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Dupla sertaneja lideram ranking de celebridades em publicidade na TV

Qual é a cara da publicidade brasileira? Se você pensou no craque Neymar ou na ruiva Marina Ruy Barbosa, errou feio. É uma dupla sertaneja que lidera as aparições nas campanhas de TV. E nada de Simone e Simaria ou algum novo nome que entrou nas paradas. Os veteranos Zezé Di Camargo e Luciano estão no topo do ranking de celebridades que mais apareceram em campanhas de TV em 2017.

A dupla apareceu em média 15 vezes ao dia em campanhas de televisão, de acordo com levantamento realizado pela Kantar Ibope Media e divulgado nesta semana. Em 2017, eles contabilizaram 5.587 aparições e ficaram na frente do ator José Loreto e do jogador de futebol Neymar, de acordo com a Kantar, que fez o estudo pela primeira vez.

Veja as celebridades com mais aparições:

Zezé Di Camargo e Luciano (5.587)

José Loreto (4.760)

Neymar (2.022)

Fábio Porchat (1.834)

Bruno Gagliasso (1.455)

Ana Maria Braga (1.371)

Gisele Bündchen (1.286)

Luciano Huck (1.247)

Celso Portiolli (1.230)

Giovanna Antonelli (1.175)

Zezé di Camargo diz que a dupla é "especialista" em vender bens duráveis, como eletrodomésticos.

“O público que normalmente a gente atinge é o jovem, a família que está montando uma casa. É para esse público que a gente fala”, diz o cantor Zezé Di Camargo.

“Não sei se vou ser tão bom em vender uma Coca-Cola ou um chiclete para adolescente. Mas no setor de bem duráveis somos nós que conseguimos vender.”

Em São Paulo, a dupla sertaneja é garota-propaganda de diversas empresas. Na lista, por exemplo, estão a loja de móveis Marabraz e a rede de cama, mesa e banho VestCasa. Eventualmente, os dois se separam. Zezé aparece sozinho nas campanhas da empresa de material de construção Joli.

 

"Em média de 10 propostas de publicidade que chegam, nós fechamos com uma empresa", afirma Zezé. "Somos seletivos. Não anunciamos para duas empresas do mesmo segmento."

A presença da dupla sertaneja é altamente requisitada pelas companhias porque ajuda as marcas a criar uma conexão com as classes C, D e E. Essa parcela da população passa um tempo expressivo em frente à televisão e, portanto, faz sentido buscar uma celebridade com apelo publicitário para esse público em campanhas de TV.

“A televisão tem uma penetração elevada nessas classes”, afirma Rodney Nascimento, professor de publicidade e propaganda da ESPM. “Essas personalidades que lideram o ranking acabam inspirando o público. São pessoas que tiveram crescimento financeiro e cultural, por exemplo.”

 

Decisão da UE contra frango brasileiro deve provocar demissões e queda de preços no Brasil

Os produtores brasileiros de frango avaliam que a decisão da União Europeia de proibir frigoríficos brasileiros de exportar para a região vai provocar uma crise no setor. A expectativa é que ocorra um excesso de oferta no Brasil, o que levará à queda de preços no mercado interno e demissões nos frigoríficos.

A avaliação é Ricardo Santin, vice-presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entidade que representa produtores de frango e de suínos no país.

A UE proibiu 20 frigoríficos brasileiros de exportar para a União Europeia. A lista não foi divulgada, mas segundo a ABPA são 12 frigoríficos da BRF e outros 8 de outras empresas brasileiras.

A ABPA ainda está calculando o impacto dessa proibição nas exportações brasileiras para a Europa, mas segundo Santin isso deve afetar mais de 30% do volume exportado para o bloco.

"As consequências são as seguintes: vai faltar carne lá (Europa) e vai sobrar aqui. Com isso, o preço vai cair no mercado interno e disparar no externo", explicou.

O Brasil é o maior exportador de frango do mundo e a União Europeia é seu principal comprador. O bloco é responsável por 7,5% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e 11% em receita, segundo dados da ABPA. Em 2017, o Brasil exportou US$ 775 milhões em frango para a União Europeia.

Segundo Santin, o mercado interno não tem condições de absorver o volume que deixará de ser exportado para a Europa e os frigoríficos vão ter de reduzir a produção.

A suspensão temporária das exportações e as restrições impostos à Europa nos últimos meses já levaram frigoríficos brasileiros a darem férias coletivas para seus funcionários. Há um total de 15 mil trabalhadores nessa situação atualmente, de acordo com Santin.

"As férias coletivas podem virar desemprego. É triste ver que por um critério que é uma barreira comercial disfarçada vai ter gente perdendo emprego", afirmou.

Segundo a União Europeia, esses frigoríficos terão que "construir um histórico de conformidade com as normas da UE" para poder ser liberados para voltar a exportar. Fontes da UE disseram à TV Globo que a reabilitação dos frigoríficos pode levar anos.

Critério sanitário

O principal motivo que levou a União Europeia a bloquear as exportações de frigoríficos brasileiros foram problemas identificados em testes de qualidade, como a presença de salmonela acima do padrão europeu na carne brasileira exportada ao bloco.

 

A União Europeia exige que a carne seja submetida a exames para detectar 2,6 mil tipos de salmonela. Isso porque maioria da carne brasileira exportada é crua, mas com adição de sal, categoria que paga um imposto menor do que se ela fosse vendida in natura (sem sal).

Segundo Santin, a maioria dos tipos de salmonela é aceita na carne crua, justamente porque a bactéria morre quando a carne é cozida. Há apenas dois tipos de salmonela que podem provocar problema à saúde humana se identificadas na carne.

"A UE faz os testes para a carne salgadas iguais ao de carne cozida. Tudo isso é feito não por motivos sanitários, mas para aumentar a compra de produto local e forçar os importados a venderem carne in natura - e pagar mais impostos", disse.

O critério é antigo, mas passou a ser cumprido com maior rigor após o início das investigações sobre os frigoríficos brasileiros após a operação Carne Fraca, deflagrada em março de 2017.

A realização do teste para a carne salgada é justamente o principal ponto que deve ser questionado pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), disse o representante dos produtores. Segundo ele, o questionamento é antigo, mas agora o governo brasileiro se mostrou solícito a ingressar na disputa contra a UE. Na última terça-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que o Brasil dever abrir um painel no órgão.

Em 2017, o Brasil exportou 138 mil toneladas de carne salgada para os países da União Europeia, um volume de US$ 317 milhões. O preço médio da carne vendido a Europa foi de US$ 2.500 por tonelada, valores que subiram para US$ 4.000 este ano.

O Brasil tem uma cota de exportação para a Europa, de 170 mil toneladas por ano de carne salgada de aves. Há também cotas para os outros tipos de carne.

FMI melhora previsão para PIB do Brasil

Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou sua previsão de crescimento para o Produto Interno Bruto do Brasil em 2018. De acordo com relatório divulgado  a economia brasileira deverá avançar 2,3% neste ano.

O número representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação à última estimativa apresentada em janeiro, de 1,9%, mas a performance do país ainda estará muito aquém da média global e das economias emergentes.

O FMI também revisou a projeção para 2019. O Fundo prevê agora um crescimento de 2,5% ante estimativa anterior de alta de 2,1%.

"Após profunda recessão em 2015-16, a economia do Brasil voltou a crescer em 2017 (1%) e espera-se que melhore para 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019, impulsionado por consumo privado e investimento mais fortes", destacou o FMI no relatório "World Economic Outlook", lançado periodicamente com previsões e recomendações para a economia mundial.

No documento, o FMI cita que a inflação no Brasil está próxima do mais baixo nível histórico e diz que o crescimento de 2,3% esperado para a economia do país neste ano e de 2,5% para 2019 deve ser sustentado pelo consumo e investimento privado mais fortes.

Para o médio prazo, o FMI projeta um crescimento mais moderado, de 2,2%, impactado pelo "envelhecimento da população e pela produtividade estagnada".

"No Brasil, a Reforma da Previdência continua sendo uma prioridade para garantir que os gastos (do governo) sejam consistentes com as leis fiscais para garantir sustentabilidade no longo prazo", destacou o documento. O FMI também recomendou ao país reduzir as barreiras alfandegárias e não alfandegárias para melhorar a eficiência e aumentar a produtividade.

Em um ano eleitoral, o FMI destacou ainda os riscos do atual ambiente político para a economia. "A incerteza política aumentou os riscos para implementar reformas, ou a possibilidade de reorientar as agendas", destacou o relatório, citando também México e Colômbia, ambos com eleições marcadas para este ano.

No setor desemprego, o fundo disse que a taxa continuará elevada no Brasil: 11,6% em 2018 e 10,5% em 2019, embora menor que os 12,8% registrados no ano passado.

Mesmo assim, o organismo destacou a queda da inflação - atualmente em 2,68% no acumulado de 12 meses - e a flexibilização da política monetária, que permitiu levar a taxa básica de juros, a Selic, a 6,5%, ante 14,25% em outubro de 2016.

Estimativa do FMI é menor que a da média do mercado

Apesar da revisão para cima, a projeção do FMI continua abaixo da média das estimativas dos analistas do mercado brasileiro. Os números deste ano vêm perdendo força nos últimos meses, com dados econômicos mais fracos. Na véspera, por exemplo, foi divulgado que o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), espécie de sinalizador do PIB, apresentou expansão de apenas 0,09% em fevereiro na comparação com o mês anterior.

 

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,80% para 2,76%, segundo pesquisa focus do Banco Cental divulgada na véspera. Foi a terceira queda seguida do indicador. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

 

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Caixa reduz juros e aumenta teto para financiamento

 

Caixa Econômica Federal anunciou a redução dos juros para financiamento da casa própria e o aumento do percentual do valor a ser financiado para compra de imóvel usado. As mudanças, a partir de agora são para linhas de financiamento que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.

A mudança ocorre após a Caixa reduzir duas vezes o teto de financiamento de imóveis em 2017, deixar de ter as taxas mais baixas do mercado e perder a liderança nas linhas de crédito com recurso da poupança entre novembro do ano passado e janeiro deste ano.

Para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH), onde estão enquadrados os imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo o país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, cujo limite é de R$ 950 mil, a taxa mínima de juros caiu de 10,25% para 9% ao ano.

Para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), cujos valores dos imóveis são acima dos limites do SFH, a taxa mínima caiu de 11,25% para 10% ao ano.

O percentual do valor a ser financiado dos imóveis usados subiu de 50% para 70%. Para unidades novas, foi mantido o percentual de 80% no teto do financiamento. Antes das mudanças feitas em agosto do ano passado, a Caixa financiava até 80% de imóveis usados.

Taxas congeladas há 17 meses

A última redução de juros aconteceu em novembro de 2016, quando a Caixa anunciou queda de 0,25 ponto percentual ao ano para todas as linhas. Ou seja, as taxas estavam congeladas há 17 meses.

Já o limite para financiamento de imóveis usados foi reduzido duas vezes no ano passado: para 60% em agosto e para 50% em setembro.

A Caixa anunciou ainda a retomada do financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com financiamento de até 70%.O banco informou que possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional neste ano.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria, além de estimular o mercado imobiliário e a geração de empregos.

“Vai fazer com que se produza mais empreendimento na construção civil, ela vai fazer com que tenhamos mais financiamentos imobiliários e isso tem em instância final a geração de emprego e renda”, afirma Nelson Antônio de Souza, presidente da Caixa.

 

A iniciativa, segundo consultores, pode aquecer o mercado de imóveis que está há bastante tempo a espera de compradores. Mesmo assim, economistas dizem que comprar um imóvel para pagar a longo prazo exige planejamento.

O pegador de crédito deveria ter essa consciência, dinheiro ainda está caro. Sob esse ponto de vista é muito melhor ainda, por mais que a taxa de juros tenha caido, as pessoas se planejarem, fazerem as contas para tentar não antecipar esse credito, tenar poupar e para depois comprar o imóvel", afirma o economista José Kobori.

 

 

Setor de serviços avança 0,1% em fevereiro

O setor de serviços avançou 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, recuou 2,2%, acumulando queda de 1,8% no ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses recuou 2,4%, a 33ª queda consecutiva. É o que aponta o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice acumulado em 12 meses está negativo desde junho de 2015. Porém, o ritmo desta queda tem desacelerado desde abril de 2017, quando ficou em -5,1%.

O resultado veio bem abaixo do esperado e insuficiente para recuperar as perdas do mês anterior, mostrando a dificuldade da recuperação do setor. A expectativa era de alta de 0,5% na comparação mensal, segundo pesquisa da Reuters. após uma queda de 1,9%, a mais intensa desde março de 2017.

Entre as atividades que compõem o setor, somente a de serviços profissionais, administrativos e complementares registrou alta, de 1,7%.

As demais quatro atividades vieram em queda, sendo a de serviç

 

O ligeiro avanço na passagem de janeiro para fevereiro vem

os prestados às famílias (-0,8%) a de maior impacto. As demais são serviços de informação e comunicação (-0,6%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,3%) e outros serviços (-0,7%).

Na comparação anual, a queda de 2,2% foi quarta consecutiva nesta base de comparação, mas a menos intensa desde 2015, quando o recuo havia sido de 3,9%. Três das cinco atividades tiveram resultados negativos nesta base de comparação, sendo a mais intensa observada na de serviços de informação e comunicação (-4,9%).

“O setor de serviços não mostra sinais claros de uma recuperação sustentada. Os serviços estão com comportamento como a economia em geral: com perdas e ganhos mensais, e num processo lento e gradual”, afirmou o coordenador da pesquisa no IBGE, Rodrigo Lobo.

Serviços prestados às famílias têm 5ª queda seguida

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, os serviços prestados às famílias tiveram sua quinta taxa negativa consecutiva, puxado pelas atividades de restaurantes, lanchonetes e bares, que compõem 45% desse grupo de atividades.

“Os serviços de hotelaria, que representam 25% do grupo, apresentaram uma performance positiva nos últimos meses, mas não tiveram peso suficiente para compensar as quedas contínuas no setor de alimentação”, ponderou o pesquisador.

O outro impacto negativo relevante no setor de serviços em fevereiro foi o de “Serviços de Informação e Comunicação,” puxado pelas telecomunicações, que também apresentam quedas consecutivas. Segundo Lobo, este resultado negativo se explica pela crise enfrentada pelas grandes empresas do setor.

“Algumas estão em recuperação judicial e outras se fundiram com empresas de TV por assinatura e internet, tentando se manter no mercado. Isso tem refletido no grupo como um todo”, explicou.

 

 

Presidente do BC indica que juros devem ter só mais um corte

Apesar de a inflação oficial ter vindo baixa em março, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, manteve o discurso de que a taxa básica de juros da economia deve sofrer apenas mais um corte, que pode ocorrer na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para os dias 15 e 16 de maio.

Hoje a Selic está 6,5% ao ano, o menor patamar desde 1986. O novo corte em maio, se ocorrer, será o 13º seguido.

"Para reuniões além da próxima [de maio], salvo mudanças adicionais relevantes no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação, o comitê [Copom] vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária [corte de juros]" declarou Goldfajn, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Segundo Goldfajn, os próximos passos da política monetária, ou seja, da definição de juros para atingir as metas predeterminadas de inflação, "continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".

Mais cedo nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação ficou em 0,09% em março, a mais baixa para o mês em 24 anos. Em doze meses até março, a inflação soma 2,68%. Esse índice está abaixo do valor mínimo previsto para a inflação neste ano, que é 3%.

Relação entre inflação e juros

O Banco Central é obrigado a perseguir uma meta de inflação todos os anos. O sistema prevê uma meta central, que é de 4,5% em 2018, e um intervalo de tolerância, com um valor mínimo (piso) e máximo (teto) para a inflação. Neste ano, o piso é de 3% e, o teto, de 6%.

Isso significa que o BC terá cumprido oficialmente a meta de inflação neste ano se ela ficar entre 3% e 6%. Ou seja, a inflação não precisa registrar exatamente de 4,5%.

Para cumprir essa meta, o Banco Central aumenta ou reduz os juros (Selic), o que influencia nas taxas cobrada pelos bancos nos empréstimos.

Quando a inflação está alta, o BC tende a subir os juros. Essa medida torna mais caro o crédito e, consequentemente, leva as pessoas a consumir menos, fazendo com que os preços - e a inflação - baixem. Já quando a inflação está baixa, como agora, ocorre o contrário: o BC costuma cortar a Selic para incentivar o consumo.

O corte dos juros pelo Banco Central, portanto, tende a acelerar o crescimento econômico. Por isso há pressões para que o Copom mantenha o processo de redução da Selic.

 

 

Mercado vê inflação mais baixa e crescimento menor em 2018

Os economistas das instituições financeiras passaram a prever uma inflação mais baixa e um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, aponta relatório de mercado, também conhecido como "Focus", divulgado pelo Banco Central .

O relatório é divulgado semanalmente pelo BC e sempre tem como base pesquisa feita com economistas na semana anterior à da divulgação. Mais de 100 instituições financeiras são ouvidas.

Para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,57% para 3,54%. Foi a nona queda seguida.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o Banco Central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%, mas está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2019, o mercado financeiro reduziu sua expectativa de inflação de 4,10% para 4,08%. Foi o segundo recuo seguido deste indicador. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

PIB e juros

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,89% para 2,84%. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Os analistas do mercado também reduziram, de 6,5% para 6,25%, a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.

A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar. Para o fechamento de 2019, subiu de R$ 3,39 para R$ 3,40 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em US$ 55 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de US$ 45 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, subiu de US$ 77,5 bilhões para US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

Com rombo de R$ 19,2 bilhões, contas do governo voltam ao vermelho

Após registrar o maior superávit da história em janeiro, as contas do governo voltaram ao vermelho no mês passado, quando foi registrado um rombo de R$ 19,293 bilhões, segundo números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional .

Isso quer dizer que as despesas do governo superaram as receitas com impostos e contribuições federais, sem contar os juros da dívida pública, neste valor em fevereiro.

Apesar do resultado negativo, esse foi o menor déficit, para meses de fevereiro, desde 2015, quando foi registrado um rombo fiscal de R$ 7,429 bilhões nas contas do governo.

Bimestre e meta fiscal

Mesmo com o rombo fiscal em fevereiro, os números do Tesouro Nacional mostram que, no primeiro bimestre deste ano, as contas ainda permaneceram no azul, ou seja, com superávit primário (receitas maiores do que despesas, sem contar juros da dívida).

Nos dois primeiros meses deste ano, o superávit primário do governo somou R$ 11,763 bilhões, o que representa melhora frente ao mesmo período do ano passado - quando foi registrado um rombo de R$ 8,332 bilhões.

A melhora no resultado pode ajudar o governo no cumprimento da meta fiscal para este ano, ou seja, do resultado pré-fixado para as contas públicas. Para 2018, o governo está autorizado a registrar déficit (despesas maiores que receitas) de até R$ 159 bilhões. Esse valor também não inclui os gastos com juros da dívida.

Para tentar atingir essa meta, o governo anunciou recentemente um bloqueio de R$ 18,2 bilhões no Orçamento de 2018. Esses recursos bloqueados foram classificados como "reserva de contingência", ou seja, não poderão ser alocados para gastos.

Receitas e despesas

A melhora no resultado fiscal do governo, frente aos anos anteriores, está relacionada com o aumento da arrecadação - que teve alta real de 10,6% frente ao mesmo período do ano passado, sendo o melhor resultado para fevereiro em três anos.

De acordo com o Tesouro Nacional, as receitas totais, que incluem ainda recursos de concessões, subiram 9,8% em termos reais (após o abatimento da inflação) em fevereiro deste ano, para R$ 106,063 bilhões. No bimestre, as receitas avançaram 10,3% em termos reais, para R$ 262,435 bilhões.

Ao mesmo tempo, contidas pelo bloqueio de gastos anunciado e pelo teto de gastos públicos (novo regime fiscal), as despesas totais registraram uma queda real de 0,6%, para R$ 97,472 bilhões, na comparação com fevereiro do ano anterior. Nos dois primeiros meses do ano, houve uma alta real de 0,6%, para R$ 202,829 bilhões.

 

Os investimentos, por sua vez, somaram R$ 3,089 bilhões no primeiro bimestre deste ano, com pequeno aumento frente ao mesmo período do ano passado - quando totalizaram R$ 2,968 bilhões.

 

 

 

Arrecadação Federal registra alta 10,6% em fevereiro

A arrecadação com impostos, contribuições e demais receitas teve alta real (acima da inflação) de 10,67% em fevereiro e chegou a R$ 105,122 bilhões, informou a Secretaria da Receita Federal .

Foi o maior valor para meses de fevereiro desde 2015, ou seja, em três anos. No mesmo mês do ano passado, a arrecadação federal somou R$ 94,986 bilhões (valor corrigido pela inflação).

Esse também foi o quarto mês consecutivo em que a arrecadação federal tem crescimento real frente ao mesmo período do ano anterior. A última queda, neste caso, foi em outubro do ano passado, mas o resultado foi influenciado pela receita extra com a chamada "repatriação" em outubro de 2016.

A alta da arrecadação acontece em um momento de reaquecimento da economia, que saiu da recessão no ano passado - quando o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 1%, depois de dois anos de recessão.

A Receita Federal informou que cresceu, nos dois primeiros meses deste ano, a arrecadação do IRPJ e da CSLL (+3,92% em termos reais, para R$ 53,345 bilhões), da Cofins (19,12%) - por conta do aumento do volume de vendas e do reajuste das alíquotas sobre combustíveis - assim como a arrecadação previdenciária (+4,11%) devido ao crescimento da massa salarial e dos parcelamentos.

A Receita Federal informou que cresceu, nos dois primeiros meses deste ano, a arrecadação do IRPJ e da CSLL (+3,92% em termos reais, para R$ 53,345 bilhões), da Cofins (19,12%) - por conta do aumento do volume de vendas e do reajuste das alíquotas sobre combustíveis - assim como a arrecadação previdenciária (+4,11%) devido ao crescimento da massa salarial e dos parcelamentos.

Meta fiscal

O comportamento da arrecadação é importante porque ajuda o governo a tentar cumprir a meta fiscal, ou seja, o resultado para as contas públicas. Para 2018, a meta em vigor é de déficit (resultado negativo) de até R$ 159 bilhões.

No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 124 bilhões. Foi o quarto ano seguido de rombo nas contas públicas e o segundo pior resultado da história.

Houve, entretanto, melhora frente ao déficit primário de 2016, que atingiu o recorde de R$ 161,27 bilhões (valor revisado), o equivalente a 2,6% do PIB.

A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e impactos inflacionários. A previsão do governo é de que as contas do governo retornem ao azul somente em 2021.

 

Petrobras eleva diesel em 2,4% a partir de quinta

Petrobras elevará os preços do diesel nas refinarias em 2,42% a partir desta quinta-feira (22), no maior reajuste para o combustível mais consumido no país em mais de três meses, de acordo com comunicado no site da estatal.

O valor do produto passou para R$ 1,8181 por litro, ante R$ 1,7751 o litro . Trata-se da maior alta desde a elevação de 3,6% em 9 de dezembro.

Com relação à gasolina, Petrobras elevará os preços em 1,83% nas refinarias a partir de quinta-feira, de R$ 1,5960 para R$ 1,6253 por litro.

Desde fevereiro, a Petrobras passou a divulgar em seu site os preços médios de gasolina e diesel, sem tributos, comercializados em suas refinarias e terminais no Brasil, para dar mais transparência à composição do preço final dos combustíveis.

Após serem vendidos às distribuidoras, os preços de ambos os combustíveis passam por adições de impostos, custos e margem das distribuidoras e dos revendedores. Os produtos também sofrem adições dos biocombustíveis: biodiesel, no caso do diesel, e etanol anidro, no caso da gasolina, fatores que também impactam o valor na bomba.

Desde outubro de 2016, a Petrobras vem praticando uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional de combustíveis. Em julho do ano passado, a empresa começou a reajustar os valores quase que diariamente, em busca de maior agilidade na variação dos valores

 

BNDES  estima que Brasil precisa crescer 3,2% ao ano

Para que o Brasil alcance um desenvolvimento sustentável até 2035, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) estima a necessidade de um crescimento da economia de, ao menos, 3,2% ao ano. A estimativa foi apontada durante conferência realizada pelo banco em sua sede, no Rio de Janeiro.

Na abertura da conferência foi apresentada uma síntese de agendas setoriais que, segundo o banco, precisam ser trabalhadas pelo país. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, afirmou que o estudo aponta para a possibilidade de desenvolvimento econômico do país no prazo sugerido.

“Em 18 anos, o objetivo é tornar o Brasil medianamente desenvolvido e erradicar a pobreza extrema”, afirmou Rabello.

Investimento em infraestrutura e TI

Sem pautas objetivas, o estudo reuniu os resultados de um workshop técnico realizado pelo banco no começo de março. De modo geral, aponta para a necessidade de investir em infraestrutura e em tecnologias da informação e comunicação e combater as desigualdades regionais do país.

Ao falar do estudo, o economista do BNDES Fernando Puga apontou para três cenários de desenvolvimento da economia do país.

1 - Destravar: projeta um PIB de 2,8% ao ano para “destravar” a economia.

2 - Potencializar: sugere um crescimento de 3,9% ao ano para “potencializar” o desenvolvimento.

3 - Transformar: sugere que o Brasil precisa crescer 4% ao ano para “transformar” sua realidade econômica.

Puga destacou, no entanto, que o banco trabalha com uma projeção do PIB de 3,2% ao ano para alcançar a meta mediana de desenvolvimento do país nos próximos 18 anos.

Segundo ele, a agenda setorial tem como objetivo “Estar em 2035 num nível de renda e desenvolvimento como a Grécia e Portugal”.

O diretor de Planejamento do BNDES, Carlos da Costa, enfatizou a necessidade de manter planejamento constante das ações econômicas, mas ponderou a impossibilidade de fazer projeções concretas.

“Vivemos num mundo volátil, complexo e ambíguo. A gente não tem a menor pretensão de projetar o que vai acontecer até 2035”

           

Caixa perde liderança no crédito imobiliário com recursos da poupança

Em meio às dificuldades de capitalização e com taxas de juros congeladas há quase 1 ano e meio, a Caixa Econômica Federal perdeu a liderança no financiamento imobiliário nas linhas de crédito com recursos da poupança. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o banco foi ultrapassado por concorrentes pelo 3º mês consecutivo.

Em janeiro, a queda no volume de crédito imobiliário concedido pela Caixa caiu 31%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 749,7 milhões. Já o número de unidades habitacionais financiadas no mês recuou de 5.131 para 3.742.

No primeiro mês de 2018, a Caixa foi superada por Bradesco e Santander, com R$ 850,9 milhões e R$ 809,6 milhões em empréstimos para casa própria, respectivamente. Itaú Unibanco somou R$ 741,2 milhões em crédito imobiliário e Banco do Brasil, R$ 382,7 milhões.

Por concentrar a grande maioria das operações financiadas com recursos do FGTS, a Caixa ainda segue com folga como o principal agente financeiro de crédito imobiliário, com participação historicamente ao redor de 65%. No segmento de financiamentos com recursos da poupança, entretanto, o banco viu sua fatia de mercado cair para 19,5% em janeiro, ante um patamar de 38% nos dois últimos anos.

Crédito imobiliário com recursos da poupança

O encolhimento da Caixa preocupa as incorporadoras porque acontece num momento de recuperação do mercado, após 3 anos consecutivos de queda no volume de empréstimos imobiliários. O crédito no setor fechou 2017 em R$ 43,15 bilhões, queda de 7,4% ante o ano anterior e menos da metade do patamar de 2014 (R$ 112,9 bilhões).

Em janeiro, o total de financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram R$ 3,84 bilhões em janeiro, uma alta de 23,7% em relação ao mesmo mês de 2017. No acumulado de 12 meses, entretanto, o montante ficou em R$ 43,9 bilhões, 5,5% abaixo do apurado nos 12 meses anteriores.

"A Caixa é o maior player do mercado, tem a maior carteira e a maior capilaridade geográfica. Tudo que acontece na Caixa, para o bem ou para o mal, influencia sem dúvida o mercado", afirma o presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu Filho.

TCU avalia aporte de R$ 15 bilhões

Desde o final do ano passado, o volume de financiamentos da Caixa tem encolhido. O banco está sem recursos suficientes e estuda uma série de medidas para cumprir regras mais rígidas do sistema financeiro, que exigem que a instituição aumente o nível de capital próprio para poder continuar emprestando recursos a clientes e financiando projetos.

Procurado pelo G1, a Caixa informou que não irá se manifestar sobre o assunto "no momento" e que a estratégia do banco para o ano no crédito imobiliário deverá ser anunciada após a divulgação do balanço de 2017, prevista para ocorrer ainda neste mês.

No dia 12, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, disse que não descarta usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para capitalizar o banco e "alavancar" o crédito. No início do ano, o presidente Michel Temer sancionou uma lei que autoriza o banco receber aporte de até R$ 15 bilhões, mas o banco ainda aguarda aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Apesar do crédito mais restrito, a Caixa afirma que "todas as linhas estão operando normalmente", incluindo a pró-cotista FGTS, que havia sido suspensa no 2º semestre do ano passado. No final do ano passado, reportagem do G1 mostrou que propostas de financiamento aprovadas ficaram paradas à espera de recursos.

A linha pró-cotista FGTS foi retomada em janeiro, mas o valor disponibilizado pelo governo para este ano é menor: R$ 4 bilhões, ante R$ 6,1 bilhões em 2017. A linha pró-cotista é uma das mais disputadas por ser a que costuma cobrar os menores juros para quem não se enquadra nas regras do programa Minha Casa Minha Vida.

 

'Decisão não teve nada de campeão nacional'

 

O BNDES terá, por meio de sua subsidiária de participações, BNDESPar, 11% da empresa resultante da aquisição da Fibria pela Suzano, que se tornará uma gigante do setor de celulose concentrando quase 50% do mercado mundial, disse em entrevista Eliane Lustosa, diretora do banco de fomento,. O BNDES, que já detém 29% da Fibria e quase 7% da Suzano, receberá ações da Suzano e cerca de R$ 8,5 bilhões por sua participação na Fibria. O outro sócio majoritário da Fibria, a Votorantim, também receberá em dinheiro pela venda de suas ações, mas permanecerá no negócio com uma participação minoritária de 5%. A família Feffer, controladora da Suzano, deverá seguir nessa posição com 45,5% da nova empresa, caso os órgãos de controle antitruste, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aprovem a operação, anunciada pelas empresas e pelo BNDES

A diretora Eliane Lustosa, que representou a BNDESPar na negociação, estima que a aprovação para concretizar a aquisição pode levar até um ano e meio. Só então o dinheiro entra no caixa do banco. Segundo ela, as sinergias resultantes da união entre Suzano e Fibria podem chegar a R$ 10 bilhões. Eliane afirma ainda que proposta da Paper Excelence não foi avaliada por sua inconsistência, não por uma preferência do BNDES de manter o controle nacional da Fibria, atualmente a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo.

— A decisão não teve nada de campeão nacional, mas acabou sendo sem ter isso como premissa. Foi uma decisão de mercado, que também será positiva para o Brasil com uma empresa resultante ainda mais forte na competição internacional, com significativos ganhos de sinergia — disse a diretora do BNDES. — A proposta da Suzano casou totalmente com o interesse do BNDES. Nós já estávamos há muito tempo na empresa e vimos que cumprimos nosso papel. Em nossa avaliação, olhando o preço de mercado da Fibria hoje, vimos que estava melhor do que a perspectiva de valorização. Era uma janela de oportunidade para a BNDESPar e para a Votorantim que precisávamos aproveitar rápido. Conseguimos montar uma operação de venda com preço acima do de mercado. É o momento certo para desinvestir e garantir o luro do BNDES com esse investimento.

Perguntada pelo GLOBO se houve ingerência do governo federal para que o BNDES decidisse pela Suzano para preservar o capital nacional, Eliane negou:

— Não houve qualquer interferência. Toda a decisão foi tomada pela BNDESPar em conjunto com a Votorantim.



 

Petrobras tem prejuízo de R$ 446 milhões em 2017

 

Petrobras teve prejuízo líquido de R$ 446 milhões em 2017, no quarto ano consecutivo de perdas. O resultado da empresa foi afetado pelo acordo fechado pela companhia para encerrar processos judiciais movidos por investidores nos Estados Unidos e pela adesão a programas de regularização fiscal, que custaram juntos cerca de R$ 21,6 bilhões.

Veja os destaques do balanço da Petrobras de 2017:

Prejuízo líquido de R$ 446 milhões, mas lucro operacional de R$ 35,6 bilhões em 2017.

Despesa de R$ 11,2 bilhões no acordo para encerrar processo de investidores nos EUA.

Custo de R$ 10,4 bilhões na adesão ao programa de regularização de dívidas fiscais

A Petrobras ressalta que o prejuízo de 2017 foi o menor dos últimos 4 anos e que seu resultado operacional, de R$ 35,6 bilhões, foi mais do que o dobro do registrado em 2016.

Em 2016, a Petrobras teve prejuízo líquido de R$ 14,824 bilhões, puxado principalmente por baixas contábeis que reduziram sua avaliação de ativos.

A Petrobras afirmou que se não fossem as despesas extraordinárias, a companhia teria registrado lucro líquido R$ 7 bilhões.

"Estamos numa trajetória consistente de recuperação, seguindo à risca o que nos propusemos no nosso plano de negócios. Os maiores impactos no balanço de 2017 refletem despesas não recorrentes que reduziram incertezas e riscos em relação ao futuro da companhia", disse, em nota, o presidente da estatal, Pedro Parente. "São resultados bastante positivos. Nós estamos bastante satisfeitos”, declarou Parente ao abrir a entrevista coletiva.

Apesar do impacto financeiro negativo, Parente destacou que a realização do acordo para encerrar as ações judiciais contra a empresa é um ponto positivo de 2017. "A solução para o tema da class action foi importante empresa para eliminar uma incerteza (sobre os negócios da companhia", disse.

O diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que tanto o acordo da class action quanto o programa de regularização de débitos federais “foi duramente” buscado pela companhia e que isso trouxe a valorização de mercado das ações da companhia.

Lucro operacional maior

A companhia teve um lucro operacional de R$ 35,6 bilhões, 108% acima do registrado em 2016. Esse indicador exclui as despesas fora da operação, como gastos com processos judiciais. Os ganhos operacionais se devem, principalmente, aos seguintes fatores:

 

Reavaliação de ativos abaixo do registrado em 2016;

Maiores exportações de petróleo e a preços mais altos;

Ganho com a venda da NTS no 2º trimestre;

Redução de despesas com pessoal.

"Houve redução de R$ 16,4 bilhões em relação a 2016 nas reavaliações de ativos da companhia, fator que mais contribuiu na melhoria do lucro operacional", explicou a empresa.

A receita da empresa em 2017 atingiu R$ 283,695 bilhões, praticamente estável (variação de 0,4%) ante o resultado de 2016.

Quarto trimestre

A Petrobras teve perdas de R$ 5,477 bilhões no quarto trimestre de 2017. Além da despesa associada ao encerramento da ação coletiva nos EUA e dos programas de regularização fiscal, a empresa também teve seu resultado afetado pela reavaliação de ativos, que gerou perdas financeiras de R$ 3,5 bilhões no período.

Redução de investimentos e dívida

O balanço da Petrobras também mostrou a redução de investimentos pela empresa, que somaram R$ 42 bilhões em 2017, queda de 12% em relação ao ano anterior.

Já a dívida bruta da companhia recuou 6%, para R$ 361,5 bilhões. Os esforços da Petrobras para alongar sua dívida aparecem no balanço. O prazo médio de vencimento dos empréstimos da empresa aumentou de 7,46 anos, em 2016, para 8,62 anos.

O diretor financeiro da estatal afirmou que “seu custo está absolutamente sob controle e em trajetória de redução”. Eles ressaltou que a companhia irá manter uma gestão ativa da dívida. “Sempre que o mercado nos oferecer uma oportunidade nós vamos aceitá-la."

 

Procon Santo André realizou atendimento no Dia do Consumidor

O Dia do Consumidor, celebrado nesta quinta-feira (15), além das tradicionais promoções oferecidas nos comércios da cidade, foi  uma oportunidade para relembrar os direitos e deveres quando o assunto envolve compras e contratação de serviços. O Procon Santo André prestou orientações sobre o Código de Defesa do Consumidor,  num dos pontos símbolos do varejo na cidade, o Calçadão da Oliveira Lima.

Além de uma tenda perto do Largo da Estátua, a equipe do órgão aproveitará para alertar os consumidores sobre os prejuízos das alterações na legislação nacional de planos de saúde, previstas no projeto de lei nº 7419/2006. De acordo com a diretora do Procon Santo André, Doroti Gomes Cavalini, “há uma manifestação em âmbito nacional de todos os órgãos de defesas do consumidor, que estão se mobilizando para que esse projeto não seja aprovado. Se esse projeto for aprovado será um retrocesso na área de saúde”. Ao detalhar os riscos aos usuários dos planos particulares, Cavalini destaca a redução de cobertura, limitando atendimentos de urgência e emergência somente para planos hospitalares ou referência, além da possibilidade de a empresa reduzir a rede assistencial sem autorização da ANS. “O que estiver previsto em contrato terá mais importância do que as regras do Código de Defesa do Consumidor”, alerta.

Índices de atendimento – De acordo com uma balanço do Procon Santo André, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, as principais reclamações registradas envolveram os serviços de telefonia e também os bancos. Nos dois primeiros meses de 2018, foram realizados 2.651 atendimentos. Desse total, as reclamações relacionadas a telefonia fixa e móvel somam 359 atendimentos (13,76%) e assuntos financeiros 243 atendimentos (9,31%).

Para ser atendido no Procon de Santo André, o munícipe deve se dirigir à sede do órgão, localizada na rua Arnaldo, 49, na Vila Bastos. É necessário que o consumidor seja morador da cidade. Para situações de primeiro atendimento, o horário é de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com distribuição de senhas. Vale lembrar que não existe agendamento prévio. O consumidor interessado deve trazer cópias do RG (Registro Geral) e do CPF (Cadastro de Pessoa Física), além do comprovante de residência no nome da pessoa e dos documentos referentes à reclamação. Caso o titular da reclamação não possa comparecer deve fazer uma procuração simples para ser representado no atendimento.

São vários os tipos de serviços disponíveis no Procon. O atendimento pode se dar por uma simples consulta, ou seja, com uma orientação para esclarecer dúvidas e também pode ser feito o atendimento preliminar (aquele que por meio de um contato telefônico o Procon consegue solucionar a demanda do consumidor). Outro tipo de serviço é a emissão de uma Carta de Informações Preliminares, narrando os fatos relatados pelo consumidor. Passadas essas etapas e caso não tendo sido solucionado, o Procon agenda audiência de tentativa de conciliação. Neste momento, as reclamações se tornam um processo administrativo, podendo constar no cadastro de reclamações fundamentadas atendidas ou não atendidas.

Sobre as promoções típicas do Dia do Consumidor, Cavalini orienta: “o consumidor tem que ficar atento se realmente o anúncio tem de fato uma promoção. Por exemplo, se eu quero comprar um computador, preciso acompanhar o preço para ver se. ao sair a oferta, ele teve uma mudança real ou se manteve. Pesquisa de preços não pode faltar”, conclui.

 

Brasil poderá recorrer à OMC junto com outros países

O presidente Michel Temer afirmou na abertura do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em São Paulo, que aposta no diálogo com os Estados Unidos para tentar retirar o Brasil da lista de países que terão de pagar uma sobretaxa ao aço importado pela indústria americana.

Segundo Temer, se não houver uma solução “amigável” e "rápida" com os Estados Unidos, o Brasil enviará junto com outros países uma representação à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a criação de novas taxas para a importação de aço e alumínio, de 25% e 10%, respectivamente. A medida vale a partir de 23 de março.

"Se não houver uma solução digamos assim amigável muito rápida, vamos formular uma representação à Organização Mundial do Comércio, mas não unilateralmente, não apenas o Brasil, mas com todos os países que tiverem prejuízos em função dessa medida tomada", declarou Temer.

O presidente fez um pronunciamento na plenária de abertura e respondeu a perguntas do fundador do fórum, Klaus Schwab. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), também participaram.

A questão do aço foi abordada por Schwab após o discurso de Temer, no qual o presidente listou realizações de seu governo, como o teto de gastos e as reformas trabalhista e do ensino médio.

O Brasil é o segundo maior exportador de aço para os Estados Unidos, atrás do Canadá, que foi excluído da taxação. Cerca de um terço das exportações brasileiras seguem para a indústria americana.

Representação à OMC

Temer reconheceu a preocupação com o impacto da medida anunciada por Trump. Ele disse que pretende telefonar em breve para o presidente norte-americano, a fim de discutir o assunto.

"Nessa questão do aço, realmente há uma grande preocupação. Pelos tratados internacionais a taxação do aço poderia variar de 0% a 4,5%, e houve uma taxação de 25% no caso do aço e 10% no caso do alumínio. Temos que tratar com muito cuidado dessa matéria", disse Temer.

O presidente destacou que o governo discute formas de lidar com a taxação, apostando no diálogo.

Ele lembrou que na segunda-feira (12) recebeu no Palácio do Planalto o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo.

De acordo com o presidente, ficou alinhavada a possibilidade de enviar representação à OMC junto com outros países, se não houver uma solução para o impasse gerado pela medida anunciada por Trump.

O presidente ainda relatou que o governo incentiva empresas brasileiras e americanas a atuarem para conseguir modificar a sobretaxa no Congresso do Estados Unidos.

"Acho uma estratégia válida, até porque o setor privado tem um peso importante nessa conversa. Eles têm canais diretos com o Congresso e com setores da administração americana. Falar com eles é um passo no sentido de se conseguir aliados na discussão com o governo americano."

 

 

 

'Táxi aéreo' com a Uber está 'avançando rápido' e será 'para todo mundo'

 

O diretor de inovação corporativa da Embraer, Antonio Campello, disse que ainda não há prazo para o lançamento do serviço de transporte aéreo urbano, em projeto feito em parceria com a Uber. Mas o executivo garantiu que as pesquisas estão evoluindo rápido, e adiantou que a ideia é que o preço do serviço deve garantir acesso a um grande número de pessoas.

“Todo mundo pode voar. O serviço é realmente para todo mundo”, declarou ele, explicando que o preço “vai permitir que isso aconteça”. A declaração foi feita em uma palestra no South by Southwest, festival de inovação que acontece em Austin, nos Estados Unidos. A Embraer foi uma das empresas brasileiras que estiveram no SXSW, que neste ano passou a receber também grandes companhias do país.

Campello se apresentou para uma plateia numerosa ao lado de Mark Moore, diretor de engenharia de aviação da Uber, para falar sobre o acordo anunciado em 2017 para desenvolver um sistema para tráfego de veículos elétricos aéreos - ou seja, um sistema de transporte urbano aéreo em pequenos veículos.

Os dois executivos se mostraram bastante empolgados após a jornalista Kym McNicholas, que estava fazendo a mediação da palestra, perguntar aos presentes quem aceitaria ser transportado pela aeronave que a Embraer e a Uber estão propondo.

Questionando sobre a segurança, ela perguntou aos presentes quantos, “honestamente”, estariam dispostos a viajar dessa forma num curto prazo. Quase todos levantaram suas mãos, fazendo com que os executivos lançassem um sonoro e conjunto “uau!”.

“Eu fiquei muito entusiasmado com o que eu vi”, comemorou Campello em conversa com jornalistas após a palestra. “Eu vi pelo menos 80% das pessoas levantando a mão. Se essa proporção se mantiver, a mudança na sociedade de transformação vai ficar muito mais facilitada”, disse.

'É possível'

Campello e Moore se mostraram conscientes de que, para algumas pessoas, a ideia de um pequeno veículo elétrico transportando pessoas por grandes centros urbanos possa parecer um tanto irreal. No entanto, eles afirmaram categoricamente que o projeto é, sim, possível.

“Não é só algo que alguém disse que, talvez, um dia aconteça”, disse Campello durante a palestra, complementando em seguida a jornalistas que o projeto “já é viável com as tecnologias atuais”.

Moore brincou sobre a reação das pessoas ao verem um vídeo que foi apresentado sobre o projeto antes da palestra. “No rosto dos mais jovens, a reação era ‘uau!’, e no dos mais velhos era ‘isso nunca vai acontecer”, comparou.

 “Estamos no caminho. Estamos construindo um mercado novo inteiro”, analisou o executivo da Uber, que garantiu em seguida: “Estamos avançando muito rápido”.

 

 

 

Presidente da Caixa diz que não descarta usar recursos do FGTS

O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse que não descarta usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para capitalizar o banco.

No início deste ano, o presidente Michel Temer sancionou uma lei que autoriza a operação, desde que com autorização do Conselho Curador do FGTS. Pelo texto aprovado pelo Congresso Nacional, a Caixa poderia receber aporte de até R$ 15 bilhões.

A medida visava atender a novas regras de controle estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e que exigem que a Caixa aumente o nível de capital próprio para poder continuar emprestando recursos a clientes e financiando projetos. O objetivo era reduzir o risco de o banco não ter recursos suficientes para honrar compromissos futuros.

Entretanto, na mesma época, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Benjamin Zymler anunciou que a corte analisaria a legalidade do empréstimo que, segundo ele, "envolveria elevados riscos para o FGTS".

Pouco depois, o governo decidiu que descartaria a operação que, segundo o Blog do João Borges, sofria restrições dentro do Banco Central e da Secretaria do Tesouro Nacional.

No dia 23 de janeiro a Caixa informou, após reunião do seu Conselho de Administração, que cumpriria o planejamento para 2018 "sem a necessidade da emissão de instrumento de dívida junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)".

No aguardo do TCU

Nesta segunda, após participar de uma sessão solene na Câmara em homenagem aos 157 anos do Caixa, Occhi disse que o banco ainda pode recorrer ao empréstimo do FGTS para se capitalizar.

"A Caixa já pode [buscar o empréstimo do FGTS] porque tem uma lei que dá um embasamento legal, mas nós - e eu, particularmente, tenho sempre um costume de consultar o TCU em assuntos mais complexos, então, isso a gente tem feito - vamos aguardar", afirmou.

Occhi destacou que, enquanto não há uma decisão do TCU, a Caixa tem adotado medidas para melhorar a eficiência e que acha que esse "cenário" poderá ter peso na liberação da operação. Ele defendeu ainda que o empréstimo do FGTS seria "vantajoso" para o país.

"É muito vantajoso para o Conselho Curador, para o trabalhador e para o país de uma maneira geral. É muito vantajoso. Eu não estou falando se é vantagem para a Caixa, porque eu posso ir ao mercado internacional, ao mercado nacional e fazer uma capitalização, pagar caro por um dinheiro. Um dinheiro que é mais caro do que um dinheiro normal de captação normal. Então, por que não fazer isso com o FGTS? Se um privado confia na Caixa, por que o FGTS não vai confiar na Caixa?", disse.

Occhi afirmou que a Caixa tem adotado medidas para não precisar do empréstimo, mas que quer deixar "sempre uma porta aberta".

"A Caixa está adotando as suas medidas para não precisar, mas, se eventualmente precisar, para alavancar um crédito, para ir buscar outras alternativas, eu acho que nós temos que deixar sempre uma porta aberta", declarou.

Reajuste de medicamentos deve chegar a 2,84% em abril

Com base na inflação de fevereiro divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) estima que o índice máximo de reajuste de medicamentos neste ano ficará em 2,84%.

O governo federal deve anunciar os índices oficiais de aumento permitido no preço dos remédios em 1º de abril.

O reajuste leva em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), cuja taxa foi de 2,84% no período de março de 2017 a fevereiro de 2018.

A regulação é válida para um universo de mais de 19 mil medicamentos disponíveis no mercado varejista brasileiro.

“Essa é uma correção de preços que fica abaixo da inflação. O país acumula 117% de inflação desde 2005, enquanto os medicamentos tiveram 82% de reajuste no período. São 35 pontos percentuais de diferença”, diz Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma.

No ano passado, o reajuste variou entre 1,36% e 4,76%. Em 2016, o reajuste máximo autorizado foi de 12,5%. Em 2015, foi de 7,7%. Em 2014, o reajuste foi de 5,68%.

A Interfarma informa que, embora o reajuste tenha data marcada, a efetiva mudança de preços nas farmácias pode ser gradual porque distribuidores e varejo costumam aumentar os seus estoques para manterem por algumas semanas o preço antigo. “Vale lembrar que os preços são regulados e não tabelados, ou seja, o governo estabelece um valor máximo, mas a concorrência de mercado é livre para a prática de descontos", diz Britto.

3 faixas de reajuste

Os reajustes são concedidos conforme o perfil de concorrência dos produtos, seguindo a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento também pode ser maior. São 3 níveis diferentes de alta.

De acordo com o Ministério da Saúde, o primeiro grupo é o dos medicamentos de maior concorrência, são aqueles que possuem mais laboratórios produzindo diversas marcas ou genéricos substitutos. São, por exemplo, os medicamentos inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc.) e estatinas (sinvastatinas, atorvastatina, etc.). Esses produtos aumentaram no ano passado em até 4,76%.

O segundo grupo de medicamentos são os que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol, fluconazol, etc.) e analgésicos narcóticos (tramadol, morfina, etc.). Esses medicamentos tiveram aumentos de seus preços máximos em até 3,06%.

 

Já o terceiro grupo é o dos medicamentos com baixa concorrência, como os corticosteroides oral puro (betametasona, dexametasona, etc.) e penicilinas injetáveis (ampicilina, amoxicilina, etc.). Os medicamentos desse grupo respondem por mais da metade do mercado de medicamentos e tiveram os menores ajustes, de no máximo 1,36%.

 

 

 

 

Corrupção só traz prejuízos?

Nos anos 1960, um grupo de acadêmicos abraçou a tese de que corrupção é o "óleo que lubrifica" as engrenagens do Estado e da economia. Segundo a vertente, certas práticas ilegais ou imorais poderiam ser até benéficas para os países, desde que mantidas sob certo controle, e deveriam ser vistas como chaves para favorecer o desenvolvimento econômico.

Ao longo das décadas seguintes, a Ciência Política e a Economia passaram a rechaçar essa visão funcionalista da corrupção. Mas agora, novas pesquisas sobre a Ásia e América Latina sugerem que estudiosos como Nathaniel Leff, Samuel Huntington e Colin Leys, partidários da tese de que a corrupção pode, sim, ter algum lado positivo, não estavam de todo errados.

Na visão de Leff, Huntingotn e Leys, a corrupção poderia, por exemplo, facilitar processos burocráticos ou até permitir o aquecimento da economia, com empresas ganhando contratos, gerando emprego e renda. Mesmo negócios informais, sem registro, teriam funcionamento garantido graças, por exemplo, à propina paga a fiscais.

Mas, com o tempo, acadêmicos de diferentes áreas começaram a preconizar que o fenômeno fosse visto como um mal a ser combatido. Não só porque consome recursos que poderiam ser usados em áreas como saúde, educação e redução da desigualdade, mas também porque a corrupção favorece certos interesses privados em detrimento do coletivo.

Agora, há sinais de que a controvérsia voltou a ser aberta graças a uma nova leva de produção científica que busca identificar associações positivas entre corrupção e crescimento econômico. Estudos publicados apontam essa correlação em alguns países asiáticos e também a associação entre corrupção e perfomance de empresas em países da América Latina. Segundo esses estudos, a corrupção não seria impeditivo natural para o crescimento econômico.

É importante ressaltar que a tentativa desafiar a lógica que corrupção traz apenas malefícios com a produção de evidências empíricas ainda é incipiente na produção acadêmica. Isso significa que ainda são poucos os estudos publicados sobre o tema. Além disso, também não é uma corrente de pensamento com muitos adeptos, uma vez que prevalece o entendimento de que os efeitos da corrupção são extremamente nocivos para a sociedade como um todo.

 

Ministro da Fazenda diz analisar mudança em tributação sobre combustíveis

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ,antes de café da manhã organizado pelo Council of the Americas com lideranças empresariais em Nova York (Estados Unidos), que a equipe econômica analisa a possibilidade de mudar a tributação sobre combustíveis.

Em julho do ano passado, diante das dificuldades para cumprir a meta de déficit fiscal para 2017, o governo anunciou aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis (gasolina, diesel e etanol). Naquele momento, informou que esperava arrecadar cerca de R$ 10 bilhões a mais no ano passado.

Os tributos foram elevados ao limite máximo permitido pela lei. Deste modo, uma eventual mudança na tributação sobre combustíveis, envolvendo o PIS/Cofins, teria de ser feita, necessariamente, para baixar a tributação.

O aumento de tributos, somado a reajustes feitos pela Petrobras, fez disparar o preço dos combustíveis no Brasil, o que vem gerando reclamações da população e até de integrantes do governo.

Diante dos questionamentos, a Petrobras tem informado que a parcela do preço na refinaria, pelo qual é responsável, representa menos de 50% do preço do diesel e menos de 33% do preço da gasolina.

Ainda de acordo com a estatal, o principal componente dos preços dos combustíveis tem sido a "carga tributária" imposta pelo governo.

"Estamos começando a analisar essa questão [tributação sobre os combustíveis], se teria ou não uma melhora na estrutura de impostos. Não tem prazo definido [para a eventual mudança]", declarou Meirelles a jornalistas, em Nova York.

Política de preços da Petrobras

O ministro negou, porém, qualquer possibilidade de mudança na política de preços da Petrobras que, segundo ele, é "autônoma" e "baseada na eficiência cooporativa".

"Não há nenhum pensamento de qualquer discussão a esse respeito. A Petrobras fixa seu preço de acordo com as condições de mercado", acrescentou.

A declaração representa um recuo em relação ao que o próprio ministro havia dito nesta terça-feira (6), em entrevista à rádio CBN. Ele informou, na ocasião, que o governo estaria discutindo uma nova política de preços junto à Petrobras para evitar que fortes guinadas nas cotações internacionais prejudicassem o consumidor ou a companhia.

 

A declaração do ministro gerou reação por parte da Petrobras. A estatal informou , à Reuters, que, "em nenhum momento", se cogitou qualquer alteração nas regras atualmente aplicadas pela companhia, "que são de sua exclusiva alçada".

 

A estatal também informou que "continuará ajustando o preço da gasolina e do diesel em suas refinarias diariamente conforme as variações nas cotações internacionais do petróleo". A empresa observa outros parâmetros em sua política, como o câmbio, assim como busca recuperar mercado no setor.

 

Medida dos EUA que impõe taxa ao aço não é usada há 17 anos

A proposta anunciada pelo governo dos Estados Unidos de elevar em 25% as taxas para aço e em 10% as taxas para alumínio comprados de outros países usa um dispositivo criado para defender a segurança nacional norte-americana, a chamada seção 232. Ela não era colocada em prática há mais de 15 anos e que só resultou em seis sanções efetivas em mais de 50 anos de existência.

Ela, no entanto, foi a responsável pelo país barrar a importação de petróleo e derivados do Irã e Líbia, nos anos 1970 e 1980.

Leia ao final desta reportagem todos as 26 vezes em que seção 232 foi acionada e o que aconteceu em cada caso.

China na mira

O foco da medida, anunciada nesta quinta-feira (1º) pelo presidente americano Donald Trump, é a China, mas atinge em cheio o Brasil, o 2º maior exportador de aço para os EUA.

Em 2017, a indústria brasileira faturou R$ 8,3 bilhões em vendas totais de 4,7 milhões de toneladas de aço para os americanos. Em algumas categorias, como o aço semiacabado, o Brasil é o maior exportador para os EUA.

A China é o maior exportador de aço do mundo, mas os EUA não é um grande comprador do seu produto. O país é o 11º na lista dos vendedores de aço para os EUA.

Entre 2011 e 2017, o volume de aço importado cresceu 38%, para cerca de 36 milhões de toneladas por ano.

O presidente norte-americano Donald Trump começou a discutir em abril do ano passado uma forma de reverter o quadro. Segundo ele, a indústria do aço dos EUA foi “sitiada” por concorrentes estrangeiros “que ganharam a vida tirando proveito" de leis de comércio desfavoráveis aos americanos.

 

PIB brasileiro cresce 1,0% em 2017

Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,0% em 2017, na primeira alta após dois anos consecutivos de retração. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB em 2017 foi de R$ 6,6 trilhões.

O resultado mostra que a economia brasileira começou a se recuperar em 2017, mas ainda não repõe as perdas da atividade econômica na crise. Em 2016 e 2015, o PIB recuou 3,5% sobre o ano anterior, na maior recessão da história recente do país.

De acordo com a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis, com resultado de 2017 o PIB retorna ao patamar observado no primeiro semestre de 2011. "Isso considerando o valor adicionado em termos reais, já descontada a inflação", enfatizou a pesquisadora.

Para Rebeca, o grande impulsionador do PIB de 2017 foi o agronegócio, que avançou 13% em 2017, puxado pela safra recorde. "Em tese, o crescimento seria de 0,3% (sem o agronegócio). Mas temos que lembrar que a agropecuária tem influência em todos os outros setores."

O consumo das famílias avançou 1% no ano passado e também contribuiu para a recuperação da economia

No quarto trimestre, o PIB cresceu 0,1% em relação ao trimester anterior, na quarta alta consecutiva nessa base de comperação. Frente ao mesmo período de 2016, o avanço foi de 2,1%.

O PIB per capita cresceu 0,2% no ano passado, alcançando R$ 31.587, já considerando a inflação. O PIB per capita é definido como a divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano.

A coordenadora do IBGE enfatizou que o grande destaque é, incontestavelmente, o da agropecuária. "A agropecuária tem um peso de apenas 5,3% na composição do PIB, mas o setor respondeu por 0,7% do valor adicionado ao PIB", disse.

A safra recorde levou o setor agrícola a crescer 13% em 2017, no melhor desempenho desde o inicio da série histórica do IBGE, em 1996, superando o avanço de 8,4% registrado em 2013.

“Principalmente com recorde da safra de soja, que é o produto agrícola mais pesado do Brasil, e do milho, cuja safra cresceu mais de 55% na comparação com o ano anterior”,

 

 

Carrefour Brasil registra lucro de R$ 1,4 bilhão em 2017

Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 1,4 bilhão em 2017, alta de 12,4% ante o ano anterior. Segundo a companhia, trata-se do "maior da história do Grupo Carrefour Brasil". Incluindo créditos tributários não recorrentes, o lucro líquido atribuído aos acionistas subiu 36,2% para R$ 1,6 bilhão em 2017.

No 4º trimestre, o Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 633 milhões, alta de 9% sobre o mesmo período de 2016, com o resultado sendo puxado pelo desempenho da divisão de atacarejo Atacadão e apesar da deflação de alimentos. O lucro líquido atribuível aos acionistas controladores subiu 11,1% ante o quarto trimestre de 2016, para o valor recorde de R$ 596 milhões.

A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 1,118 bilhão de reais de outubro a dezembro, avanço de 0,7%na comparação anual. A margem recuou 0,3 ponto percentual, no período para 8,6%.

O resultado foi divulgado alguns dias depois do principal rival do grupo, o GPA, anunciar lucro líquido de R$ 408 milhões no quarto trimestre, revertendo resultado negativo de R$ 29 milhões sofrido um ano antes. O Ebitda ajustado foi de R$ 931 milhões, alta de 28%.

O Carrefour Brasil teve crescimento de 4,2% na receita líquida do quarto trimestre sobre um ano antes, para R$ 13,7 bilhões, encerrando o ano com faturamento de R$ 50,28 bilhões, crescimento de 5,8%.

A divisão Atacadão apurou vendas líquidas de R$ 8,46 bilhões no período, alta de 6,8% sobre um ano antes. Já a área de supermercados do grupo ficou praticamente estável, com vendas líquidas de R$ 4,59 bilhões nos três últimos meses de 2017.

A margem bruta do Atacadão foi de 15,3% no quarto trimestre ante 14,% um ano antes. Na área de supermercados a margem bruta caiu a 25,9% ante 27,3% no quarto trimestre de 2016. O GPA divulgou margem bruta do atacarejo Assaí de 18% ante 16,1% um ano antes e na área de supermercados a margem cresceu de 26,9% para 30% no quarto trimestre.

Para 2018, o Carrefour Brasil prevê investimento de R$ 1,8 bilhões, estável sobre 2017, e abertura de 20 lojas Atacadão ante 12 aberturas no ano passado. A companhia também espera alcançar equilíbrio financeiro na operação de cartão de crédito do Atacadão até o final do ano.

O Carrefour Brasil também afirmou no balanço que pretende implementar sistema de compra online e retirada de produtos pelos consumidores em supermercados e hipermarcados do grupo neste ano.

Prazo do INSS para comprovar que está vivo termina nesta quarta

Pessoas que recebem benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até esta  para fazer a comprovação de vida. O procedimento é obrigatório e, quem perder o prazo, pode ter o benefício suspenso.

Inicialmente, o prazo para a comprovação de vida terminaria em 31 de dezembro de 2017, mas o governo prorrogou a data devido ao número alto de beneficiários que deixaram de faze-la.

O presidente Michel Temer, que é aposentado como procurador do Estado de São Paulo, chegou a ter o benefício suspenso por dois meses em 2017 porque não realizou a comprovação.

O INSS tem mais de 34 milhões de beneficiários. Até janeiro de 2018, 4,7 milhões ainda não haviam comparecido aos bancos pagadores para realizar o procedimento.

Veja abaixo o que é preciso para fazer a comprovação de vida:

Quem é obrigado a fazer?

Segundo o governo, a prova de vida é obrigatória para todos os beneficiários do INSS que recebem por conta corrente, conta poupança ou cartão magnético. Quem não fizer a comprovação de vida no tempo previsto poderá ter seu pagamento suspenso.

Onde fazer a comprovação?

A comprovação de vida é realizada diretamente no banco em que o segurado recebe o benefício. Não é necessário ir à agência da Previdência Social.

O que levar?

Na agência bancária, basta apresentar um documento de identificação com foto. Pode ser:

carteira de identidade

carteira de trabalho

carteira nacional de habilitação

A Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda informou que algumas instituições financeiras que possuem sistemas de biometria estão utilizando essa tecnologia para realizar a comprovação de vida nos terminais de autoatendimento.

E quem não pode ir até a agência?

Aqueles que por motivos como doença ou dificuldades de locomoção não puderem ir à agência bancária para realizar a comprovação de vida, pode enviar, em seu lugar, um procurador. Entretanto, ele precisa estar devidamente cadastrado no INSS.

E quem vive no exterior?

Os segurados que residem no exterior também podem realizar a comprovação de vida por meio de um procurador cadastrado no INSS ou por meio de documento de prova de vida emitido por consulado, bem como pelo Formulário Específico de Atestado de Vida para o INSS, que está disponível no site da Repartição Consular Brasileira ou no site do INSS.

Caso o beneficiário opte por usar o formulário, informa a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, o documento deverá ser assinado na presença de um notário público local, que efetuará o reconhecimento da assinatura do declarante por autenticidade.

Se o beneficiário mora em país signatário da Convenção sobre Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros (Convenção de Haia/Holanda, de 05 de outubro de 1961), aprovada pelo Decreto Legislativo nº 148, de 12 de junho de 2015, o formulário deverá ser apostilado pela autoridade competente da mesma jurisdição do cartório local.

Já no caso de país não signatário, o formulário deverá ser legalizado pelas representações consulares brasileiras.

Economia do Brasil terá 'recuperação consistente' em 2018

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, voltou a afirmar que o cenário para 2018 prevê “recuperação consistente” da economia e com a inflação em direção à meta oficial, mas que também há riscos.

Segundo apresentação preparada para evento em São Paulo, Ilan disse que os riscos envolvem “possíveis efeitos secundários de choques favoráveis e mecanismos inerciais podem produzir trajetória prospectiva da inflação abaixo do esperado”, bem como frustração das reformas econômicas e reversão do cenário externo benigno.

“O Brasil precisa continuar no caminho de ajustes e reformas para manter a inflação baixa, a queda da taxa de juros estruturais e a recuperação sustentável da economia”, afirmou o presidente do BC, segundo a apresentação.

No início deste mês, o BC desacelerou o passo e cortou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, à nova mínima recorde de 6,75% ao ano, e sinalizou o fim do ciclo de afrouxamento na Selic devido à melhor recuperação da atividade econômica no país.

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada dias depois, reforçou esse posicionamento, mas também informou que seus membros divergiram sobre qual comunicação deveria ser adotada para a próxima reunião, em março.

Enquanto alguns manifestaram preferência por manter “elevado grau de liberdade”, outros defenderam sinalizar de modo mais claro o possível fim do ciclo, com liberdade de ação, mas em menor grau.

A conclusão de todos, no fim, foi por indicar o encerramento do ciclo “caso a conjuntura evolua conforme o cenário básico”, mas mantendo espaço para queda “moderada” adicional nos juros caso haja alteração nesse quadro.

Com isso, o mercado de juros futuros precificava apostas divididas sobre o próximo passo do BC, em março, entre novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros e manutenção.

Ilan também reforçou que “o cenário internacional encontra-se benigno, mas não podemos contar com essa situação perpetuamente”.

Recentemente, os mercados financeiros mundo afora reagiram com volatilidade aos sinais de fortalecimento da economia dos Estados Unidos. O temor é de que o Federal Reserve, banco central do país, possa ser mais duro ao elevar a taxa de juros para enfrentar as pressões inflacionárias.

Falta trabalho para 26,4 milhões de brasileiros

Faltava trabalho para cerca de 26,4 milhões de brasileiros no quarto trimestre de 2017, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse número representa os trabahalhadores subutilizados no país, grupo que reúne pessoas que poderiam trabalhar, mas estão desocupadas, e aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais.

(Correção: O IBGE divulgou que o número de subutilizados somava 26,3 milhões de pessoas no Brasil. Cerca de 45 minutos depois, corrigiu a informação para 26,4 milhões.)

O índice de subutilização atingiu 23,6% da força de trabalho no quarto trimestre de 2017, uma queda em relação trimestre anterior, de 23,9%, mas ainda acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 22,2%.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 4º trimestre de 2017:

12,3 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuram empregos nos últimos 30 dias;

6,5 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;

7,3 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,3 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a população de trabalhadores subutilizados tem "praticamente um perfil único" por conta, sobretudo, das dificuldades inerentes ao ingresso no mercado de trabalho.

“Os jovens, dadas as dificuldades e barreiras deles se inserirem no mercado de trabalho – falta de experiência, falta de qualificação. Isso também vai abranger um maior contingente da população preta e parda, que também tem maior dificuldade de se inserir por conta da formação e da qualificação e pela falta de experiência.”

Veja o perfil desses trabalhadores subutilizados:

54,2% são mulheres

55,8% são pretos e pardos

26,5% têm entre 18 e 24 anos

39,1% não têm ensino médio

 

Gol passa a cobrar pela marcação de assentos no ato da compra

 


A Gol passou a cobrar pela marcação de assentos na hora da compra do bilhete. Agora, a marcação gratuita só será válida dentro do período de check-in, que começa a contar sete dias antes da data do voo. Quem quiser escolher o assento no ato da compra terá de pagar R$ 10 na Tarifa Light e R$ 20 na Promo. Esses valores valem tanto para os voos nacionais quanto internacionais. De acordo com a empresa, 65% dos bilhetes vendidos são da modalidade Light. A promo é uma nova tarifa. A mudança  já esta valendo.

A Gol é a primeira companhia aérea, dentre as principais que realizam voos domésticos no país, a estabelecer a cobrança pela marcação de assento comum (que não seja mais espaçoso ou em lugares específicos) na classe econômica no ato da compra.

Esse procedimento já é comum entre as empresas de baixo custo que operam no exterior e entre algumas gigantes, como a espanhola Iberia. E, asim, como no caso da Gol, geralmente as taxas são cobradas de passageiros que compraram os bilhetes com as tarifas mais baixas e promocionais. Membros das categorias mais altas dos programas de fidelidade e passageiros que pagaram as tarifas mais flexíveis (e mais caras, portanto), normalmente têm o direito de marcar o assento com antecedência sem custos.


Segundo a Gol, a tarifa Promo terá bilhetes com até 30% de desconto em relação à menor praticada até então (Ligth) e todos os voos terão serviço de bordo, com bebidas não alcoólicas como refrigerante, suco, café e água, sem qualquer custo adicional.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a política de marcação de assentos é uma prerrogativa das companhias aéreas. Mas passageiros portadores de necessidades especiais, gestantes, acompanhados de crianças pequenas, crianças desacompanhadas e maiores de 60 anos têm prioridade nas poltronas da primeira fileira.

O anúncio da cobrança ocorre junto a uma reformulação geral das tarifas da companhia aérea.

 

 

 

Reforma da Previdência não está sepultada, mas suspensa

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse  que o governo não desistiu de mudar as regras da aposentadoria.

Perguntado se a votação da reforma da Previdência está "sepultada", Meirelles respondeu que "sepultada, não. Está suspensa até que seja encerrada a intervenção (federal no Rio de Janeiro), que é assunto prioritário e fundamental, não poderia ser adiado".

Segundo o ministro, o assunto permanece na pauta do governo. "Acredito que resolvida essa questão da intervenção, (a reforma) passa imediatamente a ser prioritária", emendou.

O governo do presidente Michel Temer anunciou  que não vai votar a Reforma da Previdência neste ano. O motivo é que a lei brasileira proíbe a aprovação de emendas à Constituição enquanto a intervenção estiver em vigor, o que está previsto para durar até 31 de dezembro. Em contrapartida, foi apresentada uma lista de 15 projetos que ganharão prioridade, na tentativa de equilibrar as contas públicas. Grande parte deles já tramita.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que essa nova pauta econômica é um "desrespeito" ao Congresso e um "abuso". Sobre as críticas, Meirelles voltou a declarar que o Congresso é "soberano" para decidir o que vota ou não e disse que há "um mal-entendido".

"Acho que há um mal-entendido, (a lista) não é uma relação de ideias de novos projetos, é algo que analisa e prioriza os diversos projetos de lei que já estão em tramitação no Congresso", afirmou. "Não é coisa de que nunca se ouviu falar, nada disso."

Projeto de lei

Meirelles também descartou a possibilidade de apresentar a reforma da Previdência por projeto de lei. A alternativa chegou a ser cogitada por integrantes do governo, mas foi rechaçada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

"Acredito que se nós tivéssemos chegado a conclusão de que não haveria voto suficiente e tivéssemos abandonado a ideia de propor (a reforma da Previdência) neste governo, aí sim poderia justificar plano B ou C".

Tempo médio de desemprego é de um ano e dois meses


 

O tempo médio de desemprego no Brasil é de 14 meses, segundo a pesquisa “O desemprego e a busca por recolocação profissional no Brasil”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em 2016, o tempo médio era de cerca de 12 meses.

O levantamento traçou um perfil dos desempregados no país e mostrou que 59% são do sexo feminino, com média de idade de 34 anos; 54% têm até o ensino médio completo, 95% pertencem às classes C/D/E e 58% têm filhos.

Entre os profissionais que já tiveram um emprego antes, 34% atuavam no segmento de serviços, enquanto 33% no setor de comércio e 14% na indústria.

De acordo com o estudo, a média de permanência no último emprego foi de aproximadamente dois anos e nove meses. Também na última ocupação, 40% dos funcionários trabalhavam formalmente com carteira assinada, 14% eram informais e 11% autônomos ou profissionais liberais. Já 8% dos desempregados atuais estão buscando a primeira oportunidade profissional.

Entre aqueles que já tiveram algum emprego antes, 67% já haviam ficado desempregados anteriormente e 32% nunca tinham se encontrado nesta situação. Além disso, 57% dos desempregados conhecem alguma outra pessoa que passa pelo mesmo problema ou que teve de fechar sua empresa nos últimos três meses.

Na maioria dos casos (56%), os entrevistados foram desligados da empresa. Por outro lado, 17% dos profissionais pediram demissão e 14% fizeram um acordo.

As maiores causas para as demissões foram: redução de custos por parte da empresa para lidar com os efeitos da crise (35%), redução da mão de obra ociosa (12%) e o fechamento da empresa (11%).

As principais razões de quem pediu demissão foram: problema de saúde (15%), insatisfação com o salário (13%) e desejo de poder dedicar mais tempo à família (11%).

Maioria aceita receber menos

O estudo também destacou que seis em cada dez desempregados (61%) estão dispostos a ganhar menos do que recebiam no último emprego.

As principais justificativas apontadas foram que o importante é voltar ao mercado de trabalho (23%) e arrumar um emprego para pagar as despesas (22%). Por outro lado, 39% não estão dispostos a receber menos, já que os rendimentos menores seriam uma regressão profissional, segundo 19% dos entrevistados. Outros 13% afirmaram que, ao aceitarem um pagamento menor, seria mais difícil voltar ao patamar salarial que possuía antes.

Governo pode remanejar Orçamento para garantir verba ao Exército

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a equipe econômica avalia, junto com o Ministério da Defesa, se será necessário direcionar mais recursos para as Forças Armadas por conta da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

Segundo Meirelles, o governo pode remanejar o Orçamento, ou seja, retirar recursos de outras áreas, para financiar as ações durante a intervenção. Isso acontece, disse, porque o Orçamento de 2018 já contempla despesas no volume máximo autorizado pelo teto de gastos (novo regime fiscal).

"Vamos olhar agora exatamente, trabalhar junto com as Forças Armadas, para ver se tem custos adicionais além daqueles já previstos no Orçamento", disse o ministro. De acordo com ele, podem necessitar de verba extra despesas com combustível e armamentos, por exemplo.

O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, o decreto de intervenção federal na segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

A medida prevê que o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado. Ele assume até o dia 31 de dezembro de 2018 a responsabilidade do comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

A intervenção já está em vigor, mas o decreto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (19) que a equipe econômica avalia, junto com o Ministério da Defesa, se será necessário direcionar mais recursos para as Forças Armadas por conta da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

Segundo Meirelles, o governo pode remanejar o Orçamento, ou seja, retirar recursos de outras áreas, para financiar as ações durante a intervenção. Isso acontece, disse, porque o Orçamento de 2018 já contempla despesas no volume máximo autorizado pelo teto de gastos (novo regime fiscal).

"Vamos olhar agora exatamente, trabalhar junto com as Forças Armadas, para ver se tem custos adicionais além daqueles já previstos no Orçamento", disse o ministro. De acordo com ele, podem necessitar de verba extra despesas com combustível e armamentos, por exemplo.

O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (16), no Palácio do Planalto, o decreto de intervenção federal na segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

A medida prevê que o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado. Ele assume até o dia 31 de dezembro de 2018 a responsabilidade do comando da Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

A intervenção já está em vigor, mas o decreto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

Situação do brasileiro esta tão difícil que  Coca-Cola tem prejuízo

Coca-Cola divulgou que teve prejuízo líquido no quarto trimestre de seu exercício devido a cargas ligadas à reforma fiscal, e seu volume de negócios caiu 20%, embora seja superior às expectativas.

A empresa relatou prejuízo líquido de US$ 2,717 bilhões, ante um lucro líquido de US$ 547 milhões no mesmo período de 2016.

O volume de negócios recuou a US$ 7,512 bilhões, mas foi cerca de US$ 150 milhões acima do esperado por analistas.

O lucro por ação, que não considera encargos fiscais, é de US$ 0,39 de dólar, em linha com o estimado pelo mercado.

Portabilidade de crédito foi a principal queixa de clientes de bancos


 

O Banco Central (BC) atendeu 506.195 demandas em 2017, relacionadas ao Sistema Financeiro Nacional (SFN), como reclamações contra produtos, serviços ou instituições financeiras e pedidos de informação. A portabilidade de crédito, possibilidade do cliente transferir para outra instituição um empréstimo já contratado, foi o alvo de mais queixas, com quase 50 mil ocorrências, 27% do total de reclamações reguladas (referentes a assuntos que, de fato, têm regulamentação do BC).

Para realizar a portabilidade, é necessário que o cliente busque as informações sobre a sua dívida (saldo devedor, número de parcelas a vencer, taxa de juros etc) na instituição financeira onde fez o empréstimo. A partir dessas informações, o consumidor pode negociar as condições da nova operação com outra entidade interessada em conceder-lhe novo crédito.

É importante que o cliente solicite o valor do Custo Efetivo Total (CET) da nova transação, para poder de comparar os valores dos encargos e despesas cobrados pelas instituições. Vale verificar também todas as condições do novo contrato, com relação a número de prestações, taxas de juros, tarifas, para confirmar que essa transferência seja realmente vantajosa.

De acordo com o Banco Central, os recursos obtidos serão destinados à quitação do saldo devedor da operação original, e o novo banco é que transfere os recursos diretamente para a instituição original, quitando, assim, a dívida antecipadamente. Esses custos relacionados à transferência de recursos entre bancos não podem ser repassados ao cliente.

A instituição financeira original tem um prazo de até 5 dias para eventualmente renegociar com seu cliente e oferecer condições mais vantajosas. Caso o consumidor desista da portabilidade, ele deverá formalizar a desistência com a instituição credora original que comunicará à instituição que assumiria a dívida.

COMO RECLAMAR

Consumidores que querem tirar dúvidas e registrar reclamações sobre portabilidade de crédito e outros assuntos bancários podem procurar o Banco Central.




 

Comércio volta a crescer e fecha 2017 em alta de 2%

Comércio varejista brasileiro cresceu 2% em 2017, após dois anos de fortes quedas. O resultado foi influenciado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos, que voltaram a aumentar com a queda das taxas de juros. A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de hipermercados também vendeu mais em 2017, 1,4%, e ajudou o varejo brasileiro a dar sinais de recuperação.

Apesar do avanço, o IBGE pondera que que ainda é cedo para falar em recuperação total. “2017 rompe um período de dois anos de queda nas vendas nacionais, mas ainda está longe de recuperar a perda de 10,2% acumulada nesse período”, disse Isabella Nunes, gerente da pesquisa do IBGE.

Dezembro fraco

No último mês de 2017, o volume de vendas do comércio varejista nacional recuou 1,5% em relação a novembro, anulando a alta de 1% registrada no mês anterior.

Por setores, o desempenho foi o seguinte:

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-6,3%)

Livros, jornais e papelaria (-4%)

Hipermercados (-3%)

Móveis e eletrodomésticos (-2,7%)

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%)

Tecidos, vestuário e calçados (0,5%)

Já na comparação com dezembro do ano anterior, o comércio cresceu 3,3%, puxado por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,5%).

Por setores, o desempenho foi o seguinte:

Tecidos, vestuário e calçados (7,0%)

Móveis e eletrodomésticos (8,2%)

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%)

Combustíveis e lubrificantes (-7,2%)

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-18,2%)

Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,7%)

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%)

 

Petrobras corta preço da gasolina em 3%, maior queda

Petrobras anunciou que reduzirá os preços da gasolina em 3% nas refinarias a partir de 9 de fevereiro, o maior corte desde 17 de novembro, de acordo com comunicado em seu site.

No caso do diesel, a Petrobras reduzirá os preços nas refinarias em 2,6% a partir de sexta-feira, maior redução desde 2 de dezembro.

O reajuste faz parte da nova sistemática de formação de preços da companhia, em vigor desde julho do ano passado e que procura seguir as oscilações no mercado internacional, entre outros parâmetros.

Na quarta-feira, os preços do petróleo recuaram em razão de estoques e produção elevados nos Estados Unidos.

A redução acentuada dos preços ocorre em meio a declarações de autoridades de que distribuidoras e revendedores não estão repassando cortes recentes feitos pela Petrobras nas refinarias.

Na última segunda-feira (5), o presidente da estatal, Pedro Parente, disse que a alta no preço da gasolina não é culpa da Petrobras. Na quarta-feira (7), a empresa anunciou que vai divulgar o valor cobrado pelo litro do diesel e gasolina nas refinarias depois do Carnaval, em uma estratégia que promete mais transparência.

 

Bancos vão fechar no carnaval 2018? Como fazer para pagar as contas?

As agências bancárias não vão abrir durante o feriado prolongado deste carnaval de 2018. Elas estarão fechadas ao público na segunda-feira (12) e na terça-feira (13), segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Já na Quarta-feira de Cinzas (14), os bancos estarão abertos a partir das 12h.

Quem tiver contas para pagar ou precisar fazer saques, precisa se programar. Segundo a Federação, a população pode utilizar os canais eletrônicos e correspondentes para o pagamento das contas ou retirada de dinheiro.

Além disso, os tributos que possuem código de barras podem ter o seu pagamento agendado nos caixas eletrônicos, por internet banking e pelo atendimento telefônico do banco. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

Contas que vencem no carnaval

As contas de consumo (água, energia, telefone etc) e carnês que tiverem os dias 12 ou 13 de fevereiro como data de vencimento poderão ser pagas sem acréscimo na quarta-feira (14), segundo a Febraban.

A entidade lembra que, normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento.

Já para aquelas pessoas que irão passar a semana viajando e precisarão ir até uma agência durante esse período, é possível consultar o endereço dos bancos no site Busca Banco, da Febraban.

Rombo da Previdência dos servidores públicos chega a R$ 6,5 trilhões

 

A situação da Previdência dos servidores estaduais é muito mais dramática se comparada com a Previdência dos servidores da União. No caso dos estados, o déficit atuarial, que indica a insuficiência de recursos para cobrir os compromissos dos planos de aposentadoria, equivale a R$ 4,6 trilhões, de acordo com dados do Ministério da Fazenda.

O déficit atuarial do Regime Próprio dos Servidores Públicos (RPPS), relativo aos servidores públicos federais, é de R$ 1,2 trilhão. Já o déficit atuarial dos servidores municipais está calculado em R$ 769 bilhões.

Somados, os três déficits chegam a R$ 6,5 trilhões, o equivalente a quase um PIB nominal, projetado para este ano em R$ 7,1 trilhões.

No ano passado, o déficit da Previdência dos servidores federais somou R$ 86,3 bilhões. Já o déficit dos servidores estaduais de 2016 (o resultado de 2017 ainda não está disponível) foi ainda maior: R$ 89,6 bilhões.

A situação dos estados não é homogênea. Alguns estão em situação muito pior do que outros. Há casos em que o déficit atuarial ultrapassa 200% do PIB do estado.

 

Ações da Embraer têm forte alta após notícia sobre acordo com Boeing

As ações da Embraer operam em forte alta impulsionadas por uma notícia de que as negociações para uma fusão com a fabricante de aeronaves americana Boeing avançaram. Em dia de queda do Ibovespa, as ações da Embraer chegaram a subir 9,26%, em sua máxima registrada na última nesta quarta-feira.

Às 13h44, os papeis da Embraer subiam 3,63%, enquanto o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira , caia 1,7%.

A Embraer e a Boeing confirmaram em dezembro de 2017 que estão negociando uma fusão de operações. As conversas entre as duas empresas ocorrem após as suas principais concorrentes - a Airbus e a Bombardier - fecharem um acordo para combinar operações na área de aviação comercial.

As duas empresas teriam decidido criar uma terceira empresa para unir seus negócios de aviação comercial, de acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (2), pela colunista do jornal O Globo, Miriam Leitão. Essa configuração deixaria a divisão de aviação militar da Embraer independente, atendendo um desejo do governo brasileiro.

O governo brasileiro tem uma "golden share", uma ação que lhe dá direitos especiais sobre a Embraer, como por exemplo vetar uma negociação com uma concorrente. Essa ação foi concedida à União durante o processo de privatização da empresa, nos anos 90.

A Embraer é hoje a maior fabricante de aviões comerciais regionais e sua principal concorrente é a canadense Bombardier. Já o foco da Boeing é fabricar aviões maiores e seu maior competidor no mundo é a francesa Airbus.

 

BC analisará empréstimos da Caixa para estados e municípios

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Banco Central vai analisar os empréstimos feitos pela Caixa a estados e municípios. O objetivo é avaliar se é necessário alterar as regras de alocação de capital, ou seja, de volume de recursos que são provisionados (mantidos em separado pelo banco público) para evitar eventuais perdas.

Na semana passada, a Caixa anunciou a suspensão temporária dos empréstimos para estados e municípios. Em nota, o banco informava que a decisão se devia à aprovação do novo plano de capitalização, que descartou o uso de recursos que seriam emprestados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Apenas em 2017, a Caixa desembolsou cerca de R$ 3,8 bilhões para estados e municípios, valor referente a operações de crédito contratadas no próprio ano passado.

A decisão de suspender os empréstimos ocorreu após a descoberta de que a Caixa concedeu empréstimos a estados e municípios recebendo receitas tributárias como garantia, algo proibido pela Constituição.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, negou as irregularidades e afirmou que estava previsto em lei a aceitação das receitas tributárias como garantia para esses empréstimos.

"Está na lei do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Com recursos do FGTS, o jurídico da Caixa entende que não tem nenhum problema [aceitar as receitas tributárias como garantia]. Não há ilegalidade", declarou ele durante evento organizado pelo banco em Brasília.

De acordo com Occhi, os empréstimos a estados e municípios foram suspensos porque "uma questão jurídica está sendo discutida".

"Quer se enteder melhor qual é a situação. Acredito que a definição se dará rapidamente. Acredito que haverá pacificação sobre esse assunto em 30 dias. A Caixa sempre fez isso, mas se há novo entendimento, a Caixa irá cumprir novas normas. Teremos que nos adequar às novas regras", afirmou.

 

Trabalho sem carteira assinada superam emprego formal

O número de pessoas que trabalham por conta própria ou em vagas sem carteira assinada superou o daqueles que têm um emprego formal pela primeira vez em 2017. É o que mostra levantamento com base em dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desde o trimestre encerrado em julho de 2017, o contingente dos sem carteira e por conta própria supera o dos celetistas no Brasil, apontam os dados do IBGE. Desde então, a diferença só cresce.

O quarto trimestre de 2017 se encerrou com 34,31 milhões de pessoas trabalhando por conta própria ou sem carteira, contra 33,321 ocupados em vagas formais. Em 2016, cerca de 34 milhões trabalhavam sob o regime de CLT no mesmo período, contra 32,6 milhões ocupados em vagas sem carteira assinada ou como autônomos.

O avanço do trabalho sem carteira e por conta própria mostra o crescimento da informalidade na economia. O chamado "por conta própria" é uma categoria que inclui profissionais autônomos, como advogados e dentistas, mas também trabalhadores informais, como vendedores ambulantes.

O ano de 2017 foi marcado pela recuperação da economia e pela redução do número de desempregados. O Brasil chegou a somar 14,176 milhões de desempregados em março, número que caiu para 12,3 milhões em dezembro, de acordo com dados do IBGE. Em dezembro de 2017, o país tinha 1,67 milhão de pessoas a mais trabalhando por conta própria ou contratado sem carteira,

"A qualidade do emprego não melhorou, uma vez que a maioria dos empregos não possui carteira assinada", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Na contramão da queda do desemprego, 2017 encerrou com o menor número de pessoas empregadas com carteira assinada desde 2012- são 33,32 milhões. O ápice do emprego formal foi em 2014, com 36,6 milhões de trabalhadores empregados sob o regime CLT. Entre 2014 e 2017, 3,3 milhões de vagas formais foram fechadas, apontam os dados do IBGE.

 

 

Faturamento de shopping no Brasil deve subir de 5,5% a 6% em 2018

O faturamento dos shopping centers do Brasil deve aumentar entre 5,5 e 6% em 2018, em linha com o crescimento de 6,2% apurado em 2017, informou a associação que representa o setor.

"2018 vai ser um ano de consolidar empreendimentos lançados nos últimos anos... Vai ser positivo, mas longe do crescimento de dois dígitos de 2014 e 2015", disse a jornalistas o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai.

Em 2017, o faturamento do setor somou R$ 167,75 bilhões, alta de 6,2% sobre 2016. Segundo Humai, o desempenho ficou abaixo do crescimento de 7% projetado pela associação para o ano porque o mês de dezembro foi mais fraco que o esperado.

De acordo com a Abrasce, estão previstas 23 inaugurações de shopping centers em 2018, sendo 17 no interior e 6 em capitais, mas o presidente alerta que número de lançamentos pode ser menor. "Acho que 15 a 16 inaugurações é algo factível", disse.

No ano passado, foram inaugurados 12 empreendimentos, ante expectativa inicial de 30 inaugurações.

Confiança da indústria fica estável em janeiro

O índice de confiança da indústria fechou janeiro de 2018 em 99,4 pontos, estável em relação ao mês anterior, quando havia registrado o maior nível desde janeiro de 2014 (99,6), segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mesmo com a estabilidade da confiança industrial, 12 dos 19 segmentos industriais apresentaram alta. O índice da situação atual subiu 2,4 pontos, para 100,9 pontos, o maior desde setembro de 2013 (102,4). Já o índice de expectativas caiu 2,4 pontos, para 98,0 pontos, retornando ao mesmo nível de novembro passado.

“A estabilidade resulta de movimentos de melhora das avaliações do setor sobre a situação atual, piora das expectativas e estabilidade do nível de utilização da capacidade instalada. Essa combinação mostra que, apesar da evolução favorável dos meses anteriores, o ainda elevado grau de incerteza econômica torna o setor inseguro quanto à velocidade de recuperação da economia nos próximos meses”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE.

A melhora na percepção sobre os estoques foi o principal fator a contribuir para a evolução do índice de situação atual. A parcela de empresas que avaliam o nível de estoques como insuficiente caiu de 5,6% para 5,4% do total, mas a parcela das que o consideram excessivo caiu em maior proporção, de 9,1% para 8% do total.

A principal contribuição para a queda do índice de expectativas veio da previsão do total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. Houve queda da proporção de empresas prevendo aumento no volume de pessoal, de 19% para 17,8% do total, e diminuição da proporção das que esperam redução, de 12,5% para 12,3% do total.

O nível de utilização da capacidade instalada ficou estável entre dezembro e janeiro, em 74,7%, o maior desde dezembro de 2015 (75%).

 

 

Tesouro vê dívida bruta abaixo de 80% do PIB até 2026

A Secretaria do Tesouro Nacional estimou que a dívida bruta do setor público consolidado ficará abaixo da marca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2026, mas somente se a reforma da Previdência for aprovada.

A dívida bruta, uma das principais formas de comparação internacional, é um indicador que é acompanhado atentamente pelas agências de classificação de risco - que conferem notas para os países (o que funciona como uma recomendação, ou não, para investimentos).

As agências de classificação de risco consideram o patamar de 80% para a dívida bruta como um "valor de referência" para os países emergentes - acima do qual sua sustentabilidade poderia ficar comprometida.

De acordo com a secretária Ana Paula Vescovi, do Tesouro Nacional, esse estimativa de que a dívida bruta não superará 80% do PIB nos próximos anos considera o cumprimento da regra de teto, pela qual os gastos poderão crescer neste ano, e nos próximos, somente com base na correção da inflação - pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Também embute a devolução de R$ 130 bilhões do BNDES ao governo ainda em 2018.

"Sem a reforma da previdência, não conseguiremos em alguns anos e cumprir a regra do teto", declarou ela. Acrescentou que, na ausência da reforma da Previdência, o cenário do Tesouro Nacional para a dívida bruta nos próximos ano é "bem pior", ultrapassando a marca dos 80% do PIB nos anos subsequentes.

Ela declarou que a ausência reforma da Previdência inviabilizará o cumprimento de "qualquer regra fiscal estabelecida" e "dificultará fontes de financiamento" do governo, por meio da emissão de títulos da dívida pública. "Estaremos com dificuldades de ter recursos para suprir despesas básicas do governo", acrescentou Vescovi.

Rombo da Previdência sobe para R$ 268,8 bilhões em 2017

O governo informou que atingiu R$ 268,79 bilhões em 2017 o déficit somado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado, e dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos (RPPS) da União.

Segundo números da Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda, o rombo é 18,5% maior que o registrado em 2016, quando somou R$ 226,88 bilhões. A piora foi de R$ 41,91 bilhões. O valor do rombo, no ano passado, foi o maior da série histórica.

Somente no INSS o rombo subiu de R$ 149,73 bilhões, em 2016 (2,4% do PIB), para R$ 182,45 bilhões no ano passado (2,8% do PIB), um crescimento de 21,8%, ou de R$ 32,71 bilhões.

O Ministério da Fazenda informou que a maior parte do déficit do INSS registrado no último ano está relacionado com a Previdência Rural que, sozinha, respondeu a um resultado negativo de R$ 111,6 bilhões, contra R$ 107,2 bilhões em 2016, alta de 4,1% no rombo.

A previdência dos trabalhadores urbanos também registrou déficit no ano passado, de R$ 72,31 bilhões. Houve, com isso, um crescimento de 51,3% no resultado negativo, que somou R$ 47,8 bilhões em 2016.

Para 2018, a expectativa do governo é de um novo crescimento no rombo do INSS. A previsão que consta no orçamento já aprovado pelo Congresso Nacional é de um resultado negativo de R$ 192,84 bilhões.

Servidores da União

Já para o regime próprio dos servidores da União, o déficit subiu de R$ 77,15 bilhões, no ano retrasado, para R$ 86,34 bilhões em 2017 - uma alta de 11,9%, ou de R$ 9,19 bilhões.

O déficit dos regimes próprios dos servidores da União do ano passado, de R$ 86,34 bilhões, se dividiu da seguinte forma:

servidores civis: rombo de R$ 45,24 bilhões

servidores militares: rombo de R$ 37,68 bilhões

demais servidores: déficit de R$ 3,42 bilhões

 

Confiança da indústria em janeiro é a maior desde de 2011

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 0,7 ponto na passagem de dezembro do ano passado para janeiro de 2018 e chegou a 59 pontos, divulgou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na pesquisa, resultados acima da linha divisória dos 50 pontos indicam otimismo.

Com a alta, o Icei deste mês é 8,9 pontos maior do que o observado no início de 2017, já que naquele mês foi de 50,1 pontos. “A confiança do empresário é a maior desde abril de 2011, quando o índice registrou 59,5 pontos”, destacou a entidade patronal.

 

Na separação por setor, a indústria extrativa é a mais otimista. O ramo tem um Icei de 60,5 pontos, seguidos pela indústria de transformação, com 59,3 pontos e a indústria de construção, com 57,2 pontos.

Na segmentação por porte, as grandes empresas são as com melhores expectativas. O Icei das grandes companhias foi de 61,1 pontos neste mês, enquanto as médias indicaram um Icei de 57,6 pontos e as pequenas tiveram um resultado de 55,9 pontos.

Foi a expectativa para o futuro que puxou o Icei para cima, já que o indicador que mede as condições atuais foi de 53,1 pontos frente aos 62 pontos do componente do Icei que trata das projeções para os próximos seis meses.

Empréstimo de R$15 bilhões do FGTS para a Caixa será cancelado

O empréstimo de R$ 15 bilhões do FGTS para capitalizar a Caixa Econômica já está praticamente descartado. A medida, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer no dia 4, sempre encontrou fortes restrições do Banco Central e da Secretaria do Tesouro Nacional.

A solução alternativa para que a Caixa cumpra as regras do acordo de Basileia 3, que impõe normas mais rigorosas de capitalização dos bancos, deverá ser anunciada na terça-feira (23), quando o Conselho de Administração da Caixa se reúne para aprovar o plano de capital do banco.

O problema será resolvido em parte com o uso do lucro da Caixa para capitalizar o banco. O balanço da Caixa deve ser divulgado no mês que vem, com um lucro superior a R$10 bilhões.

Mas outras medidas serão anunciadas para fortalecer o capital da Caixa, sem que ela dependa de novos aportes do Tesouro Nacional e sem usar o polêmico empréstimo de R$15 bilhões do FGTS.

As medidas que serão anunciadas na terça-feira representam uma mudança completa na relação da Caixa com o Tesouro Nacional e com o governo.

Nos governos Lula e Dilma, o Tesouro capitalizou a Caixa e isso permitiu que o banco ampliasse sua carteira de empréstimos. Eram R$80 bilhões em 2007 e hoje já ultrapassam R$750 bilhões.

Para continuar emprestando, a Caixa precisa de mais capital, caso contrário ultrapassa os limites definidos pelo acordo Basileia 3. A solução heterodoxa encontrada pela área política do governo e aprovada celeremente pelo Congresso foi o empréstimo de R$15 bilhões do FGTS.

Nos governos Lula e Dilma, o mecanismo para ampliar a capacidade de empréstimo da Caixa foi outro. O Tesouro fazia empréstimos para a Caixa e capitalizava também com ações. Até mesmo ações do grupo JBS foram usadas para esse fim.

E ao mesmo tempo, o Tesouro se apropriava dos lucros do banco. De 2007 a 2014 foram quase R$30 bilhões, mais de 70% do lucro da Caixa naquele período.

O lucro transferido para o Tesouro entrava como receita e, portanto, cobria os gastos correntes previstos no orçamento do governo federal.

Com o estatuto da Caixa que será aprovado nesta sexta-feira (19) em assembleia geral, o Conselho de Administração da Caixa se reúne na terça com poderes para tomar as decisões que mudam a gestão e a governança do banco.

Essas mudanças , se resistirem ao teste das pressões políticas e se consolidarem, vão blindar a Caixa do loteamento político-partidário que levou à corrupção e desvios que sempre custaram caro ao contribuinte.

 

Arrecadação do ISS sobre o pedágio rende mais de R$ 22 milhões a São Bernardo

O ISS que incide sobre as tarifas de pedágio tem representado importante recurso para os 262 municípios servidos pelos 7,9 mil quilômetros de rodovias estaduais paulistas sob concessão. Balanço da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) mostra que no ano de 2017 o repasse total atingiu R$ 509,4 milhões. Nos últimos dez anos já foram entregues às prefeituras R$ 3,9 bilhões a título de repasse da taxa paga pelos usuários das rodovias.

No ano de 2017, somente na Grande São Paulo, 26 prefeituras foram beneficiadas com R$ 101,3 milhões em repasses provenientes do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS-QN), que incide sobre as tarifas de pedágio. A verba é significativa na composição orçamentária das administrações municipais, principalmente em cidades de pequeno porte. Entre os municípios da região, o que mais teve arrecadação com o ISS dos pedágios foi São Bernardo do Campo, que recebeu R$ 22, milhões, seguido de São Paulo (R$ 20 milhões) e Barueri (R$ 9,7 milhões).

Municípios do interior paulista também recebem o imposto. Na região de Bauru, 18 prefeituras foram beneficiadas com R$ 11,2 milhões em repasses provenientes da tarifa. Entre os municípios da região, o que mais teve arrecadação com o ISS dos pedágios foi Bauru, que recebeu R$ 1,7 milhão, seguido de Jaú (R$ 1,5 milhão) e Pederneiras (R$ 1,1 milhão). Já na Região de Ribeirão Preto foram beneficiados 15 municípios com repasse total de R$ 2,6 milhões.

O ISS começou a incidir sobre as tarifas de pedágio em 2000 e, desde então, já foram repassados R$ 4,5 bilhões para os municípios beneficiados. A alíquota do imposto é definida por legislação municipal e o repasse é feito proporcionalmente à extensão das rodovias sob concessão que atravessam o município. E como não se trata de uma "receita carimbada", que deve ser aplicada em determinadas áreas do município conforme previsão em lei, as administrações municipais podem empenhar os recursos recebidos em qualquer segmento como saúde, segurança, educação ou infraestrutura urbana.

Confira abaixo o quadro com os repasses para os municípios da Grande São Paulo atendidos pelo Programa de Concessão do Estado.

 

Programa de Concessões do Governo do Estado de São Paulo

 

Grande São Paulo

2017 (R$)

Desde 2000 (R$)

ARUJÁ

346.592,57

870.785,26

BARUERI

9.790.726,75

95.053.581,83

CAIEIRAS

2.898.120,62

31.511.294,88

CAJAMAR

7.127.079,39

66.213.799,34

CARAPICUÍBA

1.326.883,35

9.010.666,08

COTIA

1.516.224,84

10.933.787,37

DIADEMA

3.352.864,76

35.580.577,06

EMBU

1.871.247,83

7.368.161,18

FRANCO DA ROCHA

1.148.439,35

18.039.210,37

GUARAREMA

1.676.446,40

11.430.299,37

GUARULHOS

1.541.132,41

10.507.705,56

ITAPECERICA DA SERRA

2.139.867,43

10.710.319,42

ITAPEVI

3.544.685,70

39.420.494,44

ITAQUAQUECETUBA

2.131.620,24

11.435.314,31

JANDIRA

438.552,08

4.481.270,15

MAUÁ

609.694,07

2.786.611,03

MOGI DAS CRUZES

1.426.477,23

9.725.966,78

OSASCO

9.241.222,01

94.093.638,77

POÁ

127.817,80

321.131,69

RIBEIRÃO PIRES

1.089.082,65

3.710.417,25

SANTANA DE PARNAÍBA

3.421.211,73

29.908.830,82

SANTO ANDRÉ

854.461,01

4.091.694,24

SÃO BERNARDO DO CAMPO

22.971.737,43

218.757.897,35

SÃO PAULO

20.059.720,05

164.453.430,00

SUZANO

415.533,65

1.043.994,04

VARGEM GRANDE PAULISTA

276.811,47

2.630.669,54

Total*

101.344.252,82

894.091.548,13

(*) valores em Reais

Nota fiscal. Desde o início de janeiro de 2018, usuários das rodovias paulistas podem obter documento fiscal da comprovação de pagamento por meio das páginas da internet das concessionárias. O serviço é oferecido por todas as 22 concessionárias que operam no Estado de São Paulo e também pelas concessionárias federais e de outros estados.

O Documento Fiscal Equivalente (DFE) que é entregue atualmente nas praças de pedágio já é suficiente para a prestação de contas de despesas. Agora, ao acessar o site da concessionária, o usuário poderá também emitir um documento fiscal equivalente complementar em que constem informações adicionais como CPF ou CNPJ e o número da placa do veículo. A emissão do documento fiscal estará disponível até sete dias após o pagamento do pedágio em dinheiro ou por sistemas de cobrança automática.

 

 

 

Santander lidera ranking de reclamações do BC no 4º trimestre de 2017

O conglomerado Santander foi a instituição financeira que mais recebeu reclamações de clientes consideradas procedentes pelo Banco Central no quarto trimestre do ano passado, informou o BC

O ranking leva em consideração as queixas contra instituições financeiras com mais de quatro milhões de clientes. No terceiro trimestre do ano passado, entre julho e setembro, o Santander também foi o banco com mais reclamações e o Votorantim foi o segundo.

Em nota, o Santander informou que "trabalha continuamente na melhoria dos seus processos, ofertas e atendimento, tornando-os mais simples e ágeis para garantir a satisfação dos consumidores com o banco."

 

O levantamento considerou procedentes 1.700 queixas contra o Santander no último trimestre do ano passado, a maior parte delas relacionada a "irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços disponibilizados em internet banking".

O Santander tem mais de 39,6 milhões de clientes e alcançou índice de reclamações de 42,87. Para obter o índice, o BC divide o número de reclamações pelo de clientes do banco e multiplica o valor por 1 milhão. O órgão criou a fórmula para equilibrar as queixas em relação ao tamanho da instituição financeira.

Caixa e Bradesco

Neste mais recente levantamento, que considera o período de outubro a dezembro de 2017, a Caixa Econômica Federal foi a segunda com mais queixas consideradas procedentes pelo BC; o Bradesco aparece na terceira colocação.

A Caixa informou que "valoriza a opinião dos clientes e a utiliza como subsídio para melhoria e modernização de todos os seus processos de atendimento." O banco informou ainda que "revisa permanentemente seus serviços e produtos, priorizando a redução das reclamações e o aumento da solução em todos os canais, internos e externos."

Em nota, o Bradesco afirmou que "reduzir os índices de reclamação é foco permanente do banco, assim como oferecer um atendimento de qualidade a todos os clientes e usuários." Informou ainda que "vem desenvolvendo nos últimos anos um extenso programa de análise da origem das manifestações de seus clientes e usuários" e que "esse trabalho é realizado juntamente com os gestores de produtos, processos e serviços e vem produzindo melhorias na solução e redução das manifestações e, consequentemente, da posição do banco nos diversos rankings de reclamações existentes."

"Além disso, entre outras ações adotadas estão os constantes investimentos em treinamento do quadro de colaboradores e em infraestrutura. É importante ressaltar que o Bradesco tem uma posição de respeito absoluto ao cliente e aos seus interesses", completa a nota.

A Caixa Econômica Federal, segunda no ranking, teve 2.913 queixas procedentes e um índice de reclamações de 33,24. O banco possui mais de 87 milhões de clientes. Já o Bradesco, terceiro colocado, recebeu 2.438 queixas e alcançou um índice de 25,63. Banrisul e Banco do Brasil apareceram em quarto e quinto lugares, respectivamente.

O Banrisul informou que "todas as demandas registradas no Banco Central, independentemente se classificadas como procedentes ou improcedentes, são tratadas individualmente" e que "as normas internas e procedimentos são revisados continuamente com o objetivo de implantar as melhorias e adequações necessárias para aperfeiçoar o atendimento aos nossos clientes."

Governo federal não venderá controle da Embraer à Boeing

O ministro da Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, afirmou que o governo federal decidiu que não venderá o controle da Embraer à rival norte-americana Boeing. Porém, ele defendeu uma parceria entre as duas companhias, que anunciaram em dezembro que estão negociando uma fusão.

“O governo não cederá o controle acionário da Embraer. Como vai ser a parceria, ainda não sabemos”, disse Etchegoyen a jornalistas durante evento de segurança no Rio de Janeiro.

“A essência é garantir o interesse nacional e a partir daí xenofobia não vale à pena porque de repente a gente perde o bonde da história. E pode perder um boa oportunidade”, disse o ministro sem dar detalhes sobre as negociações.

O presidente Michel Temer já tinha se posicionado contra a transferência do controle da empresa. O governo detém golden share na Embraer que garante poder de veto em decisões estratégicas da companhia.

Etchegoyen defendeu que o governo deveria garantir o controle da empresa, mas abrir brecha para uma associação com a norte-americana “naquilo que nos for conveniente e sintonizado com o interesse nacional”.

Na semana passada, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão regulador do mercado de capitais, a fabricante brasileira de aviões também disse que uma eventual parceria com a Boeing “deve preservar, antes de mais nada, os interesses estratégicos da segurança nacional”.

 

 

 

 

Orçamento de 2018 não prevê correção da tabela do IR

O orçamento de 2018, já aprovado pelo Congresso Nacional, não prevê a correção da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, informou  a Secretaria da Receita Federal.

A tabela foi corrigida pela última vez em 2015. Portanto, com 2018 são três anos sem o ajuste. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), nos últimos 20 anos não houve correção da tabela do IR em quatro governo diferentes. No acumulado de 1996 a 2017, a defasagem é de 88,40%.

Se a defasagem fosse corrigida, a faixa de isenção de pagamento do Imposto de Renda, que hoje é para quem ganha até R$ 1.903,98, subiria para aqueles que recebem até R$ 3.556,56. O valor permitidos para as deduções também aumentaria. No caso do desconto por dependente, passaria de R$ 2.275,08 ao ano para R$ 4.286,28 ao ano, segundo o Sindifisco Nacional.

A ausência de correção ocorre em um cenário de crise econômica, que vêm se refletindo em déficits primários bilionários sucessivos nas contas públicas. Por conta disso, o governo não tem pressa para fazer o reajuste da tabela do IR, já que isso diminui a mordida do leão no salário do trabalhador e, por consequência, faz com que a arrecadação do governo seja .

"No orçamento que foi aprovado no CN [Congresso Nacional] não está prevista a correção da tabela por falta de medida legal que a autorizasse no momento do envio do PLOA [projeto de lei orçamentária anual]", informou a Receita Federal.

O presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, diz que, ao não fazer a correção da tabela do IR, o governo toma posse "daquilo que não tem direito" e "achata a renda do trabalhador."

"Obriga-o [o trabalhador] a pagar mais imposto, dinheiro que poderia ser mais bem aplicado na poupança, no aprimoramento da formação educacional, no consumo", avaliou Damasceno.

Ele acrescentou que o "prejuízo do contribuinte não ficou maior porque o IPCA de 2017 foi um dos mais baixos em quase 20 anos". No ano passado, o IPCA, a inflação oficial, foi de 2,95%, a menor desde 1998.

 

 

Poupança tem maior ganho real desde 2006

Com a inflação oficial do país no menor nível em 18 anos, a caderneta de poupança teve em 2017 o maior ganho real (descontada a alta generalizada dos preços) desde 2006.

A rentabilidade nominal da aplicação foi de 6,93% durante o ano. Desconsiderada a inflação medida pelo IPCA, que ficou em 2,95% em 2017, o ganho real para o poupador chegou a 3,88%, segundo levantamento da provedora de soluções financeiras Economatica.

Entenda como funciona a poupança, o investimento mais popular do Brasil

Desde 1999, quando o governo passou a adotar o IPCA como medida oficial para a inflação, o rendimento da poupança não superou o indicador em apenas dois anos: 2002 e 2015.

Rendimento reduzido

A rentabilidade da poupança ficou menor a partir de setembro do ano passado, quando o Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 9,25% para 8,25% ao ano.

O motivo é que uma regra de maio de 2012 determina que toda vez que a Selic ficar abaixo de 8,5%, a correção anual das cadernetas deve ser limitada a um percentual equivalente a 70% dessa taxa mais a variação Taxa Referencial (TR), que é calculada pelo BC.

Já quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, o rendimento das cadernetas é limitado a 6,17% ao ano mais a TR.

Mais depósitos que saques

Após dois anos de retiradas líquidas, a caderneta de poupança voltou a atrair investimentos em 2017, segundo o Banco Central.

Os depósitos superaram os saques em R$ 17,12 bilhões no ano.

Isso aconteceu em um cenário de volta do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do emprego, de cortes na taxa básica de juros e também da liberação dos saques das contas inativas do FGTS - que injetou R$ 44 bilhões na economia.

 

 

Lei orçamentária prevê até 20,3 mil vagas para concursos no Executivo

O governo pode contratar até 20.298 servidores por concurso público no Executivo neste ano para ocupar cargos que já existem e estão vagos ou substituir terceirizados, de acordo com o anexo V da Lei Orçamentária Anual para o ano de 2018.

Desse total, 1.533 são para o efetivo militar, 17.078 são para cargos civis, 320 são para substituição de terceirizados e 1.367 são para policiais civis, militares e bombeiros do Distrito Federal. Não existe previsão de criação de cargos para o Poder Executivo no Orçamento de 2018, segundo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A título de comparação, na Lei Orçamentária Anual de 2017 eram 18.690 vagas previstas para o Executivo, sendo 10.503 para efetivo militar, 4.963 para cargos civis, 2.150 para substituição de terceirizados e 1.074 para a fixação de policiais civis, militares e bombeiros do DF. Foi prevista ainda a criação total de 3.861 cargos no Poder Executivo.

Outros Poderes

Nos Poderes Legislativo e Judiciário, que poderão autorizar as contratações de forma independente, são 1.116 vagas. Para o Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público, estão previstas outras 25 e, para a Defensoria Pública da União, mais 14 vagas.

Há previsão de criação de vagas no Poder Judiciário (5.028) e na Defensoria Pública da União (1.507).

Concursos estão restritos

O Ministério do Planejamento afirma que os números do Anexo V apenas trazem estimativas de contratações e preenchimento de cargos. No Poder Executivo Federal, os concursos públicos permanecem restritos em decorrência do atual cenário de ajuste fiscal.

Dentro desse cenário, o ministério informa que poderá conceder novas autorizações, mas apenas em caráter excepcional, por medida de absoluta necessidade da administração e desde que asseguradas as condições orçamentárias.

O Anexo V é a parte da proposta orçamentária com autorizações específicas de despesas de pessoal e encargos sociais. Os cargos vagos existentes por ano indicam o limite máximo de postos a serem criados com aprovação no Congresso Nacional e de vagas a serem ocupadas no serviço público, boa parte por meio de concurso público.

A quantidade de vagas considera os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), o Ministério Público da União e o Conselho Nacional do Ministério Público.

O Anexo V é autorizativo, ou seja, apenas indica uma expectativa de criação de cargos e de ocupação de cargos vagos já existentes.

 

Debate sobre 'regra de ouro' é necessário para 2019

Os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) informaram que a prioridade do governo no começo de 2018 será garantir a aprovação no Congresso da reforma da Previdência, medida que consideram essencial para o reequilíbrio das contas públicas.

 

Ainda de acordo com os ministros, o governo vai cumprir neste ano chamada "regra de ouro", que impede a emissão de títulos da dívida pública para financiar gastos correntes (como pagamento de salário de servidores, ou despesas do dia a dia dos ministérios). Entretanto, segundo eles, em um segundo momento será necessário discutir mudanças nesse regramento, já que há a previsão de que ele pode ser descumprido já em 2019.

 

O objetivo da "regra de ouro" é evitar o aumento da dívida pública. Ela permite que o governo se endivide para levantar recursos para investimentos, pois geram emprego e renda, mas não para fazer frente às despesas correntes. Caso a regra seja descumprida, o presidente pode ser processado por crime de responsabilidade.

 

Na semana passada, representantes do governo se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para discutir a votação de uma Porposta de Emenda Constitucional (PEC) para alterar a "regra de ouro". A revelação gerou críticas ao governo, que estaria discutindo o tema para burlar o mecanismo e ter condições de gastar mais neste ano eleitoral.

 

Diante da repercussão negativa, o presidente Michel Temer se reuniu na manhã desta segunda com Meirelles e Oliveira e pediu a eles que convocassem a imprensa para negar que o governo queira mudar a regra.

 

"Isso [mudança na regra de ouro] não é uma discussão adequada para este momento. O assunto surgiu na medida em que existe uma proposta parlamentar sobre isso. Achamos melhor endereçar o assunto, mas a prioridade agora é resolver a situação fiscal o país, concretizada por uma votação da maior importância que é a Reforma da Previdência", declarou o ministro da Fazenda.

 

Gasto de brasileiros no exterior sobe 32,4% em novembro

Os gastos de brasileiros no exterior cresceram 32,4% em novembro deste ano, somando US$ 1,59 bilhão, informou o Banco Central. No mesmo mês de 2016, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 1,2 bilhão.

No acumulado dos onze primeiros meses deste ano, ainda de acordo com dados do BC, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 17,37 bilhões, com aumento de 32,6% em relação ao mesmo período do ano passado - quando somaram US$ 13,1 bilhões.

Os gastos de brasileiros lá fora crescem em um período no qual o dólar está mais comportado, ou seja, apresentou variações menores. Em novembro do ano passado, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,44, encerrando o mês com média de R$ 3,33, contra um patamar ao redor de R$ 3,26 no mesmo período deste ano.

A queda do dólar deixa mais baratas as despesas lá fora, como hotéis e passagens, por exemplo. Além do dólar, o início da retomada do crescimento na economia brasileira, registrada nos dois primeiros trimestres deste ano, também favorece as viagens ao exterior, segundo analistas.

Gastos de estrangeiros no Brasil

Em novembro deste ano, segundo o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 485 milhões no Brasil, com pequena alta frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2016 (US$ 473 milhões).

Já, no acumulado dos onze primeiros meses deste ano, os gastos de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 5,3 bilhões – com recuo frente ao mesmo período do ano passado, quando somaram US$ 5,57 bilhões.

 

Estatais geraram mais custos do que retorno financeiro para a União

As empresas estatais geraram mais custo ao Tesouro do que retorno financeiro, de acordo com um estudo divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Segundo o estudo, que analisou a dados fiscais da relação do Tesouro com as estatais, essas empresas custaram R$ 122,31 bilhões ao governo nesses cinco anos, e geraram um retorno de R$ 89,35 bilhões no mesmo período. Ao avaliar ano por ano, somente em 2014 as empresas geraram um retorno maior do que o custo 

Entre os gastos do governo com as estatais, o Tesouro considerou os AFACs (Adiantamento para Futuro Aumento de Capital), as despesas com "instrumentos híbridos" (um tipo de reforço do capital das instituições, com características de participação acionária e também de dívida) e também as chamadas "subvenções" - gastos para o pagamento de despesas com pessoal, para o custeio em geral ou de capital, como investimentos.

Por outro lado, entre os retornos proporcionados pelas estatais ao governo, ou seja, os recebimentos proporcionados por elas, estão os juros recebidos pelos "instrumentos híbridos", os dividendos e os juros sobre capital próprio - que são uma forma de distribuição de lucros aos acionistas.

O Tesouro Nacional observou que outra "receita ocasional" para o governo decorre da venda de participações acionárias, o que pode acontecer por meio de um processo de privatização, da abertura de capital, ou da venda de participações minoritárias ou excedentes ao mínimo para o controle.

Essa evolução [do resultado das estatais em comparação com seus custos] está associada, no período entre 2012 e 2016, ao aumento continuado de gastos com subvenção e à queda de receitas com dividendos/JCP [juros sobre capital próprio]", informou o Tesouro Nacional.

A instituição avaliou ainda que, em 2017, os resultados apontam para "elevação da estimativa de receitas com dividendos, ainda que não o suficiente para superar as despesas com subvenções, as quais continuam se mantendo em patamares bastante elevados".

Rentabilidade das estatais

O Tesouro Nacional informou ainda que as cinco principais estatais federais (BB, BNDES, Caixa, Eletrobras e Petrobras) respondem, em média, por mais de 90% do resultado das estatais federais nos últimos cinco anos.

"As empresas do setor financeiro têm apresentado resultados positivos ao longo dos últimos cinco anos, com tendência mais ou menos constante e com uma ligeira queda em 2016, como reflexo da retração econômica daquele exercício", acrescentou o Tesouro Nacional.

Acrescentou ainda que a Petrobras e a Eletrobras passaram por períodos de prejuízos, mas com perspectivas de "melhores resultados em 2017". "O lucro líquido apurado pela Petrobras até o 3º trimestre de 2017 atingiu o valor R$ 5,031 bilhçoes, ante um prejuízo de R$ 17,334 bilhões no mesmo período do ano anterior", informou.

Estatais do governo

O Tesouro Nacional informou que a União detinha, no final de 2016, o controle direto de 47 empresas estatais federais, das quais 20 sociedades de economia mista e 26 empresas públicas.

As informações foram divulgadas por meio de estudo sobre os aspectos fiscais do relacionamento do Tesouro com as estatais. "Há também o controle compartilhado de uma empresa binacional [Alcântara Cyclone Space]", informou o Tesouro Nacional.

De acordo com a instituição, não estão consideradas neste grupo as empresas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep) por serem controladas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear - uma autarquia.

 

 

 

Governo do PT deixou 24,8 milhões de brasileiros na miséria

Brasil encerrou o ano de 2016 com 24,8 milhões de brasileiros vivendo com renda inferior a ¼ do salário mínimo por mês, o equivalente a R$ 220. O resultado representa um aumento de 53% na comparação com 2014, quando teve início a crise econômica no país.

Isso significa que 12,1% da população do país vive na miséria, conforme aponta a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, o IBGE mudou a metodologia da SIS, passando a usar a amostra da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, que reúne informações de 3.500 municípios. Antes, o IBGE usava a Pnad, que recolhe informações de cerca de 1.000 cidades. Por conta disso, o IBGE considera que nem todos os dados da pesquisa de 2016 são comparáveis com os anos anteriores. Todavia, é possível comparar as projeções relativas de cada uma das pesquisas, como o número de pessoas que vivem com cada faixa de renda.

Em 2014, o levantamento do IBGE mostrou que havia 16,2 milhões de brasileiros com rendimento mensal abaixo de ¼ do salário mínimo. Assim, aumentou em 8,6 milhões o número de pessoas com esta faixa de renda em 2 anos.

De acordo com a classificação adotada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), famílias com renda de até ¼ do salário mínimo per capita vivem na chamada "pobreza extrema". Aqueles que vivem com até meio salário vivem em "pobreza absoluta".

Considerando a faixa de rendimento per capita entre ¼ e ½ salário mínimo, em 2016 havia mais 36,6 milhões de brasileiros que poderiam ser classificados em situação de pobreza. Na comparação com 2014, aumentou em 2,1 milhões (6% a mais) o número de pessoas nesta condição.

Distribuição por regiões

O maior número de pessoas em extrema pobreza estava concentrado na região Nordeste – eram 13,1 milhões de pessoas vivendo com menos de ¼ do salário mínimo por mês na região. O menor contingente de pessoas nesta condição foi observado no Centro-Oeste – cerca de 900 mil pessoas

Ainda com base nesta classificação do Banco Mundial, o IBGE destacou que 42 em cada 100 crianças com até 14 anos de idade viviam em situação de extrema pobreza, o que corresponde a 17,8 milhões de pessoas nesta faixa etária. “No mundo, 50% dos pobres têm até 18 anos”, enfatizou o instituto.

Desigualdade na distribuição de renda

Os dados reforçam a constatação histórica de que “o Brasil é um país de alta desigualdade de renda, inclusive quando comparado a outros países da América Latina, região do planeta onde a desigualdade é mais pronunciada”, segundo o IBGE..

Para fazer esta análise, o IBGE fez três bases de comparação a partir do rendimento médio mensal domiciliar per capita e concluiu que:

1% dos domicílios com maiores rendimentos tinha renda 38,4 vezes maior que 50% dos que têm menores rendimentos;

20% dos domicílios com maiores rendimentos tinham renda 18,3 vezes maior que 20% dos que têm menores rendimentos;

10% dos domicílios com maiores rendimentos tinham renda 16,3 vezes maior que 40% dos que têm menores rendimentos.

O IBGE observou, ainda, que se mantém no país a desigualdade de renda por cor ou raça. Em 2016, entre os 10% da população com os menores rendimentos, 78,5% eram pretos ou pardos. No outro extremo, ou seja, dentre os 10% da população com os maiores rendimentos, apenas 24,8% eram pretos ou pardos.

 

 

Brasil deixou de exportar 200 mil toneladas de carne de frango e suína

Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimou que o país, que responde por cerca de 40% das exportações globais de frango, poderia ter exportado mais 200 mil toneladas de carne de frango e de porco neste ano se não fosse o impacto da operação Carne Fraca, deflagrada em março.

A avaliação, divulgada nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), indica que o Brasil deverá encerrar 2017 com exportações de 4,320 milhões de toneladas, recuo de mais de 1% ante o recorde de 2016, obtendo receita de US$ 7,2 bilhões (alta anual de 6%).

"Os equívocos nas generalizações na divulgação da Operação Carne Fraca deixaram, de imediato, marcas profundas no setor produtivo, seja junto ao público brasileiro ou aos mercados internacionais", analisou o presidente da ABPA, Francisco Turra, em nota.

Produção

A ABPA afirmou ainda que a produção brasileira de carne de frango deverá totalizar 13,056 milhões de toneladas em 2017, aumento de 1,2% sobre o volume produzido pelo país em 2016.

Com este desempenho, o consumo per capita deverá encerrar o ano em 42 quilos, uma elevação de 1,8% em relação ao ano passado.

Projeções para 2018

Para 2018, a produção de carne de frango deverá superar em 2% a 4% o total produzido em 2017, em um ambiente de retomada econômica e expectativa de manutenção dos custos de produção em patamares próximos dos atuais, diante de uma boa oferta de soja e milho.

A estimativa da associação é que o Brasil poderá elevar as exportações de frango entre 1% e 3% na comparação com 2017.

O setor espera recuperação dos níveis de embarques para a União Europeia, de importantes mercados do Oriente Médio e da China. Além disso, aguarda abertura dos mercados de Taiwan, El Salvador e República Dominicana.

A ABPA afirmou que os efeitos da vitória no painel da Organização Mundial de Comércio (OMC) contra a Indonésia só serão vistos em 2019, mas podem começar a ser sentidos em 2018.

A associação comentou também que o setor fará nova tentativa de negociação para a abertura do mercado da Nigéria, antes de solicitar ao governo brasileiro o início das consultas para um painel na OMC.

Segundo a ABPA, o Brasil está estruturando sua defesa em relação às investigações chinesas sobre práticas de dumping no setor.

"O setor defende que não há qualquer nexo causal entre as exportações brasileiras ou a eventual situação mercadológica local que leve a esta interpretação. O setor e as indústrias estão mobilizados para clarificar quaisquer questionamentos."

 

 

Noruega  tem os 3 mais jovens bilionários do mundo

Eles têm menos de 25 anos e são noruegueses. Juntos, encabeçam a lista dos bilionários mais jovens do mundo da revista Forbes.

Com 21 anos, Alexandra Andresen está em primeiro lugar - ela também liderou a lista em 2016. Sua irmã, Katharina, um ano mais velha, vem em segundo. Ambas receberam suas fortunas de seu pai, dono da empresa de investimentos Ferd.

Johan H. Andresen transferiu para cada uma delas 42,2% da companhia em 2007, quando Alexandra tinha dez anos. A Forbes avalia o patrimônio individual de cada uma delas em US$ 1,2 bilhão (R$ 3,95 bilhões).

Na terceira posição está o "veterano" Gustav Magnar Witzoe, de 24 anos, dono de uma fortuna ainda maior - US$ 1,6 bilhão (R$ 5,26 bilhões). Ele também recebeu essa fortuna de seu pai, que lhe cedeu um percentual do capital da empresa SalMar, uma das líderes mundiais da produção de salmão.

Mas por que a Noruega tem os três bilionários mais jovens do mundo? Ainda que o motivo de eles serem bilionários pareça ser algo simples (o fato de terem herdado esse patrimônio), há fatores que vão além da sorte de terem nascido em famílias muito ricas, como a dinâmica familiar nórdica, o sistema educacional do país e sua economia.

Os países mais ricos

"A resposta parcial a essa pergunta é que Noruega é um dos países mais ricos do mundo", diz Oyvind Bohren, professor de Finanças da Escola de Negócios da Noruega.

De acordo com a revista Fortune, o país está entre os dez mais ricos do globo. O ranking se baseia em informações do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro de 2017 sobre o Produto Interno Bruto (PIB) per capita em relação ao poder aquisitivo em cada nação. Isso permite analisar as moedas - seu poder de compra, por exemplo -, e comparar as economia dos países.

Com 5 milhões de habitantes, a Noruega está em sexto, atrás de Catar, Luxemburgo, Cingapura, Brunei e Irlanda, com um PIB per capita de US$ 70.590. Parte dessa riqueza vem das reservas de petróleo, mas o país também diversificou sua economia.

Em 1990, foi criado um fundo soberano com os investimentos feitos a partir das receitas da exploração de petróleo desde o início dos anos 1990. Hoje, é o maior do tipo do mundo, com um portfólio de mais de US$ 1 bilhão. "Hoje, é mais fácil ser rico e jovem na Noruega do que antes do petróleo. Agora, há muitos mais ricos no país, tantos jovens como velhos."

Esse afã da Noruega por ampliar o perfil de sua economia foi incutido nas empresas familiares do país, como a de Alexandra e Katharina. Ela foi fundada após seus antepassados comprarem uma fábrica de tabaco em 1849 e a transformarem em líder do setor no país por mais de 150 anos.

O negócio foi transformado pelas gerações posteriores e, agora, é um grupo dedicado a investimentos imobiliários e financeiros. A Ferd é um exemplo excelente da importância das empresas familiares norueguesas de se "reinventarem", diz Marina Mattera, professora de Economia e Negócios Internacionais da Universidade Europeia de Madri, na Espanha.

 

 

Cenário atual levará construção civil a mais um ano de retração

Se nenhuma das demandas da construção civil forem atendidas, o setor deve ter mais um ano de resultado negativo em 2018, advertiu a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic).

As demandas do setor incluem mudança nas regras de distrato no setor imobiliário, ampliação das obras de concessão e também uma solução para os empréstimos da Caixa Econômica Federal, que responde por 70% do crédito imobiliário.

Caso o governo e o Congresso Nacional consigam solucionar esses pontos, a previsão é de que o setor cresça 2% em 2018. A construção civil tem acumulado resultados negativos há quatro anos.

“Nossa visão é de um número positivo para o ano que vem. Positivo em 2%, resolvendo a questão da Caixa, problemas regulatórios e concessões. Uma vez que essas questões não avancem é imprevisível o tamanho da queda no ano que vem”, disse Luis Fernando Mendes, economista da Cbic em um balanço do ano de 2017.

Distrato imobiliário

As construtoras querem novas regras para a rescisão de contratos de compra e venda de imóveis na planta, com o percentual que as construtoras poderão reter em casos de desistência de compra.

Atualmente, essa desistência de compra não está regulamentada, o que tem levado a inúmeras ações judiciais. Hoje, há apenas jurisprudências, que indicam que é ilegal e abusiva a retenção integral do valor pelos consumidores ou a devolução ínfima das parcelas pagas.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, destacou na entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda que o setor da construção civil quer se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para negociar as mudanças na legislação.

Os representantes do setor chegaram a elaborar um esboço de projeto de lei para apresentar ao governo federal como sugestão, mas a proposta não prosperou.

“Não vamos resolver o estoque de ações judiciais, mas vamos dar segurança jurídica para os próximos contratos. O distrato banalizou. Não se pode ser feito como está sendo feito agora. Vamos nos próximos dias pedir uma audiência com o Rodrigo Maia.

Financiamentos Caixa

A principal preocupação do setor da construção civil é com a relevância da Caixa Econômica Federal nas operações de financiamento imobiliário. O banco estatal é responsável por 70% do crédito imobiliário do Brasil.

Com baixos recursos para financiar imóveis nesta reta final do ano, a Caixa corre o risco de não conseguir manter o volume de empréstimos em 2018.

Para solucionar o problema, o banco tem negociado um empréstimo de R$ 10 bilhões pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio da compra de títulos do banco público pelo fundo.

 

 

Estado brasileiro é um Robin Hood às avessas

Estudo divulgado sobre os efeitos da política fiscal brasileira (arrecadação e gastos públicos) conclui que o Estado brasileiro não consegue ser "tão efetivo na redução da desigualdade de renda" como os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - grupo de nações mais desenvolvidas. Por isso, conclui que o Estado brasileiro atua como um "Robin Hood às avessas".

De acordo com o documento, feito pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda com base no ano de 2015, o Brasil é o país mais desigual, antes e depois das transferências e tributos, na comparação com a OCDE - grupo do qual o governo brasileiro fez pedido para ingressar.

"Só o México e o Chile apresentam desigualdade no mesmo patamar do Brasil depois das transferências e tributos", diz o documento. A Seae acrescenta, porém, que esses dois países possuem carga tributária (total arrecadado na proporção com o Produto Interno Bruto) muito menor do que a brasileira.

Segundo o estudo do Ministério da Fazenda, fica evidente que o "impacto redistributivo mais fraco" no Brasil não resulta de uma baixa arrecadação tributária, mas sim da forma que o Estado brasileiro devolve os recursos arrecadados para a sociedade.

"Vários países com carga tributária no mesmo patamar do Brasil têm desempenho redistributivo muito melhor, como, por exemplo, o Reino Unido, que tem praticamente a mesma carga tributária do Brasil", avaliou.

O estudo diz que aposentadorias e pensões respondem, em média, por aproximadamente 50% do total de transferências monetárias nos países da União Europeia, por cerca de um terço no Reino Unido, e por mais de 80% no Brasil.

"Ou seja, apesar da elevada carga tributária para o nível de renda per capita brasileiro e as elevadas transferências monetárias, o Brasil transfere pouco para os 10% de menor renda vis-à-vis países da União Europeia e essa diferença está ligada ao regime previdenciário, que concentra a distribuição de benefícios para os domicílios nomeio e na parte superior da distribuição de renda, e não nos domicílios de menor renda", diz o documento.

 

Saldo total da poupança supera marca dos R$ 700 bilhões pela 1ª vez

 

Os depósitos superaram as retiradas em caderneta de poupança em R$ 3,91 bilhões em novembro, informou o Banco Central. Trata-se do maior ingresso líquido de recursos para este mês em quatro anos.

Segundo o BC, em novembro deste ano os depósitos somaram R$ 175,78 bilhões e, os saques, R$ 171,87 bilhões. Os rendimentos (juros) creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 3,13 bilhões no mês passado.

Saldo supera R$ 700 bilhões

Com o ingresso de recursos na poupança, no final de novembro o valor total dos recursos depositados (estoque) registrou novo aumento, superando, pela primeira vez, a marca dos R$ 700 bilhões em recursos aplicados.

No fim de dezembro de 2016, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de outubro de 2017, somava R$ 695,21 bilhões. Já no final de novembro, ficou em R$ 702 bilhões.

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança.

Parcial do ano

No acumulado dos 11 primeiros meses deste ano, informou o BC, porém, foi registrada saída líquida (retiradas maiores do que depósitos) de R$ 2,24 bilhões da poupança.

Mesmo com o saldo negativo, esse foi o melhor resultado para este período desde 2014 - quando houve o ingresso de R$ 18,6 bilhões na poupança.

Em todo o ano passado, R$ 40,7 bilhões foram retirados da poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começou em 1995, atrás somente de 2015, quando foram sacados R$ 53,5 bilhões.

Atratividade da poupança

Os recursos deixaram a poupança em novembro em um momento de queda da rentabilidade da modalidade de investimentos.

Esse é um fenômeno que está afetando as aplicações conhecidas como prefixadas, ou seja, que tem por base o juro básico da economia brasileira - que vem recuando desde outubro do ano passado.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic está abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com os juros atualmente em 7,5% ao ano, a remuneração da poupança está em 5,25% ao ano mais a Taxa Referencial.

De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os fundos de renda fixa "começam a perder competitividade frente às cadernetas de poupança principalmente nas aplicações de baixo valor."

Nesses casos, observa a Anefac, os fundos têm taxas de administração mais elevadas. "Assim sendo a caderneta de poupança vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano", acrescentou a entidade.

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

 

CNA prevê queda de 2% do PIB agrícola em 2017

Confederação Nacional da Agricultura (CNA) divulgou  previsão de queda de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio neste ano. Mas estimou, para o ano que vem, um crescimento de 0,5%.

Em 2017, a previsão de crescimento da safra agrícola é de 11% sobre o ano passado, de acordo com a entidade. Porém, o PIB agrícola deve recuar devido ao desempenho da agroindústria de carnes e laticínios e dos setores de agrosserviços e de insumos, segundo a estimativa da entidade.

A produção agrícola, avaliou a CNI, tem ajudado na queda da inflação deste ano, que acumula alta de 2,2%, a menor para o período desde 1998.

O grupo "alimentação e bebidas", que tem o maior peso entre os produtos analisados na composição do IPCA, o índice oficial de inflação, foi o que mais ajudou na queda dos preços, de acordo com a entidade.

"O grande diferencial deste ano foi a inflação. A agropecuária como um todo foi extrememante responsável por reduzir drasticamente a inflação deste ano. Grande parte foi atrelada aos preços dos alimentos. Mais uma vez o setor ajudou o Brasil a sair dessa crise", declarou Bruno Lucchi, superintendente técnico da CNA.

A alta na produção agrícola neste ano, porém, resultou em preços menores dos produtos, o que deverá gerar uma queda de 2,3% no faturamento do setor em 2017 (para R$ 537,8 bilhões), estimou a entidade.

De acordo com a CNA, o preço do milho "despencou" 32%, a soja sofreu retração de 16%. No ramo pecuário, a queda do preço do frango foi de 11% e da carne bovina foi de quase 10%.

Previsão para 2018

Para o próximo ano, a entidade avalia que a produção mundial de grãos deverá recuar devido aos altos estoques, o que pode criar "condições positivas" para os preços agropecuários no Brasil.

A previsão da entidade é de um crescimento do PIB agrícola de 0,5% a 1% em 2018, com alta também no faturamento do setor, da ordem de 5,4%, para um valor próximo de R$ 560 bilhões.

A estimativa de alta do PIB agrícola e do faturamento do setor acontece apesar da previsão de uma queda na safra agrícola.

Porém, os impactos das eleições presidenciais na taxa de câmbio são uma fonte de preocupação para o setor.

"Isso [eleições] afeta o câmbio, que afeta a rentabilidade dos 'commodities' [produtos com cotação internacional, como grãos], produtos exportados, e insumo comprados para a próxima safra. Isso preocupa o setor", declarou Bruno Lucchi, da CNA.

A entidade avaliou também que a aprovação das reformas estruturais são "essenciais" para a economia.

"Por ser um ano de eleições, esperamos que o Congresso e o Executivo não percam o foco das reformas necessárias para a estruturação da economia. Caso isso ocorra, haverá uma melhora significativa da relação dívida/PIB e também uma retomada da confiança econômica", concluiu.

Operação Carne Fraca

Segundo o o presidente da CNA, João Martins, a operação Carne Fraca, que investigou supostas irregularidades no controle sanitário da carne brasileira, foi um "baque muito grande para o país".

"Se não tivéssemos eficiência do Ministério da Agricultura e dos frigoríficos para que mostrássemos ao mundo rapidamente que temos um bom controle sanitário, com certeza estaríamos hoje na lona", declarou.

Apesar da rápida resposta à Operação Carne Fraca, ele disse que o Brasil não acompanhou a evolução agropecuária na logística e também na defesa sanitária.

"Agora estão fazendo mudanças profundas dentro do Ministério [da Agricultura]. Até há pouco tempos atrás tínhamos um Ministério da Agricultura de 40, 50 anos atrás. A concorrência saiu do que era antigamente, do impeditivo econômico, e as barreiras passaram a ser as barreiras sanitárias", disse ele.

Para o presidente da CNA, ainda é preciso "melhorar muito". "A defesa sanitária do Brasil precisa ser extremamente eficiente e dar exemplo para o mundo de que aqui não só produzimos com qualidade, mas também com defesa sanitária", concluiu.

 

Petrobras abusa do poder e  aumenta gás de cozinha em 8,9%

Petrobras elevará os preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) envasado pelas distribuidoras em botijões de até 13 kg, o chamado gás de cozinha, em 8,9% a partir desta terça-feira (5). O reajuste foi motivado principalmente devido à alta das cotações do produto nos mercados internacionais, segundo nota enviada pela estatal.

A empresa frisou que reflexos no preço final ao consumidor vão depender de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores. O aumento não se aplica ao preço do gás destinado a uso industrial e comercial.

No ano, o preço médio do gás de cozinha no país acumula alta de 17,7%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). O valor médio do botijão para o consumidor saltou de R$ 55,74 na primeira semana de janeiro para R$ 65,64 na semana encerrada em 2 de dezembro.

Pela nova política de preços adotada pela Petrobras desde junho, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) passou a ser revisado todos os meses.

O último reajuste feito pela Petrobras aos preços cobrados das distribuidoras ocorreu há cerca de um mês. Desde junho, foram anunciados seis aumentos e uma redução no preço do gás de cozinha. Confira todas as revisões anunciadas:

4/07: -4,5%

4/08: +6,9%

5/09: +2,2%

25/09: +6,9%

10/10: +12,9%

3/11: +4,5%

04/12: +8,9%

Preços ao consumidor

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), informou que o reajuste oscilará entre 7,3% e 9,9%, de acordo com o polo de suprimento. Pelos cálculos da instituição, o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 quilos aproximadamente 1,3% abaixo do preço de paridade internacional.

 

Empresas e consumidores avaliam o cenário econômico do Brasil

No terceiro trimestre, a economia continuou crescendo, como mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Os sinais de uma recuperação econômica, ainda que tímida, já aparecem nos balanços divulgados por diversas empresas no terceiro trimestre. Consumidores também dizem que sentiram alguma mudança na economia, embora ainda sintam reflexos da crise.

Os brasileiros gastaram mais no terceiro trimestre e influenciaram positivamente o crescimento da economia. O consumo das famílias, que possui um peso importante na composição do PIB, subiu 1,2% nos últimos três meses.

As vendas no Magazine Luiza, por exemplo, aumentaram 27% no terceiro trimestre, puxando um lucro recorde no período. “Dá para cravar que a recessão acabou. O consumo represado significa muita gente voltando a comprar”, disse o presidente da empresa, Frederico Trajano, na teleconferência de divulgação de resultados.

Na Multiplan, que administra 19 shopping centers no país, as vendas subiram pela primeira vez desde 2014. O avanço foi de 7,3%, ajudando a empresa a fechar o período com lucro de R$ 75,5 milhões.

“O aumento [das vendas] foi influenciado pela gradual recuperação econômica do país, e alavancado pela queda dos indicadores nacionais de inflação”, disse a empresa no balanço.

Além do balanço das empresas, o comércio informal também sentiu uma retomada do consumo. O ambulante Josivaldo Nunes Cardoso, de 40 anos, disse que as vendas melhoraram. “Antigamente o pessoal não confiava muito para comprar, e agora senti que isso está melhor”, avalia.

Entre os que voltaram a comprar está o assistente de logística Davi Frizzo Guimaraes, de 28 anos. “Consegui trocar de carro e de moto devido a um aumento no meu salário, além dos preços mais estáveis”, comemora.

Para o instalador de telefonia João Carlos Matos, de 41 anos, a economia não mudou muito. Mas ele admite que tem consumido mais e passeado com o filho e a esposa com mais frequência do que no ano passado.

“Consigo comprar um pouco mais, uma roupinha para o meu filho, por exemplo. Vamos ao shopping ver um filme, ao parque”, lista João Carlos.

 

Situação atual piora e confiança de serviços cai em novembro

A piora da percepção sobre a situação atual pressionou o Índice de Confiança de Serviços (ICS) do Brasil, que recuou em novembro após quatro meses consecutivos de alta, de acordo com dados divulgados  pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Neste mês, o ICS apresentou recuo de 0,1 ponto e foi a 87,7 pontos, de acordo com a FGV.

A influência para a queda partiu do Índice da Situação Atual (ISA-S), que recuou 0,8 ponto e foi a 83 pontos, com destaque para o comportamento do indicador que avalia a satisfação com a situação atual dos negócios.

Já o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 0,7 ponto e chegou a 92,7 pontos, com destaque para o item demanda prevista.

"A evolução desde o início do segundo semestre revela um processo mais equilibrado entre a percepção empresarial sobre as condições correntes e suas expectativas para os próximos meses, padrão que não era observado anteriormente", disse em nota o consultor da FGV/IBRE Silvio Sales.

Segundo ele, as avaliações dos empresários reforçam os sinais de ampliação do ritmo de atividade do setor para os próximos meses.

Na véspera, a FGV já havia informado que a confiança do comércio recuou em novembro após duas altas consecutivas, em meio a uma recuperação gradual da economia.

 

 

Meirelles é otimista sobre aprovação da Previdência em 2017

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que “é muito cedo para dizer” se a reforma da Previdência será aprovada ainda neste ano na Câmara dos Deputados. A declaração foi feita após ele ser questionado por jornalistas se ele considera viável que a reforma seja aprovada ainda neste ano na Câmara, como o próprio ministro havia declarado na véspera.

“Vamos aguardar, é muito cedo para dizer. Tem cerca de 20 dias [para o final do ano no Legislativo]. É um longo tempo de discussão e votação”, disse Meirelles, afirmando que "interessa a todos que o projeto seja aprovado". “O importante é que seja aprovada, a questão não é se será neste ano ou no início do ano que vem”.

As declarações foram feitas em São Paulo, após a participação de Meirelles em um evento com investidores do JP Morgan. Perguntado se estava menos otimista, Meirelles disse que sempre deixou "muito claro que não há uma determinação. Depende de se ter o número de votos necessários para aprovar, isso que é importante e é algo que vai se avaliando no dia a dia". Segundo o ministro, o que existe é um compromisso de aprovar a reforma, e não de prazo.

“O processo de negociação evidentemente está em andamento. Nesta fase, é conduzido pelo presidente da Câmara, que está conduzindo o processo de forma muito eficaz”, afirmou o ministro, citando Rodrigo Maia (DEM-RJ). “É um processo negocial intenso, mas que está indo bem.”

A nova versão mais enxuta de reforma da Previdência, apresentada na semana passada, prevê regras mais rígidas na regra de transição para servidores, cuja nova idade mínima chegaria mais cedo – a partir 2028 para homens e a partir de 2032 para mulheres.

Resultado positivo nas contas é 'tendência'

O ministro afirmou que "não há dúvidas" de que há uma tendência de resultados positivos nas contas do governo. Ele fez a avaliação ao ser questionado sobre o superávit primário de R$ 5,19 bilhões registatrados em outubro deste ano - após cinco meses seguidos de contas no vermelho. Os números do mês foram influenciados pela arrecadação extra do processo conhecido como repatriação.

"Existem evidentemente uma série de questões que são pontuais", reconheceu Meirelles, apontando a comparação com o ano passado. Isso porque, apesar do retorno das contas do governo ao azul, houve queda no saldo positivo frente ao mesmo período do ano passado - quando o superávit somou R$ 40,81 bilhões.

 

O aeroporto fantasma da Odebrecht que o BNDES financiou

Os oito balcões de check-in do Aeroporto Internacional de Nacala, norte de Moçambique, estão fechados. Todas as cadeiras vermelhas e pretas das salas de embarque estão vazias. Espaços destinados para lanchonetes, lojas, free shop estão desocupados. Seis guichês de migração não têm uso. Esteiras e raio-X de bagagem estão parados. O ar condicionado está desligado, apesar do calor de mais de 35ºC. O elevador também. O toque dos sapatos no chão faz eco.

Tudo está muito limpo, como se fosse uma infraestrutura prestes a debutar. Mas essa cena já dura três anos. Inaugurado em dezembro de 2014, o espaço foi projetado e construído pela Odebrecht, com um empréstimo de US$ 125 milhões (R$ 404 milhões na cotação atual) do BNDES, para ser o segundo maior de Moçambique - só fica atrás do de Maputo, a capital. No entanto, continua a amargar a posição de aeroporto menos movimentado do país - e um dos menos usados em toda a África.

Com capacidade para 500 mil passageiros por ano, recebe menos de 20 mil. Os voos internacionais nunca chegaram. São apenas dois trajetos comerciais por semana, na rota Maputo-Nacala, e dois privados da mineradora brasileira Vale, ambos operados com aviões brasileiros da Embraer. Para comparação, há um aeroporto próximo, a 190 km, em Nampula, com 57 voos semanais.

"Hoje é um dia morto", diz o diretor do aeroporto, Jeronimo Tambajane. "Eu esperava que essa área estivesse completamente movimentada, com vários voos a ocorrerem. Infelizmente, nesse momento não temos nada." Ao caminhar pela sala de embarque internacional, o moçambicano passa a mão pelo couro vermelho de um divã: "Já seria altura de remodelar (reformar)".

O fracasso do empreendimento pesa nos bolsos dos dois países. Desde o final de 2016, Moçambique não paga as parcelas do empréstimo do BNDES, o branco brasileiro de fomento à economia brasileira, diluído em um prazo de 15 anos. É o primeiro calote que a instituição tomou entre todas as obras custeadas fora do Brasil - operações que passaram a ser postas em xeque após a operação Lava Jato.

O pagamento do empréstimo não é a única conta que não fecha. O Aeroporto de Nacala opera no vermelho desde que foi inaugurado. Só o seu custo de operação é quatro vezes maior que as receitas. O saldo negativo recai sobre os outros aeroportos de Moçambique, geridos todos pela mesma empresa estatal.

Não bastassem a falta de voos, de passageiros e as contas em atraso, há suspeitas de corrupção em torno do aeroporto. Tanto Odebrecht como Embraer relataram ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos terem pagado propina para autoridades moçambicanas com o objetivo de fechar negócios.

 

Campinas é a 3ª cidade do Brasil em número de marcas de franquias

Considerando as 30 maiores cidades no mercado de franquias do Brasil, Campinas (SP) se destaca, inclusive entre as capitais, como a terceira do país em número de marcas em operação, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), divulgados .A análise mostra o início de um processo de recuperação diante da crise no país, informou a entidade.

Atrás de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), a cidade cresceu mais no mercado em relação à variedade de franqueadoras do que Brasília (DF) e Curitiba (PR). O aumento foi de 20%, passando de 362 marcas em 2016 para 436 no primeiro semestre de 2017.

Veja o ranking dos cinco municípios em expansão, abaixo.

Cidades com mais marcas de franquias no Brasil

Cidade 2016 (ano todo)            2017 (janeiro a junho)    Variação %

São Paulo        568       711       25%

Rio de Janeiro  465       548       18%

Campinas         362       436       20%

Brasília 373       436       17%

Curitiba 342       404       18%

Fonte: Associação Brasileira de Franchising

Campinas também teve aumento significativo no número de unidades de franquias em operação no primeiro semestre de 2017 em relação aos últimos dois anos. Passou de 1.263 em 2015 para 1.301 no ano passado (alta de 3%) e para 1.431 lojas até junho deste ano (alta de 10%).

Em relação ao Brasil, a cidade é a 7ª colocada no ranking dos municípios com mais unidades - a única entre as dez primeiras que não é capital. A variação na quantidade de redes na metrópole (10%) supera a média nacional, de 9%, segundo a ABF.

 

Veja, abaixo, as dez cidades com mais lojas.

Cidades com mais unidades de franquias no Brasil

 

Cidades           2016 (ano todo)            2017 (janeiro a junho)    Variação %

São Paulo        10259   11132   9%

Rio de Janeiro  5222     5719     10%

Brasília 1934     2123     10%

Belo Horizonte  1784     1966     10%

Curitiba 1590     1708     7%

Salvador          1463     1592     9%

Campinas         1301     1431     10%

Porto Alegre     1253     1362     9%

Fortaleza          1208     1312     9%

Recife  1141     1282     12%

Fonte: Associação Brasileira de Franchising

Entre as 30 cidades analisadas pela ABF, 66,7% são capitais, o equivalente a 20 municípios. O estudo mostra o desenvolvimento do franchising nas regiões do país, e, no Sudeste, destaca o estado de São Paulo. Nove das 11 cidades que não são capitais na lista da Associação ficam em SP - as exceções são Uberlândia (MG) e Niterói (RJ).

O mercado de franquias está presente em 40% das cidades brasileiras, informou a entidade.

Desenvolvimento no estado e na região

O faturamento acumulado no estado de SP entre janeiro e junho é de R$ 29.490 bilhões - não há o levantamento do montante por cidade, segundo a ABF. O valor é 11% maior que o registrado no mesmo período de 2016. O estado tem atualmente um volume de 30 mil unidades, 9% a mais se comparado a dezembro do ano passado.

Na região de Campinas, Indaiatuba (SP) também tem destaque em relação ao aumento no número de marcas em operação. Passou de 144 no ano passado para 163 no primeiro semestre de 2017, uma diferença de 13%. Em número de lojas, a cidade tem 219 unidades funcionando, 11% a mais que em 2016.

Black Friday: veja os principais problemas e empresas mais reclamadas

O consumidor brasileiro ficou mais atento em relação às empresas e promoções durante a Black Friday ao longo dos últimos anos. Com isso, o número de queixas caiu nas duas últimas edições do evento anual que traz ofertas nos setores de comércio e serviços. Neste ano, a Black Friday acontece na próxima sexta-feira (24).

De acordo com balanço do Reclame Aqui, site que reúne queixas de consumidores, após o recorde de reclamações na edição de 2014 da Black Friday, houve queda de 63% em 2015 e de 34% em 2016, ambos na comparação com o ano anterior. O Reclame Aqui monitora as reclamações entre as 18h da quinta-feira até a meia-noite da sexta-feira da Black Friday.

Motivos das reclamações

Desde 2013, quando o Reclame Aqui começou a fazer o monitoramento, todos os anos há queixas de consumidores sobre a dificuldade para comprar nos sites das empresas. Outro problema recorrente é a propaganda enganosa, como a maquiagem de preços, que levou os consumidores a apelidarem o evento de “Black Fraude” nas edições anteriores.

A prática da maquiagem, também conhecida como "metade do dobro", consiste em aumentar os preços antes da data do evento para depois baixá-los e nomeá-los como “superdescontos”. A propaganda enganosa também engloba a diferença dos preços anunciados no momento da compra e na hora do pagamento do pedido.

Crise marcou eventos passados

A queda no número de reclamações em 2015 veio também com a retração recorde de 3,8% da economia em 2015, pior resultado do PIB em 25 anos, que teve entre as consequências o desemprego e a queda na confiança do consumidor.

 Para o Reclame Aqui, a queda nas reclamações mostrou a baixa aderência à Black Friday, com a cautela do consumidor em tempos de crise. "A Black Friday de 2015 explica um cenário de atenção no mercado brasileiro, que deixou a data passar quase que despercebida. No ano da crise, os consumidores não foram fisgados pelas campanhas das empresas", explicou a empresa.

Com o país enfrentando ainda a crise econômica, a cautela para gastar continuou em 2016. No ano passado, o consumidor pesquisou mais e reclamou menos. Segundo o Reclame Aqui, as pesquisas para consultar a reputação das empresas no site cresceram 26% durante a Black Friday de 2016. E o número de reclamações foi um terço a menos que em 2015, totalizando 2,9 mil.

Para este ano, Maurício Vargas, presidente do Reclame Aqui, acredita que haverá reclamações, no entanto, as grandes empresas estão mais preparadas e o consumidor brasileiro está com mais dinheiro. "O grande bicho-papão da Black Friday neste ano é o marketplace, porque o consumidor ainda não sabe exatamente de quem está comprando e a empresa não tem feito muita questão de mostrar isso melhor", avalia.

Marketplace é uma plataforma mediada por uma empresa, em que vários outros lojistas vendem seus produtos.

Veja as principais queixas dos consumidores na Black Friday ano a ano:

2013

Problemas para acessar os sites

Falta de estoque dos produtos anunciados

Dificuldade para efetuar compra

2014

Problemas para acessar sites ou finalizar compras

Maquiagem de preços

Sumiço de produtos do carrinho virtual

Problemas no pagamento

Preços elevados de frete para compensar descontos

2015

Propaganda enganosa

Problemas para finalizar a compra

Divergência de valores

2016

Propaganda enganosa

Divergência de valores

Problemas para finalizar a compra

Produto indisponível

Promoção (problemas nos preços dos produtos)

Empresas reclamadas

O Reclame Aqui também fez o levantamento das empresas mais reclamadas desde 2013. Veja abaixo o ranking e o número de reclamações de cada uma.

G1 entrou em contato com todas as empresas - o posicionamento de cada uma delas está abaixo do ranking.

2013

Extra - loja virtual (530 reclamações)

Submarino (426 reclamações)

Ponto Frio - loja virtual (363 reclamações)

Americanas - loja virtual (262 reclamações)

Casas Bahia - loja virtual (166 reclamações)

2014

Americanas - loja virtual (1.219 reclamações)

Submarino – 1.095 reclamações

Saraiva - livraria, editora e loja virtual (682 reclamações)

Shoptime (233 reclamações)

Kabum (197 reclamações)

Netshoes (188 reclamações)

Extra - loja virtual (158 reclamações)

Magazine Luiza - loja virtual (139 reclamações)

Walmart - loja virtual (137 reclamações)

Nescafe Dolce Gusto (77 reclamações)

2015

Kabum (688 reclamações)

Americanas - loja virtual (431 reclamações)

Submarino (376 reclamações)

Netshoes (155 reclamações)

Magazine Luiza - loja virtual (143 reclamações)

Extra - loja virtual (137 reclamações)

Ponto Frio - loja virtual (128 reclamações)

Casas Bahia - loja virtual (121 reclamações)

Walmart - loja virtual (113 reclamações)

Shoptime (110 reclamações)

2016

Kabum (588 reclamações)

Americanas - loja virtual (249 reclamações)

Submarino (149 reclamações)

Netshoes (117 reclamações)

Magazine Luiza - loja virtual (100 reclamações)

Extra - loja virtual (89 reclamações)

Walmart - loja virtual (83 reclamações)

Fast Shop (62 reclamações)

Ponto Frio - loja virtual (58 reclamações)

Casas Bahia - loja virtual (56 reclamações)

 

 

 

Acordos de leniência fechados pelo BC podem ficar em sigilo

Informações fornecidas por pessoas e empresas que fecharem acordos de leniência com o Banco Central, incluindo documentos e detalhes da infração delatada além da identificação dos demais envolvidos na conduta irregular, terão acesso restrito e tratamento reservado, o que implica em sigilo desses dados por um período de cinco anos.

A determinação está em uma circular do próprio Banco Central, datada de 14 de novembro. Em nota divulgada, o BC afirmou que fará a publicação "da íntegra dos acordos" de leniência em até cinco dias após a assinatura e que deixarão de ser publicadas apenas informações protegidas, como aquelas abrangidas pelo sigilo bancário.

A lei que permite ao Banco Central fechar acordos de leniência com instituições financeiras foi sancionada pelo presidente Michel Temer também em 14 de novembro, mesmo dia da publicação da circular.

Nos acordos de leniência, uma pessoa física ou uma empresa reconhece condutas ilícitas e, em troca de benefícios, delata e colabora com as investigações.

Esse tipo de acordo, pela nova lei, só pode estar relacionado a infrações administrativas, sem envolver crimes. O Banco Central também poderá celebrar assinatura de termos de compromisso, para delitos administrativos menos graves.

A circular do BC, no trecho em que trata do sigilo, garante o acesso integral às informações dos acordos de leniência ao Ministério Público.

Leia a íntegra da nota do Banco Central:

BC dará transparência aos Acordos Administrativos em Processo de Supervisão

O Banco Central, sempre e sem exceções, fará a publicação, em seu sítio eletrônico na internet, da íntegra dos acordos administrativos em matéria de supervisão (APS) por ele firmados, no prazo máximo de cinco dias após sua assinatura.

De acordo com a circular 3.857, de 14 de novembro de 2017, que regulamenta a aplicação dos APS, previsto na Lei 13.506, de 13 de novembro de 2017, a publicação abrangerá todas as informações relativas ao acordo, incluindo a descrição das condutas infracionais e demais aspectos fáticos. Unicamente deixarão de ser publicadas as informações cuja publicação, em virtude da existência de sigilo legal, a exemplo do sigilo bancário, for proibida por lei.

Sem prejuízo da publicação, o Banco Central comunicará ao Ministério Público, na forma da Lei Complementar nº 105, de 2001, a integralidade do APS, inclusive as informações cobertas por sigilo bancário e outras espécies de sigilo.

BC diz que valor de moedas virtuais decorre 'exclusivamente da confiança'

Banco Central divulgou um comunicado no qual informa que, devido ao "crescente interesse" da sociedade e das instituições nas chamadas "moedas virtuais", como o Bitcoin, resolveu alertar que estes instrumentos não são emitidos e nem garantidos por qualquer autoridade monetária.

"Por isso, não têm garantia de conversão para moedas soberanas, e tampouco são lastreadas em [garantidas por] ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores. Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor", acrescentou a instituição.

De acordo com o BC, a compra e a guarda das denominadas moedas virtuais com finalidade especulativa "estão sujeitas a riscos imponderáveis, incluindo, nesse caso, a possibilidade de perda de todo o capital investido, além da típica variação de seu preço".

A autoridade monetária avaliou ainda que as moedas virtuais, se utilizadas em atividades ilícitas, "podem expor seus detentores a investigações conduzidas pelas autoridades públicas visando a apurar as responsabilidades penais e administrativas".

"As empresas que negociam ou guardam as chamadas moedas virtuais em nome dos usuários, pessoas naturais ou jurídicas, não são reguladas, autorizadas ou supervisionadas pelo Banco Central do Brasil", informa o comunicado.

"Não há, no arcabouço legal e regulatório relacionado com o Sistema Financeiro Nacional, dispositivo específico sobre moedas virtuais. O Banco Central do Brasil, particularmente, não regula nem supervisiona operações com moedas virtuais", acrescentou.

A instituição informou ainda que as operações com moedas virtuais, e com outros instrumentos que impliquem transferências internacionais referenciadas em moedas estrangeiras, não afastam a obrigatoriedade de se observar as normas cambiais, em especial a realização de transações exclusivamente por meio de instituições autorizadas pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio.

Apesar das avaliações contrárias, o BC acrescentou que não foi identificada, até o momento, pelos organismos internacionais, a necessidade de regulamentação desses ativos.

"No Brasil, por enquanto, não se observam riscos relevantes para o Sistema Financeiro Nacional. Contudo, o Banco Central do Brasil permanece atento à evolução do uso das moedas virtuais, bem como acompanha as discussões nos foros internacionais sobre a matéria para fins de adoção de eventuais medidas, se for o caso, observadas as atribuições dos órgãos e das entidades competentes", informou.

Número de milionários no Brasil pode crescer 81% até 2022

O número de milionário no Brasil poderá chegar a 296 mil até 2022, o que representará uma alta de 81% ante os atuais 164 mil brasileiros com mais de US$ 1 milhão. A projeção é do banco Credit Suisse.

O relatório estima que o Brasil apresentará o segundo maior aumento no número de milionários crescimento entre 23 países analisados, perdendo apenas para a Argentina, cuja previsão é de uma alta de 127%, para 68 mil milionários. Na sequência, estão Índia (52%) e Rússia (49%).

Pela metodologia do estudo, são considerados milionários os indivíduos com ativos avaliados em mais de US$ 1 milhão, excluindo a residência principal.

Pelas estimativas do banco, em 5 anos o Brasil pode contribuir com US$ 1,6 trilhão para engordar o bolo de riqueza mundial e atingir cerca de US$ 4 trilhões em ativos em termos reais.

O "Global Wealth Report 2017" projeta uma taxa de crescimento no número de milionários de 54% na América Latina, enquanto que na África o incremento será de 73%. A média global para os próximos 5 anos é de alta 22%.

A expectativa é que o número de milionários no mundo suba dos atuais 36,5 milhões para 44 milhões de pessoas.

A perspectiva para o segmento milionário é mais otimista do que para a base da pirâmide (com faixa de riqueza de menos de US$ 10 mil por adulto), cuja previsão do banco é de uma queda de apenas 4%.

Os Estados Unidos concentram atualmente o maior número de milionários no mundo (15,35 milhões), seguidos por Japão (2,69 milhões), Reino Unido (2,19 milhões), Alemanha (1,96 milhão) e China ( 1,95 milhão). 

Desafios para o Brasil

No tópico em que aborda o Brasil, o relatório destaca que o país foi afetado por uma crise dupla nos anos recentes, política e econômica, o que trouxe sérias dificuldades. Segundo o estudo, a riqueza por adulto caiu 35% desde 2011 em dólar, de US$ 26,8 mil para US$ 17,4 mil.

Assim como outros países da América Latina, o Brasil tem mais pessoas na faixa entre US$ 10 mil e US$ 100 mil de riqueza. A estimativa é que 1% dos brasileiros detenham 44% da riqueza privada do país.

"O nível de desigualdade relativamente elevado reflete em parte uma alta desigualdade de renda, que, por sua vez, está relacionada com o padrão de educação desigual em toda a população e a persistente divisão entre os setores formal e informal da economia", afirma o relatório.

O estudo destaca ainda que os ativos financeiros representaram em 2016 41% da riqueza bruta das famílias brasileiras, ante 36% no período entre 2009 e 2015, e que o endividamento subiu para um "nível preocupante", de uma taxa de 18% para 20% dos ativos brutos.

 

 

Superávit comercial supera US$ 60 bilhões na parcial de 2017

A Balança comercial brasileira registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 60,28 bilhões no acumulado deste ano, até domingo (12), informou  o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O superávit registrado na parcial deste ano é recorde. No mesmo período do ano passado, a balança também registrou saldo positivo, mas menor: US$ 39,95 bilhões.

O saldo comercial do acumulado de 2017 supera, ainda, o resultado positivo de todo ano passado (US$ 47,7 bilhões), que era o maior da série histórica, que começa em 1989.

Na parcial de 2017, até 12 de novembro, as exportações somaram US$ 189,71 bilhões, com média diária de US$ 878 milhões (alta de 19,7% sobre o mesmo período do ano passado).

Já as importações somaram US$ 129,43 bilhões, ou US$ 599 milhões por dia útil (aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2016).

Início de novembro

Os números do MDIC mostram que apenas no mês de novembro, até este domingo (12), foi registrado um superávit de US$ 1,82 bilhão.

As exportações brasileiras somaram US$ 6,25 bilhões, com alta de 10,2% sobre o mesmo período de 2016. Já as importações somaram US$ 4,43 bilhões, aumento de 10,4% na mesma comparação.

Cresceram, neste início de novembro, as exportações de produtos básicos (+35,3%) e também de produtos semimanufaturados (+12,5%), ao mesmo tempo em que recuaram as exportações de produtos manufaturados (-8%).

Do lado das importações, cresceram as compras de alumínio e obras (+69,9%), combustíveis e lubrificantes (+44,8%), equipamentos eletroeletrônicos (+26,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (+18,9%), plásticos e obras (+17,1%) e veículos automóveis e partes (+12,3%).

Previsões para 2017

A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa do Banco Central, é que o saldo positivo da balança comercial alcance US$ 65 bilhões.

O BC, por sua vez, prevê superávit da balança comercial de US$ 61 bilhões para este ano, enquanto o Ministério do Desenvolvimento estima um saldo comercial positivo entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões para todo este ano.

Braskem vai construir fábrica na Dinamarca

A petroquímica Braskem vai construir uma fábrica-piloto na Dinamarca para produzir uma matéria-prima usada para fazer garrafas PET a partir de cana-de-açúcar. O projeto é uma parceria com a empresa dinamarquesa Haldor Topsoe e começa a operar em 2019.

A fábrica é uma planta de demonstração e será usada para validar a viabilidade técnica e econômica da nova tecnologia. Serão feitos testes com a cana-de-açúcar e também com outros açúcares provenientes do milho ou de biomassa. Se a tecnologia for viável, o próximo passo é a produção em larga escala.

Hoje o monoetilenoglicol (MEG), petroquímico usado na produção de PET, é feito a partir de nafta, gás ou carvão.

“Com essa parceria, fortalecemos nossa posição de protagonistas no desenvolvimento de soluções inovadoras que irão alavancar a competitividade de diferentes biomassas e complementar as soluções tradicionais oferecidas pelo setor petroquímico”, disse Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da Braskem, em comunicado.

Braskem não divulga o investimento no projeto.

 

Erros em aplicativos podem expor dados de 180 milhões celulares

Até 180 milhões de donos de celulares correm o risco de suas mensagens de texto ou ligações serem interceptadas por hackers devido a um erro de codificação em pelo menos 685 aplicativos, informou a empresa de segurança cibernética Appthority .

As descobertas destacam ameaças impostas pelo crescente uso de serviços terceirizados, como a Twilio, que fornecem funções como mensagens de texto e ligações de áudio a aplicativos que não têm esses recursos embutidos.

Segundo o diretor de segurança da Appthority, Seth Hardy, os desenvolvedores dos mais de 600 aplicativos vulneráveis codificaram equivocadamente credenciais de acesso que foram fornecidas pela Twilio.

Se hackers revisarem o código podem acessar essas credenciais e, em seguida, obter acesso aos dados enviados por esses aplicativos.

Muitos aplicativos usam a Twilio para enviar mensagens de texto, processar chamadas telefônicas e lidar com outros serviços. Os hackers podem acessar dados relacionados se fizerem login nas contas do desenvolvedor da Twilio, disse Hardy.

"Isso não se limita apenas ao Twilio. É um problema comum em serviços terceirizados", disse Hardy. "Muitas vezes percebemos que se cometerem um erro com um serviço, eles também o farão com outros."

Os erros foram causados ​​por desenvolvedores, e não pela Twilio, disse Hardy. O site da empresa avisa que os desenvolvedores que deixam credenciais em aplicativos podem expor suas contas a hackers.

Trak Lord, porta-voz da Twilio, disse que a empresa não tem provas de que hackers tenham usado credenciais codificadas em aplicativos para acessar dados de clientes, mas que estava trabalhando com desenvolvedores para alterar as credenciais em contas afetadas.

A Appthority disse que também avisou a Amazon.com que encontrou credenciais de pelo menos 902 contas de desenvolvedores no fornecedor de serviços de nuvem Amazon Web Services em uma varredura de 20.098 aplicativos diferentes.

Essas credenciais podem ser usadas para acessar dados do usuário do aplicativo armazenados na Amazon, disse Hardy. Um representante da varejista online não comentou o assunto.

 

Governo discute proposta, mas não 'jogou a toalha'

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou  que o governo não "jogou a toalha" e que vai insistir na aprovação da reforma da Previdência Social ainda neste ano.

Meirelles, entretanto, admitiu que há discussões para mudanças na proposta já aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados e que foi defendida recentemente pela equipe econômica.

"Estamos no momento discutindo a viabilidade, quais são as posições das diversas bancadas, quais são exatamente os itens de maior resistência. Em resumo, estamos no meio do processo Legislativo e, a partir daí, vamos evoluindo. No momento que se chegar a uma conclusão, vamos anunciar. Dentro da minha visão, a conclusão vai se chegar de fato quando votar", declarou ele, ao ser questionado se seria enviada uma proposta mais "enxuta" ao Legislativo.

Meirelles falou a jornalistas ao chegar ao Ministério da Fazenda após reunião com o presidente Michel Temer, ministros e parlamentares, que aconteceu no Palácio do Planalto, justamente para discutir a proposta de reforma da previdência.

A reunião ocorreu depois de Temer admitir, em vídeo, que o governo não tem, hoje, votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência e que, "sozinho", não teria como bancar a medida. As declarações do presidente repercutiram no mercado financeiro. O dólar subiu, e a bolsa de valores caiu.

Para Meirelles, há chances de a proposta atual ser aprovada sem alterações. De acordo com ele, a proposta sobre a reforma da Previdência está em fase de discussão, o que é "normal" dentro de qualquer processo legislativo.

"O que é importante é que estamos discutindo agora a Previdência para tentar ser votada neste ano, uma coisa que muitos tinham dado como perdido. Estamos com a proposta da Previdência, firme, para ser votada ainda neste ano", afirmou.

Governo 'empenhado'

Segundo ele, o governo continua "empenhado" na aprovação da reforma da Previdência, mas que a palavra final será do Congresso.

"E é importante frisar que o governo mantém a sua proposta ao relatório como está. Evidentemente, como qualquer projeto Legislativo, a palavra final é do Congresso, e não do Executivo", declarou o ministro da Fazenda.

Ele disse que, neste momento, o governo não considera a possibilidade de abandonar a proposta que passou pela comissão especial e defender uma mais "enxuta".

 

 

Governo de SP assina contrato para sediar Fórum Econômico Mundial

O governo de São Paulo assinou,, contrato para que a capital paulista sedie a próxima edição do Fórum Econômico Mundial para a America Latina.

O evento ocorrerá nos dias 13, 14 e 15 de março de 2018, no Hotel Grand Hyatt, na Zona Sul, e irá debater temas relacionados à realidade brasileira e à 4ª revolução industrial.

A cerimônia desta segunda formalizou o convite feito ao estado em abril deste ano, durante a última edição do evento, em Buenos Aires.

"Vamos estar em um momento importante para a América Latina, quando oito países da região elegem os seus presidentes, e há a necessidade de encontrar novas fontes de crescimento econômico para levar bem-estar social para a população latino-americana", disse Marisol Argenta, chefe do Fórum para a América Latina.

O acordo foi firmado pelo governador Geraldo Alckmin, pelo prefeito da capital, João Doria, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio, Marcos Pereira, e representantes do evento.

"Gostaria de destacar em relação ao Fórum, que nós já o sediamos em 2006. Foi um grande sucesso aqui em São Paulo", disse o governador. "É portanto um momento desafiador para o mundo inteiro", acrescentou.

"O evento está bem organizado do ponto de vista de conteúdo, terá uma alta representação de chefes de estado latino-americanos e, talvez, até de outras nações", defendeu Doria.

O Fórum Econômico Mundial (WEF) é uma organização internacional criada na década de 1970 em Genebra, na Suíça.

 

Apple poderá ser 1ª empresa da bolsa a valer US$ 1 trilhão

As ações da Apple estão em alta, depois que a gigante de tecnologia divulgou resultado trimestral forte e minimizou as preocupações relacionadas ao iPhone X, levando mais analistas a avaliar a empresa na casa de US$ 1 trilhão.

O papel chegou a subir 6,64% ao longo do dia e operava em alta de cerca de 2% por volta das 13h desta sexta-feira (3). Considerando o fechamento de quinta-feira, com ações a US$ 168,11, a empresa estava avaliada em US$ 868 bilhões.

A companhia sediada em Cupertino, Califórnia, também previu um forte período de compras de fim de ano, que incluirá o iPhone X, cujas vendas começaram.

“Vemos o iPhone X destravando as vendas reprimida dos modelos mais novos, especialmente na China, levando a um crescimento unitário de mais de 20% e fazendo com que receita e lucro superem expectativas em 2018”, disse a analista do Morgan Stanley Katy Huberty.

A empresa produzirá 30 milhões de unidades do iPhone X durante o trimestre atual, estimaram os analistas da Nomura Instinet, aliviando as preocupações com a produção do telefone de vidro e aço de US$ 999.

Pelo menos sete corretoras elevaram seus preços-alvo para a ação, com o Citigroup fazendo a mudança mais altista, elevando seu preço-alvo em US$ 30, para US$ 200.

Com as últimas mudanças das corretoras, pelo menos sete analistas de Wall Street agora têm preços-alvo para a Apple que colocam seu valor de mercado acima de US$ 1 trilhão. Brian White, da Drexel Hamilton, ainda é o mais otimista entre os analistas da Apple acompanhados pela Thomson Reuters, aumentando seu preço-alvo para até US$ 235.

Resultado trimestral

Os resultados do trimestre encerrado em 30 de setembro da Apple ressaltaram a capacidade da empresa de impulsionar o crescimento não apenas com iPhones, mas com toda a sua gama de produtos, disseram analistas.

A lista de produtos inclui cinco modelos de iPhone diferentes, o iPad, o Mac e o Apple Watch, bem como seus serviços de rápido crescimento.

A Apple disse que vendeu 46,7 milhões de iPhones no trimestre passado, acima das estimativas dos analistas de 46,4 milhões, de acordo com a empresa de análise e dados financeiros FactSet. As vendas de Mac e iPad também estavam acima das estimativas da maioria dos analistas.

 

Itaú fala em 'disposição de crescer' a oferta de crédito

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que o banco pretende elevar a sua oferta de crédito para os diferentes segmentos, inclusive para compra de automóveis e para o segmento de pequena e média empresas.

“Temos uma disposição de crescer a carteira de credito e isso se aplica a todos os mercados”, afirmou em teleconferência para comentar os resultados do 3º trimestre. O lucro do Itaú atingiu R$ 6,1 bilhões no 3º trimestre, alta de quase 13%.

“Tenho dito que o crescimento da carteira em 2018 é o que deverá anular os efeitos negativos sobre o nosso resultado da queda da Selic. Então, existe sim disposição de crescer carteira no ano que vem, o quanto ainda estamos avaliando”

Apesar da alta no lucro, a carteira de crédito do banco caiu 4,9% nos últimos 12 meses, para R$ 575,2 bilhões. Na comparação com o 2º trimestre, a queda foi de 2,1%.

Para o executivo, a demanda por crédito no varejo já mostrou um ponto de inflexão no terceiro trimestre e essa tendência de recuperação deve se prolongar nos próximos meses.

“O que vai ditar o ritmo de crescimento de cada uma dessas carteiras é a demanda. E imagino que vai ser mais fácil crescer nas carteiras no varejo do que no atacado", disse.

Apesar disso, o Itaú manteve a projeção de fechar 2017 "perto da parte mais baixa da previsão" para a carteira total neste ano, que estima queda de até 2% no Brasil. No segmento pessoas físicas, houve alta de 0,3% na carteira do banco na comparação com o trimestre anterior, enquanto que para pessoas jurídicas houve queda de 4,9%.

 

Impacto das eleições 2018

Segundo Bracher, a tendência é que a retomada do crédito ocorra primeiro nas carteiras de empréstimos para pessoas físicas, em função da queda da taxa de juros e da redução da inadimplência, e que para as empresas as incertezas políticas continuam sendo um fator que inibe o investimento.

“O fato de termos eleições em 2018 pode ser um elemento que postergue um pouco as decisões e a demanda por crédito por parte das grandes empresas", avaliou, acrescentando há também uma maior concorrência do mercado de mercados de capitais, com muitas empresas optando por títulos e oferta de ações para se financiarem.

Ele destacou ainda que será a demanda que irá ditar o ritmo de crescimento das carteiras de crédito do banco. “Isso não é uma decisão unilateral... Não temos visto demanda em níveis que consideremos rentáveis para nossa operação, especialmente no atacado”, afirmou.

Bracher avaliou também que o calendário eleitoral deverá provocar uma maior oscilação no preço de "ativos mais especulativos" como ações e títulos da dívida pública, "conforme o mercado veja a inclinação dos candidatos e qual será a política econômica deles".

O Itaú projeta um crescimento de 3% para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2018.

Ministro admite que conta de luz poderá ficar ainda mais cara

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, admitiu que as contas de luz poderão ficar ainda mais caras no país. Questionado se o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) poderá vir a despachar fora da ordem de mérito, ou seja, acionar as usinas elétricas sem considerar o menor valor cobrado, ele admitiu que é uma possibilidade.

“Está sendo cogitado, decidido não”, declarou o ministro sobre a possibilidade do governo passar a autorizar a produção de energia mais cara, cujo custo será, invariavelmente, repassado ao consumidor.

“Não há um risco mais severo de desabastecimento, porém vai ter um impacto como já vem tendo na tarifa para o consumidor”, afirmou.

O mudança está em discussão para preservar os reservatórios das hidrelétricas, que estão em baixa diante da falta de chuvas.

Coelho Filho disse que há expectativa de que a chegada de chuva reverta esta tendência. Porém, admitiu que as projeções indicam que o período chuvoso não será suficiente.

Hoje as termelétricas são ligadas dentro da chamada ordem de mérito, ou seja, são ligadas apenas as termelétricas que estão dentro de um limite de preço.

O fim dessa ordem liberaria o acionamento de qualquer termelétrica, o que poderia aumentar a participação da energia gerada pelas térmicas no total. A energia termelétrica custa mais caro que a produzida nas hidrelétricas.

O brasileiro já vem pagando mais caro pela conta de luz. A taxa extra cobrada quando a bandeira tarifária está vermelha aumentou de R$ 3,50 para R$ 5,00 na última terça-feira. A conta de novembro já terá essa tarifa extra.

Eletrobras

O ministro esteve no Rio para participar de um almoço com empresários do setor elétrico que participam do seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira promovido pela Fundação Getúlio Vargas. Ele atendeu a imprensa antes do encontro com os executivos.

Na ocasião, Coelho Filho disse que pretende enviar ainda nesta semana a proposta de modelagem da privatização da Eletrobras à Casa Civil, que ficará responsável por definí-la.

Para fechar a proposta, o MME depende da análise do presidente Michel Temer. Segundo o ministro, o problema de saúde que afastou o presidente temporariamente do trabalho adiou a análise do parecer. Todavia, a expectativa é de que isso aconteça ainda na quarta-feira, véspera do feriado.

“Ficará à cargo da Casa Civil definir se a modelagem será por meio de um projeto de lei com caráter de urgência urgentíssima ou se por meio de uma medida provisória”, disse.

Juro do cartão cai 65 pontos em setembro

Os juros médios das operações com cartão de crédito somaram 332,4% ao ano em setembro, com queda de 65 pontos frente ao registrado em agosto, informou o Banco Central.

O patamar de setembro é o menor desde janeiro de 2015 (326,7% ao ano). Essa queda mais forte ocorre seis meses após o início da vigência das novas regras para o cartão de crédito.

Com a redução, os juros do cartão de crédito se aproximaram, no mês passado, da taxa média cobrada pelas instituições financeiras no cheque especial - que foi de 321% ao ano. Em agosto, a taxa do cheque especial estava em 317% ao ano.

Apesar disso, segundo especialistas, o rotativo do cartão e o cheque especial só devem ser utilizados em momentos de máxima emergência e por um prazo curtíssimo, já que os juros continuam em um patamar muito alto.

A recomendação é que os clientes bancários substituam essas modalidades por linhas mais baratas, como, por exemplo, o crédito consignado, em que as prestações do empréstimo são descontadas da folha de pagamentos.

Novas regras do cartão de crédito

Na tentativa de reduzir os juros do cartão, em março o governo anunciou novas regras, com vigência a partir do mês seguinte, em abril. Uma delas prevê que o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte.

Com o novo formato, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo de 15% do cartão por um mês. Na fatura seguinte, o banco não pode mais rodar a dívida: o cliente paga o valor total ou precisa parcelar a dívida em outra linha de crédito, com o juro mais barato.

Juro bancário médio também cai

De acordo com o Banco Central, os juros médios das operações de crédito com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) atingiram 59,2% ao ano em setembro no caso dos empréstimos para pessoas físicas, recuo de 3,1 pontos percentuais na comparação com agosto.

Também recuou, em setembro, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 43,3% ao ano, contra 45,6% ao ano em agosto. No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 23,2% ao ano em setembro, com queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mês anterior (24,3% ao ano).

Lucro da Ambev cai 95% com adesão ao Refis no 3º tri

Ambev, maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina, teve uma queda de 95% no seu lucro líquido no terceiro trimestre, pressionado por uma despesa extra com pagamento de impostos. A companhia aderiu ao Refis, o programa de regularização de dívidas tributárias, e pagará R$ 3,5 bilhões para quitar dívidas tributárias.

O valor será parcelado em 145 vezes, mas impactou o resultado do terceiro trimestre. Neste período, a empresa lançou o valor de R$ 2,974 bilhões de despesas adicionais.

Sem esse fator "extraordinário", a Ambev teria lucrado R$ 3,236 bilhões no 3º trimestre de 2017, resultado 1,2% maior que o registrado no mesmo período de 2016 (R$ 3,198 bilhões). A informação é divulgada pela empresa como lucro líquido ajustado, que exclui eventos extraordinários do resultado do trimestre.

Receita líquida

A receita líquida da empresa teve crescimento de 9,6% em relação ao 3º trimestre de 2016 e ficou em R$ 11,362 bilhões. Segundo a empresa, esse resultado foi impulsionado pelo forte desempenho nas operações no Brasil (+9,7%), América Latina Sul (+21,3%) e América Central e Caribe (+7,5%).

No balanço, a empresa destacou que o "pior ficou para trás" e que "o Brasil, nosso maior mercado, está de volta à sua trajetória".

As operações da companhia no Brasil registraram um aumento no Ebitda (indicar que mede a geração de caixa) de 17,4% no terceiro trimestre, para R$ 2,4 bilhões. Considerando apenas o segmento de cerveja no Brasil, o crescimento do Ebitda foi de 25,7%. O volume total de bebidas comercializado pela Ambev recuou 4%, para 24,7 milhões de hectolitros. A receita total no país subiu 9,7%, para R$ 6 bilhões.

Cerveja mais cara

A venda de cervejas caiu no Brasil no período, mas a receita no segmento subiu. A queda no volume foi de 5,4% (de 19,5 milhões de hectolitros para 18,5 milhões de hectolitros). No entanto, o aumento da receita no segmento foi de 9,6% (de R$ 4,7 bilhões para R$ 5,2 bilhões).

A Ambev atribui a queda no volume pelo fraco resultado da indústria e pelo fato de os consumidores continuarem a ser pressionados pelo ambiente macroeconômico.

A companhia ganhou 15,8% mais por cada litro de cerveja vendido. Segundo a companhia, foram realizados ajustes de preços no 3º trimestre, diferente do ano anterior, quando foram feitos no 4º trimestre.

Governo encerrará em novembro venda da versão impressa do Diário Oficial

O Diário Oficial da União (DOU) não será mais comercializado na versão impressa a partir do dia 30 de novembro. Portaria publicada no próprio DOU informa que a Imprensa Nacional resolveu "encerrar a comercialização de assinaturas e venda avulsa do Diário Oficial da União, na versão impressa".

Com a medida, a publicação que reúne leis, portarias e decretos editados diariamente pelo governo passará a ser disponibilizada apenas na versão digital.

A portaria informa ainda que "as assinaturas dos Jornais Oficiais, na versão impressa, passam a ter periodicidade diária ou proporcional, até a data de encerramento da comercialização".

A Imprensa Nacional informou, por meio de sua acessoria de imprensa, que está sendo encerrado neste momento apenas a comercialização e que o fim da versão impressa, embora em estudo, ainda não tem data definida. "Nos próximos dias o DOU publicará um ato definindo a data exata", explicou.

O Diário Oficial da União está em circulação desde 1 de outubro de 1862.

Segundo a Imprensa Nacional, o número atual de assinaturas impressas é de 350, que representam 6.000 exemplares diários.

 

Aneel  reajusta em 42,8% o patamar 2 da bandeira vermelha

 

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou) um aumento de 42,8% para o valor do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha. Com o reajuste, a taxa extra cobrada nas contas de luz quando essa bandeira é acionada passará de R$ 3,50 para R$ 5,00 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a decisão da Aneel, o novo valor passará a valer já a partir de novembro. Entretanto, se trata de uma proposta que passará por audiência pública e poderá ser alterada em uma votação posterior à audiência.

De acordo com o diretor da Aneel Tiago Correia, a aplicação imediata do novo valor vai evitar um déficit ainda maior na conta que arrecada os recursos das bandeiras tarifárias, que já registra prejuízo.

Esses recursos são usados para cobrir o aumento no custo da geração de energia no país, que ocorre quando a falta de chuvas faz cair muito o nível de armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas e é necessário acionar mais termelétricas - que geram energia mais cara.

Nesse momento, a estiagem atinge os reservatórios das principais hidrelétricas do país e ao longo de outubro já está valendo o patamar 2 da bandeira tarifária vermelha. Neste mês, o valor da bandeira inda será de R$ 3,50 para cada 100 kWh consumidos

A proposta da agência reguladora manteve em R$ 3,00 o valor do patamar 1 da bandeira vermelha. Já a taxa da bandeira amarela cairá pela metade, de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh consumidos.

Mudança no gatilho

Em compensação, a Aneel alterou também os gatilhos de acionamento das bandeiras. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, explicou que a mudança da metodologia permitirá que o acionamento da bandeira passe a levar em consideração também o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Hoje, para o acionamento das bandeiras, são analisados o custo de geração da térmica mais cara acionada e a expectativa de chuvas.

Com a mudança, a bandeira amarela deve passar a ser acionada antes do que geralmente ocorre.

A mudança nos patamares foi proposta depois que a Aneel verificou que os atuais valores não têm sido suficientes para pagar pelo custo extra de geração da energia com o uso mais intenso de termelétricas.

Com os reservatórios das usinas hidrelétricas cada vez mais baixos, por causa da falta de chuvas, o sistema elétrico depende cada vez mais de usinas térmicas, que geram energia mais cara pois funcionam por meio da queima de combustíveis.

Expansão da cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir emissão global de CO2

A expansão da produção de cana-de-açúcar no Brasil para a conversão em etanol poderia reduzir as emissões globais de dióxido de carbono em até 5,6% , diz estudo publicado na “Nature Climate Change” A análise foi coordenada por Stephen P. Long, da Universidade de Illinois (EUA) e incluiu cientistas da USP (Universidade de São Paulo).

"A produção de etanol à base de cana no Brasil hoje é muito mais eficiente que o etanol de milho, e gera apenas 14% das emissões de dióxido de carbono do petróleo", diz Amanda de Souza, estudante de pós-doutorado da Universidade de São Paulo, que faz estágio na Universidade de Illinois.

A equipe utilizou modelos matemáticos para avaliar o impacto da produção de etanol como combustível. Eles projetaram que a expansão da cultura de cana no Brasil deve ser feita de forma maciça, em uma área de terra que equivaleria à junção dos estados do Texas e da Califórnia, nos Estados Unidos.

Foram pensados três modelos que expandiriam a produção de cana entre 37.5 e 116 milhões de hectares; o último deles levando à diminuição de emissão de CO2 em 5,6%. Segundo os pesquisadores, o Brasil estaria preparado para levar esse projeto adiante -- pela expertise na produção da cana.

"Ao contrário dos EUA, o Brasil usa quase toda a planta de cana-de-açúcar. Extrai o açúcar para produzir etanol e queima o caule para alimentar o moinho e gerar eletricidade”, diz Amanda.

"A produção brasileira de cana é provavelmente a mais avançada do mundo", completa Long.

O país também está à frente no que tange a práticas mais sustentáveis de produção. Os pesquisadores citam que, em São Paulo, o governo proibiu a queima da cana antes da colheita -- prática que ajuda a poluir a atmosfera. A queimada era utilizada para reduzir a quantidade de material a ser transportada para o moinho; e, por isso, ainda é utilizada em alguns lugares, como nos Estados Unidos.

O acordo climático de Paris de dezembro de 2017, assinado por 195 nações (Estados Unidos não ratificou o acordo) tenta limitar o aumento da temperatura global do planeta em menos de 2°C. Para os pesquisadores, várias estratégias devem ser adotadas para que a meta seja atingida -- e a expansão do uso do etanol é uma delas.

Eles acreditam que a expansão do plantio da cana-de-açúcar no Brasil pode ser, ainda, uma solução de curto prazo para que a meta seja atingida.

São Bernardo foi escolhida para receber a 1ª edição do HR First Class

Esq. para dir: Empresário Marcos Scaldelai, proprietário da MHS Marketing & Sales Consulting, Kátia de Boer, sócia-proprietária da Safe Care; prefeito de São Bernardo, Orlando Morando; Karen de Boer, sócia-proprietária da Safe Care, e o vice-presidente do grupo NotreDame Intermédica, Nilo Carvalho

 

O papel do profissional de Recursos Humanos deveria ser o de disseminar a cultura, missão e valores da empresa, além de desenvolver o capital humano, mas muitas vezes este setor está focado na realização de atividades operacionais e burocráticas. Visando resgatar esse papel mais estratégico do profissional da área, a MHS Marketing & Sales Consulting reuniu cerca de 200 líderes de RH de empresas do ABC paulista, durante a 1ª edição do HR First Class.

O evento, realizado no Napoleão Buffet, em São Bernardo, contou com palestra do jurista Luiz Flávio Gomes, autor do best-seller O Jogo Sujo da Corrupção, presenças do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, e de autoridades locais, além dos debatedores Hiroki Hiratsuka, diretor de RH da empresa Kostal, e Lino José Rodrigues Alves, diretor jurídico e responsável pela área de Compliance do Grupo NotreDame Intermédica.

Kátia de Boer, sócia-proprietária da Safe Care, empresa especializada em gestão integrada e auditoria do benefício saúde, incentivadora e patrocinadora máster do evento, explicou a escolha do ABC paulista para receber o evento. “Temos nessa região empresas de grande representatividade no cenário nacional e precisamos valorizar os profissionais da área de RH. A ideia dos nossos encontros, que passarão a ser bimestrais a partir do ano que vem, é trocar experiências, discutir soluções e plantar uma semente dentro das organizações que permita fortalecer o RH”, explica Kátia, que teve a sua palavra endossada pela irmã e também sócia, Karen de Boer.

“Vamos criar um site para disseminar conteúdo relevante à área, formaremos um mailing de profissionais para trocar experiências, além de criar um comitê para decidir quais assuntos devemos colocar em pauta nos nossos próximos eventos”, completou o empresário Marcos Scaldelai, proprietário da MHS Marketing & Sales Consulting.

Já o vice-presidente do Grupo NotreDame Intermédica, Nilo Carvalho, chamou a atenção para o fato da união do setor de RH servir para ajudar a encontrar soluções para problemas recorrentes. “O empresariado não consegue mais arcar com os custos da saúde. Para se ter uma ideia os desperdícios e fraudes levam R$ 77 bilhões a cada de três anos do capital investido na área de saúde. Nós não podemos nos esquivar dessa responsabilidade. O custo é insustentável, mas juntos podemos resolver isso”, disse.

O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, reforçou também a relevância do profissional da área de RH na construção de um cenário econômico mais favorável. “Estamos em um período de transição, saindo de uma crise. Quem não estiver com a área de Recursos Humanos preparada, que é a essência de qualquer negócio, não terá a qualidade no serviço”, destacou o prefeito.

“Se a pessoa encarregada de monitorar a empresa não tiver autonomia para informar o que acontece dentro do ambiente de trabalho ao seu superior, o RH fica fadado a ser só operacional, deixa de ser estratégico. Os gestores não terão controle da empresa e certamente devem ter prejuízos no final do ano”, argumentou o jurista Luiz Flávio Gomes.

 

 

Vale tem produção recorde de minério no 3º trimestre

A mineradora brasileira Vale produziu o volume recorde trimestral de 95,1 milhões de toneladas de minério de ferro no intervalo entre julho e setembro, alta de 3,3% ante o 3º trimestre do ano passado, com impulso de uma melhor performance operacional no Sistema Norte e do desenvolvimento da mina S11D, no Pará.

A maior produtora global de minério de ferro ainda elevou em 3,6% a produção ante o segundo trimestre, mas manteve sua meta para o ano, segundo o relatório publicado .

O Sistema Norte, que compreende Carajás, Serra Leste e S11D, atingiu recorde trimestral de 45 milhões de toneladas entre julho e setembro, alta de 16,4% ante o mesmo período de 2016.

Apesar do recorde, a companhia reiterou que a produção em 2017 ficará próxima ao limite inferior da faixa projetada para o ano, de entre 360 milhões e 380 milhões de toneladas, devido à sua estratégia de reduzir a produção de minério de menor qualidade.

Conforme anunciado anteriormente, a extração de minério de alta sílica dos Sistemas Sul e Sudeste foi reduzida em quantidade anualizada de 19 milhões de toneladas.

Dessa forma, o teor de ferro médio foi de 64,1% no terceiro trimestre, ligeiramente maior do que o de 63,8% no segundo.

Para o longo prazo, a empresa também reafirmou sua meta de produção de 400 milhões de toneladas por ano.

Perto das 11h30, a ação ordinária da Vale operava em queda de 1,18%, enquanto o Ibovespa caía 1,22% no mesmo horário.

EMBARQUES

Os embarques de minério de ferro e pelotas do Brasil e Argentina totalizaram 86 milhões de toneladas no terceiro trimestre, ficando 9 milhões de toneladas e 1,7 milhão de toneladas maiores do que no terceiro trimestre de 2015 e no terceiro trimestre de 2016, respectivamente, devido, principalmente, à maior produção no Sistema Norte.

Os embarques feitos pela Argentina referem-se ao Sistema Centro-Oeste, que compreende a unidade ativa de Urucum.

Dessa forma, o percentual de estoques no exterior em relação ao total do estoque aumentou de 15%, em 2015 e 2016, para 30 por cento, no terceiro trimestre, refletindo a estratégia de deslocamento dos estoques ao longo da cadeia e para mais perto dos clientes finais.

A expectativa, segundo a Vale, é de manter os 30% do total do estoque no exterior até o final de 2017.

Os volumes de venda para o terceiro trimestre foram menores do que os volumes de produção, implicando em um leve aumento dos estoques como resultado de necessidades operacionais e estratégias de mercado.

A Vale ressaltou, no entanto, que a relação entre vendas e produção, ficou maior do que no segundo trimestre.

Já a produção de níquel da Vale alcançou 72,700 mil toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,2% ante o segundo trimestre, "devido, principalmente, ao retorno da produção do forno 2 de Sudbury em julho, à forte performance de produção em Thompson e à sólida performance em Onça Puma".

Em meados de setembro, Sudbury concluiu a transição para o fluxo operacional com forno único e passou a operar desta forma.

Produção da Petrobras no Brasil sobe 2,8% em setembro

A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu 2,17 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, volume 2,8% superior a agosto, informou a empresa.

"Esse resultado se deve, principalmente, à normalização da operação após parada programada dos FPSOs Cidade de Itaguaí e Cidade de Maricá, ambos operando no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos", afirmou a companhia.

Na comparação com setembro de 2016, a produção da Petrobras apresentou queda de 3,1%.

A petroleira relatou ainda que sua produção total de petróleo e gás natural, em setembro, foi de 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,68 milhões boed produzidos no Brasil e 106 mil boed no exterior.

Com a produção de setembro, a média de produção da estatal no acumulado do ano está em 2,78 milhões de boed (petróleo e gás).

A média no país de petróleo atingiu 2,16 milhões de barris/dia, no acumulado do ano até setembro, acima da meta de 2017 de 2,07 milhões de barris/dia.

GÁS E PRÉ-SAL

A produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 81,5 milhões de metros cúbicos ao dia em setembro, alta de 2%ante o mês anterior, o que também se deveu ao retorno à operação das plataformas.

"Cabe destacar que o aproveitamento do gás produzido nas plataformas operadas pela Petrobras atingiu, pelo segundo mês consecutivo, um novo recorde mensal, atingindo a marca de 97 por cento", acrescentou a empresa.

Em setembro, a produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, foi de 1,68 milhão boed, volume 6,6% acima do mês anterior.

"Esse resultado também se deve à normalização da operação dos FPSOs Cidade de Itaguaí e Cidade de Maricá", disse.

Já a produção de petróleo nos campos do exterior foi de 64 mil bpd, volume 3,3% acima do mês anterior. "Esse aumento foi consequência da normalização da produção em campos produtores nos EUA após a passagem do furacão Harvey", explicou a empresa.

A produção de gás natural no exterior foi de 7,2 milhões de m³/d, 6,9% abaixo do volume produzido em agosto, em função da redução da produção do campo de Hadrian South, "devido a ocorrências operacionais".

 

Empréstimos do BNDES caem 20% no ano até setembro

O volume de desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre janeiro e setembro foi de R$ 50 bilhões, 20% menor que no mesmo período do ano anterior, informou a instituição .

A maior queda aconteceu na região Sudeste, onde os empréstimos foram 35% menores. Em seguida, a região Sul mostrou a segunda maior retração nos recursos do banco de fomento, de 20%.

Por outro lado, o Nordeste teve o maior crescimento no volume desembolsado, de 19%, alcançando R$ 9,4 bilhões neste período. No Centro-Oeste, a queda foi de 1%, e na região Norte, de 10%.

Nos últimos 12 meses, os desembolsos feitos pelo banco representaram R$ 76 bilhões, uma queda de 27% na comparação com o período imediatamente anterior.

Queda nas consultas

Houve uma queda de 12% nas consultas por crédito no BNDES, a etapa inicial do processo, alcançando um valor de R$ 75 bilhões. Nos últimos 12 meses, foram registrados R$ 100 bilhões em consultas, valor 14% menor que um ano antes.

Os enquadramentos de operações do BNDES — a fase de acolhimento dos pedidos de financiamento e que refletem uma perspectiva de futuro — alcançaram R$ 66,6 bilhões entre janeiro e setembro, valor 9% menor que no mesmo período de 2016.

Em setembro, foram enquadrados R$ 8 bilhões em pedidos de financiamento. Nos últimos 12 meses, os enquadramentos somaram R$ 92 bilhões, valor 18% menor que entre outubro de 2015 e setembro de 2016.

 

Receita diz que vai cassar benefícios fiscais de empresas que devem tributos

Secretaria da Receita Federal informou  que pretende cassar os benefícios fiscais de 3.711 contribuintes que contam com benefícios fiscais, mas que têm dívidas relativas a tributos com o governo federal.

A exclusão, segundo o órgão, se dará com base no § 3º do art. 195 da Constituição Federal, e no art. 60 da Lei nº 9.065, de 1995, segundo os quais a pessoa jurídica em débito para com a União não poderá receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

"Assim, o contribuinte que goza de benefício deve manter a regularidade fiscal durante toda a sua fruição", acrescentou a Receita Federal.

De acordo com o órgão, porém, as empresas que aderirem ao Refis, programa de parcelamento de tributos do governo federal, não terão os benefícios fiscais suspensos.

O órgão diz ainda que as dívidas poderão ser liquidadas, dentro do Refis, "sob condições especiais, com descontos generosos de multas e juros e prazos alongados". O prazo de adesão ao Refis termina em 31 de outubro de 2017.

"A partir do momento em que o contribuinte for intimado para se regularizar e não fizer, já estará sujeito à cassação, o que poderá ocorrer a partir do prazo final de adesão ao PERT (novo Refis)", acrescentou o Fisco.

O órgão explicou ainda que os contribuintes poderão se regularizar a qualquer momento, até o prazo dado na intimação.

Bradesco escolherá membro da diretoria como novo presidente

O diretor-presidente do Bradesco, recém anunciado também como novo presidente do conselho de administração do banco, Luiz Carlos Trabuco, disse que a renúncia de seu antecessor, Lázaro Brandão, e a escolha de seu nome para substituí-lo foram atos planejados e que vinham sendo estudados por ele há tempos.

“É evidente que desde lá no passado, quando ele [Brandão] propôs ao conselho minha escolha para vice-presidente [do órgão], ele já tinha um olhar sinalizador com a minha carreira”, afirmou Trabuco, em coletiva de imprensa na sede do banco.

Trabuco confirmou no evento que o próximo presidente do banco será um membro da diretoria do Bradesco. Tradicionalmente, o banco escolhe executivos da casa para comandar o grupo, em vez de recrutar um presidente no mercado.

Novo presidente do banco

Trabuco acumulará os dois cargos até a primeira reunião do colegiado após a assembleia geral de acionistas, prevista para março de 2018. Nessa reunião será eleito o novo presidente executivo do segundo maior banco privado do país.

Segundo o banqueiro, seu sucessor ainda não está escolhido e não há previsão de antecipar a escolha do nome antes de março. “Será um processo normal, rotineiro, respeitando os talentos para o exercício das funções da organização”, disse.

Para Trabuco, não há um perfil definido para seu substituto ao comando do banco, mas ele disse esperar “liderança” e “luz própria” como qualidades desejadas.

Formado por oito membros, ex-executivos do banco e membros da família Aguiar, o Conselho do Bradesco fica com um cargo vago, com a ascensão de Trabuco. Segundo o banqueiro, há planos de aumentar o corpo do grupo em mais uma vaga, além da reposição atual, futuramente, mas isto ainda não está definido.

Prorrogação do mandato de Trabuco

Sobre a mudança de regras que permitiu a Trabuco permanecer por mais tempo no cargo de principal executivo do Bradesco no ano passado, o banqueiro afirmou que foi a aquisição do HSBC que motivou a extensão de seu mandato.

Em setembro de 2016, o banco anunciou que iria propor o aumento da idade limite para o cargo de diretor-presidente de 65 anos para 67 anos, adiando a saída natural de Trabuco.

“Estávamos fechando a aquisição do HSBC, a maior que o Bradesco já fez, então se achou conveniente essa extensão do mandato, já que o Conselho não estava ainda preparado para definir o destino de outras pessoas”, disse Trabuco.

Construção civil se retrai em 2017

Construção civil ainda está em retração em 2017 e seu desempenho segura a recuperação da economia brasileira. Um levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) em parceria com a LCA Consultores mostra que a construção é o componente do Produto Interno Bruto (PIB) com a queda mais intensa entre todos os setores em 2017.

No 1º semestre, o PIB da construção caiu 6,6%, frente ao 1º semestre de 2016, puxando para baixo o resultado geral da indústria (-1,6%) e do PIB total, que acumulou variação zero nessa base de comparação.

Os dados mostram que a construção caiu mais do que a média da economia nos últimos 3 anos e tem sentido a crise de forma mais profunda. Desde o 2º trimestre de 2013, a queda acumulada é de 14,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto que o PIB total recuou 5,5% nos últimos 4 anos. Neste período, quase 1 milhão dos 2,7 milhões de vagas formais que deixaram de existir no país foram na construção.

No segundo semestre, o emprego no setor ensaia uma leve recuperação e teve a segunda alta mensal em agosto, com a criação de 1.017 novos postos de trabalho com carteira assinada no mês. No acumulado do ano, a construção civil fechou 30.330 vagas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

"A economia brasileira está melhorando, mas a construção que é um setor que tem um impacto enorme não está. O PIB da construção já caiu 3 anos seguidos e continua caindo", resume Petrônio Lerche Vieira, diretor-executivo do Sinicon.

O economista do Ibre/FGV, Júlio Mereb, projeta que a construção civil fechará 2017 com queda de 5,7% ante uma alta de 0,8% do PIB do Brasil.

"Realmente, esse deve ser o último setor da indústria a se recuperar e o desempenho ruim da construção é um dos principais fatores a ainda frear a recuperação do investimento no curto prazo", afirma.

Além de ser um setor intensivo em mão de obra, a retomada mais lenta da construção civil preocupa porque ela responde por cerca de 50% dos investimentos da economia. No 2º trimestre, a taxa de investimentos no país foi de 15,5%, segundo o IBGE, a menor para o segundo trimestre da série histórica iniciada em 1996.

O fraco desempenho da construção civil nos últimos anos é reflexo do encolhimento das construtoras envolvidas na operação Lava Jato, da forte queda nos investimentos públicos e do esfriamento do mercado imobiliário, além da própria crise econômica

Justiça do DF amplia bloqueio de bens da família Batista

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, autorizou um bloqueio maior de bens e valores da família Batista. A decisão foi tomada no âmbito da operação Bullish, que investiga se o BNDES favoreceu o grupo J&F em operações financeiras.

A Justiça já havia determinado o bloqueio de R$ 60 milhões da família Batista, no entanto, a Polícia Federal (PF) argumentou que os valores retidos eram muito inferiores ao suposto prejuízo de R$ 1,2 bilhão que os irmãos Joesley e Wesley Batista causaram ao BNDESPar, a divisão de investimento em participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além dos irmãos Joesley e Wesley Batista – sócios do grupo J&F – o magistrado do Distrito Federal determinou o bloqueios de valores disponíveis em contas correntes, fundos de investimentos e ativos em instituições financeiras de:

José Batista Sobrinho – pai de Joesley e Wesley

José Batista Junior – irmão de Joesley e Wesley, conhecido como Júnior Friboi

Vivianne Mendonça Batista, Vanessa Mendonça Batista e Flora Mendonça Batista – parentes com ligação nas empresas da família Batista

J&F Investimentos S/A

J&F Participações

ZMF Participações

A  Justiça de Mato Grosso do Sul também determinou bloqueio de bens da J&F Investimentos, no valor de R$ 116 milhões. O objetivo é garantir recursos para possível ressarcimento dos cofres públicos do estado.

O bloqueio se refere a um dos Termos de Ajuste de Regime Especial (Tares) que não teriam sido cumpridos pela empresa em troca dos incentivos fiscais no Mato Grosso do Sul.

Defesa diz que vai recorrer

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende Joesley Batista, afirmou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) contra a decisão da primeira instância que determinou o bloqueio dos bens.

Na avaliação do defensor, a decisão do juiz Ricardo Leite viola o acordo de delação premiada dos executivos da J&F, que ainda está válido e sob análise do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Ainda de acordo com Figueiredo, o bloqueio imposto pela 10ª Vara se baseia apenas na informação de rescisão do acordo veiculada na mídia nacional.

O advogado disse que o TRF-1 já suspendeu uma decisão parecida de bloqueio em razão do acordo de delação e que a defesa vai requerer que o entendimento seja reiterado.

"Vamos entrar com petição no TRF-1 requerendo que a decisão liminar dada anteriormente seja reiterada, uma vez que a decisão do juiz da 10ª Vara é uma forma de violar a decisão proferida, e examine o fato de que uma decisão dessa gravidade foi tomada com base em notícias da mídia nacional, partindo da falsa premissa de que os acordos estavam rescindidos, quando é público e notório que os acordos estão em pleno vigor", afirmou Ticiano Figueiredo.

 

Venda de veículos sobe 24,5% em setembro

A venda de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos cresceu 24,5% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2016, informou a federação dos distribuidores, a Fenabrave, A entidade também revisou as projeções para o ano.

No mês passado foram emplacados 199.227 veículos, contra 159.953 em setembro do ano passado. É o segundo melhor resultado para o setor em 2017, atrás apenas de agosto, que registrou 216 mil unidades comercializadas.

No acumulado do ano, foram vendidos 1,62 milhão de veículos novos no país - uma alta de 7,36% sobre o verificado no mesmo período do ano passado.

O avanço é puxado pelas vendas de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões), que representam a grande maioria dos emplacamentos e tiveram crescimento de 24,9% no mês e 7,86% no acumulado do ano, também na comparação com os mesmos períodos de 2016.

Projeções revistas

No começo do ano, a Fenabrave estimava que as vendas de automóveis e comerciais leves cresceriam 2,04% sobre 2016, depois passou para 4,3% em julho, e agora acredita que a alta chegará a 9,9%.

A queda da inflação e da taxa de juro, que é referencial para formação de contratos de financiamento, foram apontadas como os principais motivos para reanimar as compras de carros no país.

Para o segmento de caminhões e ônibus, a entidade projetava aumento de 3,15%, depois queda de 10,2%. A nova previsão fica perto da estabilidade (0,13%).

Os emplacamentos de caminhões, para os quais era esperada alta de 2,8%, passaram para baixa de 11,5% em julho e devem fechar o ano em queda de 2% sobre o ano passado, diz a nova projeção. Para ônibus, a previsão melhorou: de alta de 4,4%, para -5,5% e agora alta de 8%.

Em agosto, a associação das montadoras (Anfavea) também revisou suas projeções.

Pesados

Em setembro, foram vendidos 1.105 ônibus e 5.647 caminhões, com alta de 33% e 9,3%, respectivamente, sobre o registrado em setembro de 2016.

Nos primeiros 9 meses do ano, os emplacamentos de veículos pesados acumulam queda de 7% sobre o ano passado.

"A safra contribuiu, mas não o suficiente para mudar o cenário", diz o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção. As vendas de caminhões também não sobem tanto porque, segundo ele, ainda há veículos novos nas empresas: "Ainda há frota disponível nas transportadoras para ser utilizada."

'Todo o déficit público provém da Previdência'

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, reafirmou em entrevista coletiva), no Rio de Janeiro, que o ajuste das contas do governo federal depende diretamente da reforma previdenciária. Segundo ele, “todo o déficit [público] provém da Previdência”.

De acordo com o ministro, "a solução do déficit [público] passa pelo déficit da Previdência”, enfatizou. A previsão para as contas do governo em 2017 é de um déficit de R$ 159 bilhões, enquanto o da Previdência, de um rombo de R$ 260 bilhões.

O ministro destacou, também, que não será possível fazer o ajuste fiscal no país, em curto período de tempo, mesmo com a aprovação da reforma previdenciária. “Levará tempo para termos equilíbrio nas contas do governo”, ressaltou.

Oliveira ressaltou que “não adianta fazer conta mal feita” em relação ao déficit previdenciário. Ele criticou a disseminação de informações que, segundo ele, mascaram as contas da Seguridade Social no país.

O ministro destacou, ainda, que o gasto com a Previdência “representa 57% das despesas do governo federal”.

Questionado se o tamanho da reforma previdenciária prevista suporta a necessidade de reversão do déficit público, Oliveira disse que o texto, tal como foi aprovado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, “é bastante satisfatório”.

“Agora nós temos que insistir no texto que foi aprovado na comissão”, disse.

Recuperação econômica

Ao comentar a atual conjuntura econômica do país, Oliveira disse que há um processo “saudável” de recuperação da economia “porque ele está se dando em bases puramente reais e não sob incentivos do governo”.

Um dos indicativos dessa recuperação, segundo o ministro, é a projeção da inflação para o ano de 2017, que deverá ficar abaixo da meta estipulada pelo governo. Segundo ele, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deverá encerrar o ano no menor patamar desde a implantação do Plano Real.

A informação do ministro está alinhada com análises do mercado financeiro, que estimam uma inflação abaixo dos 3% para este ano.

Associada a taxas de juros mais baixas – o mercado estima que a taxa básica de juros (Selic) feche o ano em 7% - “deixa espaço para uma política monetária mais benigna”.

“O que é importante é perceber que toda a economia brasileira está se recuperando”, afirmou o ministro, ao destacar os recentes indicadores que denotam uma melhora no mercado de trabalho e condições de renda do trabalhador.

Oliveira enfatizou, ainda, que a recuperação da economia brasileira tem sido “ampla, gradual, mas contínua” e que “2018 começa a despontar como um ano muito positivo” no camo econômico para o Brasil.

 

Taxa extra na conta de luz deve atingir em outubro o maior valor

 

A estiagem e a necessidade de uso mais intenso das termelétricas vão pressionar as tarifas de energia a partir de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anuncia que a bandeira tarifária vai passar para vermelha patamar 2, o mais caro previsto, e a taxa extra cobrada nas contas de luz vai subir em outubro para R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.

Seria a primeira vez desde 2015, quando o sistema de bandeiras foi criado, que a taxa extra de R$ 3,50 seria cobrada. No mês de setembro, vigorou a bandeira amarela, que aplica uma taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos

O sistema de bandeiras tarifárias começou a vigorar em janeiro de 2015 e foi criado para sinalizar aos consumidores o custo da produção de energia no país. O objetivo é permitir que os consumidores adotem medidas de economia para evitar que suas contas de luz fiquem mais caras nos momentos em que esse custo está em alta.

A cor verde indica que o custo é baixo. A amarela, que ele subiu um pouco. A vermelha, patamar 1, que está alto. E a vermelha, patamar 2, que está muito alto.

Estiagem e termelétricas

O custo de geração de energia no país fica mais alto conforme aumenta o uso de usinas termelétricas. Isso acontece porque as termelétricas usam combustível (óleo, gás, carvão, biomassa) para gerar eletricidade que, por isso, é mais cara que a produzida pelas hidrelétricas.

Neste ano, o país enfrenta novamente uma forte estiagem, que reduziu o volume de água armazenado nos reservatórios das principais hidrelétricas do país. Devido à necessidade de poupar essa água, o governo aciona mais termelétricas para atender à demanda dos consumidores brasileiros.

Recentemente, o governo também anunciou que aumentará a importação de energia do Uruguai e o início da importação da Argentina. Trata-se de mais uma medida para poupar água dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras. A capacidade de importação, porém, não é alta.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na quinta (28), dado mais recente, os reservatórios das hidrelétricas instaladas no Sudeste e no Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 70% da capacidade de geração do país, estavam com armazenamento médio de 24,75%.

Trata-se do mais baixo nível para este período pelo menos desde 2011, segundo dados do ONS. No Nordeste, o armazenamento médio era de 9,46%.

Aumentou o rombo nas contas do governo em agosto

As contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 9,59 bilhões em agosto, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. Isso quer dizer que as despesas superaram as receitas neste valor. A conta não considera, porém, os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

De acordo com dados oficiais, o rombo fiscal foi 52,7% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando somou R$ 20,3 bilhões - no que foi o pior resultado para meses de agosto da série histórica, que tem início em 1997.

A melhora nas contas públicas em agosto acontece em um momento no qual a economia brasileira começa a se recuperar da forte recessão dos últimos anos - com algum reflexo na arrecadação.

Ao mesmo tempo, o governo tem dificuldades para cortar gastos, pois as despesas obrigatórias consomem cerca de 90% do orçamento.

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, porém, as contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 85,8 bilhões, com aumento de 12,9% frente ao mesmo período do ano passado (-R$ 75,99 bilhões).

O resultado deste ano foi o pior, para este período, desde que os números começaram a ser calculados pelo Tesouro Nacional, há 21 anos atrás.

O governo lembra que houve uma antecipação, em maio e junho de 2017, do pagamento de precatórios que normalmente aconteceria no fim do ano.

Sem esse efeito, informou o governo, as contas do governo teriam registrado um rombo menor, de R$ 18,1 bilhões nos oito primeiros meses deste ano.Precatórios são dívidas do poder público resultantes de condenação judicial definitiva.

"Desconsiderando-se a antecipação de precatórios, o resultado acumulado teria sido um déficit de R$ 67,7 bilhões", informou o Tesouro Nacional.

As receitas totais recuaram 0,7% em termos reais (após o abatimento da inflação) de janeiro a agosto deste ano, para R$ 883 bilhões.

Já as despesas, cresceram 0,3% na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, para R$ 815 bilhões.

Previdência Social

Os números oficiais mostram também que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 87,57 bilhões, nos oito primeiros meses de 2016, para R$ 113,27 bilhões no mesmo período deste ano, um aumento de 29,3%.

Para 2017, a expectativa do governo é de que o INSS registre resultado negativo de R$ 185,7 bilhões.

O Congresso discute proposta do governo Michel Temer para a reforma da Previdência. De acordo com o governo, o objetivo da medida é frear o crescimento do déficit do INSS.

Governo arrecada R$ 12,13 bilhões com leilão de 4 usinas

O governo federal arrecadou R$ 12,13 bilhões com o leilão de quatro usinas hidrelétricas realizado em São Paulo. Todas as usinas foram vendidas e o valor arrecadado foi 9,73% acima do esperado pelo governo, de R$ 11 bilhões.

Foram vendidas quatro usinas hidrelétricas que hoje são operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), mas que estão com as concessões vencidas: Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Juntas, elas têm capacidade de gerar 2.922 MegaWatts (MW) de energia.

O dinheiro pago pelas empresas vai ajudar o governo federal a bater a meta fiscal, que prevê um déficit de R$ 159 bilhões em 2017. O valor da outorga entra como uma receita extraordinária para o governo. Outorga é um montante pago pela empresa ao governo pelo direito de explorar um bem público.

Resultado

O maior negócio ficou com investidores chineses, que levaram a concessão da usina de São Simão por R$ 7,18 bilhões, um ágio de 6,51% sobre o lance inicial. A Pacific Hydro, do grupo chinês State Power Investment (Spic), foi a única a fazer proposta pela usina.

A empresa já atua no Brasil desde 2007 e tem parques eólicos na região Nordeste. A companhia informou, em nota, que está atenta à aquisição de ativos de geração de energia no Brasil, especialmente eólica e hidrelétrica.

Adriana Waltrick, presidente da Pacific Hydro Brasil e representante do grupo SPIC no país, disse que a empresa continuará investindo em geração renovável e que pode participar de novos leilões.

"Temos interesse em expandir no país, então sim, vamos estudar os próximos leilões", afirmou a jornalistas.

Já a Engie, que é a antiga GDF Suez, arrematou a usina de Jaguara por R$ 2,171 bilhões e a de Miranda por R$ 1,36 bilhão, ágio de 22,42%.

"A gente acredita que o leilão é irreversível", disse Gustavo Labanca, diretor de desenvolvimento de negócios da Engie Brasil, quando questionado sobre a possibilidade de a Cemig continuar brigando na Justiça para manter as concessões arrematadas hoje pela empresa.

Ele afirmou que não é possível garantir tarifas baixas, mas que o preço contratado no mercado regulado no regime de quotas é "bastante atrativo" para o consumidor.

"Esse leilão é híbrido, 70% está alocado no regime de quotas, a uma tarifa mais baixa, e os outros 30% o investidor, que somos nós, está correndo o risco de comercializar no mercado livre. E aí tem oscilação de preço, tem questões hidrológicas, tem fatores que a gente pode ter sucesso ou não", explicou aos jornalistas.

Para o secretário de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, o ágio do leilão "permite comemorar o sucesso do processo". "Se o ágio for muito alto significa que erramos na mão ao definir um preço muito baixo".

 

Caixa Econômica lucra R$ 4,074 bilhões no 1º semestre

A Caixa Econômica Federal divulgou  que teve um lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no 2º trimestre deste ano. O resultado é 62,8% maior que em igual período de 2016 e 73,9% ante o 1º trimestre.

No 1º semestre, o lucro foi de R$ 4,074 bilhões, crescimento de quase 70% ante o mesmo período do ano passado. No início do mês, que a Caixa teve lucro líquido de R$ 4,073 bilhões, com base em dados disponibilizados pelo Banco Central.

No início de agosto, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, havia dito que os números do banco estariam disponíveis no dia 21 de agosto e que seria anunciado "um lucro significativo". No entanto, o balanço foi divulgado com atraso.

Lucro recorrente

O resultado recorrente (que desconsidera efeitos extradordinários) totalizou R$ 4,9 bilhões no semestre, 75,8% maior que no primeiro semestre de 2016. Já no segundo trimestre, o lucro recorrente alcançou R$3,2 bilhões, avanços de 93,4% em 12 meses e 92,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Conforme o banco, o resultado foi ajudado pelo crescimento da margem financeira, pela redução nas despesas com provisão para devedores duvidosos, além de receitas maiores com prestação de serviços e controle de despesas administrativas e de pessoal.

Carteira de crédito

Em junho, a carteira de crédito do banco somava um saldo de R$ 715,9 bilhões, 3,5% maior que há 12 meses, com participação de mercado de 22,8%. Segundo a Caixa, o crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, foram os principais responsáveis pela evolução da carteira.

A carteira imobiliária do banco cresceu 7% em 12 meses, com saldo de R$ 421,4 bilhões. Os créditos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) representam R$ 221,9 bilhões.

Já as operações de crédito com recursos da Caixa pela poupança, apresentam saldo de R$ 199,5 bilhões. A Caixa ganhou 1,3 ponto percentual de participação no mercado imobiliário, mantendo a liderança com 68,1% de participação.

As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$182,7 bilhões, redução de 6,6% em 12 meses, impactadas principalmente pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 10,2% em virtude da menor demanda por crédito.

O índice de inadimplência encerrou o semestre com redução de 0,7 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 2,51%, abaixo da média de mercado, de 3,74%.

Receitas e despesas

As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 6,2 bilhões no trimestre, avanço de 11,3% em relação ao segundo trimestre de 2016. No semestre, as receitas com serviços cresceram 12,5%, totalizando R$ 12,2 bilhões.

Os principais destaques foram as receitas de crédito, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que cresceram, respectivamente, 13,3%, 16,9% e 21,5% em 12 meses.

No primeiro semestre, as outras despesas administrativas recuaram 1,5% em 12 meses, reflexo de ações focadas na melhoria da eficiência operacional implementadas, segundo a Caixa.

As despesas de pessoal alcançaram R$ 10,7 bilhões no semestre, avanço de 6,4% em 12 meses, desconsiderando o impacto do Plano de Demissão Voluntária Extraordinária (PDVE) no primeiro trimestre.

 

 

Assalariado leva 19 anos para obter o que super-ricos ganham em um mês



Um trabalhador que vive com um salário-mínimo teria que trabalhar 19 anos para obter o que os considerados super-ricos recebem em apenas um mês. A conclusão é do relatório “A Distância Que Nos Une”, que a organização não governamental Oxfam Brasil divulga , com dados sobre a desigualdade socioeconômica no país.

Relatório apresentado pela divisão mundial da Oxfam, no início deste ano, apontava que as oito pessoas mais ricas do mundo acumulavam riqueza equivalente aos 50% mais pobres do planeta. No Brasil, segundo a Oxfam, a riqueza é ainda mais concentrada: apenas seis pessoas do topo dessa pirâmide têm nas mãos o mesmo que os 50% mais pobres.

Os dados divulgados pela Oxfam no início do ano foram criticados por economistas, que contestavam o método adotado pela organização. A riqueza é medida como o patrimônio de um indivíduo, menos suas dívidas. Segundo os críticos do estudo, indivíduos como um estudante graduado por Harvard, que contraiu dívidas para pagar seus estudos e não possui patrimônio, teria uma riqueza negativa e inflaria o número de pobres aferido pelo estudo.

A Oxfam rechaça as críticas. Segundo a ONG, embora algumas pessoas que não sejam exatamente pobres sejam enquadradas nesse grupo por terem dívidas líquidas, esse contingente é insignificante do ponto de vista demográfico.

Para Kátia Maia, independentemente da natureza e das consequências do endividamento entre os mais pobres, a situação de extrema concentração de riqueza observada na economia global é uma realidade. E é sobre esse panorama que o estudo divulgado hoje trata.

— O momento de lançar o relatório é para chamar a atenção a isso: que a desigualdade no Brasil não é inevitável, pode ser resolvida. Não podemos mais criar cidadãos de primeira e de segunda categoria — diz a coordenadora do estudo.

Oi assina acordo com China Telecom

O diretor financeiro da Oi, Ricardo Malavazi, afirmou  que a companhia em recuperação judicial assinou neste ano um acordo de confidencialidade com a China Telecom que pode resultar em uma participação do grupo asiático em um eventual aumento de capital da operadora brasileira.

Malavazi afirmou a jornalistas após participar de encontro com analistas e investidores no Rio de Janeiro, que o acordo não tem prazo de conclusão. "Esse acordo é para avaliação de possíveis negócios", disse o executivo.

"Está muito no início e  é um acordo para ela (China Telecom) fazer análise e decidir o interesse deles na Oi. Uma das possibilidades é participarem (do aumento de capital da Oi)", acrescentou.

Recuperação complicada

A Oi protagoniza o maior pedido de recuperação judicial da história, com dívidas de R$ 65 bilhões a serem negociadas.

O processo é complexo e há impasse para aprová-lo. Os credores querem virar donos de uma grande fatia da empresa caso tenham suas dívidas convertidas em ações, o que contraria os atuais acionistas.

O próprio presidente da Oi, Marco Schroeder, já admitu que a probabilidade de a operadora sofrer uma intervenção federal cresce a cada dia. Pela lei, se não houver acordo, a Justiça pode decretar a falência da companhia.

 

BC vê rombo de US$ 16 bilhões nas contas externas em 2017

Banco Central baixou de US$ 24 bilhões para US$ 16 bilhões sua estimativa para o rombo, neste ano, da conta de transações correntes, que engloba a balança comercial, os serviços e as rendas. A informação consta no relatório de inflação.

Se confirmado, o rombo de 2017 será o menor para a conta de transações correntes desde 2006, ou seja, em dez anos. Em 2006 o país registrou superávit de US$ 408 milhões.

No ano passado, o déficit em transações correntes somou US$ 23,5 bilhões. Já em 2015, o resultado negativo foi de US$ 58,88 bilhões.

A redução da estimativa para o déficit nas contas externas neste ano está relacionada, principalmente, com o resultado da balança comercial, informou o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana.

Para este ano, a previsão do BC é que o saldo da balança comercial fique positivo, ou seja, que as exportações brasileiras superem as importações, em US$ 61 bilhões. No ano passado, o resultado também foi positivo, mas menor: US$ 54 bilhões.

Ao mesmo tempo, a autoridade monetária informou que foi mantida em US$ 75 bilhões sua expectativa para o ingresso líquido de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira neste ano. Com isso, a previsão é de que os investimentos estrangeiros continurão financiando o rombo das contas externas.

Ano de 2018

O Banco Central também estimou, no relatório de inflação, que as contas externas terão um rombo maior, de US$ 30 bilhões, em 2018. Essa foi a primeira vez que o BC estimou o déficit em conta corrente para o ano que vem.

Para 2018, a instituição estimou uma queda no superávit da balança comercial para US$ 51 bilhões, por conta de um "crescimento mais intenso" das importações (+12%) em relação às exportações (+4%), além de maiores despesas líquidas com serviços (+14%, para US$ 37,7 bilhões), destacando-se o aumento de despesas em viagens internacionais (+28%).

Mesmo asssim, o Banco Central estimou que o ingresso de investimentos estrangeiros diretos somará US$ 80 bilhões e, com isso, seguirá financiando o resultado negativo na conta de transações correntes.

"Para o ano que vem, a previsão é consistente com esse cenário e retomada da atividade econômica. É de se esperar que o superávit comercial se reduza um pouco. Essas mudanças todas continuam produzindo tanto para este ano quanto para o ano seguinte um nível de déficit em conta corrente baixo. São patamares muito confortáveis, principalmente se olharmos para o lado do financiamento [investimento direto]", declarou ele.

Temer diz nos EUA que Brasil é 'destino seguro para negócios'

O presidente Michel Temer afirmou que a “recessão ficou para trás” e convidou empresários estrangeiros a investirem no Brasil durante evento para empresários do jornal "Financial Times", nos Estados Unidos. Ele garantiu que a agenda de reformas vai avançar.

"Continuaremos a levar a cabo nossa agenda de reformas”, declarou, enfatizando a reforma trabalhista. "Nós tinhamos uma legislação trabalhista que foi, em um ou outro tempo modificada, mas que data de 1943, e sempre pensou-se em modernizar a legislação trabalhista, que agora esta em sintonia com o século 21."

O chefe de estado brasileiro viajou para os Estados Unidos para participar da abertura da 72ª assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (19). Na ONU, ele já tinha declarado que o "novo Brasil" que está surgindo das reformas será "mais aberto" ao mundo.

"Há tempos aprendemos que o Estado não pode fazer tudo. Para a população, não importa se o serviço é prestado pelo Estado ou pela iniciativa privada, desde que haja um serviço acessível e de qualidade", disse Temer.

 

Financiamentos do BNDES caem 19% no acumulado até agosto

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que desembolsou R$ 44,95 bilhões em volume de financiamentos nos 8 primeiros meses do ano, uma queda de 19% frente ao mesmo período de 2016.

Apenas em agosto, o desembolso do BNDES foi de R$ 4,7 bilhões, queda de 32% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com julho, quando foram liberados R$ 6,7 bilhões em financiamento, a queda foi de 29,5%.

Em 12 meses, os desembolsos somam R$ 77,7 bilhões, um recuo de 27% na comparação anual. Em 2016, os desemboldos somaram R$ 88,3 bilhões, o menor volume em empréstimos desde 2007.

Segundo o banco, as consultas sobre potenciais financiamentos recuaram 10% no acumulado em 8 meses, o que representa uma melhora ante a queda de 17% em 12 meses.

O que diz o BNDES

Em comunicado, o BNDES disse que o resultado "ainda refletindo um cenário econômico mais crítico" e destacou como positivo o aumento das liberações no acumulado do ano para o setor de agropecuária (+9%) e para segmentos de infraestrutura como telecomunicações (+86%), tnergia tlétrica (+53%) e transporte Ferroviário (+3%).

"A distribuição regional dos desembolsos do BNDES mostra que a retração está mais concentrada no Sudeste, para onde o volume de recursos liberados caiu 36% no acumulado entre janeiro e agosto, na comparação com igual período do ano passado. No Centro-Oeste e no Nordeste, houve aumento significativo de desembolsos do BNDES para projetos: 21% e 15%, respectivamente. Nas aprovações, houve alta de 107% para projetos no Nordeste", informou o banco.

Já os desembolsos do BNDES Giro, linha de financiamento para capital de giro, atingiram quase R$ 4,6 bilhões no acumulado do ano até agosto, um salto de 315% em relação ao que foi emprestado no mesmo período de 2016. Somente em agosto, o BNDES Giro liberou R$ 570 milhões em empréstimos, um crescimento de 147% em relação ao mesmo mês do ano passado

 

JBS rebate afirmação do BNDES de que reunião foi na 'calada da noite'


Em nota divulgada, a JBS rebateu as acusações do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que no domingo afirmara que a reunião do Conselho de Administração da empresa, realizada no sábado e que elegeu o fundador da empresa, José Batista Sobrinho, para suceder na presidência da companhia seu filho Wesley Batista, que está preso, foi convocada "às pressas" e ocorreu na "calada da noite".

De acordo com a JBS,desde a quarta-feira, 13, um dia depois da prisão de Wesley, quando os membros do Conselho se reuniram informalmente para tomar pé da situação e "ponderar sobre a tomada de providências", a administração da empresa e seus assessores estiveram à disposição dos conselheiros,"que estiveram dedicados a avaliar os cenários e as alternativas que melhor atenderiam ao interesse da JBS e seus acionistas".

Na quinta-feira, continua a empresa, houve a convocação para a reunião do Conselho, no sábado.

A reunião realizou-se conforme convocação, a partir das 19 horas, com a presença da totalidade dos conselheiros de administração que, no exercício de sua competência, entre outras providências, elegeram o novo diretor-presidente da Companhia. A presença da totalidade dos membros do Conselho de Administração tornaria dispensável, até mesmo, a convocação prévia e a indicação de ordem do dia, como previsto no art. 18 do Estatuto Social da Companhia", diz a JBS no comunicado.

O BNDES, que é dono de 21% das ações da empresa, tem dois dos nove assentos no conselho da JBS, mas apenas a advogada Claudia Santos votou na assembleia. O outro conselheiro do banco renunciou ao cargo recentemente. Rabello de Castro alegou não ter sido informado sobre a reunião e afirmou que a conselheira Claudia Santos "votou por conta própria" a favor da eleição de Batista Sobrinho.

"Conforme Fato Relevante divulgado pela Companhia na data de ontem, os conselheiros agiram no cumprimento de seus deveres fiduciários e, por unanimidade, tomaram a decisão que lhes pareceu ser a melhor para a Companhia, seus acionistas, colaboradores e demais stakeholders", diz a empresa no comunicado, concluindo: "O momento atual é de equilíbrio, de união e de pensar no melhor interesse da JBS e de seus acionistas, tendo assim agido o Conselho de Administração, em estrita consonância com a lei e o Estatuto Social da Companhia".

 

PF faz operação contra fraudes na Caixa


A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra fraudes na Caixa Econômica Federal. Segundo a PF, pelo menos 70 clientes foram vítimas do esquema, que teria desviado R$ 1,3 milhão das contas de clientes do banco.

Foram emitidos 13 mandados de prisão (seis preventivas e sete temporárias), 23 de busca e apreensão, seis de sequestro de bens e um de suspensão do exercício da função pública por equiparação nos estados do Paraná, Santa Catarina e Paraíba.

Segundo a PF, um funcionário da Caixa era responsável por repassar dados de clientes com grandes saldos que não apresentavam histórico de retiradas a um grupo criminoso, que solicitava a elaboração de documentos falsos a partir das informações levantadas.

Passando-se pelas vítimas, os investigados simulavam a perda dos cartões bancários e entravam em contato com a central do banco para conseguir um novo cartão. Os cartões eram retirados nos centros de distribuição dos Correios com o uso dos documentos falsos. Desta forma, o grupo conseguia realizar compras e saques nos caixas eletrônicos.

O grupo é acusado de furto qualificado, estelionato qualificado, peculato, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa.

Entre as vítimas, de acordo com a PF, estão empresários, aposentados e até um jogador de futebol. Elas não tiveram as identidades reveladas.

A operação foi batizada Duas Caras em referência ao funcionário investigado, que “age de um jeito ou de outro dependendo com quem está”.

Em nota, a Caixa informou que "está colaborando com as investigações da Polícia Federal e que manterá cooperação integral com os trabalhos".

 

‘O país inteiro volta a crescer ancorado no ajuste do governo’

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a destacar que a economia brasileira voltou a crescer. As afirmações foram feitas durante a cerimônia de apresentação do plano de recuperação fiscal do Rio de Janeiro.

“A atividade econômica como um todo hoje já cresce de forma disseminada. Temos hoje exportações que são recordes. O país inteiro volta a crescer como um todo ancorado num a ajuste do governo. As despesas não obrigatórias do governo federal estão ao nível de 2010. É um ajuste fortíssimo que se faz”, disse o ministro da Fazenda.

Ele também destacou o resultado da produção de automóveis, que cresceu 15% em julho. “Isso é enorme. Isto é um exemplo de como voltamos a crescer”, afirmou Meirelles.

Inflação e juros

Meirelles comentou também que a inflação fraca aumenta o poder de compra da população, já que os salários estão crescendo acima da inflação. O IPCA, índice que mede a inflação oficial, acumula alta de 1,62% no ano até agosto, a menor variação desde a criação do Plano Real, em 1994.

Segundo o ministro, inflação baixa é boa "porque permite se comprar mais, investir mais, os juros caindo no longo prazo em nível bastante baixo é algo que se soma ao processo de recuperação do estado."

"Não há dúvida de que a inflação baixa é uma excelente noticia, em primeiro lugar porque aumenta o poder de compra da população. Isso certamente da muita mais flexibilidade ao Banco Central (quanto a taxa de juros). Temos certeza que a decisão a tomar será a melhor para o país", afirmou.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira para discutir a taxa básica de juros da economia. O mercado financeiro espera uma nova redução no juro básico, viabilizada pela desaceleração dos índices de preços da economia.

Emprego e produtividade

O ministro ainda destacou a recuperação do mercado de trabalho. “Este ano já foram criados um milhão de empregos depois de uma destruição enorme do mercado de trabalho”, afirmou.

Meirelles disse que o Brasil precisa ser mais produtivo. Como exemplo de ineficiência, ele citou o tempo necessário para abrir ou fechar uma empresa em São Paulo. "São 101 dias. A ideia é que até o final deste ano o tempo seja reduzido para 10 dias, depois cinco dias, depois três dias, e aí seremos recorde mundial", afirmou.

 

Produção industrial cresce 2,5%, melhor mês de julho

A produção da indústria brasileira cresceu 2,5% em julho ante mesmo mês do ano passado e 0,8% em relação a junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o quarto resultado positivo seguido do setor. É o melhor mês de julho desde 2014, quando a taxa foi de 1,3%.

Nos primeiros sete meses do ano, o crescimento foi de 0,8%. Já no acumulado de 12 meses, houve queda de 1,1%.

Na comparação anual (sem ajuste sazonal), foi o maior avanço para julho em 4 anos - desde 2013, quando o setor cresceu 3,4% frente a julho de 2012. Já frente a junho (com ajuste sazonal), o resultado foi o melhor para o mês em 8 anos - desde 2009, quando o setor avançou 1,4%.

Melhora no ritmo

Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do instituto, a indústria vive um quadro de maior ritmo produtivo. “Tem uma melhora. Isso fica muito evidente. Quanto ao ritmo dessa melhora, a gente vai investigar mais à frente. Ainda que o comportamento positivo não recupere as perdas dos últimos dois anos, conseguimos enxergar uma trajetória ascendente”, analisa.

De acordo com Macedo, a queda no acumulado de 12 meses é o 38º resultado negativo consecutivo na base de comparação. Ele ponderou, no entanto, que “a magnitude desse resultado negativo vem perdendo fôlego. Em junho do ano passado, por exemplo, essa queda era de 9,7%”.

O pesquisador alerta, contudo, para a base de comparação, que ainda é baixa, tendo em vista a queda de 8,4% no período janeiro-julho de 2016. “Apesar da melhora recente, a indústria ainda é um campo a ser recuperado”, salienta.

Segundo o gerente do IBGE, o patamar alcançado de quatro resultados positivos consecutivos é o maior desde outubro de 2015, porém, semelhante ao de março 2009. Ele enfatizou ainda que em relação ao pico histórico da pesquisa, a produção industrial encontra-se 17,2% distante de junho de 2013.

Macedo lembra que o resultado de 2,5% de crescimento na comparação com julho de 2016 precisa ser relativizado dentro do comportamento do setor nos últimos anos, pois "se dá sobre um resultado que havia sido de um recuo muito maior em julho do ano passado nesta base de comparação, quando a queda foi de 6,1%”.

Todas as categorias cresceram

Macedo destacou o aspecto disseminado do crescimento, já que as quatro categorias econômicas da indústria (bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e bens de consumo semi e não-duráveis) apresentaram taxas positivas de junho para julho.

 

 

 

Gasolina já sobe mais de 10% em setembro

A Petrobras anunciou  uma nova elevação nos preços da gasolina em suas refinarias, que passam a acumular alta de mais de 10% em poucos dias de setembro. O aumento acontece após o furacão Harvey fechar refinarias nos Estados Unidos e levar a uma disparada nos valores de referência do combustível na semana passada.

A estatal disse em comunicado que o novo reajuste foi decidido por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), convocado quando há necessidade de reajustar os combustíveis em mais de 7% para cima ou para baixo em um único mês.

Nesta segunda, a Petrobras anunciou alta de 3,3% na gasolina a partir desta terça-feira (5). Na semana passada a companhia já havia anunciado reajustes de 4,2% e 2,7% para a gasolina.

No diesel, o reajuste anunciado nesta segunda-feira foi marginal, de 0,1%. Antes o combustível havia subido 0,8% e 4,4%.

Dados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que o preço médio da gasolina para o consumidor atingiu o maior valor do ano na semana passada - de R$ 3,778 por litro.

Furação Harvey

O furacão Harvey, que atingiu refinarias no Golfo do México, foi uma das justificativas para a mudança de preços. "Na última semana, em face dos impactos do furacão Harvey na operação das refinarias, oleodutos, e terminais de petróleo e derivados no Golfo do México, os mercados de derivados sofreram variações intensas de preços", disse a Petrobras em nota sobre os reajustes desta segunda.

Apesar da convocação do grupo de preços para autorizar reajustes logo no início do mês, a Petrobras afirmou que a avaliação dos executivos do GEMP é de que a companhia tem conseguido praticar valores adequados às volatilidades dos mercados de derivados e do câmbio.

Especialistas do mercado já apontavam que os efeitos do Harvey deviam pressionar a Petrobras a novos reajustes na gasolina, devido às promessas da companhia de não praticar preços abaixo da paridade internacional.

Os impactos da tempestade nos EUA, no entanto, começam a ser dissipados nesta semana, com refinarias retomando lentamente suas atividades. Os preços de referência da gasolina nos Estados Unidos caíam cerca de 4% nesta segunda para os níveis mais baixos desde 25 de agosto, quando o Harvey atingiu o continente.

 

Mesmo com avanço do PIB, Brasil é vice-lanterna



Após quase dois anos, o Brasil saiu da lanterna do crescimento mundial no segundo trimestre, mas ainda amarga a penúltima posição no ranking liderado pela China. Enquanto o mundo consolida trajetória de expansão depois de 2008, ano da maior crise global desde a década de 1930, o Brasil registra recessão desde o terceiro trimestre de 2014 e só agora dá sinais de recuperação.

Numa comparação com o desempenho trimestral, frente ao mesmo período do ano anterior, o Brasil figura na penúltima posição — após há seis trimestres seguidos na lanterna —, segundo levantamento do economista Alex Agostini, da Austin Ratings. O Brasil só ficou à frente da Noruega.

ENTENDA OS RESULTADOS

Um ano e meio de resultados negativos deixou o país numa situação de desvantagem frente aos vizinhos da América Latina, aos países dos Brics, e aos países desenvolvidos, inclusive aqueles que mais sofreram com a crise global, como a Grécia que chegou a ver sua economia recuar 25%. A Grécia ainda está combalida, mas numa situação menos pior que o Brasil.

No topo do ranking, países emergentes como o Brasil. Índia ostenta taxas de crescimento próximas de 7% e a China, um pouco abaixo. Espanha e Portugal, dois países que também viram o PIB recuar fortemente logo depois de 2008, já conseguem crescer perto de 3% por trimestre. Os Estados Unidos, berço da crise, já mostra expansão em torno de 2%. Os nossos vizinhos também estão na nossa frente. A expansão trimestral no Peru está também perto de 2%. No Brasil, chegamos a ficar negativos em mais de 5%. Em dois anos de recessão, 2015 e 2016, acumulamos quase 8% de retrocesso na economia. Em 2017, as melhores projeções mostram economia estagnada.




 

Fundador da Zara, lidera posto de homem mais rico do mundo


 

Uma doação de 4,6 bilhões de dólares (R$ 14,5 bilhões) em ações da Microsoft contribuiu para Bill Gates, presidente do gigante tecnológico, deixar o posto de homem mais rico do mundo, dando lugar ao espanhol Amancio Ortega, fundador do conglomerado de empresas têxteis Inditex, segundo informou a revista Forbes. O grupo de Ortega controla, entre outras marcas, a grife Zara.
Num primeiro momento, Ortega superou Gates quando as ações da Inditex, maior varejista de moda do mundo, aumentaram pouco mais de 1%, no início dos trabalhos desta quarta-feira. Mas o espanhol não ficou muito tempo no topo, porque as ações do grupo caíram logo depois. A partir das 10h de Nova York (11h de Brasília), ele voltou a ser a terceira pessoa mais rica do mundo, atrás de Gates e Jeff Bezos, segundo a revista.

No entanto, a partir das 12h05 de Nova York (13h05 de Brasília), Ortega retornou ao primeiro posto. O espanhol de 81 anos, que já ocupou topo do ranking outras três vezes, ficou à frente de Bill Gates por uma margem de 200 milhões de dólares (R$ 632,6 milhões).

Os rankings em tempo real da Forbes dos bilionários mundiais indicam que o valor do patrimônio de Ortega vale agora cerca de US$ 85 bilhões (R$ 268,8 bilhões). Ainda que seu valor líquido tenha subido US$ 1,2 bilhão (R$ 3,7 bilhões) no último mês, sua escalada recebeu expressiva contribuição com a queda das fortunas de Gates, por suas doações, e Jeff Bezos, CEO da Amazon, devido à queda recorde das ações da companhia.

No final de julho, aliás, Bezos também chegou a ocupar a liderança. No último mês, contudo, o patrimônio líquido dele caiu mais de 4 bilhões de dólares (R$ 12,6 bilhões).

A fortuna de Gates, por outro lado, declinou no início de agosto devido à doação, de acordo com a Bloomberg.

Ortega tornou-se a pessoa mais rica do mundo pela primeira vez em outubro de 2015, mas ele perdeu seu lugar para Gates em menos de 24 horas. Ele recuperou a liderança em setembro de 2016, mas foi rapidamente ultrapassado pelo americano novamente.

Ortega, filho de um funcionário da companhia de trens e de uma dona de casa do Noroeste da Espanha, começou a trabalhar aos 13 anos, numa loja de roupas de La Coruña, na Espanha. Aos 27 anos, junto com os irmãos e a noiva, Rosalia Mera, abriu um negócio de roupas de banho para mulheres.

Até que, em 1975, ele fundou a primeira loja da Zara, que, uma década depois, já era uma rede e foi incoporada à holding batizada de Inditex. Justamente naquela época, Ortega e Rosalia se separaram e, depois, se divorciaram — ela ficou como a segunda maior acionista da Inditex. Ele detém 59,3% do capital da companhia.



 

GreenLine inaugura centro médico no ABC paulista

Para fortalecer a atuação da GreenLine no ABC paulista e elevar o alcance de pacientes atendidos, foi inaugurado,  um novo centro médico de São Bernardo do Campo. A partir de agora, a unidade poderá atender 82 mil beneficiários da região com Pronto Atendimento 24 horas, Clínica Médica, Pediatria, Ortopedia, atendimento ambulatorial, estrutura de internação em Day Hospital, laboratório de análises clínicas Bio Máster e exames de imagem como radiografias e ultrassonografias.

O prefeito da cidade, Orlando Morando,  e vereadores visitaram as instalações e aprovaram a implantação do Centro Médico. “São 15 leitos para internação, outros 20 no Pronto Atendimento, exames, consultas, um aparato bastante sofisticado e moderno para dar mais conforto para todos aqueles que são assistidos pelo plano de saúde”, ressaltou Morando. “E a cidade, sem dúvida, ganha. Mas, neste caso, em especial, a saúde de quem tem o plano e nossos servidores municipais”, completou.

Com a inauguração do espaço, a GreenLine alcança o total de 24 unidades próprias de atendimento, ampliando o número de beneficiários atendidos. “O novo Centro Médico foi idealizado para proporcionar aos nossos clientes o que há de melhor em serviços de saúde”, explica Clovis Otávio Miranda Ferreiras, diretor Médico e Administrativo da GreenLine. “Nossos clientes ainda terão à disposição leitos de urgência e de observação para internações e procedimentos de diagnóstico e pequenas cirurgias, além de estrutura para internações clínicas e tratamentos de baixa complexidade”.

 



 


Contas do governo têm rombo de R$ 20 bilhões no pior julho

As contas do governo apresentaram um déficit primário de R$ 20,15 bilhões em julho, informou a Secretaria do Tesouro Nacional.

Isso significa que as despesas do governo federal no mês passado superaram as receitas com impostos e contribuições em R$ 20,15 bilhões e, por isso, houve déficit (resultado negativo). O conceito primário não inclui na conta os gastos com pagamento de juros da dívida.

De acordo com o Tesouro, o rombo de R$ 20,15 bilhões foi o pior para meses de julho desde o início da série histórica, em 1997, ou seja, em 21 anos.

Já no acumulado de janeiro a julho, as contas do governo registram um déficit (resultado negativo) de R$ 76,27 bilhões. Segundo o Tesouro, também é o pior resultado para este período em 21 anos.

Os resultados ruins das contas públicas acontecem em um momento no qual a economia brasileira ainda se recupera da forte recessão dos últimos anos. Essa recuperação lenta se reflete na arrecadação do governo, que está mais baixa que o previsto.

Ao mesmo tempo, o governo tem dificuldades para cortar gastos, pois as despesas obrigatórias consomem cerca de 90% do orçamento.

Receitas e despesas

De acordo com o Tesouro Nacional, as receitas totais recuaram 1,3% em termos reais (após o abatimento da inflação) de janeiro a julho deste ano, para R$ 773 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas recuaram 0,2% na comparação com os sete primeiros meses do ano passado, para R$ 713,55 bilhões.

egundo o Tesouro Nacional, houve uma antecipação, em maio e junho de 2017, do pagamento de precatórios que normalmente aconteceria no fim do ano. Sem esse efeito, informou o governo, as contas do governo teriam registrado um rombo menor, de R$ 18,1 bilhões nos sete primeiros meses deste ano.

Previdência Social

Os números oficiais mostram também que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 72,26 bilhões, nos sete primeiros meses de 2016, para R$ 96,38 bilhões no mesmo período deste ano, um aumento de 33,4%.

Para 2017, a expectativa do governo é de que o INSS registre resultado negativo de R$ 185,7 bilhões.

O Congresso discute proposta do governo Michel Temer para a reforma da Previdência. De acordo com o governo, o objetivo da medida é frear o crescimento do déficit do INSS.

Concessões, dividendos e investimentos

Nos sete primeiros meses deste ano, ainda de acordo com os dados oficiais, as receitas com concessões registraram forte queda, para R$ 2,95 bilhões, contra R$ 20,49 bilhões no mesmo período do ano passado.

Por outro lado, houve um aumento no recebimento de dividendos, que totalizaram R$ 4,3 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, em comparação com R$ 1,02 bilhão no mesmo período de 2016.

Dividentos são uma remuneração recebida pela participação acionária em empresas. No caso do governo federal, essa remuneração vem das ações detidas pela União em empresas como Petrobras.

Os dados oficiais mostram que o governo também diminuiu fortemente o pagamento de investimentos feitos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida: de R$ 22,24 bilhões, entre janeiro e julho de 2016, para R$ 12,6 bilhões no mesmo período deste ano.

 

Conselho da JBS rejeita BNDES e apoia Wesley Batista na presidência

O conselho de administração da JBS afirmou que os pedidos do BNDES para a retirada do presidente-executivo da companhia, Wesley Batista, e contratação de auditoria externa para apuração dos fatos narrados nas delações premiadas dos irmãos Batista seriam prejudiciais para a empresa.

O BNDES informou em meados deste mês que vai defender em assembleia de acionistas da processadora de carne marcada para sexta-feira a abertura de processo de responsabilidade contra os irmãos Wesley e Joesley Batista e outros ex-executivos da empresa por prejuízos causados à companhia.

Disputa entre sócios

O BNDES é o segundo maior acionista da JBS, depois da família Batista. O banco de fomento é dono de 21% da empresa. Já a família Batista tem 42% do capital da JBS. O restante está nas mãos de acionistas minoritários.O processo defendido pelo BNDES é decorrente das delações premiadas dos Batista e de ex-executivos da JBS e da holding J&F acertadas em maio e que forçaram a gigante do processamento de carne a iniciar um programa de venda de ativos para levantar R$ 6 bilhões.

Segundo comunicado da JBS publicado nesta segunda-feira, "há razões concretas que permitem crer que o impedimento do senhor (Wesley) Batista, consequência da ação de responsabilidade contra ele, seria neste momento prematuro e, portanto, prejudicial à companhia".

A empresa afirmou ainda que não existem "elementos objetivos fundados em estudos e avaliações profissionais capazes de imputar ao senhor Wesley Batista a autoria de dano à companhia".

Taxa extra da conta de luz cai para R$ 2 em setembro

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária cairá de vermelha, patamar 1, para amarela no mês de setembro. Isso significa que a cobrança extra nas contas de luz cairá de R$ 3 para R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos.

Durante o mês de agosto, vigorou a bandeira vermelha, que aplicou uma cobrança extra nas contas de luz de R$ 3 para cada 100 kWh.

Os recursos arrecadados pela cobrança da bandeira tarifária servem para cobrir o aumento nos custos da geração de energia no país. A mudança na cor da bandeira, de vermelha para amarela, indica que esse custo baixou nas últimas semanas.

Isso ocorre quando o país usa menos energia das termelétricas, usinas que geram eletricidade mais cara, por meio da queima de combustíveis.

Normalmente nesta época do ano aumenta o uso das termelétricas porque o nível de armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país fica baixo, devido à falta de chuva.

De acordo com a Aneel, a bandeira ficará amarela em setembro justamente porque nas últimas semanas o Sul e o Sudeste receberam chuvas acima do esperado para essa época do ano, o que contribuiu para melhorar o nível dos reservatórios das hidrelétricas que ficam naquelas regiões.

 

 

 

Congonhas será leiloado no segundo semestre de 2018

 

O cronograma do novo pacote de privatizações anunciado pelo governo federal joga a maioria dos leilões para o segundo semestre de 2018, no fim do governo do presidente Michel Temer e em meio às eleições presidenciais. O governo formalizou a inclusão de 57 projetos no programa de privatizações e estimou em R$ 44 bilhões os investimentos que serão fomentados com as concessões, mas não deu prazo de quando esses começarão a ser movimentados.

Entre as novas privatizações, estão aeroportos, portos e a Casa da Moeda. Dos 22 setores listados pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) com empreendimentos para serem concedidos para a iniciativa privada, 12 estão com leilões previstos apenas para o segundo semestre do ano que vem.

Na lista das concorrências programadas para o segundo semestre estão os 14 aeroportos que serão privatizados, incluindo Congonhas, em São Paulo. O governo também vai conceder os terminais de Maceió (AL); João Pessoa (PB); Aracaju (SE); Juazeiro do Norte (CE); Campina Grande (PB); Recife (PE); Várzea Grande (MT); Rondonópolis (MT); Sinop (MT); Alta Floresta (MT); Barra do Garças (MT); Vitória (ES) e Macaé (RJ). A expectativa é arrecadar R$ 8,586 bilhões com essas concessões, segundo o Ministério dos Transportes.

A venda da participação da Infraero nos aeroportos de Brasília, Confis (Belo Horizonte), Galeão (Rio) e Guarulhos (São Paulo) também deve ficar para o segundo semestre de 2018. A empresa pública tem 49% de participação nos consórcios que têm as concessões desses terminais. A expectativa é arrecadar R$ 8 bilhões com a venda. Os recursos devem ir para o caixa da estatal.

Os leilões das duas rodovias também geram incertezas. O governo incluiu na lista a concessão da BR-153, no trecho entre Anápolis (GO) a Aliança (TO), que teve concessão anterior cassada da Grupo Galvão. No entanto, não há qualquer previsão de investimentos e de regras para a concessão. A pasta dos Transportes fala em “estudo para licitação” do trecho e programou para os últimos três meses do governo Temer a licitação. A outra rodovia que será concedida, o trecho da BR-364 entre Comodoro (MT) e Porto Velho (RO) com quase 800 quilômetros de extensão, também está na fase de “estudo” e a previsão de leilão é para o fim de 2018.

Apesar de já ter anunciado a privatização de empresas como a Casa da Moeda, Ceasaminas, Casemg e Docas do Espírito Santo, o governo não explicou como pretende vender essas estatais. E também programou para o fim do próximo ano a divulgação dos editais e a realização dos leilões. Ao anunciar ontem as novas privatizações, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, justificou a venda da Casa da Moeda por conta do avanço da tecnologia. A empresa é responsável pela produção de dinheiro e pela confecção de passaportes no país.


Nós vamos aprofundar estudos sobre o destino da casa da moeda, que vem tendo prejuízos sucessivos.A primeira função dela é produzir moeda, papel moeda, e moeda. Acontece que certamente o consumo de moeda no Brasil caiu. Vocês, nós todos, cada vez mais usamos menos papel moeda, e cada vez mais ainda menos moeda. O que significa que a saúde financeira está extremamente debilitada, pelo avanço da tecnologia. Vamos fazer um estudo mais aprofundado para definir o futuro — disse Moreira.

Também deve ficar para o segundo semestre de 2018 os leilões para a concessão dos terminais portuários de Belém (PA), Vila do Conde (PA), Paranaguá (PR) e Vitória (ES).

Além deixar a maior dos leilões para o fim do mandato de Temer e no em meio às eleições para a Presidência, o governo anunciou privatizações e concessões que já estavam previstas e nos planos dos investidores. O governo incluiu, por exemplo, a concessão para a usina hidrelétrica de Jaguara, em Minas Gerais. O leilão, alvo de uma disputa judicial com a Cemig, está marcado para o próximo mês . A Justiça, no entanto, suspendeu a licitação e o governo ainda não recorreu. As quatro rodadas de licitação para exploração de petróleo também já estavam nos planos do setor desde abril deste ano. A venda da Lotex, braço de loterias instantâneas da Caixa Econômica Federal, já estava anunciada pela equipe econômica.

BNDES lança crédito de R$ 20 bilhões para micro e pequena empresas

Em cerimônia com a presença do presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, o governo federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram um programa para facilitar acesso ao crédito de micro, pequenas e médias empresas.

Com o BNDES Giro, o governo projeta disponibilizar cerca de R$ 20 bilhões em novos financiamentos até agosto de 2018. As empresas já poderão solicitar os empréstimos a partir da próxima semana.

“São mais R$ 20 bilhões que vão ser canalizados para essa retomada. Parece pouco, mas é chuva depois de muita seca. Precisamos irrigar essa terra seca e dura do capital de giro da empresa brasileira”, disse o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

Em seu discurso, Temer afirmou que a iniciativa do BNDES tem como objetivo ajudar no combate ao desemprego.

“Neste momento o BNDES Giro dá uma injeção de vitalidade nestas micro, pequenas e médias empresas, que são presença de dinâmica e de peso no comércio, na indústria, nos serviços. Estamos falando das campeãs do emprego e desenvolvimento do nosso país”, completou.

De acordo com o BNDES, o novo programa vai agilizar, via internet, a análise de pedidos dos empresários e a concessão de financiamento de capital de giro para micro, pequenas e médias empresas. Essa liberação de recursos deve ficar mais rápida em razão da integração de plataformas de tecnologia de agentes financeiros com o BNDES.

Segundo o ministro Dyogo Oliveira (Planejamento), também presente ao evento, a atual linha de financiamento para pequenas empresas exige de 50 a 60 dias para que o dinheiro seja liberado. A nova linha lançada nesta quarta vai encurtar o prazo.

“Em 24 horas o dinheiro vai estar disponível na conta da empresa”, garantiu. Dyogo explicou que a nova linha de crédito terá uma taxa na média de 1,5% ao mês. O ministro ainda afirmou que a linha de R$ 20 bilhões não “terá nenhum subsídio adicional do tesouro”.

Durante a cerimônia, o presidente do BNDES, afirmou que a meta é ampliar a participação das pequenas empresas na carteira do banco ao longo do governo Temer.

O banco já atingiu para as micro, pequenas e médias empresas 40% do quantitativo total”, disse. “Quem sabe ainda possa ser anunciado na sua gestão, daqui a 12 meses, que nós tenhamos nos aproximado de 60% da carteira dedicada as micro, pequenas e médias empresas”, completou Rabello ao se dirigir a Temer.

 

Black Friday de 2017 deve movimentar R$ 2,2 bilhões em vendas

Black Fridy deste ano, que acontecerá em 24 de novembro, deve somar R$ 2,2 bilhões em vendas pela internet, segundo pesquisa do Google divulgada.

De acordo com a pesquisa, o crescimento estimado é entre 15% e 20% neste ano. Em 2016, o faturamento foi de R$ 1,9 bilhão, segundo o e-Bit.

O estudo também mostrou que 68% das pessoas pretendem comprar algo na Black Friday enquanto no ano anterior o índice era de 61%. Apenas 2% afirma que com certeza não irá comprar na data.

A movimentação da Black Friday é em média 15 vezes maior que um dia normal do e-commerce brasileiro. As buscas sobre a realização da Black Friday entre janeiro e julho deste ano cresceram 46%, quando comparadas com o mesmo período do ano passado.

Pesquisa

O consumidor tem investido mais tempo na pesquisa. Em 2016, 91% dos compradores pesquisaram online e o tempo médio de pesquisa foi de 16,5 dias, sendo que categorias como games e lazer, eletrônicos e artigos esportivos apresentaram um tempo maior de pesquisa com 19,5, 17,6 e 16,8 respectivamente.

Os fatores mais considerados na hora da decisão da compra são preço (49%), confiança na loja (27%), confiança na marca (13%) e custo do frete (5%).

Celulares/smartphones e roupas femininas lideram o ranking de intenção de compra em 2017, com 39%. Em seguida ficou passagens aéreas/hotéis, com 36%.

Lideram o ranking de intenção de compra em 2017 celulares/smartphones e roupas femininas (ambos com 39%), em seguida está passagens aéreas/hotéis (36%). Dos que pretendem comprar celulares/smartphones nos próximos 6 meses, 66% pretende esperar a Black Friday.

Compradores

De acordo com o levantamento, 62% dos perfis de compradores identificados têm alto envolvimento com a data. 22% deles são participativos, 22% empolgados e 18% apaixonados. Por outro lado, 16% são descrentes e 22% são inseguros.

Considerando os diferentes tipos de desconto, o desconto à vista ou para pagamento no boleto são os que mais atraem as pessoas para as compras na data (34%). Descontos para compras acima de um determinado valor chamam a atenção de 22% dos entrevistados.

 

Vendas de imóveis sobem 0,9% no 1º semestre

As vendas de imóveis residenciais novos no primeiro semestre cresceram 0,9% ante mesmo período de 2016, enquanto os lançamentos recuaram 3,5%, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em levantamento em parceria com a Fipe.

Ao todo, foram vendidas 50.250 unidades no semestre, sendo 30.887 no segmento Minha Casa Minha Vida, número 26,5% maior do que um ano antes. O MCMV também respondeu por 26.364 das 30.530 unidades lançadas no período, alta de 9,7%.

Por outro lado, as vendas e os lançamentos de imóveis de médio e alto padrão recuaram 19,% e 36,3%, respectivamente, no primeiro semestre, mostrou a pesquisa, com base em dados de 20 empresas associadas à Abrainc.

Considerando os dois segmentos, a média mensal de unidades ofertadas, incluindo imóveis em estoque e lançados, subiu 4,8% no acumulado de 2017, para 119.823. Mas a relação de vendas sobre oferta (VSO) se manteve estável em 19,7% em junho sobre um ano antes, de acordo com a Abrainc-Fipe.

Um indicador que apresentou melhora foi o de distratos, com queda de 20% no primeiro semestre ano a ano. Segundo o levantamento, foram cancelados 2.822 contratos em junho, elevando o total de unidades distratadas desde janeiro a 17.785.

Com isso, a relação de distratos sobre vendas caiu a 27,4 por cento em junho, queda de 9,6% na comparação anual. No semestre, o indicador recuou 9,2%, a 35,4%.

 

 

 

 

Latam Airlines está 'muito cautelosa' com demanda no Brasil

Latam Airlines, maior empresa aérea da América Latina, ainda está "muito cautelosa" com as perspectivas para o mercado brasileiro, diante de uma demanda ainda volátil, disse a empresa

A empresa nasceu da fusão da chilena LAN com a brasileira TAM e tem voos domésticos em sete países da América do Sul.

"Nós ainda estamos muito cautelosos com a demanda no Brasil. Nós temos vistos algumas semanas muito positivas em termos de demanda no Brasil, mas ainda estamos cautelosos porque nós também temos visto algumas semanas que não são muito boas", disse o diretor financeiro da empresa, Ramiro Alfonsin, em teleconferência com analistas após divulgação dos dados do segundo trimestre.

A Latam teve prejuízo líquido de US$ 138 milhões no período, acima do valor registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 92 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por variações cambiais.

Revisão de capacidade

A Latam também revisou para baixo sua perspectiva para a capacidade das rotas domésticas no Brasil, seu principal mercado, e nos países de língua espanhola este ano.

No Brasil, a empresa estimou que os assentos disponíveis por quilômetro (ASK) diminuirão entre 1% e 3% em 2017, em comparação com uma visão anterior da manutenção ou queda de 2%, o que contrasta com um aumento maior que o esperado inicialmente nas rotas internacionais.

"Enquanto nos países de língua espanhola temos algumas preocupações sobre a Argentina no lado doméstico, ainda estamos vendo que a demanda não está se recuperando (como esperado)", acrescentou.

Para seus serviços domésticos em países de língua espanhola - Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru - o grupo atualizou sua previsão para um aumento entre 2% e 4%, ante uma estimativa anterior de 4% a 6%.

Brasil tem 26,3 milhões de trabalhadores subutilizados

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o segundo trimestre do ano com 26,3 milhões de trabalhadores desocupados e subocupados – cerca de 200 mil a menos que no trimestre anterior. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística IBGE.

A taxa ficou em 23,8% no segundo trimestre, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior. “Isso indica estabilidade da taxa”, apontou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho agrega os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados (por poucas horas trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos).

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Trimestral para Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, referentes ao trimestre encerrado em junho.

Os principais resultados da Pnad Contínua já foram divulgados no dia 28 de julho e mostraram uma taxa de desemprego de 13,0%, resultado 0,7 ponto percentual menor que no trimestre encerrado em março.

Regiões e setores

O detalhamento da PNAD apresentado nesta quinta-feira mostrou, ainda, que, à exceção do Nordeste, o número de desempregados caiu em todas as grandes regiões do país entre o primeiro e o segundo trimestre do ano. Apesar disso, conforme enfatizou o coordenador da pesquisa, “em relação ao ano passado, o quadro continua crítico em todas as regiões”.

A subutilização da força de trabalho é mais intensa no Nordeste. Lá, a taxa ficou em 34,9% no segundo trimestre, distante 11,1% da média nacional. “No Piauí, essa taxa ficou em 38,6% e no Maranhão em 37,7%. Ou seja, nestes estados falta trabalho para quase 40% da população”, enfatizou Azeredo.

A Região Norte foi a segunda que apresentou esta taxa acima da média nacional. Lá, 26,8% dos trabalhadores ou estão desempregados ou trabalhando menos do que gostariam. No Sudeste, a taxa ficou em 20,9% e no Centro-Oeste em 17,4%.

A Região Sul foi a que apresentou a menor taxa de subutilização da força de trabalho (14,7%), sendo que em Santa Catarina ela ficou em 10,7% - a menor entre todos os estados brasileiros.

Pernambuco (18,8%) e Alagoas (17,8%) registraram as maiores taxas de desocupação no 2º trimestre 2017 frente ao trimestre anterior, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

 

 

Após Lava Jato, Braskem muda o logotipo

A petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht e Petrobras, anunciou  que passará a adotar um novo logotipo para "marcar o início de uma nova fase", seguindo a nova estratégia anunciada na semana passada pela Odebrecht de promover alterações nas marcas e na comunicação visual das unidades de negócio do grupo.

Com a mudança, sai o "vermelho Odebrecht" e entram as cores azul e amarelo.

Em comunicado, a Braskem destacou que completa nesta quarta-feira 15 anos e que o novo logotipo marca os 15 a "busca expressar características como resiliência, foco e transparência".

"O símbolo utilizado remete à letra “B” e dá forma a uma seta, indicando a estratégia da empresa orientada ao futuro. A aplicação das cores azul e amarelo buscam representar a aspectos como abrangência global, foco em sustentabilidade e a força das relações humanas", destacou.

Atingida pela operação Lava Jato, a Braskem homologou acordo de leniência com a Justiça, se comprometendo a pagar multa de cerca de US$ 960 milhões (aproximadamente R$ 3,1 bilhões).

“A nova marca Braskem simboliza nossa ambição de seguir evoluindo como um player importante do setor petroquímico global, atuando em constante progressão no desenvolvimento das pessoas e focado na entrega de soluções sustentáveis da química e do plástico a fim de melhorar o bem-estar e a qualidade de vida da sociedade”, afirmou Fernando Musa, presidente da Braskem.

Criada em 2002, a Braskem opera atualmente 41 plantas industriais, das quais 29 no Brasil, seis nos Estados Unidos, quatro no México e duas na Alemanha.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,142 bilhão no 2º trimestre, um aumento de 316% em relação ao lucro de R$ 275 milhões registrado mesmo período do ano passado.

 

 

Número de passageiros embarcados em viagens internacionais cai

O número de passageiros que viajaram do Brasil para outros países (e vice-versa) caiu em 2016 pela primeira vez em sete anos, revela estudo divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No ano passado, 20,9 milhões de pessoas fizeram viagens internacionais, contra 21,6 milhões em 2015.

O estudo também mostra a variação das tarifas médias em dólar por destino entre 2011 e 2016. De modo geral, os preços das passagens em dólar para outros países caíram de 2015 para 2016, mas ficou mais caro viajar para a América do Sul e América do Norte. O dólar caiu 17% no ano passado e fechou em R$ 3,24.

É a primeira vez que a Anac divulga um relatório sobre preços e volume de passageiros transportados com dados de empresas aéreas brasileiras e estrangeiras.

Em 2016, os países vizinhos da América do Sul foram o destino preferido e receberam 35,8% do total de voos que saíram do Brasil. Os europeus ficaram em segundo lugar, com 29,4%, e a América do Norte veio na sequência, com 24,2%.

Segundo análises da Anac, a queda dos embarques internacionais acontece em períodos de desvalorização do real e de recuo do PIB brasileiro, ou seja, quando há queda no poder de compra.

Tarifas por continente

De modo geral, os preços das passagens para outros países caíram de 2015 para 2016, mas ficou mais caro viajar para a América do Sul e América do Norte.

Para a América do Sul, as tarifas médias de ida e volta em classe econômica ficaram em US$ 317 no passado, contra US$ 303 no ano anterior, um aumento de 4,6%. Já para a América do Norte, os preços médios ficaram em US$ 677, contra US$ 566 em 2015, alta de 19,6%.

É importante ressaltar que os números são nominais, ou seja, sem correções.

Desde 2011, as tarifas médias caíram para todos os continentes. Para a América do Norte, a queda foi de 40,7%; para Ásia, 38,7%; África, 37,2%; Europa, 32%; América Central, 28,2% e América do Sul, 19,5%.

 

BNDES registra lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no 1º semestre

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no primeiro semestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 2,17 bilhões em igual período de 2016, informou o banco

O resultado bruto do banco com participações societárias foi positivo em R$ 1,42 bilhão no período ante perda de R$ 4,92 bilhões no primeiro semestre de 2016.

Segundo o BNDES, a redução de 92,7% com perdas em investimentos e o maior retorno proporcionado pela carteira de renda variável foram as principais contribuições do resultado de participações societárias.

No primeiro semestre, o patrimônio líquido teve redução de R$ 5 bilhões, reflexo do ajuste de avaliação patrimonial negativo das carteiras de participações em sociedades não coligadas e de títulos e valores mobiliários, que alcançou R$ 4,22 bilhões, e do pagamento de dividendos complementares relativos ao lucro líquido de 2016, no valor de R$ 2,12 bilhões.

Dessa forma, o total de dividendos pagos ao Tesouro Nacional, relativos ao lucro de 2016, alcançou R$ 3,64 bilhões, atingindo o limite de 60% previsto na nova política de dividendos do BNDES aprovada no início deste ano.

Assim, o patrimônio líquido do BNDES totalizou R$ 50,17 bilhões ao final do primeiro semestre.

O banco decidiu ainda que fará no segundo semestre deste ano cálculos para verificação do valor recuperável -- o chamado teste de impairment- dos papéis da JBS "devido à grande volatilidade no valor das ações da empresa". Essa volatividade se dá desde maio, quando foi divulgada a conversa gravada pelo dono da JBS, Joesley Batista, com o presidente Michel Temer, que levou o presidente a ser denunciado por organização criminosa, obstrução de Justiça e corrupção passiva.

Em relação à carteira de crédito e repasses líquida, houve redução de 4,6% no período, equivalente a R$ 27,83 bilhões, porque as liquidações das operações superaram os desembolsos realizados no período e devido ao aumento de R$ 4,16 bilhões da provisão para risco de crédito. Com isso, a disponibilidade financeira cresceu 58,2% no primeiro semestre de 2017.

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse o banco é "muito lucrativo", durante evento em São Paulo nesta segunda-feira. "Nós tentamos não pedir subsídio pra ninguém no banco. O banco tem como principal meta defender a boa aplicação do dinheiro público, daí o baixo grau de calote nas nossas operações porque nossos clientes são muito bem selecionados e o banco nunca teve que se socorrer de verbas de subsídios para fechar suas contas",

Carrefour Brasil tem queda de 3,4% no lucro do 2º trimestre

Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 299 milhões no segundo trimestre, uma queda de 3,4% sobre o desempenho de um ano antes, no primeiro resultado trimestral da companhia após a oferta pública inicial em julho.

A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 827 milhões de abril a junho, avanço de 3,5% na comparação anual.As vendas no conceito mesmas lojas subiram 4,5 por cento no consolidado do grupo, sem incluir postos de combustível e com ajustes de calendário, ante alta de 13,1 por cento no segundo trimestre de 2016, impactadas pela inflação de alimentos mais baixa. A unidade de atacado da companhia, Atacadão, a principal da empresa no país, teve alta de 4,9 por cento nas vendas mesmas lojas nos três meses encerrados em junho após avanço de 18,5 por cento um ano antes.

As vendas da unidade Carrefour Varejo, também no conceito mesmas lojas excluindo gasolina, subiram 4,5%, ante avanço de 2,4% no segundo trimestre do ano anterior.

"O forte desempenho de não-alimentos, a expansão das lojas de conveniência e o desenvolvimento do comércio eletrônico para não-alimentos ajudaram a mitigar o efeito brusco da redução na taxa de inflação alimentar e demanda mais fraca no período", disse a empresa. A companhia previu no balanço que as vendas continuarão a refletir nos próximos meses a queda da inflação de alimentos e a demanda sem fôlego.

Os números foram divulgados alguns dias depois que o principal rival, o GPA divulgou lucro líquido de R$ 169 milhões para o segundo trimestre, revertendo resultado negativo sofrido um ano antes. As vendas mesmas lojas da unidade Assaí de atacarejo subiram 13,5% e as da área de super e hipermercados avançaram 1,2%.

A receita líquida subiu 8,1% no trimestre na comparação anual, para R$ 12,32 bilhões.

As despesas com vendas gerais e administrativas subiram 12,4%, para R$ 1,685 bilhão, "refletindo nossos investimentos na expansão do negócio, implantação do cartão de crédito Atacadão e desenvolvimento da nossa plataforma de comércio eletrônico". A empresa afirmou que deve lançar no atual trimestre operações de vendas online de alimentos.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 216 milhões no trimestre, 21% maior que no mesmo período de 2016, em função de queda de receitas sobre aplicações financeiras, menor posição de caixa e ajustes monetários não-recorrentes.

 

 

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 2,62 bilhões

Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 2,619 bilhões no segundo trimestre deste ano, alta de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2016, quando ficou em R$ 2,465 bilhões.

Na comparação com o 1º trimestre, quando o valor chegou a R$ 2,443 bilhões, o aumento foi de 7,2%.

Já o lucro líquido ajustado somou R$ 2,649 bilhões no período, aumento de 47,1% na comparação com mesmo período de 2016 (R$ 1,801 bilhão). Em relação ao 1º trimestre, quando o resultado ficou em R$ 2,515 bilhões, o avanço foi de 5,3%.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado da instituição foi a R$ 5,164 bilhões, volume 67,3% superior ante mesmo período do ano passado, que foi de R$ 3,087 bilhões. O lucro líquido no período foi de R$ 5,062 bilhões, aumento de 4,9% ante mesmo período do ano passado, que foi de R$ 4,824 bilhões.

O Banco do Brasil destacou que o bom desempenho refletiu aumento das rendas com tarifas e serviços e redução dos gastos operacionais no período - nesse caso, o BB promoveu reestruturação e incentivou desligamento de funcionários.

Segundo o BB, houve evolução das rendas com prestação de serviços de administração de fundos (+26,5%), contas correntes (+11,5%) e consórcios (+41%), impulsionando a participação da prestação de serviços bancários na rentabilidade do banco. No 2º trimestre, o BB atingiu recorde histórico em venda de consórcios.

As despesas administrativas foram de R$ 7,864 bilhões, queda de 1,4% no 2º trimestre ante o ano anterior. Em relação ao 1º trimestre de 2016, a redução foi de 0,9%, com destaque para a redução de 2,6% nas despesas de pessoal. Segundo o BB, o resultado geral veio do "rígido controle de gastos".

Já as despesas operacionais caíram 4,4% ante 2016, para R$ 12,68 bilhões, refletindo em parte o programa de cortes de custos no fim de 2016.

As despesas do grupo com provisões para perdas com calotes caíram 19,6% em relação a 2016, para R$ 6,66 bilhões. Já na comparação com o 1º trimestre, o recuo foi de cerca 1%.

As receitas com tarifas cresceram 7,3% ante 2016 e 3,6% ante o trimestre anterior, indo a R$ 6,32 bilhões.

Isso ajudou a compensar menores receitas com crédito, já que a fraca atividade econômica fez o estoque ampliado de empréstimos do banco recuar 7,6% em 12 meses, fechando junho em R$ 696,1 bilhões. O BB, inclusive, mudou a previsão para a carteira no país em 2017, agora estimando queda de 1 a 4%, ante previsão anterior de alta de 1 a 4%.

 

Retirada de dólares do país em julho superou a entrada

A retirada de dólares da economia brasileira superou o ingresso da moeda em US$ 2,64 bilhões no mês de julho, informou o Banco Central .

Esse foi o segundo mês seguido de evasão de divisas. Em junho, US$ 4,3 bilhões já haviam deixado a economia brasileira.

A saída de recursos se intensificou após o agravamento da crise política provocado pelas delações de executivos do frigorífico JBS e que envolvem o presidente Michel Temer.

Com base nas delações, a Procuradoria Geral da República denunciou Temer por crime de corrupção passiva. Na semana passada, a Câmara rejeitou denúncia e livrou Temer de responder a processo no STF.

No começo de agosto, porém, o BC informou que os dólares voltaram a ingressar no país. Nos quatro primeiros dias úteis deste mês (entre 1º e 4), US$ 361 milhões entraram no país.

No acumulado deste ano, até a última sexta-feira (4), o ingresso de dólares superou as retiradas em US$ 5,19 bilhões. No mesmo período do ano passado, US$ 9,61 bilhões haviam sido retirados do Brasil.

Impacto no dólar

A saída de dólares favorece, em tese, a alta da moeda em relação ao real. Isso porque, com menos dólares no mercado, seu preço tenderia a subir.

Em julho, porém, o dólar registrou queda de 5,87% sobre o real - o maior recuo mensal em mais de um ano. No fim de junho, a moeda norte-americana estava em R$ 3,31 e, no fechamento de julho, foi cotada a R$ 3,11.

Acompanhe aqui a cotação do dólar

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda, como o cenário político interno e externo e o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia.

Nesta quarta-feira, o dólar opera em alta acompanhando a trajetória da moeda ante divisas emergentes no exterior, em ambiente de maior aversão ao risco com o acirramento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, segundo a Reuters.

Interferência do BC

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

 

Santos Dumont será vendido com cinco terminais

Maurício Quintella, disse que, entre os aeroportos que o governo pode incluir na próxima rodada de leilão, estão Santos Dumont e Macaé, no Rio, Vitória, no Espírito Santo, e Pampulha, em Belo Horizonte.

De acordo com o ministro, a Secretaria de Aviação Civil avalia inclui-los em um bloco com um total de seis aeroportos. Pelo modelo de leilão em estudo no governo, os grupos interessados teriam que fazer oferta pelo bloco todo e ficariam responsável por operar aeroportos superavitários e deficitários.

“Há um estudo da Secretaria de Aviação Civil de um bloco que contém Santos Dumont, Vitória, Macaé, Pampulha. São seis nesse bloco. A nossa intenção, ainda não está fechado, é qualificar os estudos para próxima reunião do PPI”, disse o ministro, durante audiência pública no Senado, se referindo ao Programa de Parcerias em Investimentos, responsável pela política de concessões do governo federal.

Ele informou que a reunião do PPI, que além do Ministério dos Transportes reúne Fazenda e Planejamento, por exemplo, ocorrerá em 23 de agosto. Nesse encontro, segundo ele, já pode ser definido quais aeroportos vão realmente a leilão.

Infraero

De acordo com o ministro, o modelo de leilão prevendo a mescla de aeroportos lucrativos e que dão prejuízo visa a "sustentabilidade financeira" da Infraero.

Nos últimos anos, a estatal perdeu os aeroportos mais rentáveis – os últimos a serem concedidos foram os terminais de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, em março. Quintella apontou que os aeroportos leiloados eram responsáveis por 53% da receita da Infraero.

O ministro informou que, apesar disso, a expectativa é que a Infraero registre lucro de R$ 400 milhões em 2017. Ele negou que o governo queira privatiza-la.

"O governo federal jamais anunciou que a Infraero seria privatizada. Para o governo ela e absolutamente estratégica e precisa ser recuperada", disse.

 

Brasileiros sacaram R$ 44 bi de contas inativas do FGTS



Os brasileiros sacaram R$ 44 bilhões de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). A procura superou expectativas do governo. Segundo a Caixa Econômica Federal, oito em cada dez pessoas que tinham o direito de fazer o resgate requisitaram o dinheiro. As informações foram divulgadas  pela instituição financeira.

Ao todo, 25,9 milhões de pessoas foram beneficiadas. Quando anunciou a liberação dos recursos, o governo estimava que 30,2 milhões de brasileiros teriam direito ao saques. No entanto, durante o processo, constatou-se que mais pessoas poderiam ter o benefício: 32,7 milhões. Isso porque vários trabalhadores foram às agências para atualizar os dados, ou seja, mostraram a carteira de trabalho com rescisões de contratos que não estavam registradas na Caixa. Dos cotistas que poderiam sacar, 79% exerceram o direito.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, explicou que essas retificações ainda fizeram os valores serem maior que o esperado inicialmente. Quando anunciou a possibilidade de o trabalhador retirar os recursos das contas inativas, o governo calculava que - no máximo - o brasileiro poderia sacar até R$ 43,6 bilhões. Já considerava, entretanto, que alguns não exerceriam o benefício por terem disponível um valor muito baixo.

Occhi ressaltou que apenas quem estava impossibilitado de sacar por doença ou por prisão pode ainda efetuar o resgate das contas inativas. Essa possibilidade está aberta até o fim do ano que vem. O presidente da Caixa disse ainda que o governo não pretende reabrir o prazo para saques.


Está descartado. Não há a mínima possibilidade de a Caixa ampliar o prazo — falou o presidente.

O governo tinha a previsão de que o resgate das contas inativa do FGTS poderia dar um impulso de 0,5% ao Produto Interno Bruto (PIB). Questionado, se não fosse a injeção desses recursos, o país teria mais um ano de recessão, Occhi afirmou ser difícil responder, mas ressaltou a importância da liberação dos recursos para a reativação da atividade.

PRAZO MAIOR PARA PRESOS E PORTADORES DE DOENÇAS GRAVES

Um decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer, prorrogou o prazo de resgate até 31 de dezembro de 2018 apenas para quem comprovar que não pode comparecer pessoalmente às unidades no cronograma. Essa regra se aplica a pessoas com doenças graves e presos, por exemplo. Na última segunda-feira, as regras foram detalhadas no Diário Oficial da União.

 

 

Arrecadação voltará a reagir no segundo semestre

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a arrecadação federal tende a reagir no segundo semestre deste ano. Ele falou a jornalistas durante evento do setor imobiliário em São Paulo.

Para Meirelles, a tendência agora é a inflação voltar para a meta e, além disso, a própria retomada da economia deverá gerar uma recuperação das receitas.

"Estamos primeiro aguardando a expectativa de que haja a recuperação da receita no segundo semestre, aí não haveria sinal de mudança", disse, após ser questionado se o governo pretende mudar a meta fiscal deste ano.

"Evidentemente estamos olhando isso com muita atenção para tomar as decisões mais realistas para o país", comentou.

Na véspera, Meireles declarou que a inflação abaixo da meta ajudou a reduzir a arrecadação do governo, o que, segundo ele, é um dado positivo para a economia, apesar de ter prejudicado a receita.

Ele afirmou que não foi a incerteza política que gerou a crise econômica. "A crise econômica ajudou a agudizar o problema político lá trás, em 2015, 2016", disse.

Meireles afirmou ainda que o Brasil está qualificado para entrar na OCDE. "A entrada do Brasil significa um compromisso de políticas racionais que assume com outros países por um longo período".

Reformas e recuperação da economia

Meirelles voltou a dizer que a expectativa do governo é que a reforma da Previdência seja aprovada ainda neste ano.

Ele apontou ainda que a expectativa é de retomada do crescimento da economia. O ministro apontou que o setor industrial está em "uma atividade clara de recuperação" e disse observou que as empresas estão reduzindo seu endividamento. Na visão de Meirelles, o movimento de inflação baixa é normal neste momento da economia.

uros do BNDES

Meirelles disse ainda que a substituição da taxa de juros do BNDES pela TLP (taxa de longo prazo) vai dar mais poder de política monetária e ajudar a reduzir os juros praticados em toda a economia.

Segundo o ministro, os juros controlados pelo BNDES forçam o restante do mercado a praticar uma taxa mais elevada para compensar. "A TLP corrige isso", disse.

Em março, o governo anunciou uma nova política para os juros cobrados nos empréstimos do BNDES, prevendo a criação da TLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), mais alta que a atual TJLP, hoje em 7%. Na prática, a nova taxa vai acompanhar as flutuações do mercado, implicando no corte dos subsídios concedidos pelo banco.

 

Governo perdoa R$ 10 bilhões de dívidas de ruralistas

O governo federal vai abrir mão de mais de R$ 10 bilhões em arrecadação nos próximos anos com a medida provisória publicada pelo presidente Michel Temer e que concedeu benefício a produtores rurais. O número foi confirmado pela Receita Federal.

A MP reduziu a alíquota da contribuição paga por produtores para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), usado para auxiliar no custeio da aposentadoria dos trabalhadores rurais, que é subsidiada pela União.

Além disso, a medida permite que produtores com atraso no pagamento das contribuições previdenciárias quitem as dívidas com descontos nas multas e de forma parcelada.

O acordo com a bancada ruralista no Congresso foi fechado antes da votação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer pelo plenário da Câmara, e que acabou rejeitada pelos deputados.

Para a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Sindical), a medida retira recursos da Previdência num momento em que o governo propõe mudanças nas regras de aposentaria para conter o déficit do INSS e vai beneficiar grandes empresas como a JBS

Renúncia de arrecadação

Segundo números da Secretaria da Receita Federal, somente com o perdão de juros e multas a perda de arrecadação será de R$ 7,6 bilhões em 15 anos, prazo de parcelamento dos débitos.

Já com a redução da alíquota do Funrural, o governo deixará de receber R$ 4,36 bilhões entre 2018 e 2020. A Receita não divulgou estimativa da perda de arrecadação com a redução de alíquota para os próximos 15 anos.

Somadas, as perdas com perdão de juros e multas e com a redução da alíquota chegam a R$ 11,96 bilhões. Entretanto, esse valor pode ser maior se se considerar que a redução da alíquota deve vigorar além de 2020.

A medida provisória do Funrural era uma reivindicação da bancada ruralista desde abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu como constitucional o pagamento das contribuições previdenciárias.

Produtores rurais e associações que representam a categoria contestavam a contribuição na Justiça. Por isso, muitos deles interromperam ou atrasaram os pagamentos ao fundo.

Com a decisão do STF, a bancada ruralista passou a negociar com o governo uma medida provisória para redefinir as contribuições previdenciárias rurais.

 

Cade rejeita compra da distribuidora de combustíveis Ale pela Ipiranga



Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou, por unanimidade, a compra da distribuidora de combustíveis Ale pela Ipiranga, do grupo Ultrapar, anunciada no ano passado. O negócio foi fechado por R$ 2,17 bilhões e dependia de aval do órgão para ser efetivado.

O relator, conselheiro João Paulo de Resende, que defendeu a reprovação da operação, explicou que não houve acordo com a empresa em relação às condições a serem impostas para aprovar a compra. O relator defendia a venda de ativos da Ale em 12 estados, o equivalente a 65% da operação da empresa, o que não foi aceito pela companhia.

Ao rejeitar a operação, o Cade avaliou que negócio provocaria concentração substancial do mercado de distribuição de combustível no Brasil e que o acordo proposto pelas empresas para que a fusão fosse aprovada era insuficiente para evitar problemas de concorrência.

 

Em parecer publicado em fevereiro, a Superintendência-Geral do Cade concluiu que a compra da Ale combustíveis pela Ipiranga poderia resultar em elevação de preços na distribuição e na revenda. Essa alta nos preços dos combustíveis ocorreria em função "do aumento do poder de mercado da Ipiranga e da elevação da possibilidade de atuação coordenada das empresas do setor", dominado por quatro companhias (BR Distribuidora, da Petrobras; Raízen, da Shell e Cosan; Ipiranga e Ale).

 

As quatro grandes empresas são já são responsáveis por 75,9% do setor de distribuição. A compra da Ale pela Ipiranga reduziria de quatro para três o número de grandes distribuidoras no mercado. A nota técnica aponta para “concentração elevada” nos mercados de distribuição e revenda de combustíveis.

 

No parecer, a superintendência indica que os mercados mais afetados pela operação são os de gasolina, diesel e etanol. “Após a operação, as três maiores distribuidoras do país concentrarão a totalidade do nível de competição nacional. Esse dado confirma que o presente caso é uma operação de quatro agentes para três, retirando uma marca do mercado”, diz o texto.

 

A compra da Ale pela Ipiranga é a segunda grande fusão rejeitada pelo Cade neste ano. Em junho, o órgão antitruste reprovou a compra da Estácio pela Kroton Educacional.

 

O Grupo Ultra informou, em nota, que a reprovação por parte do Cade ocorreu “a despeito dos esforços da Ipiranga para esclarecer todos os questionamentos das autoridades, notadamente aqueles referentes à dinâmica do mercado de distribuição de combustíveis”. A empresa informou ainda que a rejeição da operação não implicará em penalidades às companhias. “A Ipiranga seguirá o curso habitual de seus negócios”, diz a nota.

 

Recuperação gradual da economia deve reaquecer demanda por crédito

Apesar de ter visto sua carteira de crédito cair 3,5% no primeiro semestre, o Itaú Unibanco espera uma recuperação gradual nos próximos balanços. A afirmação foi feita por Marcelo Kopel, diretor de Relações com Investidores do banco, salientando que, apesar da variação negativa, o ritmo de queda do crédito já vem desacelerando.

“Em algum momento, isso vai ser neutralizado”, disse Kopel em teleconferência com jornalistas, um dia após a divulgação dos resultados trimestrais do banco. Ele afirma que a retomada da confiança, ainda que reduzida por causa da piora na crise política, deve elevar a demanda por crédito.

“Na medida em que surge mais demanda por crédito, o crédito vai acelerar”, estima o diretor. “Existe uma mudança gradual na economia, a confiança está gradualmente melhorando. A ideia é que a atividade acompanhe essa mudança gradual. É baseado nisso que a gente vê essa evolução”, afirmou.

No entanto, Kopel diz que ainda não é possível dizer se o desempenho do crédito no ano que vem será melhor que neste ano.

O Itaú Unibanco reduziu suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2017 por causa da piora da crise política após a divulgação das primeiras notícias envolvendo as delações da JBS e o presidente Michel Temer, em maio. A estimativa foi de alta de 1% para 0,3%. Nesta terça, Kopel disse que esses números são “um bom apanhado do que isso pode ter gerado sobre reacomodamento de expectativas”.

Questionado, ele disse que ainda não é possível dizer se uma possível mudança na meta fiscal deste ano, como já admitiu o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, poderia impactar novamente as projeções.

Inadimplência e renegociação

Kopel comentou a redução da inadimplência registrada pelo banco no primeiro semestre, apontando a importância da renegociação nesse resultado. O indicador de inadimplência passou de 5,3% para 5,2%, na quinta queda consecutiva. Houve queda no indicador das micro, pequenas e médias empresas, de 5,6% para 5,1%, enquanto o recuo entre as grandes companhias foi de 1,6% para 1,2%.

“A renegociação é um instrumento importante na gestão de carteira”, disse Kopel, citando “negócios de empresas que são viáveis e precisam reestruturar o perfil de suas dívidas para a realidade atual da economia”.

O diretor ressalva que há critérios específicos para fazer renegociações de dívidas. “Você está reestruturando o que é viável, fazendo um ajuste à nova realidade da economia, e não tentando comprar tempo”, diz.

 

Parcela de famílias endividadas avança para 57,1% em julho

 


A parcela das famílias endividadas no país avançou para 57,1% em julho, ante 56,4% de junho, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com julho de 2016, no entanto, há uma tendência de queda, já que a taxa era de 57,7% naquele momento.

O nível de endividamento das famílias brasileiras está abaixo do recorde da série histórica da pesquisa — de 65,3% de fevereiro de 2011 —, mas ainda é considerado elevado. Um quarto das famílias (24,2%) declara ter contas ou dívidas em atraso, nível acima dos 22,9% de julho de 2016.

“Apesar de ter aumentado em julho, o percentual de famílias com dívidas registrou queda na comparação com o mesmo período do ano anterior, apontando um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias, mesmo após o processo de queda das taxas de juros”, diz Bruno Fernandes, economista da CNC.

As famílias com renda mais baixa (abaixo de dez salários mínimos) têm níveis mais elevados de inadimplência: 27,5% em julho, frente a 10,3% das famílias com renda mais alta. Nas famílias com renda menor, houve aumento do percentual frente a julho de 2016, quando estava em 25,5%, mas leve queda em relação aos 27,6% de junho.

Já nas famílias de renda mais alta o movimento foi de redução tanto em relação a julho de 2016 (quando estava em 11,6%) e a maio de 2017 (quando era de 10,8%).



 

INSS convocará um milhão de aposentados a partir de 15 de agosto



O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), começará a enviar o primeiro lote de cartas de convocação para a revisão das aposentadorias por invalidez a partir de 15 de agosto, conforme afirmou  o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Alberto Beltrame. Desta maneira, o pente-fino em mais de um milhão de aposentadorias por invalidez deve começar entre o fim de agosto e o início de setembro.

Dentro do nosso cronograma as convocações começam no início da segunda quinzena de agosto. Nessa primeira etapa, até 50 mil segurados de todo o país receberão as cartas para marcar a perícia — explica.

Os segurados receberão uma carta do INSS com aviso de recebimento. Depois de notificadas, terão cinco dias úteis para ligar no 135 (central de atendimento do órgão) e agendar a perícia. caso a marcação não seja feita, o benefícios erá automaticamente bloqueado.


O pente-fino nas aposentadorias por invalidez será realizado em quem tem menos de 60 anos e está há dois anos ou mais sem passar por perícia. Ficarão de fora da medida os maiores de 60 anos e quem tem 55 anos e já recebe o benefício há pelo menos 15 anos.

AUXÍLIOS-DOENÇA CANCELADOS

Após revisar mais de 200 mil auxílios-doença em todo o país, desde o ano passado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cancelou 180 mil benefícios. Com isso conforme dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), será possível economizar R$ 2,6 bilhões por ano em pagamento de benefícios.

O pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS, previsto em medida provisória, começou em 2016, mas foi suspenso porque o Congresso não aprovou a MP a tempo. O governo, então, editou uma nova MP, e a revisão foi retomada no início deste ano, com uma força-tarefa dos médicos peritos, que foram liberados a fezer hora extra para realizar o pente-fino.



 

Governo está 'preparado' para assumir Viracopos

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, afirmou que o governo está "preparado" para assumir o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), caso a concessionária, Aeroportos Brasil, decida devolver a concessão.

Quintella disse, porém, que espera que a concessionária resolva os problemas financeiros para permanecer à frente do terminal.

"Viracopos está em aberto. O governo está fazendo aquilo que o contrato determina: executou a garantia, a seguradora ainda está no prazo para fazer o pagamento e, até lá, nós estamos aguardando e torcendo para que a concessionária consiga resolver os seus problemas, e também preparados para, em qualquer eventualidade, assumir Viracopos ou qualquer outra concessão que venha a ter problema", afirmou o ministro.

O ministro fez a declaração após uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em que foi anunciada para esta sexta (28) a assinatura do contrato de concessão dos aeroportos de Florianópolis, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre, leiloados em março.

Dificuldades

De acordo com o jornal "Valor Econômico", a Triunfo e a UTC, que detém participação na concessionária que opera Viracopos, avaliam devolver a concessão em razão das dificuldades financeiras e da frustração com a perspectiva de futuro do negócio.

A Aeroportos Brasil deixou no ano passado de pagar R$ 173 milhões da outorga, um valor anual devido ao governo pelo direito de explorar o aeroporto. Por causa disso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) executou o seguro garantia.

Questionado por repórteres, o ministro evitou fazer prognósticos sobre a devolução ou não da concessão do aeroporto de Campinas e pontuou que os atuais administradores "não apresentaram nada neste sentido."

A renegociação de contrato ou a devolução da concessão, citadas por Quintella, são possibilidades previstas em uma medida provisória aprovada pelo Congresso.

O ministro afirmou que a concessionária do Galeão aderiu ao "reperfilamento" do contrato e que a do aeroportos de Guarulhos pediu recentemente a adesão à reestruturação do vínculo.

 

‘Podemos baixar tarifas e ser mais rentáveis’

O americano John Rodgerson trabalha na Azul antes mesmo de a companhia aérea existir. Considerado um braço direito do empresário americano-brasileiro David Neeleman, fundador da empresa, Rodgerson mora há 12 anos no Brasil e ajudou a preparar o plano de negócios da Azul, empresa aérea lançada em dezembro de 2008. Ele foi anunciado como novo presidente da empresa.

Rodgerson vai liderar a transformação da frota da Azul, que vem sendo substituída por aeronaves Airbus 320 neo. Para ele, essa mudança abre espaço para queda de preços nas passagens aéreas.

Qual seu principal plano como presidente da Azul?

Temos uma grande transformação da frota para ser feita nos próximos cinco anos. Nós vamos pegar as novas tecnologias do novo Airbus A320neo e também do novo E2 (jato da Embraer de segunda geração). Então o meu trabalho é tirar as aeronaves da velha geração e colocar aeronaves de nova geração. Isso vai nos ajudar a ser mais eficientes.

O que isso significa para os passageiros?

Esse avião (A320 neo) consome menos combustível e tem um custo por assento menor. Então nós podemos baixar as tarifas um pouco e ainda ser mais rentáveis com essas aeronaves.

E quando isso vai acontecer?

Já está acontecendo. Nós já estamos trazendo essas aeronaves.

Essa redução de tarifas é um desejo seu ou de fato existe uma tendência de queda de preços?

As aeronaves A320 neo tem um custo 29% menor. E os E2 virão depois, com 25% de redução de custo. Com isso, eu gostaria de reduzir a tarifa média para trazer mais pessoas para viajar.

E seus investidores vão gostar disso?

Sim, eles vão gostar. Porque a minha margem vai ficar maior, porque vamos reduzir custo. É o que temos que fazer para ser mais rentáveis. Eu gostaria de dizer que nós controlamos a tarifa média, mas isso não é verdade. É o mercado que controla isso. Se fosse o contrário, teríamos aumentado 10% todas as tarifas durante a crise para cobrir perdas, mas o mercado não responde assim. O que estou dizendo é que essas aeronaves são mais eficientes e dá para gente baixar tarifa em muitos mercados e ser mais rentável.

Quando a Azul começou, o David Neeleman costumava exaltar que era a única empresa brasileira que voava com avião brasileiro. Mas a Azul vem investindo pesado no Airbus, que é francês. O que mudou?

Precisa ter um pouco de cuidado com isso. O Embraer sempre vai ser o carro-chefe da Azul, a maior frota. Mas agora a Airbus trouxe uma nova tecnologia que chegou 3 anos antes da Embraer. Nós temos que aproveitar esse momento. Hoje nós somos o maior comprador do Embraer E2. Se todas as aeronaves estivessem aqui, eu pegaria todas.

A mesma lei que não permite que empresas aéreas sejam controladas por estrangeiros também não permite que elas sejam dirigidas por estrangeiros. E você é um estrangeiro sendo presidente de uma empresa aérea brasileira. Isso não vai contra a legislação?

Não. Nós cumprimos a legislação. Deixa eu explicar: eu sou presidente da Azul SA (holding) e o David é presidente da Azul Linhas Aéreas. Isso ficou um pouco confuso no mercado. Todo mundo acha que estou indo para o lugar do Antonoaldo, mas realmente eu fui para lugar do David (na presidência da Azul SA). E o David veio para Linhas Aéreas. Estamos cumprindo a lei, sim. O David e o Flavio, nosso diretor de operações, que representam a Azul frente à Anac. E tem mais uma questão que explica essas mudanças nos cargos. Depois de um ano da abertura de capital, o David não poderia ficar como presidente da Azul SA e presidente do conselho de administração da empresa. Ajustamos isso.

 

 

 

 Confiança do consumidor recua em julho

O índice de confiança do consumidor da Fundação Getulio Vargas caiu 0,3 ponto em julho, para 82 pontos, consolidando a tendência de queda sinalizada com o recuo de 1,9 ponto no mês anterior.

A queda do ICC em julho foi influenciada pela piora das perspectivas em relação à economia. O indicador que mede a variável recuou 2,2 pontos em relação ao mês anterior, para 106,9 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (102,2 pontos). A instabilidade política parece continuar contribuindo negativamente para o resultado, segundo a FGV.

O recuo na confiança dos consumidores foi determinado pela continuidade da tendência de piora entre os consumidores com maior poder aquisitivo, enquanto nas faixas de renda mais baixas o resultado de julho caminhou no sentido oposto. Das sete capitais pesquisadas, houve queda da confiança em quatro.

Em julho, houve piora tanto das avaliações sobre a situação presente quanto das expectativas em relação aos próximos meses. O índice de situação atual variou -0,4 ponto, ao passar de 70,1 para 69,7 pontos, na quarta queda consecutiva. Já o índice de expectativas recuou 0,3 ponto, para 91,4 pontos, sinalizando aumento do pessimismo em relação à recuperação econômica.

O indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual caiu 0,4 ponto, para 77,1 pontos, o menor desde abril (76,9 pontos).

“A calibragem da confiança dos consumidores tem sido realizada principalmente nos indicadores de expectativas. Enquanto a incerteza estiver elevada, o consumidor deverá permanecer cauteloso na hora de assumir novos gastos de consumo.“, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.

 

BNDES vai integrar consórcio de bancos para socorrer Estado do Rio



O BNDES deverá integrar um consórcio de bancos para oferecer empréstimo de até R$ 3,5 bilhões ao governo do Estado do Rio. A alternativa foi colocada sobre a mesa em reunião entre o banco de desenvolvimento, o governo do estado e o governo federal, na sede da instituição. A diretora da área de infraestrutura do BNDES, Marilene Ramos, esclareceu que a participação do banco nesse pool, porém, será pequena devido a limitações legais aos bancos públicos para conceder empréstimos com vistas a pagamento de pessoal. A maior parte do crédito, se de fato contratado pelo governo, será usado para quitar salários e 13 atrasados.

Nessa fase inicial, o estado tem uma premência em obter esses recursos que vão majoritariamente para a folha. Como o BNDES tem uma vedação de fazer empréstimo para folha, temos uma limitação de participação — afirmou Marilene.

O volume de recursos que o BNDES poderá destinar a essa operação seria usado para cobrir gastos com custeio. Além disso, afirmou Rodolfo Torres, superintendente de Desestatização do BNDES, o banco poderia contribuir para a governança da transação. Em paralelo, o banco continuará a fazer estudos para modelagem para uma eventual concessão ou privatização da Cedae no futuro, disse Torres.


O empréstimo de até R$ 3,5 bilhões para o governo do Rio vinha sendo costurado dentro do programa de recuperação fiscal do estado e teria as ações da Cedae como garantia. No entanto, devido à urgência de ingresso de recursos nos cofres públicos estaduais, outra opção passou a ser estudada: a compra de fatia da Cedae pela BNDESPar, braço de participações do banco de fomento. Fontes ligadas ao governo do estado do Rio diziam que essa poderia ser uma operação mais rápida que o financiamento.

A diretora Marilene afirmou, porém, que uma possível compra da Cedae poderia levaria 12 meses. Disse ainda que a possibilidade de o banco comprar parcial ou integramente a concessionária de saneamento e se tornar gestor da companhia "é remota". O secretário estadual da Fazenda, Gustavo Barbosa, afirmou que a compra de 100% da Cedae pelo BNDES foi autorizada pelo governo federal, mas que não está certo se isso vai acontecer nem qual a fatia que o banco vai comprar.

— O empréstimo é a alternativa mais rápida — disse Barbosa.

Meirelles cochila durante discurso de Temer na Cúpula do Mercosul



O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu uma cochilada, depois de alguns bocejos, durante discurso do presidente Michel Temer durante a 50ª Cúpula do Mercosul, em Mendonza, na Argentina, na manhã desta sexta-feira. As imagens são da TV estatal NBR, do governo brasileiro.

Sentado ao lado do presidente, à esquerda, o ministro cochilou enquanto Temer falava. Em alguns momentos, o sono fazia Meirelles pender a cabeça. Em outros, o ministro bocejava e levava uma xícara à boca.


O regime de trabalho está intenso, não só aqui como em Brasília, e, de fato, às vezes o cansaço aparece — admitiu o ministro, em conversa com os jornalistas depois do evento.


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegou à província argentina para acompanhar o presidente Michel Temer na cúpula de chefes de Estado do Mercosul pouco depois de sua pasta ter confirmado o aumento das alíquotas do PIS/Cofins para gasolina, etanol e diesel. Perguntado sobre o assunto, o ministro assegurou que "criou-se a necessidade de receitas adicionais, já que ainda estamos enfrentando os efeitos da recessão". Meirelles mostrou-se otimista e afirmou, ainda, que "o importante é manter o equilíbrio fiscal, o emprego e as perspectivas de crescimento".

— A nossa expectativa é de que isso vai consolidar a trajetória de crescimento, porque vai manter o nível de confiança no ajuste fiscal, na economia. As primeiras reações dos agentes e analistas são bastante positivas — apontou Meirelles.



No discurso feito na reunião do bloco, onde Meirelles cochilou, Temer defendeu o resgate e o fortalecimento do Mercosul e afirmou que acompanha com “grande preocupação” a situação da Venezuela, que tem se agravado desde o ano passado com prisões de políticos de oposição, cidadãos pedindo refúgio em países vizinhos e escassez de remédios, comida, equipamentos e papel higiênico.

Nesta sexta-feira, o Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco, que estava com a Argentina. O país comandará o Mercosul pelos próximos seis meses.



 

Prévia do índice oficial tem deflação é a menor em 19 anos

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indica deflação de 0,18% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o mais baixo desde setembro de 1998, quando registrou -0,44%, e o menor para o mês de julho desde 2003. Em junho, o IPCA-15 havia ficado em 0,16%.

No ano, o indicador acumula alta de 1,44%, bem abaixo dos 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice caiu para 2,78%, inferior aos 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores - menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando registrou 2,64%. Em julho de 2016, a taxa foi de 0,54%.

O resultado dá ainda mais suporte para que o Banco Central não desacelere o ritmo de corte dos juros básicos, em meio ao ambiente de fraca recuperação econômica. A meta de inflação deste ano é de 4,5% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Atualmente, os juros básicos estão em 10,25% e o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne na próxima semana para definir a nova taxa básica. Segundo a Reuters, a aposta majoritária do mercado é de que deve ser reduzida em 1 ponto percentual, mantendo o ritmo das últimas duas decisões.

Alimentação pesa

O grupo dos alimentos, que tem participação de 25% nas despesas das famílias, exerceu o mais intenso impacto negativo no IPCA-15 de julho, com queda de 0,14 ponto percentual. Os preços da maioria desses produtos ficaram mais baixos de junho para julho, com destaque para a batata-inglesa (-19,07%), o tomate (-8,48%) e as frutas (-4%).

Segundo o IBGE, a queda nos alimentos foi ainda mais forte quando considerados os produtos comprados para consumo em casa, que chegaram a ficar 0,95% mais baratos.

 

Governo deixa de arrecadar R$ 42,2 bilhões com desonerações

O governo federal deixou de arrecadar R$ 42,2 bilhões no primeiro semestre deste ano com desonerações tributárias. A renúncia de receitas federais foi de R$ 7 bilhões só no mês passado. Os números foram divulgados pela Receita Federal , junto com o resultado da arrecadação entre janeiro e junho.

Até junho deste ano, os brasileiros pagaram R$ 648 bilhões em impostos e contribuições ao governo federal, aumento de 0,77% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse número poderia ser maior, se não fossem as receitas a que o governo abre mão. O argumento é que as isenções ajudam a aquecer setores importantes da economia.

A maior parte das renúncias é vinda da desoneração da folha de pagamentos das empresas: R$ 7,2 bilhões entre janeiro e junho. Para reverter esse quadro, e ampliar a arrecadação, o governo publicou uma medida provisória que reonera a folha de pagamentos para cerca de 50 setores da economia. O Congresso, no entanto, alterou para janeiro de 2018 o prazo para a medida entrar em vigor. O texto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

As desonerações com os regimes tributários Simples e Microempreendedor Individual (MEI) responderam por R$ 6,8 das renúncias fiscais calculadas até agora. Já com as isenções nos produtos da cesta básica o governo deixou de arrecadar R$ 5,4 bilhões.

Desonerações a planos de saúde responderam por R$ 1,2 bilhão das isenções no primeiro semestre. Na tributação sobre programas de Participação nos Lucros e Resultados resultaram em uma renúncia de R$ 1,1 bilhão.



 

Avianca Brasil terá voo direto de São Paulo para Nova York

Avianca Brasil anunciou que começará a vender em agosto passagens para voo direto entre São Paulo e Nova York, seu segundo destino nos Estados Unidos depois de ter iniciado em junho operação entre a capital paulista e Miami.

A companhia aérea, quarta maior do país, deve começar a operar o voo para o aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, em dezembro, aproveitando uma recuperação de demanda por destinos internacionais acima da esperada enquanto no segmento doméstico o movimento tem sido abaixo do esperado, disse o presidente da empresa, Frederico Pedreira.

"O mercado internacional está reagindo melhor do que esperávamos, por isso estamos apostando em Nova York neste ano. A performance que tivemos no voo para Miami nos convenceu a adicionar Nova York", disse o executivo.

Ele não deu detalhes, mas citou como fatores a ocupação elevada das aeronaves com destino a Miami e tarifas em níveis mais altos que no ano passado.

De janeiro a maio, a demanda por voos internacionais no Brasil subiu 11% sobre um ano antes, enquanto no segmento doméstico a expansão foi de 0,5%, segundo dados da agência reguladora Anac.

Pedreira afirmou que o mercado doméstico está melhorando, mas as incertezas geradas pela crise política em torno do presidente Michel Temer tem tornado a recuperação mais lenta.

"O doméstico está melhor, mas abaixo das nossas expectativas. Há três meses estávamos mais otimistas", afirmou o executivo. "A confiança não vai voltar sem resolver a instabilidade política", acrescentou.

Segundo ele, o mercado nacional de aviação poderia ganhar impulso com uma redução do ICMS sobre o combustível de aviação, que chega a 25% no principal mercado do país, São Paulo.

Uma regra para limitar o imposto estadual ao patamar de 12% está esperando aprovação no Congresso, algo que Pedreira considera como essencial para determinar o crescimento futuro do mercado de aviação regional do país.

"Tem muito destino regional hoje que não é viável por causa do custo de combustível...Enquanto tivermos 25% de imposto sobre combustível, que é zero em destinos internacionais, quem perde é o passageiro", disse Pedreira, acrescentando que combustível representa 35% do custo de operação de uma aeronave.

Além de expandir presença internacional, a Avianca Brasil está trabalhando para desenvolver seu programa de fidelidade, Amigo, trilhando caminho seguido pelas rivais maiores LATAM, Gol e Azul.

Frederico comentou que a Avianca Brasil deverá se separar do programa Amigo, que hoje tem cerca de 4 milhões de membros, até o final deste ano. O objetivo é dar mais liberdade para a nova empresa, que continuará parte 100% integrante do grupo Synergy, fazer negócios, disse o executivo.

Caixa abre novo programa de demissão para cortar 5.500 vagas



Cerca de quatro meses após encerrar um Programa de Demissão Voluntária (PDV), a Caixa Econômica Federal reabriu a iniciativa em caráter extraordinário, com expectativa de cortar 5.500 vagas. O prazo para aderir ao novo PDV começa hoje e vai até 14 de agosto.

O cronograma traçado pela Caixa prevê o desligamento efetivo dos que aderirem ao PDV entre o fim de julho e agosto. No programa finalizado em março deste ano, o banco registrou a adesão de aproximadamente 4.600 funcionários.

Estão habilitados a entrar no programa de demissão os aposentados — exceto por invalidez — pelo INSS até a data do desligamento, os aptos a se aposentar até 31/12/2017, os funcionários com no mínimo 15 anos de serviço na Caixa e os que têm adicional de incorporação de função de confiança em comissão gratificada até a data do desligamento.

Quem aderir à demissão voluntária receberá da Caixa um pagamento de caráter indenizatório equivalente a dez remunerações base, de uma só vez, no limite de R$ 500 mil. O banco oferece também a permanência no plano de saúde da empresa, mas coloca critérios a serem atendidos. Os funcionários que não se enquadrarem nas regras poderão continuar associado ao seguro por 24 meses.



 

BNDES emprestou 38% a JBS empresa dos Batista  


Alvo de investigações da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União, o BNDES apresenta seu “Livro verde: nossa história como ela é”, uma compilação de dados e explicações sobre a atuação do banco, com foco no período de 2001 a 2016. A versão preliminar do livro mostra que a JBS, dos irmãos Wesley Joesley Batista, abocanhou a maior fatia do apoio financeiro do banco ao setor de carnes. Dos R$ 31,2 bilhões desembolsados pelo BNDES para os frigoríficos entre os anos 2005 e 2016, a empresa ficou com 38% do total, considerando também o Bertin, que se fundiu à JBS. O grupo BRF ficou com 16%, seguido pela Marfrig/Seara, com 14%. A Seara foi comprada pela JBS do Marfrig em 2013.

Os R$ 31,2 bilhões consideram duas modalidades de apoio do banco. Via financiamentos foram R$ 18,8 bilhões. Os R$ 12,4 bilhões restantes são de operações de mercados de capitais, por meio da BNDESPar, braço de participações da instituição. Somados, JBS e Bertim receberam R$ 8,1 bilhões da BNDESPar ou 65% do apoio da subsidiária do banco ao setor de carnes naquele período. Como resultado, as receitas da JBS saltaram de R$ 4 bilhões em 2005, início do processo de internacionalização da companhia, para R$ 170 bilhões em 2016.


Hoje, a empresa busca se desfazer de ativos para reduzir seu endividamento. Paralelamente, outras empresas do grupo, chamado J&F, estão à venda com destaque para a Alpargatas, vendida esta semana para a dona do Itaú. O intuito é levantar recursos para pagar a multa bilionária acertada com a Procuradoria na delação premiada de executivos da J&F, na qual os irmãos Batista admitem pagamento de propina a políticos para obter favorecimento.

No livro, o BNDES justifica o apoio à JBS com a estratégia do governo passado de incentivar o setor de Proteína Animal, "com objetivo de consolidar o Brasil como o maior exportador mundial de proteína animal e fazer do complexo carnes o principal setor exportador do agronegócio brasileiro". O banco ressalta ainda que entre 2005 e 2016 foram apoiadas mais de 17 mil unidades produtoras do setor no Brasil e que as operações de mercado de capitais envolvendo a JBS renderam ganhos de R$ 5 bilhões ao BNDES, considerando dividendos, prêmios e outros.

Considerando apenas financiamentos, o grupo J&F aparece na 19ª posição no ranking dos 50 maiores clientes do BNDES entre 2001 e 2006. O grupo contratou R$ 14,9 bilhões em empréstimos no período. O primeiro lugar é ocupado pela Petrobras, com R$ 128,5 bilhões, seguida pela Embraer (R$ 85,9 bilhões) e a Odebrecht (R$ 51,7 bilhões), investigada pela Lava-Jato.

Reforma trabalhista vai gerar empregos e aumentar produtividade

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou sua conta no Twitter,para dizer que a reforma trabalhista vai gerar empregos e aumentar a produtividade das empresas. O presidente Michel Temer irá sancionar a lei , após o projeto ter sido aprovado no Senado nesta semana. Segundo Meirelles, a nova lei deixará o mercado de trabalho “menos engessado”.

 “O governo sanciona hoje a reforma trabalhista, que fará o Brasil ter uma legislação moderna e atual para as relações de trabalho. Esta nova era nas relações de trabalho garantirá maior produtividade e criará maiores oportunidades de emprego. Menos engessado, o mercado de trabalho vai permitir ao país produzir mais e melhor, com maiores chances de criação de empregos”, disse o ministro.

Meirelles voltou a afirmar que o Brasil está saindo da maior recessão de sua história e a nova legislação trabalhista é “um passo” para criar vagas de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, atingindo 13,8 milhões de pessoas. Essa foi a maior taxa para este trimestre desde o início da pesquisa, em 2012.

A modernização das leis trabalhistas mostra que estamos no caminho certo para a retomada do crescimento do Brasil. O Brasil está saindo de sua maior recessão, a inflação caiu e, agora, com as novas regras trabalhistas, damos um passo para gerar empregos”, completou o ministro.

 

 

 

Vendas do varejo caem 0,1% em maio

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,1% em maio frente ao mês anterior (com ajuste sazonal), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Contudo, em relação a maio de 2016 o varejo cresceu 2,4% (sem ajuste sazonal), o melhor resultado para o mês desde 2014 nesta base de comparação.

Ambos resultados ficaram abaixo do esperado pelo mercado. Segundo pesquisa da Reuters, a expectativa era de alta de 0,35% na comparação com abril e avanço de 3,20% contra maio de 2016.

Em abril, as vendas haviam tido o melhor resultado para o mês em 11 anos, com avanço de 1,0% frente a março.

“O volume de varejo se mantém estável, mas em um patamar abaixo de índices registrados no passado. Há margem para recuperação, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido”, afirmou Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. “A recuperação do setor varejista passa necessariamente pela recuperação do mercado de trabalho”, acrescentou.

Frente a abril, o maior recuo foi no setor de tecidos, vestuário e calçados (-7,8%), seguido de livros, jornais, revistas e papelaria (-4,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,8%). Na outra ponta, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiram 1,4%; móveis e eletrodomésticos, 1,2%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 0,9% e combustíveis e lubrificantes, 0,6%.

“As atividades mais básicas como o supermercadista e de farmacêutica mostraram um avanço em relação a abril, respondendo um pouco por essa renda real menos comprimida por conta da redução da inflação. Porém existem outros fatores que impactam no consumo das famílias, principalmente o mercado de trabalho que se mantém em taxas elevadas de desemprego”, diz.

Avanço frente a maio de 2016

A principal contribuição para o avanço de 2,4% frente a maio do ano passado, período de comemoração do Dia das Mães, veio do setor de móveis e eletrodomésticos. Segundo o IBGE, a dinâmica das vendas desse segmento, em maio de 2017, pode ser associada à “redução da taxa de juros às pessoas físicas e a recomposição da massa de rendimentos reais habitualmente recebidos”.

A alta de 5% no setor de tecidos, vestuário e calçados também ajudou, com a maior contribuição positiva frente a maio do ano passado. “A comemoração do Dia das Mães, com impactos positivos particularmente nas vendas desse setor, contribuiu para um avanço no volume de vendas acima da média geral”

Alimentação fora de casa lidera ranking de corte de gastos

Levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional e Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 80% dos brasileiros tiveram de fazer cortes no orçamento ao longo do 1º semestre deste ano para lidar com os efeitos da crise na comparação com mesmo período de 2016.

O principal item cortado foi a alimentação fora de casa, citado por 6 em cada 10 (57%) dos entrevistados. Em seguida vêm a compra de roupas, calçados e assessórios (55%), idas a bares e restaurantes (53%), gastos com lazer e cultura, como cinema e teatro (51%), viagens (51%), idas a salões de beleza (50%) e a compra de itens supérfluos nos supermercados (50%).

Economia do país piorou

Para 76% dos consumidores, a vida financeira pessoal continuou igual ou pior do que no ano passado. Apenas 19% consideram que houve melhora no período avaliado.

A avaliação que os entrevistados fazem do desempenho da economia do país como um todo também vai na mesma direção: para 39% dos entrevistados, as condições da economia brasileira pioraram nos seis primeiros meses deste ano em relação ao ano passado, enquanto para 38%, ela se manteve do mesmo jeito. De modo inverso, apenas 19% acreditam que houve melhora ao longo do período.

Três em cada 10 atribuem piora nas finanças à diminuição da renda ou desemprego; 57% dos brasileiros passaram a fazer bicos em 2017.

Considerando a parcela de brasileiros que avaliam que o estado de suas finanças piorou ao longo do primeiro semestre, as razões relacionadas à crise ganham destaque: 34% atribuem a piora à queda da renda familiar, 32% mencionam o fato de não conseguirem mais poupar como antes e 30% culpam o desemprego. Já entre a minoria que notou alguma melhora na situação financeira pessoal, a razão mais citada é o controle do próprio orçamento, mencionado por 37%.

 

Consumidor pode consultar cadastro de celulares bloqueados por furto


A iminência do bloqueio de celulares irregulares pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - são cerca de 40 milhões de brasileiros poderão ter seus aparelhos bloqueados - exige do consumidor uma dose extra de cuidado na hora da compra e nos casos de roubo, perda ou extravio. Para reduzir as chances de adquirir um celular com IMEI (registro de aparelhos equivalente ao chassi do carro) clonado ou adulterado, o SindiTelebrasil - entidade que reúne as operadoras de telefonia - passou a permitir a consulta direta do consumidor ao Cadastro de Estações Móveis Impedidas (Cemi). Com um clique no site, pode-se consultar o registro e verificar se há bloqueio por extravio, furto ou roubo do aparelho.

 

- Todos os meses, um milhão de novos aparelhos celulares entram no mercado e, parte desse total, tem origem em roubo ou furto. Neste caso, são celulares regulares, que têm seu IMEI adulterado por organizações criminosas, utilizando-se da vulnerabilidade dos aparelhos. Isso quer dizer que, mesmo quem comprou o celular regularmente pode ser bloqueado, pois há aparelhos irregulares com o mesmo IMEI - explica Eduardo Levy, presidente do SindiTelebrasil.

 

Atualmente, em todo o país, há 8,2 milhões de aparelhos bloqueados registrados no CEMI. O cadastro centraliza informações de todas as operadoras, num esforço para impedir o uso de celulares de forma irregular.

 

- No entanto, o desbloqueio criminoso, acaba reduzindo a eficácia do bloqueio feito quando se denúncia roubo, furto ou perda ao CEMI. Para melhorar a eficiência do sistema, seria necessário que os fabricantes investissem em aprimorar os mecanismos de segurança dos aparelhos, de forma que não seja possível fazer a adulteração - ressalta o presidente do SindiTelebrasil.

 

No caso de compra de um celular irregular no comércio formal, que não tem o registro ou que tenha o IMEI clonado, o consumidor tem direito a trocar por outro produto regular ou ter o seu dinheiro de volta, destaca Rafael Zanatta, pesquisador em telecomunicações, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec):

 

Zanatta destaca também que, no caso de aparelho comprado no mercado oficial que tenha um Imei fraudado, não há que se falar em responsabilidade do consumidor.

 

— Trata-se de um vício do produto, nos termos do Código de Defesa do Consumidor. Por se tratar de bem durável, o prazo para reclamar é de 90 dias. O consumidor tem direito a receber outro celular sem custo ou receber o valor pago reajustado — explicou Zanatta.

 

Temer conta lorota sobre economia do Brasil na Alemanha

O presidente Michel Temer desembarcou em Hamburgo, na Alemanha, para participar do encontro de cúpula do G20 (o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo). Antes de entrar no hotel em que está hospedado na cidade alemã, Temer disse a jornalistas, ao ser questionado sobre a posição do Brasil no G20 em meio a intempéries políticas e econômicas, que não há crise econômica no país.

“Você sabe que crise econômica e política [...] crise econômica no Brasil não existe. Vocês têm visto os últimos dados”, afirmou o presidente brasileiro aos repórteres.

urpreendido com a resposta, um jornalista interrompeu Temer e questionou: “Não existe crise econômica, presidente?”

“Não, pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, estamos crescendo indústria, estamos crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica”, emendou o peemedebista, encerrando subitamente a entrevista e se dirigindo para a área interna do hotel.

No mês passado, o Ministério do Trabalho anunciou que, em maio, a abertura de vagas formais de emprego superou as demissões em 34,2 mil postos. Foi o segundo mês seguido em que houve criação de postos de trabalho com carteira assinada no país.

No entanto, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatiística (IBGE), o Brasil ainda tem 13,8 milhões de desempregados.

O desemprego ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, informou no mês passado o IBGE. Os dados foram obtidos por meio da pesquisa Pnad Contínua.

Além disso, embora Temer tenha aprovado no ano passado uma emenda constitucional para limitar os gastos da União, a dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, avançou 0,26% em maio, para R$ 3,25 trilhões, apontam dados da Secretaria do Tesouro Nacional.

Para este ano, a expectativa do Tesouro Nacional é de novo aumento na dívida pública. A programação da instituição prevê que ela pode chegar aos R$ 3,65 tilhões no fim de 2017.

Se isso se confirmar, a alta da dívida, neste ano, será de R$ 538 bilhões, aumento 17,28% em relação ao fechamento de 2016.

As previsões que o 'vidente' Bill Gates fez há 18 anos


Magnata, filantropo, escritor: não faltam títulos para descrever Bill Gates, um dos homens mais ricos e influentes do mundo. Ainda assim, o fundador da Microsoft garantiu mais um atributo para a coleção: vidente. Isso porque, há 18 anos, quando lançou seu livro intitulado “A empresa na velocidade do pensamento”, Gates fez verdadeiras previsões sobre o atual cenário tecnológico e como a tecnologia transformaria o nosso cotidiano, conforme divulgou o site "Business Insider".

Ao todo, Gates previu 15 tendências que, à época, seriam consideradas ousadas ou até mesmo absurdas, como o advento de redes sociais, de assistentes pessoais que se conectam e sincronizam seus dispositivos de forma inteligente, e a personalização da publicidade, que passaria a se adequar aos gostos de cada um. Se, em 1999, as ideias pareciam motivo de piada, hoje, sabemos que estes softwares não apenas se tornaram realidade, como já foram incorporados ao dia a dia de grande parte da sociedade.

Profetizar as tendências do novo milênio, porém, não foi o suficiente para Gates, que se mostrou inábil na hora de acompanhar as mudanças. Suas previsões de fato viraram realidade — mas para outras empresas. Apesar de seu 'oráculo' particular, a Microsoft não investiu nas áreas antecipadas por Gates, como redes sociais ou publicidade. Em vez disso, nomes como Facebook e Google se consolidaram como gigantes das áreas, enquanto a Microsoft não se distanciou muito de sua origem. Ainda hoje, o foco da empresa permanece bastante próximo de quando surgiu, em 1975: softwares e computadores.

Veja abaixo as principais previsões de Gates que, menos de duas décadas depois, se tornaram realidade:

Sites de comparação de preço

Bill Gates: "Serão desenvolvidos serviços automatizados de comparação de preços, permitindo que as pessoas vejam preços em vários sites, tornando mais fácil encontrar o produto mais barato para todas as indústrias".

No Brasil, um dos sites mais famosos do gênero é o Buscapé, que foi comprado por US$ 342 milhões em 2009, pelo fundo sul-africano Nasper. Recentemente, tem crescido também o número de sites especializados — em preços de passagens, como Decolar.com, ou de hotéis, como o Trivago, que hoje vale mais de US$ 5 bilhões na bolsa de valores americana Nasdaq.

DISPOSITIVOS MÓVEIS E PAGAMENTOS ONLINE

Bill Gates: "As pessoas vão transportar dispositivos pequenos que lhes permitam manter contato constante e fazer negócios eletrônicos de onde quer que estejam. Poderão verificar as notícias, ver os voos que reservaram, obter informações dos mercados financeiros e fazer qualquer outra coisa sobre esses dispositivos. (...) As pessoas vão pagar suas contas e cuidar de suas finanças pela internet".

Quem hoje consegue sair de casa sem o celular? Entre smartphones e smartwatches, a Apple, e sua famosa maçã têm valor de US$ 235 bilhões, e são cotadas como a segunda marca mais valiosa do mundo. Além disso, o internet banking já se tornou uma realidade para aqueles que preferem evitar filas em bancos. na palma de nossas mãos.

Volkswagen reduz produção do Gol, que será fabricado em Taubaté

Volkswagen anunciou que o Gol passará a ser produzido apenas na unidade de Taubaté, a partir do fim deste mês. A fabricação do modelo era compartilhada desde o lançamento do carro, em 1980, com a unidade de São Bernardo do Campo.

A montadora também afirmou que não vai aumentar a produção do Gol em Taubaté, o que significa que a produção total do hatch diminuirá. Será mantida a média de 460 carros por dia até o final do ano. Assim, também não está prevista a abertura de novas vagas na fábrica.

A capacidade produtiva da unidade é de 1.300 unidades por dia. Atualmente, ela fabrica pouco menos de 1.000 unidades diariamente. Isso significa que, caso seja necessário, é possível aumentar o ritmo de fabricação do Gol.

A decisão é uma das consequências da queda nas vendas do Gol. Além disso, atende à necessidade de abrir espaço na unidade no ABC para as linhas do novo Polo e do sedã Virtus. O primeiro chega ao mercado no último trimestre deste ano e o outro tem lançamento previsto para 2018.

Brasil terá 2 SUVs além do Tiguan

Sem dar detalhes, o presidente montadora no Brasil, David Powels, disse no evento desta terça, no interior de São Paulo, que entre as apostas para alavancar as vendas da montadora no Brasil estão a chegada de novos modelos ao mercado e tomar mais competitiva a participação no mercado de SUVs.

Em março, que a montadora confirmou ao menos 1 lançamento dessa categoria no país, ainda sem data definida. Nesta terça, Powels disse que serão dois SUVs, além do Tiguan AllSpace, que chega no final do ano.

"O Gol continua a ser um modelo muito importante, com papel relevante nas exportações. Com o Polo, aumenta nosso portfólio para o mercado. Ser líder é importante, mas não é o principal. O objetivo é ter um portfólio relevante para o mercado", disse o presidente da empresa.

O Gol é o modelo mais exportado pela Volkswagen. O carro teve 26.170 unidades embarcadas de janeiro a abril deste ano, sendo que no mesmo período de 2016 esse número era de 11.503.

Powels afirmou ainda que a Volkswagen passa por um momento de reorganização das atividades nas fábricas do Brasil. Além das unidades de São Bernardo e Taubaté - que produz também o Up! e o Voyage -, a multinacional tem outra em São José dos Pinhais (PR), para as famílias Fox e Golf, e produz motores em São Carlos (SP).

Gol

O compacto foi líder de vendas no mercado automotivo até 2013. Ele deixou o posto em 2014, após 27 anos. Na época, superado pelo Palio, da Fiat. Atualmente nenhum deles está entre os três mais populares no Brasil.

Eles foram superados por modelos lançados mais recentemente, como Chevrolet Onix, líder em nos dois últimos anos; o Hyundai HB20, que é vice-líder; e Ford Ka, sendo terceiro colocado).

Desde a última alteração, em 2016, quando ganhou visual atualizado e motor 1.0 de 3 cilindros, o Gol ensaiou uma recuperação nas vendas. Ele está entre os 10 mais vendidos do Brasil, mas distante dos primeiros colocados.

Com a reestilização do Up!, no início do ano, o Gol foi “rebaixado” a modelo de entrada da Volks. Além do reposicionamento na gama da montadora, o compacto deve perder importância com a chegada da nova geração do Polo.

 

 

 

Vendas de veículos registram primeiro semestre de crescimento

 

As vendas de carros (automóveis e comerciais leves) cresceram 4,25% nos seis primeiros meses do ano, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgados. É a primeira vez que o setor registra um semestre de expansão de vendas desde 2013. Para o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, juros mais baixos e a redução da taxa de inflação contribuíram para reverter as retrações que se acumulavam nos últimos quatro anos.

"Se nós voltarmos 40 dias atrás, o índice de confiança no consumidor cresceu muito fortemente, a taxa Selic caiu, está em 10,25%, com tendência ainda de queda e a inflação, que saiu de um patamar acima dos 10%, tá abaixo da meta de 4,5%. Isso alavancou, ainda que num patamar baixo, esse crescimento no primeiro semestre".

No mês passado, foram emplacadas 189.229 mil unidades, contra 190.122 em maio. De acordo com a Fenabrave, o segmento de automóveis e comerciais leves deve dar fôlego ao setor em 2017. As projeções da entidade apontam para um avanço de 4,3%. Se considerada as outras categorias (como ônibus, caminhões e motos), a expectativa é de queda, de 1,6%. As vendas de caminhões, por exemplo, recuaram 15,6% nos seis primeiros meses do ano, com 21.461 emplacadas. Também houve recuo (7,25%) nas vendas de ônibus. Juntas, essas categorias apresentaram piora de 13,8% na comercialização de modelos. O índice de aprovação de financiamentos dos bancos ainda se mantém baixo e justifica, pelo menos em parte, os números que permanecem em patamares negativos.

Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a confiança das instituições de crédito ainda não foi retomada com vigor e, mesmo com a redução da taxa Selic, a modalidade segue patinando. "Os bancos têm um critério, por legítima defesa deles, com relação à quem tá fornecendo crédito. E essa dependência (de credito) do nosso setor é muito forte. Eu diria, basicamente, que de cada dez veículos que precisam ser colocados no mercado, você tem uma dependência de 60% ou mais do financiamento. O que ocorre é que nós não temos ainda uma lei de retomada do bem. De cada dez fichas encaminhadas pra vender um veiculo, sete são recusadas", disse Assumpção.

AUTOMÓVEIS USADOS

As vendas de veículos usados, em todas as categorias (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros), caíram 4,82% em junho, na comparação com maio. No entanto, há uma alta expressiva em junho (9,82%), com relação a junho de 2016. Os emplacamentos também cresceram 8,6% no acumulado entre janeiro e junho de 2017, ante o mesmo período de 2016.

As concessionárias (cerca de 7,2 mil no país), de acordo com o presidente da Fenabrave, pararam de fechar as portas, movimento que atormentou o setor ao longo de 2016.

"Nós tivemos estabilização nesse primeiro semestre de 2017, de maneira muito positiva. Poderá ter um caso ou outro, mas não é uma epidemia", concluiu Alarico Assumpção Júnior.

Produção de petróleo cresce pela primeira vez no ano



A produção de petróleo no Brasil atingiu 2,653 milhões de barris por dia (bpd) em maio, alta de 4,5% ante abril, no primeiro aumento ante o mês anterior neste ano, com o início da produção de uma nova plataforma no pré-sal da Bacia de Santos, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 
A produção nos primeiros meses do ano havia sido afetada por um grande número de paradas para manutenção da Petrobras, segundo informações da própria petroleira, depois do país registrar em dezembro um recorde de produção.

Em 17 de maio, a Petrobras iniciou a produção de sua plataforma P-66, a sétima em operação no campo de Lula, o maior produtor do país.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve uma alta de 6,7% da produção, impulsionada principalmente pelo desenvolvimento das áreas no pré-sal ao longo do último ano.

A produção de gás natural em maio, por sua vez, somou 105 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), alta de 2,1 % ante abril e avanço 5% se comparada ao mesmo mês de 2016.

A produção total de petróleo e gás natural no país em maio foi de aproximadamente 3,312 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

Do montante total, o pré-sal foi responsável por 47,5%, com a produção de 1,265 milhão bpd e 49 milhões de m³/d de gás natural, totalizando 1,572 milhões de boe/d, alta de 5,1% em relação ao mês anterior.


A Petrobras produziu em maio, segundo os cálculos da ANP, 2,067 milhões de bpd, alta de 4% ante abril.

Além da entrada em operação da nova plataforma, a empresa informou anteriormente que o avanço da produção deveu-se ainda à entrada de um novo poço produtor no campo Marlim Sul, na Bacia de Campos, além do retorno de plataformas após parada para manutenção em Marlim e no campo de Lula.

Já a anglo-holandesa Shell, segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil e sócia da Petrobras em áreas do pré-sal, produziu em maio 296,762 mil bpd, alta de 3,9% ante o mês anterior, segundo cálculos da agência reguladora.



 

Reajuste de combustível agora pode ser até diário

A Petrobras informou que sua diretoria executiva aprovou a revisão da política de preços de diesel e gasolina que passarão a ter revisões mais frequentes podendo ser até mesmo diárias. A empresa aprovou a revisão da política de preços de diesel e gasolina vendidos em suas refinarias, que passa a valer a partir da próxima segunda-feira, dia 3 de julho, “visando aumentar a frequência de ajustes nos preços”.

A avaliação feita pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) — composto pelo Presidente, Diretor Executivo de Refino e Gás Natural e Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores — é de que os ajustes que vinham sendo praticados, desde o anúncio da nova política em outubro de 2016, com revisões uma vez por mês “ não têm sido suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados, recomendando uma maior frequência nos ajustes”.

Assim, a decisão agora é realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (-7% a +7%), respeitando a margem estabelecida pelo GEMP.

“Além disso, qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP. A revisão da política aprovada permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente”.

A Petrobras destaca ainda que “é importante ressaltar que os princípios da política de preços, aprovada em outubro de 2016, permanecem inalterados, levando em consideração o preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e o nível de participação no mercado. “

 

CMN baixa meta central de inflação para 4,25% em 2019

Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou , após reunião em Brasília, que a meta central de inflação será de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020.

A decisão significa a primeira redução na meta central de inflação desde 2005. De lá para cá, a meta, que tem que ser perseguida pelo Banco Central, permaneceu em 4,5% ao ano - índice considerado alto para padrões internacionais. A meta de 4,5% vai vigorar até 2018.

A redução da meta indica, portanto, que o governo vai perseguir uma inflação mais baixa nos próximos anos e cria a expectativa de preços mais estáveis no futuro. Isso tende a trazer benefícios imediatos para os consumidores e as empresas, na formação dos preços e também nas taxas de juros cobradas pelos bancos.

Entretanto, se a inflação não se comportar conforme o previsto, o Banco Central pode ser obrigado a elevar os juros ou deixá-los em um patamar mais alto, para cumprir as metas mais baixas.

Além da meta central, o sistema brasileiro de meta de inflação prevê um intervalo de tolerância, para cima e para baixo, que foi mantido pelo CMN nesta quinta em 1,5 ponto percentual.

Com isso, o Banco Central cumprirá a meta se a inflação oscilar entre 2,75% e 5,75%, em 2019, e entre 2,5% e 5,5%, em 2020.

Nos últimos cinco anos, o IPCA tem ficado bem distante do centro da meta de 4,5% e mais próximo ao teto de 6,5%. Entre 2012 e 2016, a inflação variou de 5,84% a 10,67%.

Definição dos juros básicos

O Conselho Monetário Nacional é formado pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Eles definem a meta de inflação e quem deve cumpri-la é o BC.

O principal instrumento usado pelo Banco Central para cumprir a meta de inflação é a taxa básica de juros da economia brasileira, a chamada Selic.

Quando a inflação está alta e foge da meta, o BC sobe a Selic para tornar o crédito mais caro e inibir o consumo, o que tende a fazer os preços baixarem. Quando a inflação está em linha com as metas de inflação, o BC pode reduzir os juros.

Apesar de ter efeito benéfico de controlar a inflação, a alta dos juros prejudica a economia do país ao encarecer o consumo.

Nos últimos meses, com a queda da inflação, a Banco Central vem reduzindo a Selic. Na sua mais recente reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, cortou a taxa em 1 ponto percentual, para 10,25%. Foi o sexto corte seguido.

A redução da Selic é comemorada pelo comércio e pelo setor produtivo pois tende a baratear o crédito e estimular a retomada do consumo num momento em que o pais enfrenta crise econômica e alto desemprego.

 

 

Conselhoo Nacional (CMN) anunciou , após reunião em Brasília, que a meta central de inflação será de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020.

A decisão significa a primeira redução na meta central de inflação desde 2005. De lá para cá, a meta, que tem que ser perseguida pelo Banco Central, permaneceu em 4,5% ao ano - índice considerado alto para padrões internacionais. A meta de 4,5% vai vigorar até 2018.

A redução da meta indica, portanto, que o governo vai perseguir uma inflação mais baixa nos próximos anos e cria a expectativa de preços mais estáveis no futuro. Isso tende a trazer benefícios imediatos para os consumidores e as empresas, na formação dos preços e também nas taxas de juros cobradas pelos bancos.

Entretanto, se a inflação não se comportar conforme o previsto, o Banco Central pode ser obrigado a elevar os juros ou deixá-los em um patamar mais alto, para cumprir as metas mais baixas.

Além da meta central, o sistema brasileiro de meta de inflação prevê um intervalo de tolerância, para cima e para baixo, que foi mantido pelo CMN nesta quinta em 1,5 ponto percentual.

Com isso, o Banco Central cumprirá a meta se a inflação oscilar entre 2,75% e 5,75%, em 2019, e entre 2,5% e 5,5%, em 2020.

Nos últimos cinco anos, o IPCA tem ficado bem distante do centro da meta de 4,5% e mais próximo ao teto de 6,5%. Entre 2012 e 2016, a inflação variou de 5,84% a 10,67%.

Definição dos juros básicos

O Conselho Monetário Nacional é formado pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, além do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Eles definem a meta de inflação e quem deve cumpri-la é o BC.

O principal instrumento usado pelo Banco Central para cumprir a meta de inflação é a taxa básica de juros da economia brasileira, a chamada Selic.

Quando a inflação está alta e foge da meta, o BC sobe a Selic para tornar o crédito mais caro e inibir o consumo, o que tende a fazer os preços baixarem. Quando a inflação está em linha com as metas de inflação, o BC pode reduzir os juros.

Apesar de ter efeito benéfico de controlar a inflação, a alta dos juros prejudica a economia do país ao encarecer o consumo.

Nos últimos meses, com a queda da inflação, a Banco Central vem reduzindo a Selic. Na sua mais recente reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, cortou a taxa em 1 ponto percentual, para 10,25%. Foi o sexto corte seguido.

A redução da Selic é comemorada pelo comércio e pelo setor produtivo pois tende a baratear o crédito e estimular a retomada do consumo num momento em que o pais enfrenta crise econômica e alto desemprego.

 PIB vai crescer menos de 0,5% em 2017



 



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a estimativa do governo para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano deve ser revisada para baixo nas próximas semanas. A piora nas expectativas acontece em meio a incertezas em torno da crise política envolvendo o governo de Michel Temer.
"Será um pouco menor do que 0,5% mas certamente será positivo", disse o ministro. "Estamos avaliando o efeito de tudo isso [crise política] para chegarmos numa conclusão. Mas é importante dizer que existe um certo ajuste, mas não é um ajuste onde haja um impacto relevante", acrescentou.
A previsão anterior era de que a economia cresceria 0,5% neste ano. Essa projeção já era uma redução, visto que a estimativa anterior era de 1%.
Segundo o ministro, o impacto das incertezas da crise política na formação das expectativas também fará o governo revisar a projeção de ritmo de crescimento da economia no final do ano. Antes, a previsão de crescimento do PIB no 4º trimestre na comparação com o ano passado era de 2,7%. Nesta quarta, o ministro disse que agora prevê um ajuste “na margem", mas acima de 2%.
As declarações foram feitas pelo ministro em São Paulo em entrevista coletiva realizada nesta tarde, após encontro com investidores promovido pelo Citibank.
Apesar do impacto da crise política, Meirelles avaliou que a recuperação da economia “está muito forte”, destacando a inflação em queda e a volta da criação de vagas de trabalho formal.
Questionado se algum momento pensou em deixar o governo em razão do agravamento da crise política, Meirelles disse que não, e que a agenda da equipe econômica prossegue normalmente, com total liberdade de trabalho.
“Estamos prosseguindo normalmente o nosso trabalho, a economia está indo bem. O resultado do ponto de vista da atividade econômica está mostrando os resultados. É isso o que importa”, destacou.

Tarifa de energia de clientes da Eletropaulo terá alta média de 4,48%

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um aumento médio de 4,48% para os consumidores da Eletropaulo, distribuidora que atende a 6,9 milhões de unidades consumidoras na cidade de São Paulo e outros 23 municípios do estado.

A empresa tem faturamento anual de R$ 13,13 bilhões.

Para os consumidores residenciais, atendidos em baixa tensão, a alta média será de 5,37%. Já para os consumidores industriais, atendidos em alta tensão, a alta da tarifa será de 2,37%, também na média.

As novas tarifas podem ser aplicadas a partir do dia 4 de julho.

Veja a lista de cidades atendidas pela Eletropaulo:

Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Mauá, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santana do Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Vale a pena dar imóvel como garantia em empréstimo?

Muito comum em outros países, a tomada de empréstimos com imóveis como garantia é pouco utilizada no Brasil. Mesmo com taxas de juros mais baixas na comparação com outras linhas de crédito e longos prazos para pagar, o risco de perder a casa ou apartamento ainda inibe muitos consumidores.

Recentemente, os bancos aumentaram o foco nessa modalidade de crédito. O Itaú e o Santander já tinham o produto, mas renovaram sua oferta. A intenção dos bancos é oferecer a hipoteca como uma linha de crédito mais barata do que créditos mais tradicionais, como o cheque especial e até mesmo o consignado.

A vantagem em optar pela alienação de uma casa, apartamento ou terreno como garantia para a tomada de empréstimos são os juros mais baixos e os prazos maiores de pagamento. Um consumidor que já esteja comprometido com o cheque especial, por exemplo, pode trocar sua dívida por outra mais barata. Porém, há o risco de perder o imóvel para o banco caso não consiga pagar as parcelas. A operação é conhecida no mercado como “home equity”, ou simplesmente “hipoteca”.

Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC, diz que a incerteza é um fator de peso na hora de escolher um tipo de linha de crédito. “A principal razão é a resistência do consumidor proprietário de um imóvel. O Brasil é um país com muita incerteza, e há o medo de perder o imóvel”.

Calife também cita o lançamento recente como uma das razões pelas quais a maioria dos consumidores não se sente segura em dar seus imóveis como garantias para empréstimos. “É um tipo de modalidade ainda muito incipiente. É muito recente. Em outros mercados, como o europeu, isso existe há pelo menos uma centena de anos”, diz.

Entre os maiores bancos, a Caixa Econômica Federal, o Branco do Brasil, o Bradesco e o Santander lançaram produtos de crédito com imóvel como garantia em 2008. O Itaú Unibanco, em 2014.

O que oferecem os bancos

Entre os maiores bancos, as taxas mensais de juros para as hipotecas variam de 1,22% a 1,75%, segundo levantamento feito pelo G1 com o Santander, o Itaú Unibanco, a Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil. As taxas são menores que as de empréstimo pessoal, por exemplo, que vão de 4,14% a 6,08% nos mesmos bancos, segundo médias divulgadas pelo Banco Central.

No Santander, desde o lançamento da linha de crédito, em 2008, o produto continuou praticamente o mesmo, porém passou um período "esquecido" em meio ao boom das construtoras e a demanda mais baixa. A partir de 2016, houve uma retomada da procura dos clientes por esse tipo de crédito e o banco decidiu “relançar” o produto. O Santander tem as taxas mais baixas na comparação com os concorrentes.

 

Governo estuda usar FGTS para substituir  seguro-desemprego

 


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o governo estuda reter parte do FGTS dos trabalhadores demitidos sem justa causa para economizar com o pagamento do seguro-desemprego.

— O uso do FGTS para o seguro-desemprego é algo que está em discussão. É um assunto embrionário e está em fase de discussão no Ministério do Planejamento e no Ministério da Fazenda — disse ele, que participa de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil).

Segundo ele, esse é um dos temas que está sendo discutido entre os técnicos dos ministérios e que ainda não foi levada aos ministros.

— É um tema que está passando por uma avaliação técnica. Quando subir (para o nível dos ministros) vamos analisar se é algo positivo ou negativo, mas essa proposta ainda não chegou a nós com números, com algo objetivo — explicou.

Caso o trabalhador consiga um novo emprego no segundo mês após o desligamento, por exemplo, poderá antecipar o saque do saldo, recebendo a diferença de uma única vez. E também se não conseguir o emprego após o terceiro mês, sacará o total do Fundo. Atualmente, os trabalhadores demitidos sem justa causa têm direito ao saque imediato e integral da conta do FGTS e da multa dos 40% (paga pelos empregadores e que incide sobre o saldo total), além do seguro-desemprego.

Na prática, o governo quer reduzir a despesa com o pagamento do seguro-desemprego — que varia entre três e cinco parcelas, no mínimo de R$ 937 e máximo de R$ 1.643. A quantidade de parcelas e o valor do benefício dependem do tempo de serviço e do salário do trabalhador. Nos bastidores, fontes a par das discussões dizem que a nova regra poderá entrar em vigor imediatamente, via medida provisória.

‘Brasileiro gosta da sensação de se dar bem’

 

A sensação de se dar bem ajuda no sucesso que as promoções fazem entre brasileiros, na avaliação de Michel Alcoforado, antropólogo de consumo da Consumoteca, uma consultoria de conhecimento sobre o consumidor brasileiro. Uma pesquisa da Kantar Worldpanel, empresa global especializada em comportamento de consumo, mostrou que 80% dos consumidores brasileiros compraram itens em promoção no primeiro trimestre de 2017.

— A promoção dá a sensação que a pessoa está se dando bem. O brasileiro gosta dessa sensação. É a sensação de comprar algo gastando menos do que isso vale. (...) A sensação de se dar bem não é só porque pagou pouco, mas porque pagou pouco e vai parecer que pagou muito — diz Alcoforado.

Qual é apelo das promoções?

Há dois fatores que influenciam no consumo. O primeiro é que na sociedade brasileira, a percepção e identificação de classe se dá a partir dos produtos que consumimos. Em outros países, a definição de classe é pela renda. Todo o tempo os brasileiros precisam comprar para pertencer a grupos e classes. O segundo fator é que, nessa loucura de comprar produtos todo o tempo, o brasileiro faz uma lista de produtos que quer comprar. A promoção faz furar a fila. Em anos de crise, essa tendência fica mais forte. Hoje, você vai ao shopping e tem promoção o ano todo.

Mas qual é o efeito da promoção?

A promoção dá a sensação que a pessoa está se dando bem. O brasileiro gosta dessa sensação. É a sensação de comprar algo gastando menos do que isso vale. Mesmo que não seja necessário. Nosso modelo de consumo atrela o produto ao dinheiro. Se a pessoa compra um Rolex que vale R$ 30 mil, mas que pagou apenas R$ 15 mil, continua mostrando que pagou R$ 30 mil. Essa é a aparência. A sensação de se dar bem não é só porque pagou pouco, mas porque pagou pouco e vai parecer que pagou muito.

O que é o mecanismo de promoção para o comércio?

O comércio se vale dessa necessidade de comprar para colocar os produtos em promoção e estimular o consumo. Só que precisa ter muito cuidado para não exagerar. A promoção de aniversário do Supermercado Guanabara, por exemplo, só tem aquele movimento todo porque é apenas uma vez no ano. A promoção tem que ter esse caráter único.

A promoção é sempre promoção? É sempre verdadeira?

Não, a promoção não é sempre verdadeira. Existe um risco de a promoção não ser real, nem sempre os descontos são o que parecem. Mas isso é péssimo para a marca. Na hora que o consumidor descobre isso, afeta a relação. E na próxima vez a promoção não vai ter o mesmo apelo.

 

Qual é o perfil do consumidor brasileiro?

 

O interesse do brasileiro por consumo e produtos está entre os maiores do mundo. O interesse por comprar coisas o tempo todo é enorme. É claro que o Brasil é um país desigual, então isso está restrito a uma parcela da população. Os Estados Unidos são muito fortes em consumo, mas esse sentimento de consumo é muito forte aqui também.

 

 

 

 

Temer afirma que economia brasileira está se recuperando

 

No último dia da agenda oficial da sua viagem de dois dias à capital russa, o presidente Michel Temer reiterou que a economia brasileira está se recuperando. Ao presidente russo, Vladimir Putin, que o recebeu em uma longa reunião no Kremlin, o centro do poder político do país, afirmou que as reformas estão em curso, que já se identifica a retomada do crescimento e que a inflação está em queda, como na Rússia. Embora a política de juros brasileira seja definida pelo Banco Central (BC), o presidente adiantou ao russo que as taxas básicas vão cair a casa de um dígito em "brevíssimo espaço de tempo".
A taxa a Selic deveres mantida nos atuais 10,25% ao ano pelo menos até o dia 25 de julho, quando acontece a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Depois do encontro, o governos brasileiro e russo firmaram acordos para facilitar o comércio bilateral com a troca de informações aduaneiras e comerciais para agilizar e desburocratizar as trocas. Temer afirmou que o comércio cresceu 40% nos primeiros cinco meses deste ano em relação a 2016 e disse que “há espaço para mais”.

— Infelzmente o comércio entre os dois países caiu no no ano passado. Mas já crescendo neste prefiro semestre — disse Putin, que destacou que o Basil é um dos parceiros-chave da Rússia.

Ele também anunciou uma série de projetos russos que devem ser desenvolvidos no Brasil no médio prazo e iniciativas que já estavam em curso, sobretudo na área de petróleo e gás, com a presença no Brasil da Gazprom e da Rosneft, as duas gigantes do setor na Rússia,.

Putin enfatizou que as companhias russas de transportes estão pronta para partiicipar de licitações no Brasil e falou de negociações para projetos de energia atômica e a construção de um depósito para a usina de Angra.



 

Tony Ramos rompe contrato com a Friboi

O ator Tony Ramos decidiu romper o contrato de garoto propaganda da Friboi após o escândalo de corrupção envolvendo a JBS. Em entrevista à Radio Gaúcha o ator disse que "foi surpreendido como todo mundo" pela "crise institucional" gerada pela delação dos controladores da JBS e que a manutenção da parceria com a marca se tornou um "incômodo".

"Com essa delação, há uma crise institucional e, ao mesmo tempo, um incômodo da minha parte em continuar prestando meu nome não a um produto – esse eu não me envergonho, não me arrependo e continuarei a dizer como homem de palavra que sou, anunciei aquilo que eu consumia", disse. "Vejo que nessa confusão enorme de informações, eu não emprestaria mais o meu nome... É simples assim, uma equação de primeiro grau", acrescentou.

Na entrevista à radio, Tony Ramos explicou ainda que já não havia mais nenhuma previsão de veiculação de novo comercial para a Friboi, mas que a empresa ainda detinha o direito de uso da sua imagem em peças publicitárias por pouco mais de um ano.

Segundo o ator, as cláusulas contratuais permitiram a rescisão, mas o frigorífico ainda tem um prazo para retirar de circulação as peças publicitárias com a sua imagem. “Estamos nesse momento nas tratativas, agora o cancelamento do licenciamento já foi feito”, disse.

Friboi desaparece da TV aberta

Levantamento da Controle da Concorrência, que monitora o mercado publicitário, mostra que a última inserção de propaganda da Friboi da TV com Tony Ramos foi no dia 20 de março. Segundo a consultoria, após a deflagração da operação Carne Fraca a marca não fez mais nenhum anúncio na TV aberta.

Tony Ramos esclareceu ainda que não mantinha contato direto com a JBS e que seu canal de comunicação com a empresa se dava diretamente com a agência de publicidade responsável pelas campanhas.

Questionado sobre seu sentimento ao saber das denúncias envolvendo a empresa, o ator disse que não faria julgamento. “O meu sentimento é de estupor, de absoluta tristeza e melancolia, que é a pior coisa. Não adianta a ira nesse momento”, disse, acrescentando não se arrepender da parceria dos últimos anos com a Friboi. “Anunciei carne porque é proteína e porque gosto de carne... Não vi problema nenhum em receber para anunciar aquilo que consumo”, completou.

 ‘Ironicamente, Temer vai à Rússia vender carne de seu principal algoz’



Se o provérbio “Amigos, amigos ... negócios à parte” se mudasse agora para “Inimigos, inimigos ... negócios à parte”, o presidente Michel Temer seria, hoje, o símbolo máximo dessa situação. Por ironia do destino, Temer é obrigado a defender seu próprio carrasco, o empresário Joesley Batista, para evitar que as exportações brasileiras de carnes continuem a perder espaço no mundo por causa dos efeitos da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Para isso, o presidente enviou ministros e altos funcionários para Ásia, União Europeia e Oriente Médio e,  ele próprio embarcará para a Rússia, onde deverá reforçar, como um dos principais pontos da agenda bilateral, a qualidade do sistema sanitário nacional.

Causador do inferno astral de Temer, após ter apontado o presidente da República, em delação na Justiça, como um dos grandes interessados na compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha - preso atualmente em Curitiba (PR) no âmbito da Lava Jato - Joesley é um dos donos da JBS. O frigorífico é o maior produtor de proteína animal do mundo. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango. Também atua na produção de alimentos. Em relatórios a investidores, a empresa destaca a receita na Rússia, que representa 1% do total.

Em março deste ano, a PF deflagrou uma operação que mostrou um esquema de corrupção envolvendo os maiores frigoríficos do país, incluindo a JBS. Essas empresas são acusadas de adulterar a carne que vendiam nos mercados interno e externo, com o aval de servidores públicos federais. A notícia causou perplexidade e preocupação aos países importadores que, por outro lado, beneficiaram-se com a queda dos preços dessa commodity.

Temer enfrenta, portanto, um paradoxo. Se, internamente, não é interesse do presidente facilitar a vida da JBS em renegociação de dívidas e outras questões junto a bancos públicos e órgãos públicos federais, externamente a ordem é abrir mercado para a carne brasileira. A origem não importa, pois o que pesa é o cumprimento das normais sanitárias internacionais.

— O Brasil é um grande exportador de carne, independentemente de quem seja o exportador. Se o governo não defender a JBS, abrirá espaço para que outro país ocupe o lugar do Brasil - resume o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro.

Países com chances reais de ocupar o espaço do Brasil a curtíssimo prazo são dois: Estados Unidos e Austrália. Embora os argentinos tenham tradição forte no ramo, não possuem condições para atender à demanda.

No caso dos americanos, a ameaça é ainda mais concreta, diante do momento de reaproximação política entre Washington e Pequim. A China, para compensar o elevado superávit comercial que tem com os EUA, poderá comprar mais carne americana em uma política de boa vizinhança, o que seria ruim para o Brasil.

O presidente da AEB alerta que o mesmo pode ocorrer em relação à Rússia. Moscou, em mais uma tentativa de reaproximação com os EUA, também poderá aumentar suas compras de carne daquele país.

 

 

 

Brasileiros já pagaram R$ 1 trilhão em impostos em 2017

O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano alcançou R$ 1 trilhão, segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo montante foi registrado somente em 5 de julho, o que revela crescimento da arrecadação tributária.

A marca de R$ 1 trilhão equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos estados e aos municípios.

“Já que nossa economia não está crescendo, essa diferença de 19 dias reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o Refis. Reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto”, disse em nota Alencar Burti, presidente da ACSP. Para ele, “no segundo semestre, espera-se elevação arrecadatória em função da melhora da atividade econômica”.

O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista.

O total de impostos pagos pelos brasileiros também pode ser acompanhado pela internet, na página do Impostômetro (www.impostometro.com.br). Na ferramenta, criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é possível acompanhar quanto o país, os estados e os municípios estão arrecadando em impostos e também saber o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado.

 

TRF1 suspende ação penal que investiga presidente do Bradesco

 


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília, decidiu suspender uma ação penal aberta pela Justiça do Distrito Federal para investigar o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. O executivo era réu em um dos processos da Operação Zelotes, que investiga suspeitas de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal administrativo da Receita Federal.
A decisão foi tomada por unanimidade. Os desembargadores da quarta turma do TRF1 consideraram não haver provas suficientes que indicassem a participação de Trabuco no esquema de corrupção.

O presidente do Bradesco foi transformado em réu, em julho do ano passado, pela Justiça do Distrito Federal, junto com outras nove pessoas. O processo investiga um grupo de advogados e consultores tributários e auditores da Receita, por suspeitas de oferecer ao banco soluções em processos que tramitavam no Carf. Os demais investigados continuam réus no processo.

Ao apresentar a denúncia contra Trabuco, os procuradores da Zelotes afirmaram que o presidente do banco tinha “conhecimento e anuência direta” para que as negociações envolvendo o Carf avançassem.

O Bradesco é investigado na Zelotes por ter contratado o grupo que, segundo as investigações, pagava propina em troca de decisões favoráveis no Carf.



 

Vendas do varejo têm o melhor abril

As vendas do comércio varejista brasileiro avançaram 1,0% em abril frente ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . Foi o melhor resultado para o mês desde 2006, quando o índice avançou 1,1%. Em abril de 2008, o indicador também subiu 1%.

Em março, as vendas tiveram o pior resultado para o mês em 14 anos.

“Esse resultado de 1% faz com que o patamar das vendas permaneça estável e fique quase 10% abaixo do pico histórico do comércio, que foi em novembro de 2014”, destacou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

“A redução da inflação e os recursos liberados do FGTS [das contas inativas] tem impacto em atividades que são básicas. Embora parte destes recursos sejam usados para pagar dívidas, eles impactam o comércio”, diz a pesquisadora.

Já a receita nominal do varejo subiu 1,3%. Segundo o IBGE, o resultado no volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. Com isso, a variação da média móvel trimestral ficou praticamente estável (-0,2%), tanto para o volume quanto para a receita nominal de vendas.

1ª alta em 24 meses

Em relação a abril de 2016, o varejo cresceu 1,9%. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses, interrompendo uma sequência de quedas que teve início em abril de 2015.

Nesta mesma base de comparação, o índice acumula uma queda de 1,6% nos quatro primeiros meses do ano, em termos de volume de vendas. O indicador acumulado nos últimos doze meses recuou 4,6%, a menor taxa desde janeiro de 2016, quando caiu 5,3%.Na comparação anual, o resultado de 1,9% tem influência direta da páscoa, segundo a pesquisadora. “Esse efeito páscoa não atinge todo o comércio de modo geral. Mas, os supermercados sempre têm influência positiva”, disse. Isabella enfatizou que, no ano passado, a páscoa foi comemorada em março.

“Em termos conjunturais, é uma situação melhor que em 2016 em relação ao ritmo de quedas. Mas, é importante a gente ponderar que o resultado de abril tem uma particularidade, que é a influência da páscoa e a base de comparação muito depreciada”, avaliou Isabella. A pesquisadora destacou, no entanto, que tirando o efeito sazonal da páscoa, ainda assim o resultado na comparação interanual seria positivo de 0,2%.

Segmentos em destaque

CVM nega acordo a Graça Foster e Gabrielli

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai julgar no dia 11 de julho um processo que apura irregularidades em oferta de ações da Petrobras realizada em 2010. Além da própria Petrobras e do banco Bradesco BBI, organizador da oferta, também são acusados no processo quatro executivos das duas empresas. Entre os nomes estão os ex-presidentes da estatal Maria das Graças Foster e José Sérgio Gabrielli.

Os outros dois acusados são Almir Barbassa, ex-diretor financeiro da Petrobras, e Bruno Boetger, diretor do Bradesco.

O processo apura eventuais falhas na divulgação de informações no prospecto da oferta, documento que estabelece as regras durante as emissões de ação. O texto informava que os acionistas que comprassem as ações preferenciais oferecidas não teriam direito a voto em assembleias da empresa, com uma exceção: se ficasse três anos seguidos sem pagar dividendos aos donos de ações preferenciais.

A empresa teve prejuízos consecutivos e deixou de pagar dividendos. No entanto, quando foi cobrada pelos acionistas sobre o direito a voto, apresentou um entendimento diferente, de que os donos de ações preferenciais não têm nunca direito a participar das assembleias. A questão se tornou alvo de processo na CVM.

Acordo negado

Os acusados chegaram a propor um acordo para encerrar o processo, mas ele foi recusado. Ao todo, eles ofereceram o pagamento de R$ 1,62 milhão em multa em um termo de compromisso.

 

Caixa nega retaliação ao grupo JBS



A Caixa Econômica Federal negou, em nota divulgada, que esteja tomando medidas em represália ao grupo J&F. Segundo a Caixa, não são verdadeiras as notícias divulgadas pela imprensa que o banco está sendo usado pelo governo para retaliar a JBS por conta das delações dos donos da empresa. No texto, a Caixa alega que suas decisões são técnicas.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal, os representantes da JBS se queixaram que a Caixa decidiu cobrar antecipadamente uma dívida, prevista para vencer em 2018.

"A versão de que o Governo estaria usando a CAIXA para retaliar o Grupo J&F também não é verdadeira e tumultua o ambiente negocial, prejudicando a todos e gerando dúvidas no mercado", diz o texto.

Envolvido em escândalos, o grupo está procurando os bancos para renegociar e alongar suas dívidas. Nos bastidores, o governo determinou aos órgãos fiscalizadores que apertem o certo à holding.

Na nota, a Caixa informa que não houve antecipação da cobrança da dívida com a Flora, empresa do grupo, dona das marcas Minuano e Neutrox. Segundo o banco, o contrato previa o encerramento do contrato:

“Nas negociações com o Grupo J&F, as análises e posicionamentos no âmbito da CAIXA situam-se exclusivamente na esfera técnica e buscam preservar, sempre e apenas, o interesse da instituição. No caso envolvendo a empresa Flora, não houve antecipação de vencimento de dívida, mas sim o vencimento normal da obrigação, conforme previsão contratual".

 

Petrobras cancela fornecimento de gás com empresa da J&F

A Petrobras informou que cancelou antecipadamente um contrato de fornecimento de gás natural com a empresa Âmbar, do grupo J&F, para a UTE Mário Covas (UTE Cuiabá). O motivo foi a violação de cláusula contratual que trata da lei anticorrupção, diz a estatal em comunicado ao mercado.

Segundo a Petrobras, o contrato celebrado em 13 de abril contêm uma afirmação da Âmbar de que não houve pagamento ou oferecimento de qualquer vantagem indevida a qualquer autoridade pública. "Entretanto, a Petrobras tomou conhecimento das gravações de delações premiadas de executivos do grupo J&F, de que cometeram atos que violam a legislação anticorrupção vigente", informa a estatal.

A Âmbar Energia confirmou que recebeu a notificação da Petrobras e disse que "avalia o conteúdo do comunicado para decidir os próximos passos".

Pedido de indenização

A Petrobras também informou que vai pedir uma indenização pelo descumprimento das cláusulas contratuais da ordem de R$ 70 milhões, considerando-se o prazo contratual que falta entre a data efetiva da extinção do contrato, que ocorre 10 dias após a notificação, e o seu término original, que seria em 31 de dezembro deste ano.

"Cabe esclarecer que durante as negociações contratuais, a Petrobras não aceitou a demanda feita pela Âmbar de pautar o preço contratual de acordo com os preços de importação do gás da Bolívia, por estar abaixo das condições estabelecidas na política de preços em vigor na companhia", informou a Petrobras.

Desta maneira, acrescentou a petroleira, "as condições de preço acordadas foram baseadas em critérios de mercado e que espelham contratos assinados pela Petrobras com outros clientes". No contrato que está sendo rescindido, o preço vigente é de US$ 6,07/MMBtu, enquanto o valor das importações bolivianas é de US$ 4,29/MMBtu.

O que diz a Ambar

Veja o comunicado da Âmbar, empresa de energia da J&F, na íntegra:

"A Âmbar Energia confirma ter recebido notificação da Petrobras a respeito da ruptura do contrato de fornecimento de gás para a UTE Cuiabá. A companhia avalia o conteúdo do comunicado para decidir os próximos passos.

A empresa esclarece que não é nem nunca foi alvo de investigações de atos de corrupção. Todos os fatos relatados na colaboração com a Justiça por executivos da J&F se dão no âmbito da holding, e não da Âmbar.

A Âmbar ressalta ainda que, no acordo de leniência assinado pela J&F com o Ministério Público Federal, todas as controladas da holding estão autorizadas a celebrar contratos com instituições e empresas públicas."

 

Brasileiros cortam refeições fora de casa

Com menos dinheiro no bolso por conta da crise, o brasileiro está cortando o número de refeições feitas fora de casa. É o que mostra uma pesquisa da consultoria GS&MD.

Segundo o levantamento, de janeiro a março deste ano, 3,5 bilhões de refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes no país – 100 milhões a menos que no primeiro trimestre de 2016.

“O emprego e a renda têm impacto importante nessa redução de tráfego, o consumidor está adotando um comportamento mais racional”, avalia Eduardo Yamashita, diretor de inteligência de Mercado da GS&MD, responsável pelo estudo.

O número de trabalhadores desempregados chegou a 14,2 milhões nos três primeiros meses do ano, um índice de 13,7%, segundo o IBGE.

Por outro lado, o valor médio que cada consumidor gastou com alimentação na rua cresceu de R$ 12,60 para R$ 13,80 do primeiro trimestre de 2016 para o deste ano, o que fez com que o faturamento do setor saltasse de R$ 45,4 bilhões para R$ 48,4 bilhões na mesma comparação.

“Mas 80% desse aumento é decorrente de pressão inflacionária, o restante é o restaurante conseguindo acertar mais nas promoções para o cliente”, pondera Yamashita.

Refeições principais e promoções

As maiores quedas foram registradas exatamente nas principais refeições que o brasileiro faz fora de casa: o almoço e o lanche da tarde.

Além de priorizar as refeições principais, os consumidor está procurando agregar mais benefícios a cada refeição que faz fora de casa.

De todas as refeições feitas pelos entrevistados no ano móvel que se encerrou em março de 2016, 34% estavam dentro de promoções de restaurantes, os chamados “combos” que oferecem desconto para quem compra refeição e suco, por exemplo. No mesmo período do ano anterior, essa parcela era de 32%.

 

Decisão do STF posterga processo da Samarco

Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu uma decisão judicial que obrigava o município de Santa Bárbara (MG) a se posicionar sobre a atuação da mineradora Samarco na região, o que seria um passo importante para a empresa dar entrada no processo de licenciamento e reiniciar suas atividades de mineração.

Para reiniciar a produção, interrompida desde o colapso de uma de suas barragens de rejeitos de mineração em Mariana, em novembro de 2015, a Samarco precisa voltar a captar água no município.

A Samarco precisa apenas de uma declaração de conformidade de Santa Bárbara para dar entrada em processo de licenciamento operacional corretivo das estruturas existentes no complexo de Germano, junto ao órgão ambiental estadual (Semad).

Um dos cinco municípios diretamente afetados pelas atividades da Samarco, Santa Bárbara foi o único que não entregou a declaração de conformidade à mineradora.

O rompimento da barragem deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo. O evento foi considerado como o maior desastre ambiental do país.

Em entrevista à Reuters em maio, o presidente da Samarco, Roberto Carvalho, citou a demora para obter o aval de Santa Bárbara como um dos obstáculos que coloca em risco a intenção de a empresa de retomar a produção ainda neste ano.

A retomada da Samarco, uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton , , é importante para que a empresa possa arcar com reparações cobradas após o incidente, que devem atingir valores bilionários.

Santa Bárbara condicionou a entrega do documento a contrapartidas ambientais, mas uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no mês passado, determinou que apenas a legislação de uso e ocupação do solo deveria ser levada em conta e deu 10 dias para o município apresentar seu parecer.

Na nova decisão, assinada pela ministra Cármen Lúcia e publicada na noite de segunda-feira, o STF afirmou que tem-se por certo que a expedição de declaração de conformidade sem a devida análise pode expor toda a coletividade do município a uma situação de risco.

A licença operacional corretiva das estruturas existentes no complexo de Germano, em Mariana --um dos dois licenciamentos necessários para que a Samarco volte a operar-- foi exigida pelo órgão ambiental estadual (Semad) após a suspensão de todas as licenças da Samarco, em outubro de 2016.

O outro licenciamento diz respeito à deposição de rejeitos de mineração, cujo processo segue normalmente os trâmites dentro do órgão ambiental, que avalia a utilização de uma cava exaurida.

 

Petrobras pede certificação para aderir a programa de governança

 

A Petrobras  protocolou na Bolsa de Valores de São Paulo (B3, antiga Bovespa) um pedido de certificação para aderir ao Programa Destaque em Governança das Estatais. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Pedro Parente, em evento com investidores e comunicado ao mercado por meio da CVM (comissão de Valores Mobiliários).

O objetivo, segundo Parente, é fortalecer a governança da empresa e protegê-la de práticas que possam colocar em dúvida sua integridade. O programa para estatais foi criado no ano passado pela bolsa para melhorar a imagem das empresas e prevê regras mais rígidas de divulgação de informações e na escolha de gestores. A adesão é voluntária.

Para obter a certificação, a empresa deve atender às medidas de governança exigidas pelo programa. Entre eles, há diretrizes sobre a composição do Conselho de Administração, Diretoria e do Conselho Fiscal, como a diversidade de experiências e qualificações e o mínimo de 30% de membros independentes no Conselho de Administração.

A empresa também deve adotar mecanismos internos para evitar atuações de administradores em benefício de políticas públicas além do interesse público previsto em sua criação e objeto social. O programa também exige o aprimoramento de informações divulgadas e compromisso do Controlador Público (no caso, o governo federal) com as práticas de governança.

Em coletiva de imprensa após a apresentação nesta segunda, Parente disse a jornalistas que a empresa está trabalhando há vários meses para solicitar a certificação no programa de governança da B3, e que espera bons resultados da medida - que ainda depende de aprovação. “Toda vez que ocorre uma melhoria de governança atestada por um selo, nós esperamos benefícios não apenas de imagem, mas também benefícios de custos em captações.”

1ª estatal a fazer pedido

O pedido de certificação foi protocolado na sexta-feira (2). Segundo Parente, a Petrobras é a primeira estatal a fazer o pedido. “A Petrobras completou todos os passos, foi um processo, mudamos de estatuto, tivemos discussões com o nosso acionista controlador”, disse. “Tem uma análise por parte da B3. Mas o trabalho está bem feito, achamos que seremos aceitos como integrantes desse programa de governança”.

Parente destacou as medidas que a Petrobras vem adotando para melhorar sua governança, em meio ao escândalo de corrupção envolvendo a empresa e investigado pela Operação Lava Jato.

“O que nós procuramos fazer é demonstrar que o funcionamento dessa governança é o melhor para o interesse da empresa, e criar uma pressão para que as coisas que aconteceram no passado não aconteçam no futuro”

 

Preço dos imóveis tem a maior queda mensal em 5 anos

O preço anunciado do metro quadrado para venda dos imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras caiu 0,16% em maio, segundo o Índice FipeZap, divulgado. Foi o maior recuo mensal desde o início da série história do indicador, há cinco anos, em junho de 2012. Em abril, o valor dos imóveis ficou estável pelo segundo mês seguido.

No acumulado do ano, o preço dos imóveis tem leve recuo de 0,08%. Contudo, nos últimos 12 meses o valor sobe 0,46%, frente à inflação oficial acumulada de 3,75% no período, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em maio, o valor médio do metro quadrado nas cidades monitoradas foi de R$ 7.682.

Valores por cidades

Rio de Janeiro se manteve como a cidade com os imóveis mais caros do país, a R$ 10.132 por metro quadrado, seguida por São Paulo, a R$ 8.683, e Distrito Federal, a R$ 8.435. Já as cidades com o valor médio por metro quadrado mais baixo foram Contagem (R$ 3.519), Goiânia (R$ 4.121) e Vila Velha (R$ 4.644), segundo o FipeZap.

Das 20 cidades pesquisadas, 13 apresentaram recuo nominal nos preços de venda entre abril e maio, com destaque para Recife (-0,64%), Rio de Janeiro (-0,48%), São Caetano (-0,37%), Belo Horizonte (-0,36%) e Vitória (-0,35%).

Já entre as cidades que registraram aumento nominal de preço, estão Santos (+0,44%), Goiânia (+0,35%), Vila Velha (+0,27%), Fortaleza (+0,16%) e Florianópolis (+0,14%). Vale ressaltar que em nenhuma das cidades monitoradas a variação do preço superou a inflação esperada.

 

Economia volta a crescer após 2 anos, puxada pela agropecuária


 

Após dois anos, a economia brasileira voltou a ficar no azul. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 1% no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses do ano passado, influenciado principalmente pelo bom desempenho da agropecuária. É o primeiro resultado positivo nesse tipo de comparação desde o quarto trimestre de 2014, quando houve alta discreta de 0,2%. Na comparação com primeiro trimestre de 2016, o PIB caiu 0,4%. Se ano acabasse hoje, economia brasileira teria queda de 2,3%.

O resultado veio em linha com o que esperavam analistas consultados pela Bloomberg, com projeção de alta de 1%, na comparação com o quarto trimestre. As expectativas, no entanto, variavam de taxas de 0,5% a 1,5%. Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de março de 2017 totalizou R$ 1,6 trilhão.

O grande impulso para o desempenho da economia no primeiro trimestre foi a agropecuária, com safra recorde de soja, que cresceu a dois dígitos: 13,4%. Pela ótica da demanda, além do setor, contribuíram para a alta de 1% do PIB a alta de 0,9% da indústria e a estabilização dos serviços (0%).

No entanto, ainda não é possível afirmar que a recessão acabou. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, destaca que o crescimento de 1% da economia frente ao quarto trimestre ainda foi insuficiente para fazer o PIB sair do patamar de 2010.

- É um crescimento, claro, mas é em cima de uma base bastante deprimida. Se a gente for olhar, a gente está mais ou menos no mesmo patamar de PIB que a gente tinha lá no fim de 2010. Deu uma recuperada em relação ao trimestre anterior, mas a gente voltou ao patamar para o fim de 2010. Nos outros trimestres, estávamos mais para o patamar do início de 2010, e agora passamos a ficar mais próximos do fim de 2010 - afirma Rebeca.

Rebeca explica que a alta de 1% do primeiro trimestre foi influenciada pelos resultados positivos da agropecuária, mas também pela indústria extrativa mineral, que cresceu 1,7%, devido ao fim do efeito desastre da Samarco em Mariana (ocorrido em novembro de 2015), e da melhora dos preços internacionais do petróleo e minério de ferro no primeiro trimestre do ano.


 

 

Brasil  o país mais corrupto do mundo, um verdadeiro Titanic

Brasil está próximo da lanterna da competitividade global, aponta um relatório divulgado pelo instituto de pós-educação suíço IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Segundo o levantamento anual, apenas Venezuela e Mongólia estão em situação pior do que o Brasil. O país está na 61ª posição dentre as 63 economias avaliadas. De acordo com o diretor do estudo, o professor Arturo Bris, a má performance se deve à crise política no país.

No topo do ranking estão Hong Kong e Suíça, já haviam garantido o primeiro e segundo lugar na edição passada, seguidos por Cingapura e Estados Unidos, respectivamente, que trocaram de posição em relação à análise anterior.

Em 2016 o Brasil figurava na 57ª posição, mas caiu quatro pontos porque seus indicadores políticos e econômicos pioraram.

O ranking, que é publicado desde 1989, avalia o perfil dos países com base em quatro pilares: performance econômica, eficiência de governo, eficiência empresarial e infraestrutura.

Por meio de uma estimativa baseada em estatísticas compiladas sobre essas categorias, um país é comparado com o outro. Os dados utilizados para a edição atual são referentes ao período de janeiro a abril deste ano.

Na performance econômica, o Brasil recuou de 55 para 59, na eficiência do governo piorou de 61 para 62, na eficiência empresarial foi de 51 para 49 e na infra-estrutura, caiu de 46 para 51.

 

A intenção do estudo é servir de referência para a criação de políticas públicas que gerem prosperidade para os indivíduos do país. No caso do Brasil, o país está falhando porque a crise de desgoverno não estão levando em consideração o interesse da sociedade, explica Bris.

"O Brasil é o caso clássico em que o setor público é um obstáculo à competitividade do país", avaliou Bris em entrevista à BBC Brasil.

 

Eletrobras ganha prazo até o fim de 2026 para quitar dívida bilionária

 

A Eletrobras ganhou prazo até o final de 2026 para devolver mais de R$ 1,4 bilhão a um fundo do setor elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu flexibilizar o pagamento da dívida decorrente do uso indevido do fundo, após a empresa estatal recorrer de uma decisão anterior da agência, que havia exigido a devolução dos recursos em até três meses.

A decisão da Aneel representa um alívio para o caixa da Eletrobras, que passa por um processo de reestruturação que inclui a venda de ativos, com o objetivo de voltar a gerar lucros. Apesar de decidir alongar o pagamento da dívida, a diretoria da agência reguladora determinou que outros R$ 506 milhões deverão ser devolvidos pela Eletrobras em até 30 dias após a empresa receber pelas vendas de suas distribuidoras de energia no Norte e Nordeste — essas distribuidoras integram o pacote de desinvestimentos da estatal e têm leilão previsto para este ano.

A estatal deve, ao todo, mais de R$ 2 bilhões ao fundo setorial Reserva Geral de Reversão (RGR). A Aneel entendeu que houve “apropriação indevida de receitas decorrentes de amortização de financiamento dos agentes do setor” e a estatal foi condenada a devolver o dinheiro.

Após a Aneel determinar o pagamento do montante de uma só vez, a Eletrobras recorreu, alegando que o Congresso Nacional aprovou uma lei que autoriza a estatal não quitar imediatamente os valores e dá descontos e prazos mais amplos para o pagamento dessas dívidas.

As novas condições do pagamento dos débitos preveem um parcelamento até 2026, com início em julho deste ano.

Os valores a serem devolvidos pela Eletrobras ainda passarão por correção monetária, tanto no caso do parcelamento até 2026 quanto nos recursos a serem devolvidos após privatização das distribuidoras. O valor final dos pagamentos deverá ser calculado pela Eletrobras e apresentado à Aneel em 15 dias.