recebidas, mas o anúncio da queda de 50,7% no superávit das contas do Governo Central de janeiro, poucos dias depois de lançado o pacote fiscal, renovou as incertezas e provocou um estrago no mercado financeiro, com queda da bolsa e alta dos juros e do dólar.

O resultado de fevereiro não está fechado, mas os números, até agora, apontam um déficit, afirmam fontes do governo. Os dados consolidados das contas de fevereiro serão divulgados somente nos últimos dias de março.

"Nós vamos cumprir a meta. Está absolutamente claro e é isso que vamos verificar ao longo do ano", afirmou o secretário do Tesouro, Arno Augustin, em entrevista concedida na semana passada. Ele não quis comentar sobre a possibilidade de déficit nas contas de fevereiro, mas também não negou. E reafirmou que esse resultado será melhor do que o déficit de R$ 6,6 bilhões de fevereiro de 2013.

Frustração. Fonte da área econômica informou que no último dia útil do mês, quando se concentra o pagamento de boa parte dos tributos cobrados pela Receita Federal, a arrecadação de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) decepcionou, atrapalhando o cronograma de execução fiscal do Tesouro traçado por Augustin.

"Foi um ponto fora da curva", disse a fonte, que espera uma melhora da arrecadação em março, quando termina o prazo de ajuste anual do Imposto de Renda. A expectativa é de que a arrecadação do IRPJ e da CSLL seja maior do que a verificada no primeiro trimestre do ano passado, impulsionando o resultado fiscal.

Apesar da frustração da arrecadação de fevereiro com o ajuste das empresas, a área técnica avalia que a arrecadação em geral continua melhorando e que, depois do resultado de março, ficará mais fácil tirar uma "fotografia" do desempenho das receitas do governo federal. A expectativa é de recuperação. Os técnicos investigam ainda o que aconteceu no último dia do mês de fevereiro.

Incertezas. Para melhorar o humor dos investidores, que enxergam na política fiscal um dos maiores problemas da economia brasileira, o governo tinha prometido uma sequência de resultados favoráveis. Em janeiro, o superávit de R$ 12,95 bilhões do Governo Central, embora elevado, foi o mais baixo para o mês desde 2009 - em janeiro de 2013, havia sido de R$ 26,28 bilhões. As despesas do Tesouro começaram 2014 com forte aceleração e derrubaram o esforço fiscal. Para Augustin, as medidas de apoio ao setor elétrico, anunciadas na semana passada, deram clareza ao cenário fiscal para este ano.

 

Alta dos alimentos eleva risco de estouro do teto da meta de inflação

A disparada dos preços dos alimentos aumentou o risco de que o teto de meta de inflação, de 6,5%, acumulada em 12 meses, seja rompido já no segundo trimestre. Antes de contabilizar os estragos provocados pela seca nas regiões produtoras de alimentos, economistas consideravam que essa barreira seria ultrapassada, mas só em meados do ano.

O risco de antecipar o estouro da meta para os próximos meses ficou mais nítido ontem, após a divulgação de dois importantes índices de preços. A segunda prévia do IGP-M de março registrou inflação de 1,41%, resultado quase seis vezes maior que o obtido na segunda prévia de fevereiro (0,24%). O índice foi puxado pela disparada dos alimentos no atacado.

Também o alimento foi o vilão da inflação ao consumidor medida pelo IPC da Fipe. Na segunda quadrissemana deste mês, o índice subiu 0,68% e a alta do preço da comida respondeu pela metade da variação.

"O teto da meta de inflação pode ser rompido antes do final da Copa", afirma o diretor de pesquisa da GO Associados, Fabio Silveira. Antes de conhecer os resultados do IGP-M e do IPC da Fipe, ele projetava que a inflação em 12 meses, medida pelo IPCA, atingiria 6,8% em julho.

Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, faz coro com Silveira e aponta alguns fatores que sustentam essa previsão. "O IPCA deste mês apurado pela FGV mostra que, na ponta, a inflação ao consumidor está em 0,8%, em média, e nos últimos três dias bateu 1%." Por isso, ele acredita ser mais provável a antecipação do rompimento da meta.

Ontem, por exemplo, o departamento econômico do Itaú Unibanco reviu para cima a projeção de inflação para este mês, de 0,7% para 0,8%. "Os dados na margem estão vindo mais pressionados", diz o economista do banco, Elson Teles. Entre os focos de pressão apontados para a mudança de previsão estão a alta do preço do etanol e da gasolina e os alimentos.

"A inflação dos alimentos está pegando agora e também vai pegar no segundo semestre. E não só no Brasil", diz o economista-chefe do banco J. Safra, Carlos Kawall. No seu prognóstico, o alimento vai deixar de ajudar a inflação neste ano.

Esse foi um dos motivos pelos quais ele ampliou de 6% para 6,3% a projeção do IPCA para 2014. Assim como Silveira e Rosa, Kawall diz que o limite para o estouro do teto da meta da inflação acumulada em 12 meses ficou mais tênue. Ele projeta para julho um IPCA acumulado em 12 meses de 6,66% e para junho de 6,4%. "Mas isso pode ser antecipado", adverte.

Risco. O economista Heron do Carmo, professor da Universidade de São Paulo e um dos maiores especialistas em inflação, vê riscos maiores desencadeados pelo choque nos preços dos alimentos.

"Agora, é mais provável que a inflação supere o teto da meta este ano com uma diferença maior", afirma. Isso significa que, nas suas contas, a inflação deverá fechar 2014 bem acima de 6,5%. Além dos alimentos, o economista diz que há pressões fortes que afetam de forma quase generalizada vários grupos de preços, como os serviços e os preços administrados e de bens exportáveis, que sofrem a influência da alta do câmbio, dentro do IPCA.

Nos medicamentos, já existe um reajuste autorizado, em média de 3,5%, que começa a valer a partir do dia 31 de março. Segundo o diretor da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), Renato Tamarozzi, o impacto será sentido pelo consumidor em abril.

 

Brasil terá crescimento em 2014 semelhante ao de 2013

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse,  na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, que o crescimento da economia brasileira em 2014 deve seguir ritmo semelhante aos observado em 2013.No último ano, o PIB(produção de bens e serviços) avançou 2,3%  

De acordo com a autoridade monetária, a atividade econômica foi marcada em 2013 por uma alteração na composição das demandas, com aumento dos investimentos e moderação do consumo das famílias.

"Essa mudança contribui para sustentabilidade do crescimento", disse. "O crescimento em 2014 deve permanecer próximo do patamar verificado no ano passado e seguirá sustentado por emprego e ampliação moderada do credito."

Para Tombini, há indicadores que apontam para a melhora da competitividade da indústria, o que representa uma mudança em relação a anos anteriores. Após dois meses de queda, a produção industrial mostra recuperação neste começo de ano

"Aumentar a produtividade é fundamental para a indústria aproveitar oportunidades no mercado nacional e internacional", completou.

Tombini destacou que há mudanças na composição na demanda e também na oferta agregada, mas ponderou que os ganhos delas decorrentes depende da confiança das empresas e das famílias.

"Os avanços dos investimentos em logística e infraestrutura tendem a se traduzir em ganhos de produtividade para economia brasileira", disse.

Tombini destacou o programa de leilões concessões de infraestrutura para ampliar investimentos e disse que essas iniciativas visam tornar a economia mais competitiva.

"Ao contrário de economia avançadas, o Brasil precisa avançar em infraestrutura e qualificação de mão-de-obra. Por isso, as oportunidades e o retorno aqui são maiores", avaliou.

Crise internacional e inflação. Tombini entende que o Brasil reage a volatilidade global de forma "clássica e técnica". O comentário faz alusão a subida dos juros básicos (taxa Selic) na economia. Entre abril de 2013 e fevereiro de 2014, mês da última reunião do Comitê de Política Monetária do BC, eles avançaram de 7,25% para 10,75%

"Estamos apertando a política monetária para garantir que a inflação convirja para a trajetória de metas", afirmou.

O presidente do BC citou o recuo dos preços livres nos últimos meses e a elevação dos preços administrados no período para destacar que está em curso um realinhamento desses preços. "Isso ocorreu em um contexto de depreciação cambial que superou 15% nos últimos 12 meses. Essa depreciação é fonte de pressão inflacionária no curto prazo, mas efeitos mais longos podem e devem ser contidos pela política monetária", frisou.

Tombini ainda explicou aos senadores, em referência as reservas internacionais, que o país está usando "colchões" para proteger a economia e suavizar o ajuste de preços relativos e seus impactos na economia real.

"Há normalização das condições monetárias e, consequentemente, realinhamento dos preços dos principais ativos financeiros, o que naturalmente gera aumento da volatilidade em todos os mercados", disse. "Mas isso não deve ser confundido com volatilidade de economias emergentes."

 

 

BB patrocina a Williams de Felipe Massa

Mais do que conquistar clientes entre os 77 milhões de brasileiros que acompanham a Fórmula 1, o Banco do Brasil espera que o retorno do patrocínio à escuderia Williams, anunciado neste início da temporada 2014, seja revertido na internacionalização da marca do banco e na consequente capitalização de clientes em outros países.

Para isso, a instituição financeira usará as contrapartidas a que tem direito como patrocinador para agradar aos potenciais clientes do banco. "Vamos aproveitar os GPs (Grandes Prêmios) para aprimorar o relacionamento com potenciais clientes nos lugares onde já existe a rede de distribuição do banco", disse José Avelar Lopes, gerente executivo de programação mercadológica e marketing esportivo do BB.

A marca do maior banco brasileiro foi exibida pela primeira vez na madrugada de sábado para domingo na primeira corrida da temporada, em Melbourne, na Austrália. Além da exposição no FW36, o carro da equipe, a marca aparece no macacão dos pilotos. Ao todo, a Fórmula 1 é transmitida para 185 países diferentes.

O brasileiro Felipe Massa, que não completou a prova, e o finlandês Valtteri Bottas, que terminou em sexto, são os pilotos titulares da Williams. O patrocínio do BB permitiu que o também brasileiro Felipe Nasr virasse piloto reserva da equipe. O BB patrocina Nasr desde 2012, na GP2. "Para entrar na elite do automobilismo, é preciso, além de talento, investimentos para o desenvolvimento do carro", afirma Lopes. O BB não revela o valor do patrocínio.
Com 21 anos, o brasileiro, que disputou a GP2 em 2013 e foi campeão da F3 inglesa em 2011, se orgulha de ser o piloto de teste da equipe inglesa. Ele espera que o patrocínio do banco no automobilismo seja tão "pé quente" como é em outras modalidades. O histórico mostra que o BB começou a patrocinar vôlei, futsal e handebol um ano antes de vitórias importantes para as equipes. O mesmo aconteceu com o tenista Guga.

Mesmo com o patrocínio à escuderia, o automobilismo não se tornou a modalidade que mais recebe recursos do BB - lugar ocupado pelo vôlei, com patrocínio desde 1991. A Williams também será patrocinada pela Petrobrás, que fornecerá combustíveis para a escuderia a partir de 2015.

O BB pretende ultrapassar a marca de R$ 100 milhões em patrocínios esportivos neste ano. Além de vôlei de quadra e de praia, futsal, o velejador Robert Scheidt e o piloto Felipe Nasr, o banco decidiu amparar handebol e skate, além de três jovens atletas do tênis "chancelados" pelo tenista Guga e do velejador Bruno Prada, que competirá nos Jogos do Rio. Os novos investimentos foram feitos via Lei de Incentivo ao Esporte, que garante benefício fiscal, com impacto praticamente nulo no resultado financeiro do banco.

 

Ministro Carvalho critica 'terrorismo' no setor de energia

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que o governo está acostumado a viver "uma espécie de terrorismo que se faz em cima da questão de que vai faltar energia". Carvalho deu a declaração ao ser indagado por jornalistas sobre se o ponto fraco do governo era o abastecimento energético.

No Sudeste e Centro-Oeste, onde estão as represas responsáveis por cerca de 70% da capacidade de geração de energia no Brasil, o armazenamento de água é o mais baixo desde 2001, ano em que foi decretado racionamento. Essa situação é provocada pela falta de chuvas – em fevereiro, a quantidade de água que chegou aos reservatórios daquelas regiões foi a menor em 84 anos.

Carvalho admitiu que, neste ano, "as condições climáticas assustaram mais", mas, segundo ele o governo vem tomando as medidas para garantir o abastecimento "sem solavancos".

"A gente está acostumado a viver com uma espécie de terrorismo que se faz em cima da questão de que vai faltar energia, de que vai ter problema [...] A realidade combate o terrorismo. A realidade vai mostrando que o sistema elétrico é muito mais sólido, ainda que se precise fazer mais uso de termas etc. Você consegue suprir o país naquilo que ele precisa em termos de energia, sem os solavancos, sem algumas profecias do terrível que algumas pessoas teimam em realizar todo início de ano”, disse.

“É sempre assim... Problemas nos reservatórios, já se começa a fazer terrorismo”, continuou Carvalho.  “Claro, temos de cuidar da manutenção, da distribuição. Tivemos neste ano de recorrer mais às térmicas, mas o sistema continua funcionando e vai continuar funcionando, porque é um governo responsável”, disse.

O ministro conclui afirmando que aqueles que "previram o caos" no setor energético vão "quebrar a cara".

"Eu tenho certeza de que de novo que aqueles que previram o caos vão quebrar a cara mais uma vez. Parece que não aprendem."

Socorro para distribuidoras de energia
O governo federal anunciou novas medidas para socorrer as distribuidoras de energia e reduzir o impacto na conta de luz pelo uso das usinas termelétricas, cuja produção é mais cara.

Para bancar esse custo, haverá um novo aporte do Tesouro, no valor de R$ 4 bilhões, e será permitido que as distribuidoras emprestem R$ 8 bilhões no mercado. Além disso, será realizado um novo leilão de energia no mês que vem.

O montante de R$ 12 bilhões anunciado nesta quinta será rateado entre o governo, consumidores e agentes do setor. Mas a parte da fatura que deverá ser repassada à conta de luz, estimada atualmente em R$ 8 bilhões, só será cobrada a partir de 2015, informou o Ministério de Minas e Energia.

Isso porque a definição da tarifa é feita uma vez ao ano e só no final de 2014 será realizada uma avaliação do quanto será necessário aumentar na conta para suprir o rombo do setor.

Energia mais cara
As termelétricas foram acionadas para complementar o fornecimento das hidrelétricas, que enfrentam nível baixo pela falta de chuva neste ano. Porém, o custo da produção dessas usinas– que geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo, gás, carvão e biomassa - é mais alto.

Apesar de ainda não haver uma definição do quanto será gasto com o uso delas neste ano, a expectativa é de que essa fatura supere a do ano passado, que foi de cerca de R$ 9,5 bilhões. Ela foi bancada integralmente pelo Tesouro, que decidiu repassá-la totalmente aos consumidores, num prazo de cinco anos.

 

Queixas contra serviços bancários aumentaram 76%

As queixas contra serviços bancários aumentaram 76% em 2013. Em 2012, foram 15,6 mil queixas. Média de 42 reclamações por dia. Em 2013, o número subiu para 27,5 mil - 75 queixas por dia. Um crescimento de 76%.

No fim do ano passado, o analista de marketing, Alexandre Gomes, passou por um constrangimento. Mesmo depois de pagar as dívidas, o banco não comunicou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e ele continuou com o nome sujo. "Foi uma surpresa e muito negativa, fiquei realmente chateado”, diz o analista de marketing, Alexandre Gomes.

As principais reclamações de clientes no ano passado foram débito não autorizado, informações incompletas e cobranças irregulares. O ranking revela uma tendência: 2014 está só no início e a média em janeiro já chegou a 70 reclamações por dia. Os débitos não-autorizados continuam liderando o levantamento do Banco Central. Existe regra para o que banco pode ou não pode cobrar. Informação que vale ouro quando o cliente decide que reclamar.

Todo o cliente que possui conta corrente tem direito aos seguintes serviços de graça por mês:

- Quatro saques;
- Dois extratos mensais;
- Duas transferências entre contas no próprio banco;
- Cartão inicial com função de débito;
- E não há limite para consulta na internet.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Distrito Federal, diz que registrar a reclamação é importante, pois ajuda na fiscalização.

“O primeiro passo então é buscar o serviço de atendimento ao consumidor, que é o SAC, que deve num prazo de cinco dias dar uma resposta satisfatória e efetiva ao consumidor. Não resolvendo, temos três outros caminhos: Banco Central, Procon e a busca ao poder judiciário para ver resolvida a sua situação”, fala o presidente comissão de direito do consumidor da OAB/DF, Fernando Martins de Freitas.

O analista de marketing Alexandre Gomes, cumpriu todas as etapas. No fim, o banco reconheceu o erro e ele foi indenizado. “A gente tem que ir atrás, correr, para conseguir os nossos direitos porque infelizmente hoje em dia atendimento, bom atendimento a gente está precisando muito”, explica.

Para a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as reclamações aumentaram porque cresceu o número de clientes no país. Foram abertas 48 milhões de novas contas. Para diminuir as queixas, os bancos dizem que estão aperfeiçoando os canais de atendimento aos clientes.

 

Brasil terá 16 mil voos extras na Copa

As companhias aéreas nacionais aumentaram em 9,7% o volume de passagens ofertadas no período da Copa apenas para as cidades-sede do mundial. Com isso, da véspera da abertura da competição, que será realizada em 12 de junho, ao dia seguinte à final do Mundial, em 13 de julho, Azul, Avianca, Gol e TAM poderão transportar juntas 7,2 milhões de passageiros apenas para as cidades que receberão os jogos.

Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e consideram voos domésticos e internacionais, regulares e os voos extras, incluindo os fretados nacionais, operados pelas associadas. Foram considerados os voos realizados no período de 36 horas antes ou após cada partida.

O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, salientou que serão oferecidos 645.680 assentos extras em mais de 16 mil voos extras, o que corresponde a um incremento de 31,2% no total de voos realizados no período. "E considerando que parte importante do público corporativo não vai existir, a oferta é ainda maior", salientou.

Em média, entre 70% e 75% das viagens aéreas no País são realizadas por motivo de negócios. Em 2013, a Abear estima que dos cerca de 6,5 milhões de assentos regulares oferecidos de 11 de junho a 14 de julho, cerca de 20% a 25% foram para passageiros corporativos, que não voarão a negócios no mesmo período este ano. "São pessoas que voaram nessa data no ano passado, o que não vai ocorrer em 2014, porque será feriado ou porque o evento de negócio foi adiantado ou postergado por causa da Copa."

Entre as 12 cidades-sede, o maior incremento no volume de passagens oferecidas foi para Natal, de 28,3%, seguido de Fortaleza, com alta de 21%, e Salvador, com 19,1%. "São destinos onde o tráfego corporativo é menor, portanto há um aumento proporcionalmente maior", explicou Sanoviz. Já Curitiba, considerado um destino mais relacionado a negócios, teve um aumento de apenas 2% na oferta de assentos.

Em São Paulo, o volume de assentos ofertados teve elevação de 9%, considerando os voos operados nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos. O crescimento na oferta de passagens na capital paulista é inferior ao visto no Rio de Janeiro (11,3%) e em Brasília (17,9%). Sanovicz explicou que, nesses casos, a oferta de bilhetes e voos adicionais leva em conta tanto a demanda estimada para os jogos e viagens a negócios quanto o fato de essas cidades serem centros de conexão.

As empresas aéreas têm minimizado as preocupações quanto a um potencial caos aéreo durante a Copa e avaliam que o movimento extra durante a competição será semelhante a períodos de pico de demanda, como as festas de final de ano e o carnaval. "O movimento em Salvador ou no Rio de Janeiro deverá ser menor na Copa do que no carnaval", comentou o consultor técnico da Abear, Adalberto Febeliano.

Sanovicz disse que o volume de bilhetes ofertados ainda pode ser alterado, dependendo do avanço da competição e da maior ou menor popularidade dos jogos das etapas seguintes. "As companhias ainda têm aeronaves de reserva para mais alguns voos."

 

Produção de veículos volta a crescer em fevereiro

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 281.452 unidades em fevereiro, alta de 18,7% na comparação com janeiro e avanço de 16,9% ante fevereiro de 2013, divulgou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com o resultado, a produção acumula queda de 2,7% nos dois primeiros meses do ano, sobre igual período de 2013, para 518.638 unidades. Em janeiro, a produção havia registrado queda de 18,7% na comparação com 2013 e crescimento de 2,9% ante dezembro.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em fevereiro chegou a 262.703 unidades, alta de 18,8% na comparação com janeiro e alta de 17,3% ante fevereiro do ano passado. No mês passado, foram produzidos 213.276 automóveis e 49.427 comerciais leves.

A produção de caminhões atingiu 15.041 unidades em fevereiro, alta de 9,8% na comparação com janeiro e alta de 8,5% ante fevereiro de 2013. No caso dos ônibus, foram produzidas 3.708 unidades em fevereiro, alta de 54,4% na comparação com janeiro e alta de 23,1% ante fevereiro do ano passado.

As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus atingiram 259.328 unidades em fevereiro, recuo de 17,0% na comparação com janeiro e avanço de 10,3% ante fevereiro de 2013. No acumulado de janeiro a fevereiro deste ano, os emplacamentos chegaram a 571.946 unidades, alta de 4,6% sobre igual período do ano passado.

12 meses. Se considerados os últimos 12 meses encerrados em fevereiro deste ano, a produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 3,70 milhões de unidades. O resultado é 5,5% superior a igual período imediatamente anterior, ou seja, de março de 2012 a fevereiro de 2013, quando foram produzidos 3,51 milhões de veículos.

Pelo lado das vendas, contudo, o resultado dos últimos 12 meses até fevereiro é 1,0% inferior ao registrado no mesmo período anterior. De março de 2013 a fevereiro de 2014, foram emplacados 3,79 milhões de veículos. No período anterior, o total de automóveis vendidos havia sido de 3,83 milhões.

Com relação às vendas internas de máquinas agrícolas, o acumulado dos últimos 12 meses chega a 80,8 milhões de unidades até fevereiro, alta de 11,6% sobre mesmo período encerrado em fevereiro de 2013.

Exportação. As exportações em valores do setor automotivo brasileiro somaram US$ 981,480 milhões em fevereiro, alta de 9,3% na comparação com janeiro e recuo de 8,0% ante fevereiro de 2013.

As exportações acumuladas de janeiro a fevereiro movimentaram US$ 1,879 bilhão, queda de 10% ante igual período de 2013. Os valores consideram as exportações de autoveículos e máquinas agrícolas.

O mês de fevereiro encerrou com 28.843 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, alta de 26,5% na comparação com janeiro e queda de 9,1% ante fevereiro de 2013.

No acumulado de janeiro a fevereiro deste ano foram exportadas 51.640 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, queda de 24% sobre igual período de 2013.

 

 

Termômetro mostra mercado mais satisfeito com BC

Em um período marcado por indicadores e decisões fundamentais de política econômica, o mercado financeiro encerrou fevereiro com uma avaliação mais positiva sobre a gestão do Banco Central do que sobre o desempenho do Ministério da Fazenda.

Questionados sobre a avaliação da gestão do BC em fevereiro, de uma forma geral, os agentes do mercado deram nota média de 6,5, em uma escala de zero a dez. No mesmo quesito, a Fazenda recebeu nota 4,8.

Neste primeiro levantamento, 49 instituições responderam os questionários enviados pelo AE Dados, durante o período de 21 a 28 de fevereiro.

A comunicação do BC com o mercado (6,4) também teve nota mais elevada do que a comunicação da Fazenda (5,3).

A condução da política cambial foi o ponto forte da atuação do Banco Central em fevereiro, conforme o resultado do Termômetro, ao conseguir nota de 6,9. A política monetária praticada pela autoridade registrou nota de 6,6.

No caso da Fazenda, a gestão da política fiscal obteve avaliação média de 4,9.

O mês passado concentrou divulgação de informações e dados decisivos para a formação das expectativas do mercado financeiro. No dia 20 de fevereiro, logo antes do início da coleta da sondagem, o governo anunciou um corte de R$ 44 bilhões no orçamento da União, com compromisso de meta fiscal de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9% do PIB.

No dia 26, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir o ritmo de alta do ciclo de aperto monetário e elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 10,75% ao ano.

Além disso, no dia 27, foi divulgada a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, de 2,3%.

Confira abaixo os resultados do Termômetro, com as perguntas sobre a atuação do BC e da Fazenda e as notas obtidas pela média simples das respostas, arredondadas na primeira casa decimal:

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a gestão do Ministério da Fazenda, DE FORMA GERAL, neste mês?

4,8

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a atuação do Ministério da Fazenda na condução da POLÍTICA FISCAL neste mês?

4,9

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a COMUNICAÇÃO do Ministério da Fazenda neste mês?

5,3

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a gestão do Banco Central do Brasil, DE FORMA GERAL, neste mês?

6,5

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre o Banco Central do Brasil na condução da POLÍTICA MONETÁRIA neste mês?

6,6

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre o Banco Central do Brasil na condução da POLÍTICA CAMBIAL neste mês?

6,9

Qual a avaliação que o sr(a) faz sobre a COMUNICAÇÃO do Banco Central do Brasil neste mês?

6,4

 

 

Faturamento do varejo em São Paulo cresce 4,2% em 2013

O varejo paulista faturou R$ 513,2 bilhões em 2013, resultado que representa avanço de 4,2% sobre o conseguido em 2012. Só no mês de dezembro, o faturamento chegou a R$ 52,1 bilhões, aumento de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados fazem parte da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

O destaque positivo do ano passado ficou com o setor de supermercados, cujo faturamento real aumentou em R$ 5,8 bilhões de 2012 para 2013. Na outra ponta, as lojas de departamentos diminuíram em R$ 5,1 bilhões o faturamento no ano passado.

A FecomercioSP considera que o ano de 2013 começou com um cenário complicado para o varejo com inflação alta, renda e crédito represados e alta no número de endividados. "Nesse quadro, o desempenho do comércio no ano passado teria sido pior não fosse a adoção de vários estímulos ao consumo pelo governo federal", afirma a instituição, em nota, ao citar a redução da alíquota da IPI para veículos e eletrodomésticos, as linhas de financiamento do programa Minha Casa Melhor e redução de juros para pessoa física pelos bancos públicos.

Cidades. A cidade de São Paulo registrou alta de 4,5% no ano passado no faturamento do varejo, ao movimentar R$ 161,2 bilhões. No mês de dezembro, a elevação foi de 5% na comparação com o mesmo período de 2012. O destaque no ano na capital paulista ficou com as concessionárias de veículos, que viram a receita aumentar em R$ 4,6 bilhões no ano.

A região que obteve maior aumento de faturamento do comércio em 2013, entre as 16 analisadas na pesquisa, foi a de Guarulhos, com alta de 20,9% sobre 2012. A cifra acumulada no ano passado em Guarulhos chegou a R$ 29,1 bilhões. Na sequência vem a região de Sorocaba, que chegou a R$ 25,2 bilhões de faturamento, alta de 13,1% sobre 2012.

Já os piores resultados foram observados na região de Campinas (queda de 0,5% no faturamento anual, para R$ 48,2 bilhões) e no Litoral (queda de 4,2%, para R$ 17,8 bilhões).

 

Ciclo de aperto do BC pode ter acabado

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro, divulgada pelo Banco Central, deixa espaço para mais uma elevação de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic) na reunião de abril. O aumento, no entanto, vai depender dos dados de inflação e câmbio divulgados até lá, avalia a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro. "Se tivermos cenário favorável de câmbio e inflação, avalio que o BC já encerrou o ciclo", destaca.

"O fato de não ter grandes mudanças na parte sobre implementação da política monetária sugere que o Banco Central quer deixar o espaço aberto para mais um ajuste, se necessário, dependendo dos dados", reforçou Alessandra. "Os sinais, embora sutis, mostram que o ajuste está próximo do fim, só com uma eventual alta derradeira em abril, se algo de câmbio ou inflação sair um pouco do controle", diz a economista.

Alessandra destaca, entre as mudanças da ata, dois pontos principais: a avaliação "ligeiramente melhor com relação à inflação ao destacar alguma moderação" e a adição da palavra "cumulativos" para se referir aos efeitos da política monetária. "Ao colocar o termo ''cumulativos'', querem mostrar que já foi feito um grande esforço e que isso terá efeito ao longo do tempo", avaliou.

 

Interior gera mais empregos com carteiras assinadas

O interior do Brasil ultrapassou as áreas metropolitanas e criou mais empregos com carteira assinada em 2013. As grandes cidades lideravam a abertura de postos formais no País desde 2005, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os números do Caged revelam que o interior de nove Estados (Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul) foi responsável pela abertura de 340.881 postos formais na série sem ajuste, enquanto as áreas metropolitanas empregaram 211.190 pessoas. Apesar de o levantamento não abranger todo o País, a representatividade desses Estados é expressiva. Juntos, foram responsáveis por 552.071 empregos formais, de um total de 730.687 criados no Brasil em 2013.

A vitória do interior também ocorre na análise da série ajustada de 2013. Nesse recorte, o interior criou 465.542 empregos, e as áreas metropolitanas, 331.229 postos. A série sem ajuste é a preferida pelo governo e engloba as informações enviadas pelas empresas sobre admissões e desligamentos para o governo dentro do prazo estabelecido.

A análise detalhada dos números da série sem ajuste do emprego formais feita pela LCA Consultores mostra que, dos cinco grandes setores empregadores da economia, quatro tiveram melhor desempenho no interior: indústria, construção, comércio e serviços (ver quadro). A exceção foi a agricultura, mas o desempenho ruim pode ser explicado pela baixa participação das grandes cidades nesse setor.

Um forte fator que contribuiu para a superioridade do interior no ano passado é a política de reajuste real do salário mínimo. Cidades menores costumam depender mais do mínimo para manter a economia local aquecida. Em 2013, a alta real foi de 2,7%, acima do 1,8% do ganho real do trabalhador médio do Brasil apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"O salário mínimo também é um indexador de quem é beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Dois terços dos previdenciários têm o salário ligado ao mínimo, o que beneficia em boa medida o interior", diz Fabio Romão, economista da LCA. "Em várias cidades do Nordeste e Norte faz muita diferença ter um beneficiário do INSS no domicílio. Ele continua contribuindo com a família, inclusive para o sustento até dos netos."

Impacto. É justamente o impacto do mínimo, aumentando o poder de consumo, que pode explicar o bom desempenho da indústria no interior - o setor criou 61.097 empregos formais em 2013 na série sem ajuste, acima dos 27.079 abertos em 2012. Nas áreas metropolitanas, houve retração de 163 nos postos.

O interior concentra boa parte da indústria voltada para a produção de bens não duráveis, setor mais resiliente à variação de renda, mas também mais impactado pelo reajuste do mínimo. No ano passado, por exemplo, a indústria de alimentos e bebidas contratou 21.268 empregados no interior e 13.240 em áreas metropolitanas.

O setor de construção também ajudou a impulsionar o interior dos Estados. O programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida 2 beneficia brasileiros com menor renda, cuja maioria está no interior. Além disso, o boom do setor começou nas áreas metropolitanas e a desaceleração, ao longo dos últimos anos, atinge naturalmente essas regiões primeiro.

A desaceleração das áreas metropolitanas não foi apenas apontada pelo Caged. Embora não apure somente o emprego com carteira de trabalho, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada mensalmente pelo IBGE e concentrada em seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Porto Alegre), apontou em 2013 uma desaceleração no ano passado da população ocupada nesses locais. A alta foi de apenas 0,7% em relação a 2012, para 23,116 milhões de pessoas - a menor variação já registrada pela pesquisa em toda a série histórica.

"Desde o ano passado, a região metropolitana mostra um nível de contratação mais baixo", diz Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Na avaliação do pesquisador, um dos fatores que pode estar limitando a criação mais forte de emprego nas áreas metropolitanas é o desempenho mais fraco do consumo. Dessa forma, grandes setores empregadores, como serviços e comércio, estão sendo afetados e abrindo menos postos.

 

Preços de medicamentos poderão ser reajustados em março

Os preços de medicamentos poderão ser reajustados a partir de 31 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), conselho de governo formado por vários ministérios, sob a liderança do Ministério da Saúde. A decisão está em resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) que estabelece os critérios de composição de fatores para o ajuste de preços dos produtos.

De acordo com o documento, os novos valores devem ter como referência o Preço Fabricante (PF) cobrado a partir de 31 de março de 2013. O texto também fixa em 4,66% o fator de produtividade para 2014, mecanismo que permite repassar ao consumidor, por meio dos preços dos medicamentos, projeções de ganhos de produtividade das empresas fabricantes de remédios.

A resolução explica que "o ajuste de preços de medicamentos será baseado em um modelo de teto de preços calculado com base em um índice, um fator de produtividade, uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor e uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores". "O índice a ser utilizado será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulado no período de março de 2013 até fevereiro de 2014", cita o texto.

Depois da publicação oficial da inflação medida pelo IPCA de fevereiro deste ano, a Cmed editará resolução específica para definir o Preço Fabricante e o Preço Máximo ao Consumidor dos medicamentos e também a forma de apresentação de Relatório de Comercialização pelas empresas produtoras e outras providências necessárias à execução do ajuste dos preços.

 

Mantega prevê PIB  de 2014 maior

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou o desempenho da economia no quarto trimestre de 2013, que registrou expansão de 0,7% - acima das expectativas do mercado e da assessoria econômica do ministério. Ele destacou que o resultado anualizado representa um crescimento de 2,8%.

O ministro disse ainda que espera um crescimento sustentável em 2014, "que pode ser um pouco maior do que o de 2013". A projeção oficial do governo é de uma expansão de 2,5% neste ano. Já o mercado projeta alta de 1,7%, segundo a pesquisa Focus.

De acordo com Mantega, com maior confiança do consumidor e também do investidor, pode haver uma liberação maior de crédito no País. Ele observou que a inadimplência caiu recentemente no Brasil e que "isso habilita o consumidor a obter mais crédito".

Ataxa de inadimplênica no crédito livre ficou em 4,8% em janeiro deste ano, nível superior ao porcentual de dezembro de 2013, que foi de 4,7%. Para pessoa física, no entanto, houve recuo de 6,7% para 6,6% na comparação mensal. Para as empresas, passou de 3,1% para 3,2%. Já a inadimplência do crédito direcionado ficou estável em 0,9% em janeiro.

 

Para o ministro, um dado positivo foi que as exportações cresceram mais que as importações no quarto trimestre de 2013 e contribuíram para crescimento do PIB. Ele reconheceu que este fato só ocorreu no final do ano, mas avaliou que pode sinalizar uma mudança para 2014.

Mantega destacou também que a alta do último trimestre do ano foi puxada pelos setores de serviço e de comércio, com estabilidade na agricultura. "De fato neste período do ano a agricultura cresce pouco", disse. 

 

Vendas reais dos supermercados subiram 4,5% em janeiro

As vendas reais dos supermercados no Brasil subiram 4,5% em janeiro ante igual mês de 2013, num resultado considerado positivo pela associação que representa o setor, Abras.

Segundo o presidente do Conselho Consultivo da entidade, Sussumu Honda, o avanço foi impactado pela massa de rendimento médio do trabalhador, que cresceu 3,3% em janeiro sobre o mesmo período do ano passado.

Ele também citou uma base de comparação fraca para justificar o resultado. "No início do ano passado as vendas começaram a crescer de forma mais lenta e só ganharam maior ritmo a partir de julho, beneficiadas pela redução do ritmo da inflação de alimentos e também pelo impacto da desoneração da cesta básica", afirmou.

Na comparação com dezembro, houve queda de 20,85% nas vendas reais do setor supermercadista em janeiro.

No mês passado, a Abras afirmou esperar um avanço de cerca de 3% para as vendas reais em 2014, após um crescimento de 5,36% registrado no ano passado.

Preços
A cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos de amplo consumo pesquisados pela GfK, teve alta de 4,47% em janeiro sobre o mesmo mês de 2012, e de 1,15% sobre dezembro, chegando a chegando a R$ 364,51.

Os produtos com maior alta em relação ao último mês de 2013 foram cebola (+16,40%), carne traseiro (+6,63%) e arroz (+4,29%). Na outra ponta, as maiores quedas foram sofridas por farinha de mandioca (-4,68%), leite longa vida (-4,17%) e tomate (-3,79%).

 

 

Arrecadação recorde de impostos soma R$ 123,7 bilhões

A arrecadação de impostos e contribuições federais bateu recorde em janeiro deste ano, informou a Receita Federal. Foi alcançado o montante de R$ 123,667 bilhões no último mês.

A marca histórica mensal anterior era justamente de janeiro do ano passado, de R$ 122,548 bilhões, em valor corrigido pelo IPCA. A alta em relação ao mesmo mês de 2013, ajustada à inflação do período, foi de 0,91%. Já sobre dezembro, o avanço real foi de 3,91%.

O resultado da arrecadação federal no último mês ficou dentro do intervalo das expectativas dos especialistas consultados. As apostavam variavam de R$ 108,000 bilhões a R$ 129,670 bilhões. O resultado, no entanto, ficou abaixo da mediana estimada, de R$ 124,600 bilhões.

A arrecadação das chamadas receitas administradas pela Receita Federal somou R$ 117,136 bilhões no mês passado. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de R$ 6,531 bilhões.

Segundo o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, o Fisco espera um crescimento real entre 3% e 3,5% das receitas administradas pelo órgão em 2014. Já a expectativa de crescimento nominal da arrecadação dessas receitas no ano, segundo ele, é de 8,4%.

Pessoas jurídicas e físicas. A Receita Federal arrecadou R$ 22,289 bilhões com o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e R$ 11,669 bilhões com a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) em janeiro. Os valores são, respectivamente, 6,89% e 2,73% menores do que os vistos em 2013. Segundo o Fisco, esse resultado deve-se à base de comparação, já que no mesmo mês de 2013 houve uma "elevada concentração nos pagamentos desses dois tributos".

Com imposto de importação, a arrecadação somou R$ 3,426 bilhões no mês passado, um crescimento de 9,14% ante janeiro de 2013. O aumento se deu, segundo o Fisco, da elevação no valor em dólar das importações e da alta na taxa média de câmbio. Com IPI Vinculado, a arrecadação foi de R$ 1,343 bilhão, uma alta de 5,94% na mesma base de comparação.

Já a arrecadação referente ao Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) somou R$ 1,336 bilhão, 10,89% acima do resultado de janeiro de 2013. De acordo com a Receita, o resultado é explicado por pagamentos decorrentes de ganho de capital na alienação de bens no mês passado.

A arrecadação com IOF, por sua vez, caiu 7,50% e somou R$ 7,175 bilhões em janeiro de 2014. Esse dado é explicado pela "queda significativa" na arrecadação do IOF em operações de câmbio após a desoneração feita em junho do ano passado. Além disso, houve redução na arrecadação das operações de crédito da pessoa jurídica, segundo a Receita.

Com Cofins, a arrecadação somou R$ 17,573 bilhões, uma queda de 4,82% na mesma base de comparação. Em relação ao PIS/Pasep, a arrecadação foi de R$ 4,827 bilhões, recuo de 1,33%. A arrecadação com Receita Previdenciária chegou a R$ 28,719 bilhões, uma alta de 4,26% ante o primeiro mês de 2013.

Refis. O valor arrecadado com os programas de parcelamento de dívidas do governo federal, o Refis, somou R$ 389 milhões em janeiro de 2014.

No ano passado, de outubro a dezembro, a Receita Federal teve arrecadação extraordinária de R$ 21,786 bilhões com Refis, o que ajudou a fechar as contas do ano. Entram nessa conta as renegociações de PIS e Cofins para bancos e seguradoras, IR e CSLL para empresas com lucros no exterior e o chamado Refis da Crise

Desonerações. A renúncia fiscal em janeiro de 2014 somou R$ 8,256 bilhões, valor R$ 3,137 bilhões maior que o registrado no mesmo mês do ano passado.

Desse total, em janeiro, R$ 1,548 bilhão diz respeito à folha de salários - R$ 913 milhões a mais que o registrado em janeiro de 2013. Com a desoneração de produtos da cesta básica, o valor chegou a R$ 778 milhões, R$ 687 milhões acima do registrado em janeiro de 2013.

Com a mudança do ICMS na base de cálculo de PIS/Cofins sobre importação, ocorrida no ano passado, o valor da renúncia registrado em janeiro deste ano foi de R$ 303 milhões.

As demais desonerações somaram R$ 5,672 bilhões, R$ 1,234 bilhão acima do valor registrado no primeiro mês de 2013.

Royalties do petróleo. O pagamento de royalties em janeiro sobre à extração de petróleo no último trimestre de 2013 foi o que garantiu a alta de 0,89% das receitas não administradas pela Receita Federal.

Segundo os dados divulgados pelo Fisco, o pagamento de royalties somou R$ 5,985 bilhões, 2,42% a mais que em janeiro de 2013. No total, as receitas não administradas somaram R$ 6,531 bilhões.

No ano passado, o recolhimento de royalties teve uma queda de 5,31% em relação a 2012 e contribuiu negativamente para o desempenho da arrecadação total.

 

Com atraso do início da safra preço do etanol segue alto

Os preços do etanol devem se manter firmes por mais tempo neste ano. As cotações do biocombustível geralmente começam a ceder em meados de abril, com o início da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, principal região produtora do País. Só que a estiagem das últimas semanas tende a atrasar o início da temporada 2014/15, já que os canaviais ainda estão longe do desenvolvimento ideal. Segundo representantes, a moagem tende a se intensificar somente a partir de maio, "prolongando", assim, o período de entressafra.

"As cotações devem continuar firmes, até porque os estoques estão justos", diz o presidente da Datagro, consultoria especializada em açúcar e etanol, Plínio Nastari. "Esses preços tendem a se manter por mais tempo. Têm potencial para subir, sim, mas não muito, porque senão superam a paridade (de 70%) e perdem competitividade ante a gasolina", complementa o superintendente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), Adriano Dias.

Atualmente, o litro do hidratado é comercializado a R$ 1,4148 nas usinas de São Paulo, sem impostos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). O valor é 14,6% maior na comparação com um ano antes. Só em 2013, acumula alta de 10,2%. O anidro, cotado a R$ 1,5348, tem valorização de 15,2% nos últimos 12 meses e de 6,4% só neste ano.

Em 2013, o preço do litro do hidratado começou a cair na semana encerrada em 26 de abril, indo de R$ 1,3018 para R$ 1,1786. A cotação do litro de anidro iniciou movimento de baixa na mesma semana, passando de R$ 1,3994 para R$ 1,3721. Durante a safra, hidratado e anidro chegaram a atingir os R$ 1,08 e R$ 1,22 por litro, respectivamente.

Importações

Os representantes não afastam a possibilidade de se importar etanol em volumes consistentes para garantir o abastecimento interno. Segundo eles, o fornecimento do biocombustível está garantido até o fim de abril, mas após isso pode ficar apertado caso a produção não se firme. Conforme a Datagro, em 1º de maio os estoques de etanol total (anidro mais hidratado) no Centro-Sul devem totalizar apenas 295 milhões de litros. O consumo mensal de hidratado, contudo, beira 1 bilhão de litros.

A boa notícia é que a safra de cana deve começar ainda mais alcooleira neste ano. As usinas geralmente privilegiam a produção de etanol no início de temporada para calibrar equipamentos e gerar fluxo de caixa mais rápido. Mas tendo em vista que a produtividade das plantas será menor por causa da seca, compensará destinar menor parcela de matéria-prima à produção de açúcar e maior à de etanol.

"A qualidade será pior e, neste momento, os preços relativos ainda indicam uma preferência pelo etanol, e não pelo açúcar de exportação", diz Nastari. Segundo ele, o mix de produção tende a ser até 1 ponto porcentual maior para o biocombustível em 2014/15, em torno de 56% da oferta de cana.

 

Brasileiros gastam US$ 2 bilhões em janeiro

A conta de viagens internacionais registrou um saldo negativo de US$ 1,478 bilhão em janeiro. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, esse saldo negativo é resultado do volume de despesas pagas por brasileiros no exterior (US$ 2,120 bilhões) acima das receitas obtidas com turistas estrangeiros em passeio pelo Brasil (US$ 643 milhões).

O saldo negativo foi menor do que o visto em janeiro de 2013, de US$ 1,603 bilhão.

O resultado do saldo em janeiro foi 7,8% menor do que o registrado em janeiro de 2013. Os gastos de turistas brasileiros no exterior caíram 7,8% e os de estrangeiros no Brasil, 7,7%.

Para este ano, o BC projeta que a conta de viagens vai fechar deficitária em US$ 19 bilhões, acima dos US$ 18,632 bilhões registrados no acumulado do ano passado.

Menor uso do cartão. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, destacou a queda do déficit na conta de serviços em janeiro deste ano na comparação com o mesmo do ano passado. O fato se deve, segundo o economista, à variação cambial.

O aumento do dólar influenciou a retração nos gastos dos brasileiros no exterior na comparação entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano. Em 2013, a conta de serviços ficou negativa em US$ 47,523 bilhões, 17% a mais do que o déficit do ano anterior.

Segundo Maciel, essa expansão, que já foi da ordem de 20%, começa a se moderar. Os brasileiros gastaram US$ 2,120 bilhões no exterior no mês passado, ante US$ 2,299 bilhões em janeiro de 2013.

Maciel ressaltou que esse nível de despesas ainda é elevado.O brasileiro que vai hoje para o exterior, em média, faz metade das despesas com cartão de crédito e metade com moeda em espécie, segundo dados do Banco Central. "Isso vem mudando. Em 2011, participação do cartão de crédito era 60%", afirmou.

Enquanto os gastos em viagens internacionais cresceram por volta de 20% em 2013, as despesas com cartão de crédito em 2013 cresceram "só" 0,5% no período, informou Maciel.

 

Governo anuncia corte do Orçamento de R$ 44 bilhões

Depois de meses de expectativas e incertezas dos investidores em relação aos rumos da política fiscal, o governo anunciou , corte de R$ 44 bilhões no Orçamento da União deste ano. O governo vai perseguir uma meta de superávit primário das contas do setor público de R$ 99 bilhões, o equivalente a 1,9 % do Produto Interno Bruto (PIB) - proporcionalmente, o mesmo obtido no último ano.

A meta fiscal dos governo regionais neste ano é de R$ 18,2 bilhões, o equivalente a 0,35% do PIB. Já a meta fiscal do governo central é de R$ 80,8 bilhões, ou 1,55% do PIB.

O compromisso de esforço fiscal deste ano, em números absolutos, é maior do que os R$ 91,306 bilhões alcançados em 2013. A meta de 2014, porém, é menor do que os 2,1% do PIB prometidos quando o governo enviou, em meados do ano passado ao Congresso a proposta de Orçamento da União.

O ministro da pasta, Guido Mantega, entende que a meta fiscal de 1,9% não pode ser maior, em partes, por causa da crise internacional.

"Embora esteja ocorrendo recuperação da economia internacional, ela está sendo lenta. Talvez mais lenta do que aquilo que o mercado estava prevendo", disse em discurso.

Meta 'conservadora'. A posição o ministério da Fazenda é que a proposta de decreto de programação orçamentário foi feito com base em estimativas conservadoras para a receita. Documento oficial aponta para receitas extraordinárias menores neste ano em relação a 2013. Não há previsão de desonerações tributárias adicionais –no ano passado, elas foram da ordem de R$ 77 bilhões.

Haverá contenção de despesas de custeio e da máquina administrativa. O objetivo, segundo o Ministério da Fazenda, é a consolidação fiscal que viabiliza a sustentabilidade do crescimento econômico e contribui para o combate à inflação. Os instrumentos utilizados é a contenção de despesas de custeio e ampliação dos investimentos.

Crescimento do PIB. A primeira previsão do governo federal para a expansão do PIB (produção de bens e serviços de economia) neste ano era de 4,0%, no projeto de lei orçamentária deste ano. O Congresso aprovou o documento com a redução da expectativa para 3,8%. Nesta quinta, o governo anunciou a projeção de 2,5% de avanço econômico neste ano.

O valor é bem mais otimista do que a expectativa de 1,79% de crescimento da economia brasileira projetada pelos analistas econômicos, segundo a Pesquisa Focus do Banco Central.

Cortes no PAC e em emendas. Foi reduzida a previsão de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em R$ 7 bilhões, somando R$ 54,463 bilhões. Na proposta de Lei Orçamentária, a previsão era de R$ 61,463 bilhões.

O governo também reduziu em R$ 13,3 bilhões a previsão de emendas de parlamentares no Orçamento, que passou para R$ 6,462bilhões. O documento de programação orçamentáriainforma ainda que a liberação de limite para as emendas individuais será de R$ 6,510 bilhões, sendo 50% na área da saúde.

IPCA e câmbio. A previsão de inflação do governo também foi puxada para baixo. O IPCA projetado pela equipe econômica caiu de 5,8% para 5,3% em 12 meses terminados em dezembro.

No caso do câmbio, a estimativa foi levada para cima: de R$ 2,30 para R$ 2,44. Desde janeiro, a moeda americana tem flutuado na casa dos R$ 2,40.

Energia e falta d'água. O documento entregue pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento não menciona a previsão de gastos com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A escassez de chuvas e o maior uso das térmicas têm gerado discussões a respeito da necessidade de aumentar aportes do Tesouro Nacional à CDE.

No início deste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que não haveria repasse para a tarifa ao consumidor. Ele disse que, "se for necessário", o Tesouro Nacional pode dar auxílio às distribuidoras de energia, além dos R$ 9 bilhões previstos no Orçamento para a CDE. "Daremos cobertura para esses problemas, de modo que isso não passe para a tarifa do consumidor final", afirmou na ocasião.

 

Safra já provoca filas no Porto de Santos

O plano do governo federal para escoamento da safra de grãos no Porto de Santos falhou no primeiro teste. Como no ano passado,  a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, antiga Piaçaguera-Guarujá, amanheceu completamente congestionada. Antes das 7 horas da manhã, a Polícia Rodoviária já registrava oito quilômetros de fila de caminhões rumo aos terminais localizados na margem esquerda do porto, no Guarujá.

O caos também foi observado na entrada da Via Anchieta por causa do grande volume de carretas em direção aos terminais da Alemoa, na entrada de Santos. Os motoristas que pretendiam subir a serra ficaram parados por mais de três horas, repetindo-se a mesma cena do primeiro semestre do ano passado.

Com a piora da situação, que começou a se deteriorar na semana passada, a Secretaria Especial de Portos (SEP) fez uma série de reuniões com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), prefeitura de Cubatão, representantes da indústria, Polícia Rodoviária Estadual, entre outros órgãos, para diagnosticar o problema.

Segundo o presidente da Codesp, Renato Barco, o problema todo foi decorrente do não agendamento dos caminhões que vieram para os pátios reguladores, instalados em Cubatão. "Não vou dizer que fomos surpreendidos, mas foi um fluxo de veículos acima do normal."

O executivo revelou que alguns caminhões adiantaram em dois dias a data de agendamento achando que poderiam encontrar locais para estacionar na Baixada Santista. O Ecopátio, credenciado à Codesp, no entanto, operou com 85% da capacidade e não registrou filas nem na entrada nem na saída.

O diretor da SEP, Luiz Cláudio Santana Montenegro, afirmou que, de agora em diante, além das notificações que já estão sendo feitas, as empresas serão punidas com multas que variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil por veículo que descumprir as regras de agendamento estabelecidas no ano passado.

Na terça-feira da semana passada, dois terminais (Caramuru e Libra) foram notificados em decorrência de problemas no agendamento, que deram margem aos primeiros congestionamentos.

A situação piorou, com a constatação de que nada menos que 12 mil caminhões vieram para a região, muitos deles sem nenhum tipo de agendamento, antecipando-se ao período de embarque.

24 horas. Montenegro deixou claro que o Porto de Santos tem capacidade de absorver toda a safra de grãos destinada à exportação, desde que haja um mínimo de organização. Já o presidente da Codesp destacou que o porto não pode se dar ao luxo de funcionar apenas nos cinco dias úteis da semana. "O porto 24 horas é uma realidade e não se justifica que os caminhões não transportem suas cargas nos fins de semana."

Em relação aos problemas observados nas proximidades do distrito da Alemoa, Barco declarou que a solução será dada pela prefeitura de Santos, uma vez que o local, que concentra uma série de terminais, não faz parte do porto organizado.

A prefeita de Cubatão, Márcia Rosa (PT), ameaçou tomar providências se a situação não for resolvida: "Não vou aceitar que os moradores passem mais uma vez pelo que enfrentaram hoje (ontem): médicos não chegaram aos postos de saúde, crianças não conseguiram frequentar as escolas, trabalhadores não tiveram como assumir seus postos no polo industrial. A cidade ficou travada, parada desde a noite de segunda-feira". O protesto da prefeita foi acompanhado pelos representantes das indústrias do município, que lamentaram os transtornos observados nas unidades industriais.

 

Governo autoriza aeroporto em Caçapava

O governo federal concedeu  a terceira autorização para exploração comercial de um aeroporto privado no Estado de São Paulo. Localizado em Caçapava, a 120 km da capital paulista, o empreendimento Aerovale já está em construção e deve iniciar as operações no dia 30 de maio, antes da Copa.

O aeroporto pertence à construtora Penido e faz parte de um projeto de desenvolvimento imobiliário de uma região rural em Caçapava. O Aerovale ocupa uma área de 2,25 milhões de m² e receberá R$ 250 milhões em investimentos.

O empreendimento prevê a venda de 117 lotes aeronáuticos, para construções de hangares, e de 188 áreas para condomínios industriais. A venda desses terrenos fará com que o projeto atinja um VGV (valor geral de venda) de R$ 1 bilhão.

Além dos lotes industriais e aeronáuticos, o empreendimento também terá dois hotéis, um centro de convenções, torres comerciais, outlet e quadras poliesportivas para locação.

"A nossa intenção não é só investir em um aeroporto, mas no entorno", disse Rogério Penido, presidente do Aerovale. Segundo ele, 30% dos lotes já foram vendidos para empresas de diferentes setores - de distribuição editorial a táxi aéreo.

Até o fim de maio, Penido promete entregar a pista principal asfaltada e os hangares com pedra no chão. Hoje cerca de 40% da obra foi concluída e 97% da terraplanagem. "O histórico das Copas é atrair um fluxo grande de empresários do mundo todo, que vão chegar com seus jatos. Serão 2,5 mil, 3 mil jatos que não terão onde pousar. Queremos trazê-los para Caçapava", disse Penido.

A promessa é concluir em dezembro o terminal de passageiros, com capacidade para 600 pessoas, e todos os lotes dos arredores do aeroporto.

Demanda. Além de atender os clientes de aviação executiva no Vale do Paraíba, o empreendimento também deve ser usado pelos passageiros que seguem para a capital paulista.

"São Paulo tem uma pressão de demanda muito forte para aviação executiva. A cidade tem a segunda maior frota de helicóptero do mundo. Isso mostra a necessidade de criar infraestrutura aeroportuária", disse o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, durante a solenidade de assinatura do plano de outorga para o aeroporto.

A exploração comercial de aeroportos privados no Brasil se tornou viável após a publicação de um decreto com mudanças na regulamentação do setor em dezembro de 2012. O decreto comtemplou apenas projetos de aeroportos para aviação executiva, mas o governo avalia estender a regra para aeroportos destinados a voos comerciais.

Além do Aerovale, em Caçapava, também receberam o aval da SAC projetos de aeroportos em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, e em São Roque (SP).

 

 

Analistas diminuem projeção do PIB em 2014

Após a prévia do PIB ter decepcionado o mercado, economistas já começam a rever suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 passou de 1,90% para 1,79% na pesquisa Focus do Banco Central. Para 2015, a estimativa recuou de 2,20% para 2,10%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 2% e 2,50%.

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2014 segue em 1,93%. Para 2015, economistas preveem avanço industrial de 2,89%, ante 2,95% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 2,20% para 2014 e de 2,89% em 2015 para o setor.

Os analistas reduziram a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014 de 34,95% para 34,80%. Há quatro semanas, estava em 34,80%. Para 2015, segue em 35,00% há nove semanas.

Alta da inflação. Para a inflação, analistas esperam um  avanço de preços maior. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2014 subiu de 5,89% para 5,93%, para 2015 segue em 5,70% e para os próximos 12 meses subiu de 6% para 6,05%. Há quatro semanas, as estimativas estavam em 6,01%, 5,60% e 5,98%, respectivamente.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2014 no cenário de médio prazo segue em 5,86%. Para 2015, a previsão dos cinco analistas se manteve em 5,80%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 6,19% para 2014 e 6,00% para 2015.

Juro. Os economistas consultados mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 em 11,25% ao ano. Para 2015, a mediana segue em 120% ao ano. A taxa está hoje em 10,50% ao ano. A previsão para a taxa na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro segue em 10,75% ao ano.

Dólar. A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2014 subiu de R$ 2,47 para R$ 2,48 nas estimativas dos analistas consultados na pesquisa. Há quatro semanas, a projeção era de R$ 2,45. Para o fim de 2015, a mediana subiu de R$ 2,53 para R$ 2,55. Há quatro semanas estava em R$ 2,50.

Na mesma pesquisa, o mercado financeiro elevou a previsão para a taxa média de câmbio em 2014 de R$ 2,44 para R$ 2,45. Para 2015, a projeção subiu de R$ 2,49 para R$ 2,50.

 

 

Economia brasileira aponta crescimento de 2,52% em 2013

A economia brasileira cresceu 2,52% em 2013, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O índice, sem ajuste sazonal, passou de uma média mensal de 141,93 pontos para 145,50 pontos. A variação do IBC-Br ficou igual à mediana das projeções dos analistas do mercado financeiro (2,52%). O intervalo das estimativas era de 2,25% a 2,70%.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e tem grande influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB), divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O resultado do PIB do quarto trimestre de 2013 será conhecido na última semana de fevereiro. O indicador também é conhecido popularmente como "PIB do BC", embora não possa ser considerado como uma prévia do dado do IBGE.

No quarto trimestre, houve queda de 0,17% em relação ao trimestre anterior, no dado com ajuste. O indicador avançou de uma média mensal de 145,66 pontos entre julho e setembro para 145,42 pontos entre outubro e dezembro de 2013. Nesta comparação, o resutlado ficou abaixo das projeções, que variavam de queda de 0,20% a crescimento de 0,40%.

Na comparação com o mesmo período de 2012, o IBC-Br passou de 142,74 pontos para 145,04 pontos, com uma variação de 1,62% (dado sem ajuste) no período.

Em dezembro, o indicador caiu 1,35%, após registrar queda de 0,64% em novembro ante outubro. Na comparação entres os meses de dezembro de 2013 e de 2012, houve elevação de 0,71% na série sem ajustes sazonais. Os dados de dezembro foram influenciados pelos resultados da produção industrial e do comércio, que tiveram retração no fim do ano passado, conforme informou recentemente o IBGE.

Revisão. O Banco Central revisou os dados do índice de atividade econômica calculado pela instituição. Para novembro, foi revisto para -0,64%, ante -0,31% na primeira divulgação. Para outubro de 2013, foi revisado para 0,60%, ante 0,71%. Para setembro, foi revisto para 0,16%, ante -0,03%. Para agosto de 2013, foi alterado para 0,01%, ante taxa de 0,05%. Para julho, foi revisto para -0,29%, ante -0,21% na divulgação anterior.

Os números do IBC-Br no primeiro semestre de 2013 também foram revisados, na comparação mensal. Para junho, foi alterado para 0,70%, ante 0,74% na divulgação anterior. Para maio de 2013, foi alterado para -1,35%, ante taxa de -1,27%. Para abril, foi revisto para 0,89%, ante 0,96% na divulgação anterior.

Também houve revisão dos dados mensais de março (de 0,97% para 0,88%), fevereiro (de -0,29% para -0,26%) e janeiro (de 1,23% para 0,85%).

 

 

Brasileiros os maiores compradores de imóveis em Londres

Os investidores brasileiros buscam cada vez mais imóveis em Londres. Levantamento feito pela consultoria imobiliária britânica Knight Frank mostra que as consultas de potenciais compradores do Brasil cresceram 115% nos últimos 12 meses. Esse foi o maior aumento entre os países emergentes.

O estudo diz que esse interesse é uma resposta à maior aversão ao risco gerada pela política monetária nos Estados Unidos e menor crescimento da China. Investidores estariam em busca do "porto seguro" representado pelo aquecido mercado imobiliário da capital britânica, diz a pesquisa.

A aversão ao risco e a desconfiança com países emergentes não atingem apenas investidores estrangeiros. Os brasileiros também estão migrando para opções mais seguras, avalia a consultoria britânica.

Uma das maiores do segmento imobiliário no Reino Unido, a empresa tem notado forte aumento nas consultas de clientes de mercados emergentes interessados em investir em imóveis na cidade. Para a consultoria, o fenômeno é explicado pela busca de um investimento seguro em resposta à atual fragilidade do mercado financeiro.

"Tem ocorrido um recente aumento do interesse por imóveis residenciais em Londres de compradores em mercados emergentes diante da instabilidade política e econômica crescente em várias partes do mundo em desenvolvimento", explica o consultor da Knight Frank, Tom Bill. "A decisão do Federal Reserve (o banco central dos EUA) de iniciar a retirada dos estímulos econômicos no ano passado e a desaceleração da economia da China geram aumento da volatilidade nessas regiões emergentes", completa.

Tal busca por um investimento mais sólido é liderada pelos brasileiros, cujo volume de consultas de potenciais clientes mais que dobrou nos 12 meses encerrados em janeiro. Em seguida, aparecem Argentina e Ucrânia, ambas com alta de 67%. Entre os demais, também há aumento da demanda entre os "Cinco Frágeis" - emergentes que estariam mais expostos à mudança do cenário econômico global. Segundo a Knight Frank, consultas cresceram 10% entre investidores da Indonésia e Turquia, 9% da África do Sul e 3% da Índia. Contatos da China também tiveram alta expressiva: 31%.

Na média, as consultas com origem em todos os mercados emergentes cresceram 44%. O foco desses investidores está especialmente no segmento de luxo e a procura por imóveis londrinos com valor de mais de 15 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 60 milhões) saltou 76%, mostra o estudo da imobiliária que atua há mais de cem anos na capital britânica. A empresa não informa o número total de consultas e o volume de negócios efetivamente fechados.

Estrangeiros. Não são apenas os emergentes que prestam atenção ao mercado imobiliário britânico. Segundo dados coletados pelo banco BNP Paribas, investimentos no setor imobiliário na região metropolitana de Londres alavancaram 24 bilhões de libras (cerca de R$ 95 bilhões) no acumulado em 18 meses até meados do ano passado. A maior parte desse dinheiro - 64% do total - foi investida por estrangeiros. Nos últimos anos, clientes de países emergentes especialmente russos, chineses e árabes passaram a ser comuns nas grandes transações imobiliárias em Londres.

Um bom exemplo é o maior empreendimento imobiliário em construção em Londres. O projeto Battersea Power Station é liderado por um consórcio de empresas e investidores da Malásia. Ao total, serão investidos 8 bilhões de libras (mais de R$ 30 bilhões) em um grande complexo que terá mais de 3 mil residências que custam até 6 milhões de libras (R$ 23 milhões), hotel, área comercial, centro de convenções e lazer e que só ficará pronto em 2024. O projeto fica na área ocupada pela antiga usina elétrica, construção com grandes chaminés e que ficou famosa na capa do disco Animals, da banda Pink Floyd.

Preços. A procura dos estrangeiros por imóveis ajuda a explicar o aumento dos preços do mercado. Segundo o escritório de registros imobiliários do governo britânico, o preço médio dos imóveis negociados na capital britânica alcançou 403,7 mil libras (R$ 1,6 milhão) em dezembro do ano passado, o primeiro mês com valor médio acima de 400 mil libras na história. Nos acumulado em 12 meses, a alta dos preços foi de 11,2%. Na comparação com agosto de 2008 - um mês antes do estouro da crise, o valor médio das residências já está 23,5% mais caro.

 

Inadimplência do consumidor subiu 1,1% em janeiro

A inadimplência do consumidor avançou em janeiro, segundo levantamento da Serasa Experian, divulgado. O aumento foi de 1,1% em relação ao mês anterior - a quarta alta mensal seguida.

Frente ao mesmo período de 2013, foi registrada queda de 4%, a oitava baixa nesse tipo de comparação.

As principais responsáveis pela alta do indicador foram as dívidas não bancárias (relativas a cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços), cuja inadimplência cresceu 2,7%. A falta de pagamentos de títulos protestados cresceu 23,8% e de quitação de dívidas de bancos caiu 0,7%. Os cheques sem fundos tiveram contribuição nula no índice de janeiro.

O valor médio da inadimplência bancária registrou queda de 6,1% em janeiro de 2014, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os títulos protestados também apresentaram baixa de 0,3%. Na contramão, os cheques sem fundos e as dívidas não bancárias registraram alta de 3,2% e 4,2%, respectivamente.

Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, as recentes altas mensais da inadimplência do consumidor estão enfraquecendo as quedas nas comparações interanuais nos últimos quatro meses.

"Isso sinaliza que a trajetória de declínio da inadimplência do consumidor, constituída a partir do último trimestre de 2012, pode estar se encaminhando para uma conjuntura de estabilidade. Aumentos sucessivos das taxas de juros, crescimento mais fraco da economia, inflação situando-se próxima ao teto da meta e diminuição do ritmo de geração de vagas no mercado formal de trabalho contribuem para desacelerar a curva descendente da inadimplência do consumidor", disse em nota.

 

Receita arrecada R$ 240 milhões com turistas

A Receita Federal informou, que arrecadou cerca de R$ 240 milhões em impostos de turistas em viagens internacionais no segundo semestre do ano passado. Segundo os dados, R$ 191,2 milhões são referentes a declarações espontâneas e R$ 49,2 milhões são de pessoas que não declararam os bens e foram fiscalizadas pela Receita.

O número divulgado considera os resultados a partir de agosto do ano passado, quando a Receita implantou a e-DBV, a Declaração Eletrônica de Bens de Viajante, que permite que os contribuintes façam a declaração online dos bens e valores em viagens internacionais. Segundo o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ernani Checcucci, a quantidade de declarações no ano foi "muito maior". "Estamos criando facilidades para que o contribuinte possa se regularizar de forma espontânea simplificada", afirmou.

A quantidade de voos internacionais diminuiu de 174,2 mil em 2012 para 162,6 mil no ano passado, mas o número de passageiros internacionais subiu de 18,69 milhões para 19,79 milhões, segundo a Receita.

Copa do Mundo

Checcucci afirmou que a Receita Federal ainda não sabe se o sistema de reconhecimento facial que facilitará a fiscalização nos aeroportos estará concluído até a Copa do Mundo. "Não temos clareza em relação a isso data de conclusão do sistema, que também está associado à questão orçamentária. Queremos o mais rápido possível. É um projeto que será desenvolvido independente da Copa", disse. Ele acrescentou que a licitação para o sistema de recepção das informações de companhias aéreas só saiu no início deste ano. "Estamos correndo para fazer o mais rápido possível."

Em agosto do ano passado, Checcucci informou que a Receita estudava a implantação de novas medidas para agilizar e tornar mais eficaz a fiscalização das aduanas, o que incluía um sistema capaz de fazer reconhecimento facial. As companhia aéreas transmitirão a relação de passageiros à Receita Federal, que cruzará dados e selecionará passageiros para fiscalização. Na ocasião, ele também não deu prazo para a implementação das mudanças e disse que ocorreria o mais rápido possível.

O subsecretário afirmou hoje que, para 2014, a Copa do Mundo é uma grande prioridade. "O plano de reforço está sendo concluído", afirmou. "Além da Copa, continuaremos com projeto de modernização dos sistemas informatizados do comércio exterior e dos passageiros", disse.

Remessas

A Receita Federal processou no ano passado 20,8 milhões de remessas postais (envelopes, cartas e encomendas), 44% a mais que em 2012, quando somou 14,4 milhões. A tributação sobre essas remessas subiu 16%, de R$ 220,8 milhões em 2012 para R$ 256,1 milhões no ano passado. O valor médio, entretanto, teve queda: de R$ 138 para R$ 106, uma redução de 23%.

Checcucci disse que esse tipo de comércio está crescendo e que a Receita tem um projeto para informatizar o controle das remessas postais internacionais em parceria com os Correios.

 

Empresários não confiam  no governo de  Dilma Rousseff

A troca de farpas entre o governo e os empresários não é de hoje. Ambos os lados do jogo dançam conforme a música. Em entrevista o presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e sócio-fundador da Natura, Pedro Passos, disse que falta direção do governo à economia e que os empresários não confiam no governo Dilma Rousseff.

O ícone  do empresário brasileiro, Antonio Erminio de Moraes, chega a ser conhecido como ‘crítico de todos os governos’. As críticas já se direcionaram não só ao governo do Partido dos Trabalhadores, mas também a Fernando Henrique Cardoso e a Fernando Collor.

Uma das principais críticas do empresariado é à maneira como o governo faz a iniciativa privada perder o interesse por investir, seja aumentando o juro, nos modelos de leilão ou até na regulamentação de alguns setores.O ex-presidente da Vale Roger Agnelli foi um dos que não apoiou o código de mineração. Na época, chegou a declarar que iria "cair no Estado a obrigação de correr atrás de investir na pesquisa dessas áreas".

 

Mais recentemente, quem protagonizou uma briga com uma gestão do PT foi o presidente da federação das Industriais do estado de São Paulo, Paulo Skaf. O empresário foi contra o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital paulista, criticando a gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo. "Aqui o transporte, a segurança, e vários serviços públicos deixam muito a desejar", disse. Skaf é o provável candidato do PMDB ao Governo de São Paulo nestas eleições.

 

Não há só críticas negativas. Do outro lado, há quem já saiu em favor do governo. Em 2013, o empresário Abílio Diniz fez uma enfática defesa dos avanços econômicos e sociais alcançados pelo governo nos últimos 10 anos.

Outra empresária do setor de varejo, Luiza Helena Trajano, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo e fundadora do Magazine Luiza , elogiou o governo federal por causa do “Minha Casa Melhor”, uma linha de financiamento de móveis e eletrodomésticos exclusiva para beneficiários do programa de compra da casa própria Minha Casa, Minha Vida. De acordo com ela, o programa dá "dignidade para o nosso povo".

 

Anac define remuneração de áreas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, os critérios e os procedimentos para alocação e remuneração de áreas exploradas nos aeroportos públicos. Segundo o texto, o valor pelo uso de áreas comerciais é de livre negociação entre o operador do aeroporto e a parte interessada, observado o regime próprio dessas contratações. Isso vale para serviços como aluguel de carro, restaurantes, lanchonetes e salas VIP.

Também é de livre negociação entre as partes os preços da áreas destinadas a atividades operacionais como abrigo e manutenção de aeronaves. No caso da utilização de espaços por órgãos públicos, o valor será cobrado, sem fins lucrativos, em razão das despesas com água, energia elétrica, limpeza, manutenção de equipamentos.

O texto diz que, na alocação e remuneração de áreas aeroportuárias, são vedadas "práticas discriminatórias e abusivas" e que o operador do aeródromo poderá negociar o prazo de vigência de contrato de utilização de área, limitado ao prazo de sua outorga para explorar a infraestrutura aeroportuária, quando houver, ou ao prazo máximo de 25 anos.

As regras estão em resolução publicada no Diário Oficial da União e passam a valer em 30 dias, exceto o artigo 12 da resolução, que só entrará em vigor em 180 dias. Esse artigo diz que "eventual cobrança variável para remunerar a utilização das áreas destinadas às atividades de abastecimento de aeronaves deverá ser fixada com base no volume de combustível comercializado pela distribuidora".

 

Produção de veículos em janeiro recuou 18,7%

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 237.491 unidades em janeiro. Apesar de representar uma recuperação de 2,9% em relação aos dados de dezembro, significa recuo de 18,7% ante o mesmo mês de 2013 - apontam os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No acumulado dos 12 meses encerrados em janeiro, a produção cresceu 5% ante o ano anterior, para 3,66 milhões de unidades.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em janeiro ficou em 221.183 unidades, queda de 0,3% sobre o mês anterior e baixa de 20% sobre janeiro de 2013.

A produção de caminhões atingiu 13.709 unidades - avanço de 86,6% sobre dezembro e alta de 9,3% sobre janeiro do ano passado. No caso dos ônibus, foram produzidas 2.599 unidades em janeiro, alta de 58% ante dezembro e queda de 16,8% sobre janeiro de 2013.

Já as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus recuaram 11,7% em janeiro ante o mês anterior, com 312.618 unidades, e avançaram 0,4% na comparação com janeiro de 2013.

Flex em alta. A fatia de automóveis e veículos comerciais leves bicombustíveis (flex) sobre o total comercializado atingiu 88,5% em janeiro de 2014, acima da participação registrada em dezembro (88,4%). Ao todo, os veículos flex somaram 265,570 mil unidades vendidas no mês passado.

Em janeiro de 2013, a participação das vendas de veículos flex foi de 88,3%.

Máquinas agrícolas. As vendas internas de máquinas agrícolas no atacado em janeiro somaram 3,783 mil unidades, queda de 34,5% sobre dezembro e recuo de 29,9% ante o mesmo mês de 2013.

Já a produção de máquinas agrícolas caiu 18,3% em janeiro na comparação com o mês anterior e chegou a 5,298 mil unidades. O resultado significa ainda uma queda de 13,6% sobre janeiro de 2013, quando foram produzidas 6,133 mil máquinas agrícolas.

As exportações de máquinas agrícolas em valores totalizaram US$ 213,188 milhões em janeiro, um recuo de 17,8% na comparação com dezembro e uma alta 6,4% quando comparadas com o mesmo mês de 2013.

Foram exportadas, ao todo, 556 máquinas agrícolas em janeiro, queda de 52,7% sobre dezembro e queda de 31,9% na comparação com o mesmo mês de 2013.

Exportações. As exportações do setor automotivo brasileiro, em valores, somaram US$ 886,2 milhões em janeiro de 2013, queda de 26% em relação ao mês de dezembro e um recuo de 13,3% na comparação com janeiro de 2013.

O mês de janeiro encerrou com 26.779 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, um recuo de 40,5% ante dezembro e queda de 28,9% sobre o mesmo período do ano passado.

Empregos no setor. O setor automotivo encerrou o mês de janeiro com 153.147 empregados, o que representa estabilidade em relação a dezembro.

Na comparação com janeiro de 2013, houve avanço de 1,2% no contingente de funcionários, considerando autoveículos e máquinas agrícolas.

O segmento de autoveículos registrou, em janeiro, alta de 0,1% ante dezembro no contingente de empregados, totalizando 131.698 funcionários. Em relação a igual mês de 2013, o avanço foi o mesmo, de 0,1%.

Já o segmento de máquinas agrícolas finalizou janeiro com diminuição de 0,8% no número de empregados na comparação com dezembro, ao registrar 21.449 funcionários. Na comparação com janeiro de 2013, a alta foi de 8,3%.

 

Empresas aéreas cortam ofertas de passagens

Depois de anos de crescimento expressivo, o mercado aéreo fechou 2013 com a primeira queda na oferta de passagens em voos domésticos e com a menor expansão da demanda nos últimos dez anos.

A oferta de assentos para voos domésticos caiu 2,89% no ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Já a demanda por passagens nacionais desacelerou e fechou o ano com crescimento de apenas 1,36%, contra altas de 6,81% em 2012, 15,92% em 2011 e 23,85% em 2010.

A queda na oferta reflete o fechamento da Webjet, que interrompeu os voos em novembro de 2012 e tinha quase 5% do mercado, e a redução de 8% na oferta de voos na TAM em 2013, dona de 40% do mercado.

Desde 2012, as líderes TAM e Gol iniciaram um movimento de ajuste de oferta para recuperar a rentabilidade. As empresas cortaram os voos menos rentáveis e recuaram em seus planos de expansão de frota, em uma tentativa de voar com aviões mais cheios e melhorar sua rentabilidade.

No caso da Gol, o ajuste principal foi feito em 2012, quando a empresa fechou o ano com redução de 5,38% na oferta de voos, segundo dados da Anac. No ano passado, a empresa aumentou sua oferta em 5,2%.

Já a TAM, que registrou queda na oferta de 1,06% em 2012, cortou mais 8,05% do volume de assentos oferecidos nos voos domésticos em 2013, apontam os dados da Anac. Em comunicado, a TAM ressaltou que a estratégia de “ajuste preciso na oferta”, proporcionou à empresa, em 2013, sua melhor taxa de ocupação nos voos domésticos da história: 79,3%.

“Este número reflete o sucesso da estratégia que iniciamos no último ano e é o resultado direto do ajuste preciso na nossa oferta de assentos para o mercado doméstico brasileiro”, afirma Claudia Sender, presidente da TAM, em comunicado. “Estamos satisfeitos porque fomos mais eficientes em 2013”, disse.

Preços. Após sete semestres consecutivos de redução de tarifas, os preços das passagens aéreas voltaram a subir no País no segundo semestre de 2012, de acordo com dados da Anac.

“A alta de preços impacta na demanda da classe C. As empresas aéreas estão focando novamente no passageiro de negócios”, disse o consultor em aviação, Nelson Riet.

Em 2010 e 2011, as companhias aéreas fizeram guerra de tarifas para atrair o passageiro de classe C para os aviões. Mas a estratégia não se sustentou nos anos seguintes, quando o setor sofreu um choque de custo.

Os vilões foram o aumento do preço do combustível, principal custo das empresas aéreas, e a valorização do dólar –mais da metade das despesas das companhias, como leasing e o próprio querosene de aviação, são atrelados à moeda americana. Esse choque de custo fez as empresas aéreas brasileiras amargarem, juntas, R$ 3,5 bilhões de prejuízo apenas em 2012, segundo dados da Anac.

As perdas levaram as companhias a adotar uma política de expansão mais conservadora e a elevar preços, levando a uma desaceleração na demanda por voos em 2013.

 

 

Produção da indústria cai e tem pior resultado desde 2008

A produção da indústria brasileira caiu 3,5% em dezembro na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). Foi a segunda queda mensal seguida do indicador, e o pior resultado desde dezembro de 2008, quando houve queda de 12,2%.

Com a queda no último mês do ano, o total da indústria ficou 6,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, ressalta o IBGE.

"Vale ressaltar que o comportamento de menor intensidade da produção industrial nos dois últimos meses do ano não só eliminou o ganho de 0,9% assinalado no período de agosto-outubro, mas também confirmou um segundo semestre marcado pelo menor dinamismo", diz a pesquisa.

No acumulado de 2013, a atividade da indústria fechou com alta de 1,2%, mostrando melhora em relação a 2012, quando o setor teve queda de 2,5%, e sobre 2011, quando a alta foi de 0,3%.

Setores
Na passagem de novembro para dezembro, houve queda em 22 dos 27 ramos pesquisados. A mais acentuada foi em veículos automotores, de 17,5%, pressionada, segundo o IBGE, pela concessão de férias coletivas em várias empresas do setor. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando queda de 22,9%.

Houve quedas significativas também na produção de máquinas e equipamentos (-6,2%),  farmacêutica (-11,7%), refino de petróleo e produção de álcool (-4,3%) e metalurgia básica (-7,4%). Outros impactos negativos vieram dos setores de borracha e plástico (-6,7%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-14,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,2%), calçados e artigos de couro (-13,4%), produtos de metal (-3,2%) e perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-5,3%).

Já as altas foram verificadas em material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (10,6%) e vestuário e acessórios (10,9%).

No ano
Em todo o ano passado, a alta de 1,2% foi resultado do crescimento de 2,1% no primeiro semestre – uma vez que os últimos seis meses do ano acumularam queda de 0,3%.

Na contramão do resultado de dezembro, a produção de veículos automotores teve a maior influência de alta, com crescimento de 7,2% no ano, puxada principalmente pela fabricação de caminhões, reboques e outros veículos para transporte de mercadorias.

Houve contribuições positivas também no ano dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (7,3%), de máquinas e equipamentos (6,1%), de outros equipamentos de transporte (8,0%), de outros produtos químicos (2,3%) e de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (5,5%).

Por outro lado, entre os ramos que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-10,2%), farmacêutica (-9,7%), indústrias extrativas (-4,1%), bebidas (-4,1%) e metalurgia básica (-2,0%).

 

Supermercados se destacam no varejo

Os setores que mais cresceram no varejo brasileiro em 2013 ante o ano anterior, conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), foram as companhias aéreas com expansão de 17,6% em receita nominal de vendas no período de comparação. Em seguida, de acordo com o indicador lançado, pela adquirente Cielo, vieram os setores de supermercados e hipermercados e drogarias e farmácias, ambos com 15,5%, na mesma base de comparação.

Se descontada a inflação, segundo o ICVA, os vencimentos foram 9,5%, 7,3% e 10,3%, respectivamente. O indicador da Cielo também mediu o desempenho da quarta edição da black friday, realizada na ultima sexta-feira de novembro. O faturamento, de acordo com o índice, cresceu 42,9% em relação à ultima vez que o evento foi realizado no Brasil seguindo o critério de receita nominal.

A maior evolução, conforme a Cielo, foi notada no e-commerce, que concentra o volume de vendas da data e aponta avanço de 200% antes às vendas registradas nas lojas online no mesmo intervalo de 2012. Na semana do Natal, segundo o ICVA, houve desaceleração do crescimento em relação à black friday, que ficou em 9,4%.

"Os números indicam que houve uma antecipação das compras de Natal nesta edição da black friday", avalia a adquirente.

O ICVA não guarda, conforme o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, correlação com o desempenho financeiro da companhia. A adquirente desenvolveu, segundo ele, modelos matemáticos para isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento. Além disso, também foram retirados os efeitos da maior participação de cartões na economia pela substituição de cheque e dinheiro.

O índice da Cielo será divulgado mensalmente todo dia 14 retroativo do mês imediatamente anterior. A base de comparação é anual. A Cielo não descarta ampliar as alternativas de comparação, mas, Segundo Dias, na base anual é possível ter uma melhor análise do desempenho do setor varejista uma vez que há fatores sazonais no segmento.

 

Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cai 2,5%

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em 2013 atingiu a média de 1,93 milhão de barris por dia (bpd), 2,5% menor que em 2012, mas a estatal indicou que a interligação de novos poços neste ano vai contribuir para o aumento da produção.

Em dezembro, a de petróleo atingiu a média de 1 milhão 964 mil barris/dia (bpd) e foi 0,4% maior que a de novembro. A produção total de petróleo e gás natural da companhia no território nacional em dezembro foi de 2,36 milhões de barris de óleo equivalente por dia, 0,8% acima do volume extraído em novembro.

"A redução do volume produzido em 2013 decorreu, principalmente, do atraso na entrada em operação do campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, cuja sequência de interligação de poços à plataforma P-63 precisou ser revista em função da presença de corais no leito oceânico", informou a estatal.

Além disso, contribuíram para a retração o atraso na chegada ao Brasil e dificuldades de instalação de equipamentos denominados Boias de Sustentação de Risers (BSRs), que permitiriam a interligação de novos poços nos campos de Sapinhoá e Lula NE, na Bacia de Santos.

Também houve atraso no início da produção das plataformas P-55 e P-58, no campo de Roncador e no Parque das Baleias, respectivamente, na Bacia de Campos.

"Com a interligação de novos poços nessas unidades de produção, assim como nas plataformas P-62, no Módulo 4 do campo de Roncador, e P-61, no de Papa-Terra, ambas previstas para começar a produzir no primeiro semestre, a Petrobras terá estabelecido as condições necessárias para aumentar a produção ao longo de 2014."

Os números foram considerados fracos por analistas do Credit Suisse, destaca a Reuters.

"A aceleração (na produção) está dolorosamente menor que o esperado, sem aumentos de produção nos últimos três meses (...) Precisaremos ver a produção começar a crescer para mostrar algumas melhoras até março, no máximo", disseram os analistas do Credit Suisse em nota a clientes.

Às 11h29, as ações preferenciais da Petrobras exibiam oscilação positiva de 0,14%, enquanto o Ibovespa tinha baixa de 0,65%.

Pré-sal
A produção total de petróleo e gás da Petrobras (Brasil e exterior) em 2013 foi de 2 milhões 540 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), 2,2% abaixo do volume de 2012. Desse total, 219.552 boed foram produzidos dos campos da empresa no exterior e 2 milhões 321 mil boed no Brasil.

A companhia informou ainda que pré-sal teve recorde de produção mensal, com 344,9 mil barris de óleo por dia (bopd). Essa marca foi obtida com 21 poços produtores em operação.

A Petrobras informou ainda que o recorde de produção diária foi novamente superado em 14 de janeiro deste ano, quando foram produzidos do pré-sal 390 mil barris de petróleo diários.

 

Cai em janeiro confiança do empresário do comércio

Os empresários do comércio ficaram menos otimistas em janeiro, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgados. O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) recuou 2,4% em janeiro ante o mesmo mês de 2013, o sexto resultado negativo consecutivo.

Em janeiro, houve deterioração nas expectativas para os próximos meses e na percepção sobre as condições atuais. Segundo a CNC, os juros mais elevados e a desvalorização do real em relação ao dólar explicam o recuo de 2,3% no indicador que mede as expectativas do empresário do comércio, em relação a janeiro do ano passado.

Já o indicador que mede a percepção sobre as condições correntes registrou queda de 5,6%, puxado pelo tombo de 9,3% na avaliação sobre a situação da economia. Por outro lado, a recuperação das vendas do comércio nos últimos meses fez melhorar em 0,6% a expectativa de investimentos em janeiro ante janeiro de 2013.

Na comparação com dezembro, o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) mostrou redução de 2,3%, mas o movimento é considerado sazonal, uma reação à desaceleração típica das vendas do comércio no início do ano.


 

Hidrelétrica Belo Monte tem cerca de 45% de obras concluídas

A usina hidrelétrica Belo Monte (PA), no rio Xingu, está com cerca de 45 por cento das obras civis concluídas, segundo balanço da empresa responsável pelo empreendimento, e entra na fase de conclusão da primeira etapa da montagem eletromecânica em um dos canteiros.

 A Norte Energia, responsável pelo empreendimento, informou nesta quarta-feira que a primeira etapa da montagem eletromecânica do sítio Pimental entra em fase de conclusão e até 31 de janeiro os engenheiros e operários terminam de revestir os tubos de sucção das turbinas 5 e 6.

"Com o trabalho na base das seis turbinas, mais uma etapa da concretagem da Casa de Força Complementar da Usina Hidrelétrica Belo Monte estará liberada, em conformidade com o cronograma das obras civis", informou a empresa em nota.

O gerente de Montagem Eletromecânica do sítio Pimental, Luiz Horta, acrescentou que com a conclusão da primeira parte da montagem eletromecânica, o trabalho em concreto e aço deve avançar em um ritmo mais acelerado.

A hidrelétrica Belo Monte terá 11,2 mil megawatts (MW) de potência instalada quando estiver concluída. A usina, licitada em 2010, teve as obras iniciadas em 2011 e já sofreu diversas paralisações em canteiros de obras por manifestações de indígenas e ativistas contrários aos empreendimento e por trabalhadores.

A primeira unidade geradora da usina deve entrar em operação comercial em 2015.

Entre os acionistas da Norte Energia estão Eletrobras, fundos Petros e Funcef, Neoenergia, Cemig e Light.

 

O maior avião de carga  do mundo  ganhará nova versão

Os aviões geralmente se parecem com pássaros, mas existem cinco modelos diferentes nos céus com um formato parecido com o de uma baleia. Eles são vistos mais frequentemente na França, especialmente na cidade de Tolouse, na fábrica da Airbus onde é fabricado o Beluga, o avião mais estranho do mundo.

Existem apenas cinco Belugas no mundo, encarregados de conectar as diferentes fábricas de aviões da Airbus. Eles suportam cargas extremamente pesadas, de até 47 toneladas, e transportam volumes maiores que os tamanhos comuns.

Para abrir espaço interno, a cabine do piloto se projeta para baixo. A parte superior da aeronave foi cortada e uma seção adicional, mais larga da fuselagem, semelhante a uma bolha, foi adicionada à estrutura, dando-lhe a sua corcunda característica.

As baleias voadoras transportam desde obras de arte, até helicópteros e satélites. O nome Beluga refere-se à semelhança com a baleia ártica branca, mas o nome oficial é Airbus A300-600ST, onde as letras finais significam Super Transporter.

Centros de produção da Airbus estão espalhados por todo o continente, já que a fábrica tem origem no consórcio de diferentes fabricantes europeus.

Conexão. Cada fábrica é especializada na realização de uma secção específica de uma aeronave. Os cinco Belugas, todos operados por Airbus, fazem a conexão entre as fábricas e transportam diferentes peças para a linha de montagem final, em Toulouse ou Hamburgo, na Alemanha.

Desde voo inaugural do primeiro Beluga, em 1994, a Airbus multiplicou a sua capacidade de transporte mais de cinco vezes.

A empresa tornou-se mais global, diversificando suas fábricas e sua base de fornecedores com unidades na China e no Alabama.

A empresa já estuda uma nova versão do avião baleia, provisoriamente chamado Beluga XL.
A nova versão deverá ter um alcance maior e ser capaz de transportar uma carga ainda mais pesada, mantendo a capacidade de pousar em aeroportos com pistas relativamente curtas, como a de Broughton, no País de Gales, onde a Airbus faz asas para os seus aviões.

A próxima geração do Beluga deve também tornar possível à Airbus dobrar o número de voos de carga para 120 por semana.

O que parece assegurado é que o Beluga XL vai ser semelhante à versão atual, ou seja, a cara e o corpo de baleia.

 

Superávit comercial do Brasil em 2014 vai encolher  

O relatório de mercado Focus, divulgado, pelo Banco Central, mostrou que os analistas estão descrentes em relação ao otimismo da autoridade monetária com as contas externas deste ano. A expectativa para o superávit da balança comercial em 2014 passou de US$ 9,10 bilhões para US$ 8 bilhões de uma semana para outra, voltando ao mesmo nível de um mês atrás. Para o BC, as transações comerciais terão um saldo positivo de US$ 10 bilhões em 2014. Para 2015, houve manutenção da previsão de um superávit de US$ 12 bilhões pela quinta semana consecutiva na Focus.

Crucial para as transações correntes do País, a perspectiva para a balança contaminou as previsões apresentadas na Focus para o déficit em conta corrente. De acordo com o levantamento, o déficit deste ano deve ser de US$ 73 bilhões ante expectativa anterior de um rombo de US$ 72,15 bilhões - quatro semanas atrás a projeção era de déficit de US$ 72 bilhões para essa conta. Para 2015, as previsões também voltaram a piorar, atingindo a expectativa mediana de um déficit de US$ 71,45 bilhões ao final do ano ante previsão de resultado negativo de US$ 70,60 bilhões da semana anterior e de US$ 71,60 bilhões de um mês antes.

O que chamou a atenção na Focus foi a mudança que o mercado promoveu na mediana para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) deste ano. Depois de 75 semanas sem alterar a expectativa de ingresso de US$ 60 bilhões, o mercado conta agora com a entrada de US$ 57,50 bilhões, quantia insuficiente para financiar o rombo externo previsto para o período. Para 2015, a mediana das previsões segue em US$ 60 bilhões. No caso da relação dívida/PIB, a Focus manteve a taxa anterior de 34,80% em 2014 - um mês atrás, a expectativa era de uma variação de 35,00%. Para 2015, a mediana das previsões está congelada em 35,00% há seis semanas.

Câmbio

As previsões para o comportamento do câmbio neste e no próximo ano passaram por poucas correções na Focus. A mediana das estimativas para o final de 2014 foi mantida em R$ 2,45 pela quinta semana consecutiva. Para 2015, a mediana das previsões seguiu em R$ 2,50 de uma semana para outra, apesar de estar em R$ 2,45 há um mês.

Já a mediana das previsões para o câmbio médio em 2014 foi ajustada de R$ 2,41 para R$ 2,42 - quatro semanas atrás estava em R$ 2,40. No caso de 2013, o câmbio médio permaneceu em R$ 2,45 de uma semana para outra. Vale lembrar, porém, que um mês antes estava em R$ 2,40.

 

Dilma reforça que Brasil precisa de investimento privado

Em sua primeira participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, a presidente Dilma Rousseff destacou que o Brasil vive um cenário de estabilidade econômica e inflação sob controle. "A inflação está dentro do regime de metas e buscamos convergência ao centro com determinação", afirmou.

A presidente reforçou que o Brasil está aberto ao investimento privado dentro do projeto de crescimento e melhoria da infraestrutura. "O Brasil mais que precisa e mais que quer uma parceria com o investimento privado", disse.

A presidente citou o recente programa de concessões privadas de rodovias, assim como os leilões de aeroportos em 2013. Dilma também lembrou que neste ano será realizado o primeiro leilão de ferrovia no País.

"Temos respeito aos contratos e compromisso com o ambiente para atrair investimentos", afirmou. "Sempre recebemos bem o investimento externo e adotamos medida para melhorar mais". O discurso durou cerca de 30 minutos.

Inflação. Dilma lembrou que o descontrole de preços no passado mostrou aos brasileiros o poder destrutivo da inflação para empresas e para a população.

"A estabilidade da moeda é um valor central do nosso País. Não transigimos com a inflação", afirmou. Segundo a presidente, o Brasil, que ainda sofre com algumas condições de desigualdade social, está sendo construído sem abdicar dos fundamentos macroeconômicos. "O controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são essenciais para assegurar a estabilidade", disse.

Crise e emergentes. Dilma começou seu discurso no Fórum Econômico Mundial falando sobre a recuperação da crise financeira global de 2008. Segundo ela, a confiança é indispensável para que o mundo se recupere completamente.

"A saída definitiva da crise requer enfoque que não privilegia apenas o curto prazo. É imprescindível resgatar horizonte de médio e longo prazos em nossas avaliações", afirmou a presidente.

Dilma disse ainda que mesmo que as economias desenvolvidas mostrem sua importância para a recuperação global, "os emergentes continuarão a desempenhar um papel estratégico". Segundo ela, são os emergentes os países com maior capacidade de investimento e consumo. Para a presidente, "é apressada a tese segundo a qual economias emergentes serão menos dinâmicas". "Os emergentes serão dinâmicos porque têm grandes oportunidades", disse.

Contas públicas. Dilma falou sobre o que ela considera o controle das contas públicas no Brasil. Segundo ela, houve uma "melhora qualitativa" das contas públicas nos últimos anos, com a redução da dívida líquida e da dívida bruta. "A meta de superávit do governo será condizente com essa diminuição do endividamento", afirmou a presidente, citando que a dívida bruta federal passou de 60,9% para 58,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.

"Creio que temos um dos menores endividamentos públicos do mundo", comparou. Ela também disse que a responsabilidade fiscal é um princípio basilar da visão de desenvolvimento econômico e social defendida pelo governo. Ela afirmou que em breve o governo definirá a meta fiscal para o ano de 2014, sem, no entanto, especificar uma data para o anúncio.

 

Consumidor você  tem direito a quatro saques  gratuitos mensais

Muita gente ainda desconhece que os 4 primeiros saques do mês, feitos por clientes de conta corrente pessoa física, são gratuitos. Não importa onde é feita a retirada de valores: no caixa/guichê das agências ou nos terminais de autoatendimento, sejam eles do próprio banco ou da Rede Banco24Horas.

A TecBan, administradora da Rede Banco24Horas, lança a Campanha 4 Saques Grátis para divulgar o benefício, previsto na Resolução 3.919 do Conselho Monetário Nacional.   

 “É importante o conhecimento do benefício da gratuidade pela população e, por isso, a TecBan realiza a Campanha 4 Saques Grátis, divulgada também nos terminais do Banco24Horas”, explica a Superintendente de Marketing e Canais de Distribuição da TecBan, Regina Jancar.   

A TecBan solicita que o consumidor consulte a cesta de produtos contratada com o seu banco. Há instituições financeiras que oferecem um número maior de operações gratuitas em seus pacotes. 

Saiba mais informações sobre a Campanha 4 Saques Grátis e a resolução 3.919 em: www.banco24horas.com.br ou no 0800 56 24 00.

Banco24Horas

Presente em todos os Estados Brasileiros, a Rede Banco24Horas possui mais de 14 mil terminais de autoatendimento localizados em diversos pontos, como supermercados, padarias, shoppings, postos de gasolina, entre outros comércios, que contribuem para a bancarização da população, desenvolvimento das cidades e aumento do fluxo de clientes e de vendas nos estabelecimento onde estão localizados.

Os terminais ficam disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana (ou conforme o horário de funcionamento dos estabelecimentos onde estão instalados).

Sobre a TecBan – A TecBan (Tecnologia Bancária S.A) é uma empresa especializada na gestão de redes de autoatendimento bancário, reconhecida pelos seus elevados índices de disponibilidade, qualidade e segurança. Seu principal foco é atuar como a rede complementar dos bancos no relacionamento com seus clientes.

Há mais de 30 anos no mercado, a TecBan possui quatro unidades de negócios: a Rede Banco24Horas, o ATMManager, Compartilhamento de Redes e Switch Interbancos.

Empresa com foco na produtividade, eficiência e melhoria continua de seus processos, são mais de 30 anos de crescimento e aprendizado, criando e compartilhando valor.

 

Ambiente político é entrave para investir no Brasil

O ambiente político brasileiro é um dos potenciais entraves para realização de investimentos no Brasil, aponta levantamento realizado pela KPMG com cerca de 430 executivos do mundo. As questões políticas são o principal obstáculo para 14% dos consultados e perde apenas para a alta complexidade tributária - o pior entrave para 31% - e burocracia, resposta de 17%.

"Esse levantamento vem sendo realizado há três anos e o que mais nos chamou atenção neste último foi o fato de o ambiente político ser citado por grande parte dos empresários do mundo todo como um dos desafios para quem quer investir no Brasil", avaliou, em nota, Augusto Sales, sócio da KPMG. O levantamento foi feito pelo Grupo de Negócios Globais da KPMG no Brasil durante conferência sobre o País que teve como tema a oportunidade de investimentos.

O sócio da empresa aponta que a preocupação com o ambiente político era um "fator periférico" nas discussões com potenciais investidores no País, mas tem sido recorrente na pauta dos executivos atualmente. "Isso se deve principalmente por causa da aproximação das eleições e da maior exposição da política brasileira para o mundo", avaliou Sales.

Do lado positivo, o acesso aos recursos naturais e o investimento de private equity surgem como respostas para a pergunta sobre o principal atrativo do Brasil. A KPMG aponta ainda que, de olho em uma nova base de clientes, 50% dos entrevistados se mostraram otimistas com o poder de consumo do brasileiro. "Eles veem o Brasil ainda como um mercado interno atrativo por conta do aumento do poder aquisitivo e não como plataforma de exportação de bens em função do chamado custo Brasil, o que diminui a competitividade do País", acrescenta Sales.

A consultoria aponta também que quase 90% dos entrevistados acharam positiva para os seus negócios a convergência das normas de contabilidade brasileira para o padrão internacional de contabilidade (IFRS).

 

 

Crédito imobiliário no Brasil cresceu 32%

Os empréstimos para compra e construção de imóveis totalizaram R$ 109,2 bilhões em 2013, montante recorde no País e 32% superior aos R$ 82,8 bilhões registrados em 2012. Os dados foram divulgados  pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Os dados consideram apenas os financiamentos bancários com recursos provenientes das cadernetas de poupança. Pelas regras do Banco Central, 65% do saldo do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) deve ser direcionado pelos bancos para o crédito imobiliário.

O resultado do ano passado mostra uma aceleração no crescimento do crédito imobiliário. O avanço de 32% em 2013 ante 2012 ficou bastante acima da alta de 3,6% vista na comparação de 2012 ante 2011. O resultado também superou as projeções iniciais da Abecip, que há um ano estimava expansão entre 15% e 20% no volume de financiamentos de 2013.

Entre janeiro e dezembro de 2013 foram financiados 529,8 mil imóveis, 17% acima das 453,2 mil unidades contratadas no mesmo período de 2012.

Em dezembro, o volume de empréstimos somou R$ 10,4 bilhões, 2,3% acima do resultado de novembro, e 17% acima do registrado no mesmo mês de 2012. Em dezembro, foram financiadas aquisições e construções de 50,9 mil imóveis, com alta de 7% em relação a novembro. Comparado a dezembro de 2012, o crescimento foi de 19%.

Poupança. De acordo com dados do Banco Central mencionados na pesquisa da Abecip, em dezembro, os depósitos nas cadernetas de poupança superaram os saques em R$ 8,3 bilhões, o melhor resultado em um único mês desde julho de 1994. No ano, a captação líquida das contas de poupança foi positiva em mais de R$ 54 bilhões, 46% superior ao montante observado em 2012.

Com isso, o saldo dos depósitos de poupança no SBPE superou os R$ 466 bilhões em dezembro, mostrando elevação de 20% em relação ao saldo do final de 2012.

 

 

Preço de material escolar varia de 550% à  5.000%

Nas lojas físicas, a diferença de preços entre materiais escolares chega a até 550%. Uma caneta esferográfica, por exemplo, pode custar desde R$ 1,00 a até R$ 6,50. Na internet, a variação pode ser ainda maior: um apontador custa entre R$ 0,21 e R$ 11,90.

A pesquisa sobre lojas físicas é da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. Foi feita em 73 estabelecimentos da capital paulista e do interior do Estado de São Paulo.

O Procon-SP alerta que a escola não pode cobrar uma taxa de material escolar sem a apresentação de lista. Tampouco pode exigir que os pais comprem determinadas marcas ou estipular locais de compra. Ou seja, a opção entre o mais barato ou o mais caro é reservada aos pais.

Mais economia pela internet. De acordo com o comparador de preços Zoom, dependendo das marcas escolhidas pelo consumidor, é possível economizar mais de R$ 1.000 na compra de toda a lista de material escolar.

Veja abaixo a tabela preparada pelo Zoom e as marcas mais caras e mais baratas de cada item, de acordo com o levantamento da empresa.

 

 

Prévia do PIB do Brasil caiu 0,31% em novembro

Após o crescimento surpreendente em outubro, quando atingiu o maior nível desde abril de 2013, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,31% em novembro de 2013 em relação ao mês anterior, na série sem influências sazonais.

De acordo com dados divulgados pelo BC, o número passou de 146,88 pontos em outubro para 146,42 pontos em novembro.

A queda do IBC-Br foi maior que o piso das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que previam queda de 0,28% a alta de 0,60%.

Nos 12 meses encerrados em novembro de 2013, o crescimento foi de 2,61% na série com ajuste sazonal. No acumulado do ano até novembro, houve alta de 2,80% (com ajuste). 

O dado de outubro ante setembro foi revisado de 0,77% para 0,71%, na série com ajuste sazonal.

Sem ajuste. Na comparação entres os meses de novembro de 2013 e de 2012, houve alta de 1,34% na série sem ajustes sazonais. Na série observada, novembro terminou com IBC-Br em 145,15 pontos. O resultado do indicador de novembro de 2013 ante novembro de 2012 também ficou abaixo do piso das estimativas (+1,40% a +2,80%, com mediana positiva de 2,20%).

Nos 12 meses encerrados em novembro de 2013, o crescimento foi de 2,43% na série sem ajuste. No acumulado do ano até novembro, houve alta de 2,68% (sem ajuste).

Trimestre. O IBC-Br registrou expansão de 0,30% na média do período entre setembro e novembro de 2013 na comparação com a média dos três meses anteriores (de junho a agosto de 2013), na série com ajuste sazonal. Já na comparação das médias nos períodos setembro-novembro de 2012 e 2013, o indicador teve alta de 2,91%, no dado sem ajuste, passando de 142,74 pontos para 146,88 pontos.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os indicadores está a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou alta de 0,7% ante outubro, na série com ajuste sazonal, e cresceram 7,0% ante novembro do ano retrasado. Outro dado importante é a produção industrial, que em novembro de 2013 recuou 0,20% na margem e teve incremento de apenas 0,40% no confronto interanual.

 

Brasil e China pesam nas vendas do Carrefour

O Carrefour, segundo maior grupo varejista do mundo, disse que o crescimento das vendas desacelerou no Brasil e ficou negativo na China nos últimos três meses de 2013, um baque em dois grandes mercados emergentes nos quais a companhia planeja se expandir.

As ações da empresa francesa caíam 3,24 por cento às 11h50 (horário de Brasília), depois do Carrefour também ter divulgado um avanço mais lento em hipermercados domésticos do que no trimestre anterior, embora tenha saudado um retorno ao crescimento na Espanha pela primeira vez em cinco anos.

"Foram resultados muito mistos", disseram analistas do Bernstein.

O Carrefour está lutando para reverter anos de fraco desempenho da Europa, região responsável por 65 por cento de suas vendas. Os problemas devem-se em parte a uma dependência do formato de hipermercado, em cuja introdução foi pioneiro, num momento em que clientes com pouco tempo disponível estão comprando mais localmente e online, e adquirindo bens não-alimentares de lojas especialistas.

O presidente-executivo da empresa, Georges Plassat, teve algum sucesso no mercado doméstico com a estratégia de cortar custos e reformular lojas, melhorando a competitividade de preços, simplificando as ofertas de produtos e dando mais autonomia aos gerentes das lojas.

Ele também destacou o Brasil, segundo maior mercado da empresa atrás da França, e a China como principais mercados para expansão.

Mas o Carrefour divulgou que as vendas em lojas chinesas abertas há mais de um ano caíram 3,1 por cento no quarto trimestre em comparação com um aumento de 1,1 por cento no terceiro trimestre.

O Carrefour também revelou que o crescimento das vendas comparáveis no Brasil desacelerou para 5,8 por cento, contra 8,8 por cento no terceiro trimestre.

No entanto, a empresa se comprometeu a avançar com planos de expansão na maior economia da América do Sul, e, notadamente, acelerar a aberturas de lojas da bandeira Atacadão, de autosserviço.

O vice-presidente financeiro do Carrefour, Pierre-Jean Sivignon, reiterou que uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) era uma opção entre outras consideradas pela empresa para financiar sua expansão no Brasil.

"CAMINHO CERTO"

O Carrefour, segundo maior do mundo atrás apenas do norte-americano Wal-Mart, disse que as vendas gerais do quarto trimestre somaram 22,2 bilhões de euros, um crescimento sobre as mesmas bases de 3,2 por cento, excluindo efeitos de combustível e de calendário.

"Apesar das tendências relativamente fracas hoje, ainda achamos que a recuperação na França está no caminho certo e o grupo parece estar tomando as medidas adequadas em outros países, em particular na Itália, para melhorar as operações, margens e retornos", disseram analistas do Société Générale.

Na França, que representa mais de 40 por cento das receitas do grupo, as vendas nas mesmas lojas em hipermercados do Carrefour subiram 1,4 por cento em comparação com um aumento de 3 por cento no terceiro trimestre.

Na Espanha, o terceiro maior mercado do Carrefour, as vendas subiram 0,2 por cento sobre as mesmas bases. Sivignon disse que queria esperar outro trimestre antes de classificar a melhoria da performance como uma tendência no país.

O clima econômico ainda estava difícil na Itália, onde as vendas caíram 5,9 por cento, com a necessidade de alguns outros trimestres para que campanhas, como promoções, dessem frutos.

 

Petrobras amplia reservas de petróleo e gás natural no Brasil

A Petrobras ampliou em 1,5% suas reservas de petróleo e gás natural no Brasil em 2013. Em nota divulgada, a estatal informou que se apropriou de reservas equivalentes a 1,09 bilhão de barris.

Ao descontar as vendas nas participações de blocos (45 milhões de barris) e a produção nacional de petróleo no ano (800 milhões), a empresa conseguiu agregar às suas reservas 244 milhões de barris. O volume é equivalente a 110 dias de produção, considerando a média de 2,2 milhões de barris diários de 2013.

Com o aumento, a empresa agora tem uma reserva provada de 15,97 bilhões de barris no Brasil. A apropriação de novas reservas foi conseguida devido, principalmente, à declaração de comercialidade de duas áreas da cessão onerosa do pré-sal da Bacia de Santos: os campos de Búzios (antes conhecido como área de Franco) e Sul de Lula (antiga área Sul de Tupi).

No exterior, a Petrobras se apropriou de reservas equivalentes a 52 milhões de barris, volume insuficiente para repor suas vendas de ativos e produção, de 172 milhões de barris. Com isso, as reservas internacionais de petróleo da estatal caíram de 711 milhões de barris em 2012 para 592 milhões em 2013

 

Inflação entre idosos foi de 5,48% em 2013

A inflação percebida pelos idosos encerrou o quarto trimestre de 2013 com alta de 2,10%, bem acima da taxa de 0,19% apurada no terceiro trimestre - aponta o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), anunciado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulado no ano passado para os idosos foi de 5,48%. As aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão reajuste acima desse índice em 2014, de 5,56%.

Já o resultado do IPC-3i no último trimestre ficou acima, no mesmo período, do Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que mede a inflação em todas as faixas etárias. A inflação medida pelo IPC-BR subiu 1,94% de outubro a dezembro.

A principal contribuição para a aceleração partiu do grupo Alimentação, cuja taxa passou de -1,79% para 3,56%, com destaque para hortaliças e legumes (-33,25% para +12,77%).

Contribuíram também os grupos: Transportes (-0,51% para 1,95%), Habitação (1,04% para 1,75%), Educação, Leitura e Recreação (0,89% para 2,51%), Vestuário (0,40% para 2,31%), Comunicação (0,17% para 0,91%), Despesas Diversas (0,53% para 1,61%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,19% para 1,49%).

A gasolina teve alta de 3,78%, contra queda de 0,08% no trimestre anterior.

O IPC-3i representa o cenário de preços sentido em famílias com pelo menos 50% dos indivíduos de 60 anos ou mais de idade e renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.

 

 

 

Balança comercial do Brasil começa 2014 com déficit

A balança comercial brasileira iniciou o ano no vermelho. Nas duas primeiras semanas de janeiro de 2014, que totalizaram sete dias úteis, a balança registrou déficit de US$ 574 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 5,069 bilhões e importações de US$ 5,643 bilhões.

Os dados divulgados , pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a balança teve superávit de US$ 110 milhões na primeira semana do mês, com apenas dois dias úteis, e um déficit de US$ 684 milhões na segunda semana de janeiro.

As exportações registraram média diária de US$ 724,1 milhões em janeiro e acumulam queda de 0,2% em relação a janeiro de 2013 (US$ 725,8 milhões). Houve queda de 7,2% das vendas externas de bens manufaturados, puxada por etanol, tubos flexíveis de ferro ou aço, açúcar refinado, autopeças, medicamentos, máquinas e aparelhos para uso agrícola, pneumáticos e automóveis de passageiros.

Os embarques de bens semimanufaturados subiram 4,9%, em função das vendas de óleo de soja em bruto, celulose, sucos e extratos vegetais, óleo de dendê em bruto, madeira laminada e em estilhas, borracha sintética e artificial e ferro-ligas.

As exportações de produtos básicos cresceram 3,3% por conta, principalmente, de soja em grão, minério de alumínio, petróleo em bruto, farelo de soja, arroz em grãos, minério de manganês e carne bovina.

Nas importações, a média diária até a segunda semana de janeiro de 2014 foi de US$ 806,1 milhões, 11,4% abaixo da média de janeiro de 2013 (US$ 909,4 milhões). Diminuíram as compras brasileiras no exterior, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-71,7%), leite e derivados (-38,0%), aeronaves e peças (-23,9%), bebidas e álcool (-21,4%), farmacêuticos (-9,9%), cereais e produtos de moagem (-6,1%), veículos automóveis e partes (-5,9%) e produtos siderúrgicos (-2,2%).

 

 

Inflação termina 2013 mais resistente

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, admitiu , por meio de nota, que a inflação ao consumidor medida pelo IPCA no ano passado mostrou resistência "ligeiramente acima daquela que se antecipava". O índice divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 10, encerrou 2013 em 5,91%.

"Essa resistência da inflação, em grande medida, se deveu à depreciação cambial ocorrida nos últimos semestres, a custos originados no mercado de trabalho, além de recentes pressões no setor de transportes", citou o presidente.

Tombini ressaltou na nota, porém, que apesar da elevação ante os 5,84% observados em 2012, a inflação se posicionou dentro do intervalo de tolerância fixado para o ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou uma meta de 4,5% para 2013, com intervalos de tolerância de 2 pontos porcentuais para cima e para baixo.

O presidente do BC só se pronuncia por meio de comunicado sobre o tema porque está no chamado "quiet period" por conta da proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para a próxima quarta-feira, 15.

Depois do resultado da inflação de dezembro e do dado fechado do ano, cresceu no mercado de juros a chance de alta de 0,5 ponto porcentual na Selic este mês.

Se for confirmada, a taxa básica Selic passará para 10,50% ao ano.

 

Cesta básica dispara em 18 capitais

O preço dos itens que compõem a cesta básica subiu em 2013 nas 18 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza mensalmente sua pesquisa nacional. Nove capitais registraram altas acima de 10% no ano passado, com as elevações mais altas registradas em Salvador (16,74%), Natal (14,07%) e Campo Grande (12,38%). As menores altas foram apuradas em Goiânia (4,37%) e Brasília (4,99%).

O mercado financeiro, de acordo com a mais recente pesquisa semanal Focus, realizada pelo Banco Central, espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da política de meta de inflação, tenha fechado o ano passado em 5,74%. O resultado oficial será anunciado amanhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando apenas o mês de dezembro, o preço da cesta básica subiu em 15 das 18 cidades pesquisadas, com estabilidade em Vitória e quedas apenas em Aracaju (-0,88%) e Rio de Janeiro (-0,43%). Goiânia e Florianópolis registraram as maiores altas no último mês do ano passado, de 7,95% e 7,86%, respectivamente.

O valor mais alto de cesta básica em dezembro foi encontrado em Porto Alegre, onde o preço dos itens somou R$ 329,18. Na sequência, vêm São Paulo (R$ 327,24) e Vitória (R$ 321,39). Já os valores mais baixos foram observados em Aracaju (R$ 216,78), João Pessoa (R$ 258,81) e Salvador (R$ 265,13).

São Paulo

São Paulo foi a capital que registrou o segundo maior valor de cesta básica em dezembro, de R$ 327,24, alta de 7,33% sobre o valor apurado em dezembro de 2012 (R$ 304,90). No último ano, a variação dos preços dos alimentos básicos em São Paulo foi superior ao aumento do salário mínimo, de acordo com o Dieese, o que fez com que o porcentual do salário comprometido com a compra da cesta subisse de 47,08% em 2012 para 48,44%.

O Dieese destaca altas de 30,72% na farinha de trigo, 19,92% no leite, 19,20% na banana, 15,10% na batata, 14,99% no pão francês, 13,44% na manteiga, 8,63% na carne e 3,76% no tomate em 2013 na capital paulista. Foram registradas quedas nos preços do óleo de soja (-22,38%), açúcar (-20,96%), feijão (-20,10%), café em pó (-7,83%) e arroz (-6,51%).

Em dezembro ante novembro, seis produtos registraram aumento de preço na capital paulista: tomate (8,73%), açúcar (3,43%), batata (2,92%), carne bovina (0,83%), óleo de soja (0,37%) e pão francês (0,32%). Manteiga e arroz continuaram com preços estáveis e foram registradas quedas nos valores do feijão (-9,86%), leite in natura integral (-2,49%), banana (-0,92%), farinha de trigo (-0,91%) e café em pó (-0,72%).

Salário mínimo

O salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.765,44 em dezembro para suprir as necessidades básicas do trabalhador brasileiro e de sua família, estima o Dieese, com base nos números da Pesquisa Nacional da Cesta Básica em 18 capitais.

A instituição leva em conta o custo apurado para a cesta básica mais cara no período, a de Porto Alegre, de R$ 329,18, e o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Pelas contas do Dieese, portanto, o menor salário deveria ser 4,08 vezes o valor do mínimo vigente em dezembro, de R$ 678. Em dezembro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família foi de R$ 2.561,47, ou 4,12 vezes o mínimo vigente no período, de R$ 622.

Tempo de trabalho

A jornada de trabalho necessária para comprar os alimentos essenciais por um trabalhador que ganhava o salário mínimo em dezembro, na média das capitais, subiu para 94 horas e 47 minutos. Em novembro, o tempo médio de trabalho era de 93 horas e 25 minutos e, em dezembro de 2012, de 94 horas e 23 minutos.

O Dieese fez a comparação do custo da cesta com o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, e apurou que o trabalhador remunerado pelo piso comprometeu em dezembro 46,83% dos vencimentos para comprar os mesmos produtos que, em novembro, comprometiam 46,16%. Em dezembro de 2012, o comprometimento era de 46,64%.

 

Companhias petrolíferas estão cautelosa quanto a investir no Brasil

Quando campos de petróleo representando bilhões de barris foram descobertos na costa brasileira, autoridades do governo disseram que o achado transformaria o País num importante ator na área energética. Mais de seis anos depois, a perspectiva para o setor petrolífero brasileiro, como a própria economia, é mais moderada. A produção de óleo está estagnada, a Petrobrás está repleta de dívidas e as empresas de petróleo estrangeiras estão cautelosas quanto a investir no Brasil.

"Engraçado, há poucos anos todos adoravam o Brasil", diz Roger Tissot, consultor veterano do setor energético latino-americano. "Agora parece que a paixão acabou."

O Brasil antes se via como uma potência emergente na área petrolífera que iria suprir a demanda mundial, mas agora se depara com uma dura realidade e poderá ter de reduzir suas expectativas, afirmam antigas autoridades brasileiras, executivos e analistas do setor.

A enorme abundância encontrada no fundo do mar repentinamente ficou menos atrativa para as empresas petrolíferas. Outras fontes de energia promissoras emergiram em todo o mundo, incluindo campos na África, areias de betume no Canadá e os depósitos de gás de xisto. "Essas companhias têm vigor financeiro, capacidade de engenharia e tecnologias para se mover por todo o mundo", diz Ramón Espinasa, especialista da área no Banco de Desenvolvimento Interamericano, em Washington. "Elas podem escolher e isso explica por que não estão no Brasil."

Para alguns especialistas do setor, os estrategistas brasileiros da área energética que se referiram a reservas não confirmadas que concorreriam com as das maiores potências petrolíferas podem ter exagerado sobre o "pré-sal". "Autoridades de governo afirmaram que as reservas brasileiras eram equivalentes a 50 bilhões de barris, 100 bilhões e até 240 bilhões, mais do que na Arábia Saudita", disse Wagner Freire, geólogo que trabalhou 35 anos na Petrobrás, onde supervisionou a exploração e produção do bruto. "Muitos poços perfurados na área do pré-sal estavam secos."

Quando das descobertas em 2007, Lula disse que o "Brasil ganhou na loteria". A Petrobrás era uma das dez maiores companhias do mundo, admirada por investidores como George Soros e se tornou a predileta de Wall Street.

Funcionários da Petrobrás conceberam um plano que daria ao Brasil status de elite entre os produtores de energia do mundo, com a produção subindo de 2 milhões de barris por dia para 5,3 milhões em 2020, segundo o presidente da empresa na época, José Sergio Gabrielli.

As projeções hoje são mais limitadas, mas ainda ambiciosas: 4,7 milhões de barris diários dentro de uma década, de acordo com o ministro Edison Lobão. "Considerando que nessa ocasião nosso consumo será de 3,1 milhões de barris por dia, estaremos exportando em torno de 1,6 milhões de barris diários de petróleo". Será o volume total de petróleo exportado pela Venezuela, país membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

Encargos pesados. Segundo alguns especialistas, a previsão é irrealisticamente otimista. "Esqueça esses dados", afirmou o executivo de uma instituição financeira internacional que discutiu a questão com autoridades brasileiras da área energética e assessora empresas de petróleo. De acordo com ele, o Brasil não encontra novas bacias desde 2008 e enfrenta o desafio avassalador de desenvolver a área do pré-sal que terá um custo de US$ 237 bilhões. "As pessoas dizem que a Petrobrás não tem capacidade para administrar isso", disse, referindo-se ao que é considerado o projeto de investimento corporativo mais caro do mundo.

Para ressuscitar o setor da construção naval, a Petrobrás e empresas parceiras precisam usar as plataformas de petróleo e outros equipamentos pesados fabricados no Brasil - resultando em gastos extraordinários e escassez de equipamentos.

A exigência é que a Petrobrás seja a operadora líder e tenha uma participação mínima de 30% em qualquer dos novos campos de pré-sal, o que implica enormes responsabilidades financeiras para a empresa e ao mesmo tempo afasta potenciais parceiros estrangeiros. A companhia também é forçada a importar gasolina a preços abaixo do mercado - política que tem por fim combater a inflação e representou um custo para a empresa de US$ 20 bilhões desde 2008.

"A perda de receita que o governo impõe à Petrobrás obriga a companhia a assumir mais dívidas", diz Adriano Pires, ex-assessor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "O governo usa a Petrobrás para seus objetivos eleitorais e econômicos".

A empresa responde a isso vendendo ativos no Peru, Colômbia, África e Golfo do México. E adiou o desenvolvimento de outros campos potencialmente lucrativos, como os depósitos de Sergipe, cuja projeção é render 1 bilhão de barris de petróleo.

De acordo com a presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, a situação financeira a curto prazo "é tranquila", com US$ 58 bilhões em caixa. Afirmou também que a diretoria da Petrobrás "está vigilante quanto às dívidas e vem trabalhando para tornar a geração de recursos mais previsível e reduzir o endividamento da companhia".

Mas cada vez mais os mercados financeiros consideram a Petrobrás uma empresa muito sobrecarregada. O valor das suas ações despencou, parte de uma tendência que dura dois anos em que a Petrobrás perdeu um terço do seu valor.

 

Laboratório Fleury gera disputa acirrada entre fundos

A decisão de um grupo de 24 médicos de vender o controle do laboratório Fleury foi a fagulha para acender uma disputa acirrada pelo negócio. Segundo fontes de mercado, são muitos os interessados. Fundos fortes no País, como Gávea Investimentos (capitaneado pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga) e Carlyle (que já comprou CVC, Ri Happy e Tok&Stok), avaliam a empresa, que está sendo assessorada pelo banco JP Morgan.

Além desses dois pesos pesados, pelo menos um outro fundo americano - o KKR - e laboratórios estrangeiros, de olho no crescimento do setor de saúde no País, também estão avaliando a compra do Fleury.

Toda essa movimentação do mercado seria uma "pedra no sapato" da Bradesco Seguros, que já é sócia do empreendimento  e tem todo o interesse de ser controladora do negócio, dizem fontes.

A companhia seguradora, que quer aumentar sua fatia no Fleury, estaria insatisfeita com o preço pedido pelos controladores do laboratório. "As negociações estão cozinhando desde novembro. A impressão é que eles (controladores) estão esperando uma proposta melhor da Bradesco Seguros", disse uma fonte. Procurados, Bradesco Seguros e Fleury não comentaram o assunto.

Negociações lentas. Entre os fundos, a impressão é que as negociações não estão muito fáceis - a Core Participações, que reúne os médicos sócios do laboratório, oficializou o processo de venda do Fleury, que era alvo de rumores há tempos, há quase dois meses. "Tudo está andando mais devagar do que a gente imaginava a princípio", disse o diretor de um dos fundos que estão avaliando o ativo. "Mas continuamos interessados", ressalvou.

Segundo fontes de mercado, as conversas com a Gávea Investimentos (controlado pelo JP Morgan), que foram reveladas pela imprensa no mês passado, também não teriam caminhado muito até agora. Isso porque os acionistas do Fleury teriam reservas em abrir seus dados financeiros para o fundo, que de certa forma é seu concorrente - a gestora é sócia do laboratório mineiro Hermes Pardini. Nos bastidores, questionava-se também o uso do Hermes Pardini como plataforma para a compra do Fleury, que tem um porte bem maior.

Por trás da intenção da venda do controle do laboratório Fleury estaria a intenção de sofisticar a entrega da empresa, cuja receita hoje está quase que totalmente baseada em repasses de planos de saúde. A companhia, que já é dona de uma marca premium - a Labs D'Or, por exemplo - teria a intenção de migrar de área, com a incorporação de outros serviços médicos, além dos diagnósticos. No mercado, comenta-se que suas marcas seriam fortes o suficiente para esse movimento.

O setor de saúde está atraindo diversos investidores ao Brasil. "É um mercado em processo de concentração. Além do interesse em laboratórios de análise, investidores estão de olho em hospitais e operadoras de planos de saúde, uma vez que o aumento de renda da classe C tem gerado demanda maior por esse serviço", disse outra fonte de mercado.

 

 

Superávit comercial do País em 2013 foi um fiasco

Depois de 11 anos registrando superávit de dois dígitos, a balança comercial brasileira ficou positiva em US$ 2,561 bilhão em 2013, segundo dados divulgados, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As exportações alcançaram US$ 242,178 bilhões no ano e as importações totalizaram US$ 239,617 bilhões. O resultado é o menor desde 2000, quando o resultado foi um déficit de US$ 731 milhões.

O resultado do ano ficou dentro do intervalo das expectativas das instituições de mercado ouvidas pelo AE Projeções, que variou de US$ 907 milhões a US$ 2,5 bilhões, com mediana de US$ 1,657 bilhão.

Em dezembro, o superávit comercial foi de US$ 2,654 bilhão. O resultado é o pior para o mês desde 2003, quando o resultado foi positivo em US$ 2,756 bilhão. Em dezembro, as exportações somaram US$ 20,846 bilhões e as importações, US$ 18,192 bilhões. O resultado ficou dentro do intervalo das expectativas das instituições de mercado ouvidas pelo AE Projeções, que variou de US$ 150 milhões a US$ 2,600 bilhões, com mediana de US$ 1,4 bilhão.

O MDIC divulgou também que a balança comercial registrou superávit de US$ 1,416 bilhão na quarta semana de dezembro e superávit de US$ 122 milhões na quinta semana de dezembro, que representa apenas os dias 30 e 31 de dezembro.

 

Braskem fecha a compra da rival Solvay

Após quase um ano de negociações, a Braskem venceu a disputa com grupos estrangeiros e anunciou ontem a aquisição da Solvay Indupa, concorrente no mercado de PVC. A operação, avaliada em US$ 290 milhões, torna a petroquímica brasileira a quarta maior fabricante de PVC das Américas - além de única fabricante nacional da resina -, e marca a entrada do grupo no mercado argentino.

Desde 2010, quando anunciou a incorporação da Quattor, a Braskem também não possui concorrentes brasileiros nos mercados de polipropileno e polietileno.

Ao comprar a rival, cujo faturamento anual está estimado em cerca de US$ 750 milhões, a petroquímica brasileira deve atingir a marca de R$ 40 bilhões em receita anual. A operação, no entanto, ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de autoridades regulatórias argentinas.

A diretoria da Braskem evitou fazer projeções de quando a transação poderá receber o aval do Cade, mas mostrou otimismo em relação à aprovação. "Está estabelecido no Brasil que o mercado de resina é um mercado global", afirmou o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, reproduzindo entendimento do Cade no processo de análise da compra da Quattor. Mesmo após a aquisição da Solvay, a Braskem terá uma participação de mercado de apenas 2% na indústria global de PVC, segundo Fadigas.  

 

Localmente, porém, a operação é relevante. A capacidade instalada de PVC da Braskem será ampliada de 710 mil para 1,250 milhão de toneladas anuais, quase metade do mercado sul-americano. A aquisição da Solvay Indupa também representa o ingresso da Braskem no mercado argentino, assim como a possibilidade de produzir PVC na região Sudeste, principal mercado consumidor do Brasil. A Braskem operava, até então, fábricas de PVC em Alagoas e na Bahia.

A proximidade com o mercado da região Sudeste justifica a intenção da Braskem de promover uma ampliação na fábrica da Solvay Indupa localizada em Santo André. A expansão seria de 50 mil toneladas anuais, ou 15% da atual fábrica, mas ainda não tem uma data para a ampliação ocorrer.

Aquisição. O montante de US$ 290 milhões considera, além da assunção de dívidas da Solvay Indupa, a intenção da Braskem de realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações representativas de 29,41% do capital da Solvay Indupa. O acordo envolve apenas 70,59% do capital da Solvay Indupa detido pela Solvay Argentina, uma empresa do Grupo Solvay. A transação está avaliada em cerca de US$ 200 milhões, sendo o restante destinado à futura oferta pública de ações.

A operação não deverá provocar mudanças no nível de endividamento da Braskem, segundo o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores Mario Augusto da Silva. "(A aquisição) terá uma parcela bem pequena de caixa. Por isso, do ponto de vista da alavancagem, ela é neutra", afirmou.

Em comunicado divulgado na noite de ontem, o Grupo Solvay esclareceu que a venda renderá apenas US$ 25 milhões ao caixa da companhia. "O montante de caixa resultante para a participação da Solvay será de US$ 25 milhões (18 milhões de euros). O desinvestimento deve gerar uma perda líquida (não-caixa) de cerca de 120 milhões de euros nas ações do Grupo Solvay", informou o grupo europeu.

Concluído o acordo, o número de fábricas operadas pela Braskem saltará de 36 para 40 unidades, das quais 31 fábricas no Brasil e nove no exterior (Argentina, Estados Unidos e Alemanha). A capacidade instalada de produção de resinas termoplásticas da Braskem, categoria na qual estão incluídos o PVC, o polietileno e o polipropileno, crescerá 7% após a incorporação da Solvay, de 7,68 milhões para 8,22 milhões de toneladas anuais, reforçando assim a condição de líder na produção de resinas termoplásticas alcançada pela Braskem desde que iniciou seu movimento de internacionalização.

Criada em agosto de 2002, a Braskem deu seu primeiro passo internacional em 2010, quando adquiriu ativos da Sunoco Chemicals nos Estados Unidos, dias após o anúncio de compra da Quattor. No ano seguinte, a petroquímica brasileira anunciou a compra de ativos da Dow Chemical nos Estados Unidos e na Alemanha, e com isso se tornou a maior fabricante de polipropileno do mercado norte-americano.

 

 

Vendas de material de construção crescem  em novembro

As vendas de material de construção cresceram 1 por cento em novembro, na comparação anual, informou a associação que representa o setor, Abramat.

Em relação a outubro, as vendas caíram 8,1 por cento. No acumulado do ano até novembro, o faturamento registra alta de 3,8 por cento, diante da expectativa da associação de crescimento de 4 por cento no fechado de 2013.

No mês passado, as vendas de materiais de acabamento superaram os resultados dos materiais básicos, em todos os indicadores, disse a Abramat.

As vendas internas dos materiais básicos cresceram 2,9 por cento em relação a novembro do ano passado e caíram 9,9 por cento na comparação com outubro deste ano.

Já na indústria de materiais de acabamento, as vendas subiram 7,2 por cento em novembro ante 2012, mas recuaram 5,6 por cento na comparação com outubro.

NÍVEL DE EMPREGO

O nível de emprego na indústria de materiais de construção subiu 0,3 por cento ante novembro de 2012. Na comparação com outubro deste ano, o crescimento foi de 0,2 por cento.

Considerando os materiais básicos houve queda de 1,3 por cento no ano a ano e recuo de 0,1 por cento ante outubro.

Na indústria de materiais de acabamento, o nível cresceu 2,9 por cento na comparação com novembro de 2012 e caiu 0,7 por cento em comparação ao mês imediatamente anterior.

 

Preço do etanol sobe em São Paulo

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros subiram em 18 Estados, caíram em seis e ficaram estáveis no Amapá, em Rondônia e no Distrito Federal na semana encerrada em 14 de dezembro, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No período de um mês, os preços do etanol subiram em 23 Estados e no Distrito Federal e caíram na Paraíba, em Pernambuco e em Sergipe.

 

Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação subiu 1,40% na semana, para R$ 1,879 o litro. No período de um mês, acumula alta de 5,86%. Na semana, a maior queda, de 2,13%, ocorreu no Piauí, enquanto a maior alta foi registrada no Mato Grosso (+3,43%). No mês, os preços caíram mais em Sergipe (-1,44%) e subiram mais em Goiás (+8,98%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,579 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,02/litro, no Pará. Na média, o menor preço foi de R$ 1,879 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 2,752 o litro.

Competitividade

Os preços do etanol nos postos de combustíveis são competitivos em relação à gasolina em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, Paraná e em São Paulo pela segunda semana consecutiva. Nos demais 21 Estados brasileiros e no Distrito Federal a gasolina está mais competitiva.

Segundo o levantamento, o preço do etanol em Goiás equivale a 69,79% do valor da gasolina. No Mato Grosso, a relação está em 66,54%; no Mato Grosso do Sul, em 69,83%; no Paraná, em 67,26%; e em São Paulo, em 66,42%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima, onde o etanol custa o equivalente a 89,29% do preço da gasolina. O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 2,829 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,879 o litro.

 

Ford vê mercado de veículos com freio puxado

O mercado brasileiro de veículos deve ter expansão modesta de vendas e uma produção mais contida no ano que vem, após um 2013 que por enquanto sinaliza a primeira queda nos emplacamentos em 10 anos, estimou a Ford.

No que pode marcar um novo ciclo para um mercado que desde o início dos anos 2000 cresceu a taxas anuais médias de 10%, 2014 terá vendas mais modestas, disse o vice-presidente para assuntos corporativos para a América do Sul da Ford, Rogelio Golfarb, a jornalistas. "Acho que é cedo para dizer que o mercado vai cair em 2014. Trabalhamos com taxas de crescimento mais modestas, de 1% a 2%", afirmou Golfarb. O executivo acrescentou que não vê mudanças significativas que sinalizem recuperação da oferta de crédito pelos bancos às vendas do setor no próximo ano.

"A indústria hoje trabalha sem horizonte de planejamento. Houve até agora incertezas sobre o PSI, sobre o airbag e a questão do IPI ainda está em aberto", disse o executivo.

Ele referiu-se à demora do governo para definir os termos de prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento divulgados na véspera junto com comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo não vai mais cobrar obrigatoriedade de inclusão de airbag e freios ABS em 100% da produção a partir de 2014 .

Para 2013, Golfarb evitou cravar que o mercado brasileiro encerrará com queda de vendas, mas afirmou que "existe boa chance do setor não conseguir superar o ano passado".

Ele afirmou que até o dia 10 deste mês, os licenciamentos acumulam queda no ano de 0,5% e que para 2013 empatar com 2012, as vendas deste mês teriam que atingir um recorde para dezembro de 388 mil unidades.

"Mas empatar ou não, não é relevante, o importante é que está claro que há uma tendência de desaceleração. Boa parte do crescimento da classe C da população já aconteceu", disse Golfarb, citando preocupação com nível elevado de estoques exibido pelo setor, de cerca de 420 mil veículos.

A associação de montadoras, Anfavea, costuma divulgar ao final de cada ano projeções para o ano seguinte. Mas no início deste mês o presidente da entidade, Luiz Moan, afirmou que as estimativas serão anunciadas em janeiro. No ocasião, Moan evitou confirmar projeção de 5% de crescimento na produção em 2014, informada por ele em outubro.

Pelos últimos números da Anfavea, a produção brasileira de veículos até fim de novembro tinha alta de 11,8%, enquanto as vendas tinham queda de 0,8%.

Mea culpa. Golfarb afirmou que o descasamento entre vendas e produção ocorreu em parte por forte exportações para Argentina e México, substituição de importações e "culpa das próprias montadoras, pois erramos a mão no mercado interno e o excedente foi parar nos estoques".

A Anfavea estimava até final de agosto crescimento de 3,5% a 4,5% nas vendas de veículos novos no Brasil neste ano.

Segundo Golfarb, o mercado brasileiro pode enfrentar um quadro de excesso de capacidade em 2017, diante do descompasso atual entre vendas e produção. A expectativa da Ford é que o setor tenha uma capacidade de produção de 6,32 milhões de veículos por ano em 2017, enquanto as vendas no mercado interno serão de 4,53 milhões de unidades.

"Daqui para frente, provavelmente o próximo ciclo não será de taxas de crescimento tão alto", disse Golfarb, afirmando, porém, que o Brasil é um grande mercado automotivo diante da relativa baixa penetração de veículos por habitante, em torno de 81 a cada 1000 pessoas.

Diante do consequente aumento da competição causada por um mercado que não cresce como antes e que espera abertura de novas fábricas nos próximos anos, a Ford mantém plano de renovar toda a sua linha de modelos com veículos globais até 2015. Os investimentos até lá serão de R$ 4,5 bilhões e incluem capacidade produtiva.

Golfarb evitou comentar sobre lançamentos no próximo ano, afirmando apenas que a montadora deve contar como novidade a versão renovada do compacto Ka.

Ele afirmou que a montadora deve conceder férias coletivas na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) nas duas últimas semanas deste mês. Na fábrica em Camaçari (BA), as férias vão do dia 30 até 11 de janeiro.

 

Consumidores podem serem esquecidos em beneficio das montadoras

Ainda não há posição firmada no governo sobre o adiamento da obrigatoriedade de que os carros fabricados no País tenham itens de segurança como air bag e freio ABS. "Estamos avaliando a situação", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, O governo poderá, diz ele, adotar escalonamento para a entrada em vigor da medida. Em 2014, a obrigatoriedade pode servir para 80% da frota. Em 2015, a exigência subiria para 100%. Atualmente, 60% dos carros já são produzidos com esses equipamentos.

Segundo o ministro, a preocupação do governo é com a interrupção das linhas antigas de produção e com o emprego dos trabalhadores dessas linhas. Ele ressaltou que alguns carros não têm condições de serem produzidos com esses itens e citou especificamente a Kombi, produzida pela Volkswagen.

Na avaliação de Mantega, essa prorrogação daria tempo para que as empresas pudessem absorver esses trabalhadores em outras linhas de produção. Mantega destacou que o consumidor tem a opção plena de comprar o carro com os equipamentos de segurança porque todas as linhas novas têm esses itens. "Mas vai pagar o preço disso", afirmou.

Ele ponderou, no entanto, que o consumidor de menor renda não tem condições de comprar carro com esses equipamentos. Segundo o ministro, o carro vai custar mais com a inclusão desses itens, com uma alta entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

"Haverá aumento de preços", enfatizou. O ministro disse que o governo tem de conciliar a questão do emprego, que é fundamental, e a segurança dos veículos. "Não é uma equação fácil".

Mantega ponderou que está conversando com o Ministério das Cidades, responsável pela norma, com as montadoras e os sindicatos. Ele disse que até a semana que vem haverá uma definição sobre a prorrogação ou não. Uma reunião para uma decisão sobre o tema está marcada para a próxima terça-feira. Ele acrescentou ainda que o aumento do preço dos carros com esses itens vai ocorrer independentemente da legislação e disse acreditar que "um pequeno adiamento" não traria prejuízo. Questionado sobre a questão das empresas de autopeças que se prepararam para a mudança na legislação, Mantega disse que não conversou com elas, mas argumentou que o fim das linhas antigas também provocará uma diminuição na produção de autopeças. "Precisa ver o que ganha e perde. Não é uma equação fácil", repetiu o ministro.

 

 

Brasil será 3º mercado de aviação do mundo

O Brasil será o terceiro maior mercado aéreo do mundo até 2017, superado apenas por EUA e China, graças a uma expansão de 35,5% no número de passageiros domésticos. Os dados foram apresentados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), entidade que reúne as 280 maiores empresas do setor no mundo.

 A previsão é de que o número de passageiros sofrerá uma expansão de 31%, passando de 2,9 bilhões, em 2012, para mais de 3,9 bilhões. O aumento de quase 1 bilhão de passageiros virá principalmente dos mercados emergentes.

As previsões sobre o Brasil revelam que a expansão dos últimos anos não perderá força. "O Brasil se estabelecerá de forma sólida como o terceiro maior mercado doméstico, depois de EUA e China, com 122,4 milhões de passageiros em 2017", indicou a Iata. Isso representa um aumento de 32 milhões de passageiros em comparação aos números de 2012, quando o País somou 90 milhões.

O crescimento anual será de 6,3%, acima da média mundial. A expansão ainda será a sexta maior do mundo. Na lista dos dez mercados domésticos mais dinâmicos, cinco estão na América Latina: Peru, Colômbia, México, Equador e Brasil.  

Força chinesa. Mas no centro da expansão estará a China, que somará 487 milhões de passageiros. Rotas internacionais ligando cidades chinesas e linhas internas no país serão responsáveis por 30% do crescimento. Do total de 1 bilhão de novos passageiros ao redor do mundo, 227 milhões serão chineses. De uma forma geral, a Ásia verá 300 milhões de novos passageiros até 2017.

Apesar da explosão no uso do avião na China, o mercado americano ainda continuará a ser o maior do mundo em 2017. Mas terá uma das menores expansões e adicionará 70 milhões de novos passageiros em quatro anos. Os EUA somarão 677 milhões de passageiros domésticos em quatro anos.

"Não é surpresa que as regiões como Ásia ou Oriente Médio estão gerando as maiores taxas de crescimento", declarou Tony Tyler, diretor da Iata. "Governos nessas regiões estão reconhecendo o que a aviação pode garantir em termos de comércio global e desenvolvimento. Oportunidades similares existem para a Africa e América Latina", declarou.

Mas ele deixa claro que, para obter esses benefícios, os países latino-americanos "precisam deixar de ver a aviação como uma vaca leiteira, mas sim como um cavalo que ajude a levar a economia adiante", disse. O recado é claro: não sobretaxar o setor.

 

 

Empresas fazem confraternizações em alto mar

Quando o terminal de embarque de cruzeiros de Santos mais se parecia com um galpão, em 1995, a primeira edição do Congresso de Medicina Reprodutiva e Climatério foi realizada a bordo do navio Eugenio Costa, construído na década de 1960. "Fretamos o navio inteiro daquela vez e desde então o congresso passou a ter essa característica, de ser sempre realizado em navios. As pessoas esperam por isso", conta Newton Eduardo Busso, médico e coordenador-geral do evento. Desde então, foram sete congressos e a oitava edição, a bordo do Preziosa maior navio da temporada brasileira.

Para Busso, que está a frente do congresso desde a primeira edição, um navio é o espaço ideal para esse tipo de evento. Une em um só espaço: hospedagem, alimentação, trabalho, confraternização e lazer. Desta vez, foram reunidos 300 congressistas especialistas em reprodução humana e suas famílias - totalizando 800 pessoas.

A partir dos anos 90, a oferta de cruzeiros cresceu no Brasil até chegar ao auge nesta década. Este ano, 11 navios fazem a temporada. Aos poucos, os eventos a bordo passaram a ser filão importante para operadoras de viagens marítimas.

"É um bom negócio para nós e para as empresas. Conseguimos antecipar a demanda por leitos e garantir uma ocupação mínima da temporada. Para a empresa, a questão da infraestrutura é o grande atrativo", diz a gerente de marketing da Royal Caribbean, Fernanda Dominicis. Com exceção do Ano Novo, todas as outras datas da temporada têm grupos corporativos a bordo.

A Royal Caribbean, com o navio Splendour of the Seas, oferece pacotes especiais para grupos a partir de oito cabines e neste ano observou crescimento de 27% na procura por pacotes corporativos. Nesta temporada, a empresa também fechou dois fretamentos - quando o navio todo é reservado para uma única empresa.

A bordo dos navios há espaço para viagens de incentivo (como premiações a funcionários, clientes e fornecedores), congressos, convenções de vendas, reuniões e eventos lançamentos de produtos. A infraestrutura é o principal ponto positivo para Wanderley Saldanha, diretor da Associação de Marketing Promocional (Ampro). "São eventos sem o stress logístico, não tem que ficar entrando e saindo de ônibus, o que é mais confortável para o participante". No navio, basta pegar o elevador ou usar as escadas. 

Por outro lado, a menor possibilidade de personalizar as rotas e as atividades são pontos limitadores para ele. O mesmo serve para a restrição de datas, já que a temporada começa em novembro e vai até abril. Além disso, para grupos menores, que buscam exclusividade e privacidade, no navio existe a convivência com outras pessoas.

Festa da firma. Para a comemoração de 25 anos do Habib's, a rede fretou Preziosa dos dias 3 a 6 de dezembro. Com 22 mil colaboradores em toda a cadeia - da produção às lanchonetes - a empresa premiou os melhores funcionários com a viagem (incluindo familiares) e lotou as cabines com 4,3 mil passageiros.

"É um evento motivacional, de reconhecimento dos melhores", diz Paula César, diretora-geral do Habib's. "Para muitos funcionários, é a viagem dos sonhos, tem gente de todo o País e sabemos que para muitos pagar esse tipo de viagem para a família ainda é inacessível". Na programação: a convenção de premiação dos melhores funcionários e até shows com Latino e Michel Teló.

Segundo Paula, o Habib's chegou a cotar preços de resorts para 3 mil pessoas. O custo do navio ficou 20% maior, mas a decisão pela embarcação levou em consideração o custo-benefício. "É um tipo de viagem inesquecível", diz.

O especialista em eventos e diretor da Eventos Expo Editora, Sergio Junqueira, diz que pesquisa realizada ano passado com 84 das maiores entidades realizadoras de eventos mostrou que 80% delas nunca realizou atividades a bordo. A minoria (13%) pretende fazer. Segundo Junqueira, no caso da viagem de incentivo, o principal objetivo é entregar ao participante algo que ele não poderia comprar. Assim, dependendo do perfil de público do evento, a viagem de navio não é interessante pois já se tornou uma compra acessível (ainda que em 10 vezes sem juros). Ele afirma que o custo médio é de R$ 2 mil por pessoa.

Cresce a procura. Na MSC Cruzeiros, maior operadora da temporada, com quatro navios, o crescimento da procura de empresas por pacotes de grupos ou fretamento foi de 30% na comparação com 2012/2013. São sete fretamentos nesta temporada. Segundo Adrian Ursilli, diretor comercial e de marketing da empresa, o crescimento do mercado para empresas está relacionado ao aumento da oferta de mini cruzeiros (três noites a bordo), uma opção mais econômica e prática para viagens de empresas ou eventos.

Na Costa Cruzeiros, operadora conhecida pela oferta de pacotes de navios temáticos, os grupos de empresas têm em média 50 pessoas. Nesta temporada, o maior grupo reúne 800 pessoas. Segundo Marcia Galvão, gerente de vendas e marketing da Costa Cruzeiros, 70% dos pacotes corporativos é de mini cruzeiros de três noites.

Com três navios, a Pullmantur também oferece pacotes para grupos de 20 até 2 mil pessoas (fretamento). Segundo a empresa, uma vantagem é o sistema "tudo incluído" - ou seja, bebida e comida liberada. Recentemente, a empresa criou uma gerência corporativa no Brasil, com a missão de personalizar e aumentar o atendimento ao segmento empresarial.

No clima, sem perder a linha. Se uma noite de festa da firma já pode render exageros para serem lembrados o ano todo, três ou mais noites em um navio têm um potencial maior para os micos. Por outro lado, também é maior a possibilidade de cultivar contatos profissionais e estreitar laços.

"No navio o intercâmbio entre os visitantes é muito grande. A possibilidade de relacionamento é de 24 horas por dia", diz Newton Eduardo Busso, coordenador-geral do Congresso de Medicina Reprodutiva e Climatério.

A dica é aproveitar o momento de descontração, mas sem esquecer o bom senso. Na hora de comer e beber, por exemplo, mesmo que o esquema seja tudo incluído, o exagero não é bem vindo, ainda mais porque o balanço da embarcação pode causar enjoos. Por mais informal que o clima seja, a viagem ainda é uma extensão do trabalho.

Economia do Brasil deve piorar em 2014 no ano da Copa

Ao contrário das inúmeras promessas de que os grandes eventos esportivos dariam impulso à economia brasileira, cresce a sensação de que vai dar zebra na economia em 2014. Mesmo com a Copa do Mundo, a já fraca atividade econômica deve desacelerar ainda mais no próximo ano.

Nas últimas três décadas, apenas três países que sediaram o mundial de futebol tiveram desaceleração da economia no ano da Copa: México, em 1986, Itália, em 1990 e Japão, em 2002. Pelas previsões cada vez mais pessimistas, tudo indica até o momento que o Brasil corre sério risco de completar o time de países com economia na retranca no ano do mundial.

Diante de sinais de fraqueza financeira, alta dos juros e ameaças que vão das contas públicas às a balança internacional, economistas estão apreensivos. Previsões para 2014 ignoram as promessas sobre o impacto positivo da Copa do Mundo na economia brasileira e, a menos de 200 dias do evento, prevalece a aposta de que o ano que vem será pior que 2013 em termos de crescimento da atividade econômica. A mais recente pesquisa Focus, do Banco Central, mostra que o mercado aposta que o produto interno bruto (PIB) deve crescer 2,50% este ano e reduzir o ritmo para 2,11% no próximo ano.

PIB baixo. Após o decepcionante dado do PIB do terceiro trimestre, conhecido na semana passada - queda de 0,5% -, as apostas devem piorar e caminhar para perto de 2% em 2013 e menos de 2% no próximo ano.

Com tal cenário, o Brasil deve se junta ao pequeno grupo de países cuja economia piorou no ano da Copa. Em 1986, o PIB do México teve retração de 3,8%, pior que o crescimento de 2,6% um ano antes do mundial. Em 1990, a Itália cresceu 2%, menos que os 3,4% do ano anterior. Outro caso foi o Japão, que avançou 0,3% em 2002, menos que o 0,4% do ano anterior.

Em todos os demais países que sediaram a Copa do Mundo nas últimas três décadas, a economia ganhou velocidade no ano do evento: Espanha em 1982, Estados Unidos em 1994, França em 1998, Coreia do Sul em 2002 (quando dividiu a organização do torneio com o Japão), Alemanha em 2006 e África do Sul em 2010.

Média mundial. Um levantamento do Credit Suisse confirma essa fraqueza brasileira. O banco suíço comparou o crescimento do PIB dos países-sede no ano da Copa não apenas entre eles mesmo, mas em relação à média mundial.

Nas últimas três décadas, os mesmos Espanha, México, Itália e Japão foram os únicos países que tiveram crescimento do PIB abaixo da média mundial no ano em que receberam a Copa do Mundo. O Brasil, também nesse caso, deve acompanhar os lanterninhas em crescimento econômico.

Para 2014, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia global deve crescer 3,6%. O Brasil, pelas contas do mercado, crescerá algo em torno de 2% ou até menos. Portanto, abaixo da média global. O levantamento do Credit Suisse ainda mostra que Estados Unidos, França, Coreia do Sul, Alemanha e África do Sul seguiram na direção oposta: cresceram mais rápido que a média mundial nos anos em que foram palco da Copa.

 

 

Gasolina e etanol pesam no IPCA de novembro

 Os combustíveis ficaram mais caros no mês de novembro, de acordo com os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O preço do litro da gasolina subiu 0,63%, enquanto o do etanol aumentou 0,94%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, o resultado ainda não absorveu o reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras em 29 de novembro. "Ainda não pegou nada (da alta da gasolina)", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

A alta dos combustíveis pressionou a variação do grupo Transportes em novembro, também impactado pelo aumento de 6,52% nas passagens aéreas. O grupo saiu de uma variação de 0,17% em outubro para 0,36% em novembro, o equivalente a um impacto de 0,07 ponto porcentual na alta de 0,54% do IPCA do mês.

 

Mantega prevê receita de R$ 20 bi com Refis

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, que a receita arrecadada com o Refis em novembro deve ser próxima de R$ 20 bilhões. "O número está sendo apurado, mas deve ser próximo disso", afirmou ao retornar ao ministério, após reunião com a presidente Dilma Rousseff.

A Receita Federal previa inicialmente uma arrecadação com o programa de parcelamento de dívidas entre R$ 7 bilhões e R$ 12 bilhões. No fim de novembro, entretanto, o governo incluiu no relatório de receitas e despesas uma previsão de arrecadação de R$ 16,4 bilhões com o programa de parcelamento de débitos tributários, número bem acima do divulgado anteriormente.

Mantega não respondeu aos questionamentos dos jornalistas sobre a notícia de que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, enfrenta resistências internas cada vez maiores entre seus auxiliares.

Segundo fontes, técnicos estão preocupados com a dificuldade em rolar títulos públicos. Diante da crescente desconfiança do mercado financeiro, o Tesouro tem sido obrigado a oferecer juros maiores, o que encarece a dívida.

 

Reajuste do combustível não será automático

A Petrobrás enviou comunicado ao mercado em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitando esclarecimentos sobre os parâmetros da política de preços. A petroleira inicialmente havia informado que faria reajustes automáticos de preço, e num segundo momento, no dia 29 de novembro, após reunião do conselho anunciou que os parâmetros da metodologia de preços seriam "estritamente internos à companhia".

Depois do anúncio do aumento do preço dos combustíveis na sexta-feira, as ações da Petrobrás despencaram cerca de 10% na segunda-feira. Investidores consideraram o reajuste insuficiente para compensar a defasagem dos preços em relação ao mercado internacional e pesou também a falta de detalhamento da metodologia. Já no fechamento do mercado de ontem, as ações da Petrobras subiram, mas não o suficiente para recuperar as perdas do dia anterior.

Com o comunidade de hoje, o que a Petrobrás esclarece agora é que a aplicação dos reajustes não será automática como consequência direta da fórmula de precificação. "A metodologia estabelece bandas de reajuste, conferindo à diretoria executiva poder discricionário à luz da dinâmica dos mercados doméstico e internacional", diz o comunicado.

No dia 29/11 foi anunciado o aumento de preços da gasolina e do diesel em 4% e 8%, respectivamente. A metodologia para tal, segundo a Petrobrás, contém parâmetros baseados em variáveis como preço de referência dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e ponderação associada à origem do derivado vendido, se refinado no Brasil ou importado.

Ainda a nota de esclarecimento rebate especulações sobre a saída da presidente Maria das Graças Silva Foster. "Petrobrás refuta qualquer afirmação desta natureza."

 

A economia brasileira encolhe 0,5% no 3º trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolheu 0,5% no 3º trimestre deste ano ante os três meses imediatamente anteriores. Pelo lado da oferta, o pior desempenho foi o da agropecuária, que despencou 3,5% devido, principalmente, ao fim da safra de soja, produto que tem peso elevado no cálculo do indicador. Já indústria e serviços ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,1%.

Já pela ótica da demanda, os investimentos (denominados formação bruta de capital fixo) tiveram forte queda: 2,2%, a maior desde o primeiro trimestre de 2012, quando houve recuo de 2,7%. Enquanto o consumo das famílias teve alta de 1% e o do governo cresceu 1,2%.

A queda de 0,5% é o pior resultado, nessa base de comparação, desde o primeiro trimestre de 2009, auge da crise financeira internacional. Naquela ocasião, houve recuo de 1,6% no PIB, na margem. O resultado também representa a primeira retração desde o primeiro trimestre de 2009, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado mostra ainda uma forte desaceleração ante o resultado do segundo trimestre deste ano, que teve a alta revisada para cima: de 1,5% para 1,8%.

A queda no terceiro trimestre ficou no piso das estimativas dos analistas. Levantamento do serviço AE Projeções, da Agência Estado, com 47 instituições, previa um recuo de 0,50% a uma expansão de 0,20% - com mediana de -0,20%.

Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a economia teve alta de 2,2%, sendo puxada pelo setor de serviços, que também teve expansão de 2,2%. Já a indústria teve alta de 1,9% e a agropecuária recuou 1%. Nesta base de comparação, os investimentos tiveram forte alta: 7,3%. Trata-se da terceira expansão seguida, sinalizando uma recuperação em relação ao ano anterior. O IBGE destaca, contudo, que houve uma desaceleração ante o resultado do segundo trimestre, quando a alta foi de 9,1%.

Na mesma base de comparação, os consumos das famílias e do governo cresceram, ambos, 2,3%. Em valores correntes, o PIB do terceiro trimestre somou R$ 1,2 trilhão.

O PIB de 2012 ante 2011 foi revisado pelo IBGE de 0,9% para 1%. O resultado ficou abaixo do anunciado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada, durante entrevista. A presidente disse que o crescimento do ano passado tinha sido revisado de 0,9% para 1,5%.

Este ano, foram incorporadas no PIB as revisões de pesquisas usadas no cálculo do indicador, mas também a nova Pesquisa Mensal de Serviços, que começou a ser divulgada pelo instituto recentemente e motivou especulações sobre uma revisão do crescimento do País para cima. No entanto, as revisões definitivas, feitas a partir da incorporação das Contas Nacionais Anuais, só serão realizadas quando o trabalho de mudança na metodologia de cálculo do PIB estiver concluído, o que está previsto para o fim de 2014 ou início de 2015.

Agropecuária. Apesar de ser a atividade que mais cresce no ano, a agropecuária foi prejudicada no terceiro trimestre por projeções de queda em safras importantes para o período. Segundo o IBGE, o desempenho das produções de laranja (-14,2%), mandioca (-11,3%) e café (-6,9%) serão piores do que no ano passado.

Para o analista técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, o recuo do PIB da agropecuária também está relacionado aos preços mais baixos de soja, milho e café. "Os preços da soja ainda estão bons, mas no ano passado estavam melhores. Já os do milho estão ruins e o café vive uma de suas piores crises", disse ele ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Apesar da queda, a agropecuária fechará o ano com um PIB positivo, projetou Mafioletti. "Não vai piorar. Vai ser um dos melhores dos últimos anos. Temos problemas pontuais mas, no geral, estamos bem." De acordo com o IBGE, no acumulado de 2013 o PIB da agropecuária registra avanço de 8,1%, o mais forte entre todos os setores. A indústria acumula alta de apenas 1,2% e serviços sobem 2,1%.

Comércio exterior. As exportações, segundo o IBGE, caíram 1,4% no terceiro trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores. Ante o mesmo período do ano anterior, as vendas externas subiram 3,1%. Já as importações diminuíram 0,1% na comparação com o segundo trimestre do ano. Em relação ao mesmo período de 2012, houve alta de 13,7%, a maior desde o segundo trimestre de 2011, quando houve crescimento de 14,8%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

Na comparação internacional, o Brasil teve o menor PIB entre as maiores economias do mundo.

Como o PIB é calculado? O PIB é o indicador mais usado para medir o tamanho da economia de um país. É o total de riquezas produzidas ao longo de um dado período. Ou, na definição do IBGE, que cuida do cálculo: são os 'bens e serviços produzidos no país descontadas as despesas com os insumos utilizados no processo de produção durante o ano. É a medida do total do valor adicionado bruto gerado por todas as atividades econômicas'.

Para chegar ao valor do PIB, o IBGE, computa o desempenho dos três setores da economia - agropecuária, indústria e serviços. Ao mesmo tempo, acompanha os componentes da demanda: o consumo das famílias e o do governo; exportações; importações (cujo impacto tem sinal negativo); e, finalmente, a formação bruta de capital fixo, que é justamente a conta de investimentos do PIB.

A conta do IBGE, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, é feita a partir das pesquisas setoriais que ele próprio realiza ao longo do ano e também de dados complementares fornecidos pelo Banco Central, Ministério da Fazenda e Agência Nacional de Telecomunicações, entre outras fontes.

 

 

 

Analistas da Focus reduzem previsão de inflação de 5,82% para 5,81%

Na reta final de 2013, analistas do mercado financeiro apresentaram poucos ajustes em suas projeções para a taxa de inflação oficial do País. A principal mudança do boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, foi nas estimativas para o IPCA acumulado em 12 meses, que passou de 6,14% para 6,09%. Há quatro semanas, estava em 6,21%.  

Vale lembrar que na semana passada, O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou numa nova alta do juro básico Selic, para 10% ao ano, o que deve ajudar a controlar a inflação.

Entre os profissionais que mais acertam as previsões para a inflação no médio prazo, o grupo denominado pelo BC de Top 5, o IPCA de 2013 deverá ficar em 5,80%, e não mais em 5,86% como estava uma semana antes - quatro semanas atrás, estava em 5,88%. No caso de 2014, esse mesmo grupo não revisou a expectativa para a inflação oficial do ano que vem, que deve fechar em 5,68%. Um mês atrás, a projeção era de 5,60%.

Para o final deste ano, a mediana para o IPCA passou de 5,82% para 5,81%. Há quatro semanas estava em 5,85%. Já para 2014, a mediana das previsões para a inflação foi mantida em 5,92% não só de uma semana para outra, como também estava um mês. A estimativa para o IPCA de novembro foi recalculada de 0,65% para 0,64%. A taxa é levemente menor do que a esperada um mês atrás, de 0,67%. No caso da mediana das estimativas para o índice em dezembro, houve manutenção da taxa de em 0,72% ante o porcentual de 0,70% registrado quatro semanas antes.

Juros. Logo após a decisão do Copom de elevar a Selic, profissionais do mercado financeiro decidiram manter suas estimativas para o indicador em 2014. A mediana das previsões para os juros básicos da economia na pesquisa divulgada hoje congelou em 10,50% ao ano. Com o aumento da quarta-feira passada, 25 de novembro, a taxa oficial está em 10% ao ano.

A Selic média para o ano que vem, no entanto, aumentou de 10,28% para 10,31%, ainda fruto do ajuste feito na última pesquisa Focus do BC. Há um mês, a taxa estava em 10,25%. Sem mais reuniões pela frente este ano, a previsão para o final de 2013 ficou obviamente estacionada em 10,00% ao ano - a Focus nem traz mais o número em sua tabela.

Câmbio. As expectativas para o câmbio estão pausadas para 2013 e 2014. A mediana das estimativas para o dólar para o final de 2013 estacionou em R$ 2,30, como já constava na pesquisa Focus da semana passada. A cotação era de R$ 2,25 um mês antes. Para o final de 2014, as previsões para o dólar ficaram estancadas em R$ 2,40 pela 14ª semana consecutiva.

Produção industrial. Continua consistente a trajetória de queda das expectativas do mercado financeiro para a produção industrial deste ano. A mediana das projeções para este indicador em 2013 foi revisada mais uma vez para baixo, saindo de 1,70% na semana passada para 1,69% agora - um mês atrás estava em 1,77%. Para 2014, no entanto, houve estabilidade da estimativa em 2,50%, mesmo nível visto uma semana e também um mês antes.

Apesar dos ajustes do mercado para o comportamento do setor manufatureiro, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 não se mexeram. A mediana para o indicador deste ano seguiu em 2,50% pela sexta semana consecutiva. Para 2014, a previsão mediana foi ajustada de 2,10% para 2,11% de uma semana para outra - há quatro semanas estava em 2,13%.  

Superávit comercial. A mediana das previsões do mercado financeiro definhou mais um pouco para a balança comercial, que deverá ter saldo positivo de apenas US$ 1,30 bilhão este ano, e não mais de US$ 1,40 bilhão, conforme apontava a mediana do levantamento anterior. Um mês atrás, a perspectiva era de um superávit de US$ 1,90 bilhão para o comércio internacional brasileiro.

Também para 2014, o mercado demonstrou mau humor ao reduzir a mediana esperada para o saldo de US$ 8,10 bilhões para US$ 7,85 bilhões. O resultado esperado pelos analistas agora é menor também do que o projetado um mês antes, de US$ 9,25 bilhões.

A previsão mediana para o rombo da conta corrente passou de US$ 79,60 bilhões para este ano para US$ 79,85 bilhões. Para 2014, a mediana para a previsão de déficit saiu de US$ 71,50 bilhões para US$ 71,80 bilhões. Quatro semanas atrás, a mediana revelava um resultado negativo de US$ 79 bilhões para 2013 e de US$ 72,70 bilhões para 2014.

Apesar da piora do quadro externo, foi mantida a projeção de que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano, o que significa que o financiamento do déficit não será integral nos dois casos. Há 51 semanas, o mercado não muda esta projeção de IED para 2013 e há 68 semanas para o de 2014.

Já relação dívida/PIB sofreu leves ajustes. Para 2013, passou de 34,55% para 34,60%, segundo os analistas consultados pela Focus. Um mês antes, o mercado aguardava a proporção de 34,50% para o resultado deste ano. Para 2014, a pesquisa revelou que o porcentual passou de 34,60% para 34,50%, a mesma vista um mês antes.

 

 

Etanol de 2ª geração vai começar em 2014

O etanol de segunda geração chegará aos postos de combustíveis brasileiros no ano que vem. A tecnologia, que até o momento é realidade no Brasil apenas em projetos experimentais, é a grande aposta de gigantes como a Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, e a Granbio, empresa da família Gradin, para ampliar a produção de etanol. As fábricas das duas empresas já estão em construção e a previsão é que comecem a produzir o combustível em escala comercial em 2014.

A nova tecnologia viabiliza no Brasil a produção de etanol de bagaço e palha de cana-de-açúcar, aproveitando resíduos das usinas que hoje fazem o etanol de primeira geração. "A tecnologia de segunda geração é a aposta da Raízen para a expansão em etanol. Com a tecnologia, poderemos produzir 50% mais litros a partir da mesma área plantada de cana e otimizar nossos ativos", disse o diretor de bioenergia e tecnologia da Raízen, João Alberto Abreu.

A Raízen tem 24 usinas no Brasil e é líder no mercado de etanol. A empresa pretende integrar unidades de produção do etanol de segunda geração em oito dessas usinas e extrair até 1 bilhão de litros do combustível. A primeira fábrica será em Piracicaba (SP) e terá investimento de R$ 230 milhões, com produção de 40 milhões de litros/ano. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2014.

Cenário. O etanol de segunda geração deve trazer uma nova onda de expansão no segmento, que perdeu competitividade nos últimos anos. Com a política do governo de controle de preços da gasolina, o etanol deixou de ser vantajoso para o proprietário de um carro flex na maioria das cidades. O setor pisou no freio e hoje cerca de 10% das 400 usinas de álcool estão fechadas no Brasil, segundo estimativas da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). "A política de subsídio da gasolina não se sustenta. Esse cenário vai mudar e o etanol voltará a ser competitivo na bomba", disse o vice-presidente executivo da Granbio, Alan Hiltner.

A Granbio está construindo uma fábrica de etanol de segunda geração no Alagoas, integrada a uma usina do Grupo Carlos Lyra. A unidade terá capacidade para produzir 82 milhões de litros por ano e deve ser inaugurada no primeiro trimestre de 2014. "A primeira unidade já será lucrativa e vamos produzir abaixo do custo do etanol comum", disse Hiltner.

A empresa pretende investir R$ 4 bilhões até 2020, construir dez usinas de etanol de segunda geração e atingir uma capacidade de produção de 1 bilhão de litros de etanol por ano.

A Granbio pretende exportar 50% da sua produção para aproveitar os incentivos financeiros oferecidos por países desenvolvidos para o consumo de combustível renovável. Nos Estados Unidos, hoje o prêmio para a venda de etanol de segunda geração é de US$ 0,65 o galão.

Tecnologia. O etanol de segunda geração pode ser feito a partir de um processo que transforma a celulose em glicose, usando enzimas especiais, seguidas por um processo de fermentação. Raízen e Granbio usarão enzimas da dinamarquesa Novozymes, que investirá US$ 300 milhões na construção de uma fábrica no Brasil em 2014.

O processo produtivo de Raízen e Granbio foi desenvolvido por parceiros estrangeiros e adaptado para a utilização de cana como matéria-prima. A Granbio é parceira da italiana Beta Renewables, que inaugurou sua fábrica em outubro e foi a primeira no mundo a produzir etanol de segunda geração em escala comercial. Já a Raízen traz a tecnologia da canadense Iogen, uma empresa que tem a Shell entre os acionistas e investiu US$ 500 milhões na tecnologia nos últimos 20 anos.

 

 

Juro bancário de pessoa física é o mais alto em 18 meses

Os juros bancários médios dos empréstimos para pessoas físicas (recursos livres) avançaram 1,1 ponto percentual em outubro deste ano, para 38,3% ao ano, o maior patamar em 18 meses, informou o Banco Central.

O aumento dos juros bancários de pessoas físicas acontece após o próprio Banco Central ter iniciado, em abril deste ano, um ciclo de alta dos juros básicos da economia, para tentar conter o crescimento da inflação. Desde então, os juros básicos subiram seis vezes, passando de 7,25% para 10% ao ano – uma elevação de 2,75 pontos percentuais. Inclusive, a última elevação , para 10%

Juros sobem mais do que Selic
Com o aumento dos juros básicos do país, também houve alta na taxa de captação das instituições financeiras, ou seja, quanto os bancos pagam pelos recursos.

No fim do ano passado, a taxa de captação, para operações com pessoas físicas, estava em 8,3% ao ano, passando para 11,3% ao ano em outubro. Um crescimento de 3 pontos percentuais.

No mesmo período, os juros bancários das instituições financeiras para pessoas físicas cresceu 4,4 pontos percentuais, visto que estavam em 33,9% ao ano em dezembro de 2012.

Deste modo, os dados do BC mostram que as instituições financeiras não só estão repassando a alta do custo de captação que tiveram por conta da elevação dos juros básicos da economia, como também estão subindo os juros cobrados de seus clientes acima da alta da Selic - fixada pelo Banco Central.

Taxa média de empresas e geral
No caso das operações dos bancos com as empresas, ainda com base nos chamados "recursos livres", a taxa média somou 20,8% ao ano em outubro – com alta de 0,1 ponto percentual frente ao patamar de setembro (20,7% ao ano). É o maior valor desde abril do ano passado (22,2% ao ano). No ano, essa taxa avançou 2,8 pontos percentuais.

Tamém subiu em setembro deste ano a taxa média geral de todas as operações com recursos livres, que somou 29% ao ano no mês passado, contra 28,4% ao ano em setembro. Neste caso, os juros atingiram o maior valor desde abril do ano passado (30,4% ao ano). No acumulado de 2013, a taxa média de juros bancários avançou 3,7 pontos percentuais.

Metodologia
O Banco Central mudou, no início deste ano, o formato de registro dos dados relativos aos juros bancários e, ao mesmo tempo, também desativou a série histórica que vigorava anteriormente. Pela nova metodologia, as operações com recursos livres (que não têm relação com o crédito direcionado, que é rural, BNDES e habitação) passaram a englobar algumas modalidades de empréstimos, como arrendamento mercantil (leasing), descontos de cheques (operações que se assemelham com "factoring"), além de cheque especial pessoa jurídica e antecipação de faturas de cartão.

 

Embraer vai decolar com seu cargueiro em 2014

O gigante está trancado em uma sala grande como ele mesmo, um prédio inteiro para acomodar com folga o corpo de 35 metros. O modelo em escala real do novo jato da Embraer, o cargueiro militar KC-390, criado para cumprir várias missões, fica isolado na reservada unidade de Eugênio de Melo, a 20 quilômetros da sede da empresa em São José dos Campos. O jato em modelagem ainda está sem as asas - seriam necessários outros 35 metros.

Do mesmo local, há pouco menos de 40 anos, o Brasil influenciou guerras travadas no Oriente Médio e no norte da África, armou Exércitos latinos e equipou ex-colônias portuguesas. Em certa época, o complexo de Eugênio de Melo abrigou a extinta Engesa - de onde saíram os blindados batizados com nomes de serpentes brasileiras, Urutu e Cascavel.

O tempo é outro e a influência está regida pelo mercado. O KC-390 é uma iniciativa focada na ampla demanda internacional detectada pela Embraer - cerca de 700 aeronaves desse tipo serão negociadas em dez anos por US$ 50 bilhões. "Acreditamos que poderemos entrar na disputa por alguma coisa como 15% desse total, na faixa de 105 unidades", diz o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar.

Supercargueiro. Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento - o PAC da presidente Dilma Rousseff -, o cargueiro e reabastecedor vai custar R$ 4,9 bilhões até a fase de construção dos 2 protótipos de desenvolvimento. A propriedade intelectual é da FAB. A etapa de encomendas pode chegar a mais R$ 3 bilhões - ao longo de 12 anos, estima o Ministério da Defesa.

O programa já acumula 60 cartas de intenção de compra emitidas por seis diferentes governos: Brasil (28 jatos), Colômbia (12), Chile (6), Argentina (6), Portugal (6) e República Checa (2). "Penso que, mais uma vez, chegamos na hora certa em um segmento restrito, não atendido pelas ações tradicionais", diz Aguiar.

De fato, o nicho está virtualmente vago. O principal concorrente é nobre: o poderoso Hércules C-130J, o mais recente arranjo da Lockheed-Martin, para o seu quadrimotor turboélice. A primeira versão voou faz 60 anos. Até 2010, haviam sido entregues 2.500 deles para 70 clientes.

Última geração. O KC-390 leva vantagem em quase tudo, a começar pelo fato de estar saindo agora das telas dos engenheiros de projeto. Mais que isso, transporta 23 toneladas contra os 20 mil quilos do C-130. Voa a 860 km/hora, mais alto, a 10,5 mil metros, e a um custo significativamente menor.


A concorrência de outras fontes é rarefeita e não se encaixa exatamente no mesmo viés, como é o caso do japonês Kawasaki C-2, em teste desde 2010, ou do europeu A-400M. Os dois são maiores e têm valor de aquisição elevado, de US$ 120 milhões a US$ 180 milhões. O modelo da Embraer fica na faixa pouco superior a US$ 80 milhões. E carrega tecnologia embarcada de última geração.

Os motores, por exemplo, permitem a operação nas pistas não pavimentadas e sem acabamento. As turbinas V-2500 da americana International Aero Engines não estão sujeitas à sucção de detritos. Todo o projeto (veja o infográfico) utiliza conceitos avançados.

O pessoal. Na Embraer, o grupo de profissionais que trabalha no desenvolvimento do cargueiro e avião-tanque para reabastecimento em voo, é conhecido como "o pessoal do KC".

Jovens quase todos, como o engenheiro Rodrigo Salgado, de 34 anos. Formado na escola de Itajubá, sul de Minas, trabalha na empresa há 11 anos. No programa, cuida dos aviônicos e da integração dos sistemas. Considera a possibilidade de conviver com o produto ainda por muito tempo, decorrência "do desenvolvimento contínuo e da atualização das funções".

De olho na impressionante cabine, repleta de telas digitais, terminais móveis e painéis de instrumentos que dão ao módulo ares de ônibus espacial, um piloto de ensaios da Força Aérea torcia para estar na equipe dos testes, previstos para o primeiro semestre de 2015. Combatente, "com mais de 2 mil horas de voo" em supersônicos, e contemplado com um curso de especialização de custo estimado em US$ 1,2 milhão, o oficial avalia o advento do KC-390 na Aeronáutica "pelo valor estratégico: a aviação militar do País será capaz de se manter no ar, em quaisquer condições, com aeronaves de abastecimento, de ataque, transporte e inteligência, todas de projeto e fabricação próprios".

O gigante da Embraer é parte de um acordo de cooperação entre a EDS e a Boeing. A composição abrange o compartilhamento de conhecimento tecnológico e avaliação conjunta de mercados. É um bom modelo. A Boeing produz transportadores de carga e reabastecedores em voo há não menos de 45 anos. A Embraer é inovadora e imbatível em redução de custos. Conforme Luiz Aguiar, a análise dos mercados potenciais incluirá clientes que não haviam sido considerados nas projeções iniciais para o KC-390. É uma forma cuidadosa de dizer que os alvos passam a incluir países como a Itália e, talvez, mesmo os Estados Unidos.

 

Montadoras negociam com governo pacote de medidas

A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) negocia com o governo um pacote de medidas de estímulo ao setor. A proposta das montadoras abarca várias frentes.

O pedido inclui a manutenção das alíquotas reduzidas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a renovação das linhas de financiamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) em 2014 e a criação de um programa de modernização do setor de máquinas agrícolas e rodoviárias (Inovar-Máquinas).

Apesar das declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o IPI voltará a subir em 2014, o presidente da entidade, Luiz Moan, acredita que não haverá recomposição integral das alíquotas. "Estou trabalhando fortemente para que não haja aumento", disse.

Segundo o cronograma do governo, o IPI subirá em janeiro de 2% para 7%, nos veículos de até 1.000 cilindradas. A alíquota aumenta de 7% para 11% para automóveis flex entre 1000 e 2000 cilindradas e de 8% para 13% para os demais carros nesta categoria. Uma fonte do governo admite a possibilidade de o governo voltar atrás e fazer a recomposição da alíquota de forma mais suave, mas avalia ser difícil não haver nenhuma elevação do imposto em 2014.

"O ministro Guido está cuidando disso. Vamos aguardar o prazo do IPI até o final do ano. E alguma mudança, se houver, será feita no ano que vem, mas não tem nenhuma decisão ainda nessa direção, ou melhor, em nenhuma direção", afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel.

Caminhões. A Anfavea e mais nove entidades envolvidas com o transporte rodoviário de carga apresentaram ontem ao MDIC e à Casa Civil uma proposta de renovação da frota de caminhões, com o objetivo de substituir os veículos com mais de 30 anos de uso. Segundo Moan, 212 mil caminhões antigos circulam no País. A meta é trocar 30 mil unidades por ano.

O argumento é que estes veículos antigos aumentam a poluição, a insegurança no trânsito e o consumo de combustível. Moan disse que um levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que os caminhões representam 7% da frota, mas causam 25% dos acidentes.

"Pode ser extremamente útil para a indústria brasileira e para o Brasil, porque a renovação da frota teria um ganho ambiental muito grande. De qualquer maneira, este ano está praticamente encerrado. Se formos lançar, vai ser no ano que vem", afirmou Pimentel.

Menos imposto. Sem apresentar detalhes sobre os pleitos do setor, Moan disse que o governo teria que oferecer uma política de financiamento para caminhoneiros. A proposta também sugere uma negociação com os Estados para reduzir o IPVA, como ocorre em Minas Gerais.

O presidente da Anfavea disse que também negocia novas condições para o PSI, programa que financia a compra de bens de capital, projetos de inovação e exportações. O programa vence em dezembro e será renovado com juros mais altos.

"Vamos tentar manter o juro o mais baixo possível", afirmou Moan. Ele se reuniu ontem com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. "O que vão alterar são as condições. É natural que altere (o juro), porque a taxa básica de juros subiu", disse Pimentel

 

 

 

'Eu não tenho tempo para morrer agora'

"Eu não tenho tempo para morrer." Essa frase dita, assim, solta, fora de contexto, pode até não fazer muito sentido, soar estranha. Mas é tratada como um bordão dentro da Copagaz, companhia distribuidora de gás de cozinha. Aos 89 anos, Ueze Zahran, presidente do grupo, dono da frase, é um homem sem tempo. Workaholic assumido, ignora a idade e o processo de sucessão de sua empresa.

À frente da Copagaz, Zahran comanda o grupo com mãos de ferro. Dá expediente diário e fica até tarde - só volta para casa à noite, a tempo de ver as novelas. "Choro dois lenços por capítulo", diz. Centralizador, quer detalhes de todas as áreas do grupo, estratégicas ou não, dizem pessoas próximas a ele.  

O empresário é considerado uma lenda no setor de GLP (gás liquefeito de petróleo). Sem papas na língua, também costuma dar expediente em Brasília quando precisa discutir diretamente assuntos do interesse da Copagaz e do setor.

A Copagaz é uma empresa muita cobiçada. E Zahran sabe disso. Quinta maior companhia do setor, com participação de 7,9% no mercado de botijão de 13 quilos e outros segmentos, a Copagaz é objeto de desejo das outras quatro concorrentes.

Para a líder Ultragaz (grupo Ultra), com 23,2% de fatia de mercado, a aquisição a distanciaria da vice Liquigás (controlada pela Petrobrás), com 22,7%. A Supergasbras (da holandesa SHV Gas), com 21% de participação, e Nacional Gás (do grupo Edson Queiroz), com 18,9%, tornariam-se líderes com a compra do negócio.

"Todo mundo quer me comprar, mas nunca vou vender a minha empresa", afirma Zahran. Nunca pode parecer um pouco forte, mas ninguém da família ousa contrariá-lo.

O empresário, que tem quatro filhos - três mulheres e um homem - está cercado de parentes na companhia e quer que o controle do grupo não saia do seu clã. Em 2011, a Copagaz deixou de ser uma companhia limitada, tornando-se uma S/A (Sociedade Anônima), de capital fechado. Profissionalizar a gestão com executivos de mercado, nem pensar. Abrir o capital, então... "Nunca quis saber quanto me pagariam pela Copagaz."

Há dois anos, a Copagaz chegou a olhar os ativos de GLP da espanhola Repsol no País, vendidos em outubro do mesmo ano para o grupo Ultra. "Desisti do negócio porque os ativos deles eram arrendados", conta.

Pesado. Zahran comanda a Copagaz como se ainda fosse um simples comerciante. Filho de libaneses - seus pais vieram casados para o Brasil nos anos 20 e se instalaram em Bela Vista, cidade de Mato Grosso do Sul -, ele começou a trabalhar na adolescência no bar de seu pai.

Segundo filho de uma família grande, cinco homens e uma mulher, Zahran teve de pegar no pesado. Além do bar, tiveram uma padaria. Os negócios, contudo, não foram adiante.

A Copagaz nasceu em São Paulo, em 1955, quando Zahran já tinha deixado Bela Vista para tentar a sorte na capital paulista. "Achei que o negócio de distribuição de gás dava dinheiro e tinha potencial para crescer no Centro-Oeste. Decidi presentear minha mãe, que morava no Mato Grosso Sul, com um fogão a gás. Ela se encantou com a luz azul que se formava debaixo da panela. No Centro-Oeste, todo mundo era dependente da lenha e da querosene, que deixava sabor estranho na comida."

Quando criou a Copagaz, recebeu a concessão para trabalhar em São Paulo e Mato Grosso. "Quando entrei nesse setor, percebi algumas aberrações. A Agência Nacional do Petróleo autorizava (à época) apenas as multinacionais a atuarem no Brasil inteiro. As empresas nacionais tinham posição regionalizada e sofriam a concorrência dos estrangeiros."

Levando às últimas consequências um dos bordões de um dos personagens do humorista Jô Soares - "Tirante o Aureliano, que fala, vice não fala" -, em alusão ao ex-vice-presidente Aureliano Chaves, o empresário diz que foi atrás do próprio para intervir pelo setor. "E deu certo. As nacionais conquistaram o resto do País."

Seu trânsito no governo federal é conhecido e é motivo de controvérsias. Fontes atribuem suas boas relações ao fato de ser dono de afiliadas da TV Globo no Centro-Oeste, o que lhe daria um poder de pressão extra.

Zahran passa ao largo desses comentários. "Quando precisam tratar de assunto espinhoso em Brasília, me chamam", rebate. Foi assim quando discutiu com a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, em 2003, no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta de redução em R$ 10 dos preços do botijão de gás. "Fui lá para dizer que a conta não fechava, que as indústrias ficariam com margem negativa", diz. Desde então, conta, tornou-se amigo de Dilma.

Criador de cavalo árabe, Zahran conta que a presidente gosta desse assunto. "Eu a convidei para conhecer meus cavalos." Segundo ele, Dilma teria recusado o convite por estar no meio de uma visita oficial da qual o presidente Lula fazia parte em Mato Grosso do Sul.

Sua bandeira atual é discutir a instalação de separadoras de gás ao Estado - hoje o GLP é levado para o Centro-Oeste por caminhões-tanque. O projeto está em pauta há alguns anos, mas a Petrobrás alega inviabilidade econômica. "Discuto isso desde 1995."

Seus planos futuros nunca excluem a Copagaz. O empresário até já chegou a diversificar os negócios com esmagadoras de soja, posteriormente vendidas, exportou café, mas sempre está ao lado dos botijões. "Eu imagino a minha mãe em cada dona de casa que recebe o botijão", conta, logo acrescentando que tem muita coisa para fazer. "Põe tempo aí, que eu não tenho tempo para morrer agora."

Governo arrecada R$ 20,8 bilhões com leilão de aeroportos

Oito propostas e cinco consórcios disputaram o leilão dos aeroportos de Galeão (RJ) e de Confins (MG), realizado, na sede da BM&FBovespa, São Paulo.

Com o valor global do leilão, o governo arrecada R$ 20,839 bilhões, o que representa um ágio de 251,7%. O ágio é a diferença entre o lance mínimo exigido e o total arrecadado efetivamente. 

O total arrecadado pelo governo com a concessão dos aeroportos de Galeão e Confins é maior que o bônbus de assinatura do leilão de Libra realizado em outubro, o maior do pré-sal. O leilão de Libra teve bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, sem ágio.

Vencedores. O consórcio liderado por Odebrecht e Transport venceu a concessão do Aeroporto de Galeão, ao ofertar R$ 19,018 bilhões, o que representa um ágio de 293,9%. O Aeroporto de Confins foi arrematado pelo grupo liderado por CCR com uma proposta de R$ 1,82 bilhão, ou ágio de 66%.

Na fase de lances viva voz, nenhuma nova oferta foi feita pelo terminal fluminense. As únicas ofertas por Confins foram dos consórcios da CCR e Queiroz Galvão, cuja maior oferta foi de R$ 1,8 bilhão, ou seja, R$ 20 milhões abaixo da proposta vencedora.

Os vencedores foram os consórcios que ofereceram os maiores lances para cada aeroporto. Na etapa viva voz, o lance mínimo, acima da maior oferta inicial, era de R$ 500 milhões para Galeão e de R$ 100 milhões para Confins. De acordo com as regras, um mesmo consórcio não poderia vencer o leilão nos dois aeroportos.

Ofertas iniciais por Galeão:

-Consórcio Aeroportos do Futuro, formado por Odebrecht e TransPort, com 60%, e a operadora do aeroporto de Cingapura Changi, com 40%, ofereceu R$ 19,018 bilhões, ágio de 293%.

-Consórcio Sócrates, formado pela Carioca Engenharia, GP Investimentos e as operadoras dos aeroportos de Paris (Aéroports de Paris - ADP) e de Amsterdã (Schiphol), ofereceu R$ 14,5 bilhões, ágio de 200,3%.

-Consórcio Novo Aeroporto Galeão, formado pelas empresas EcoRodovias e Fraport, cada uma com 42,5%, e por Invepar, com 14,99%, ofereceu R$ 13,113 bilhões, ágio 171,6%.

-Consórcio AeroBrasil, formado por CCR, com 75%, e a operadora Flughafen Zurich AG, que administra o aeroporto de Zurique, com 24%, e a Munich Airport, com 1%, ofereceu R$ 10,350 bilhões, ágio de 114,4%.

-Consórcio Aliança Atlântica Aeroportos, formado por Queiroz Galvão e Ferrovial, ofereceu R$ 6,567 bilhões, ágio de 36%.

Ofertas iniciais por Confins:

-Consórcio AeroBrasil, formado por CCR e a operadora suíça Flughafen Zurich AG, que administra o aeroporto de Zurique, ofereceu R$ 1,4 bilhões, ágio de 27,7%.

-Consórcio Aeroportos do Futuro, formado por Odebrecht e TransPort com 60% e a operadora do aeroporto de Cingapura Changi com 40%, ofereceu R$ 1,335 bilhões, ágio de 21,8%.

-Consórcio Aliança Atlântica Aeroportos, formado por Queiroz Galvão e Ferrovial, ofereceu R$ 1,096 bilhões, sem ágio.

Entenda o leilão. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os aeroportos de Galeão e Confins respondem, juntos, pela movimentação de 14% dos passageiros, 10% da carga e 12% das aeronaves do tráfego aéreo brasileiro. O lance mínimo para o terminal fluminense foi de R$ 4,828 bilhões, com concessão válida por 25 anos, prorrogável por mais cinco. Já para o aeroporto mineiro, o lance mínimo foi de R$ 1,096 bilhão, com concessão válida por 30 anos, prorrogável também por mais cinco.

O modelo da concessão mantém a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) como sócia de 49% do empreendimento. O edital exigia a presença nos consórcios de um operador aeroportuário com experiência em terminais com movimento superior a 22 milhões de passageiros por ano para o Galeão e de 12 milhões de passageiros anuais para Confins.

Os futuros concessionários dos aeroportos do Galeão e Confins vão receber os terminais, em 17 de março de 2014, com obras inacabadas, insatisfação dos usuários e um curto prazo para atender às exigências previstas no edital, a tempo da realização da Copa do Mundo, em junho. Nos dois terminais do Galeão, os investimentos da Infraero serão de R$ 443,5 milhões, mas os resultados ainda não foram sentidos. Já as obras que estão sendo realizadas pela Infraero em Confins têm previsão de término em abril abril de 2014. A mudança faz parte do PAC Copa e até o evento serão investidos em Confins R$ 430 milhões.

 

Lucro da Caixa cresce 19,3% no terceiro trimestre

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido acumulado de R$ 5 bilhões de janeiro a setembro de 2013, aumento de 19,3% se comparado ao mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado é de 27%.

O resultado bruto da intermediação financeira alcançou R$ 14,5 bilhões, crescimento de 19,3% em relação aos nove primeiros meses de 2012, com destaque para as receitas de operações de crédito, que totalizaram R$ 33,3 bilhões, evolução de 32,2%. O resultado operacional foi de R$ 4,8 bilhões, aumento de 16,9%.

Em setembro, os ativos totais administrados alcançaram R$ 1,5 trilhão. Desses, R$ 858,4 bilhões representavam os ativos próprios da instituição, expansão de 27,5% em 12 meses, de acordo com nota à imprensa. O número é reflexo do aumento de 40% da carteira de crédito, que alcançou saldo de R$ 463,4 bilhões e representava 17,7% do crédito do SFN.

Captação. A Caixa informa que encerrou o terceiro trimestre com saldo de captações de R$ 573,8 bilhões. De acordo com informe da instituição, os depósitos e letras totalizaram R$ 421,4 bilhões, 22,9% acima de setembro de 2012, com captação líquida total de R$ 38,2 bilhões.

A poupança da Caixa teve saldo de R$ 199,8 bilhões, alta de 17,7% em 12 meses e 35,2% do mercado, segundo informe da Caixa. No mês de setembro eram 50,6 milhões de cadernetas de poupança. A captação líquida da poupança foi de R$ 16,5 bilhões em nove meses, evolução de 35,8% em relação ao mesmo período de 2012.

Os depósitos à vista somaram R$ 24,6 bilhões (a variação não foi informada) e a prazo chegaram a R$ 114,9 bilhões, alta de 25,0% ante setembro de 2012. Os recursos em CDB representavam 62,9% desse total, ou R$ 72,4 bilhões, o que representa aumento de 32,3% em 12 meses.

As Letras Imobiliárias e Financeiras apresentaram captação líquida de R$ 20,1 bilhões de janeiro a setembro de 2013 e saldo de R$ 67,8 bilhões, aumento de 70,9 % em 12 meses. As Letras de Crédito Agrícola, lançadas em novembro de 2012, tiveram saldo de R$ 1,6 bilhão.

O índice de Basileia encerrou o período em 17,0%, 4,4 pontos porcentuais acima de setembro de 2012, "o que demonstra que a Caixa está capitalizada e conta com níveis de liquidez e cobertura confortáveis para dar continuidade a expansão de sua carteira", diz a instituição em nota à imprensa.

No acumulado de janeiro a setembro o banco registrou 4,9 milhões de novos correntistas e poupadores, para uma base total de 70,1 milhões de clientes.

 

 

Burocracia 'emperra' vida de empreendedor

A presidente Dilma Rousseff disse, durante a abertura do XIV Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), em Campinas, no interior paulista, que a burocracia complica a vida dos empreendedores, do cidadão e do governo, "porque processos decisórios emperram", disse. Segundo ela, é preciso "pensar simples", o que justificaria a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa no governo.

A presidente considerou que a burocracia é a junção de volume de papéis e falta de prazo e cobrou a informatização após a desburocratização dos processos. "Temos de aproveitar a revolução da informática e internet para transformar os processos, mas primeiro é preciso desburocratizar e informatizar", disse. "Não podemos informatizar a burocracia, temos de facilitar, porque a burocracia provoca custos e desperdícios", completou.

A presidente cobrou a melhoria da produtividade das indústrias e do governo. "Combater essa burocracia é combater esse processo de prazos longos e melhorar a produtividade". Dilma admitiu ainda que a abertura de uma empresa é um processo mais longo e dispendioso no Brasil do que em outros países e disse que a simplificação para a abertura de pequenas empresas, anunciada no evento, será expandida para todas as partes.

Dilma fez a promessa de persuasão às esferas públicas de que a primeira visita dos fiscais às empresas será sempre orientadora. "Relação entre empresa e Estado não pode ser de confronto, mas de colaboração", e concluiu: "Não há uma oposição entre governo e empresários. Sobretudo, há vontade do meu governo de colaborar com os empresários".



 

Dilma reforça pacto fiscal

A presidente Dilma Rousseff reforçou, seu compromisso com o pacto da estabilidade fiscal, um dos cinco lançados após as manifestações em junho.

Segundo Dilma, em postagem no Twitter, "é impossível executar grandes projetos de saúde, de mobilidade urbana e de educação sem cuidar atentamente da robustez fiscal do País". A presidente também afirmou que o Brasil sente os efeitos da crise internacional, mas ressaltou o fato de o País ter inflação abaixo de 6,5% ao ano pelo décimo ano consecutivo.

Ela disse ainda que o Brasil será uma das poucas entre as grandes economias globais a apresentar superávit primário em 2013. "Segundo projeções, apenas 6 economias do G-20 (Arábia, Itália, Brasil, Turquia, Alemanha e Coreia do Sul) terão superávit primário em 2013", escreveu a presidente, lembrando ainda das reservas internacionais do País, de US$ 376 bilhões.

Dilma afirmou que o mais importante é que o Brasil construiu estabilidade com inflação controlada, superávit fiscal e altas reservas, aumentando a renda e o emprego da população. "O Brasil tem uma economia sólida e, por isso, tem recebido investimentos externos vultuosos (sic), como comprova o leilão de Libra", afirmou a presidente antes de finalizar dizendo: "Quem aposta contra o Brasil sempre perde. #5Pactos #estabilidadefiscal".

Entenda. Dilma reforça seu compromisso com a estabilidade fiscal no momento em que o mercado volta sua atenção para a situação fiscal do País. Na semana passada, o economista e ex-ministro da fazenda, Delfim Netto, afirmou, que elevar o superávit primário para 2% do PIB em 2014 - e cumprir a meta, sem truques - seria uma condição básica para evitar o rebaixamento da nota de risco do Brasil pelas agências internacionais. O superávit primário é a economia feita pelo governo para pagamento dos juros da dívida.

 

No início deste mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu, pela primeira vez, que a meta cheia de superávit primário do setor público não será cumprida este ano e que o governo vai abater do resultado parte dos investimentos realizados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida. O tamanho do desconto ainda não está definido. "De fato, está ficando mais difícil fazer a meta cheia de superávit primário em 2012", disse em entrevista ao Estado.

Mantega também cobrou que Estados e municípios se esforcem para cumprir meta fiscal. Segundo ele, o governo continua perseguindo a meta de superávit primário de R$ 73 bilhões, algo em torno de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No ano passado, o governo Dilma havia estabelecido a meta de superávit primário equivalente a 3,1% do PIB, porcentual que caiu para 2,3%.

 

Governo fica com 35% da receita bruta e nada faz para mobilidade

A economia da Região Sudeste ainda é a locomotiva do País, mesmo com um avanço mais lento em relação às demais regiões brasileiras nos últimos anos. Juntos, seus quatro Estados detêm 55,4% do PIB. Mas, para manter e ampliar a infraestrutura regional, o Sudeste terá de investir R$ 589,6 bilhões nos próximos cinco anos. 

O Sudeste receberá nos próximos anos uma Copa do Mundo e uma Olimpíada e a preocupação com a mobilidade ficou mais latente. O porcentual de pessoas que passam mais de uma hora no trânsito nas regiões metropolitanas da região é praticamente o dobro de outras capitais do País. 

A região é ainda o maior polo automotivo do Brasil, responsável por 70% da produção nacional de veículos, e receberá, num período de seis anos, até 2016, mais de R$ 30 bilhões em investimentos só das montadoras de veículos. 

Perguntado no evento sobre o crescimento da venda de carros em paralelo aos gargalos de infraestrutura, o presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, disse: “Nós (montadoras) temos um grande sócio que fica com 35% da receita bruta. Esses recursos deveriam ser para a mobilidade e isso não acontece.”

 

 

Petrobrás vende subsidiária no Peru

A Petrobraá informa que assinou os documentos para a venda de 100% das ações de sua subsidiária integral Petrobras Energia Peru para a China National Petroleum Corporation (CNPC) pelo valor total de US$ 2,6 bilhões. Segundo a estatal brasileira, a operação é mais um importante passo no seu Programa de Desinvestimentos (Prodesin), previsto no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017. A petroleira possui meta de desinvestimento de US$ 9,9 bilhões para o período 2013-2017, segundo dados do plano de negócios anunciado em março.

De acordo com a empresa, os ativos que fazem parte da transação são 100% do Lote X, campo maduro em produção desde 1912 que produziu 16 mil barris de óleo equivalente por dia em 2012; 46,16% de participação no Lote 57, campo pré-operacional de gás natural e condensado; e 100% do Lote 58, bloco exploratório próximo ao Lote 57 com recentes descobertas relevantes de gás natural e condensado.

A conclusão da transação está sujeita à aprovação dos governos chinês e peruano, entre outras condições.

Entre os anúncios já feitos pela empresa dentro do plano de desinvestimento, estão a venda de participação em blocos no Golfo do México, além do acordo com o banco de investimento BTG Pactual pela fatia de ativos de exploração e produção da Petrobras na África por 1,52 bilhão de dólares.

Na véspera, o conselho da Petrobras realizou uma reunião extraordinária, na qual também aprovou propostas de incorporação de suas subsidiárias PIFCo e CRSec, com o objetivo de simplificar sua estrutura societária.

 

 

Banco do Brasil lucra R$ 2,7 bi no 3º trimestre

Banco do Brasil anunciou, lucro líquido de R$ 2,704 bilhões no terceiro trimestre do ano, resultado 0,9% menor do que o registrado em igual intervalo de 2012, de R$ 2,728 bilhões. No conceito ajustado, o lucro ficou em R$ 2,610 bilhões, queda de 1,8% em um ano e de 0,9% ante o segundo trimestre. A cifra apresentada pelo BB no terceiro trimestre é 1,8% menor do que a registrada em um ano, de R$ 2,657 bilhões. As receitas com tarifas somaram R$ 5,8 bi no trimestre, uma queda de 1,7% em relação ao mesmo trimestre em 2012.  O lucro líquido ajustado está em linha com a projeção de analistas do mercado.  (Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Credit Suisse, Deutsche Bank, Grupo Bursátil Mexicano (GBM), Goldman Sachs, HSBC, JPMorgan, Safra e UBS) apontava para lucro líquido recorrente de R$ 2,534 bilhões no período. 

A carteira de crédito ampliada do banco encerrou setembro em R$ 652,294 bilhões, crescimento de 22,5% ante junho e de 2,1% em 12 meses. Os destaques do período, conforme relatório do banco que acompanha suas demonstrações financeiras, foram as carteiras de crédito às empresas e ao agronegócio, que registraram avanço em 12 meses de 24,7% e 32,2%, respectivamente. O BB reduziu sua participação em crédito no sistema financeiro nacional no terceiro trimestre deste ano, com a sua fatia recuando de 20,8% em junho para 20,7% em setembro.

Os empréstimos destinados à pessoa física somaram R$ 163,983 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 14,1% em doze meses e de 1,5% sobre junho, respondendo por 25,1% da carteira de crédito do banco. Já os recursos destinados às pessoas jurídicas atingiram R$ 307,3 bilhões, com expansão de 24,7% e 2,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,1% da carteira de crédito total do BB.

Ativos

Os ativos do Banco do Brasil alcançaram R$ 1,259 trilhão ao final de setembro, cifra 14,0% maior do que a registrada em um ano, de R$ 1,104 trilhão, favorecido, principalmente, pela expansão da carteira de crédito.

O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (RSPL) no conceito ajustado do BB ficou em 15,7% ao final de setembro ante 18,1% registrado em 12 meses. O banco também divulgou retorno de 16,3% contra 18,6% em um ano. O BB encerrou o terceiro trimestre com patrimônio líquido médio de R$ 65,924 bilhões. O montante é 5,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2012, de R$ 62,614 bilhões.

Revisão

O Banco do Brasil revisou parte de suas projeções de desempenho (guidance) para 2013. Foram alteradas, conforme relatório que acompanha as demonstrações financeiras, suas expectativas para margem financeira bruta, carteira de crédito ampliada para pessoa física, empréstimos para o agronegócio e despesas com provisões para devedores duvidosos (PLCD).

As projeções para retorno, carteira de crédito, captações comerciais, empréstimos para pessoa jurídica, rendas de tarifas e despesas administrativas foram mantidas.

A carteira ampliada de crédito para pessoa física deve avançar de 14% a 18% e não mais de 16% a 20% como previsto anteriormente. É a segunda vez que o BB revisa esta projeção. No segundo trimestre o banco havia baixado a estimativa inicial, que era de 18% a 22%. A justificativa do BB para uma nova revisão para baixo é uma "menor demanda por parte dos clientes, principalmente, nas linhas de empréstimo pessoal. O crescimento visto no acumulado deste ano até setembro foi de 14,1%.

Em contrapartida o Banco do Brasil revisou para cima o crescimento esperado para os empréstimos ao agronegócio. Devem crescer de 24% a 28% este ano e não mais de 22% a 26%. Esta projeção também já havia sido alterada no segundo trimestre, mas, neste caso, para cima. A expectativa inicial era de avanço da carteira do agronegócio de 13% a 17% este ano. De janeiro a setembro ante um ano o aumento visto foi de 32,2%. O segundo aumento consecutivo é explicado, segundo o BB, pela elevada demanda, notadamente nas linhas de investimento, agroindústria e antecipação dos recursos para safra agrícola.

A projeção para a margem financeira bruta do BB em 2013 sofreu um novo corte. Depois de revisá-la de um intervalo de crescimento 7% a 10% para 4% e 7% no segundo trimestre, o banco agora espera que a expansão fique entre 2% e 5%. No acumulado do ano até setembro, o indicador avançou 2,3%.

"O desempenho foi impactado, principalmente, pelo crescimento da carteira de crédito em linhas de menor risco e pelo aumento do custo de captação em virtude da elevação do CDI/TMS", explica o BB, em relatório.

O BB promoveu leve redução na projeção para o indicador de PCLD (gastos acumulados em 12 meses divididos pela carteira de crédito). A instituição espera que fique entre 2,7% e 3,0% neste ano ante índice de 2,7% e 3,1%. Esta expectativa já havia sido revisada para baixo no trimestre anterior. A expectativa inicial do BB, divulgada no início deste ano era que de que o indicador de PCLD ficasse entre 3,0% a 3,4%. Até setembro, ficou em 2,8%.

 

Brasil terá inflação maior e menos crescimento em 2014

Mais inflação e menos crescimento econômico em 2014. Essa foi a previsão dos economistas do mercado financeiro feita na semana passada e divulgada pelo Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como boletim Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, a previsão do mercado financeiro permaneceu estável em 5,85% na última semana. Já para 2014, a previsão do mercado avançou de 5,92% para 5,93%.

Caso a expectativa do mercado se confirme, a inflação deste ano ficará acima do valor registrado em 2012 (5,84%). O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem prometido queda da inflação neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e com um novo novo recuo no ano de 2014.

Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, o mercado financeiro manteve sua previsão de uma alta de 2,50%, em linha com as estimativas tanto o Banco Central quanto o Ministério da Fazenda. Para 2014, a estimativa dos analistas para o crescimento da economia caiu de 2,13% para 2,11%.

Taxa de juros
A maior parte dos analistas do mercado financeiro segue acreditando que os juros básicos da economia, atualmente em 9,5% ao ano após cinco elevações consecutivas por parte do Banco Central, avançarão para 10% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central deste ano - marcada para o fim de novembro. Para o fim de 2014, a estimativa do mercado para a taxa de juros também ficou estável na semana passada, em 10,25% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 permaneceu em R$ 2,25 por dólar. Para o fechamento de 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar ficou estável em R$ 2,40.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2013 caiu de US$ 1,90 bilhão para US$ 1,55 bilhão na semana passada. Para 2014, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 9,25 bilhões para US$ 10 bilhões na última semana.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana.

 

Tarifas públicas levaria preços ao consumidor a 7,4%

A inflação estouraria o teto da meta este ano se o governo não tivesse segurado os preços em setores como energia e transporte público, promovido a desoneração da cesta básica e reduzido o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Um cálculo da consultoria Tendências indica que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminaria 2013 em 7,4% - acima do limite de 6,5%.

"A previsão de 7,4% também considera o reajuste do combustível para zerar a defasagem", diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências. Para este ano, a consultoria prevê uma alta do IPCA de 5,9% e de apenas 1,5% para os preços administrados.

Apesar do controle, a soma dos reajustes de alguns preços administrados já deve trazer um efeito para a inflação na reta final deste ano. Entre os aumentos considerados pela maioria dos profissionais consultados estão o aumento médio de 4,68% para os consumidores residenciais da Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro; a alta de 6,72% na conta de luz de moradores de 28 municípios de São Paulo atendidos pela Bandeirante; e o aumento de 13,30% aplicado pela Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), do Rio Grande do Sul. Além disso, alguns economistas também levam em consideração o aumento nos preços dos cigarros da Souza Cruz, aplicados no último dia 2.

De acordo com o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, o efeito total seria algo próximo de 0,11 ponto porcentual no IPCA de 2013 que, dessa forma, encerraria o período com alta de 5,73%. "Impacto de 0,06 ponto dos cigarros; 0,02 da Sabesp e 0,03 ponto das elétricas (juntas)", calculou Souza Leal.

Em 2014, a expectativa da Tendências é que os preços administrados subam 4,5%. Nesse cálculo, está excluído um aumento de combustível, e os reajustes dos principais contratos de energia elétrica, água e esgoto seguem as regras atuais. "O único item que está nesta conta e que pode não se concretizar é o reajuste de transporte público. A Prefeitura de São Paulo está sinalizando que pode usar o aumento do IPTU para bancar o reajuste do transporte. Outras cidades podem fazer o mesmo, o que reduziria a alta dos administrados para algo em torno 4%", diz Alessandra.

Na avaliação da economista, apesar da previsão de aumento dos preços administrados superior a de 2013, um pequeno choque pode ser suficiente para o estouro do teto da meta de 2014. "Não há margem para acomodar possíveis choques. Além disso, o governo está com o lado fiscal apertado", afirma Alessandra. A consultoria espera uma inflação de 6% no próximo ano.

 

Prejuízo de aéreas brasileiras mais que dobra

A crise na aviação civil fez as companhias aéreas brasileiras amargarem R$ 5 bilhões de prejuízos nos últimos dois anos. As perdas se intensificaram em 2012 e somaram R$ 3,5 bilhões, mais do que o dobro do ano anterior. Os dados são auditados e foram informados pelas empresas à Agência Nacional de Aviação Civil e divulgados no Anuário do Transporte Aéreo.

As líderes de mercado TAM e Gol responderam por mais de 80% das perdas em 2012 -R$ 2,93 bilhões, já considerando o resultado da Webjet, que foi incorporada à Gol no ano passado. Do total de dez empresas listadas, apenas a Absa, cargueira controlada pela LAN e hoje incorporada à TAM Cargo, teve lucro no ano passado.

O anuário da aviação civil, no entanto, mostra um cenário adverso também para as empresas menores. As perdas somadas de Azul e Trip, que estão em processo de fusão, atingiram R$ 380 milhões em 2012, mais do que o dobro do registrado no ano anterior.

"As empresas correram para comprar aviões e aumentar seu market share (participação de mercado) nos últimos anos. Fizeram guerra de tarifas e o preço da passagem caiu além do limite", explica Jorge Leal, professor da USP e especialista em aviação. "A conta chegou."

Os números comprovam a tese. A frota das companhias aéreas saltou de 416 aeronaves, em 2009, para 518, em 2012 - a maioria jatos de Boeing e Airbus. Para encher aviões novos e maiores, as empresas reduziram o preço das passagens no período, mesmo em cenário de alta do custo do combustível.

O valor médio de um bilhete aéreo caiu de R$ 383 para R$ 294 entre 2009 e 2012, segundo a Anac. No mesmo período, o preço do barril de petróleo, um dos principais fatores de precificação do querosene de aviação, subiu de US$ 75 para US$ 100. Essa conta ficou ainda mais cara com a valorização do dólar frente ao real, que saltou da faixa de R$ 1,75, em 2009, para R$ 2, no ano passado.

"A deterioração do resultado das empresas é reflexo do aumento do combustível", disse o consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Adalberto Febeliano. Os dados da Anac apontam que o peso do combustível nos custos das empresas aéreas brasileiras saltou de 29,8% para 38,5% entre 2009 e 2012.

Ajustes. Depois de amargar prejuízos bilionários, a indústria de aviação civil brasileira iniciou um ajuste de oferta e preço, em uma tentativa de recuperar a rentabilidade. Os preços das passagens aéreas voltaram a subir no segundo semestre do ano passado, após sete semestres consecutivos de queda, segundo dados da Anac. Entre janeiro e junho deste ano, o preço médio das passagens aéreas nos voos nacionais foi de R$ 302,98, uma alta de 4,15% em relação aos valores praticados no mesmo período de 2012.

Sem conseguir encher os aviões com o preços maiores, as empresas cortaram voos menos rentáveis. O volume de passagens à venda em dezembro de 2012 era 7,4% abaixo do registrado um ano antes. E, em setembro deste ano, o último dado disponível, a oferta se retraiu mais 2,94% em relação ao mesmo mês de 2012.

O corte de voos refletiu também nos empregos. Depois de um ciclo de contratações expressivas, que elevaram em 25% o número de trabalhadores do setor entre 2009 e 2011, o setor aéreo cortou vagas em 2012. O ano passado encerrou com 61.120 pessoas empregadas em companhias aéreas brasileiras, cerca de 600 a menos do que em 2011. Esse número reflete o fim da Webjet e as demissões em massa na Gol, mas ainda não mostra o corte de vagas feito neste ano pela TAM.

Para o consultor da Abear, o emprego na aviação passa por uma estabilidade. "O corte foi irrisório perto do tamanho do prejuízo das empresas. É um setor altamente empregador", disse Febeliano.

A expectativa dele é de que o ajuste de oferta e preço traga resultados melhores para o setor em 2013. "Espero prejuízos menores do que em 2012, mas não um retorno à lucratividade", disse. Segundo ele, a desaceleração da demanda e o aumento do dólar mantêm um cenário adverso para a aviação neste ano.

 

 

 

Para cumprir meta de superávit, governo cobra Estados e municípios

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, que o governo tem total controle fiscal das contas públicas. Segundo ele, o governo continua perseguindo a meta de superávit primário de R$ 73 bilhões, algo em torno de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, o ministro disse que, para alcançar esse resultado, os Estados e municípios precisam cumprir a meta cheia.

No ano passado, o governo Dilma havia estabelecido a meta de superávit primário equivalente a 3,1% do PIB, porcentual que caiu para 2,3%.

Mantega disse que o governo espera abater R$ 45 bilhões da sua meta, conforme já anunciado. "Colocamos uma previsão de abatimento de R$ 45 bilhões, mas temos autorização para fazer um abatimento maior. Vai depender do resultado que tivermos. Em princípio, R$ 45 bilhões. Se for necessário, abateremos mais. Depende do resultado de Estados e Municípios".

Ele acrescentou que o Brasil teve um ano um pouco mais difícil por causa da atividade econômica que está se recuperando apenas em 2013. "Reflete a atividade do ano passado. Tivemos algumas despesas excepcionais em setembro, que não se repetem, como por exemplo a despesa de energia", justificou.

O ministro lembrou que o governo está subsidiando a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Lembrou que as desonerações feitas pelo governo diminuíram a arrecadação temporariamente. "Elas vão se traduzir em empresas mais competitivas, que vão faturar mais. A retomada da atividade econômica que está ocorrendo neste ano vai se traduzir em aumento de lucro, do Imposto de Renda e de arrecadação", afirmou.

Melhora

O ministro da Fazenda também disse que o País vive uma fase transitória. "Isso vai ser percebido nos próximos meses. Em outubro, o resultado fiscal será melhor e, até o final do ano, cada mês será melhor do que o seguinte. Novembro será melhor do que outubro e dezembro será melhor ainda", afirmou.

Mantega reafirmou que o governo deve fechar o ano com a previsão para o governo central próximo daquilo que estava trabalhando. "Estamos perseguindo R$ 73 bilhões (de superávit primário) e é isso que deveremos fazer. Seriam R$ 63 bilhões mais os R$ 10 bilhões adicionais (para cobrir Estados e municípios)", afirmou.

Segundo o ministro, mesmo com o resultado de setembro, o governo continuará com esta trajetória. "Mas os governos estaduais também têm de fazer sua parte, de modo que possamos cumprir as metas e obter um resultado razoável para este ano. Estamos diminuindo os repasses para Estados e municípios. Significa que eles gastarão menos e farão um resultado fiscal melhor. Estamos diminuindo subsídios e melhorando a situação fiscal de modo geral", completou.

 

 

Preço de imóveis no Brasil tem alta valorização

O mercado imobiliário para compra e venda de apartamentos, tanto usados como novos, está surpreendendo este ano. Entre janeiro e outubro, o preço médio do metro quadrado de imóveis prontos, a maioria usados, subiu 11,3% em 16 cidades brasileiras, aponta pesquisa FipeZap. A base de dados é formada pelos apartamentos anunciados na internet.

A alta de preço dos imóveis neste ano ganhou dos principais índices de inflação no período, de 4,4% projetada para o IPCA de janeiro a outubro, e de 4,58% pelo IGP-M. Além disso, o aumento do preço do metro quadrado superou de longe o rendimento das aplicações financeiras mais comuns.

De janeiro a outubro, o rendimento bruto do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) foi de 6,46%, sem descontar o imposto. O dólar, por sua vez, valorizou-se 9,1% em relação ao real e a poupança teve rendimento líquido de 4,69%. Já os papéis negociados na Bolsa caíram, em média, 11,35% no período.  

Fábio Colombo, administrador de investimentos, diz que essa valorização no preço do metro quadrado, comparada à de outros investimentos, deve ser ponderada. "Os imóveis vêm tendo grande recuperação há algum tempo, mas no último ano e meio tem ocorrido uma desaceleração." Ele diz que em regiões do País com menor liquidez, isto é, onde os negócios demoram mais para serem fechados, os preços efetivos são menores. Isso significa que a pesquisa reflete os preços pedidos do metro quadrado pelo vendedor.

De toda forma, os dados da pesquisa FipeZap mostram uma valorização expressiva no ano e no mês. Em outubro, os preços do metro quadrado para a média de 16 cidades subiu 1,3% e foi ligeiramente maior do que em setembro (1,2%).

Dos 16 locais pesquisados, só um, o Distrito Federal, acumulou alta inferior à inflação de janeiro a outubro. O destaque positivo foi Curitiba (33,2%), seguido por Florianópolis (13,1%),Vitória (12,7%), Rio de Janeiro (12,5%), Porto Alegre (12,3%) e São Paulo (11,2%).

Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap, diz que a alta de preços reflete ainda o bom momento do emprego e da renda no mercado de trabalho, associado à maior oferta de crédito imobiliário. "Um milhão de novas famílias são formadas no País a cada ano. Esse é mais um fator de pressão de preços do lado da demanda."

Apesar do avanço dos preços, o economista explica que a aceleração já foi bem maior. Em 2011, o preço do metro quadrado em sete capitais subiu 26,3%; no ano passado, 12,4% e neste ano até outubro, 10,3%.

Novos. "O mercado imobiliário tem nos surpreendido positivamente este ano", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. No início do ano, ele diz que as projeções para a cidade de São Paulo eram de um crescimento entre 5% e 10% no número de lançamentos e vendas de imóveis novos.

As projeções foram refeitas e a expectativa é de alta entre 15% e 20% nos lançamentos e entre 25% e 30%, nas vendas. "Estamos muito bem. Isso é diferente da percepção do resto da economia."

 

 

 

Mercado financeiro prevê mais inflação para 2013

Os economistas do mercado financeiro elevaram, na semana passada, sua estimativa para a inflação deste ano, informou o Banco Central , por meio do relatório de mercado, também conhecido como boletim Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013, a previsão do mercado financeiro subiu de 5,83% para 5,85% na última semana. Já para 2014, a previsão do mercado permaneceu inalterada em 5,92%.

Caso a expectativa do mercado se confirme, a inflação deste ano ficará acima do valor registrado em 2012 (5,84%). O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem prometido queda da inflação neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e com um novo recuo no ano de 2014.

Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, o mercado financeiro manteve sua previsão de uma alta de 2,50%, em linha com as estimativas tanto o Banco Central quanto o Ministério da Fazenda. Para 2014, a estimativa dos analistas para o crescimento da economia ficou estável em 2,13%.

Sistema de metas
Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem, teoricamente, de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros
A maior parte dos analistas do mercado financeiro segue acreditando que os juros básicos da economia, atualmente em 9,5% ao ano após cinco elevações consecutivas por parte do Banco Central, avançarão para 10% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central deste ano - marcada para o fim de novembro. Para o fim de 2014, a estimativa do mercado para a taxa de juros também ficou estável na semana passada, em 10,25% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 permaneceu em R$ 2,25 por dólar. Para o fechamento de 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar ficou estável em R$ 2,40.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2013 caiu de US$ 1,97 bilhões para US$ 1,90 bilhão na semana passada. Para 2014, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 8,50 bilhões para US$ 9,25 bilhões na última semana.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros continuou em US$ 60 bilhões na última semana.

 

Segundo maior banco da China compra o BicBanco

O BicBanco confirmou , a venda do seu controle, equivalente a 73,96% do capital total, para o China Construction Bank Corporation (CCB) por R$ 1,62 bilhão. O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, antecipou em setembro o interesse do banco chinês pela instituição brasileira.

A aquisição do controle do BicBanco representará o início das operações diretas do China Construction Bank no Brasil. Conforme fato relevante enviado ao mercado, o banco vai continuar a operar como um banco comercial, com foco no segmento de empresas de médio porte.

O CCB é o segundo maior banco comercial na China com 14.859 trilhões de yuan (cerca de R$ 5,5 trilhões) em ativos totais e empréstimos de 8,095 trilhões de yuan (de cerca de R$ 3 trilhões). O banco tem ações negociadas na Bolsa de Valores de Hong Kong e Xangai e seu valor de mercado supera os US$ 180 bilhões (cerca de R$ 396 bilhões). Com quase 60 anos, o chinês é considerado o 5º maior dentre os bancos de capital aberto no mundo.

Seus principais negócios incluem serviços bancários corporativos e pessoais e operações de tesouraria. O CCB conta com uma rede de mais de 14 mil filiais na China e em torno de 345 mil empregados. "A operação marca a entrada dos asiáticos na lista dos 15 maiores bancos do Brasil. Isso é novidade no mercado brasileiro", disse o analista da Austin Rating, Luis Miguel Santacreu.

O China Construction Bank Corporation não pretende fazer grandes alterações na atual estrutura do BicBanco após obter as autorizações dos órgãos reguladores responsáveis para a aquisição, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast. O objetivo é manter a gestão atual e trazer alguns executivos chineses para o quadro do banco.

O CCB considera o Brasil um país fundamental dentro da sua estratégia global devido à forte relação comercial com a China. "Pela primeira vez, o CCB adquire uma participação majoritária em um banco comercial brasileiro. A aquisição permitirá ao CCB entrar no Brasil, um mercado de grande importância estratégica", afirmou o presidente do CCB, Hongzhang Wang, em nota à imprensa.

O investimento no Brasil está em linha com a estratégia da instituição de se expandir internacionalmente. Sua rede no exterior contempla 68 instituições estrangeiras que cobrem 14 países e regiões.

No ano passado, o CCB chegou perto de adquirir a unidade brasileira do alemão West LB, que acabou vendida ao japonês Mizuho.

Carteira. Com o BicBanco, o CCB passa a ter acesso a uma carteira de empresas de todos os segmentos e de diferentes portes. "Eles compraram o maior dos bancos médios brasileiros. É uma operação interessante estrategicamente", disse Santacreu.

Segundo ele, o interesse do banco chinês pelo Brasil é compatível com a relevância da relação comercial entre os países. Hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil.

Um dos fortes do CCB é sua carteira de investimentos em infraestrutura, um negócio que tem potencial para desenvolver no Brasil, diz Santacreu. "Esse banco deve trazer mais capital para investimento em infraestrutura e, com ele, mais empresas chinesas interessadas em participar de projetos de infraestrutura no Brasil."

A troca de controle no BicBanco deve dissipar temores sobre a solidez financeira do banco. A instituição teve sua nota de crédito rebaixa pela agência Moody’s e viu o valor dos seus bônus externos derreter. A desvalorização foi tanta que o próprio banco recomprou parte dos títulos.

O BicBanco é o 11º em operações de crédito entre os bancos privados no Brasil. Voltado para empresas médias, o banco tem cerca de R$ 17 bilhões em ativos e carteira de crédito de R$ 11,61 bilhões, segundo dados de junho. O índice de Basileia, que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital, encerrou junho em 18,5%, acima dos 11% mínimos exigidos pelo Banco Central.

Abrir loja nos EUA é mais fácil do que no Brasil

O processo de abertura da loja da marca Schutz em Nova York no ano passado comprovou que é mais fácil abrir uma unidade nos Estados Unidos do que no Brasil, avalia o presidente do Conselho de Administração da Arezzo, Anderson Birman. "O nível de burocracia, de exigência de papelada para o início da operação é muito menor", disse durante o Fórum Estadão sobre a região Sul do País.

No entanto, segundo Birman, o desenvolvimento da marca no mercado norte-americano é mais difícil e a empresa ainda está em fase de estudo sobre o país. Segundo o fundador da companhia, o foco de crescimento no exterior permanece nos EUA. "Alguns investidores nos perguntam sobre investimentos em países do Cone Sul, mas estes apresentam fragilidades que impedem o crescimento. Preferimos focar esforços no mercado norte-americano, onde crescer fica a cargo apenas da sua própria competência".

A Argentina, por exemplo, está totalmente fora dos planos da empresa. As operações no exterior representam 5% dos negócios da companhia.

Birman afirmou que a maior competitividade da indústria brasileira depende de uma política fiscal e tributária mais planejada por parte do governo. "Acredito que uma política fiscal e tributária mais definitiva e não retalhada é muito importante para que nos tornemos mais competitivos, tanto internamente quanto no mercado externo".

Birman criticou medidas pontuais de desoneração. Segundo ele, a série de medidas municipais, estudais e federais ajudam, mas são muito retalhadas. "Isso não representa uma política fiscal e tributária continuada, o que traz consequências, em ultima instância, para o consumidor".

 

 

Indústria recua pela 1ª vez desde maio

Pela primeira vez desde maio, o indicador de estoques da indústria recuou este mês. O resultado atenuou a queda do indicador geral da confiança dos empresários da indústria em outubro, que se retraiu 0,2% em relação a setembro, segundo a Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mas o enxugamento dos estoques de setembro para outubro não foi suficiente para impulsionar a produção prevista para o quarto trimestre. Há poucas semanas o estoque de carros era o mais alto em 16 meses


"Não dá para dizer que o tom é de otimismo, mas os resultados deste mês são menos pessimistas do que os de setembro", afirma o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.

Em setembro, a confiança dos empresários tinha caído 1% em relação a agosto, descontadas as influências sazonais. O resultado tinha sido afetado principalmente pelo acúmulo de estoques.

Neste mês, 6,5% das 1.238 indústrias consultadas pela pesquisa tinham estoques excessivos, excluída a fatia daquelas empresas com produtos insuficientes em seus depósitos. Este resultado é menor do que o obtido em setembro (7,7%), porém está acima da média histórica dos últimos cinco anos (4,2%).

De setembro para outubro, também diminuiu o número de segmentos superestocados. A pesquisa considera o segmento superestocado quando a parcela de empresas com estoques excessivos supera 10%. Neste mês, três segmentos estão nesta condição: mecânica, material de transporte e têxtil. Em setembro eram cinco setores, incluindo a indústria mecânica, a de material de transporte e os fabricantes de papel e celulose, produtos de matérias plásticas, vestuário calçados e artefatos de tecido.

A sondagem mostra que a proporção de empresas superestocadas na indústria mecânica e de material de transporte diminuiu em relação a setembro, mas o nível ainda é elevado. No caso da indústria mecânica, 15,5% das empresas estão com estoques além da conta. Em setembro eram 20%. No caso do material de transporte, a parcela de empresas com estoques excessivos era 25,9% em setembro e recuou para 20% este mês.

Além dos três segmentos superestocados, outros três estão com volume excessivo de produtos acabados este mês: matérias plásticas, produtos alimentares e minerais não metálicos. Os oito segmentos restantes avaliados têm estoques considerados normais.

Freio. Por causa da demanda fraca no mercado interno e no exterior, e do peso dos estoques em setores importantes, as indústrias reduziram o ritmo de produção. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) das fábricas, descontadas as influências sazonais, recuou para 84,1% em outubro, ante 84,2% em setembro e 83,4%, que é a média histórica dos últimos cinco anos. Desde junho, o Nuci está em queda. "Esse movimento reflete o desequilíbrio dos estoques e a desaceleração da demanda", diz Campelo.

Apesar de a indústria iniciar o último trimestre com ritmo de atividade ainda fraco e com a demanda prevista para três meses com retração ante setembro, há na sondagem um dado que destoa dos demais: o emprego previsto para três meses.

Esse indicador aumentou 2,2% de setembro para outubro, descontada as influências sazonais, depois. "O emprego tem a ver com o médio prazo e os empresários estão levando em conta o movimento dos estoques e do câmbio", explica Campelo. Ele pondera que o patamar do indicador era baixo.

 

Juro médio chega a 28,4% em setembro

O ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, iniciado em abril desde ano, já reflete no aumento do juro médio cobrado do consumidor e de empresas, segundo os dados do Banco Central (BC).

A taxa média de juros no crédito livre subiu para 28,4% ao ano em setembro, antes 28% em agosto. Essa é a maior taxa desde maio de 2012, quando estava em 28,5% ao ano. 

Para a pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 36,5% ao ano para 37,2% ao ano. Para a pessoa jurídica, avançou de 20,6% ao ano para 20,7% ao ano na mesma comparação.

O cheque especial foi uma linhas de crédito livre para a pessoa física que mais subiram no mês - de 138,9% ao ano para 143,3% ao ano. Para o crédito pessoal, o avanço foi de 39,7% ao ano para 40,4% ao ano. Para veículos, os juros subiram de 20,9% ao ano para 21,2% ao ano.

Em sua última reunião, no início de outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, pela quinta vez seguida. Com a alta de 0,5 ponto porcentual, para 9,5% ao ano, o Brasil voltou a ter o maior juro real do  mundo (descontada a inflação), de 3,5%. A expectativa do BC é de que o atual ciclo de elevação da taxa básica de juros contribua para colocar a inflação em declínio

Crédito total. A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, subiu de 19,3% ao ano em agosto para 19,5% ao ano em setembro. O juro médio do crédito direcionado passou de 7,2% ao ano para 7,3% ao ano na mesma comparação.

Inadimplência. A taxa de inadimplência no crédito livre ficou estável em setembro ante agosto. Os atrasos acima de 90 dias no crédito livre ficaram em 5,1% pelo segundo mês seguido. Para pessoa física, se manteve em 7,0%. Para as empresas, o porcentual continuou em 3,4%. 

Já a inadimplência do crédito direcionado subiu de 1,0% em agosto para 1,1% em setembro. O dado que considera crédito livre mais direcionado mostra inadimplência de 3,3% em setembro, ante 3,2% em agosto. No crédito livre para pessoa física, a inadimplência no crédito pessoal se manteve em 4,2%. No cheque especial, subiu de 8,4% para 8,5%. Na aquisição de veículos, caiu de 5,8% para 5,7%. No cartão de crédito, recuou de 25,1% para 24,6%, puxa da pela redução de 0,7 ponto porcentual no rotativo, cujos atrasos representam 33,9%.

Spread bancário. A diferença entre o custo de captação de dinheiro pelo banco e o juro cobrado nos empréstimos a pessoa física e jurídica, o chamado spread bancário, continuou em trajetória de alta em setembro.

O spread médio no crédito livre passou de 17,6 pontos porcentuais em agosto para 17,8 pontos porcentuais em setembro. Com isso, o spread se aproxima novamente do patamar verificado em abril deste ano, quando estava em 17,9.

O spread médio da pessoa física no crédito livre foi o que mais puxou o indicador ao subir de 25,3 pontos porcentuais em agosto para 25,8 no mês passado. Para pessoa jurídica, no entanto, o spread médio caiu no período: de 10,9 pontos porcentuais para 10,8.

 

Ministro espera fazer ao menos uma concessão de ferrovia

O ministro dos Transportes, César Borges, disse, que espera que 2013 termine com a realização de, ao menos, um trecho de ferrovia. De acordo com ele, seria a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que liga Lucas do Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), necessária para melhorar o escoamento da produção agrícola até os portos do País. "Esperamos fazer ao menos uma concessão em 2013", disse.

Borges afirmou que as empresas gastam, em média, 13% do faturamento com logística e que, para reduzir esse montante, é preciso diminuir a dependência do modal rodoviário para desenvolver, por exemplo, ferrovias. "Atualmente temos um sistema monopolista de ferrovias, com pressão de demanda e oferta extremamente limitada, por isso estamos tentando erguer um sistema que possa desenvolver o modal ferroviário no País", disse o ministro durante evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.

Ele destacou os projetos de infraestrutura que estão sendo oferecidos à iniciativa privada por meio das concessões federais. De acordo com Borges, há uma variedade de projetos para a escolha dos investidores do setor de infraestrutura, talvez até mesmo em um número acima da capacidade dos empresários em abraçar todos os empreendimentos. "Temos um cardápio variado de concessões para investidores de infraestrutura", disse. "Talvez até em excesso", completou.

 

Governo aumenta limite de participação estrangeira no BB

O governo elevou o limite de participação de estrangeiros no capital do Banco do Brasil de 20% para 30%. Um decreto presidencial não numerado foi assinado, o Banco do Brasil divulgou um fato relevante ao mercado sobre a mudança.

A participação estrangeira no capital do Banco do Brasil alcançou 19,97% em maio deste ano, muito próximo dos 20% autorizados, o que motivou a instituição a elevar o limite, segundo o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Ivan de Souza Monteiro. Além disso, de acordo com o executivo, tem sido constante a busca de estrangeiros por informações e o interesse de participar das oportunidades de investimento no Brasil.

Novo Ibovespa. De acordo com Monteiro, o objetivo "primordial" da mudança é elevar a liquidez e a valorização das ações do banco. "Ao elevar a liquidez das ações do BB em bolsa, o banco poderá capturar um benefício de maior valorização dos papéis, o que nos permitirá ter uma maior presença no Ibovespa, que terá a sua metodologia alterada no ano que vem", explicou ele, em entrevista ao Broadcast. Ao ter maior participação no índice, os fundos que replicam o Ibovespa, lembra Monteiro, terão de comprar mais ações do BB, o que contribui para o aumento da liquidez e a valorização dos papéis. O executivo ressalta ainda que um dos indicadores que será levado em consideração na nova metodologia é exatamente o valor de mercado.

Monteiro negou, entretanto, que a alteração tenha qualquer relação com a necessidade de o Banco do Brasil elevar seu capital. "Não tem nada a ver. O objetivo do aumento do limite é, uma vez que ocorrerá uma alteração no índice Ibovespa, nos anteciparmos e gerar mais liquidez para a ação do banco na bolsa", afirmou o vice-presidente da instituição.

Como funciona. Toda vez que o banco se aproxima do limite de participação de estrangeiros no seu capital, conforme Monteiro, é feito um estudo e uma solicitação para aumento que é levada ao Conselho de Administração do banco. Após ser direcionado ao presidente do BB, Aldemir Bendine, o tema é discutido com o Ministério da Fazenda e culmina no decreto presidencial, assinado ontem pela presidente Dilma Rousseff.

No mercado. Por volta de 12h22, as ações do Banco do Brasil negociadas na Bovespa estavam em alta de 1,76%, cotadas a R$ 28,84. No mesmo horário, o Ibovespa apresentava queda de 0,41%, a 54.647,37.

Capital social. Conforme dados disponíveis na BM&FBovespa, atualmente, a composição do capital social do banco é a seguinte: Secretaria Do Tesouro Nacional, com 50,73% das ações; Caixa FI Garantia Construção Naval com 3,69%; Fundo Fiscal de Inv. e Estabilização, 3,86%; Fundo Garantidor Para Investimentos,0,26%; Caixa de Previdência Dos Funcionários Do Banco Do Brasil, 10,38%; BB Fgeduc - Fundo de Investimento Multimercado, 0,22% e BB FGO - Fundo de Investimento em Ações, 0,33%; além de 29,82% das ações como outros (livre circulação no mercado) e em Tesouraria, 0,70%.

Histórico. Em setembro de 2009, o banco havia informado a elevação do limite de capital estrangeiro de 12,5% para 20%, na mesma ocasião em que foi autorizada pelo governo a emissão de American Depositary Receipts (ADRs) da instituição financeira. A emissão dos recibos de ações negociados no mercado norte-americano ocorreu em dezembro de 2009, quando o banco informou que a iniciativa permitiria a diversificação da base acionária e o aumento da liquidez da ações.

 

Programas de milhagem ampliam o foco

Depois de convencer os bancos de que dar milhas é a melhor forma de estimular o cliente a usar o cartão de crédito, as empresas de milhagem elegeram um novo alvo: o varejo. A disputa de Multiplus e Smiles pelos varejistas já começou e deve ficar ainda mais acirrada nos próximos meses. A Multiplus, da TAM, saiu na frente e tem o maior número de parceiros. Mas a Smiles, da Gol, reagiu e comprou neste mês uma fatia da Netpoints, empresa de fidelização focada no varejo.

A fatia da população brasileira que participa de programas de fidelização ainda é bem menor do que no exterior (veja gráfico). A adesão do varejo aos programas é um dos caminhos para aumentar o mercado de fidelização. É também peça-chave para equilibrar o sistema. Multiplus e Smiles têm grande dependência dos bancos (no acúmulo de pontos) e das companhias aéreas (no resgate).

O discurso das empresas para os varejistas é de que a concessão de pontos poderá fazer os clientes escolherem uma loja em detrimento de outra. Na prática, a adesão do varejo aos programas de fidelização é uma oportunidade para Multiplus e Smiles ganharem duas vezes com a mesma compra. O cliente que já paga o supermercado com cartão de crédito para acumular milhas pode ganhar mais pontos se fizer suas compras em uma rede parceira. Neste caso, a empresa venderia pontos ao banco e à varejista.

Para avançar no varejo, Multiplus e Smiles vão competir com empresas de fidelização que já nasceram com este foco, como a Dotz, que tem 10 milhões de usuários cadastrados, e a Netpoints, com 3,5 milhões.

Para seduzir o varejo, as empresas investem em ferramentas de CRM (gestão de relacionamento com o cliente, na sigla em inglês) para fomentar as vendas. Dotz e Netpoints estão na frente de Multiplus e Smiles na oferta dessas tecnologias. Elas têm sistemas que conseguem identificar no caixa cada item comprado pelo cliente e computar pontos para compra de produtos promocionais.

Com esse sistema, elas inseriram um novo participante no mercado de pontos: as empresas de bens e consumo. Unilever, Reckitt Benckiser, Pepsi e Vigor já pagaram para dar pontos extras aos clientes que comprarem seus produtos - uma receita que vai para empresas de fidelização e para o varejista.

É possível, portanto, fazer ofertas direcionadas a pessoas que compraram uma marca de xampu oferecendo pontos extras para que comprem outra. "O nosso desafio é mudar o comportamento do consumidor", disse Roberto Chade, presidente da Dotz.

Multiplus e Smiles correm atrás dessas tecnologias para crescer no varejo. A Multiplus investirá R$ 80 milhões em três anos em ferramentas de CRM e de integração do varejo à sua rede. "Queremos criar um market place (site que vende produtos de várias varejistas) com oferta de produtos e serviços em pontos, integrado com o estoque das varejistas", disse o diretor de marketing e venda da Multiplus, Alexandre Moshe.

O Smiles preferiu suprir a necessidade de investir em tecnologias para atender o varejo com a compra da Netpoints, disse o presidente da empresa, Leonel Andrade. "O Smiles é focado no passageiro e a Netpoints no consumidor do varejo. São negócios diferentes e complementares", disse. A empresa vai criar uma fórmula de conversão do pontos Smiles para Netpoints e vice-versa. A operação depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Para a Netpoints, a união com o Smiles dá ao programa o acesso a um dos produtos mais cobiçados pelo cliente: a passagem aérea. "Já oferecemos passagens como prêmio por meio de agências de viagens. Mas o Smiles tem uma negociação diferenciada com a Gol e a oferta ficará mais competitiva", disse o presidente da Netpoints, Carlos Formigari.

Hoje mais de 90% dos prêmios resgatados com pontos de Multiplus e Smiles são passagens aéreas. O produto é o preferido da classe A e B e é considerado aspiracional para a classe C.

Mas, segundo o analista do BB Investimentos, Carlos Daltozo, é mais vantajoso para Multiplus e Smiles trocar pontos por outros produtos. "A margem é maior na troca de pontos por eletrodomésticos do que passagem", diz o analista.

A diversificação de prêmios ganha relevância também no atual cenário de redução de oferta de voos das companhias aéreas. Como os clientes continuam a converter pontos do cartão de crédito, o risco é criar uma frustração pela dificuldade de conversão do ponto em prêmio. Essa seria mais uma razão para as empresas assediarem as varejistas.

Adesão. Algumas redes, como Magazine Luiza, Walmart, Ponto Frio, Americanas.com, já oferecem pontos aos clientes. Na maioria delas, a oferta é restrita ao e-commerce.

Convencer os varejistas não é fácil. Em um cenário em que o varejo opera com margens cada vez menores, comprar pontos para dar aos clientes soa como um custo adicional. "É uma decisão financeira. O varejista vai avaliar se isso é custo ou receita", disse o assessor econômico da Fecomercio, Fabio Pina. Segundo ele, a decisão de compra no Brasil ainda é atrelada, principalmente, ao preço. "Poucas pessoas pensam em bonificação na hora da compra."

 

Infraero vai continuar a participar de concessão de aeroportos

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que o governo não pensa, no momento, em mudar o modelo adotado para a concessão de aeroportos públicos, em que a Infraero é sócia no consórcio com 49% de participação.

Durante evento no Rio de Janeiro, o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, afirmou que a participação da Infraero nas concessões representa “um sacrifício” para o governo, que precisa fazer, via Tesouro, aportes para que a estatal cumpra os investimentos de acordo com a participação de 49%.

Pelo modelo de concessão dos aeroportos, adotado desde a licitação de São Gonçalo do Amarante (RN), em 2011, a Infraero tem 49% dos aeroportos licitados. Com isso, fica responsável pela mesma fatia dos investimentos necessários. Ao mesmo tempo, no entanto, as receitas da estatal nesses aeroportos são reduzidas – uma vez que, antes das concessões, a empresa era a única administradora, recebendo portanto a totalidade das receitas.

Gleisi, como já dito pelo governo, defendeu que a participação da Infraero nos consórcios é importante para que a estatal absorva, das operadoras internacionais que chegam para administrar os aeroportos leiloados, novas tecnologias e práticas que serão aplicadas nos terminais que continuam sob controle do governo federal.

“A opção por esse modelo é de sustentabilidade da Infraero. Temos aeroportos que precisam ter boa gestão e são aeroportos que não podem ser concedidos. Precisamos, então, ter uma empresa capaz e com força. O objetivo da Infraero de participar das concessões é exatamente estar ao lado de grandes operadoras e melhorar a sua capacidade de gestão”, disse a ministra da Casa Civil, que participa nesta quarta de audiência na Comissão de Infraestrutura, no Senado.

Aeroportos concedidos
O primeiro aeroporto a ser concedido à iniciativa privada foi o de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, em 2011. A administração ficou com o consórcio Inframérica, formado pelo grupo Engevix e pelo argentino Corporación América, com proposta de R$ 170 milhões.

Em fevereiro de 2012,foram leiloados os aeroportos de |Guarulhos, Viracopos e Brasilia. O primeiro, o maior do país, foi arrematado pelo consórcio Invepar R$ 16,213 bilhões. Viracopos ficou com o consórcio Aeroportos Brasil (45% pela Triunfo Participações e Investimentos, por R$ 3,821 bilhões, e o terminal de Brasília ficou com o consórcio Inframérica Aeroportos, por R$ 4,501 bilhões – o mesmo responsável pela administração do aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Os dois próximos aeroportos a serem concedidos deverão ser o Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais. A previsão é que o leilão aconteça em 22 de novembro

Ajuda às aéreas
Gleisi admitiu ainda que o governo tem “dificuldades” para atender demandas feitas pelas empresas aéreas para reduzir o custo de suas operações no país e evitar aumento das passagens aéreas.

O pedido de ajuda foi apresentado ao governo no final de agosto e  motivado, principalmente, pela alta no preço do querosene de aviação (QAV), usado nos aviões, e pela subida do dólar na época, que elevou muito o custo das empresas – entre 55% e 57% das despesas das aéreas são dolarizadas.

Entre os pedidos feitos pelas empresas estão a adoção de uma nova fórmula para estabelecer o preço do QAV no Brasil, e que o governo isente, por um período de até 240 dias, as empresas aéreas do pagamento de duas tarifas – de navegação aérea e de aproximação.

A ministra disse que o governo entende que “já deu uma colaboração importante ao setor” ao desonerar a folha de pagamentos e suspender aumento de taxas aeroviárias. E apontou que uma ajuda além disso não será possível.

“Temos dificuldades, digamos, de avançar para além desse esforço que o governo já apresentou”, disse Gleisi.

 

Arrecadação de impostos  é recorde em setembro

A arrecadação de impostos e contribuições federais cobrados pela Receita Federal atingiu R$ 84,21 bilhões em setembro, resultado recorde para o mês. O resultado, contudo, já reflete os indicadores mais fracos da economia brasileira, na avaliação do secretário substituto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes. Por isso, segundo ele, o órgão já trabalha com redução na previsão de crescimento da arrecadação das receitas administradas pela Receita no ano. Antes, o Fisco previa aumento de 3%. Agora já trabalha com um valor que varia de 2,5% a 3%.

"Trabalhamos com essa faixa devido aos indicadores", explicou. A arrecadação de impostos teve alta real (com correção da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA) de 1,71% em relação a setembro de 2012. No acumulado do ano até setembro, a arrecadação soma R$ 806,44 bilhões, alta real de 0,89% sobre o mesmo período de 2012, um ritmo de crescimento praticamente estagnado.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 22, a arrecadação das chamadas receitas administradas somou R$ 82,26 bilhões. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de R$ 1,94 bilhão.

O governo conta com a entrada de recursos até o final do ano de entre R$ 7 bilhões e R$ 12 bilhões com os parcelamentos de débitos tributários, chamados Refis.

De janeiro a setembro, a arrecadação de IRPJ e CSLL, dois tributos que incidem sobre o lucro das empresas, apresentou crescimento de apenas 2,27%. Em termos nominais, o tributo que mais apresentou expansão de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado foi a contribuição previdenciária, com alta de R$ 6,594 bilhões, o que equivale a 2,87%. Em seguida na lista, estão Cofins e PIS/Pasep, com alta de R$ 5,842 bilhões, uma expansão de 3,36% no período.

Por outro lado, as arrecadações em valores nominais que mais apresentaram queda foram a do IOF (R$ 3 bilhões) e a da Cide-Combustíveis (R$ 2,94 bilhões).

Desonerações. As desonerações tributárias impactaram negativamente em R$ 7,059 bilhões a arrecadação da Receita Federal em setembro. Em setembro do ano passado, a perda de arrecadação com as desonerações foi de R$ 2,3 bilhões menor.

No mês passado, o que mais impactou foi a desoneração com a folha de salários, que teve um custo de R$ 1,418 bilhão, seguido pela cesta básica, que influenciou negativamente em R$ 721 milhões.

No acumulado de 2013 até setembro, as desonerações somaram R$ 58,109 bilhões, apresentando alta de 68,55% ante igual período de 2012, quando as desonerações somaram R$ 34,477 bilhões. A perda com a desoneração da folha de salários acumula, no mesmo período, R$ 11,173 bilhões.

 

Bancos internacionais tiraram US$ 41 bi do Brasil

Bancos internacionais retiraram do Brasil US$ 41 bilhões em linhas de crédito, capital e exposição em geral no segundo trimestre do ano, na maior queda já registrada pelo país desde a eclosão da crise em 2008. Os dados estão sendo divulgados pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que destaca os fluxos financeiros pelo mundo.

Depois de ver uma alta de US$ 39 bilhões na atividades de bancos estrangeiros na economia nacional, o Brasil foi afetado em parte pelas mudanças nas políticas de juros nos EUA. A saída acabou levando a uma alta do real.

No mundo, a contração na exposição de bancos foi de US$ 229 bilhões, a maior desde o final de 2011. Segundo o BIS, os bancos europeus foram os principais responsáveis pela retração.

O crédito internacional chegou a crescer para a China, Taiwan e Turquia. Só para a China o volume de capital aumentou em US$ 54 bilhões. Se em 2007 o País respondia a 8% dos empréstimos, hoje ele bate a marca de 21% entre os emergentes.

Mas sofreu uma queda no caso do Brasil, México, Rússia e Índia. A queda no Brasil acabou pesando na América Latina que, no segundo trimestre de 2013, viu uma contração de US$ 47 bilhões.

Entre os mercados ricos, a queda foi de US$ 179 bilhões. No caso dos EUA, a exposição de bancos ao setor público americano caiu em US$ 100 bilhões, o que revelaria um esforço para reduzir dívidas por parte do estado.

 

Incêndio atinge armazéns de açúcar no Porto de Santos

Um incêndio no Porto de Santos, em São Paulo, atingiu todos os armazéns arrendados pela Copersucar, a maior exportadora de açúcar e etanol do Brasil. O fogo se iniciou por volta das 6 horas em três armazéns (20, 21 e 6), atingiu outros galpões às 8h40, mas foi controlado próximo das 11 horas.

Segundo a assessoria de imprensa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o incêndio começou em uma das esteiras de embarque que levam os produtos do armazém para os navios, mas ainda não se sabe a causa. Todos os seis armazéns da Copersucar foram atingidos pelo incêndio e estão inoperantes, afirmou a Codesp. Segundo os bombeiros, foram três armazéns completamente destruídos e um quarto atingido. Cada prédio tinha 9 mil metros quadrados, de acordo com os bombeiros.

O Brasil é o maior produtor de açúcar do mundo, responsável por mais da metade da produção global. Neste ano, até setembro, o País exportou 13 milhões de toneladas de açúcar, faturando US$ 5,9 bilhões.

O Corpo de Bombeiros informou que 25 viaturas e 60 bombeiros atuam no local, agora nas operações de rescaldo. A assessoria de imprensa confirmou que foi preciso bombear água do mar para ajudar no combate às chamas.

Oficialmente, duas pessoas foram socorridas no incêndio. Por meio de comunicado, a Copersucar disse que quatro brigadistas ficaram feridos, sem gravidade, e já estão sendo atendidos. "As causas do incêndio estão sendo apuradas", disse a assessoria da Copersucar por meio de nota.

O fogo teve início logo após uma explosão no interior de um dos armazéns, localizado nas proximidades da Alfândega. A fumaça escura procedente dos armazéns era vista em boa parte da cidade na manhã desta sexta-feira, principalmente dos andares mais elevados dos edifícios da orla.

De acordo com informações dos bombeiros, as chamas atingiram armazés onde estavam armazenadas cerca de 90 mil toneladas de açúcar para exportação.

Segundo a Codesp, além do Corpo de Bombeiros, atuam no incêndio a Guarda Portuária. Os armazéns ficam na Avenida Eduardo Guinle. Um navio que estava atracado na área próxima às chamas foi deslocado.

 

 

Dilma repete modelo de Geisel

Arminio Fraga, sócio fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, vê uma "certa tensão no ar" causada pelo modelo de flexibilização da política econômica que vem sendo seguido desde o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Arminio, o governo deu recentemente sinais tímidos de reversão parcial desse modelo, especialmente na política do Banco Central, mas que ainda estão longe de apontar para um caminho mais seguro para a economia brasileira.

Arminio lembra que ajustes geralmente não ocorrem em anos de eleição, mas o próprio temor do custo eleitoral da inflação, por parte do governo, "alinha os incentivos políticos e econômicos".

Em contato constante com o presidenciável tucano Aécio Neves, Arminio não descarta participar do governo, embora ressalve que esse é um assunto a ser tratado com o candidato, e não com ele. O ex-presidente do BC também manifestou simpatia pelas ideias da dupla Eduardo Campos e Marina Silva.

Arminio acha que o adiamento do "tapering" (a redução gradual do programa de compra de títulos de longo prazo pelo Federal Reserve, o BC americano) foi uma "postergação do encontro com a realidade", e alerta que a expectativa sobre a normalização da política monetária é de que "não ocorra de forma totalmente suave". Ele lembra que o Brasil, com déficit em conta corrente, alta inflação e questionamentos sobre a condução fiscal, está particularmente vulnerável.

A situação brasileira ficou mais tranquila com a decisão do Fed de não começar o "tapering" em setembro?

Isso só vai adiar o momento em que a política monetária americana e em vários outros países vai voltar à normalidade. São anos de juro zero, com os bancos centrais comprando títulos e, de certa maneira, avançando num território muito desconhecido, de políticas não convencionais. Esse ambiente de alta liquidez, os bancos centrais com essa posição muito assimétrica, sempre com viés de injetar liquidez, o quanto for necessário - tudo isso vai ficar para trás. A expectativa é de que isso não ocorra de forma totalmente suave, e essa expectativa continua. Houve uma postergação desse encontro com a realidade.

Por que o Fed adiou o "tapering"?

Foi motivado pelos próprios dados, a inflação americana continua muito baixa. Nos últimos três anos, o Fed projetou um crescimento do PIB mais alto do que acabou acontecendo. Eles estão de fato querendo sair dessa política de juro zero com muito cuidado. Mas não significa que não vão, em algum momento, mudar.

Mas a conjuntura brasileira parece melhor do que em meados do ano?

Aqui no Brasil, a sensação de frustração com crescimento baixo e inflação alta é grande, e também não desapareceu. Há alguns sinais aqui e ali, mas nada que represente uma mudança mais radical na direção de um crescimento mais alto e de uma inflação mais baixa.

Como o sr. avalia a atuação recente do Banco Central?

O Banco Central vem cumprindo o seu papel de apertar a política monetária, após um período longo de inflação acima da meta. Não só acima da meta, como também uma inflação que vem se "beneficiando" de controles de preços, como os combustíveis e as tarifas de transporte urbano - e também de subsídios. A inflação subjacente deve ter andado por um tempo acima de 7%. É bom que o Banco Central tenha voltado para as suas raízes, depois de um período difícil para a instituição.

O sr. acha que esse retorno do BC a uma posição mais ortodoxa indica uma mudança mais geral da orientação da política econômica?

Ao longo desses meses, até antes das manifestações, o governo anunciou que voltaria a leiloar aeroportos e áreas de petróleo. E reconheceu também que precisava revisar os termos das concessões rodoviárias e ferroviárias, contribuiu para a aprovação de uma nova Lei dos Portos, e assim por diante. Então o governo sinalizou mudança de posição nessas áreas. Mas são sinais ainda preliminares, e há muitos desafios, tanto de formulação quanto de execução. Eu não diria que foram sinais fortes. E vem misturado com muito do modelo que já vem desde o segundo mandato do presidente Lula. Já são vários anos desse modelo.

Quais os problemas desse modelo?

O governo continua, até prova do contrário, com uma postura geral muito fechada, antiquada. Repetindo muita coisa que a gente já viveu, principalmente nos anos 70, no governo Geisel. Um modelo com foco nas estatais, e com a economia bastante fechada. Não levo fé nesse governo como fórmula para o nosso sucesso a longo prazo. Ao contrário, acho que, se não for modificado, vai nos dar dor de cabeça.

O sr. poderia dar exemplos concretos de como esse modelo se aplica hoje no Brasil?

Há uma ênfase muito grande no papel dos bancos públicos. E também muita ênfase na Petrobrás - curiosamente, no mesmo momento em que a Petrobrás tem de assumir uma responsabilidade muito grande no setor, asfixiou o seu caixa. O crescimento do crédito, tanto público quanto privado, traz problemas, aqui, na China, nos Estados Unidos. Pode dar alguma ressaca mais na frente. Eu não discrimino entre público e privado, o setor privado também fez as maiores loucuras e bobagens em termos de crédito nos últimos anos. Qualquer movimento de crescimento de crédito muito acelerado tem de ser encarado com bastante receio. É o caso aqui.

Como o sr. vê a posição externa do Brasil?

Caminhamos para um déficit em conta corrente de quase 4% do PIB num momento em que o financiamento pode ficar mais escasso. É um quadro ainda bastante delicado. O Bernanke (Ben Bernanke, presidente do Fed) tirou o time do campo em setembro, mas os fatos mais adiante vão exigir a normalização da política monetária americana. Nesse momento, os países que dependem mais de financiamento, que têm déficit em conta corrente e inflação alta, vão sentir. A gente está exatamente nessa situação, e, inclusive, com nossa situação fiscal sendo questionada.

Qual a sua opinião sobre a política fiscal hoje?

Acredito que a meta de superávit primário deveria ser superior a 2% do PIB. O Brasil tem uma dívida bruta de 60% do PIB, até mais, dependendo do critério que se usa. Nossa dívida é alta, nosso juro real é alto, nossa dívida de longo prazo paga um juro real de 5,8%, as NTN-B de prazo mais longo. É muito alto. Temos de ter um modelo macro que crie condições para que essa taxa de juros possa cair, de forma sustentável. Não é um ato de voluntarismo que vai gerar isso. É uma sequência de resultados, reforçados por defesas institucionais, que vai nos levar a um juro real normal, de 2%, 3% ao ano de longo prazo.

Recentemente, Nelson Barbosa, ex-secretário executivo da Fazenda, sugeriu um intervalo de meta de superávit primário. O que o sr. acha da proposta?

Há muitos anos defendo que se mantenha um superávit primário relativamente elevado para padrões globais, talvez algo em torno de 3% do PIB, mas que haja algum espaço para acomodar o ciclo, não tanto do lado da despesa - embora isso também possa. e até deva, ser usado em momentos mais extremos -, mas sim pelo lado da receita, os chamados estabilizadores automáticos. Então, você fez uma projeção bem feita para ter um primário de 3% do PIB com a economia crescendo 3%. Se ela crescer 5%, seu primário vai ser maior, e você não gasta de maneira pró-cíclica. E o mesmo, claro, ocorre na outra direção. Mas acho que o governo deveria ter uma meta, um número fixo, com flexibilidade para ficar acima ou abaixo de acordo com a realidade do ciclo econômico.

E a proposta de reduzir o custo da dívida dos Estados?

É bastante controversa num momento como este. Na minha leitura, pode ser uma chance perdida de se reformar para valer o ICMS. Isso seria uma ficha de barganha muito boa, que dá uma certa margem para acomodar perdas e pressões e viabilizar a reforma. Temos de deixar de ter uma enciclopédia de ICMS por Estado para ter um livrinho para o País todo.

O sr. acha que o Brasil pode enfrentar turbulências à frente? 2014 é um ano eleitoral...

Há uma certa tensão no ar. O spread da dívida aumentou. Há um receio de que esse processo continue se não houver uma reversão nessa trajetória de flexibilização da política macro. Isso, historicamente, não só no Brasil, mas em toda a parte, não tende a ocorrer em ano de eleição. A reversão dessa flexibilização pode ficar prejudicada por um ano de eleição. Por outro lado, é claro que o governo entende que, se for chegando perto da data das eleições, e a inflação estiver incomodando, ele vai pagar um preço. Nesse sentido, os incentivos políticos estão alinhados com os econômicos. Quer dizer, não é um terreno muito fácil para populismo. Outro aspecto é que, curiosamente, e ao contrário de 2002, há uma expectativa de que, se a oposição ganhar, a política econômica melhore.

Por falar nisso, o sr. tem estreitos contatos com o candidato tucano, Aécio Neves.

Tenho conversado bastante com o Aécio. Não vejo o meu papel como de campanha, mas se puder ajudar, eu pretendo fazê-lo.

As ideias dele convergem com as que o sr. expôs nesta entrevista?

Acho que sim, mas não tenho procuração para falar pelo Aécio. Mais do que essas ideias, ele tem experiência de governo extraordinária em Minas, de acreditar em boa gestão, em meritocracia, na eficiência do Estado. Isso é fundamental, porque mostra que não só faz parte da maneira como ele pensa, mas é a maneira como agiu.

O sr. cogitaria uma participação no governo caso Aécio ganhasse?

Não está na hora de se ter esse tipo de discussão. Eu já participei duas vezes de governo, não posso descartar, de jeito nenhum. Mas é um tema que tem de ser discutido com o Aécio, não comigo.

O que o sr. acha da união da candidatura de Eduardo Campos e Marina Silva?

Estou começando a acompanhar mais de perto as declarações do governador Eduardo Campos. Ele tem o crédito de ter feito um bom governo em Pernambuco, embora eu não conheça os detalhes. O caso da Marina é interessante. Está se assessorando com economistas como Eduardo Gianetti e André Lara Resende, o que, a meu ver, dá um sinal muito positivo.

 

Brasil montadoras estão com os pátios lotados

A desaceleração das vendas de automóveis no País começa a elevar os estoques nos pátios das montadoras. Preocupadas, as empresas negociam com o governo uma prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido pelo menos até o fim de março do ano que vem. Pelo calendário atual, o imposto volta aos patamares anteriores em janeiro.

O governo aceita negociar, mas avalia que "alguma recomposição" do imposto deve haver em janeiro. Ou seja, para veículos de motor 1.0, chamado de "populares", por exemplo, o IPI passaria dos atuais 2% para 7% no início do ano, pelo que está previsto hoje. Mas o governo pode reduzir o ritmo dessa volta ao patamar "normal" do imposto.

O que preocupa as empresas é a queda no ritmo de venda dos automóveis. Nos dez primeiros dias úteis de outubro, foram licenciados 138,5 mil veículos, 3,6% menos que em igual período de setembro.

Os estoques somados são suficientes para cerca de 40 dias de vendas, o mais alto nível desde maio de 2012, quando chegava a 43 dias. No final daquele mês, o governo reduziu o IPI, benefício mantido até agora, ainda que parcial, mas com previsão de término em dezembro.

Um indicador da Confederação Nacional da Industrial (CNI) também mostra o acúmulo de produtos. Em agosto, o estoque efetivo em relação ao planejado no setor de veículos automotores chegou a 55 pontos, superior aos 53,3 pontos de julho - acima de 50 indica aumento de estoque.

"O consumo está mais moderado e houve aumento da taxa de juros, o que impactou a indústria como um todo, e especificamente o setor automotivo", diz Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Políticas Econômicas da CNI. Na indústria geral, o indicador está em 51,3 pontos.

Reação. Na avaliação do economista Rodrigo Baggi, da Tendências Consultoria, os efeitos da política de redução do IPI tendem a se acomodar ao longo do tempo. Ele acredita, porém, que as vendas podem até reagir no último trimestre porque o fim do benefício "pode causar uma antecipação de compra."

Desde a semana passada, executivos da indústria automobilística têm dito que a volta da cobrança da alíquota integral do IPI pode esfriar ainda mais o mercado em 2014. As visitas de executivos a representantes do governo em Brasília têm sido frequentes. Os fabricantes iniciaram 2013 com projeções de crescimento de 3,5% a 4,5% em relação aos 3,8 milhões de veículos vendidos em 2012, mas recentemente a aposta caiu para 1% a 2%, e há quem tema um resultado ainda pior - estagnação ou queda de vendas. As vendas do setor registram crescimento anual consecutivo desde 2005.

Apesar dos estoques, a situação da indústria não é preocupante pois as exportações seguem em ritmo de recuperação, o que tem garantido bom desempenho da produção. Várias fabricantes, como Volkswagen e General Motors, suspenderam ou reduziram jornadas extras que vinham mantendo aos sábados desde o início do ano.

 

 

Infraero coloca passageiros em perigo

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) determinou cortes substanciais nos contratos de manutenção preventiva dos aeroportos que administra. As medidas, adotadas apesar de alertas de que podem comprometer a segurança, têm o objetivo de reduzir gastos de custeio diante da previsão de prejuízo operacional de R$ 391,1 milhões.

A diretoria financeira da estatal projeta insuficiência de caixa a partir de janeiro de 2014. As informações constam de memorando interno. A previsão de uma "situação financeira crítica" revela rápida deterioração do balanço da Infraero no primeiro ano após o início das concessões. Em 2012, houve lucro operacional de R$ 594,2 milhões e lucro líquido de R$ 396,7 milhões.

O desequilíbrio financeiro tem ligação direta com a concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Viracopos (SP) e Guarulhos (SP) à iniciativa privada, em 2012. Juntos, eles respondiam por 38% da receita. Agora, a empresa recebe apenas o proporcional à sua participação de 49%, o que representou queda de 31,5% na receita de janeiro a agosto. O prejuízo chega a R$ 201,2 milhões no período e "não existe expectativa de reversão até o final do ano".

A situação tende a se agravar com os leilões de Confins (MG) e Galeão (RJ) no mês que vem. Em julho, o governo autorizou aporte de R$ 1,35 bilhão na empresa. Para 2014, estão previstos outros R$ 2 bilhões.

As medidas excepcionais de contenção foram aprovadas pela Infraero no fim de agosto e atingirão todos os aeroportos sob sua gestão, à exceção dos três já privatizados. Executivos da área operacional avaliam que elas reduzem a possibilidade de reversão do déficit. "Sobretudo, criam situação de alto risco para os gestores dos processos operacionais que envolvem vidas humanas", diz o documento interno. No aeroporto do Galeão, por exemplo, foram cortados 57% de pelo menos nove contratos de serviços de manutenção (ver página B3).

Enviada no início de outubro ao diretor de Operações, a carta foi assinada por cinco superintendentes executivos: Álvaro Luiz Miranda Costa (Segurança Aeroportuária); Marçal Goulart (Gestão Operacional); Will Furtado (Navegação Aérea); Anderson Goddard (Manutenção); e Eliane Cristina Pessoa (Segurança Operacional).

A Infraero informa que as mudanças são definitivas, já que 29% do movimento de passageiros, 19% de aeronaves e 58% da carga aérea foram transferidos à iniciativa privada. As despesas com contratos contínuos até agosto foram 5,9% superiores às do mesmo período de 2012.

Por e-mail, a estatal diz que "em decorrência dos novos níveis de faturamento foi implantado o programa de Gestão Matricial da Despesa".

A estatal afirma que o objetivo da reestruturação é "garantir os recursos necessários para a prestação dos serviços dentro dos melhores padrões de qualidade e segurança".

Os superintendentes criticam os métodos de elaboração de orçamento e custeio, que define como teto despesas do exercício anterior corrigidas pela inflação, critério considerado obsoleto por não projetar custos do crescimento da empresa. A avaliação é que os cortes vão impedir o cumprimento das exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A falta de manutenção também pode se refletir em perda de equipamentos e custos mais altos de reposição, além de trazer "consequências operacionais imensuráveis". Os cortes anunciados pelas superintendências regionais da Infraero nos contratos de limpeza levam os superintendentes "a projetar o caos, especialmente na alta temporada de fim de ano e na Copa de 2014". Para o especialista em aviação Respício Espírito Santo, a redução do valor não significa necessariamente interromper a manutenção.

 

Prêmio Nobel de Economia vai para três norte-americanos

O Prêmio Nobel de Economia deste ano foi concedido a um trio norte-americano: Eugene Francis Fama, da Universidade de Chicago, Lars Peter Hansen, do mesmo centro acadêmico, e Robert James Shiller, da Universidade de Yale.

O prêmio da Academia Real das Ciências da Sueca se deu pela "análise empírica do preço dos ativos", como ações, bônus soberanos e bens imobiliários.

Embora não exista uma forma de prever os preços de ações e bônus no curto prazo de dias e semanas, diz o comunicado, é certamente possível prever o curso amplo dos preços no longo prazo - entre três e cinco anos.

"Essas descobertas, ao mesmo tempo surpreendentes e contraditórias, foram feitas e analisadas pelos ganhadores do Nobel neste ano, Eugene Fama, Lars Peter Hansen and Robert Shiller", informa a academia. Pelo prêmio, o trio norte-americano receberá oito milhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 1,3 milhão.

O comportamento do preço de ativos são chave para decisões sobre poupança, compras de imóveis e políticas econômicas nacionais, disse a academia. "A má precificação de ativos pode contribuir para crises financeiras e, como a recente recessão global demonstra, tais crises podem prejudicar a economia como um todo", acrescentou. 

Histórico. Nos últimos anos, pesquisadores norte-americanos dominaram os prêmios de economia. A última vez em que um cidadão de outro país estava entre os vencedores foi 1999. Com o prêmio de economia, os comitês do Nobel já anunciaram os ganhadores de todas as seis categorias de 2013.

Diferentemente de medicina, química, física, literatura e o Nobel da paz, o prêmio de economia não foi criado por Alfred Nobel em 1895. O banco central da Suécia adicionou economia aos prêmios em 1968, em memória a Alfred Nobel. 

As pesquisas. Na década de 1960, Eugene Fama e seus colaboradores demonstraram que é extremamente difícil prever o preço das ações em um curto período de tempo. Além disso, também observaram que as informações de mercado circulam rápido e são velozmente incorporadas à precificação dos ativos. Essas primeiras descobertas tiveram um profundo impacto nas pesquisas seguintes sobre o assunto, assim como também mudaram práticas de mercado. Um exemplo foi surgimento de índices de fundos.

"Se os preços são praticamente impossíveis de prever ao longo de dias ou semanas, não deveria ser ainda mais difícil prevê-los ao longo de muitos anos? A resposta é não", diz o comunicado da academia. 

Assim, Robert Shiller descobriu no início da década de 1980 que o preço das ações flutua muito mais que os dividendos. Uma abordagem interpreta esses estudos como uma reposta à racionalidade dos investidores à incerteza dos preços. Alto rendimento futuro é visto como um compensação ao risco tomado durante um período longo. Lars Peter Hansen, por sua vez, desenvolveu um método estatístico que é particularmente bem-sucedido para testar as teorias sobre a racionalidade dos preços dos ativos. 

Bolha imobiliária. Robert Shiller ficou conhecido por prever a bolha imobiliária norte-americana em 2008, que desencadeou a crise financeira. Ele foi cocriador do índice de preço de imóveis S&P/Case-Shiller.

Neste ano, em visita ao Brasil, Shiller afirmou que existe uma boa probabilidade de que exista uma bolha imobiliária no País, pelo fato de os preços no Rio e em São Paulo terem dobrado nos últimos cinco anos.

De acordo com o economista, este comportamento de preços nunca ocorreu nos EUA, mesmo depois da Segunda Guerra Mundial, quando os soldados voltaram ao pais e geraram uma grande demanda por moradias.

"O caso do Brasil me lembra o Japão nos anos 80, quando os preços dos imóveis subiram até atingir um pico em 1990, e vem caindo desde então", disse Shiller, autor de livros sobre finanças comportamentais.

 

Com mais feriados aos sábados, indústria economiza R$ 8 bilhões

Na definição do escritor Nelson Rodrigues, "o brasileiro é um feriado". Por isso mesmo, quando a data cai em um sábado ou domingo, como o feriado de Nossa Senhora de Aparecida neste 12 de outubro, surgem diversas reclamações de quem desejava ter uma folga extra, mas para a indústria o calendário é positivo do ponto de vista econômico. Neste ano, o setor deixará de perder R$ 8 bilhões devido a paralisações em feriados que caem em dia de semana, segundo um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

As perdas neste ano devem ser de R$ 42,2 bilhões segundo a pesquisa, contra R$ 50,5 bilhões do ano passado. No ano passado, foram dois feriados nacionais a mais em dia de semana. No âmbito estadual, 24 dos 39 feriados cairão em dia útil em 2013, três a menos que em 2012.

Oficialmente, o Brasil possui nove feriados nacionais e sete pontos facultativos, mas alguns destes, como a Terça-feira de Carnaval, já foram incorporados ao calendário de feriados oficiais. Com isso, o total de feriados sobe para 12. Há ainda 39 feriados estaduais.

Feriado nacional

Data

Dia da semana

Confraternização universal

01/Jan

Terça

Carnaval

11/Fev

Segunda*

Carnaval

12/Fev

Terça*

Paixão de Cristo

29/Mar

Sexta

Tiradentes

21/Abr

Domingo

Dia do Trabalho

01/Mai

Quarta

Corpus Christi

30/Mai

Quinta*

Independência do Brasil

07/Set

Sábado

Nossa Sra. Aparecida

12/Out

Sábado

Finados

02/Nov

Sábado

Proclamação da República

15/Nov

Sexta

Natal

 

 

 

* Para efeito de cálculo Corpus Christi, Segunda-feira e Terça-feira de Carnaval são considerados feriados.

Mesmo os estados que possuem apenas um feriado em dia de semana têm prejuízo: 16 estados brasileiros com este calendário perderão 3,6% de seus PIBs industriais.

Em seis estados não há nenhum feriado estadual em dia de semana: Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, Maranhão, Tocantins e Roraima.

Menos feriados

Na Câmara dos Deputados, circula um Projeto de Lei (nº 2.257 de 2011) apoiado pela Firjan que pretende reduzir ainda mais as folgas. Segundo o projeto, a proposta é deslocar para segunda-feira ou sexta-feira os feriados nacionais que caírem nos demais dias de semana. Assim, diminuiriam as emendas de feriado.

Em busca de maior produtividade, a China já desenvolveu algo neste sentido em 2008. O país reformou seu calendário estabelecendo nove feriados nacionais, três a menos que no Brasil. Em 2012, Portugal também promoveu mudanças que passaram a valer neste ano. Por conta da crise, o país eliminou quatro feriados de seu calendário (dois religiosos e dois civis).

Por conta da mudança, a China aparece em um ranking do Hotels.com como sendo um dos países com menos dias de folga no calendário. São 16 dias livres, menos da metade do Brasil, que aparece em terceiro lugar, empatado com França, Finlândia e Noruega. No topo do ranking, está a Rússia.

Rebanho brasileiro é o segundo maior do mundo

Maior rebanho do País e um dos principais itens na pauta de exportações, o número de cabeças de gado teve queda de 0,7% em 2012, na comparação com 2011. A informação consta na pesquisa de Produção Pecuária Municipal (PPM), do IBGE,. Estimado em mais de 211 milhões de cabeças de gado, o rebanho é o segundo maior do mundo segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Em primeiro, aparece a Índia.

No total, foram abatidos 31,118 milhões de cabeças de gado, o equivalente a uma produção de 7,351 milhões de toneladas de carne. O número representa uma taxa de abate inspecionado de apenas 14,7% do volume total do rebanho.

Entre as regiões, apenas a Norte não registrou queda na produção, com alta de 1,3%. A prolongada seca afetou fortemente as produções de leite e carne bovina no Nordeste, que teve a pior produção em cinco anos. Em toda a região, o rebanho na região caiu 4,5% em relação a 2011 e a produção de leite 14,8%. Pernambuco (-24,2%) e Paraíba (-28,6%) tiveram as quedas mais expressivas.

Nas demais regiões, o avanço de outras lavouras, como a cana-de-açúcar, em São Paulo, e a soja, Rio Grande do Sul, provocou a redução. Mato Grosso lidera a produção nacional com 13,6% de participação, seguido de Minas, com 11,3% e Goiás, com 10,4%.

 

Consumidor poderá fazer cancelamento automático de telefonia

Os consumidores poderão fazer o cancelamento automático de serviços de telecomunicações a partir de fevereiro. A previsão é do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende. Segundo ele, o novo regulamento de atendimento e cobrança, que vai instituir essa obrigatoriedade, deve ser aprovado até o dia 15 de novembro. A partir daí, as empresas teriam entre 90 e 120 dias para adequar seus sistemas.

Com o novo regulamento, o cliente que quiser cancelar um contrato de telefonia celular ou fixa, banda larga ou TV por assinatura poderá fazê-lo pelo call center da empresa sem passar por atendentes, apenas digitando as teclas do telefone. O cancelamento também poderá ser feito pela internet. Rezende afirmou que uma das propostas em discussão é a de abrir um prazo de 48 horas para a empresa tentar recuperar o cliente. "Mas aí é problema da companhia", afirmou.

No novo regulamento, a Anatel pretende iniciar os procedimentos para repassar parte do custo que o órgão possui com o seu call center para as empresas do setor. Segundo Rezende, o gasto anual da Anatel com o call center é de R$ 20 milhões. Do total de ligações recebidas - cerca de 25 mil por dia - 60% são reclamações de usuários sobre os serviços prestados pelas empresas de telecomunicações. A ideia da Anatel é que uma parcela do gasto seja paga pelas empresas - algo entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões.

"Estamos discutindo no conselho diretor a possibilidade de que o gerenciamento e administração do call center continue com a Anatel, mas parte dos custos seja repassado às empresas", afirmou. Como o contrato com o call center só vence no fim de 2014, essa é uma discussão que deve levar mais tempo. "O regulamento de atendimento e cobrança vai instituir um grupo de trabalho para ver como se dará esse processo", disse.

 

Alimentos ficam mais caros, e IPC-S acelera

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou para alta de 0,38% na primeira prévia de outubro, depois de variar 0,30% na última semana de setembro, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O indicador é apurado a partir dos preços coletados em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Brasília.

Na atual apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram variações mais altas. A maior contribuição partiu do grupo alimentação, cuja taxa subiu de 0,14% no fim de setembro para 0,41% no início de outubro. Nesta classe de despesa, a FGV destacou o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de queda de 12,54% para baixa de 11,54%.

Também registraram taxas mais altas os grupos vestuário (de 0,86% para 1,05%), habitação (de 0,51% para 0,54%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,43% para 0,44%), em que se destacaram os itens roupas (de 0,76% para 1,15%), móveis para residência (de 0,95% para 1,12%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,30% para 0,47%), respectivamente.

Na contramao, os preços desaceleraram em despesas diversas (de 0,09% para 0,04%) e comunicação (de 0,20% para 0,19%). Nesses grupos, os destaques partiram dos itens: clínica veterinária (de 0,64% para 0,42%)e pacotes de telefonia fixa e internet (de 1,70% para 1,24%), nesta ordem.

Os grupos educação, leitura e recreação e transportes repetiram as taxas de variação registradas na última apuração, 0,11% e 0,07%, respectivamente. As principais influências em sentido ascendente partiram dos itens: etanol (recuo de 0,64% para recuo de 0,46%) e passagem aérea (queda de 0,95% para alta de 0,10%) e, descendente: seguro facultativo para veículo (1,77% para 0,21%) e excursão e tour (0,50% para 0,07%).

 

 

Analistas elevam para 2,47% previsão de alta do PIB

 

Após uma pausa, analistas do mercado financeiro voltaram a revisar para cima suas projeções para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013, segundo relatório de mercado Focus divulgado, pelo Banco Central. De acordo com o levantamento, a atividade brasileira crescerá 2,47% em 2013. Na pesquisa anterior, a projeção era de uma expansão de 2,40% e, na de quatro semanas atrás, de 2,35%.

Para 2014, o quadro não foi alterado. Os economistas mantiveram a projeção de expansão de 2,20% como na semana passada para o crescimento do País. Há um mês era aguardado um crescimento de 2,28%.

A alta da economia prevista para este ano não será sustentada pelo setor manufatureiro, de acordo com os profissionais consultados pelo BC. Isso porque a Focus revelou uma queda na estimativa para o crescimento da produção industrial deste ano, de 1,92% para 1,70%. No levantamento feito um mês atrás, a mediana estava em 2,10%.

No caso de 2014, a tendência foi idêntica: o setor manufatureiro deverá se expandir apenas 2,30% no ano que vem, e não mais 2,40%, como era previsto no levantamento anterior. Quatro semanas atrás, a mediana das estimativas para a indústria era de um crescimento de 3,00%.

Inflação

O relatório Focus trouxe estabilidade nas estimativas para a inflação deste ano. A mediana para o índice de 2013 seguiu em 5,82%, mesmo patamar de há quatro semanas. Para 2014, a mediana das previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu levemente de 5,97% para 5,95% ante taxa de 5,85% vista um mês atrás.

O Focus revelou também que, no caso da mediana das estimativas suavizadas à frente para a inflação acumulada em 12 meses, houve uma aceleração de 6,21% para 6,23%. Há quatro semanas, estava em 6,13%.

Já entre os profissionais que mais acertam as previsões para o médio prazo, o grupo denominado pelo BC de Top 5, não houve mudanças nas estimativas. O IPCA de 2013 deverá ficar em 5,80% como era esperado uma semana antes - quatro semanas atrás, a mediana estava em 5,85%. No caso de 2014, esse mesmo grupo manteve a projeção para a inflação em 6,17%, mesma taxa vista há um mês.

Para o curto prazo, os analistas também não revisaram suas estimativas para o IPCA de setembro, que seguiu em 0,35%. No caso de outubro, a expectativa ficou estacionada em 0,56%. Há um mês, as medianas para estas projeções estavam respectivamente em 0,45% e 0,55%.

Selic

Analistas ouvidos pelo BC mantiveram a mediana das estimativas para a taxa básica de juros em 9,75% ao ano para o fim de 2013 e de 2014. Há um mês, a expectativa já estava nesse patamar em todos os casos.

Para o curto prazo, a mediana das estimativas para a Selic de outubro também ficou inalterada em 9,50% ao ano, como já estava na semana passada e também quatro semanas atrás. Na média deste ano, segundo esses profissionais, os juros ficarão em 8,34% ao ano - porcentual em que já estava estacionado uma semana antes e um mês atrás. Para 2014, a Selic deve ficar, em média, em 9,75% como o previsto também na Focus da semana passada e na de um mês antes.

Câmbio

A taxa de câmbio deverá fechar o ano em R$ 2,30, segundo a mediana das estimativas do Focus. Houve manutenção das expectativas em relação à taxa da semana passada. Quatro semanas atrás, estava em R$ 2,36.

Para o fim de 2014, a mediana das projeções seguiu em R$ 2,40, que também era a cotação aguardada um mês antes. Apesar da manutenção das expectativas para o fim de ambos os períodos, o Focus revelou uma pequena correção na cotação média do dólar em 2013, que passou de R$ 2,18 para R$ 2,17. Um mês antes estava em R$ 2,21. No caso de 2014, o câmbio médio seguiu em R$ 2,37 como na semana passada, levemente mais baixo do que a cotação prevista um mês atrás (R$ 2,38).

 

 

Produção de veículos cai 2,5% em setembro

 

A produção de automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro somou 332.029 unidades em setembro - queda de 2,5% na comparação com agosto e avanço de 15,2% ante o mesmo mês de 2012 - divulgou ,a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Esses números estão de acordo com os apresentados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta semana. Em setembro, ante agosto, o volume de emplacamentos foi 6% inferior.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em setembro chegou a 311.867 unidades, queda de 2,0% ante o mês anterior e alta de 14,0% sobre setembro do ano passado. Foram produzidos 246.671 automóveis e 65.196 comerciais leves no mês passado.

A produção de caminhões atingiu 17.112 unidades em setembro, recuo de 9,2% ante agosto e alta de 50% sobre setembro de 2012. No caso dos ônibus, foram produzidas 3.050 unidades em setembro, recuo de 7,7% sobre o mês anterior e uma baixa de 6,4% ante setembro do ano passado.

As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caíram 5,9% em setembro ante agosto, com 309.872 unidades, e subiram 7,6% na comparação com setembro de 2012. No acumulado dos primeiros nove meses de 2013, os emplacamentos chegaram a 2,78 milhões unidades, uma leve baixa de 0,3% sobre igual período de 2012.

Exportações. As vendas para o exterior do setor automotivo brasileiro somaram US$ 1,433 bilhão em setembro, uma queda de 14,6% em relação a agosto e um crescimento de 28,1% na comparação com setembro de 2012. No ano, as exportações movimentaram US$ 12,42 bilhões, uma alta de 13,4% ante igual período de 2012.

Esses valores consideram as exportações de autoveículos e máquinas agrícolas.

O mês de setembro encerrou com 45.495 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados, um recuo de 29% ante agosto e uma alta de 66,6% sobre o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro de 2013, foram exportadas 428.176 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, avanço de 31,6% ante o mesmo período de 2012.

Empregos no setor. Foram contratados 154.720 trabalhadores no último mês, o que representa uma leve alta de 0,1% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2012, houve avanço de 4,5% no contingente de empregados, considerando autoveículos e máquinas agrícolas.

O segmento de autoveículos registrou estabilidade em setembro ante agosto no total de empregados, totalizando 133.107 pessoas. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um avanço em setembro deste ano de 4,0%.

O segmento de máquinas agrícolas teve aumento de 1% no número de empregados na comparação com agosto e registrou 21.613 funcionários. Na comparação com setembro de 2012, a alta foi de 8%.

 

Tombini diz que crescimento do 3º tri não será tão fraco

O crescimento econômico do Brasil no terceiro trimestre não será tão fraco como se esperava anteriormente, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

"Podemos ter um terceiro trimestre de acomodação, isto é esperado pelos participantes do mercado, mas será mais favorável do que as pessoas estavam esperando", afirmou Tombini durante conferência em Londres.

Tombini afirmou ainda que a inflação está recuando em direção ao centro da meta. "A inflação está sob controle. Estamos trazendo ela para perto da meta", afirmou.

Segundo o Relatório Trimestral do BC, o inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 5,8% neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 6%, e 5,7% em 2014, ante estimativa anterior de 5,4%.

A meta de inflação do governo é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Agência de classificação de risco
A agência de classificação de risco Moody's reduziu na noite de quarta-feira a perspectiva de crédito do Brasil de "positiva" para "estável", citando o fraco crescimento da economia brasileira. O presidente do BC buscou minimizar a redução da perspectiva do rating brasileiro, lembrando que o Brasil foi confirmado como "grau de investimento".

"A agência afirmou que temos grau de investimento", disse Tombini após a conferência. "Com isso, duas das três maiores agências confirmaram que o Brasil é grau de investimento", acrescentou.

Durante sua apresentação, Tombini também disse que qualquer normalização da política monetária dos EUA, mesmo criando volatilidade, é "positiva" por refletir a recuperação da economia norte-americana e ao redor do mundo.

Segundo ele, o Brasil tem ferramentas para lidar com a redução do programa de estímulo do Federal Reserve (BC norte-americano) e com qualquer problema como teto da dívida dos EUA.

"Não estamos preocupados com nenhum assunto específico", disse durante a conferência. Para ele, caso os EUA não consigam elevar o teto da dívida, "não será construtivo para a economia mundial, mas temos instrumentos para lidar com ambientes voláteis".

Ele citou as reservas internacionais e o fluxo saudável de investimento estrangeiro direto, que deve ficar em cerca de US$ 60 bilhões neste ano.

 

Ministro não vê problemas na fusão Portugal Telecom e Oi

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse, não enxergar grandes problemas do ponto de vista concorrencial na fusão anunciada entre a Oi e a Portugal Telecom.  

Segundo o ministro, aparentemente, a Portugal Telecom já deixou por completo a participação que detinha na Vivo. "Vamos examinar essa questão, mas a princípio não vejo nenhum problema", disse após participar de audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

Segundo ele, o negócio anunciado deve capitalizar a Oi e pode proporcionar à empresa grandes investimentos. "Vamos chamar as duas empresas para conversar, para entender o negócio", completou. Para Bernardo, não há um constrangimento no fato da "Supertele" brasileira, defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ter agora se unido à companhia portuguesa. "A sede da nova empresa será no Brasil e a maioria do capital vai ser brasileiro", disse.

Ainda questionado por jornalistas sobre o assunto, Bernardo concluiu que a operação "não é um assunto de governo".

Segundo Paulo Bernardo, o BNDES e os fundos de pensão foram consultados pelas empresas sobre o interesse em aumentarem suas fatias no capital da nova companhia. De acordo com ele, no entanto, não houve interesse nem da parte dos fundos nem do banco de fomento.

 

Governo fará dois leilões de ferrovias

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o programa de concessões públicas em vários setores de infraestrutura é muito interessante para o setor privado, pois há alto nível de demanda por serviços de transporte e logística no País. "Os projetos de concessões são atrativos e rentáveis", comentou. "O volume de concessões é grande e precisa de muitos candidatos."

Ele fez os comentários depois de palestra no Exame Fórum Como Aumentar a Produtividade, que ocorre em São Paulo. Mantega afirmou que o governo tem uma agenda ampla para a realização de concessões públicas este ano. "Nosso objetivo é fazer mais três ou quatro leilões de rodovias este ano e dois de ferrovias", disse. "Vamos também fazer os leilões de dois aeroportos e de portos."

Segundo Mantega, "vai haver um consórcio vencedor de Libra, com certeza". "Esse projeto é de R$ 275 bilhões de investimentos nos próximos 35 anos. Vão ter de comprar de 12 a 14 plataformas de exploração. Cada projeto desses é um investimento no futuro."

No caso dos leilões de aeroportos, o ministro ressaltou ter certeza de "que terá forte concorrência, porque assim como teve nos três primeiros, vai ter agora nestes dois", disse, referindo-se à concessão de Galeão e Confins, que deve ocorrer no dia 22 de novembro.

O ministro também destacou que o modelo de leilão de ferrovias é "um pouquinho mais complicado", pois conta com uma empresa estatal, a Valec, para coordenar a revenda da demanda de transporte de cargas. "É um modelo em que o governo compra a carga, garante o pagamento da carga e depois revende. Nós já temos a Valec, que vai comprar, tem R$ 15 bilhões de capital. O Tesouro dá garantia, mas temos alguns detalhes que serão definidos nas próximas semanas,"

Na área de energia, Mantega destacou que já ocorreram 15 leilões desde o início do ano, incluindo a área de geração. "Os (projetos) mais difíceis são rodovias. Mas estamos ajustando o modelo. Nós já definimos uma série de coisas. O modelo de financiamento, rentabilidade. Já definimos que serão projetos com alta rentabilidade, para estimular a concorrência."

Projeção. Mantega afirmou ainda que para o Brasil ter uma elevação do Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 40% nesta década seria necessário que as concessões públicas atingissem R$ 1 trilhão. De acordo com o ministro, o ciclo de ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo no País, que deve ser registrado nos próximos anos, terá como carro-chefe as obras de infraestrutura em várias áreas. "O ciclo de investimento aumentaria a produtividade do País."

Nesse contexto, ele destacou que seria possível esperar que, nesse período, a participação da indústria no Brasil subiria dos atuais 14,6% para 16% do PIB na próxima década. "Teríamos também de continuar a ampliação do investimento em capital humano."

Mantega disse também que é possível que os gastos com educação subam para um patamar equivalente a 10% do PIB no futuro, sobretudo com o uso de royalties de petróleo e de recursos do Fundo Social.

Com relação à revisão do desempenho do PIB este ano de 2,7% para 2,5%, feita pelo Banco Central, disse estar em harmonia com a feita pela Fazenda.

 

 

Investimentos dependem de redução de custo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, que para viabilizar os investimentos no Brasil é preciso medidas de redução de custo. "O Brasil era um País muito caro, ainda é, mas um pouco menos caro por causa do câmbio competitivo", disse. "Com o câmbio mais desvalorizado o custo dos produtos, o custo da mão de obra em dólar fica mais barato. É uma medida importante ter um câmbio flexível e mais desvalorizado", destacou o ministro.

Mantega disse também que "nós reduzimos o custo da energia e minimizamos a elevação do custo da mão de obra". "Como temos economia com pleno emprego é natural que haja uma elevação do salário real", acrescentou.

Mantega afirmou que a absorção de toda a mão de obra disponível é uma virtude "mas também gera um problema". "Virtude porque consegue atingir o objetivo maior do trabalhador que é ter emprego e também aumenta a renda desse trabalhador, tem chance de ter mais escolaridade", disse. "Porém o inconveniente de ter o pleno emprego é que você teve de absorver segmentos da população menos qualificados." Segundo ele, "nesse primeiro momento a produtividade do trabalho cai, mas é passageiro".

Infraestrutura


Mantega afirmou ainda que o investimento em infraestrutura tem um importante efeito multiplicador no Produto Interno Bruto (PIB). Para cada R$ 1 em investimento em infraestrutura, se eleva em R$ 3 no resultado do PIB, apontou uma planilha apresentada por ele. "Nós somos muito carentes em infraestrutura", comentou.

Ele ressaltou que os projetos moldados pelo governo federal de infraestrutura são atrativos. "A atratividade está em primeiro lugar na rentabilidade. Nós estamos definindo bases para que a rentabilidade seja alta nesse projeto", completou.

Mantega afirmou que o Tribunal de Contas exige que seja colocada uma tarifa máxima para começar o leilão. Segundo ele, a rentabilidade básica do projeto de rodovias, por exemplo, é de 15% em termos reais para o investidor, o que classificou como uma rentabilidade "bastante razoável". Ele disse que o governo tem definido melhor as condições dos leilões para que "não tenham arestas, sejam atrativos e provoquem a concorrência".

"Há uma grande demanda para infraestrutura já instalada no País", ressaltou o ministro, que reiterou que há uma grande demanda para qualquer dos segmentos incluídos no programa de investimento em infraestrutura. "O Brasil teve pouco investimento em infraestrutura nos últimos 30, 40 anos." Ele citou o tráfego aéreo, em que a demanda em 2002 era de 35 milhões de passageiros, passando para 100 milhões em 2012. No tráfego de rodovias, a ampliação de usuários foi de 56 milhões para 105 milhões, por exemplo.

"Estabelecemos um financiamento a partir de uma combinação de bancos públicos e bancos privados", lembrou Mantega. "De modo que possamos ter os recursos suficientes", completou. "Posso dizer que haverá recurso disponível." "Nós estamos definindo uma malha de infraestrutura totalmente interligada. Esse processo já começou, já estamos fazendo novas concessões", completou.

Ele ressaltou que "teremos uma grande rodada de petróleo com o campo de Libra e certamente terá sucesso". "Temos onze grupos grandes inscritos pra participar", disse. "Os Estados estão fazendo muitas PPPs e o governo federal fará PPPs também. Com isso a curva de investimento vai se deslocar para cima", completou.

 

 

Financiamento habitacional vira maior modalidade de crédito

O crédito imobiliário se tornou, no mês de agosto, a principal modalidade liberada às pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, com R$ 314,9 bilhões, segundo estudo da Serasa Experian, com base na análise dos saldos das carteiras de crédito concedido às pessoas físicas, tanto com recursos livres quanto com direcionados, divulgada mensalmente pelo Banco Central.

"Isto é resultado do ritmo de crescimento do crédito imobiliário bem superior aos das demais carteiras, que já vinha numa crescente há anos e ultrapassou o crédito pessoal em agosto. Era só uma questão de tempo", avalia o economista da casa, Luiz Rabi. A carteira brasileira agora está se aproximando das carteiras internacionais, segundo ele, "pois em outros países, é o crédito habitacional que tem mais espaço para crescer".

De acordo com Rabi, a tendência de que isso continue pelos próximos anos, em especial em 2014, visto que as outras carteiras são muito cíclicas, e a de crédito imobiliário é mais estrutural, de longo prazo. "E isso só intensifica com a taxa de juros no pico do aperto monetário", destaca ele, que trabalha com uma Selic estável em 9,75% ao longo de todo o ano de 2014, sendo reduzida somente quando a inflação ceder de forma mais significativa.

"Pelo fato que os juros já vão inaugurar o ano com valor máximo, isso vai segurar as carteiras ligadas ao consumo, ao passo que o crédito imobiliário ''vai embora'', porque não é balizado por isso", comenta.

Em dezembro do ano passado, o crédito habitacional, que ocupava a segunda posição, com R$ 255,4 bilhões, representava 23,7% do crédito absorvido pelas pessoas físicas no País, uma diferença de 2,2 pontos percentuais em relação ao crédito pessoal. Em agosto deste ano, o crédito imobiliário atingiu R$ 314,9 bilhões, com 26,5% de participação, destaca a Serasa.

Em contrapartida, a carteira de financiamento de veículos (incluindo-se as operações de leasing) vem perdendo, desde 2011, adesões e, atualmente, ocupa a terceira colocação (R$ 204,3 bilhões, 17,2% do total). "Tudo o que é ligado ao consumo e bens duráveis sofre com o aperto monetário, pois o governo encarece o crédito para diminuir o consumo, que reduz os preços e, consequentemente, a inflação. Esta é uma característica do crédito neste ano que continuará no ano que vem", afirma Rabi.

Para ele, o que pode ajudar um pouco estas linhas é a queda da inadimplência, "que deve continuar até o fim do ano". Mas em 2014, destaca, a probabilidade é que ela pare de cair.

Conforme os dados divulgados, pelo BC, o crédito para habitação avançou 2,7% em agosto na comparação com o mês anterior. Isso é resultado de um aumento de 2,6% nas taxas reguladas e de 4% nas taxas de mercado. Assim, o crédito para financiamento imobiliário acumula alta de 35,1% em 12 meses. Nesse período, as taxas reguladas cresceram 33,7% e as taxas de mercado, 47,8%.

 

Governo brasileiro esperançoso com os Leilões dos aeroportos

O governo deve mudar novamente as regras para os leilões dos aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), desistindo de restringir a participação de empresas que já venceram as concessões de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF).

Em conversa com representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), funcionários graduados do Palácio do Planalto deixaram claro nos últimos dias que os atuais concessionários poderão ter uma participação superior a 15% nos dois aeroportos que serão licitados, se assim quiser a corte.

Fontes do Planalto disseram, que o governo defende esse critério de limitação porque se preocupa com a concorrência em um cenário pós-leilão, uma vez que Guarulhos e Galeão, por seu tamanho e tipo de uso, competem entre si por passageiros, cargas e rotas. Já o TCU se preocupa com o fato de que a limitação pode reduzir a concorrência. De qualquer forma, o governo não insistirá na questão, para eliminar dúvidas dos operadores na reta final.

A mudança beneficiará, por exemplo, os fundos de pensão. Eles vinham pressionando nos bastidores para mudar a regra, pois já estão no comando do aeroporto de Guarulhos e têm interesse em outros empreendimentos. O governo, por sua vez, insistia em manter a limitação de 15% por temer que os concessionários do aeroporto paulista arrematassem o Galeão.

"Reafirmamos nossa posição favorável à concorrência", disse ao Estado o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wellington Moreira Franco. Ele observou que Guarulhos e Galeão concentram 85% dos voos internacionais, daí a preocupação específica para esse caso.

Dúvida

Na terça-feira, o governo entregou um arrazoado ao TCU explicando por que adotou a restrição. Mas já admite a mudança. "Explicamos que tínhamos uma visão de que os aeroportos precisavam competir entre si", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "Dissemos ao tribunal que, se ele avaliasse que isso poderia ser restritivo à competição para o leilão, não teríamos problema em abrir essa participação."

Além da Invepar, formada por Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), Funcef (fundo da Caixa), Petros (fundo da Petrobrás) e pela construtora OAS, o fim da restrição abre caminho para que também participe do leilão a sul-africana ACSA, que está em Guarulhos. Em Viracopos, estão a UTC Participações, a Triunfo Participações e a francesa Egis. Em Brasília, estão a Infravix e a argentina Corporación América.

Nos bastidores, o governo tem notícia de ao menos seis grupos interessados em Galeão e Confins. Entre eles, estão a Ferrovial, que administra o aeroporto de Heathrow (Londres), junto com a construtora Queiroz Galvão. Haveria também interesse da ADP (Paris) e Schiphol (Amsterdã), com a Carioca Engenharia e a GP Investimentos. Outro grupo seria formado pela Fraport (Frankfurt) com a EcoRodovias. A operadora Changi (Cingapura), entraria com a Odebrecht. A ADC/HAS (Houston) concorreria em consórcio com as construtoras Fidens e Galvão. E a operadora dos aeroportos de Munique e Zurique iria à disputa com a CCR.

 

 

Brasil não quebra contratos, diz ministro Pimentel

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando, ressaltou a cerca de 350 investidores estrangeiros em Wall Street que o Brasil tem regras estáveis e não quebra contratos. "Não há nenhum exemplo, nem recente, nem mais remoto, de quebra de contrato pelo governo. Pode ter havido alguma má interpretação aqui e ali, como no setor de energia, mas não houve quebra."

Pimentel seguiu o tom da fala de Guido Mantega, que também afirmou que o Brasil oferece segurança ao investidor estrangeiro e nacional interessado no País. Segundo Mantega, a economia brasileira voltou a se recuperar a partir do segundo semestre do ano passado e o investimento em infraestrutura deve puxar a expansão da atividade. "Teremos bom crescimento em 2014 e as concessões devem reforçar o avanço do investimento, que é o item que mais cresce no Brasil", disse Mantega.

Segurança jurídica

Pimentel ressaltou que o Brasil tem um marco de segurança jurídica muito forte e o governo está se esforçando para criar um País mais competitivo, o que implica em reduzir custos e modernizar a legislação. "Não há nenhum indicador que aponta uma reversão da trajetória do Brasil", disse ao finalizar sua apresentação e convidar os investidores estrangeiros a colocarem dinheiro no País. "O Brasil é grande e cabe capital nacional e estrangeiro."

Na sessão de perguntas de investidores, Pimentel foi justamente questionado por um deles sobre quebra de contratos no setor elétrico no Brasil. O ministro voltou a frisar que não há essa prática no País. "Pode haver aqui ou ali alguma correção a ser feita. Temos absoluta consciência que as regras precisam ser transparentes."

A economia

Nas duas apresentações, tanto Mantega quando Pimentel destacaram os fundamentos da economia brasileira. "Temos um dos melhores superávits primários do mundo e temos trabalhado para ter a melhor situação fiscal do mundo", disse Mantega, reconhecendo, porém, que a carga tributária no Brasil é elevada. Mantega ressaltou que a piora das contas fiscais em 2012 se deveu a um corte em tributos, incluindo a desoneração da folha de pagamentos.

Já o ministro Pimentel falou que o governo conseguiu estabilizar o real após duas décadas de hiperinflação e ainda tem instituições sólidas, que funcionam.

O objetivo do evento em Nova York, promovido pelo banco Goldman Sachs, grupo Bandeirantes e jornal Metro, é atrair investidores interessados em investir em infraestrutura no Brasil.



Tombini  vê inflação em 'patamar desconfortável'

A inflação brasileira ainda está em "patamar desconfortável" em doze meses, acima de 6%, e o programa de leilões de "swaps cambiais" (vendas de dólares no mercado futuro) e, também, de dólares no mercado à vista, com compromisso de recompra, previsto inicialmente até o fim deste ano, "estará presente no período de transição entre o mundo atual e o mundo à frente", afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

"Desde 22 de agosto, quando anunciamos o programa de leilões de 'swaps' e de venda de dólares com compromisso de recompra, o real apreciou mais de 10%. O programa tem mostrado resultado positivo. Trouxe tranquilidade aos agentes que sabem que terão acesso a proteção cambial. A estratégia é clara: utilizaremos nosso amplo rol de instrumentos para mitigar volatilidade excessiva e o programa estará presente entre o periodo de transição entre o mundo atual e o mundo à frente", declarou Tombini na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, sinalizando que o programa pode ser mantido em 2014.

Na visão do presidente do Banco Central, o Federal Reserve (BC dos Estados Unidos) apenas optou por postergar a decisão de retirar os estímulos da economia norte-americana, o que causou queda do dólar nesta semana. "Isso não significa que o procfesso de transição parou ou retrocedeu. As condições finaneiras reagiram, mas continuam em patamar diferente do observado no início de 2013. O mercado interpreta apenas como uma postergarção e aguarda início do relaxamento em um futuro próximo", afirmou ele.

Inflação
Tombini, do Banco Central, admitiu também que a inflação, que somou 6,09% em doze meses até agosto deste ano, ainda se encontra em "patamares desconfortáveis", mas acrescentou que, em sua percepção, já está em "declínio".

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Atualmente, os juros básicos da economia estão em 9% ao ano, após quatro altas consecutivas por parte do Banco Central. A expectativa do mercado financeiro é de duas novas elevações ainda em 2013. Para os economistas, os juros deverão terminar este ano em 9,75% ao ano.

"A desvalorização e volatilidade do câmbio ensejam natural correção dos preços relativos da economia. No médio e longo prazo, isso beneficiará economia brasileira. No curto prazo, é fonte de pressão inflacionária e a política monetária [alta dos juros] limitará repasse [do dólar alto para a inflação]. O combate a inflação contriuirá para fortalecer confiança dos empresários na economia, importante para o crescimento da economia", declarou Tombini na CAE.

Crescimento da economia
Ainda segundo Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, as condições de oferta e de demanda não apoiam uma visão pessimista para a economia brasileira "neste momento e para os próximos anos".

"A percepção dos agentes ainda está mais pessimista do que a realidade", declarou ele, citando o crescimento do PIB de 1,5% no segundo trimestre deste ano, o que, em termos anualizandos, signifca uma taxa de expansão superior a 6%.

"A indústria apresenta retomada gradual. As condições de competitividade estão melhores com redução do preço da energia e desoneração da folha de pagamentos, além do câmbio em patamar mais favorável [para as exportações]. O crescimento econômico brasileiro tem se materializado de forma gradual", completou.

 

Receita Federal teve arrecadação de R$ 83 bilhões em agosto

A arrecadação de impostos e contribuições federais cobrados pela Receita Federal apresentou um aceleração em agosto, atingindo R$ 83,9 bilhões em agosto, o melhor resultado para o mês na história. O resultado mostrou uma alta real (com correção da inflação pelo IPCA) de 2,68% em relação a agosto de 2012. 

O secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Nunes, avaliou que a alta da arrecadação em agosto reflete o aumento da lucratividade das empresas, o que elevou as receitas com o IRPJ e CSLL. Segundo ele, os dados mostram um aumento forte da arrecadação desses tributos pela sistemática de estimativa mensal.

O secretário destacou que está mantida a previsão de alta da arrecadação de 3% em 2013. Segundo ele, essa previsão está baseada na evolução da lucratividade das empresas e das estimativas até o final do ano. Essa previsão não leva em conta a arrecadação com eventuais pagamentos de parcelamentos de dívidas aprovados pelo Congresso Nacional.

Em julho a arrecadação foi de R$ 94,2 bilhões com alta de 0,89% em comparação ao mesmo mês do ano passado. No entanto, em relação julho deste ano, a arrecadação de agosto apresentou uma queda real de 11,18%.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, a arrecadação das chamadas receitas administradas pela Receita Federal somou R$ 82 bilhões. As demais receitas (taxas e contribuições recolhidas por outros órgãos) foram de R$ 1,9 bilhão.

No acumulado do ano até agosto, a arrecadação soma R$ 722,2 bilhões, com ligeira alta real de 0,79% sobre o mesmo período do ano passado.

Desonerações

A Receita Federal estimou uma perda de arrecadação de R$ 7 bilhões em agosto com desonerações tributárias, número 48,62% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado, quando as desonerações somaram R$ 4,7 bilhões.

No ano, a Receita calculou um volume de desonerações, até agosto, de R$ 51 bilhões ante R$ 29,7 bilhões no mesmo período do ano passado, uma alta de 71,81%.

Receitas administradas

A arrecadação das chamadas receitas administradas pela Receita Federal registrou um aumento real de 2,44% em agosto em relação a igual mês do ano passado e chegou a R$ 82 bilhões. De acordo com o órgão, entre as principais causas dessa variação estão tributos que demonstram a recuperação dos rendimentos das empresas, que foram os crescimentos de 13,35% do Imposto de Renda sobre Pessoas Jurídicas (IRPJ) - que somou R$ 6,8 bilhões - e de 9,05% na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - que totalizou R$ 3,7 bilhões.

Além disso, houve uma expansão de 10,33% da arrecadação do Imposto de Importação nessa comparação, totalizando R$ 3,4 bilhões. Também aumentaram em 6,56% as receitas com o IR de Rendimentos do Capital, que chegaram a R$ 2 bilhões. O IPI de automóveis cresceu 64,99% e somou R$ 253 milhões.

Por outro lado, a arrecadação com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) caiu 8,67% e fechou agosto de 2013 em R$ 2,2 bilhões. Também caíram ligeiramente as receitas com PIS (-0,25%) e Cofins (-1,27%), fechando o mês, respectivamente, em R$ 4,1 bilhões e R$ 15,9 bilhões.

Entre janeiro e agosto deste ano, o crescimento de 1,15% das Receitas Administradas pela Receita Federal na comparação com os oito primeiros meses do ano passado se deveu principalmente à expansão de 4,09% da arrecadação de PIS/Cofins, que representou 78,43% da variação de receitas nessa comparação. Em seguida, as receitas previdenciárias aumentaram 2,61% e representaram 66,75% nessa diferença do acumulado do ano.

A arrecadação com IRPJ e CSLL foi a terceira que mais contribuiu para o crescimento entre janeiro e agosto, com alta de 3,63% em relação ao mesmo período de 2012 e um peso de 56,70% no total. Já o IR sobre rendimentos de residentes no exterior, com expansão de 9,29% no período, também representou 10,95% do aumento do conjunto das receitas administradas.

Por outro lado, a queda de 99,74% na arrecadação da Cide Combustíveis no período teve o maior peso negativo, de 36,88%, seguida das reduções na receitas de IOF (-12,80% na comparação anual) e IR sobre rendimentos do capital (-10,33%), IR sobre rendimentos do trabalho (-1,77%) e IPI (-3,11%).

 

Inflação em 2013 depende do aumento da gasolina

Chegar até o fim do ano com a inflação acima ou abaixo do teto da meta do governo, de 6%, depende da decisão sobre o reajuste dos combustíveis, afirma o economista e decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha. "Se não houver reajuste de combustíveis, ou se ele for muito baixo, em torno de 5%, (a inflação) certamente fecha o ano abaixo de 6%". A outra hipótese é se o governo optar por um reajuste um pouco maior, "para de fato poder compensar a perda com o câmbio".

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 20, que o IPCA-15 ficou em 0,27% em setembro, ante 0,16% em agosto, acumulando altas de 3,97% no ano e de 5,93% em 12 meses.

Para Cunha, o momento significa uma oportunidade para o governo de se preparar para o ano que vem, quando dificilmente será possível repetir a baixa variação nos preços administrados. "A inflação está relativamente baixa, e fechar o ano em torno de 6% já não faz muita diferença."

O economista ainda destaca que o IPCA-15 deste mês ainda carrega poucos efeitos da desvalorização do real. "A característica deste IPCA é a muito pouca pressão por parte do câmbio". Ele destaca os derivados de trigo como as principais altas motivadas pelo avanço do dólar.

O setor de serviços deve ter melhoras nos resultados, arrefecendo as altas registradas até agora. A alimentação, apesar de ter devolvido parte das altas do início do ano, ainda deve fechar 2013 com preços elevados. Além disso, a melhora de renda e o aumento do consumo em países como China e Brasil deve seguir pressionando, ainda que de forma menos intensa.

No índice cheio, o IPCA de setembro deve ficar entre 0,30% e 0,35% na projeção de Cunha. Isso se não houver aumento de combustíveis - o que ele duvida que vá ocorrer ainda este mês. "Para setembro, o número já está praticamente dado". A taxa 12 meses deve continuar nesse patamar nos próximos meses e ao longo de 2014, destaca o economista.

 

 

 

Não há prejuízo à exportação dólar a R$ 2,18

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou, que a cotação do dólar a R$ 2,18 ou R$ 2,20 não prejudica a exportação brasileira. "A pauta de exportação brasileira está bem estruturada", disse. Ele afirmou, ainda, não saber para onde vai o dólar. "O câmbio é flutuante, vamos esperar flutuar mais um pouquinho."

Pimentel disse que o Brasil é um dos países mais atraentes para o capital estrangeiro hoje e continuará sendo, após ser questionado sobre a situação dos investimentos no País após a decisão inesperada do Federal Reserve de manter o ritmo dos estímulos à economia dos Estados Unidos.

O ministro disse que a volatilidade dos mercados é geral, ocorre no mundo inteiro. "Ela não altera as características de cada país. O Brasil é um país atraente, pelos recursos naturais, pela oferta de mão de obra", disse. Perguntado sobre o comentário do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o dólar num patamar de R$ 2,40 a R$ 2,45 é um exagero, respondeu: "É a opinião do ministro, a gente tem de respeitar".

 

Consórcio Planalto vence concessão da BR-050

O consórcio Planalto venceu a disputa pela rodovia federal 0-50, que corta os Estados de Goiás e Minas Gerais, ao oferecer um deságio de 42,38% sobre a tarifa básica de R$ 0,07870 por quilômetro. A tarifa oferecida foi de  R$ 0,04534 por quilômetro.

O consórcio vencedor é formado pelas companhias Senpar, Construtora Estrutural, Construtora Kamilos, Engenharia e Comércio Bandeirantes, Greca Distribuidora de Asfaltos, Maqterra Transportes e Terraplenagem, TCL Tecnologia e Construções, Ellenco Construções e Vale do Rio Novo Engenharia e Construções. Ele disputou o leilão com outros sete interessados.

Os envelopes com as propostas econômicas foram abertos na sede da BM&FBovespa, na capital paulista.

O trecho licitado tem 436 quilômetros, desde o entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO), até a divisa de Minas Gerais e São Paulo, no município de Delta. As obras de duplicação precisam estar prontas no prazo de cinco anos, com permissão para a concessionária cobrar tarifa só após a conclusão de, ao menos, 10%. A concessão tem prazo de 30 anos.

Novo operador

O representante do Consórcio do Planalto Carlos Eduardo Prado abriu a possibilidade de um operador rodoviário entrar no grupo que saiu há pouco vencedor do leilão da BR-050. "Queremos aplicar o que já fizemos pelas concessionárias. A ideia é usar todos os meios fornecidos pelo governo", disse.

Sobre essa possibilidade, no entanto, ele disse que é algo "difícil", mas não descartou a entrada de uma empresa operadora futuramente. Ele afirmou que o grupo vencedor do leilão é desconhecido apenas na mídia e que as empresas têm experiência suficiente para trabalhar com outras operadoras. "Não é um mundo novo para as empresas. Nós iremos aplicar o que já fizemos pelas concessionárias e a ideia é usar todas os meios fornecidos pelo governo", destacou, em conversa com jornalistas logo após o anúncio do vencedor do leilão. Ele disse, ainda, que existe interesse de participar de outros leilões, mas que o consórcio vai estudar os ativos caso a caso.

A experiência das empresas também foi lembrada pela assessora jurídica e sócia do escritório Siqueira Castro Advogados, Leticia Queiroz de Andrade,. "O grupo é novo, mas todas as empresas são experientes e habilitadas para operar a rodovia", disse. "O grupo estava confiante e fizemos uma proposta para vencer", completou.

Fazem parte do consórcio as empresas Senpar, Construtora Estrutural, Construtora Kamilos, Ellenco Construções, Engenharia e Comércio Bandeirantes, Greca Distribuidora de Asfaltos, Maqterra Transportes e Terraplenagem, TCL Tecnologia e Vale do Rio Novo Engenharia e Construções.

 

Crédito cresce 500% em 10 anos e atinge R$ 2,5 trilhões

Em dez anos, o volume de crédito elevou sua participação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) de 24,7% em 2003 para 55,2% em 2013, segundo estudo divulgado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças. Administração e Contabilidade (Anefac).

O volume total de crédito do sistema financeiro, considerando recursos livres e direcionados, atingiu em junho deste ano R$ 2,531 trilhões, valor 563% maior que os R$ 381,367 bilhões de junho de 2003. Neste período, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 70,57%.

Segundo o trabalho, a análise de dez anos das condições de crédito no País, edição 2013, demonstra que "efetivamente as condições de crédito apresentaram substancial melhora com forte expansão do volume emprestado, redução das taxas de juros, redução de spreads bancários, aumento dos prazos médios de financiamento e redução da inadimplência mesmo com todo este crescimento no crédito".

"Com referência ao volume de crédito, tivemos entre 2003 e 2013 uma forte expansão de mais de 500%", disse o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira. No entanto, segundo o executivo, as taxas de juros e spreads bancários ainda se encontram em níveis muito elevados.

As operações de crédito no segmento de recursos livres atingiram R$ 1,445 trilhão em junho de 2013 contra R$ 214,732 bilhões em junho de 2003, com um crescimento de 573%. O crédito para pessoa jurídica avançou 452% no período, saindo de um volume de R$ 132,209 bilhões para R$ 730,332 bilhões no período. Para pessoa física, o volume atingido em junho deste ano chegou a R$ 715,264 bilhões, mostrando um crescimento de 766,7% sobre os R$ 82,523 bilhões em junho de 2003.

Taxas de juros. As taxas de juros das operações de crédito com recursos livres estavam em junho de 2013 em 26,5% ao ano contra 56,7% ao ano em junho de 2003, mostrando uma redução de 30,2 pontos porcentuais. Na pessoa jurídica, as taxas de juros atingiram, em média, 19,3% ao ano em junho último contra 38,6% ao não em junho de 2003, numa redução de 19,3 pontos porcentuais no período.

Spread Bancário. Com relação ao spread bancário, o estudo da Anefac constatou que a taxa para os créditos pessoa física e jurídica, que em junho de 2003 estava em 33,2% ao ano, em junho deste ano estava em 16,7%, com queda de 16,5 pontos porcentuais. Para pessoa jurídica caiu a 10,1% em junho deste ano ante 14,7% em junho de 2003 e para pessoa física, caiu de 58,5% ao ano em junho de 2003 para 24,5% ao ano em junho de 2013.

Prazos. Em geral, o prazo dos financiamentos apresentou em junho deste ano 38,4 meses, em média, ante 7,3 meses em junho de 2003, com uma elevação de 31,1 meses correspondente a uma elevação de 426% no período.

Na pessoa jurídica, o prazo médio atingiu 30,1 meses em junho deste ano contra 5,7 meses em junho de 2003, numa elevação de 24,4 meses, correspondente a 428% em dez anos. Para os financiamentos à pessoa física, o prazo médio atingiu 47,9 meses em junho deste ano contra 9,8 meses em junho de 2003, numa elevação de 38,1 meses correspondentes a uma elevação de 388,8%.

Inadimplência. De acordo com o estudo da Anefac, a inadimplência geral, considerando os atrasos acima de 90 dias, atingiu em junho deste ano 5,2% contra 8,8% em junho de 2003, numa redução de 3,6 pontos porcentuais no período. Para pessoa jurídica, a inadimplência total (perda) atingiu 3,5% do total da carteira em junho deste ano ante 4,7% no mesmo mês de 2003, uma redução de 1,2 ponto porcentual.

Para pessoa física, a inadimplência total (perda) atingiu 7,2% do total da carteira em junho deste ano contra 15,5% em junho de 2003, numa redução de 8,3 pontos porcentuais no período de dez anos.

 

 

Preço da gasolina será reajustado até 21 de outubro

O governo federal deve conceder um novo reajuste no preço da gasolina até o dia 21 de outubro. A data é estratégica para o Palácio do Planalto porque o primeiro leilão do campo de petróleo e gás natural oriundo da camada de pré-sal em Libra (SP) será realizado pelo governo neste dia. O desejo de parte relevante da equipe econômica é de que o preço da gasolina seja elevado em cerca de 8% nas refinarias até a realização do leilão. Como o leilão será feito sob o regime de partilha, a Petrobrás será a operadora com 30% de participação mínima em todos os blocos que forem adquiridos por companhias privadas.

Diante das dificuldades de caixa e do ambicioso programa de investimentos que a empresa precisa tocar nos próximos anos, o reajuste da gasolina seria um "sinal importante" ao mercado. O argumento tem sensibilizado o Planalto, mas ainda não há definição quanto ao momento exato do reajuste.

Com o aumento do preço, a situação financeira da Petrobrás deve melhorar imediatamente, uma vez que ela poderá repassar para o mercado interno o combustível adquirido do exterior a um preço maior do que vem fazendo desde janeiro. O preço da gasolina é fixo e controlado pelo governo federal.

O reajuste já foi solicitado formalmente pela Petrobrás ao governo e serviria para reduzir a diferença entre o custo do combustível comprado pela estatal no exterior e aquele vendido nos postos de gasolina no Brasil.

Custo. O forte aumento do consumo nos últimos três anos tem infligido à estatal um pesado custo financeiro nas operações de comércio exterior, que tem causado impacto inclusive na balança comercial brasileira.

O recente salto na cotação do dólar agravou essa situação - a Petrobrás precisa gastar mais reais para adquirir a mesma quantidade de combustível, cotado em dólar. A estatal perde cerca de R$ 1 bilhão por mês com a operação. A participação da empresa no leilão em Libra deve exigir cerca de R$ 4,1 bilhões (ou US$ 2 bilhões), estimou o departamento econômico do HSBC em relatório recente.

O martelo está batido, em Brasília, em relação à necessidade de um aumento da gasolina. Mas segmentos do governo ainda defendem que o reajuste seja postergado ao menos até o fim do ano, ou mesmo que seja concedido apenas em janeiro de 2014. O principal argumento neste caso é a inflação. A equipe econômica avalia ainda ser possível reduzir o IPCA deste ano a um patamar inferior ao avanço de 5,84% registrado em 2012.

Um reajuste da gasolina da ordem de 8% nas refinarias (e de pouco menos disso nas bombas de combustíveis) representa, nas contas do governo, um aumento de 0,2 ponto porcentual no IPCA. Entre os que defendem o reajuste até a licitação do campo de Libra, a visão é de que a inflação deste ano "já está dada". Assim, uma alta de 6,1% ou um pouco mais no IPCA deste ano não seria problemática, uma vez que evitaria o reajuste de preços ao consumidor no ano eleitoral de 2014.

Os técnicos do governo convergem para o fato de que o encarecimento da gasolina também servirá como estímulo indireto ao setor sucroalcooleiro. Mais barato nas bombas, o etanol pode compensar o aumento de preços aos consumidores.

Além disso, a composição da gasolina no Brasil tem 25% de etanol na mistura, o que diminui o repasse da alta de preços nas refinarias para as bombas nos postos de combustíveis.

 

Estácio faz a maior aquisição de sua história

A Estácio, segunda maior empresa de educação do País, fechou ontem a maior aquisição de sua história e anunciou sua chegada definitiva ao mercado paulista. A companhia comprou por R$ 615 milhões a Uniseb, sediada em Ribeirão Preto e com 164 polos de ensino à distância espalhados pelo Estado, boa parte deles na capital. "É, com certeza, nosso investimento mais importante", disse o presidente da Estácio, Rogério Melzi. "De uma vez só, atingimos vários objetivos."

Com faturamento de R$ 107,8 milhões no ano passado, a Uniseb pertence ao empresário Chaim Zaher, fundador da marca de ensino COC, que foi vendida em 2010 para a Pearson, uma das maiores companhias de educação do mundo, dona do Financial Times e da revista The Economist.

O negócio anunciado ontem é uma clara reação da empresa carioca à megafusão divulgada em abril deste ano que criou a maior empresa de educação do mundo com a união de Kroton e Anhanguera.

As conversas com o dono da Uniseb começaram cerca de 20 dias depois do anúncio que surpreendeu o mercado e, especialmente, os executivos da Estácio. Segundo fontes do setor de educação, a companhia estava em negociações avançadas com a Anhanguera para unir as operações das duas empresas, quando ela fechou com a Kroton.

"A expectativa era mesmo de que, depois da megafusão, a Estácio anunciasse um negócio de peso para fazer frente ao movimento das concorrentes", disse Carlos Monteiro, da CM Consultoria, especializada em educação. "Se ela não tomasse essa iniciativa agora, deixaria de ser compradora para se tornar um alvo."

Controlada pela GP Investimentos desde 2008, a Estácio sempre optou por comprar universidades menores, privilegiando a expansão geográfica. Desde 2010, quando a GP decidiu retomar as aquisições, a empresa comprou 11 instituições em 8 cidades. A mais cara de todas foi a Facitec, do Distrito Federal, comprada em abril deste ano por R$ 29 milhões.

Além de ter sido a aquisição mais relevante da história da Estácio, a compra da Uniseb também é uma das mais inflacionados do setor se considerado o preço pago por aluno. Em agosto deste ano, a Laureate pagou R$ 14,7 mil por estudante da paulistana FMU, que foi considerado o preço mais alto pago nas transações até então. Para ficar com a Uniseb, a Estácio desembolsou R$ 16,2 mil por aluno.

O diretor financeiro da companhia, Virgilio Gibbon, justifica que esse indicador não dá a dimensão do negócio fechado ontem. A aquisição da Uniseb, segundo ele, é estratégica para a empresa por vários motivos. Além de marcar a entrada da Estácio no mercado paulista, reforça a presença do grupo no ensino à distância (EAD). Hoje, a Estácio tem seis unidades em São Paulo e apenas um polo de ensino à distância na cidade de Ourinhos. A Uniseb tem 57 polos de EAD no Estado, com 33,4 mil alunos. "O potencial de crescimento é gigantesco", diz o executivo. "A Estácio mantém uma média de 1,2 mil estudante por polo de ensino à distância, enquanto a Uniseb tem cerca de 300 alunos."

Tecnologia. A explicação para essa disparidade está na tecnologia usada pelas duas empresas. A Estácio trabalha com ensino totalmente online, o que significa que os alunos precisam comparecer presencialmente na unidade apenas duas vezes no semestre para fazer avaliações. A Uniseb, por sua vez, oferece cursos telepresenciais: o professor dá aula em um estúdio e os alunos acompanham de uma sala ou auditório.

Com a aquisição, a Estácio adicionará ao seu portfólio 164 novos polos de ensino à distância aos 52 que ela administra hoje. A base de alunos de EAD da companhia passará de 58,8 mil para 92,2 mil nesta modalidade. O número, no entanto, não chega perto da líder Kroton, que, sozinha, tem 352 mil estudantes somente no ensino à distância.

Além dos polos, o negócio engloba o câmpus da Uniseb em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, mas não inclui outras três unidades em Maceió, São Paulo e Brasília.

Ontem, depois de assinar o contrato no escritório dos advogados em São Paulo, Melzi e Zaher voaram no jatinho do dono da Uniseb para Ribeirão Preto e ficaram até o início da noite dando a notícia para funcionários, professores e alunos, na sede do grupo. A integração começa assim que as empresas tiverem o aval dos órgãos reguladores.

 

 

Comércio em julho mostra recuperação do consumo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o resultado de julho nas vendas do varejo, com alta de 1,9% o melhor resultado desde de janeiro 2012, comprova que há uma recuperação do consumo no país.

"Mostra que a queda da inflação já está possibilitando que o consumidor tenha mais poder aquisitivo. O crédito também está melhorando um pouquinho e isso se reflete nessas vendas a varejo que foram muito boas", acrescentou o ministro Mantega.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em doze meses até julho, as vendas cresceram 5,4% e a receita, 12,2%.

Atividades
De todas as atividades pesquisas pelo IBGE, oito viram suas vendas aumentarem, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (5,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%) e móveis e eletrodomésticos (2,6%). Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que têm peso siginificativo sobre o índice, avançou menos que os outros: 1,8%).

Na outra ponta, tiveram resultados negativos os ramos de combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e veículos e motos, partes e peças (-3,5%).

Estados
Das 27 unidades da federação, somente o Acre teve resultado negativo, com queda de 1,7% no volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Registraram altas as vendas no Mato Grosso do Sul (15,7%), na Paraíba (13,8%), no Rio Grande do Norte (10,9%), em Rondônia (10,9%) e em Pernambuco (10,7%).

Em relação a junho, o volume de vendas foi positivo em 21 unidades da federação, sendo destaques as taxas do Mato Grosso do Sul (6,0%), São Paulo (3,2%), Rio de Janeiro (2,6%), Rio Grande do Sul (2,6%) e Santa Catarina (2,5%). As maiores quedas foram registradas em Roraima (-1,4%), Mato Grosso (-1,4%) e Tocantins (-0,9%).

 

Alta do dólar eleva preço de computador

O mercado de computadores no Brasil apresentou uma queda de 10% em termos de volume de vendas no segundo trimestre, somando 3,6 milhões de máquinas comercializadas, segundo dados divulgados pela consultoria IDC. A pesquisa apontou, porém, que a alta média de 12% nos preços dos computadores levou o setor a crescer no período 1,2% em termos de faturamento, que atingiu R$ 5,7 bilhões.

O reajuste dos preços, a partir de maio, foi puxado em parte pela valorização do dólar, de acordo com o analista da IDC, Pedro Hagge. Dessa forma, o preço médio dos PCs subiu em um ano de R$ 1.412,00 para R$ 1.580,00. "Isso explica a queda no número de unidades vendidas e ao mesmo tempo o aumento na receita", afirmou.

Outro fator para a queda das vendas em termos de unidades é a transição de equipamentos. Hoje, os consumidores estão preferindo máquinas com design mais fino, telas sensíveis ao toque e modelos conversíveis, com tela que pode ser separada e usada como tablet, destacou o levantamento da IDC.

A pesquisa concluiu que o reajuste dos preços impactou, sobretudo, o mercado corporativo, que, sozinho, apresentou queda de 15% das vendas no segundo trimestre. Já o segmento de consumo teve recuo de 7%. "As empresas tendem a esperar que o dólar seja mais favorável para tomar suas decisões de compra", afirmou Hagge.

Ano. Diante do atual cenário, a consultoria passou a projetar uma queda de 9% das vendas de PCs para este ano, ante expectativa anterior de 8%. "No Brasil, o mercado de PCs já tem uma base instalada muito grande, e assim sua taxa de crescimento está estabilizada. Não se deve esperar mais taxas tão grandes de expansão como se via no passado", disse.

Além disso, a competição com tablets e smartphones vem contribuindo para a queda das vendas de PCs. Muitos destes dispositivos contam com preços inferiores aos dos computadores, mas têm funcionalidades semelhantes.

 

Encalhe força promoções de até 60% no comércio

O zigue-zague no ritmo da atividade econômica ao longo deste ano provocou um descompasso entre o consumo e a produção industrial. Esse descasamento fez com que a indústria começasse o segundo semestre estocada, o que coloca em dúvida o crescimento do setor no curto prazo.

Pesquisas realizadas com indústria e comércio indicam o aumento do encalhe de produtos. Isoladamente, porém, nenhuma empresa admite o mico dos estoques. Esse acúmulo de produtos indesejados, no entanto, fica claro quando se observa as promoções inusitadas anunciadas nas últimas semanas no varejo sob mote de "mês de aniversário". Os descontos vão até 60% e há empresas que fazem ofertas casadas com companhias aéreas. Outras sorteiam entre os clientes 10 anos de compras grátis no supermercado. Há construtoras até que dão vale-compra de mobiliário se o comprador adquirir um imóvel.

O tamanho do descompasso entre a produção e as vendas levou os estoques da indústria para o maior nível em quase dois anos. Em agosto, a sondagem industrial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que 9,4% das indústrias acumulavam estoques excessivos no mês passado, o maior nível desde dezembro de 2011 (10,2%). O encalhe está concentrado nos bens duráveis, especialmente em eletrônicos, eletrodomésticos, imóveis e automóveis - os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontaram uma alta no estoque do setor de 35 dias em julho para 36 dias em agosto.

"Houve uma desaceleração mais forte da indústria em julho, e em agosto o cenário econômico não sinalizou uma retomada para as empresas", afirma Aloisio Campelo, superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do IBRE/FGV.

O último dado da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também revelou um erro nas projeções de venda. Em julho, o estoque efetivo em relação ao planejado estava em 51,7 pontos - acima de 50 pontos indica acúmulo de produtos. O problema é que esse quadro é mais grave nas grandes empresas, responsáveis por ditar o ritmo da economia. Desde abril, está próximo dos 54 pontos. "As grandes empresas passaram 2012 com estoque elevado e conseguiram ajustá-lo em novembro. Mas, a partir de abril, houve um movimento das companhias apostando num aumento de vendas que não ocorreu", afirma Renato da Fonseca, gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI.

Varejo. O comércio tem tido um desempenho abaixo do esperado. E, se as recentes promoções para desovar o estoque não forem bem-sucedidas, há risco de que o volume de novos pedidos para a indústria seja limitado. Segundo a pesquisa da Serasa Experian de Atividade do Comércio, o movimento dos consumidores nas lojas em agosto cresceu 0,2% sobre julho, descontadas as influências sazonais. Foi o segundo mês seguido que houve crescimento fraco. Em julho, a alta também havia sido de 0,2% ante junho.

"Como o movimento do varejo em agosto não foi lá essas coisas, vai demorar um pouco para desovar estoque e isso pode deprimir a produção industrial dos próximos meses", diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. Ele destaca que, pela primeira vez em três meses, houve queda de cerca de 5% nas vendas do varejo em agosto em relação ao mesmo mês de 2012 de segmentos importantes e dependentes de crédito: móveis, eletroeletrônicos e informática; e veículos, motos e peças.

O estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), com base na Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, revela que o setor passa por um momento de ajuste. Os estoques indesejados crescem desde o segundo semestre de 2012.

"Ao longo do primeiro semestre de 2013, o estoque involuntário do comércio cresceu menos do que o fim do ano passado não porque o empresário tenha vendido mais, mas porque encomendou menos à indústria", afirma Fabio Bentes, economistai sênior da CNC.

 

Receita abre consulta ao 4º lote de restituições

A Receita Federal abriu a consulta ao quarto lote de restituições do Imposto de Renda 2013 (ano-calendário 2012). Também poderão ser consultados os lotes residuais referentes a 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008. As restituições estarão disponíveis nas contas bancárias no dia 16 de setembro.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita, ou ligar para o Receitafone (146). Também é possível realizar a consulta por meio de aplicativos para tablets e smarthphones, com sistemas operacionais Android e iOS (Apple).

Segundo a Receita, serão pagos R$ 1,4 bilhão para 1.351.333 contribuintes. Para o exercício de 2013, serão creditadas restituições para 1.321.834 pessoas, totalizando R$ 1,3 bilhão, já acrescidos da taxa Selic de 3,64% (referente ao período entre maio e setembro de 2013).

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deverá procurar qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a central de atendimento (4004-0001 ou 0800-729-0001) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança.

O prazo de entrega do IR 2013 terminou em abril, mas isso não impede que o contribuinte corrija erros ou insira informações na declaração já enviada, caso julgue necessário. A alteração pode ser feita a qualquer momento, em até cinco anos, desde que o documento não esteja sob fiscalização.

 

Captação da poupança renova recordes

A caderneta de poupança registrou captação líquida recorde de R$ 4,646 bilhões em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) . Os depósitos no mês passado somaram R$ 122,207 bilhões e os saques foram de R$ 117,561 bilhões.

Em julho deste ano, a captação foi positiva em R$ 9,331 bilhões. Em agosto do ano passado, em R$ 3,497 bilhões. O recorde anterior para meses de agosto foi em 2002 (R$ 3,962 bilhões), de acordo com a série histórica iniciada em 1995.

No acumulado do ano até agosto, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 42,251 bilhões. O BC também informou que a cifra é recorde. De janeiro a agosto de 2012, a captação estava positiva em R$ 27,234 bilhões.

Neste ano, até o mês passado, os depósitos somaram R$ 924,230 bilhões e os saques, R$ 881,978 bilhões. Com os dados de agosto, o saldo da poupança em 2013, considerando os rendimentos, está em R$ 557,480 bilhões.

A exemplo de junho e julho, uma grande fatia da entrada líquida de poupança ocorreu no último dia útil de agosto. Somente no dia 30, os depósitos superaram os saques em R$ 3,131 bilhões. Em junho, o saldo chegou a representar um terço do total. Em julho, a participação foi um pouco menor, de 28,8%. Em agosto, representou 67% do resultado do mês, colaborando para a cifra recorde no período.

Rendimento

A poupança segue como importante investimento, apesar das mudanças nas regras de remuneração da aplicação, que diminuíram o rendimento dos depósitos feitos entre maio do ano passado e agosto deste ano. Pela nova forma, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor a 8,5% ao ano, a rentabilidade passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR).

Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Quando a taxa básica sobe a partir de 8,75% anuais passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

 

Continuidade da alta do juro é ‘apropriada’

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central considerou que novas altas do juros, em continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias, são apropriadas. A avaliação consta da ata do Copom, divulgada , e que detalha a decisão do colegiado de aumentar a taxa Selic de 8,50% para 9,00% ao ano.

No documento, o Copom ponderou que a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos doze meses contribui para que a inflação mostre resistência. "Nesse contexto, inserem-se também os mecanismos formais e informais de indexação e a piora na percepção dos agentes econômicos sobre a própria dinâmica da inflação."

A ata continua explicando que, tendo em vista os danos que a persistência desse processo de deterioração das expectativas causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, é necessário que esse movimento seja revertido "com a devida tempestividade". Este tema já havia sido mencionado no documento da decisão anterior como uma importante variável para a decisão do Copom.

A autoridade afirmou contudo que o aumento da taxa básica de juros contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.

Dólar

A ata do Copom registrou que o colegiado aumentou a cotação do dólar considerado para a tomada de decisão. De acordo com o documento, no cenário de referência, foi utilizada uma taxa de R$ 2,40 ante cotação de R$ 2,25 usada na reunião do Copom de julho.

Na quarta-feira da semana passada, dia da decisão do colegiado, o dólar valia R$ 2,3460. Nas vésperas, porém, o dólar quase chegou em R$ 2,45. O cenário de referência utilizou também uma taxa Selic maior em agosto, de 8,50% ao ano, do que a usada na decisão anterior, de 8,00% ao ano.

 

 

Real desvalorizado já afeta confiança de empresários

O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou queda de 4,2% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2012. Foi a maior queda em 12 meses. Em relação a julho de 2013, entretanto, o índice subiu 0,8%, na série sem ajuste sazonal.

A desvalorização do real já influenciou a piora na confiança do empresário do comércio em agosto, de acordo com a CNC. Houve queda de 11,6% na percepção das Condições Atuais da economia. Houve recuo também nas expectativas dos empresários quanto à economia, de 2,5%.

Para o setor, o primeiro semestre representou uma forte desaceleração no volume de vendas. No acumulado do ano, a retração da confiança na economia chega a 29%. "Os impactos decorrentes da desvalorização do real contribuíram significativamente para a deterioração da percepção das condições correntes nos três quesitos avaliados", informa o relatório da CNC.

A pesquisa também registrou uma expectativa de menor crescimento da economia para 2013. Entre os indicadores que compõem o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (Ieec), a expectativa com a economia apresentou queda de 5,4%, a maior no ano.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) recuou 0,2%. Entretanto, o indicador aponta para uma alta nas contratações, de 2,2% na intenção de contratação em agosto. Foi o único indicador positivo de toda a pesquisa, embora também registre uma desaceleração. No acumulado do primeiro semestre, a intenção de contratação era de 4,6%.

Houve queda nos estoques (-0,3%) e nos investimentos (-2,9%). Segundo o economista Fábio Bentes, a redução "leva os estoques a se aproximarem de um patamar adequado, pois a queda vem perdendo força mês a mês." O economista também comentou os resultados da pesquisa. "É um resultado muito ruim, o terceiro patamar mais baixo da série histórica na confiança do empresário", avaliou.

Segundo Bentes, a pesquisa foi feita antes da divulgação do PIB, na última sexta-feira, 30. "Ainda assim, mesmo com a melhora no segundo trimestre, há uma perspectiva de crescimento menor do que o imaginado em 2012. É muito decepcionante o desempenho da economia."

 

 

Produção industrial brasileira volta a cair em julho

 

A produção da indústria brasileira voltou a cair em julho, registrando recuo de 2% - quase eliminando a alta de 2,1% (dado revisado) verificada em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho de 2012, o setor cresceu 2,0%. No índice acumulado de janeiro a julho, a indústria também subiu 2% - em 12 meses, o avanço foi de 0,6%.

De acordo com o IBGE, a queda foi vista em 15 dos 27 ramos analisados. Entre os setores, as principais influências negativas partiram de veículos automotores (-5,4%) e farmacêutico (-10,7%) - ambos eliminando os avanços do mês anterior.

Também mostraram resultados negativos as indústrias de borracha e plástico (-4,5%), celulose, papel e produtos de papel (-3,6%), alimentos (-1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-9,4%), máquinas e equipamentos (-1,6%), outros equipamentos de transporte (-3,3%), metalurgia básica (-1,8%) e outros produtos químicos (-1,5%).

Na contramão, entre as 11 atividades que ampliaram a produção, os destaques ficaram com refino de petróleo e produção de álcool (3,3%), bebidas (2,3%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,5%) e produtos de metal (2,0%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, caiu 7,2% e bens de capital recuou 3,3%. Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis recuaram 1,5% e de bens intermediários, 0,7%.

Na comparação com julho de 2012, 18 das 27 atividades mostraram altas na produção, com destaque para refino de petróleo e produção de álcool (10,2%), veículos automotores (4,3%),  máquinas e equipamentos (5,6%) e outros equipamentos de transporte (12,8%).

Entre as oito atividades que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-9,9%), farmacêutica (-8,4%) e indústrias extrativas (-2,5%), pressionados, em grande parte, pelos itens livros e jornais; medicamentos; e óleos brutos de petróleo e minérios de alumínio, respectivamente.

No índice acumulado nos sete primeiros meses de 2013, frente a igual período do ano anterior, o setor cresceu 2,0%, com taxas positivas nas quatro categorias de uso, 14 dos 27 ramos, 43 dos 76 subsetores e 50,6% dos 755 produtos investigados.

"Entre as atividades, a de veículos automotores, que avançou 13,2%, permaneceu exercendo a maior influência positiva na formação da média da indústria", disse o IBGE.

 

Brasileiros perdem poder de compra com dólar  aquecido

A alta do dólar em relação ao real nos últimos meses tornou o brasileiro 'mais pobre'. Apesar de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgado, ter ficado acima das expectativas, com alta de 1,5% sobre o trimestre anterior, o fato é que, em dólar, o brasileiro já perde poder de compra.

O PIB per capita, que mostra a divisão da criação de riqueza do país pelo número de habitantes, vem encolhendo. Depois de atingir o pico de US$ 12.690 em 2011, caiu para US$ 11.460 no ano passado. O repique do PIB no segundo trimestre fez esse ganho voltar para a casa de US$ 12 mil; mas, para o encerramento deste ano, a perspectiva de baixa permanece.  

Segundo cálculo da analista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria Integrada, ao final de 2013, a cota de riqueza de cada brasileiro será de US$ 10.920, quase 5% abaixo do valor ao final do ano passado - considerando-se um crescimento de 2,1% do PIB e uma taxa de câmbio de R$ 2,40. Será a primeira vez, desde 2009, que o resultado ficará abaixo de US$ 11 mil. Naquele ano, o PIB per capita foi de US$ 8.470.

A queda na riqueza individual não é um mero efeito contábil. Na vida real, a cotação do dólar baliza - direta e indiretamente - o preço de uma série de produtos. Os importados exprimem a variação de maneira instantânea. Se há alta, como agora, o preço sobe na hora.

Um iPad básico, na loja em Nova York, custa US$ 499 desde o lançamento pela Apple, em 2010. O turista brasileiro pagou o equivalente a R$ 989 por ele em abril deste ano, quando o dólar estava abaixo de R$ 2,00. Mas vai desembolsar R$ 1.189 se quiser levá-lo hoje.

Insumos. Mas não é preciso sair do País para ver o efeito do câmbio nos preços. Insumos e componentes importados estão embutidos numa incontável lista de produtos produzidos dentro das fronteiras.

O Brasil importa mais da metade do trigo que consome - e trigo vira farinha, a essência do pãozinho. Apesar de as cervejas nacionais terem na composição misturas a base de milho e arroz produzidos no mercado interno, por volta de 40% dos ingredientes de uma loira gelada são importados.

No celular, o aparelho que está na mão de praticamente todos os brasileiros, 70% dos componentes são comprados com moeda estrangeira.

De 2007 para cá, o chamado índice de penetração de importados, que mede a participação de insumos e componentes estrangeiros nas linhas de produção brasileiras, só fez aumentar. Nos produtos feitos a base de petróleo, passou de 11% para 21%. Nos têxteis, de 12% para 22%. Na metalurgia, foi de 13% para 20%.

"O câmbio pega de forma generalizada", comenta o economista Juarez Rizzieri, professor da Universidade de São Paulo. "Assim, não apenas o consumidor fica mais pobre em dólar, mas também o empresário, que paga mais para importar e para investir."

Alimentos. Um simples passeio por uma padaria pode dar a dimensão de como a valorização do dólar tornou-se parte do dia a dia do brasileiro. A Galeria dos Pães, no bairro de Higienópolis, na capital paulista, é um bom exemplo. O estabelecimento é praticamente uma fábrica de guloseimas. Instalado num prédio de 600 metros quadrados, nunca fecha e, para oferecer mais de 200 tipos de pães, bolos e doces aos 5 mil clientes que recebe diariamente, compra quase duas toneladas de farinha por mês.

De acordo com Milton Guedes de Oliveira, sócio-fundador da Galeria dos Pães, os aumentos dolarizados estão vindo de todos os lados. Suas castanhas, frutas cristalizadas, vinhos, salames e queijos mais finos, como brie, são importados e acompanham a variação do câmbio. Curiosamente, o preço do cacau, do açúcar, da castanha de caju e do óleo de soja - 100% brasileiros - também seguem o câmbio, porque são produtos típicos de exportação e têm seus preços formados no exterior.

Nos últimos meses, três dos sete ingredientes básicos utilizados na fabricação do pão francês tiveram alta: a farinha (18%), o açúcar (15% no acumulado, mas chegou a ter alta de 40%) e o fermento (10%). Oliveira nem repassou os aumentos e já sente a retração dos clientes. "Estamos voltando no tempo", diz ele. "Os fornecedores temem fazer encomendas porque não sabem quanto vão pagar pelo pedido e há quem faça o reajuste sem nenhum planejamento."

 

Brasil PIB cresce 1,5% no segundo trimestre

Depois de crescer 0,6% no primeiro trimestre do ano, a economia brasileira reagiu e cresceu 1,5% no segundo trimestre na comparação com o trimestre anterior. A alta representa o maior crescimento nessa base de comparação desde o primeiro trimestre de 2010, quando foi de 2%. Em termos nominais, o PIB do segundo trimestre somou R$ 1,2 trilhão. 

O destaque no segundo trimestre foi o setor agropecuário, que cresceu 3,9%, seguido da indústria, com expansão de 2,0%, e serviços, com 0,8%. 

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi divulgado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o PIB cresceu 3,3%, também com destaque para agropecuária com alta de 13,0%, seguida por indústria (2,8%) e serviços (2,4%). Já no semestre, a economia brasileira registrou crescimento de 2,6%, na comparação com o mesmo período de 2012. Enquanto isso, o crescimento acumulado nos últimos 12 meses até julho foi de 1,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Agro e indústria

A alta no setor agropecuário foi disseminada e causada pela safra recorde brasileira no ano, com destaque para a soja. Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, 55% da produção de soja é concentrada neste trimestre e boa parte da produção que estava retida em armazéns, em função da dificuldade logística, foi exportada neste período.

Segundo o IBGE, o desempenho mais vigoroso da indústria de transformação foi o principal responsável pela alta acima das expectativas do PIB no segundo trimestre. O destaque ficou com segmentos da indústria mais voltados para o investimento, como máquinas e equipamentos, equipamentos médico hospitalares e indústria automobilística. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE lembra que a indústria de transformação responde por 13,5% do cálculo do PIB.

Investimentos

Os investimentos, dados pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), subiram 3,6% no segundo trimestre contra o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2012, a FBCF subiu 9,0% - a maior alta desde o quarto trimestre de 2010 (11,1%), nessa base de comparação. No primeiro semestre deste ano, a FBCF teve alta de 6,0% ante o primeiro semestre do ano passado.

Segundo o instituto, a taxa de investimento (FBCF/PIB) no segundo trimestre de 2013 foi de 18,6%.

A produção interna de bens de capital, tanto caminhões e ônibus quanto máquinas e equipamentos, foi o que puxou a alta da FBCF no segundo trimestre. "Na indústria da transformação, vários destaques estão na indústria de bens de capital", afirmou a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Segundo ela, contribuíram para a alta na produção interna de bens de capital tanto uma situação melhor em relação a taxa de câmbio, que favoreceu a indústria nacional, quanto incentivos do governo, como crédito subsidiado e IPI reduzido.

Consumo

O consumo das famílias, segundo o IBGE, registrou alta de 0,3% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre do ano. Já na comparação com o segundo trimestre de 2012, o consumo das famílias aumentou 2,3% no segundo trimestre de 2013. No primeiro semestre, o consumo das famílias subiu 2,2% ante o primeiro semestre do ano passado.

Segundo o IBGE, que anunciou hoje os dados das Contas Nacionais Trimestrais, o consumo do governo, por sua vez, cresceu 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2013. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o consumo do governo subiu 1,0%.

No primeiro semestre deste ano, o consumo do governo avançou 1,3% ante o primeiro semestre do ano passado.

Exportações

As exportações cresceram 6,9% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano. O câmbio teve um efeito no crescimento das exportações no segundo trimestre, mas foi combinado com o escoamento da soja que havia sido represado por questões logísticas no primeiro trimestre do ano, informou o IBGE.

O IBGE informou ainda que as exportações subiram 6,3% na comparação com o segundo trimestre de 2012. Segundo o instituto, as importações contabilizadas no PIB aumentaram 0,6% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre do ano. Em relação ao segundo trimestre de 2012, as importações subiram 7,9%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

Setores

Quatro setores cresceram acima do PIB neste segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre de 2013. Agropecuária (3,9%), construção civil (3,8%), indústria de transformação (1,7%) e comércio (1,7%) tiveram desempenho acima do 1,5% do PIB geral, segundo o IBGE.

Dentro dos subsetores da indústria, além do destaque da construção civil, a indústria de transformação apresentou aumento do volume do valor adicionado de 1,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior, seguida pela extrativa mineral (1,0%) e por eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,8%).

Revisões

O IBGE divulgou também a revisão de três dados do PIB de trimestres anteriores. No 4º trimestre do ano passado, o indicador saiu de 0,6% para 0,8%. No 3º trimestre de 2012, o PIB foi revisado de 0,3% para 0,4%. No 2º trimestre de 2012, o PIB foi alterado de 0,3% para 0,1%.

Mantega e previsões

Na sexta-feira passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, revisou para baixo (pela sexta vez seguida) a previsão de crescimento da economia brasileira em 2013. Neste último corte, a estimativa oficial caiu de 3% para 2,5% em 2013. Em junho, Mantega havia revisado a previsão de 3,5% para 3%.

Segundo Mantega, embora a previsão de 2,5% mostre um ritmo menor do que o crescimento potencial do País, a concretização da estimativa pode ser considerada "bom desempenho" em meio à crise internacional. Na segunda-feira, Mantega classificou o atual momento dos países emergentes como uma "minicrise", em função do desvalorização das moedas ante o dólar, na expectativa do fim dos estímulos à economia norte-americana.

 

Estoque de crédito cresce 0,6% em julho

estoque de crédito subiu 0,6% em julho ante junho e chegou a R$ 2,545 trilhões, segundo o Banco Central. No trimestre encerrado no mês passado, a carteira cresceu 3,9% e, no acumulado do ano até julho, houve alta de 7,5%. Em 12 meses até o mês passado, a elevação foi de 16,1%.

De acordo com o BC, o saldo do crédito livre ficou estável no mês e subiu 9,2% em 12 meses, enquanto o direcionado cresceu 1,3% em julho e 26,6% em 12 meses. No crédito livre, houve crescimento de 1% para pessoas físicas no mês, 4,6% no acumulado do ano e 8,2% em 12 meses.

Para as empresas, no crédito livre, houve baixa de 1,1% no mês e altas de 1,9% no ano e de 10,1% em 12 meses. O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 55,2% em junho para 55,1% em julho.

Veículos

O estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoas físicas cresceu 0,1% em julho em relação ao mês anterior. Com isso, o total de recursos para aquisição de automóveis por esse grupo de clientes ficou em R$ 193,915 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, houve avanço de 0,4%. Em 12 meses, crescimento de 3,2%.

As concessões acumuladas no mês de julho para financiamento de veículos para pessoa física somaram R$ 7,869 bilhões, o que representa alta de 13,1% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 4,0%. Em 12 meses, houve recuo de 6,9%.

O BC informou ainda que o saldo de operações de leasing para compra de veículos por pessoas físicas registrou queda de 7,3% ante junho. O saldo ficou em R$ 11,007 bilhões no final do mês passado. No ano, a queda é de 37,9%. Em 12 meses, o recuo foi de 54,1%.

Habitação

As operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceram 2,7% em julho ante junho, totalizando R$ 306,496 bilhões, de acordo com o Banco Central. Nos primeiros sete meses do ano, a expansão foi de 20% e, em 12 meses, de 35,5%. Segundo o BC, R$ 32,503 bilhões se referem a empréstimos a taxas de mercado e R$ 273,993 bilhões a taxas reguladas.

O BC deixou de incorporar nestes dados as operações com crédito livre, por serem residuais. As operações a taxas de mercado apresentam crescimento de 3,7% no mês e de 47% em 12 meses. Já os financiamentos a taxas reguladas avançaram 2,6% ante o mês anterior e 34,3% em 12 meses.

Juro e inadimplência

A taxa média de juros no crédito livre subiu de 26,6% ao ano em junho para 27,5% ao ano em julho. Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 34,8% ao ano para 36,2% ao ano. Para a pessoa jurídica, avançou de 19,4% ao ano para 20,0% ao ano na mesma comparação.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa subiu de 136,8% ao ano para 137,5% ao ano na mesma comparação. Para o crédito pessoal, avançou de 38,0% ao ano para 39,8% ao ano. Para veículos, os juros subiram de 19,5% ao ano para 20,3% ao ano.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas, subiu de 18,5% ao ano em junho para 19,1% ao ano em julho. O juro médio do crédito direcionado passou de 7,1% ao ano para 7,2% ao ano na mesma comparação.

A taxa de inadimplência no crédito livre ficou estável em julho ante junho, segundo o Banco Central. De acordo com a instituição, os atrasos acima de 90 dias no crédito livre ficaram em 5,2% pelo segundo mês seguido. Para pessoa física, se manteve em 7,2%. Para as empresas, o porcentual continuou em 3,5%.

No crédito livre para pessoa física, a inadimplência no crédito pessoal se manteve em 4,2%. No cheque especial, caiu de 8,0% para 7,9%. Na aquisição de veículos, caiu de 6,1% para 6,0%. No cartão de crédito, subiu de 25,2% para 25,7%, puxada pela alta de 1,2 ponto porcentual no rotativo.

 

 

Inflação rende R$ 33,4 bi à Receita Federal

Inimiga número 1 do governo Dilma Rousseff, a inflação alta tem, por outro lado, auxiliado a equipe econômica a cumprir a meta fiscal. O aumento dos preços rendeu R$ 33,4 bilhões à Receita Federal no primeiro semestre, na comparação com igual período do ano passado.

As estimativas foram feitas, por técnicos envolvidos em questões orçamentárias e tributárias das consultorias do Senado e da Câmara, e chancelados por fontes da equipe econômica. Ao longo do ano passado, a inflação engordou os cofres do governo em R$ 50,5 bilhões. O crescimento da economia, mais R$ 2,6 bilhões.

Entre janeiro e junho deste ano, os recursos provenientes da inflação representaram mais da metade do superávit primário do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) prometido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para este ano.

A meta original, de poupar o equivalente a 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para pagar os juros da dívida pública, foi abandonada cedo. Mas desde maio o governo promete que vai economizar 2,3% do PIB ao longo deste ano.

Essa meta só será atingida por uma economia de R$ 65,7 bilhões (ou 1,3% do PIB) do governo central e outro 1% do PIB por Estados e municípios. Com uma economia que cresce muito pouco há quase três anos, a arrecadação tem esfriado ano a ano, ao passo que a inflação tem sustentado a entrada de recursos nos cofres da Receita.

MAIS CAROS
Esse "efeito preço", como os economistas chamam o aumento da arrecadação decorrente da inflação, ocorre quando o recolhimento de impostos aumenta porque os preços dos produtos, dos serviços e do trabalho foi reajustado. Ao encarecer os produtos, a inflação eleva a base de tributação, ao mesmo tempo em que reduz o poder de compra do consumidor. Ou seja: a inflação "sempre ajuda" a arrecadação, mas como na gestão Dilma Rousseff os preços têm crescido mais que no governo Lula, essa "ajuda" tem sido maior.

Já o aumento da arrecadação por "efeito quantidade", que representa PIB, importações e vendas do comércio, acumulou apenas R$ 2,3 bilhões no primeiro semestre - apesar de ser uma contribuição pequena para a meta fiscal, esse dado de janeiro a junho é bem próximo de todo o ano passado.

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, diz que é "extremamente perigosa" essa trajetória da arrecadação, onde o impacto positivo da inflação é maior que o negativo. Segundo ele, o governo deve focar em medidas para acelerar o ritmo da atividade econômica, que traria como consequência o aumento de receitas.

"O ideal seria que as pessoas pagassem mais impostos porque estão ficando mais ricas e não porque a inflação corrói uma parte cada vez maior do que gastam", resume o professor Marcelo Portugal, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Procurada, a Receita afirmou em nota que não faz "estudos para avaliar os efeitos da inflação sobre a arrecadação", e diz que "as estimativas dos impactos inflacionários são levadas em consideração apenas nas projeções de receitas futuras".

 

Empresa demite 1,7 mil e culpa Petrobrás

Trabalhadores de empresas contratadas pela Petrobrás para as obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), principalmente empregados demitidos pela Multitek Engenharia, fecharam  a rodovia RJ-116, que liga Itaboraí, onde a refinaria está em construção, a Cachoeiras de Macacu, no interior do Estado. Desde o início do mês, a empresa demitiu seus 1,7 mil funcionários, 430 deles no Comperj. Em 8 de agosto, a Multitek notificou extrajudicialmente a Petrobrás da intenção de romper os contratos com a estatal caso não recebesse, em cinco dias, pagamentos adicionais pedidos. Essa prática, que se tornou relativamente comum entre os fornecedores da estatal, é uma espécie de pedido de reequilíbrio financeiro de contratos de serviços nos quais houve alguma ampliação. No caso da Multitek, somavam R$ 245 milhões.

Como os pleitos não foram atendidos em cinco dias, os contratos foram rescindidos. Em outra notificação, do mesmo dia 8, a Multitek fez uma cessão de créditos a receber, no valor de R$ 25 milhões (além dos R$ 245 milhões), para que coubesse à Petrobrás a quitação das rescisões trabalhistas relativas a esses contratos. Esses créditos referem-se a serviços já faturados, mas não pagos. Em nota, a Petrobrás alegou que os pagamentos para a Multitek estão em dia e que houve rompimento unilateral de contratos.

Segundo o advogado da Multitek, Juarez Loures de Oliveira, as rescisões trabalhistas dos 1,7 mil funcionários da empresa somam em torno de R$ 16 milhões. Sindicatos de Macaé (RJ) e Ipojuca (PE) já conseguiram liminares na Justiça obrigando a Petrobrás a pagar as rescisões. "Houve inércia da Petrobrás", afirmou o advogado.

Segundo Manuel Vaz, presidente do Sinticom, sindicato que representa os funcionários da obra da refinaria, uma reunião com os empregados demitidos pela Multitek no Comperj está marcada para amanhã.

O sindicalista informou que não conseguiu agendar reunião com representantes da Petrobrás. "A Petrobrás não pode ser omissa", criticou Vaz.

Na semana passada, o sindicato entrou com ação na Justiça contra a Multitek. Segundo nota divulgada pelo Sinticom em 9 de agosto, a empresa havia informado que pagaria as rescisões no prazo legal de dez dias, mas não cumpriu a promessa. De acordo com o advogado da Multitek, a responsabilidade do pagamento ficou com a Petrobrás.

Único cliente. A Multitek atua há 28 anos e seu único cliente é a Petrobrás. De acordo com Loures, a empresa já teve até 400 contratos com a estatal. O valor cobrado na notificação do início do mês refere-se a 11 contratos.

Em nota, a Petrobrás informou que a Multitek vinha recebendo os pagamentos em dia e notificou da decisão de romper os contratos "por motivos financeiros". "A companhia também informa que realizou todos os pagamentos de seus compromissos reconhecidos com a referida empresa nos prazos estabelecidos contratualmente. A Multitek apresentou pleitos de pagamentos adicionais, alguns dos quais encontram-se em avaliação", diz a nota.

Sobre os funcionários demitidos, a Petrobrás informou que "realizará as ações contratuais possíveis para garantir que a Multitek honre seus compromissos e assegure que os empregados recebam o pagamento das rescisões contratuais e demais obrigações sociais e trabalhistas".

Segundo a Petrobrás, além do Comperj, a Multitek prestava serviços em obras "no Laboratório de Fluidos (localizado no Parque de Tubos, em Macaé), no Terminal de Cabiúnas, entre outras".

 

Analistas projetam inflação maior no ano

O relatório de mercado Focus divulgado, pelo Banco Central, trouxe uma elevação generalizada das estimativas para a inflação deste ano. A mediana para o índice de 2013 passou de 5,74% para 5,80%. Há quatro semanas estava em 5,75%. Para 2014, a mediana das previsões para o IPCA subiu de 5,80% para 5,84% ante taxa de 5,88% vista um mês atrás.

Já entre os profissionais ouvidos na pesquisa que mais acertam as previsões para o médio prazo, o grupo denominado pelo BC de Top 5, o IPCA de 2013 deverá ficar em 5,57%, e não mais em 5,47% como era esperado uma semana antes - quatro semanas atrás, a mediana estava em 5,81%. No caso de 2014, esse mesmo grupo manteve a taxa de 5,80% ante a de 5,97% vista há um mês.

Já para o curto prazo, os analistas revisaram para baixo suas estimativas para o IPCA de agosto, que passou de 0,29% para 0,26%. No caso de setembro, houve manutenção da mediana em 0,45%. Há um mês, a mediana para estas projeções estavam respectivamente em 0,29% e 0,44%.

Juro

Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para o rumo da Selic, atualmente em 8,50% ao ano, os analistas mantiveram a projeção de que a alta será de 0,50 ponto porcentual, para 9,00% ao ano.

Para o final de 2013, no entanto, eles revisaram as estimativas de 9,25% para 9,50%. Há um mês, a expectativa era de uma variação de 9,25% ao final de dezembro de 2013. No caso de 2014, a Focus revelou que a mediana das previsões para a Selic seguiu em 9,50% ao ano ante taxa de 9,25% vista quatro semanas atrás.

Câmbio

Mesmo depois de o BC mostrar artilharia pesada no mercado cambial e passar a realizar leilões diários, analistas financeiros projetam que o dólar fechará o ano mais elevado, em R$ 2,32 ante taxa de R$ 2,30 vista no levantamento anterior. Há um mês, a expectativa mediana era de uma cotação de R$ 2,25 para o período. Com isso, o câmbio médio de 2013 passou de R$ 2,18 para R$ 2,19. Há um mês, estava em R$ 2,14.

Para o final de 2014, o movimento das previsões para o dólar também foi no mesmo sentido, passando de R$ 2,35 para R$ 2,38. Quatro semanas atrás, a mediana dessas expectativas estava em R$ 2,30. Com isso, o câmbio médio para 2014 passou de R$ 2,30 para R$ 2,32. Quatro semanas atrás, estava em R$ 2,26.

PIB

Na semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), analistas do mercado financeiro voltaram a revisar para baixo suas projeções para a expansão da atividade deste e do próximo ano. De acordo com o levantamento, o Brasil crescerá 2,20% em 2013. Na pesquisa anterior, a projeção era de uma expansão de 2,21% e, há quatro semanas, de 2,28%.

Já a previsão mediana para a produção industrial deste ano subiu no período. Segundo o Focus, o setor deve ter expansão de 2,11% em 2013, e não mais de 2,08% como esperavam na pesquisa anterior ou de 2,10% no levantamento feito um mês atrás.

Para 2014, os economistas revisaram de 2,50% para 2,40% a mediana das previsões para o crescimento do País, que há um mês era aguardado em 2,60% e um dos motivos que levaram à mudança foi a alteração do humor em relação ao setor manufatureiro, que deverá se expandir apenas 2,90% no ano que vem, e não mais 3,00%, como era previsto no levantamento anterior e também há quatro semanas.

Déficit

O mercado financeiro pouco se mexeu em relação às projeções para as transações correntes, mesmo após o Banco Central ter divulgado um déficit surpreendente do resultado de julho, negativo em US$ 9 bilhões. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada na manhã de hoje, a previsão mediana para o rombo da conta corrente foi mantida em US$ 77 bilhões, como já constava no levantamento anterior. Há um mês, a expectativa mediana estava no vermelho, em US$ 76,15 bilhões.

Para 2014, o movimento, inclusive, foi de redução da previsão para o déficit, com a mediana passando de US$ 79,46 bilhões para US$ 78,55 bilhões. Quatro semanas atrás, a mediana revelava um resultado negativo de US$ 79,50 bilhões.

Apesar da piora do quadro externo, foi mantida a projeção de que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será de US$ 60 bilhões neste e no próximo ano, o que significa que o financiamento do déficit não será integral desta vez. Há 37 semanas, o mercado não muda esta projeção de IED para 2013 e há 54 semanas para o de 2014.

Além do resultado de julho, outro dado que corroboraria com a projeção de um déficit menor é a expectativa de piora para a balança comercial deste ano. De acordo com a Focus, a mediana das estimativas para o saldo passou de superávit de US$ 4,35 bilhões para US$ 3,40 bilhões. Um mês atrás estava em US$ 5,70 bilhões. Para 2014, no entanto, houve elevação da mediana para o saldo, que passou de US$ 8 bilhões para US$ 9 bilhões - quatro semanas atrás estava em US$ 8,92 bilhões.

Já relação dívida/PIB voltou para o patamar de 35,00% em 2013, como estava há um mês, depois de ter marcado a taxa de 34,90% na semana passada. Para 2014, foi mantida a projeção mediana de 34,70% vista no levantamento anterior. Um mês atrás, estava em 35,00%.

 

 

 

Alimentos pressionam inflação semanal e índice sobe

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) apresentou alta de 0,16% na terceira quadrissemana de agosto, informou, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado é 0,11 ponto porcentual acima do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador apresentou variação de 0,05%. Das oito classes de despesas analisadas, seis apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (-0,08% para 0,03%), Vestuário (-0,68% para -0,21%), Transportes (-0,25% para -0,10%), Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 0,51%), Habitação (0,30% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,43%). O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, de 0,11%. Apenas o grupo Despesas Diversas registrou decréscimo em sua taxa de variação, ao sair de 0,19% para 0,11% no período.

Desde o início de agosto, o grupo Alimentação vem apresentando acréscimos em sua taxa de variação no IPC-S. Na terceira prévia do mês, a classe de despesa saiu do terreno negativo e passou para o positivo, ao deixar variação de -0,08% na segunda leitura do mês e ir para 0,03%. O grupo foi a principal contribuição para o resultado geral do IPC-S, com destaque ao comportamento do item frutas (de -3,83% para -2,00%).

Mais cinco grupos, dos oito analisados, contribuíram para o avanço no indicador. Em Vestuário (de -0,68% para -0,21%), a pressão veio de roupas, que diminuíram a queda de -1,25% para -0,58%. Já o grupo Transportes (-0,25% para -0,10%) foi pressionado pela tarifa de ônibus urbano (-0,81% para 0,03%) e Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 0,51%) teve como destaque o comportamento do item passagem aérea (-1,35% para 6,36%). Em Habitação, o destaque foi tarifa de eletricidade residencial (0,04% para 0,38%) e em Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,43%) foram os artigos de higiene e cuidado pessoal (0,47% para 0,75%).

Apenas o grupo Despesas Diversas apresentou decréscimo em sua taxa de variação, de 0,19% para 0,11%, com destaque para o item serviço religioso e funerário (de 0,68% para 0,24%). O grupo Comunicação repetiu a variação apresentada na segunda prévia do mês, de 0,11%, com influência positiva de pacotes de telefonia fixa e internet (-0,40% para -0,27%) e negativa de mensalidade para internet (-0,22% para -0,49%).

Principais contribuições

A lista de maiores influências positivas no indicador da terceira quadrissemana do mês é composta por leite tipo longa vida (de 6,06% para 4,94%), refeições em bares e restaurantes (de 0,47% para 0,58%), plano e seguro de saúde (de 0,65% para 0,67%), show musical (de 3,09% para 5,33%) e aluguel residencial (de 0,58% para 0,55%).

Já entre as maiores pressões negativas estão cebola (de -28,06% para -31,57%), tomate (de -25,24% para -16,06%), batata-inglesa (de -8,68% para -10,08%), feijão carioca (de -7,67% para -7,50%) e banana-prata (de -6,16% para -5,41%).

 

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